quinta-feira, 18 de setembro de 2014

5 hábitos irritantes que você vai adquirir quando se mudar para Londres

1. EXCUSE ME
Ah, nada mais londrino do que falar EXCUSE ME daquele jeitinho grosseiro que turista acha que é educado para alguém parado do lado esquerdo da escada rolante. O seu primeiro EXCUSE ME será mais parecido com um excuse me: baixinho, envergonhado, quase pedindo desculpas. Ao longo dos anos você pega prática e assim que avisa o turista desavisado bloqueando o lado esquerdo e atrasando sua vida em 6 segundos solta um digno EXCUSE ME que na minha opinião deveria contar pontos pra cidadania britânica

2. Tentar evitar que alguém sente ao seu lado no ônibus/metrô/trem
Quando você entra no vagão do trem/metrô ou no ônibus, sempre vai ter uma pessoa tentando evitar que alguém sente ao seu lado colocando a bolsa no assento. Esse truque é engraçado, porque você vira os olhos quando vê, mas pode ter certeza de que tentará fazer o mesmo! O pior (melhor?) é que funciona, já que todo mundo prefere achar outro lugar do que pedir pra pessoa retirar a bolsa. E já vi, muitas vezes, pessoas ficarem de pé e deixarem o fulaninho com a bolsa ocupando espaço onde alguém poderia estar sentado. Uma coisa é tentar 'guardar' o assento quando existem outros disponíveis, outra é fazer cara de paisagem quando o trem fica lotado. Mas anota aí: você também vai fazer isso.

3. Byyyyeeeeeeeeee
Aqui, ninguém encerra conversa de telefone com 'beijo, tchau'. O pessoal fala tchau (bye) mesmo, mas não é apenas um 'bye'. É um bye com voz afinada e ênfase no 'y', então fica 'byyyyyyye'. Até conversas mais sérias, entre pessoas de voz grossa, podem terminar assim. Por que raios todo mundo tem que afinar a voz? É esquisitíssimo esse 'bye' meigo, acho demasiado irritante. Prefiro mandar beijo, mas quando estou ao telefone com alguém daqui, não tem jeito: sai o bye irritante.

4. Atravessar a rua loucamente
Todo londrino é um suicida em potencial, basta vê-los atravessando a rua em algum ponto super movimentado da cidade, como Piccadilly Circus e Oxford Circus. Quanto mais movimentado, mais chances você terá de ver um quase atropelamento. É um desespero pra atravessar a rua, estão sempre com muita pressa e parece que os 2 minutos do farol fechado para pedestres são uma ofensa. E aqui não é como nos Estados Unidos, que a pessoa bota um pé na rua e o carro para. Os motoristas não querem nem saber, continuam como se não tivesse um trouxa arriscando a vida passando na frente. Não tem um dia que eu não veja um doido passar raspando em frente um ônibus. MAS, vai chegar o dia que você vai fazer o mesmo. Atravessar como se fosse tirar o pai da forca: londrinos manjam muito.

5. Largar o jornal em qualquer canto
Adoro os jornais e revistas gratuitos distribuídos em Londres, mas detesto vê-los largados pelos cantos do metrô, trem, ônibus e estações. Por que ninguém leva o jornal para casa ou sei lá, joga no lixo depois? Apenas uma ideia. O problema é que é tradição 'reutilizar' o jornal deixado pelas pessoas por aí, e assim consecutivamente até o funcionário que faz a limpeza do metrô ter que catar tudo e jogar no lixo. Eu acho assim: pegou alguma coisa, precisa então ser responsável por jogar no lixo. Largar, simplesmente, não pode. Só que não posso atirar pedras porque né, quem nunca. Já fiz, pronto, falei. Esqueci o livro em casa, então peguei o jornal na entrada da estação e na hora que chegou a minha parada, deixei ele pra trás, no assento onde eu estava.


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Exposição: Late Turner - Painting Set Free

Essa já é a terceira exposição do Turner nos meus quase 6 anos de Londres. E olha, com a quantidade de quadros que ele pintou, dá pra pra montar mais muitas e muitas exposições com temas diferentes. Da primeira vez, na National Gallery (quando vi o trabalho do Turner pela primeira vez) o tema era a o trabalho dele inspirado no Claude (Lorrain, não Monet). A segunda, que aconteceu faz pouco tempo no National Maritime Museu, era sobre o trabalho dele inspirado no mar.

Dessa vez, na Tate Britain (meu museu preferido em Londres), o foco é o trabalho do Turner a partir dos seus 60 anos até sua morte (1835-1851). O nome 'Painting Set Free' refere-se ao fato de ele então já ser um artista estabelecido e 'libertar-se' de convenções (se bem que ele nunca foi muito preso a tais convenções e desde o início da carreira 'chocou' os críticos e o público).

Uma das partes que mais gostei foi a seção dedicada as pinturas feitas em Veneza, além dos quadros em formato 'inovador' para a época (quadrados e octágonos, por exemplo).

Essa exposição fica em cartaz até 25 de janeiro, e a entrada custa £16.50 (lembrando que a entrada para ver o acervo do museu é gratuita). 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Vídeo: Pembrokeshire, País de Gales

Fizemos um vídeo da nossa mais recente viagem ao País de Gales (mais precisamente a região de Pembrokeshire), usando várias fotos e vídeos curtos feitos com o celular. Ficou bem bacaninha, e tem um pouco de cada lugar/cidade que visitamos.
 

(sei que pouca gente tem paciência pra ver vídeos, mas esse é curto, vê aí vai!)

domingo, 7 de setembro de 2014

5 nomes de estações em Londres que todo mundo fala errado quando chega

1. Leicester Square
Três letras da palavra Leicester simplesmente somem quando ela é pronunciada: o 'ice' é totalmente ignorado e você deve falar 'Léster'. A mesma coisa com Gloucester (estação Gloucester Road): vira Gloster. Acho um desperdício de letras, principalmente num mundo onde precisamos cortar cada vez mais caracteres (alô, Twitter!)

2. Tottenham Court Road
Acho que mesmo que eu more aqui pro resto da vida, jamais conseguirei pronunciar Tottenham do jeito certo. É até complicado explicar como se fala, porque não necessariamente algumas letras são cortadas, como em Leicester, mas a pronúncia é rápida e sutil. Por exemplo, olhando os dois Ts seguidos, dá vontade de falar TOTTEN com ênfase no TTE não? Pois é, não. E o h no 'ham' é praticamente mudo (malditos, conseguem esquecer do H nessa palavra mas não conseguem não pronunciar no meu nome). Então é mais ou menos assim: Tótenam. (o 'tenam' fala bem rápido e meio que fechando a boca).

3. Greenwich
Uma das minhas primeiras lições de inglês nos 2 mil anos que cursei Cultura Inglesa foi: toda vez que você vê dois Es seguidos (ee), a pronúncia vira i. Beleza, MAS NÃO. Greenwich não se fala Grinwich, se fala Grénich. Pois é, não apenas o ee vai por água abaixo mas também o w some. Tá tudo errado nesse mundo.

4. Southwark
Eu queria muito entender o porquê da palavra 'south' mudar completamente a pronúncia quando combinada com 'wark'. South é fácil, certo? Essa todo mundo sabe: sáuth. NÃO. Alguém achou que não seria OK falar Sáuthuórk e mandou avisar que, nesse caso, south se fala SÃD. Isso, SÃDwark. Pra que? Acho que é por isso que essa estação está sempre vazia e ninguém gosta dela.

5. Chiswick Park
Chiswick é uma daquelas palavras que a gente fica tentado em separar em duas para pronunciar: Chis/Wick. A primeira vista a gente sempre acaba falando assim: CHEESEWEEK. Mas aqui também tem letra ignorada, é preciso engolir o W e não esticar a letra I nas duas vezes. Fica mais ou menos assim: Tchísik.


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sábado, 6 de setembro de 2014

Paris, só que quase

Estou em Paris (a trabalho) há dois dias e fico mais dois dias. Sempre que venho pra cá, seja a trabalho ou por puro lazer, a estadia é intensa. Sempre passa voando, seja andando pelos corredores da feira que venho cobrir ou sentada num café qualquer vendo o tempo passar.

Gosto demais daqui! Tenho grandes amigos na cidade e consigo andar nas ruas com uma boa noção de onde estou, sem depender tanto de mapas. Paris é tão legal que a gente fica adiando passeios clássicos nos arredores da cidade. Tem sempre um museu pra conhecer, ou mais um café au lait pra tomar. 

Acho que Paris sabia exatamente como eu estava me sentindo hoje (com saudades!), tinha até um recado em inglês no meio da rua, que implorava por uma foto mico:


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

5 perguntas que vão te fazer quando você mudar para Londres

1. Você vai ficar em Londres pra sempre? 
A pergunta que não quer calar. Não tem quem não pergunte isso - familiares, amigos e pessoas que você acabou de conhecer. E é engraçado, porque a maioria das pessoas nunca sabe responder. Pra sempre é muito tempo, né? Se eu não sei onde vou almoçar amanhã, como vou saber se vou ficar aqui pra sempre? Minha reposta geralmente é: vou ficando enquanto está bom, mudar de país (mesmo que seja pro meu país de origem) dá muito trabalho

2. O que vocês comem aí?
Acho que por causa dessa fama (pra lá de ultrapassada) que a cidade tem, de que a culinária daqui se resume a peixe e batata, o pessoal fica curioso pra saber da nossa alimentação. Para decepção geral de quem pensa que comemos mal nesse país, nossos hábitos alimentares melhoraram muito desde a mudança pra Londres (claro que também influencia o fato de estarmos mais velhos e mais cuidadosos com o que comemos). Isso porque as compras do supermercado saem mais baratas e aqui conheci pratos típicos de paises como Índia, Paquistão, Nepal e Tailândia (não estou falando que não existem restaurantes desses países no Brasil, apenas que aqui o acesso é mais fácil, mais barato, tem por todo canto).

3. Você tem amigos ingleses?
Essa pergunta geralmente precede outra: os ingleses são frios mesmo? É diferente de ter amigos brasileiros? Bom, a resposta aqui varia muuuuito de pessoa pra pessoa. Eu, por exemplo, não tenho amigos ingleses, mas tenho colegas muito queridas de trabalho. Nos damos super bem e já saímos juntas algumas vezes (até porque viajamos muito juntas), mas não diria que somos amigas. Não porque elas são frias (isso não é verdade) mas simplesmente porque a evolução de uma amizade com alguém que teve uma criação em uma cultura completamente diferente da sua é muito mais devagar.

4. Tá frio aí?
Verão não é uma estação exclusiva para o hemisfério sul. Aqui também faz calor! Mas, assim como pode fazer 30 graus no inverno brasileiro, pode fazer 15 graus no verão inglês. Como diz um amigo meu (sempre uso esse exemplo): antes de se mudar pra Inglaterra, olhe no mapa - estamos perto de um pais chamado ICELAND (Islândia, mas que na tradução literal seria 'Terra do Gelo'), então é claro que aqui no geral faz mais frio do que no Brasil. Não adianta reclamar! É assim. Temos muitos meses frios, mas temos também meses quentes, dias lindos, céu azul e sol brilhando.

5. Quando você vem pro Brasil?
Há uma cobrança constante dos amigos para que você vá para o Brasil o máximo de vezes possível. Eu costumo ir a cada 2 anos, mas a maioria dos meus amigos aqui vai uma ou até duas vezes por ano. Isso quer dizer que eu não sinto saudades? Claro que sinto! Mas ir para o Brasil envolve um planejamento/orçamento muito mais detalhado do que uma viagem para qualquer outro lugar. Isso porque você precisa organizar encontros, visitar familiares e ir nos lugare que gosta. Já aviso: nunca dá tempo de fazer a metade das coisas que você planeja. Você volta frustrado e ainda por cima toma bronca de um monte de gente que não conseguiu ver. Isso pode até me fazer parecer uma expatriada sem coração, mas não acho que preciso ir pro Brasil todo ano apenas porque sou de lá. Mas obviamente cada cabeça uma sentença.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Encontro em Londres

Por causa da minha participação no Aprendiz de Viajante, faço parte da RBBV (Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem), um grupo que reune centenas de blogueiros que dividem experiências, dicas, furadas e organizam vários eventos.

Bom, um desses próximos eventos será aqui em Londres: um encontro de blogueiros e leitores, que será dia 21 de setembro. O lugar escolhido é o bar do One Aldwych Hotel, a partir das 5 da tarde (o espaço está reservado para nós, mas cada um paga pelo seu consumo).

Então, se alguém estiver afim de bater um papo e tomar um gin&tonic apareça lá!

Endereço: 1 Aldwych, WC2B 4BZ