Surra de vídeo da Sicília


A gente demorou pra se animar a fazer vídeos das viagens, mas agora que descobriu... segura! Lá vai mais um... Esse editado por mim para o canal do Aprendiz de Viajante no YouTube.

Minhas 3 maiores dificuldades de trabalhar em casa


Esse mês completo 5 meses de 'vida nova de blogueira'. Agora finalmente me sinto mais a vontade com a rotina, mas tem 3 coisinhas que ainda não resolvi muito bem.

1. Alimentação: no escritório era fácil. Dava uma da tarde, eu ia buscar comida em qualquer lugar ali perto e pronto. Na pior das hipóteses comia um dos sanduíches saudáveis do Pret A Manger. Ou seja, almoçava até que direitinho, não deixava passar a refeição. Agora é claro, é diferente. Eu preciso fazer almoço. E cozinhar não é meu forte. Acho um saco mesmo, e não faço a menor questão de me aperfeiçoar. Tem dias que me saio bem, mas esses dias ainda são a minoria. Hoje por exemplo acordei e me dei conta de que não havia leite pra tomar café, então fui pro supermercado e já que estava lá comprei uma daquelas massas prontas, que só precisa por na água fervendo por 5 minutos. Isso já é um almoço bom, ok? Nem vou falar aqui dos dias que tomo 3 xícaras de café com leite e como umas fatias de pão com cream cheese. Pelo menos a janta é garantida, já que é função do outro habitante dessa casa.

2. Leitura: ah, como eu sinto falta dos meus 40 minutos de transporte público na ida e na volta do escritório, totalmente dedicados aos livros. Isso é que me faz mais falta da rotina de trabalhar em um escritório. Aí você pensa: ué, mas se você está em casa, pode ler a hora que quiser! Pois é... parece tão simples né? Mas simplesmente não consigo parar o que estou fazendo, ler um pouco e voltar. Não sei se e o silêncio, ou se preciso criar uma rotina (um horário definido). No momento eu continuo lendo quando pego ônibus/metrô/trem, o que acontece de 2 a 3 vezes por semana. Ou seja, a leitura está bem atrasada.

3. Disponibilidade: eu não larguei o trabalho no escritório com a única 'desculpa' de tocar o blog e escrever mais guias. Eu queria também ter mais tempo de fazer outras coisas, como ir a eventos e exposições, explorar a cidade e encontrar um monte de gente. Mas gente, esse lance de tempo é relativo né? Eu continuo sem tempo! Sempre que acho que terei uma semana mais tranquila, aparecem mil compromissos. É muito louco isso! Olha, dinheiro não tem entrado muito, mas coisa pra fazer é o que não falta.

É isso. Esse é um post sem conclusão mesmo, só pra compartilhar pensamentos! : )

Martin Vlogueiro


Há muitos anos que o Martin abandonou esse barco, quer dizer, esse blog. Mas ultimamente ele anda metido a vlogueiro (influenciado pelo Casey Neistat, o qual ele assiste religiosamente TODOS OS DIAS) quando vamos viajar.

Aqui estão os dois vídeos que ele fez das nossas férias na Sicília (são diferentes do vídeo que postei quando estava lá, aquele fui eu que editei). Ele vive me falando que eu deveria falar durante os vídeos, mas eu não tenho paciência (ainda que tente, por causa da profissão!). Então nossos vídeos, apesar de utilizarmos as mesmas filmagens, ficam completamente diferentes.

Já pensou se depois desses anos todos postando sobre viagens e tentando ganhar dinheiro assim quem fica rico é ele? Tomara!



Leitura: The Heart Goes Last, Margaret Atwood


Eu não curti o primeiro livro da Margaret Atwood que li (Surfacing), mas conheço tanta gente que gosta dela que resolvi dar uma nova chance. Que decepção! Tudo bem, reconheço que ela é uma grande escritora - até porque os dois livros são muito diferentes - mas não vou tentar de novo. Não é pra mim.

Como eu falei na postagem do Instagram, esse é um ótimo livro para as férias. É uma boa distração (correndo o grande risco de soar arrogante). E olha, até começa bem. Um casal que perdeu tudo (moram no carro e vivem de bicos) topa participar de um projeto que promete casa e trabalho para todos os participantes, dentro de uma cidade murada. Com um porém: um mês você vive 'normalmente' e no outro fica em uma prisão. Todos os participantes desse projeto tem que fazer isso, E, enquanto você está na prisão, outras pessoas estão na sua casa.

Aí o tal casal se envolve com o outro casal, os que habitam a casa quando eles estão presos e vice versa. Interessante, né? Pois é, só que a história não é essa, como promete a orelha do livro. Ela fica ruim, muito ruim. Envolve robôs construídos para prostituição (prostibots), uma mulher que se apaixona por um bichinho de pelúcia e afins.

Não gostei. Terminei de ler na viagem de volta da Sicília e deixei no avião. Quem sabe quem o herdou vai apreciar um pouco mais?

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Un panino al salame


Uma música que tem na letra a frase 'um sanduíche de salame' não pode ser uma boa música. Mas o que fazer quando ela gruda na cabeça, já que nos acompanhou durante nossa viagem pela Sicília? Pois é, era entrar no carro e partir pro próximo destino que lá vinha ela.

Então hoje, depois de desfazer as malas e ir no supermercado pra repor a geladeira vazia, o sanduíche de salame está no repeat aqui em casa, pra nos lembrar dessas férias maravilhosas.


Uma semana em um minuto e meio!


Mais ou menos isso que fizemos nessa última semana... chegamos na metade da viagem!

Leave the gun. Take the cannoli.


Estou sonhando e planejando essa viagem para a Sicília desde o comecinho desse ano. Lembro que quando resolvemos tirar duas semanas de férias de verão (algo que nunca fizemos antes), a ideia era ir para Malta também (eu quero muito voltar lá com o Martin, pois fui sozinha em 2014 representando o Aprendiz de Viajante). Mas quando comecei a montar o roteiro percebi que em duas semanas mal daria tempo de conhecer uma delas.

Cefalù
Então, pra variar, escolhemos a Itália. Ah, a Itália. A gente sempre acaba vindo pra cá (o pior é que já estamos pensando nas férias do ano que vem. E adivinhem? Eu quero Itália de novo. Não é muito difícil convencer o Martin quando temos Aperol Spritz e salada caprese em jogo), e sempre nos surpreendemos.

Taormina
Já estamos no dia 6 de uma viagem de 15 dias, e se eu tivesse que voltar pra casa hoje já teria razões suficientes pra voltar. Pode ser o sol de rachar, o mar cristalino, a média de dois Aperol Spritz por dia, a receptividade dos sicilianos, a cerâmica, os cannoli. Ah, os cannoli.



Eu e Martin já estamos aqui pensando na casa que vamos comprar em Cefalù e no boteco de Aperol Spritz que vamos abrir em uma das ruas do centro histórico. Sonhar é preciso! 

Brexit


Ontem a atmosfera em Londres era otimista. Vi dezenas de pessoas na rua que, como eu, usavam o adesivo 'I'm in!' colado na roupa. O mercado financeiro estava confiante na vitória do Remain, e quando a contagem dos votos começou as 10 da noite tudo parecia encaminhado a nosso favor.

Aí eu acordei hoje.



Eu acordei hoje com a notícia de que a Inglaterra e o País de Gales, lugares que eu amo tanto, não querem mais brincar de União. A Escócia e a Irlanda do Norte tentaram nos ajudar, mas não foi o suficiente. Londres também votou para ficar, mas como a gente já sabe, Londres não reflete o restante da Inglaterra.

Processar essa informação é muito difícil, Estou trocando muitas mensagens com as amigas que moram aqui, e estamos todas arrasadas. Sinto-me enganada, traída, deslocada. Eu não apenas moro aqui, mas Londres é minha renda. Eu promovo essa cidade - e todo o Reino Unido - por que eu achava que não havia no mundo um lugar melhor, mais receptivo, mais cheio de misturas.

Desde o dia 5 de dezembro de 2008, quando cheguei, me senti em casa. Tanta gente me pergunta por que eu gosto tanto daqui, e essa sempre foi a minha resposta: eu me encontrei aqui. Infelizmente, hoje não é o que eu sinto.

Essa votação vai além das burocracias de deixar a União Européia, e mexem com o coração das pessoas que escolheram viver aqui. Até podem existir outros motivos para os britânicos terem votado Leave, mas todo mundo sabe que imigração era o pilar dessa campanha. Como me sentir bem vinda? Como ficar se mais de 50% da população prefere que eu vá?



Dispenso comentários falando que estou levando isso pro lado pessoal. Esse referendo sempre foi pessoal. Sempre foi nós contra eles. E gera algo muito pior que a desvalorização da libra: gera um momento de vitória para os extremistas de direita do mundo inteiro.

O que fazer?

Estávamos caminhando tão bem para um mundo globalizado, sem fronteiras, de oportunidades iguais. Onde a gente não precisa morar no lugar onde nasceu e onde podemos conversar com pessoas que vieram do outro lado do mundo. Mas nossos líderes falham em suas tarefas, e convertem a frustração da população em medo, gerando então o nós contra eles.

O futuro aqui é incerto. Tudo que eu investi em Londres, meu tempo, meu dinheiro, meu amor, parece não valer nada. O nó na garganta vira choro ao assistir o discurso vitorioso de um político nojento, que acusa imigrantes de extorsão no sistema de benefícios e engana os britânicos com números mentirosos.

O Reino Unido está fora. A Inglaterra está isolada. O Primeiro Ministro que usou esse referendo como massa de manobra deu um tiro no pé, renunciou. Pra ele nada muda. A Escócia deve ter novo referendo para independência (e dessa vez estou do lado deles). Apesar de na prática nada mudar nos próximos meses, nós imigrantes sabemos que muita coisa mudou.

Veja o que a minha amiga Liliana, que mora aqui há mais tempo que eu, também tem a dizer sobre isso. E aqui o que a Nathalia, que é casada com um inglês e está aqui como esposa (e não como europeia) tem a acrescentar.




Vem ser feminista comigo

Eu e a Renata estamos há 7 meses tocando o Conexão Feminista, e esse projeto me anima mais e mais a cada hangout. Cada vez que conversamos, seja entre nós mesmas ou com convidados (sabia que temos uma seção chamada Conexão Paralela?) me sinto mais inspirada e com mais vontade de continuar batalhando.

Então tive a ideia de fazer um vídeo colaborativo, com a participação de várias mulheres. Do que se trata: queremos que vocês mandem um vídeo pra gente, contando como foi que se descobriram feministas. Pode ser filmado com o celular mesmo, e é pra ser algo curto, de 2 minutos mais ou menos. Quando eu tiver vários depoimentos, vou colar tudo num vídeo só e colocar no nosso canal do YouTube.

Recebo mensagens de tanta gente falando que está adorando o Conexão, que acompanham nossos hangouts e postagens no Facebook, que acho que temos que abrir nossa plataforma e dar voz pra mais mulheres. Então, que tal? Topa?

Pra quem gostou da ideia, mande o vídeo para conexaofeminista1@gmail.com

Eslovênia


Quando cheguei de Barcelona, recebi um convite para ir para a Eslovênia numa 'blog trip' (eu já falei um pouco sobre o que é isso aqui e aqui) que aconteceria em poucos dias. A ideia a princípio não me animou muito: não apenas eu estava querendo ficar sossegada em casa com o Martin depois de 10 dias viajando por Barcelona, como também teria que desfazer alguns compromissos e agilizar uns trabalhos. Isso porque tenho uma outra viagem marcada no fim de junho (já planejada há meses, e dessa vez com o Martin!), o que me daria pouco tempo pra deixar a vida em dia pós Barcelona.

Mas o convite era tentador demais pra deixar passar, e também uma ótima oportunidade profissional. Afinal, foi pra isso que eu larguei o trabalho no escritório, não é mesmo? Dar uma chance pra vida de blogueira de viagem.

Lá fui eu com outros 5 bloggers para a Eslovênia. Uma programação intensa (como geralmente acontece em viagens desse tipo): muitas cidades, muitas atividades. Acordar cedo, dormir tarde, conhecer restaurantes, hotéis e prestadores de serviços. Muito tempo em uma van, indo de um lado pro outro.

Mas o resultado foi positivo. Não apenas me dei super bem com todos os outros blogueiros, como curti demais toda a viagem. Não esperaca que a Eslovênia fosse um país tão bonito, que oferece um gazilhão de atividades e atrações. Comi muito bem, vi paisagens maravilhosas (veja a hashtag #advnaeslovenia para ter uma ideia), fiz rafting, caminhadas e conheci pessoas muito gente fina. Estou cheia de ideias de posts, muitos vídeos e fotos para editar e com aquela sensação de 'ainda bem que eu fui'.

Tomara que venham muitas viagens por aí, e que sejam com pessoas tão legais quanto eles: Pedro, Dante & Alex, Catherine e Geoff.


Referendo


Eu sou imigrante. Sou brasileira, tenho cidadania italiana, moro no Reino Unido. Sou casada com outro imigrante. Um argentino, que morou no Brasil. Eu poderia ir mais longe, falar dos meus bisavós, tataravós... sabe-se lá quantos países estão no meu DNA.

Isso já é motivo suficiente para eu seu totalmente contra a saída do Reino Unido da União Europeia. Eu sou a prova de que o mundo é melhor quando temos lado a lado pessoas que não apenas tem nacionalidades diferentes, mas também carregam tradições com as quais nós nunca teríamos contato se não fosse essa coisa maravilhosa que existe hoje em dia que é o direito de ir e vir.

O mundo é melhor quando um país pode ajudar o outro a se levantar. E assim, quem sabe, será ajudado quando estiver precisando. O mundo é melhor quando um país consegue ver potencial no coletivo, e sabe que a caminhada sozinho é muito mais difícil.

Existem dezenas de outras razões, econômicas, políticas, sociais, para que o Reino Unido permaneça na UE. Mas pra mim, é difícil de engolir que alguém acredite nesse lixo todo que é propagado por aqueles que querem o 'Brexit' (Britain + exit), e criam um medo (ah, o medo!) infundado usando imigração como base.

O Reino Unido pode ter centenas de defeitos. Cortar os laços com a UE não vai consertar nenhum deles. O nosso incrível sistema de saúde, já utilizado por mim e pelo Martin (lembrem-se, dois imigrantes!) muitas vezes, não vai melhorar. O sistema de benefícios não vai ficar mais rico. O problema de moradia não vai se resolver.

Até eu, que pouco entendo de política e não sou nem um pouco articulada para dar discurso nesse assunto, consigo enxergar isso. Cadê as grandes corporações (alô Google, Amazon, Starbucks) pagando seus impostos corretamente em vez de se aproveitarem de buracos na legislação? Que se dane né? Mais fácil culpar os imigrantes.

Quando pessoas do naipe de Donald Trump e Nigel Farage (líder do partido de extrema direita daqui) apoiam um lado, sabem o que devemos fazer? Apoiar o outro.

compartilhei essa imagem no Facebook, não sei quem é o autor original

Leitura: Mothering Sunday, Graham Swift

O Graham Swift já ganhou o Booker Prize mas eu ainda não tinha lido nada dele. Esse livro ganhei de uma amiga do ex trabalho, e acabou pulando a fila pois eu queria um livro mais fino (tava com preguiça mesmo).

Gostei bastante! A história se passa em 1924, e é sobre um caso entre uma empregada e um amigo dos patrões dela. Mas não é só isso - só que aí já é contar demais! Enfim, como eu não sou uma pessoa muito articulada no quesito literatura, vou falar aqui o que falei no Instagram: é um livro bonito.

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Minha coluna feminista no Brasil Observer

Estou super feliz de anunciar que agora eu sou colunista do jornal Brasil Observer, uma publicação mensal produzida por uma equipe maravilhosa de brasileiros em Londres. O jornal é publicado em inglês e português e todo o conteúdo fica disponsível tanto na cópia impressa (distribuída gratuitamente em diversos pontos de Londres) como na digital (a edição mais recente você acessa aqui, minha coluna está na página 27).

Comecei a conversar com eles há uns meses, apresentada por duas amigas em comum (muito obrigada, Ana e Roberta). Eles se interessaram pelo meu projeto Conexão Feminista e quando eu propus uma coluna sobre o assunto, fui super bem recebida. Pois aí está! Mais um canal para falar de algo que mudou minha vida.

Espero que gostem, divulguem e deixem comentários e sugestões para as próximas colunas!

Por Todas Elas

Hoje é dia de protesto. Mulheres no Brasil inteiro vão pra rua mostrar que a sociedade não pode ficar calada diante de não apenas esse caso do estupro coletivo no Rio de Janeiro, mas também de tantos outros crimes de violência contra a mulher.

Homens que cometem esses crimes não são monstros, doentes ou psicopatas. Eles agem dessa forma porque nossa cultura patriarcal os ensina a agir assim, já que aprendem desde pequenos que mulheres são cidadãs de segunda classe.

CHEGA. procure no Facebook pelo evento 'Por Todas Elas' e sabe onde acontecerá na sua cidade.

(a imagem abaixo foi liberada pelo autor para ser usada por quem quisesse, como quisesse)



Você perpetua a cultura de estupro?


Ei, você. Responda sim ou não para as perguntas abaixo:

1. Você ja buzinou para uma mulher que estava andando na calçada?
2. Você já chamou uma mulher de gostosa seja na rua, na balada, na escola?
3. Você já tocou uma mulher (em qualquer parte do corpo) que não conhece simplesmente porque a achou bonita e gostosa?
4. Você já falou pra uma mulher que ela deveria ir lavar uma pia de louça ou que ela precisa de uma rola no meio de uma discussão?
5. Você já fez ou já riu de alguma piada machista, do tipo que fala que lugar de mulher é na cozinha, servindo homem?
6. Você já recebeu fotos de mulheres nuas através das redes sociais e não advertiu a pessoa que mandou?
7. Você já insistiu pra uma mulher te beijar mesmo depois de ela ter claramente demonstrado que não estava afim?
8. Você acha que mulher que usa roupa justa, saia curta e blusa com decote está pedindo pra ser assediada?
9. Você já deu em cima de uma mulher e quando ela disse que tinha namorado você foi lá e pediu desculpas para o namorado?
10. Você respondeu sim para alguma das perguntas anteriores?

Se sim, você tem parcela de culpa pela cultura machista e contribuiu para a cultura do estupro. Cultura do estupro, sabe? Não? É aquela coisa que faz com que os homens achem que as mulheres são inferiores, que devem se submeter a vontade deles mesmo quando não querem. Cultura de estupro é aquela coisa que deixa um grupo de 30 homens - que não são doentes, não são psicopatas - a vontade para dopar e estuprar uma mulher, e além disso publicar um vídeo do feito na internet. Cultura de estupro é a imprensa chamar a vítima de 'suposta vítima' depois que o vídeo que compra o fato ter viralizado. Cultura de estupro é o delegado botar panos quentes na situação.

Se você respondeu sim a alguma das questões anteriores, não perca tempo procurando desculpas para o seu comportamento. Apenas haja: ajude a gente a mudar tudo isso. 

A passagem de som


A programação de ontem em Barcelona era conhecer a região de Montjuic. Visitar a Fundação Miró, pegar o teleférico até o Castelo de Montjuic, passear pelos parques e dar uma volta nos arredores do Estádio Olimpico. O que a gente não sabia que ia fazer, quando acordamos, era que esse dia terminaria em um show do Coldplay.

Quando eu e meu pai paramos num quiosque ao lado do estádio para tomar um café, começamos a escutar o som vindo lá de dentro. Alguém estava fazendo uma passagem de som. Foi fácil descobrir que era o Coldplay, pois um cartaz ao lado do quisoque anunciava os próximos shows a acontecerem ali.

Tomamos o café e fomos até o portão principal. A essa altura, o Chris Martin já tinha começado a cantar. Eu, meu pai e mais uma galera que estava passando por ali, naquele dia e naquela hora, resolvemos ficar e escutar mais. Era quase um show particular! Conseguíamos ver um pouquinho do palco através das grades, e foi só ele cantar Paradise e Yellow pra galera até ensaiar uns passinhos. Ali na calçada mesmo!

Poxa, que bacana que seria ver o show do Coldplay em Barcelona. Vou pesquisar na internet, vai que tem um ingresso sobrando né? E não é que tinha????

'Pai, tem ingresso, vamos?' 'Compra, vamos'

Não estava no orçamento da viagem, e um ingresso assim em cima da hora não saiu baratinho. Mas valeu cada centavo. Eu teria pago até mais.