Amor no Douro


Dia 17 de setembro eu acordei às 2 da manhã pra pegar um vôo em direção ao Porto (mais uma vez!), para participar de uma press trip. O objetivo dessa viagem era explorar o Vale do Douro. Não apenas os vinhedos e produção de Vinho do Porto e do Douro, mas também a história, a cultura e as pessoas.

Foram 5 dias intensos, sempre acordando cedo e indo dormir tarde, trocando de hotel quase todos os dias. Viagens desse tipo são sempre assim, eu já estou ficando acostumada ao ritmo e agora já consigo me organizar muito melhor na hora de produzir conteúdo. Apesar de serem oportunidades incríveis de conhecer lugares no mundo que eu não conheceria tão cedo, são viagens extenuantes fisicamente e mentalmente, e no final já dá aquela vontade de ir pra casa, onde tudo nos é familiar.

Quase o grupo todo
Tive muita sorte de ter tido ótimos companheiros de press trips até agora. Conheci blogueiros de outros países, alguns com os quais a amizade rendeu após a viagem. Viajei com blogueiros que já conhecia virtualmente, estreitando a relação e trocando muitas ideias para melhorar os blogs e a maneira como gerenciamos nossas redes sociais.

Mas essa viagem ao Vale do Douro se superou. Não sei se planetas e estrelas estavam alinhados (e eu nem acredito nisso), se foi pura sorte ou uma escolha certeira dos participantes pelos organizadores. O fato é que eu não queria ir embora, e me despedir dos amigos que fiz nesses 5 dias foi bem difícil. Especialmente das outras três blogueiras, também brasleiras e também moradoras do velho continente, que me proporcionaram tanta conversa boa, risadas e companheirismo desde o café da manhã até a hora decada uma ir para seu quarto dormir (as vezes até depois disso, com mensagens rolando soltas madrugada adentro). Rita, Raphaella e Martinha.

Rapha, Rita, eu e Martinha (a maior parte das fotos é assim, com o copo na mão!)
O relato detalhado de tudo que conheci no Vale do Douro estará no Aprendiz de Viajante. Mas achei que essa história de amor com os meus companheiros de viagem merecia um destaque aqui mesmo.

Me apeguei: Anita, uma argentina queridíssima. Mais uma razão para voltar pra Buenos Aires

Como você chegou até aqui?


Esse blog completou 12 anos em agosto, então acho que tá mais que na hora de eu saber um pouco mais de vocês, já que vocês sabem tanto sobre mim (a não ser que você tenha começado a ler o blog hoje, aí tudo bem, tá liberado!).

Então eu queria que vocês deixassem comentários contando como chegaram nesse blog, desde quando vocês acompanham, esse tipo de coisa. Pra quem tiver paciência, conte também alguma coisa sobre você, acho justo hein?

Leitura: I Call Myself a Feminist (diversas autoras e editoras)


Como vocês já devem ter notado, eu ando sedenta por livros feministas. Estou tentando correr atrás do tempo perdido e realmente sinto a necessidade de aprender mais, conhecer outras mulheres ativistas e saber qual é a luta particular delas. E esse livro é perfeito pra isso, pois foi escrito coletivamente, por 25 mulheres.

Cada uma delas conta como se descobriu feminista, e é muito bacana sair da nossa redoma e entender a necessidade de mulheres com histórias completamente diferentes das nossas. Não sei como é possível alguém ainda se posicionar contra o movimento feminista após ler alguns desses relatos.

Outra coisa bacana do livro é que os relatos são intercalados com citações e extratos de outros livros ou reportagens, deixando a leitura bem dinâmica.

Eu não sei se tem versão em português, mas pra quem lê em inglês, vale demais a pena.



E vou aproveitar pra lembrar vocês do meu projeto feminista, o Conexão Feminista. Já são mais de 30 hangouts, vários com convidadas especiais. Ontem mesmo eu conversei com a Áurea Carolina, candidata a vereadora em BH. Se você ainda não conhece o CF, dá uma olhada lá no nosso canal e também na nossa página no Facebook (likes são bem vindos!).

Golpista sim


UPDATE

Atenção! Se você veio aqui pra deixar um comentário do tipo 'você mora fora e não sabe como é aqui' aviso que alguém já foi mais rápido que você (aliás, nunca recebi um comentário assim minutos depois de postar, foi recorde!) e já escreveu isso. Procure por favor outro argumento, a minha resposta pro 'você não mora aqui' deixo copiada pra você não se dar ao trabalho:

Moro longe, e dai? Não vivo numa bolha. Sabe a internet, essa mesma que vc usou pra vir aqui no meu blog? Então, ela me conecta com o mundo. Eu falo com a minha familia diariamente, amigos, leio noticias, redes sociais. Enfim, eu sei o que acontece no minuto que acontece. E, pra ser honesta, morar fora me dá a vantagem de poder analisar o fato sem estar no olho do furacão, podendo ver a opinião de pessoas que tem outras vivências, e não apenas amam ou odeiam o PT ou o que seja. Engraçado né, se eu fosse a favor do impeachment você estaria me parabenizando, falando que só uma pessoa esclarecida como eu, que mora na Inglaterra, poderia ter tamanha sensatez. Mas como estou do outro lado, você usa isso pra deixar esse comentário infeliz.

GOLPISTA SIM. Minha opinião vale mais do que audiência no blog. 





O Elefante


Semana passada estive em Nantes (na região da Bretanha, na França) por dois dias, a convite do projeto "Le Voyage à Nantes" (óbvio que vou escrever sobre isso com mais detalhes lá no Aprendiz de Viajante). Fui com a Karine, que também tem blog e mora aqui em Londres. Nós duas não sabíamos quase nada sobre a cidade, então qual foi a nossa surpresa ao descobrir que uma das atrações mais famosas de lá (talvez até a mais famosa de todas) seja um elefante. 



O elefante, ou melhor, "The Grand Élephant", é parte do projeto turístico e cultural "Les Machines de L'île". São diversas máquinas que parecem saídas de um caderno de estudos de Leonardo da Vinci, que ficam na Île de Nantes, uma ilha no Rio Loire, bem perto do centro da cidade, que está se tornando um centro de criatividade e inovação. 

Pra mim, ver o elefante (e fazer um passeio dentro dele!) já vale a viagem para Nantes. Sim, a cidade é legal e tem um monte de outras coisas pra ver. Mas em que outro lugar você vai ter a oportunidade de passear dentro de um elefante mecânico de 12 metros de altura que inclusive solta água pela tromba? 

Mais legal do que o passeio em si é caminhar ao lado dele e ver de perto os movimentos das patas, das orelhas, da cabeça e da tromba. É tudo muito bem feito e sincronizado! Nós pegamos dois dias de muito calor (temperatutas acima dos 30 graus) e o vapor d'água que ele solta foi uma maneira inusitada de nos refrescarmos! 



Eu fiquei apaixonada por esse elefante! Nantes é um ótimo destino de fim de semana pra quem mora aqui em Londres, pois o vôo é rapidinho (uma hora) e a cidade pode ser explorada a pé. Ah, e quem quer conhecer os famosos castelos do Vale do Loire, pode começar ou terminar a viagem por lá. Vai por mim, o elefante mecânico vale a pena! 

Leitura: I Dreamed of Africa, Kuki Gallmann


Um livro velho, publicado em 1991, que eu achei na livraria do projeto The Kindness Offensive em um dia que estava lá como voluntária (nessa livraria todos os livros são de graça, é só ir e pegar o que você quiser, juro! Escrevi mais aqui). Foi uma coincidência muito feliz, pois eu havia acabado de terminar o livro Mulheres Viajantes, e dei de cara com esse, sobre uma mulher que resolve ir para o Quênia e morar lá.

Kuki Gallmann foi morar na África nos anos 70 junto com o seu marido, Paolo, e seu filho, Emanuele. Italianos, deixaram para trás a vida privilegiada e foram buscar no Quênia o que não tinham na Itália: um propósito, uma conexão com a terra. Kuki conta toda essa história (que na verdade começa quando ela era apenas uma criança, passa pelo seu primeiro casamento, o nascimento do filho, a separação, o acidente que a uniu a Paolo e finalmente a resolução de ir atrás da vida nova muito longe de sua terra natal) de uma maneira incrível. Eu já havia lido algumas biografias, mas nenhuma autobiografia, e talvez essa seja a grande diferença.

É uma história linda, mas nem por isso é felicidade do começo ao fim. Nós acompanhamos as vitórias e também as fatalidades. Eu chorei muito, mas muito mesmo, e não achei que ela forçou a barra na hora de contar as tragédias.

Obviamente que eu já pesquisei muito sobre ela. Hoje em dia Kuki e sua filha Sveva são conservacionistas, ambientalistas e ainda vivem no Quênia, no mesmo rancho onde tudo começou. A diferença é que hoje em dia é possível se hospedar na reserva natural Ol Ari Nyiro, onde fica o rancho e o HQ da Gallmann Memorial Foundation (fundação criada por ela).

Sei que inclusive existe um filme estrelado por Kim Basinger baseado nesse livro, mas eu olhei o trailer e já vi que rola um super twist na história, então não sei se vou assistir. Mas enfim, vou ali comprar um guia do Quênia. Até agora não estava nos meus planos de curto prazo ir para a África, mas esse livro mudou tudo.

Olimpíadas


Tem até uma categoria aqui no blog chamada "Olimpíadas", e se você clicar vai encontrar todos os meus posts de Londres 2012. Não consegui escrever nada sobre Rio 2016 pelo simples fato de estar morrendo de inveja. Acho que a gente nunca acompanha as Olimpíadas do mesmo jeito depois de presenciar uma tão de perto.

Vi o que o fuso horário permitiu (só consegui ficar acordada até muito tarde pra ver a abertura, quando terminou eram 4 da manhã aqui), e até assisti algumas coisas pelo app e pelo site da BBC. Mas não senti a mesma empolgação que sentia antes de 2012. Não sei explicar. Toda vez que vejo os snaps e instagrams e postagens no Facebook me dá uma saudade danada do que vivi aqui há 4 anos. Uma super inveja da atmosfera maravilhosa do Rio de Janeiro, dos amigos e parentes curtindo tudo in loco.

Fiquei super orgulhosa do meu país e dos nossos atletas. Com ou sem medalha, são todos incríveis. Dessa vez fiquei de olho no desempenho das mulheres em particular, e foi maravilhoso ver tanta mulher despontando e fazendo dessas Olimpíadas as Olimpíadas das mulheres.

E achei sensacional também o desempenho do país que é a minha casa. Que legado de 2012 eles levaram! Sua melhor Olimpíadas fora de casa. Medalhas todos os dias, atletas simpáticos e muito, mas muito determinados a melhorarem suas marcas.

Eu espero que a cidade escolhida para sediar os jogos de 2024 seja uma cidade na Europa. Caso eu ainda esteja morando por essas bandas, vou fazer de tudo para ver de perto.

Leitura: Mulheres Viajantes, Sónia Serrano


Ganhei esse livro de presente de uma amiga e ele imediatamente foi pro topo da lista. Acabei levando mais tempo do que costumo para terminá-lo porque ainda estou tentando criar uma nova rotina com as leituras depois que passei a trabalhar em casa, mas do meio pro final dei uma acelerada, pois ele fica ainda mais interessante.

Esse é um livro de não ficção, que conta a história de várias mulheres que, contrariando tradições e expectativas de terceiros, resolveram explorar o mundo. Mulheres que nasceram no século 18, 17, 16 e até muito antes disso. Cada uma teve sua razão, e cada uma viajou a sua maneira. Algumas se apaixonaram pelo Oriente, enquanto outras foram para a África diversas vezes. Algumas com recursos, outras sem dinnheiro no bolso. São histórias lindas, inspiradoras, mas infelizmente nem todas terminam bem.

Várias das mulheres retratadas no livro mapearam regiões ou descobriram espécies de plantas e animais. Algumas caíram no esquecimento enquanto outras são referência até hoje, pioneiras na escrita de viagem. Enfim, cada uma delas ajudou a quebrar barreiras e paradigmas, fazendo a nossa vida hoje em dia muito mais fácil do que a delas.

Mulheres viajantes: leiam!

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Cadê o assunto que estava aqui?


Fugiu!

Eu fico agoniada quando vejo que a data da última postagem passa de uma semana, tenho a impressão de que estou omitindo fatos importantes da minha vida pra mim mesma no futuro. Os assuntos mais corriqueiros acabam indo pro Snapchat, e os anúncios importantes vão parar no Facebook ou Twitter.

Ah, uma coisa bacana é que eu lancei mais um guia : ) o primeiro da série 'Bate e Volta de Londres', sobre Oxford & Cambridge. Está a venda aqui, custa R$9,90 e está disponível apenas como ebook (o Guia de Londres continua firme e forte, tanto impresso como digital).

Estou envolvida com algumas organizações e fazendo trabalhos voluntários (conto mais outra hora), continuo fazendo os hangouts feministas com a Renata e escrevendo posts de viagem. Também tenho algumas viagens agendadas para os próximos meses, mas infelizmente o Brasil não está mais na lista, como era o planejado. por causa de burocracias para renovar o visto de residência do Martin que levam mais tempo do que deveriam. Mas enfim, faz parte.

Vou ali mas já volto!

Motivação pra correr pós meia maratona e férias


Depois que fizemos a meia maratona em maio, demos uma relaxada nas corridas (eu não gosto da palavra 'treino'). Não no sentindo de deixar de sair pra correr, mas sim de correr distâncias menores e sem tanta preocupação com o tempo. Parece que na meia a gente se desfez de um peso, sabe? Aquela coisa 'preciso provar pra todo mundo que eu consigo'.

Até aí tudo bem, só que vieram as férias na Sicília - 2 semanas de chinelo e biquini - e foi quando voltamos que realmente sentimos a diferença na motivação.

Antes deixa eu esclarecer: saímos de férias sem culpa nenhuma. Em nenhum momento cogitamos levar nossa roupa de corrida pra lá. A gente não queria correr e pronto, eram 2 semanas de férias de verdade! Sem preocupação. E, na boa, a corrida é uma preocupação sim, é um compromisso. É, pra gente, uma obrigação (ainda que a gente sinta satisfação no fim das corridas, a gente faz pela saúde, foi uma decisão totalmente baseada nisso).

Então, a volta. Olha, foi bem difícil. Só agora, quase um mês depois, o ritmo 'antigo' (pré meia maratona) está voltando. E o chato é que nesse 'limbo' a gente vai perdendo a vontade de ir correr. Porque sabemos que será demorado, dolorido, difícil. Aí a gente faz um percurso curto. Aí não progride. Sacou o ciclo?

Mas enfim, parece que estamos voltando para os eixos. E agora temos uma nova prova em vista (de 10km), o que sempre ajuda a manter a motivação (como falei em um dos meus primeiros posts sobre corrida). Os londrinos vão querer me matar, mas pra quem corre os dias frios são MUITO melhores - então eu espero que o dia da nossa prova seja um daqueles de outono com cara de inverno!

10 x 10


Em novembro de 2015, como contei aqui, estive no Porto para um fim de semana entre os colegas blogueiros. Esse encontro (Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros) foi decisivo pra mim: não apenas dei uma palestra sobre o meu Guia de Londres como também aprendi MUITO com os outros participantes. Saí de lá cheia de ideias e com um monte de amigos (e poucas semanas depois pedi demissão do trabalho, algo que estava ensaiando há um ano).

Bom, assim que voltei pra Londres comecei a tirar uma dessas ideias do papel. Conversei com outros blogueiros de Londres (todos brasileiros) e propus escrevermos juntos um guia de restaurantes da cidade, que então disponibilizaríamos gratuitamente para nossos leitores. Pra minha surpresa, todos aceitaram na hora.

No total, somos 11 blogueiros, de 10 blogs. É claro que quando se trabalha em um grupo grande e multitarefa existem atrasos e alguns imprevistos. Mas em nenhum momento nos desentendems. e olha que somos pessoas muito, mas muito diferentes.


O resultado saiu ontem: o guia digital "100 Restaurantes em Londres" está disponível para download! Basta clicar aqui e seguir as instruções. Cada blog se responsabilizou por um tema, e dentro de cada tema você vai encontrar sugestão de 10 restaurantes.

Eu espero que vocês curtam esse guia, estou tão orgulhosa dele! Acho importantíssimo reiterar a importância do coletivo, e de como estamos nos ajudando.  Cada um dos 10 blogs participantes tem um estilo próprio, e uma audîência fiel, que confia no que o blogueiro escreve. Assim, ninguém está roubando os clicks de ninguém. Estamos é ajudando nossos leitores a encontrarem ainda mais informação.

Enfim, baixem lá e prestigiem o trabalho dos meus colegas de guia (e amigos também!). E que esse seja apenas o primeiro projeto que realizamos em conjunto.

Surra de vídeo da Sicília


A gente demorou pra se animar a fazer vídeos das viagens, mas agora que descobriu... segura! Lá vai mais um... Esse editado por mim para o canal do Aprendiz de Viajante no YouTube.

Minhas 3 maiores dificuldades de trabalhar em casa


Esse mês completo 5 meses de 'vida nova de blogueira'. Agora finalmente me sinto mais a vontade com a rotina, mas tem 3 coisinhas que ainda não resolvi muito bem.

1. Alimentação: no escritório era fácil. Dava uma da tarde, eu ia buscar comida em qualquer lugar ali perto e pronto. Na pior das hipóteses comia um dos sanduíches saudáveis do Pret A Manger. Ou seja, almoçava até que direitinho, não deixava passar a refeição. Agora é claro, é diferente. Eu preciso fazer almoço. E cozinhar não é meu forte. Acho um saco mesmo, e não faço a menor questão de me aperfeiçoar. Tem dias que me saio bem, mas esses dias ainda são a minoria. Hoje por exemplo acordei e me dei conta de que não havia leite pra tomar café, então fui pro supermercado e já que estava lá comprei uma daquelas massas prontas, que só precisa por na água fervendo por 5 minutos. Isso já é um almoço bom, ok? Nem vou falar aqui dos dias que tomo 3 xícaras de café com leite e como umas fatias de pão com cream cheese. Pelo menos a janta é garantida, já que é função do outro habitante dessa casa.

2. Leitura: ah, como eu sinto falta dos meus 40 minutos de transporte público na ida e na volta do escritório, totalmente dedicados aos livros. Isso é que me faz mais falta da rotina de trabalhar em um escritório. Aí você pensa: ué, mas se você está em casa, pode ler a hora que quiser! Pois é... parece tão simples né? Mas simplesmente não consigo parar o que estou fazendo, ler um pouco e voltar. Não sei se e o silêncio, ou se preciso criar uma rotina (um horário definido). No momento eu continuo lendo quando pego ônibus/metrô/trem, o que acontece de 2 a 3 vezes por semana. Ou seja, a leitura está bem atrasada.

3. Disponibilidade: eu não larguei o trabalho no escritório com a única 'desculpa' de tocar o blog e escrever mais guias. Eu queria também ter mais tempo de fazer outras coisas, como ir a eventos e exposições, explorar a cidade e encontrar um monte de gente. Mas gente, esse lance de tempo é relativo né? Eu continuo sem tempo! Sempre que acho que terei uma semana mais tranquila, aparecem mil compromissos. É muito louco isso! Olha, dinheiro não tem entrado muito, mas coisa pra fazer é o que não falta.

É isso. Esse é um post sem conclusão mesmo, só pra compartilhar pensamentos! : )

Martin Vlogueiro


Há muitos anos que o Martin abandonou esse barco, quer dizer, esse blog. Mas ultimamente ele anda metido a vlogueiro (influenciado pelo Casey Neistat, o qual ele assiste religiosamente TODOS OS DIAS) quando vamos viajar.

Aqui estão os dois vídeos que ele fez das nossas férias na Sicília (são diferentes do vídeo que postei quando estava lá, aquele fui eu que editei). Ele vive me falando que eu deveria falar durante os vídeos, mas eu não tenho paciência (ainda que tente, por causa da profissão!). Então nossos vídeos, apesar de utilizarmos as mesmas filmagens, ficam completamente diferentes.

Já pensou se depois desses anos todos postando sobre viagens e tentando ganhar dinheiro assim quem fica rico é ele? Tomara!



Leitura: The Heart Goes Last, Margaret Atwood


Eu não curti o primeiro livro da Margaret Atwood que li (Surfacing), mas conheço tanta gente que gosta dela que resolvi dar uma nova chance. Que decepção! Tudo bem, reconheço que ela é uma grande escritora - até porque os dois livros são muito diferentes - mas não vou tentar de novo. Não é pra mim.

Como eu falei na postagem do Instagram, esse é um ótimo livro para as férias. É uma boa distração (correndo o grande risco de soar arrogante). E olha, até começa bem. Um casal que perdeu tudo (moram no carro e vivem de bicos) topa participar de um projeto que promete casa e trabalho para todos os participantes, dentro de uma cidade murada. Com um porém: um mês você vive 'normalmente' e no outro fica em uma prisão. Todos os participantes desse projeto tem que fazer isso, E, enquanto você está na prisão, outras pessoas estão na sua casa.

Aí o tal casal se envolve com o outro casal, os que habitam a casa quando eles estão presos e vice versa. Interessante, né? Pois é, só que a história não é essa, como promete a orelha do livro. Ela fica ruim, muito ruim. Envolve robôs construídos para prostituição (prostibots), uma mulher que se apaixona por um bichinho de pelúcia e afins.

Não gostei. Terminei de ler na viagem de volta da Sicília e deixei no avião. Quem sabe quem o herdou vai apreciar um pouco mais?

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Un panino al salame


Uma música que tem na letra a frase 'um sanduíche de salame' não pode ser uma boa música. Mas o que fazer quando ela gruda na cabeça, já que nos acompanhou durante nossa viagem pela Sicília? Pois é, era entrar no carro e partir pro próximo destino que lá vinha ela.

Então hoje, depois de desfazer as malas e ir no supermercado pra repor a geladeira vazia, o sanduíche de salame está no repeat aqui em casa, pra nos lembrar dessas férias maravilhosas.