Primavera, sua loka!


Que primavera e outono são estações de transição na Europa, isso todo mundo já sabe. É impossível prever a temperatura para os meses de abril e maio, assim como setembro e outubro. Tem dia que pode fazer 7 graus e no dia seguinte, 20. Até aí tudo bem, o clima aqui é assim e não dá mesmo pra achar que vai dar praia assim que o inverno termina oficialmente.

Mas neve na última semana de abril? Não apenas neve, mas granizo, trovoada (de sacudir as janelas - e NUNCA troveja assim aqui em Londres), e, pasmem, sol com céu azul. NO MESMO DIA. Sim, tudo isso no mesmo dia.

Podem reclamar o que for do clima londrino, que o verão não é quente o suficiente, que chove demais, que está sempre nublado... mas essa semana nem tá dando pra reclamar, por que vai falar o que? Tá nevando. Ah, já parou, agora tá sol. Ih, tá chovendo. Ah, mas pera, tá nevando. Eu hein.

Eu acho que comentei aqui que o inverno dessa vez foi ameno (como já havia sido ano passado). Veja bem, não digo que não frio, mas não fez aquele frio que se espera de uma cidade na Europa em pleno inverno. Até as flores começaram a brotar antes da hora. Tô achando que deu pau em algum sistema de São Pedro, ele desligou e ligou, desinstalou e reinstalou, mas teve mesmo é que abrir um chamado no Help Desk. Ou seja, não vai arrumar nunca.

E pra terminar esse post com uma coisa bonitinha, foto do parque na minha corrida de hoje (é, eu parei mesmo durante o treino pra fazer essa foto, não deu pra resistir):

Não aos opressores da reclamação!


Eu não acho que reclamar o tempo inteiro seja saudável, mas reclamar faz parte da vida. Não dá pra gente ser positivo e otimista sempre. Reclamar as vezes até ajuda a começar a pensar em uma solução para o problema: afinal, se a gente não falar (ou escrever, no caso das redes sociais), ninguém vai ouvir. E vai que tem alguém que oferece ajuda ou sugere uma solução?

Eu sou uma dessas pessoas que reclama bastante, e preciso me policiar pra não contaminar os outros. Mas acho sim que estamos numa onda de repressão a reclamação. Parece que temos sempre estar felizes, ou melhor, mostrar ao mundo que as coisas boas da vida superam as ruins (nada mais irritante do que a hashtag #blessed no Instagram). Mas eu não acho que seja bem assim. 

Semana passada, por coincidências, duas amigas compartilharam comigo alguns problemas pelos quais estão passando. E, quando perguntei para elas: 'mas porque você não falou isso antes?' (eu não fazia ideia de que elas estavam passando por uma fase difícil), as respostas foram idênticas: 'não quero reclamar'.

Poxa, será que chegamos num ponto que não compartilhamos nossas dores com os amigos porque não queremos ser chamados de reclamões? Se estamos numa fase ruim ou temos um problema chato atravancando a vida, temos que esconder de todo mundo só pra ninguém se chatear com 'o reclamão'? 

Eu não consigo ser otimista o tempo todo. Sou muito pé no chão, e prefiro ser surpreendida positivamente do que negativamente. Pode não ser a filosofia de vida mais cor de rosa que existe, mas eu costumo pensar nas piores consequências para as decisões que tomo antes de pensar nas melhores. 

E, pra mim, reclamar ajuda a evoluir. Se eu não reclamar de algo que me incomoda no trabalho, como o chefe vai saber? Se eu não reclamar para o vizinho que ele está jogando o lixo no lugar errado, como é que ele vai aprender a jogar no lugar certo? 

E se eu parar de reclamar, sobre o que eu vou escrever nesse blog? 

Vamos continuar reclamando, por favor. Só do frio em Londres que não vale, ok? : )


Meia maratona: reta final


Daqui duas semanas, essa hora, eu (espero) terei uma medalha de meia maratona. Esse último mês de treinamento foi mais difícil do que eu pensava, bateu um desânimo e uma preguiça que há tempos não apareciam. O treino longo de 18km demorou a sair, parecia que toda vez que eu começava a correr meu corpo pesava o dobro.

Mas fizemos os 18km e mesmo em dias ruins a gente faz corridas curtas. Como disse antes, um pouco é melhor que nada, e o que não posso é começar a deixar a negatividade tomar conta. 

Então hoje fomos buscar inspiração e apoiar os corredores da Maratona de Londres. A largada e parte do percurso é perto de casa, e acabamos ficando na calçada dando uma força pra galera por quase uma hora. Eu inclusive vi um colega do meu ex trabalho, gritei o nome dele e ele me viu! Foi bem legal. 

Eu acho que não tenho o pique de correr uma maratona, mas nunca se sabe. Um desafio por vez! Por enquanto, fiquem com esse videozinho que fiz usando os posts que publiquei no Snapchat (me siga lá: helorighetto)

Sobre frilar


Eu não acho que sou a pessoa mais indicada para falar sobre vida de freelancer. Até porque o objetivo principal dessa minha nova fase é focar em projetos pessoais, e não em achar clientes (claro, vou tentar uma coisa aqui e ali, como esse texto que publiquei no site The Pool, mas não é a prioridade, pelo menos agora). Mas sempre tem gente que me pergunta 'como é ser freelancer', então vou dar meus dois centavos.

É difícil pra caramba.

(Eu podia encerrar o post aqui)

Como eu já estive dos dois lados - recebendo emails de freelancers sugerindo ideias e mandando essas ideias para editores - acho que tenho uma visão ampla da coisa. Os editores sempre muito ocupados e gerenciando um orçamento pífio. Os frilas sempre cheio de ideias e mandando vários emails, quase sempre sem retorno. Ser freelancer é ser ignorado diariamente. Mandar emails com sugestões de artigos e reportagens e quase nunca receber respostas.

Quando eu estava do outro lado, jamais deixava um freelancer sem resposta. Acho uma tremenda falta de educação. Mesmo que a ideia seja péssima ou nada tenha a ver com o que a publicação faz, todo mundo merece um feedback. E, as vezes, o problema é pura e simplesmente falta de dinheiro. Então, qual o problema em falar: não dá agora, não temos orçamento para freelancers.

Bom, mas é claro que a vida fora do escritório tem muita coisa boa. Tem parque a tarde, tem almoço com amigos, tem museu em dia de semana. Tem viagem sem precisar ver se tem dias sobrando de férias, tem um equilíbrio muito melhor entre tarefas de casa e não fazer nada.

Acho que se eu precisar dar uma dica apenas para quem está buscando esse estilo de vida profissional, essa dica seria: insista. Procure as publicações que combinam com o seu estilo (no meu caso né, pois eu escrevo), mande emails, depois mande de novo e de novo. Use as mídias sociais para mostrar e procurar trabalho. Se ninguém responder a sua sugestão de artigo, escreva mesmo assim e publique em um blog, ou no medium, ou no Facebook.

E, se alguém que leu isso aqui quer dar seus dois centavos também, deixe um comentário!

Eu em outros canais


Não há dúvida da força do YouTube, e quem percebeu isso há mais tempo conseguiu criar uma audiência fiel e muito engajada. Eu só fui conhecer o trabalho da Jout Jout depois de ela já ter estourado, mas nunca é tarde para aprender, certo? Tanto que estou usando a plataforma para falar do meu assunto preferido - feminismo - com uma das minhas melhores amigas.

Mas além disso, uso o YouTube também para subir vídeos de viagens, falar sobre Londres e aparecer no canal dos outros. Pois é, nesse último mês eu fiz duas 'aparições especiais': na seção Papo de Pub do canal do Rafa Maciel e mais recentemente apresentei meu bairro para a equipe do Londres na Lata.

Conquistar audiência no YouTube não é nada fácil, e esses dois conseguiram e continuam a produzir conteúdo de ótima qualidade para seus ávidos fãs. Muito obrigada a eles por terem me chamado para participar. Espero que vocês curtam, em ambos conto um pouco da minha vida em Londres, e, é claro, falo do meu guia.



The Kindness Offensive


Há uns dias eu trabalhei como voluntária em um projeto da organização The Kindness Offensive. Eu não lembro como foi que os encontrei, mas inscrevi meu email no site deles para que fosse notificada quando precisassem de voluntários para alguma ação.

Eles atuam como uma ponte entre empresas e organizações. Esse projeto, por exemplo, consistiu em uma doação feita pela Lush (toneladas e toneladas de produtos como shampoo, sabonetes, pasta de dentes, hidratantes, etc), que será encaminhada para diversas ONGs e instituições que ajudam mulheres vítimas de violência, crianças doentes e refugiados.

Os voluntários foram chamados para ajudar a organizar os produtos em categorias. Assim, quando as ONGs forem coletar, podem ir direto na pilha de produtos que precisam mais. 

A doação foi tão gigantesca que ocupou 4 andares de dois prédios de escritórios no oeste de Londres. Passei o dia todo lá com mais umas 10 pessoas, e foi uma experiência bem legal. Trabalho cansativo, abrindo e carregando caixas, mas o dia acabou passando muito rápido.

E, antes de ir pra casa, uma surpresa: cada um dos voluntários ganhou uma caixa para encher de produtos e levar pra casa! Estoquei creme hidratante, shampoo e condicionador, mas a vontade era de pegar os 'bath bombs' fofos em formato de coelho, flamingo e flores. 

A photo posted by Helô Righetto #GuiaDeLondres (@helorighetto) on


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Sobre ser blogueira de viagem


Eu comecei há blogar há mais de 11 anos. Antes de ter esse blog aqui, eu e o Martin escrevíamos em outro endereço, que acabou sendo deletado. Como muitos blogs passaram a ser negócio e foram se categorizando em nichos (viagem, beleza, moda, decoração, gastronomia, etc etc etc), a maior parte dos blogs pessoais que eu lia lá no começo já não existe mais.

As coisas são assim, nada dura pra sempre. Tem quem amava blogar há 5 anos e depois perdeu a vontade, mas continua lendo. Tem quem tinha blog pessoal mas sempre amou falar de viagem e continuou fazendo esse mix, mas percebeu o potencial da plataforma e passou a ganhar um dinheirinho com parcerias e permutas. Tem quem deixou o lado pessoal totalmente de lado apenas para se dedicar ao negócio.

Cada blog, por menor que seja, tem seu público. Se você lê o que eu escrevo aqui ou no Aprendiz de Viajante - seja desde a semana passada ou desde 2010 - é porque tem alguma coisa no meu jeito de escrever e relatar minha vida e minhas viagens que é interessante pra você. As empresas passaram a dar valor pra esse nosso público fiel, e começaram a nos oferecer parcerias. Por exemplo: a empresa de motoristas brasileiros em Londres. Eu escrevi sobre eles no Aprendiz, e quem os contrata através do meu post garante uma comissão pra mim (que não altera em nada o preço final. Um cliente que contrata esses serviços direto pelo site deles ou pelo meu site paga a mesma coisa).

Tem também o booking.com, do qual todo blogueiro de viagem que eu conheço é parceiro. Todos nós temos um link personalizado, e se você reserva seu hotel a partir do link que eu coloquei em algum post, você também vai gerar uma comissão pra mim, paga pelo booking.com.

E há também a permuta. Vou dar um exemplo bem recente, essa minha viagem para a Escócia para subir o Ben Nevis. Eu planejei tudo, escolhi hotel, fechamos as datas. E pensei: vou conversar com o Visit Britain (órgão que promove o turismo na Grã Bretanha) pra ver se eles se interessam em me apoiar de alguma forma, já que vou promover essa parte do país que não é tão comum nos blogs. Enfim, entrei em contato e eles gostaram da ideia, e pagaram o carro que alugamos e o hotel onde nos hospedamos.

Eu iria para Escócia de qualquer jeito. E o apoio do Visit Britain me ajudou financeiramente e também me deu a responsabilidade de criar conteúdo rápido, e de obter resultados (números de acessos e engajamento em redes sociais) para mostrar pra eles que trabalhar com blogueiros vale sim a pena. Estou mentindo para os meus leitores? Eu acho que não.

Tem também outro tipo de viagem, para a qual somos convidados. Como quando eu fui para Malta. Pintou o convite, eu estava disponível. A passagem e a hospedagem eram cortesia, e em troca eu precisava, é claro, gerar conteúdo. Nesse caso, eu não teria ido para Malta se não fosse o convite. Tem algum problema nisso? Eu acho que não. Os leitores sabiam que eu estava lá pra promover o destino.

Os patrocinadores sabem do potencial dos nossos blogs. Pagam pra gente viajar ou pagam anúncios porque entendem que temos um público diversificado. Se tem tanta gente que sempre me pergunta sobre motorista brasileiro em Londres, acho justo eu indicar e receber da empresa uma comissão por isso, sem prejudicar o cliente. Se a empresa não é idônea, a parceria é cortada.

E como estou escrevendo aqui em nome da transparência, vou falar de uma viagem que nem fiz ainda. Eu e o Martin vamos passar duas semanas na Sicília em junho/julho. Eu resolvi entrar em contato com vários hotéis pra ver se algum deles estaria interessado em fazer parceria: eu fico no seu hotel e faço propaganda dele no meu blog e mídias sociais. Um deles aceitou. É um hotel incrível, que eu adoraria ficar. Aliás, mandei email apenas pra hotéis que eu reservaria de qualquer forma.

Mas, nem toda viagem é assim. A maior parte (eu diria que 80%, no meu caso) das dicas que dou no blog - desde museus (aliás, a minha lista de posts de museus em Londres é modéstia a parte uma das melhores que você vai encontrar online) até restaurantes, hotéis e roteiros - foram experiências pelas quais eu paguei como uma pessoa normal, e não uma blogueira. Eu não deixo de dar a dica se alguem não topa a parceria comigo. Porque meus amigos, se fosse assim, o Aprendiz de Viajante teria muito menos conteúdo. A gente toma muito não, mas muito mesmo.

Vocês podem ficar tranquilos, que vou falar de todos os hotéis onde vou me hospedar na Sicília (#classemediasofre), mas o que está me oferecendo a estadia gratuitamente vai ganhar também um vídeo, mais fotos no Instagram e uma sinalização avisando da parceria.

Eu preciso ganhar dinheiro, como todo mundo. Preciso vender meu peixe e sempre encontrar maneiras de trazer mais gente pro blog, de engajar mais, de saber o que os meus leitores gostam. E eu tenho certeza de que os leitores não acham que estou explorando a boa vontade deles ao ganhar dinheiro fazendo o que eu gosto.

E você? Já comprou meu guia? Aproveite que está em promoção! O impresso de R$54.90 por R$34.90 e o digital de R$39.90 por R$14.90 - tá baratinho hein?

AVISO: vários links desse post são para parceiros. Eu não vivo de renda, mas bem que gostaria (atualmente vivo do salário do meu marido, enquanto tento ganhar mais dinheiro como blogueira).

Páscoa na montanha


No feriado de Páscoa (o único de 4 dias que temos aqui, pois a segunda feira também é feriado!) pegamos um carro e fomos até a Escócia, mais precisamente a cidade de Fort William, na região das Highlands. Olha, é longe. Mas, como não dirigimos no dia a dia, a viagem de carro não é uma coisa chata, é algo 'diferente' e a gente acaba curtindo.

Bom, o objetivo principal dessa viagem era subir até o topo do Ben Nevis, que é a montanha mais alta do Reino Unido. Depois que fizemos o Snowdon (no País de Gales) ano passado, ficamos com vontade de encarar o Ben, e lá fomos nós.

Foi uma tarefa árdua (fiquei com as pernas muito doloridas nos dois dias seguintes), mas a sensação de missão cumprida não tem preço.



Além da montanha, conseguimos explorar bastante da região, que é lotada de estradas cênicas, vilarejos minúsculos e lugares fofos para comer e tomar café!

1 de abril

Pra mim, o primeiro de abril sempre foi um dia de contar uma mentirinha idiota pras amigas na escola, ou cair na mentirinha idiota de algumas delas. Mas aí eu me mudei pra Europa e passei a vivenciar o primeiro de abril como nunca antes.

Vários jornais e websites publicam notícias falsas, Políticos publicam declarações absurdas. Empresas fazem propaganda de produtos esquisitos que vão lançar. Em Paris, até trocaram o nome de algumas estações de metrô (Opéra virou Apéro, por exemplo). Até o Google entra na dança.

Tem quem ache divertido. Eu acho uma grande perda de tempo. Quer dizer, a parte divertida é o pessoal que compartilha essas notícias falsas no Facebook e passa um ridículo depois. Teve um blogueiro que fez um post falando que os Estados Unidos estavam abolindo visto para brasileiros, e aí o texto foi tão compartilhado nas redes sociais, que ele ficou sem saber o que fazer.

Enfim. É isso. Perceba minha falta de ideias para blogar!

1 mês


Completei um mês de 'vida nova' e, apesar de ser ainda tudo muito novo, resolvi fazer um balanço. Ainda estou me adaptando a nova rotina e tentando ser o mais produtiva possível. Mas acho que a minha maior descoberta nesse último mês é que sofro de uma doença - que eu mesma diagnostiquei - chamada 'Síndrome do Assalariado'.

Eu acho que a maioria das pessoas da minha geração e com a mesma situação econômica (#classemédiasofre) devem sofrer dessa síndrome, mas nem sabem disso. Você só descobre quando tenta uma vida profissional 'alternativa', digamos assim.

O sintoma mais óbvio da Síndrome do Assalariado é a culpa. Culpa na hora que o despertador do seu parceiro toca e ele tem que ir pro escritório, enquanto você calmamente liga a televisão pra ver o jornal da manhã e toma café sentado no sofá. Culpa de ter todo o tempo do mundo pra fazer o que você quer, dentro dos seus prazos, mas sem saber por onde começar porque não tem um chefe te atazanando por email. E, claro, a maior das culpas: a culpa de sair pra tomar um café fora (porque você não aguenta mais ficar sozinho) e saber que, na verdade, quem está pagando o café é o seu parceiro, já que você está seguindo seus sonhos.

O engraçado é que ninguém joga a culpa em você. É você mesmo que cria. A culpa de não ter a carteira assinada é uma coisa que eu jamais achei que me incomodaria, mas incomoda. A minha geração foi pra escola e aprendeu que é preciso se formar e arrumar um bom emprego, pra ter uma vida estável. Eu fiz tudo isso, e agora joguei a estabilidade pela janela pra encontrar uma outra alternativa. Mas a culpa fica no meu ombro, mesmo quando eu estou produzindo e trabalhando e fazendo o que eu falei que ia fazer quando tivesse essa vida nova.

Eu estou vendo inúmeras vantagens em levar minha vida assim, mas acho importante falar das coisas ruins também. Ninguém gosta de compartilhar os baixos, mas a verdade é que eles são perigosos, e podem estragar todos os planos.

Mas vou terminar esse post com uma coisa boa: com o link de um artigo que eu publiquei no site The Pool, sobre sexismo. É a primeira vez que escrevo algo assim, fora das minhas especialidades. E, o melhor, é que fui paga pra isso! Aqui está: https://www.the-pool.com/news-views/politics/2016/12/brazil-s-dilma-rousseff-is-facing-sexism-as-well-as-possible-impeachment

Um pouco é melhor que nada

Eu já falei em algum post perdido desse blog que uma das maiores frustrações que tive quando tentei correr anos atrás foi o tal 'vício' em correr, que nunca veio. É comum a gente escutar de corredores, amadores como eu, porém com muito mais experiência e anos de estrada, que 'correr vicia'. Que, se você insistir alguns meses, não vao conseguir largar depois. E isso nunca aconteceu pra mim, e pode não acontecer pra você.

O que aconteceu comigo foi um estalo mesmo, ou como falam por aqui, um 'wake up call'. Eu não tinha outra saída: precisava me exercitar e não queria gastar dinheiro. Então, fiz a inscrição em uma corrida de 10k e tive 6 meses pra treinar. E desde então, algumas corridas depois e uma meia maratona chegando assustadoramente perto, posso dizer que pra mim correr não é resultado de um vício, é pura disciplina e amadurecimento.

Acabei criando um 'mantra' que me ajuda a sair de casa e correr: se eu fizer pelo menos 1km, é melhor do que não ter feito nada. Se eu chegar a 1km e não quiser mais correr, volto pra casa. E funciona! Correr um pouco é melhor do que não correr nada. Então é esse o conselho que eu dou: melhor sair 3 vezes por semana e correr um pouquinho do que ir uma vez na semana e correr um tantão, pra tentar deixar a 'culpa' pra trás. Seus joelhos e seu coração agradecem!


Sortuda


Há anos que eu penso em escrever esse post, e acho que não tem data mais apropriada pra eu finalmente falar sobre isso do que hoje, o Dia Internacional da Mulher.

Minha linha de pensamento mudou muito nos últimos anos, e ainda mais intensamente nos últimos meses, depois que comecei o Conexão Feminista. Antes, eu preferia não rebater comentários machistas ou fingia que não via só pra me poupar do cansaço mental de uma possível discussão. Mas eu finalmente me dei conta de que se eu não falar hoje, vou prejudicar quem estará nesse mundo daqui 100, 200 anos. Minha voz pode fazer diferença, e se uma pessoa parar pra pensar e analisar uma situação e se dar conta do machismo intrínseco no nosso dia a dia, minha tarefa está completa.

Eu tenho plena consciência dos meu privilégio como mulher branca, cisgênero, heterossexual e classe média. E com tudo isso ao meu favor, eu ainda convivo com sexismo, e tenho centenas de 'causos' para contar.

Uma das situações mais comuns são os comentários que recebo em relação ao fato do Martin cozinhar. A reação de surpresa no rosto das pessoas quando descobrem que o meu marido cozinha ('todos os dias?') é a personificação do sexismo cotidiano. 'Como você é sortuda!' é o que eu escuto sempre. Já escutei isso de amigas, familiares e gente que mal conheço.

Eu sei que na maior parte das vezes a intenção é das melhores. O Martin cozinha bem, e as pessoas querem elogiar. Mas é aí que mora o problema. Vocês viram o machismo? Ele tá escondido aí, no momento que meu marido é elogiado por fazer uma tarefa doméstica, por fazer parte do andamento do nosso lar e participar ativamente na rotina da nossa pequena família.

Essa é uma gota no oceano machista que a gente vive. Felizmente, e por causa dos meus privilégios, eu hoje em dia tenho VOZ e posso falar sobre isso. Posso botar a boca no mundo quando testemunho uma situação de agressão ou assédio. Mas muitas mulheres não podem, e no Dia Internacional da Mulher precisamos pensar em como emprestar nossa voz para elas.

Mulheres: a luta é agora!

Vídeo da Floresta Negra

Como uma boa e dedicada blogueira de viagem, fiz um vídeo sobre o nosso fim de semana na Floresta Negra (estivemos lá em fevereiro desse ano). Olha, fazer vídeo não é algo que eu adoro não - dá um trabalho do cacete: não apenas filmar durante a viagem (pelo menos essa parte o Martin se encarrega), mas editar e se entender com o programa de edição.

Mas enfim - aí está o resultado. Ficou bonitinho né?

Leitura: Dear Life, Alice Munro


Comprei esse livro em 2013, quando a Alice Munro ganhou o Nobel da Literatura - e o coitado ficou na estante até agora, por alguma razão eu sempre passava outro na frente. Eu tinha a impressão de que ele seria meio paradão, que daria aquela preguiça... e é bem isso mesmo.

Olha, o livro é bom sim, as histórias são lindas (são vários contos, tudo se passa no Canadá nas décadas de 1940/50), mas chega lá pro fim e vai demorando mais pra acabar, sacou? Vai batendo uma preguiça.

Talvez ler os contos individualmente entre um livro e outro seja uma ideia melhor!

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A terceira vez

Uma vez uma amiga disse pra mim que leu em algum lugar (super confiável essa fonte hein?) que, em média, uma mulher muda de profissão três vezes. Lá vou eu fazer parte das estatísticas e mergulhar na minha terceira mudança.

Hoje é meu último dia de trabalho na empresa onde estou há seis anos. SEIS! Lembro da emoção que foi ser chamada para a entrevista, e de lá pra cá aconteceram tantas mudanças - de cargo, de escritório, de chefe, de responsabilidades - que não posso dizer que tive sequer um momento entediante no escritório.

Decidir sair não foi fácil. Estou há um ano pensando nisso e tentando chegar a uma conclusão sensata. Mas teve uma coisa que me deu o empurrão final: o medo do arrependimento no futuro.

Essa nova fase será dedicada ao que até então era meu 'sideline project', como chamam aqui: o blog de viagens, o guia, e tantas outras ideias atreladas a eles. Eu decidi, finalmente, parar de trabalhar nas minhas horas livres pra ter minha horas livres de volta. Faz sentido?

Uma coisa muito, mas muito importante: o apoio do Martin. Eu acho imprescindível falar isso, porque vejo muita gente espalhando por aí que a gente tem que correr atrás dos sonhos de qualquer jeito. A essa altura do campeonato vocês já devem saber que eu sou realista, e não acho que é bem assim. Ter sonho é bom, mas pagar as contas e poder se bancar vem em primeiro lugar pra mim. Eu não teria a oportunidade de fazer essa tentativa se eu não tivesse o Martin segurando as pontas. E agora, meu sonho é construir algo tão bom a ponto de eu poder segurar as pontas pra ele. Quem sabe né?

Se der certo, ótimo. Se não der, eu parto para uma quarta mudança.

(nem preciso falar que vou continuar fazendo muita propagando do meu Guia de Londres, né? agora ele não é mas meu hobby, ele é meu ganha pão oficial)

O nosso Supper Club


Já mencionei aqui casualmente sobre o nosso Supper Club, mas acho que estava faltando um post pra esclarecer - lá no Aprendiz de Viajante tem uma página especial dedicada a isso, e quando mudei o layout desse blog incluí no menu principal as duas opções que oferecemos (chá da tarde e jantar britânico).

Importante: o próximo é o de chá da tarde, dia 12 de março! Ainda tem UMA VAGA!!!!




O que é um supper club?

Um supper club é uma mistura de restaurante e jantar na casa dos amigos (‘supper’ é uma palavra em inglês para jantar). Você janta fora, mas em vez de ir num restaurante, vai na casa de uma pessoa que você não conhece, dividir a mesa com outras pessoas que você não conhece. Geralmente, um supper club é feito por cozinheiros amadores, que são como eu e você: trabalham em um escritório dia de semana, não tem pretensões de abrir um restaurante mas gostam tanto de cozinhar que querem ir um pouco além de ‘fazer almoço e janta’.

É uma experiência muito bacana, tanto para quem recebe quanto para quem visita. Quem faz o supper club tem a oportunidade de cozinhar para desconhecidos e realmente colocar seus dotes culinários a prova, e quem vai tem a oportunidade de conhecer gente nova e jantar em um ambiente intimista, com comida caseira muito bem feita.

Por que vocês resolveram fazer um supper club?

Há alguns anos a gente vem conversando sobre isso, mas a conversa nunca virava algo real. Foi então que tive a ideia de unir o útil ao agradável: fazer o supper club para os leitores do Aprendiz de Viajante e do meu Guia de Londres. Dessa forma, eu poderei conhecer algumas das pessoas que curtem o meu trabalho, na minha casa. Vou adorar recebê-los aqui e conversar sobre Londres!

E quem vai cozinhar?

O meu marido, Martin. Se você me segue no Instagram ou Snapchat (helorighetto), já deve saber que ele é o cozinheiro da casa. Ele é o responsável pelas nossas refeições há anos, além de preparar doces muito gostosos.

Onde é?

Na minha casa, que é no bairro de Greenwich em Londres, e eu enviarei o endereço e as instruções detalhadas de como chegar por email em uma data mais próxima ao evento, depois que você já tiver reservado/pago seu lugar

Quantas pessoas vão?

São 6 pessoas (sem contar eu e o Martin), assim conseguimos acomodar todos confortavelmente. O supper club acontece se tivermos no mínimo 4 pessoas confirmadas até 10 dias antes da data (devolveremos o dinheiro de quem comprou caso o evento seja cancelado).

E qual é o cardápio?

Temos duas opções: jantar britânico e chá da tarde (clique no seu escolhido para saber mais informações).

Como faço para garantir o meu lugar e quanto custa?

Basta escolher uma das opções de menu – e fazer o pagamento através do PayPal. O jantar custa £25 por pessoa e o chá da tarde £30

Eu quero ir mas não posso nos dias anunciados

Deixe um comentário aqui falando que dia seria bom pra você, e dependendo da demanda a gente pode marcar! A ideia é sempre ir marcando novas datas, então aguardo o feedback de vocês!

Por que você cobra em Libras?

Porque eu moro aqui, e preciso comprar todos os ingredientes e materiais necessários para fazer o supper club acontecer. Independente da cotação da Libra x Real, o preço não vai mudar.


Se alguém ainda tiver dúvida, é só deixar um comentário aqui!