segunda-feira, 6 de julho de 2015

Correndo bem: o que funcionou pra mim

Tô longe de ser musa fitness ou conselheira esportiva, mas toda vez que posto uma foto relacionada a corrida em alguma rede social recebo vários comentários de pessoas falando que gostariam de começar a se exercitar e como eu faço pra conseguir 'treinar' (entre aspas porque eu odeio essa palavra).

Como eu sou uma reles mortal (entenda-se: não tenho personal trainer, não faço dieta especial, não tenho tempo de sobra, não sou uma pessoa atlética que ama se exercitar), achei que seria bacana falar um pouco sobre as coisas que me ajudam na rotina das corridas. Porque olha, se eu consigo correr 3 a 4 vezes por semana, fazendo em média 8.5km em cada corrida, qualquer um consegue.

Não foi algo imediato. Aliás, como eu já contei nesse blog diversas vezes, eu fiz algumas tentativas ao longo de 5 anos (mais ou menos) de incorporar a corrida na minha vida. E finalmente deu certo! Agora eu entendo porque não deu certo das outras vezes, e talvez se eu dividir o que eu aprendi aqui, mais gente vai tentar.

1. Começar caminhando

Aí que várias pessoas já me falaram: 'Uau! você corre tudo isso sem parar? Eu não aguento correr 1km!' - gente... claro né? Você não começa a correr correndo. Não faz bem, você não vai conseguir e a frustração só tende a aumentar. Eu e o Martin retomamos nossas corridas caminhando. Acho que foi mais ou menos 1 mês de caminhada (mas concentrados, sem conversa, nada de passear!), cerca de 5km cada vez. Chegou então um dia que caminhamos o primeiro km, aí corremos 500 metros. Aí caminhamos mais 2km e corremos mais 500 metros. E então, MUITO AOS POUCOS, as partes de corrida foram superando as de caminhada. Em 3 meses estávamos correndo 5km com um pace de 7 minutos por Km. Daí em diante fomos conhecendo melhor nosso ritmo e hoje sabemos quando estamos pronto pra adicionar mais metros ao percurso ou ir um pouco mais rápido.

2. Determinar uma frequência mínima

Não adianta ir uma vez na semana. Tem que fazer com uma certa regularidade, não apenas pro corpo começar a sentir a diferença mas também pra entrar na rotina. No começo fazíamos pelo menos 2 vezes por semana, depois fomos para 3. Hoje em dia o objetivo é correr 4 vezes por semana, e se por alguma razão não rola um dos dias, a gente não se culpa, vai 3 dias mesmo. Como já escrevi aqui antes, se a gente deixa de ir muito tempo, acabamos sentindo muito na volta. Isso é mais um motivo pra fixar uma frequência minima.

3. Respeitar seu mau humor

Eu ouvi diversos conselhos a respeito de correr. Mas o melhor veio da Renata, que me disse: 'se você não está afim de ir, não vá.' Claro, uma coisa é preguiça (que eu tenho todo dia, e preciso vencê-la sempre), outra coisa é você sentir que o dia está uma merda e você realmente preferir ficar em casa vendo televisão. Ou então ir encontrar os amigos. Ou então ir pro bar tomar alguma coisa porque o dia está quente demais pra ir correr. Enfim, tem que entender quando é pura preguiça e quando é um dia que você não quer ir de jeito nenhum.

4. Comprar o melhor equipamento

Se eu soubesse a diferença que correr com um relógio apropriado faz nos meus treinos, teria gastado essa grana lá no começo. Comprei um Garmin Forerunner 220 há uns 2 meses e fez uma diferença tremenda - no começo o Martin carregava o calular dele no braço e usava o app MiCoach da Adidas. O que é ok, mas não tão preciso quanto o relógio. Agora cada um corre com o seu relógio e seu medidor de batimentos cardíacos (é bom ficar de olho!). Outra coisa é a roupa: tudo bem no começo ir caminhar/correr com aquela camiseta de algodão velha e aquele tênis normal, afinal você tem que ver se vai rolar mesmo. Mas, uma vez que a corrida estiver incorporada no dia a dia, compre um tênis de corrida bom, e roupas com tecido dri fit.

5. Inscrever-se em provas

Nada melhor do que ter um objetivo, e pra mim o objetivo ideal é ter sempre alguma prova em vista. Quando decidimos retormar a corrida pra valer no ano passado, nos inscrevemos em uma prova de 10km para novembro, o que nos dava cerca de 6 meses pra treinar. Deu super certo. Depois dessa, já imediatamente marcamos outra, e outra... e assim foi. A sorte é que é muito fácil inscrever-se em provas de corrida aqui em Londres, tem literalmente todo final de semana em algum canto da cidade. E as provas são também uma maneira de ver o seu melhor, conquistar seu PB (personal best) e usar como referência para as seguintes. E óbvio, é sempre bacana levar uma medalha pra casa!

6. Ter mais de um percurso de treino

Nessa o Martin discorda de mim. Mas eu acho muito chato sempre fazer o mesmo percurso nos treinos. Com o tempo você decora o ponto certinho onde dá 1km, 2km... e aí não tem jeito, o pensamento já fica 'nossa falta ainda um tanto pra 4km...', e isso não ajuda em nada. Por isso eu gosto de dar uma variada, ter uns 2 ou 3 caminhos alternativos e 1 principal. Também é legal pra ver 'outros terrenos', fazer um pouco de subida, correr na grama, na beira do rio... enfim, bom pro corpo mas bom pra cabeça também.

7. Diminuir ingestão de bebida alcóolica : (

Infelizmente é preciso. Beber aumenta o batimento cardíaco, o que não é bom, Essa eu sinto muito fácil: é beber uma noite, e no dia seguinte ver meu batimento lá nas alturas durante a corrida, e consequentemente eu canso mais rápido. Eu não cortei totalmente, até porque é um dos pequenos prazeres da vida, mas agora eu sei que no dia seguinte o pobre coração vai acelerar (o batimento máximo é 220 menos a sua idade, mas eu nunca deixo chegar perto disso. Pra mim, se bateu no 180 é hora de parar/diminuir).

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Chegou o calor - de uma vez só!

Os últimos dias tem sido quentes. Muito quentes, principalmente para os padrões londrinos (por favor me poupem de comparações do tipo 'ah mas aqui no Brasil 30 graus não é nada), já que por essas bandas a gente abandona a manga comprida quando passa de 15 graus. Deu 20 graus já tá todo mundo de saia/bermuda. Quando bate 25 graus rola churrasco em qualquer cantinho ao ar livre, e banho de sol também.

Agora meus amigos, da 30 graus e a gente desmaia.

Como eu estou de férias, fui não desmaiar na piscina pública ao ar livre mais próxima da minha casa - valeu demais a penas as 6 libras de ingresso (eu poderia ter ficado o dia todo por esse valor).


Claro que eu não fui a unica a ter essa ideia, e a piscina tava bombando. Existem vários lugares onde é possível se refrescar em Londres (leia mais aqui), mas piscinas ao ar livre não são tão comuns (ou não tem uma estrutura tão boa como essa).

Dei muita sorte de estar de férias durante essa onda de calor. O último lugar que eu queria estar hoje, vocês devem imaginar, é no escritório. Mesmo que lá tenha ar condicionado.

domingo, 28 de junho de 2015

Jersey

Não é New Jersey nos Estados Unidos, é a Jersey 'original' mesmo, a ilha no Canal da Mancha mais conhecida como um dos paraísos fiscais preferidos de certos políticos corruptos. Mas se você acha que Jersey é parecida com grandes centros financeiros, está muito enganado.

Estamos aqui (eu, Martin, meus pais) para um fim de semana prolongado que termina amanhã. Pegamos dias ótimos! Aliás, menosprezamos o verão e acabamos queimados de sol... (tem foto da minha cara tosca com marca de óculos de sol no Snapchat - helorighetto)

A memória que levo de Jersey é isso aqui (eu que fiz essa montagenzinha, pra página do Aprendiz de Viajante no Facebook):



Em tempo: há 3 anos nós visitamos Guernsey, outra ilha no Canal da Mancha. O relato está aqui.

domingo, 21 de junho de 2015

Mais 10

Hoje coloquei mais uma prova de 10km no meu currículo de corredora (nossa, como estou insuportável) - e o melhor, na compania da minha amigona Renata. Pois é, dessa vez era uma corrida apenas para mulheres (organizada pela Nike), então o Martin teve que ficar na torcida (junto com o meu pai, que foi me ver também - preciso falar disso em outro post, meus pais estão aqui visitando!).

Sei que parece óbvio, mas é muito legal notar o resultado de treinos consistentes. Não é que a gente consegue mesmo ir mais rápido e demorar mais pra cansar? Essa é a minha terceira prova de 10km em menos de um ano, e pela terceira vez melhorei meu tempo.



A compania da Renata foi essencial, tenho que dar todo crédito pra ela. A Rê já corre há muitos anos, e muito mais rápido. Ela fez questão de ir no meu ritmo, e é claro que eu fi questão de ir um pouquinho mais rápido. E assim, chegamos na linha de chegada com o tempo de 1:04:47 - teve até sprit final a milhão (que eu honestamente não sei como consegui, foram poucos metros mas aceleramos muito!)!

Agora é focar na próxima!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Tem boleto? Tem sim senhor!

Desde que o meu Guia de Londres foi lançado, vez ou outra recebemos comentário lá no Aprendiz de Viajante, ou então email de alguém interessado, perguntado se a gente emite boleto como forma de pagamento.

Sim, boleto! Há anos que eu não ouvia falar de boleto, nunca mais usei essa forma de pagamento, então pra ser bem honesta nem pensei nisso quando planejamos o sistema de vendas do guia. Bom, pra quem pedia boleto, eu sempre oferecia como alternativa fazer depósito bancário, mas né, é preciso ouvir o feedback dos leitores, ainda mais quando são muitos.

Pois então, temos boleto!

Fizemos o cadastro no PagSeguro pra poder oferecer essa forma de pagamento (mas apenas para versão impressa). Tá tudo explicadinho na página oficial do Guia de Londres Para Iniciantes e Iniciados lá no Aprendiz de Viajante.

Ou seja, se você não tem cartão ou simplesmente não quer usar o Paypal, agora não tem mais desculpa! E, é claro, continuo oferecendo a opção de depósito direto em conta. Fazemos qualquer negócio!


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Como doar seus pertences em Londres

Charity Shop
As charity shops são lojas que revendem pertences - roupas, livros, brinquedos, acessórios e até móveis - por um preço muito baixo, e o valor arrecadado é doado para alguma instituição sem fins lucrativos. Diversas instituições, como o Cancer Research UK e o Save The Children possuem uma rede de charity shops, mas algumas são independentes, e revertem o valor para mais de uma instituição.

É a maneira mais prática de doar o que você não quer mais, pois existem várias, em todos os bairros. É só levar suas coisas e deixar lá - mas é claro, certifique-se de que determinada loja aceita determinado tipo de produto. Por exemplo, existem charity shops especializadas em roupas, então não adianta levar uma cadeira.

Sempre que eu levo alguma coisa na charity shop eu também dou uma olhada na oferta - temos um relógio antigo, dos anos 40, que compramos por £10!

Freecycle
Sei que o Freecycle nāo é uma exclusividade daqui, mas eu nunca tinha ouvido falar desse rede de doações antes da minha mudança pra Londres. O Freecycle é um website, que conecta pessoas das mesmas cidades e bairros, que estão doando pertences ou buscando doações.

Você deve entrar no site e buscar pelo grupo de sua cidade ou bairro, e após um rápido cadstro pode anunciar o que está doando ou procurando. Os interessados irão responder seu anúncio e você então recebe uma notificação por email. Aí é só se organizar com a pessoa e arranjar a entrega. Eu já doei, entre outras coisas, um microondas.

Dependendo do que você anuncia, vai receber um monte de emails interessados, então é bom ficar atento e fazer por ordem de chegada: se a primeira pessoa que entrou em contato acabou 'sumindo', avise a próxima, e assim por diante.

Também é legal dar uma olhada nos anúncios de coisas que as pessoas estão precisando, talvez você tenha algo em casa que nem lembra mais e pode ajudar muito! Lembrando que o Freecycle é mantido por voluntários, então se você usa os serviços, que tal considerar uma doação?

www.freecycle.org

Gumtree
O Gumtree também é um website de anúncios (mas de absolutamente tudo!), só que você pode usá-lo para vender/comprar, e não necessariamente doar. Acho que usei o Gumtree apenas uma vez, para vender um sofá, porque acho meio confuso, tem tanta coisa que é difícil achar aquela coisa específica que você está procurando. Mas enfim, é uma solução (e alternativa ao Ebay) se você precisa de uma graninha extra e quer vender alguma coisa.

www.gumtree.com

Grupos no Facebook
Existem alguns grupos de brasileiros que moram em Londres no Facebook, e em muitos deles as pessoas anunciam seus serviços ou objetos para vender/doar. Como o Facebook anda trolando tudo quanto é postagem orgânica, a sua oferta pode se perder, mas né, nunca se sabe. Sempre tem alguém que conhece alguém que está precisando de algo que você não quer ou não precisa mais.

Council
Essa é uma ótima opção se você precisa doar coisas grandes, como móveis, mas não tem como fazer o transporte. Entre em contato com o seu council (tipo sub prefeitura do seu bairro), pois eles provavelmente tem um serviço de coleta. Não adianta deixar na lixeira do seu prédio e achar que a fada da reciclagem vai pegar - é preciso avisar o council, eles tem um dia certo designado para isso.

Deixar na porta de casa
Apesar de essa não ser uma prática tão comum em Londres como é em outras cidades européias, não é difícil encontrar objetos na frente de algumas casas com clara sinalização de que estão ali pra quem quiser pegar. Pra quem mora em prédio, também dá pra deixar no hall por um tempo com um bilhete e ver se alguém pega. Já peguei uma mesa de centro no lixo de uma casa e doei uma cadeira no hall do meu prédio.

Mas claro, tenha bom senso: se ninguém pegar em 24 horas, retire o objeto e arrume outra maneira de fazer a doação.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Mais uma sexta feira

Pega mal deixar registrado aqui que chega essa hora (17h) na sexta feira eu já não consigo fazer mais nada? Ok, talvez seja assim desde as 16:30h. 16h. Desde a hora do almoço.

Nem ter ideia de algo engraçadinho pra escrever nesse blog eu tenho.

E assim chegamos às 17:02h

(ah, semana que vem essa hora eu não apenas estou de férias mas também acompanhada dos meus funcionários: meu pai e minha mãe)