quarta-feira, 4 de março de 2015

Edição de fotos para o Instagram: meus apps e ferramentas preferidos

Eu não sou expert em fotografia e nem quero ser - não tenho paciência pra fazer acertos manuais na câmera, trocar lentes e nada disso. Mas por outro lado, eu me preocupo muito com a composicão das imagens: ângulo bacana, contraste de cores e captação de detalhes. Por isso, ultimamente tenho tentado caprichar mais nas fotos que publico no Instagram.

Isso não significa que toda e qualquer foto que coloco lá tenha sido editada. Tem vezes que o momento vale muito mais do que a qualidade da imagem (como essa foto aqui, que tem a qualidade péssima mas é uma das imagens mais felizes do meu feed!). Porém, sempre que tenho ânimo, uso alguma ferramenta ou aplicativo pra deixar a imagem mais bacana - acho que minha formação de designer ainda me influencia!

Com tantas maneiras fáceis (e muitas delas gratuitas) de deixar o feed mais bonito, realmente não tem desculpa pra colocar foto torta ou super escura no Instagram. Me dá uma coceira quando vejo fotos do mar, por exemplo, e a linha do horizonte está mega torta. Poxa, com uma referência tão óbvia, custava fazer esse acerto (que aliás é oferecido dentro do próprio Instagram)?

#PorUmInstagramMaisBonito

Bom, correndo o risco de soar prepotente, deixo aqui algumas dicas do que faço para melhorar as minhas fotos. Eu estou longe de ser uma pessoa paciente e ainda mais longe de ser perfeccionista (fazer a revisão do meu Guia de Londres foi uma das tarefas mais difíceis que já fiz na vida, acreditem), por isso garanto pra vocês que não gasto mais do que 5 minutos em cada app ou ferramenta. Eu tomo conta de 4 perfis no Instagram (pois é), e por isso tenho aprendido bastante sobre o que as pessoas gostam de ver/curtir/comentar.

Ferramentas do próprio Instagram

Eu achava que todo mundo que usa Instagram sabia das ferramentas disponíveis, mas mostrei outro dia pra uma amiga e ela ficou surpresa - há uns meses, além dos filtros eles acrescentaram uma série de coisas que podem ser alteradas, como brilho, sombra, temperatura, contraste.... e alinhamento!!! Não tem como ser mais fácil: entrando em cada item, use a bolinha para aumentar ou diminuir o efeito. Geralmente mexendo um pouco no alinhamento, brilho, temperatura, contraste e sombras já melhora muuuuuuuito e nem precisa colocar filtro algum. 

Imagens que postei usando essas ferramentas: essa, essa, essa, essa, essa

After Light

Esse app eu baixei há uma semana (recomendado por uma das blogueiras que viajou comigo pra Itália há uns dias, eu amei o feed dela e perguntei qual era o segredo) e já é meu preferido, tô adorando explorar todas as possibilidades que ele oferece. O que mais gostei é que você pode usar filtro sobre filtro: ou seja, aplica um filtro (a intensidade do filtro é ajustável como no Instagram) e pode colocar outro por cima - imagina a quantidade de coisa que dá pra fazer! Além dos filtros ele oferece também os mesmos ajustes básicos do Instagram (brilho, temperatura, sombras, etc), algumas molduras e um lance que chama 'light leak' que eu adoro, que é bem isso que o nome fala, um 'vazamento de luz'. 

Imagens que postei usando esse app pra editar antes: essa, essa, essa, essa

Studio

Eu baixei o Studio quando comecei a fazer esse tipo de imagem pra postar no Instagram do Aprendiz de Viajante, e deu super certo. Gosto dele porque tem um montão de 'pacotes' de molduras, tipografia, sobreposições e pequenas ilustrações para aplicar sobre a imagem. Geralmente depois de usá-lo, ainda faço algumas modificações pelo Instagram mesmo, como brilho e contraste.

Imagens que postei usando esse app pra editar antes: essa, essa, essa, essa, essa, essa

A Beautiful Mess

Não sei o que é mais famoso: o blog ou o app criado pelo blog. Mas enfim, o app A Beautiful Mess tem mais ou menos as mesmas ferramentas do Studio, mas infelizmente eles pararam de atualizar a versão para Android, portanto ultimamente tenho utilizado menos e por motivos bem específicos (porque, no meu caso - Android - o Studio tem uma oferta muito melhor de tipografia, moldurinhas e ilustrações). Gosto de algumas possibilidades de 'colagem' de imagens e de uma ou outra moldura, que parecem desenhadas a mao (e foram mesmo, pela criadora do app).  Já os filtros são bem ruinzinhos, muito melhor usar o After Light.

Imagens que postei usando esse app pra editar antes: essa, essa, essa, essa (A Beautiful Mess para a montagem e Studio para o texto), essa

Real Bokeh

Esse app adiciona 'bokeh' (os fotógrafos que me perdoem, mas vou explicar como eu entendo: pontinhos coloridos meio borrados) nas imagens, e você pode escolher diferentes formatos, cores e tamanhos. Ele também tem uma opções de 'light leak', um essapouco mais coloridas, e também é possível controlar a intensidade. Eu uso pouco, mas gosto muito desse app. Acho que é preciso ter um olho muito bom pra aplicar os bokehs, e eu na maioria das vezes erro a mão.

Imagens que postei usando esse app pra editar antes: essa, essa, essa, essa, essa

Photogrid

Gente, parem de usar o Picstitch (vou ser honesta: a montagem fica horrorosa, fora que tem o logo do app por cima, mega fail) e usem o Photogrid! Sempre que preciso fazer uma montagem com 2 ou mais fotos é nele que eu vou. Dá pra ajustar a largura do contorno e ele dá dezenas de opções de montagem: você insere as fotos e dá uma sacudida no celular pra obter diferentes layouts, acho bacana. Tambem dá pra dar zoom, girar as imagens, trocá-las de posição... enfim, é bem prático. Ah, e recentemente eles fizeram um update que adorei: criar 'slides' com as fotos, que você pode postar como vídeo no Instagram. Como eu fiz aqui e aqui (utilizei o app A Beautiful Mess antes).

Imagens que postei usando esse app pra editar antes: essa, essa, essa (posso ter usado outros apps antes pra arrumar a imagem, mas a montagem/colagem foi toda feita no Photogrid)

Lens Blur do celular

Taí uma ferramenta do celuilar (pelo menos dos que usam Android) que pouca gente sabe que tem - eu pelo menos nunca vi ninguém usar. O Lens Blur é uma das opções de câmera do telefone, sabe quando você escolhe entre vídeo e foto? Pois existe essa outrao opcão, pode procurar (a não ser que o modelo do seu telefone seja antigo e não tenha essa atualização). Essa ferramenta destaca o que está em primeiro plano e deixa o fundo borrado - pode não ter a mesma definição de uma câmera profissa, mas quer saber? Entre carregar um telefone levinho e uma câmera imensa, eu fico com o telefone e uma foto um tanto menos definida, mas boa o suficiente pra publicar no Instagram.

Imagens que postei usando essa ferramenta: essa, essa, essa, essa

segunda-feira, 2 de março de 2015

Os segundos de fevereiro

Cade fevereiro? Se eu nao tivesse gravado um segundo por dia, nao teria acreditado que fevereiro já passou.

Tenham medo e comecem a pensar no Natal, 2015 nao tá pra brincadeira!

Meu mes comecou com uma corrida de 10km e terminou na Itália numa blog trip (sobre a qual escreverei aqui em breve), passando por Frankfurt e encontro com amigas. E o mes de voces?



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

5 maneiras de irritar um londrino - versão metrô

1. Pare na frente da catraca e procure seu bilhete
Ah, nada como deixar para pegar seu bilhete do metrô só quando você chega na catraca para experimentar a paciência dos londrinos. Sim, vá lá, faça isso: procure o bilhete calmamente, primeiro nos bolsos, depois na mochila ou bolsa, e não arrede o pé de frente da catraca enquanto isso. Quero ver se alguém vai falar que os franceses são mal educados (e que fique bem claro que eu discordo) depois de bloquear uma catraca qualquer em uma estação qualquer do metrô londrino.

2. Chegue na plataforma e pare bem em frente ao acesso de onde você surgiu
Afinal, pra que ir para as pontas das plataforma ou procurar um pedaço que esteja menos cheio se você pode muito bem parar na porta e bloquear a entrada de todo mundo que está atrás de você? Sim, espere o próximo metrô chegar e não arrede pé, e não facilite a passagem de quem quem sair da muvuca e seguir em frente.

3. Aperte o botão que fica na porta do vagão
Se a porta do seu vagão tiver um botão (lado de dentro ou de fora) que você deduziu que deve ser apertado para abri-la ou fechá-la, aperte-o. Mas não aperte uma vez só: assim que o metrô chegar na plataforma, aperte várias vezes, incessantemente. Porque óbvio que esse botão funciona e todas as outras pessoas que usam o metrô todos os dias são completos idiotas que ainda não perceberam que apertar o botão te dá esse poder de absoluto controle de porta. (ATENÇÃO: mesmo no DLR, onde o botão realmente deve ser usado, aperte-o várias vezes. Se apertar uma vez só não vale, a porta só aceita o comando depois de 15 apertos)

4. Entre no vagão enquanto as pessoas estão saindo
Assim que a porta abrir (claro, já que voce apertou o botão mais de 15 vezes), não pisque: entre no vagão. O povo que fica esperando todo mundo sair antes (pior: abrem espaço para os outros saírem! Otários!) está comendo bola, entre antes de todos eles e seja o centro das atenções do vagão.

5. Quando a porta estiver fechando, deixe sua bolsa/casaco/sacola na frente
Quando o condutor do metrô falar pelo auto falante 'MIND THE DOORS, MIND THE CLOSING DOORS', não mova um músculo e deixe a porta fechar em cima das suas coisas. Não se esforce para move-las, mesmo que o condutor avise que o metrô não pode sair enquanto as portas não fecharem sem nenhum obstáculo. Para um melhor resultado, entre no vagão com as portas fechando, assim é mais provável que seu casaco ficará preso e voce causará um pequeno atraso na vida de todo mundo.

Para ler todos os posts da série Top 5, clique aqui.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Mr Turner: o meu Oscar pessoal

Eu sou bem preguiçosa para ver filmes, seja em casa ou no cinema. Eu sempre tenho uma lista imensa de filmes que gostaria de ver, mas vou adiando... acabo vendo alguns quando faço vôos longos, mas conto nos dedos as vezes que fui no cinema nos últimos anos, infelizmente.

Bom, toda essa introdução pra falar que recentemente eu fui no cinema (!!!) pra ver Mr Turner. Chegou esse filme no Brasil? É excelente. Trata-se dos últimos 25 anos de vida do pintor Turner (sobre o qual já falei várias vezes aqui no blog, pois volta e meia tem exposição dele em Londres), maravilhosamente interpretado por Timothy Spall.

Fiquei bem emocionada quando vi, pois muitos dos quadros que vi nessas exposições (e também na Tate Britain, que tem uma galeria especial dedicada a obra dele, uma coisa de louco) são pintados nesse período retratado no filme, assim como vários lugares de Londres (como a Royal Academy of Arts).

As 'fofocas' entre a turma das artes na época (como a rivalidade entre Turner e Constable e o casamento falho entre o historiador de arte John Ruskin e Effie Gray), que 'aprendi' em um curso que fiz ano passado também 'aparecem'.

Enfim, o filme é extraordinário mas não está concorrendo a nenhum dos grandes prêmios do Oscar. Por aqui foram publicadas várias matérias questionando a credibilidade dos concorrentes a melhor filme/diretor/ator, como acontece quase todo ano. Uma pena viu? 

Se você curte esse tipo de filme, vá ver! Assim você conhece um pouco mais das excentricidades de Turner, assim como seu legado.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Leitura: 1Q84 (trilogia), Haruki Murakami

Passei 1 mês lendo essa trilogia, e quando acabo esqueço de colocar aqui... já faz quase 2 semanas que terminei o terceiro livro (li um seguidinho do outro, sem parar) e apesar de ter gostado do 'geral', o fim me decepcionou. Aliás, o terceiro livro todo foi meio vai não vai. Sabe quando você tá chegando no fim e percebe que as dúvidas não serão esclarecidas? Passam 200 páginas mas na história passam 2 horas?

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Mas não foi tempo perdido, longe disso. Os dois primeiros livros eu devorei, achei sensacionais. Aí a expectativa pro terceiro tava altíssima e né, não correspondeu com a realidade. Fica aquela sensação ultimo episódio de LOST - ok, bacana, que emoção, mas e aí? E o urso polar/povo pequenino? E a fumaça/duas luas? 

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Olha, acho que se um dia eu escrever um livro, no fim vai tudo organizado numa listinha, pra não desapontar ninguém. Vou fazer um resumo com as questões abordadas na história e suas respectivas respostas, dessa forma os leitores pragmáticos como eu ficarão felizes. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Onde vamos passar o Natal?

No ritmo acelerado que as coisas estão acontecendo esse ano, essa é a pergunta que daqui a pouco eu preciso começar a fazer para mim mesma (mim mesma? ou eu mesma?).

Eu tenho coisa pra fazer todo fim de semana de agora até... maio. E ja tenho uns finais de semana ocupados em junho e julho também, então estou ansiosa pra dormir até tarde num sábado qualquer em agosto. 

Exageros a parte, um fim de semana sem fazer nada faz falta sim. Trabalhei nesse último (feira em Frankfurt, como vocês talvez tenham percebido pelo post anterior), então já comecei essa semana me sentindo um bagaço. Somando as corridas, posts atrasadérrimos no Aprendiz de Viajante e uns frilas que estou fazendo para o Brasil, só me resta acordar cedo e ser pontual no escritório pra poder sair assim que o relógio bate 17:30 e fazer render a minha noite. 

Uma coisa bacana dessa semana: percebi que ao sair do trabalho já não está mais tão escuro. Não é dia, mas também não é noite fechada. O céu, a essa hora, tem estado lindo. Meu Instagram agradece!

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Diálogo feirístico

Local: um stand qualquer em uma feira em Frankfurt, Alemanha.

'Olá, eu sou da imprensa (mostro meu crachá que confirma), posso fotografar seu stand?'

'Claro, pode sim! Fique a vontade. De que revista voce é?'

'(entrego meu cartao) Desse website.'

'WEBSITE? Nao, voce nao pode fotografar nada aqui'

'?????!!!!!!'

'Se voce fosse de um jornal ou revista tudo bem. Mas internet nao. Porque vao copiar meus produtos'

'Meu senhor, hello, é 2015! Como assim voce acha que as mídias digitais sao inimigas? Quem quiser copiar seu produto vai copiar de qualquer jeito, nao existe mais essa barreira! Que atraso! Seu produto exposto numa página da web vai alcancar muito mais gente do que nas páginas de uma revista. E vamos combinar que o que voce vende nao é nada inovador. Sério. Menos.'

Isso é o que eu queria ter falado. O que eu falei de verdade foi 'Ok, obrigada'

E lá fui eu pro próximo stand.