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Vida segue, apesar do blog!


Hoje completo 4 meses de 'novo' trabalho (ja adaptada o suficiente para escrever esse post enquanto estou no escritorio - ainda que sem acentos pois sou tao de humanas que nao consigo de jeito nenhum ajustar o teclado para poder usar os queridos amados agudo, circunflexo, tio e cedilha). A vida anda bem corrida - nao eh por falta de assunto que nao estou escrevendo aqui.

Mas engracado que ainda me sinto culpada por nao dar as caras nesse blog por tanto tempo. Desculpa, blog! Se te serve de consolo, eu mesmo venho aqui como leitora pra me lembrar de acontecimentos de anos atras. 'Quando foi mesmo que fui naquele show?' ou 'que ano que viajamos para tal lugar?' ou 'quem mesmo estava naquele encontro que eu organizei ha uns 6 anos?'. Esta tudo aqui.

Interessante que continuo recebendo comentarios nos posts mais populares. Ainda recebo emails de gente que achou esse blog e esta se mudando pra Londres. Ou que querem dicas de como trabalhar com design. Um aviso: as dicas que tenho estao todas aqui e talvez estejam ultrapassadas. Se mudar pra Londres hoje em dia, 10 anos depois da minha mudanca (ainda que vc se mude nas mesmas circunstancias que eu), deve ser bem diferente. Mesma coisa para procurar emprego no setor de design e interiores. Pessoal: procurem fontes mais atualizadas.

Mas vamos a algumas atualizacoes entao, para voce leitora ou leitor que por acaso aparece aqui. Ate agora, meu 2019 foi assim:

  • Fomos para as Maldivas em janeiro, passamos uma semana naquele paraiso
  • Lancamos o e-book do projeto Intercambio Feminista la na Conexao Feminista
  • Fui em duas marchas das mulheres (janeiro e marco)
  • Li 7 livros
  • Trocamos de sofa (abriu uma Ikea perto de casa faz pouco mais de um mes e ja fomos la umas 5 vezes)
  • Fizemos 3 hikings
  • Passamos um fim de semana em Torquay, sudoeste da Inglaterra, e so choveu, foi uma bosta
  • Guiei um tour das mulheres (e guiarei outro essa semana) e lancei o tour da Jane Austen
  • Fiz um bate e volta para Leeds a trabalho
  • Vi a Ellen Page em um bar
  • Fiz uma tatuagem
  • Nao aguento mais acordar de manha, ligar a televisao e ver uma tragedia nova todo dia

Nos bons tempos, cada uma dessas coisas ganharia um post. No momento, ganham apenas uma mencao mesmo!


O bom peão ao escritório torna


Voltei a trabalhar. Quer dizer, naquele jeito formal, de ir pro escritório, ficar das 9 às 5, fazer parte de um departamento, ter horário de almoço... Aquele jeito de trabalhar que é o jeito que a sociedade realmente respeita, realmente acha que você tá fazendo algo de útil.

Sarcasmos a parte, estou bem contente de ter voltado. Acho que volto bem mais consciente das desvantagens de trabalhar formalmente, mas também beeeem mais apegada com as vantagens. Uma vida mais regrada, mais sossegada, onde as questões trabalhísticas ficam no escritório. Acordar cedo, pegar trem lotado, comer um sanduíche, voltar pra casa, dar uma corrida, ver televisão, pode parecer tão pequeno mas é tudo que quero agora.

É lindo falar da independência da vida de freelancer, do glamour da vida de blogueiro, mas ninguém fala do perrengue, do trabalho triplicado que te acompanha as 24 horas do dia, e é claro do dinheiro que nunca aparece.

E antes que alguém me pergunte o que estou fazendo e aonde, já deixo a dica pra dar uma stalkeada no Linkedin e me poupar a explicação!

Mestrado acabou, e agora?


Mestrado acabou, já recebi meu resultado (sim, sou oficialmente mestre! Ou melhor, mestrA), e agora tenho a estranha sensação de que os dias passam muito rápido e muito devagar ao mesmo tempo. Filosofias a parte, a falta de rotina unida a muitas ideias e coisas pra fazer - não consigo não arrumar uma sarna pra me coçar - me faz pensar que deveria aproveitar mais essa fase sem trabalho 'normal' (em um escritório, o dia todo) ao mesmo tempo que acho que devo fazer mais e mais coisas pra 'justificar' não ter um trabalho formal. Complicado? Imagina!

Na prática, é assim: hoje, por exemplo, resolvi dividir meu dia em duas tarefas. Trabalhar em uma proposta para um livro e adiantar a legendagem de um dos vídeos de entrevista da Conexão Feminista. As horas se arrastam. Eu escrevo, escrevo, escrevo e o tempo não passa. Aí resolvo 'migrar' pra legendagem pra mudar um pouco de ares e a mesma coisa acontece. Nesse sentido, o dia passa muito devagar. Mas, vai chegar a sexta feira e eu sei que vou pensar: mais uma semana que eu não fiz nada, que eu não consegui um trabalho 'decente'. Nossa, até eu tenho dificuldade em compreender essas contradições.

E assim vamos. Isso sem falar é claro da despedida da democracia no Brasil e do trem desgovernado chamado Brexit no Reino Unido que está perto do fim da linha e vai cair em um precipício.

Mas tá tudo bem. Tá tudo bem!

(pelo menos voltei a dar as caras aqui!)

Oi, 2018!


Assim como o Natal, o ano novo foi bem tranquilo e em companhia de grandes amigos. Comemos, conversamos, brindamos, vimos os fogos na televisão (lembrando que ano passado a gente viu os fogos ao vivo, lá na frente da London Eye! Experiência que recomendo muito pra quem mora aqui, pra fazer pelo menos uma vez), e às 2 da manhã estávamos de volta em casa, prontos pra dormir.

Eu gosto muito da passagem de ano e de toda essa atmosfera otimista (por mais que o mundo esteja uma bela bosta e as perspectivas para 2018 sejam desanimadoras). Pessoas traçando metas, fazendo listas, largando hábitos antigos e tentando incorporar novos hábitos. Detesto os chatos que falam que 'você tem que mudar, não o ano'. Eta povo estraga festa!

Não sou de fazer grandes planos pro novo ano. Não sou de fazer grandes planos nunca, na verdade. Gosto de pensar em metas bem simples, acho que pelo simples fato de eu não ser uma pessoas ambiciosa. Pra vocês terem uma ideia, algumas das minhas metas para 2018: parar de colocar açúcar no café (já comecei dia 29/12 e continuo firme e forte), cortar refrigerante da minha vida de uma vez por todas (eu não compro pra ter em casa, mas sempre acabo pedindo quando vamos comer fora e eu não quero nada alcoólico), parar de carregar bolsa grande cheia de tralha (também já comecei em 2017), trocar o colchão e mandar pintar o apartamento (esse tem grandes chances de não acontecer, me dá uma gastura só de pensar na pentelhação que é ter a casa pintada).

Ah, também perguntei pro Martin se ele topava tirar uma 'selfie' por dia, nós dois juntos, e ele topou. Então esse é nosso projetinho juntos.

E vocês, traçam metas pro ano novo?

Agenda cheia


Uma das coisas que quero fazer em 2018 é fazer menos coisas. Esses dias eu peguei minha agenda do ano que vem e comecei a anotar os compromissos que já tenho: alguns shows, meia maratona, exposições e até encontros com amigas. Vai ser um ano atribulado, de dissertação pra escrever, projeto do Conexão Feminista para colocar em prática (estou esperançosa de que vamos alcançar a meta!) e provavelmente algumas viagenzinhas.

Eu sempre tenho a impressão de que 'daqui duas semanas vai estar mais tranquilo', mas nunca acontece. Vou marcando compromissos e quando em dou conta mal tenho tempo pra mim, pra ficar em casa e ficar com o marido vendo televisão. Morar em Londres catalisa essa sensação de que estamos perdendo algo muito bom se ficamos em casa. Tem sempre alguma coisa incrível rolando.

Óbvio que é ótimo estar com as amigas e ter uma vida social agitada, mas preciso aprender a priorizar. Meus treinos de corrida foram muito prejudicados esse ano, e em 2018 eu quero que isso seja o que me faz dizer não para marcar outros compromissos, e não o contrário.

E vocês, sentem isso também?

16 dias depois


Poxa vida, ando novamente negligente com meu bloguinho querido. Nem havia me dado conta de que o último post foi publicado há mais de duas semanas. Quero escrever mais sobre o mestrado aqui, principalmente para poder ler os posts depois que eu terminar (algo que parece ainda tão distante) e poder comparar opiniões.

Mas está tudo bem. Tentando ajustar as idas para as aulas e outros compromissos acadêmicos com a vida social, corrida e aquele tempinho maravilhoso que a gente não faz absolutamente nada (isso anda meio escasso).

Algumas novidades: ganhei um prêmio com a Conexão Feminista e comecei a escrever pro site da revista da universidade (feita por alunos). Sobre o prêmio eu conto melhor depois que passar a cerimônia de premiação, que é apenas dia 18 de novembro. Sobre o site, você pode ler minha primeira coluna aqui (infelizmente o Brasil Observer não vai mais ser publicado, então obviamente não escrevo mais lá).

Volto logo!

A estante


As mudanças decorativas aqui de casa não são muito planejadas. Claro, tem coisas que eu gostaria de fazer mas tomam muito tempo e dinheiro (adoraria trocar todos os armários da cozinha, por exemplo), mas as que não envolvem reforma (quebra quebra) acabam sendo decididas do dia pra noite. O problema é que quando eu decido eu quero fazer naquele exato momento. Pode estar caindo o mundo, mas eu vou adicionar mais essa dor de cabeça para a lista de perrengues do momento.

E foi numa dessas que eu decidi eliminar minha escrivaninha e umas estantes e substituir tudo por um modelo simples, branco, pra deixar a sala mais uniforme. Era assim:

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A inspiração foi essa:



E três idas a Ikea depois (no espaço de 2 semanas), ficou assim:

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Moramos nesse apartamento desde 2011, e e impressionante como essa mudança deixou o espaço com outra cara. Como a estante é fina, temos mais espaço de circulação e também tenho a impressão de que entra mais luz (claro que o branco da estante ajuda). Em vez dos meus cacarecos e livros estarem espalhados pelas prateleiras, mesa de trabalho e estantes de aço, agora estão todos em um mesmo lugar. E o melhor de tudo foi que, depois de anos, arrumei espaço para a poltrona da foto. Essa poltrona também veio do Brasil, mas como não tinha onde colocá-la, estava desmontada e guardada.

Como uma coisa leva a outra, acabei tirando os dois banquinhos que usava como mesa lateral de um dos lados do sofá (coloquei eles embaixo da televisão, ao lado da estante, ainda não tenho foto). Eram esses banquinhos aqui:

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Esse cantinho agora está assim:

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Ah, bastante gente me perguntou nas redes sociais onde eu coloquei a escrivaninha, já que trabalho de casa. Bom, eu passei ela pra frente, não está mais comigo. Resolvi usar a mesa de jantar para trabalhar. Afinal, só preciso do meu computador e da minha agenda. Era muita mesa pra um apartamento só! Estou trabalhando daqui já há alguns dias e achando ótimo. Não gosto de ficar horas na frente do computador de qualquer maneira, sempre acabo revezando, vou um pouco pro sofá, ou faço algum serviço doméstico, ou vou no supermercado... enfim, tento deixar meu dia mais dinâmico.

Método Martin


Talvez eu já tenha escrito sobre isso antes, mas recentemente recomendei o método Martin para lidar com problemas para algumas amigas. Então acho que vale relembrar.

Não sei se está rolando algum alinhamento de planetas ou se é o pessimismo geral ou se é a vida adulta sendo a vida adulta, o fato é que muita gente na minha vida anda com problemas. Quer dizer, nem todos são problemas, alguns são perrengues acumulados, um monte de coisa chata pra resolver ao mesmo sabe? Eu também estava nessa não tem muito tempo, e finalmente as coisas começaram a se resolver em abril (como o visto renovado do Martin, por exemplo, depois de meses - 6 meses - de espera e apreensão).

O método Martin de lidar com problemas é bem simples: lide com eles no momento propício. Nada de antecipá-los, ou se desesperar pensando o tanto de coisas que você tem que fazer pro problema se resolver. Vou dar um exemplo bem classe média sofre, um tanto quanto irritante e esnobe, mas que ilustra bem o método Martin.

Estávamos nós, Martin e eu, no nosso barquinho alugado na Sicília, indo de praia em praia paradisíaca. Eu poderia ter curtido muito, mas muito mais, se não tivesse ficado pensando nas dezenas de possíveis problemas que poderíamos ter com o tal barquinho. E se o motor falhasse quando estivéssemos em alto mar? E se a âncora ficasse presa nas pedras em alguma dessas praias e a gente não conseguisse cortar a corda pra poder voltar? Se a gente ligasse o motor e não visse alguem nadando perto do barco e o motor machucasse essa pessoa? Juro. Até em um dos momentos mais maravilhosos da minha vida eu fiquei pensando em possíveis problemas. Aí eu perguntei pro Martin: você não fica apreensivo, pensando que esse barquinho pode quebrar aqui em alto mar? No que ele soltou sua sabedoria: se quebrar, eu penso nisso.

GÊNIO.

O solucionador de problemas no comando no barquinho alugado
Aí que eu estava cheia de coisas chatas e burocráticas como pendências, e muitas desses coisas não havia muito que eu pudesse fazer. Tinha que esperar. Por exemplo, os nossos passaportes que estavam retidos no Departamento de Imigração para a renovação do visto de residência. Eu precisava deles para dar entrada no visto para a Tanzânia (para nossa viagem em junho). Fazer o que? Esperar. O meu passaporte brasileiro que precisa ser renovado, e para a renovação eu preciso da nossa certidão de casamento, e a certidão de casamento estava aonde? Isso mesmo, no Departamento de Imigração para a renovação do visto de residência.

Eu resolvi parar de ter dor de barriga desnecessária e fazer o que era possível, esperar. Esperei, passei a aproveitar os dias de espera de forma muito produtiva, e pronto. Tudo está se resolvendo. Chega de ficar me remoendo pensando nas trocentas mil coisas que a gente precisa encarar no dia a dia. Afinal, é uma coisa hoje, outra amanhã, e outra depois de amanhã, e assim segue.

Hoje, por exemplo, eu precisava do meu passaporte de novo pra escanear a página onde tem a minha assinatura (que não é a mesma página onde está a foto e o número dele), pra poder enviar como prova de identidade para uma outra instituição. E onde está o passaporte agora? No Consulado da Tanzânia, onde ele fica até quinta feira. Tá vendo só, o problema do visto sendo resolvido mas já apareceu outro em consequência desse. A página com a assinatura escaneada vai ter que esperar até quinta, fazer o que.

É isso gente. Usem o método Martin para lidar com os perrengues do dia a dia de vocês. Faz bem pra saúde mental, garanto.

21 em 31


Alguém aí notou como março foi um mês produtivo nesse bloguinho? Comecei o mês com uma missão: escrever um post por dia. Ok ok, eu sei que não completei a tarefa, mas serei uma dessas pessoas irritantemente positivas e ver o copo meio cheio. Afinal, há quanto tempo eu não escrevia com essa frequência? Há muito tempo ; )

Eu realmente acredito que escrever não é questão de inspiração (talvez um pouco), mas sim da combinação de prática com repetição, e uma depende da outra. Uma vez que eu entrei no modo "o que vou escrever hoje?", comecei a novamente enxergar meu dia a dia como tema para posts.

Confesso que poderia ter feito os 31 posts, porque assunto tinha (tem, quem sabe os posts ainda serão escritos), mas as vezes nem me dava conta de que um ou dois dias haviam passado sem blogar.

Abril promete ser um mês tão cheio de eventos como foi março (mas não vai ter tatuagem!). Vai ter viagem, vai ter visita, vai ter muito trabalho. Falando em trabalho, vai ter até um revival, pois vou ao antigo escritório por alguns dias pra dar uma forcinha para as colegas que estão sobrecarregadas de tarefas. Portas abertas, certo?

No Starbucks


Hoje eu estava no Starbucks esperando meu café ficar pronto quando um senhor me abordou, disse que era morador de rua, e perguntou se eu tinha algum dinheiro pra dar pra ele. Eu não tinha nenhum dinheiro, mas eu tinha uns morangos na bolsa e perguntei se ele queria. Ele aceitou, e começou a me falar que precisava se cuidar porque tinha diabetes, e ele tinha medido pela manhã e não estava muito bom. Falou que o pessoal do Starbucks deu um café e ele esperava se sentir melhor, porque estava um pouco tonto. Ficamos conversando um pouco ali, ele se despediu e foi falar com outras pessoas.

Eu peguei meu café e segui meu caminho de casa. Hoje foi um dia intenso de passeios pela cidade, pois os meus sogros estão por aqui. O Martin tirou férias e estamos aproveitando todos juntos. Mas foi esse senhor que marcou meu dia.

50 fatos


Rolou no Snapchat uma brincadeira: falar 50 fatos sobre você (1 snap, 1 fato). Eu meio que torci o nariz no começo, mas acabei adorando descobrir algumas coisas sobre tanta gente bacana que conheço lá. Entrei na dança e fiz os meus, mas sei bem que pouca gente que lê esse blog tem também Snapchat, então eu decidi usar minha sexta feira a noite pra transcrever meus snaps e listar os meus 50 fatos aqui.

Afinal, já que esse é um blog pessoal, que seja também egocêntrico : )

Vale ressaltar que quem lê esse blog religiosamente há mais tempo deve saber mais da metade dessas coisas. Várias já foram assunto de post!

1. Eu nasci em São Paulo, mas tenho sangue catarinense. Toda minha família, dos dois lados, é de SC
2. Eu já morei em São Paulo, Joinville e Recife
3. Quando eu era bebê, fui atropelada. Com a minha mãe e a minha irmã (eu estava no carrinho)
4. Eu sou torcedora do Santos, mas já não tão fanática (porém um dos melhores dias da minha vida foi ver o Santos ganhar o Brasileirão, lá no estádio)
5. Meu primeiro emprego foi na TAM, no Aeroporto de Congonhas. Eu fazia check in e chamava vôo nas salas de embarque
6. Eu estou sempre lendo. Assim que termino um livro, começo outro
7. Eu não bebo cerveja. Nunca gostei.
8. Sempre estudei em colégio católico, mas sou atéia
9. Faz mais de 1 ano que eu uso o mesmo brinco (e nunca tiro, nem pro banho, nem pra dormir, nem pra nadar)
10. Eu casei em 2005
11. Eu adoro música dos anos 80
12. Meu filme preferido é Diários de Motocicleta
13. Alguns dos meus livros preferidos: Equador, O Sonho do Celta, The Luminaries
14. Eu tenho um blog pessoal (ah vá, cê jura????) desde 2004
15. Um hábito britânico que eu não adquiri: tomar chá. Não suporto chá
16. Comecei uma pós graduação em História da Arte, em 2008. Fiz alguns meses, mas as aulas eram aos sábados, o dia todo, e não aguentei
17. eu sou formada em Desenho Industrial pelo Mackenzie e fiz também um curso de Design de Interiores
18. Poucos meses antes de eu me formar, fui contratada pra ser designer da Tok & Stok, onde fiquei por 2 anos e meio (saí para me mudar para Londres)
19. Mas eu já havia trabalhado na Tok & Stok antes, no ano 2000, como vendedora em uma das lojas (a da Marginal Pinheiros em São Paulo)
20. Eu estudei inglês desde os 9 anos de idade, na Cultura Inglesa. Fiz todos os níveis daquela desgraça, desde o Junior 1 até o CPE
21. Eu falo um espanholzinho meio argentinês que aprendi de ouvido, escutando o Martin e a família dele
22. Quase todas as amizades que fiz em Londres foram em consequência desse querido blog
23. A única maquiagem que eu uso no dia a dia é blush. Muito, muito raro eu usar qualquer outra coisa
24. Eu não pinto unha, há muitos anos. Deixo lixadas e hidratadas. Aliás, acho bizarro o ato de pintar as unhas (tema para algum post futuro)
25. Eu tenho várias tatuagens
26. Já saí em um livro sobre 10 jovens designers brasileiros
27. Eu ainda tenho meu ursinho de pelúcia preferido, o Pop, que ganhei aos 5 anos de idade
28. Minha primeira vez fora do Brasil foi em 1997, quando fui para Bariloche como viagem de formatura do terceiro colegial
29. Eu nunca tinha viajado pra Europa antes de me mudar para Londres
30. Eu sou autora de um guia de Londres
31. Em 2012 eu escrevi uma carta para eu mesma, que será aberta em 2024
32. Eu vi a seleção brasileira feminina de vôlei levar o ouro nas Olimpíadas de 2012 aqui em Londres
33. Eu escrevo uma coluna sobre feminismo para o jornal Brasil Observer
34. Eu tenho um canal sobre feminismo no YouTube
35. Eu e a Renata, minha sócia no Conexão Feminista, somos amigas há mais de 25 anos
36. Eu sou curta e grossa, não gosto de rodeios
37. Já fiz a cirurgia a lser da miopia. Foi libertador, recomendo
38. Minha comida preferidas: sushi/sashimi e feijoada
39. Meu sonho de infância é ter um cachorro
40. Minha cidade preferida no mundo (sem contar as cidades do coração como São Paulo, Londres, Recife, Buenos Aires) é Veneza
41. Tenho vários grupos de amigas e fico tensa quando esses grupos se encontram - medo de elas não gostarem umas das outras
42. Eu não sofro com o clima de Londres. Não reclamo do inverno ou da chuva
43. Eu pratico corrida com o meu marido, já fizemos várias provas de 10km e uma meia maratona juntos
44. Eu faço ballet, mas comecei já adulta, há uns 10 anos
45. ODEIO quando me falam que eu sou "sortuda" porque meu marido é quem cozinha
46. Não sou muito de balada, mas adoro ir em show
47. Duas vezes por semana, pela manhã, eu trabalho em uma ONG que oferece proteção a vítimas de violência doméstica
48. Odeio sopa, culpa da minha mãe que também odeia e fazia cara de ânsia de vômito quando cozinhava sopa pro meu pai
49. Detesto cozinhar, mas a única coisa que faço questão de fazer é a maionese com a receita da minha mãe na ceia de Natal
50. Teve um dia, há muitos anos, que eu achei que meu pai tinha ganhado a mega sena e não queroa me falar

Desleixo


Ando um pouco desleixada com esse blog, eu sei. Posto sobre os livros lidos, vídeos publicados, mas acho que faz tempo que não tem um post como nos "velhos tempos". Eu até sinto saudade de escrevê-los, mas só ando com preguiça mesmo.

Por aqui, tudo vai indo. Nas últimas semanas teve prova de 10km (a primeira prova depois da meia maratona), teve a viagem para o interior da Inglaterra, teve retorno ao balé (pois é!! voltei). Ah, também acho que não mencionei aqui que comecei um trabalho voluntário (há quase 2 meses) em uma organização chamada LAWA - Latin American Women's Aid.

Engraçado que eu achava que teria todo o tempo do mundo quando saí do trabalho no começo do ano. Mas eu tenho o dom de preencher o tempo, e ando bastante ocupada. Escrevendo, fazendo hangouts, organizando supper clubs, encontrando pessoas, tentando solucionar umas pendências da casa (leia-se: vazamento no banheiro) que estão "por fazer" há anos. Pois é, anos!

Mas é isso. Vai tudo bem por aqui. E por aí?

Cadê o assunto que estava aqui?


Fugiu!

Eu fico agoniada quando vejo que a data da última postagem passa de uma semana, tenho a impressão de que estou omitindo fatos importantes da minha vida pra mim mesma no futuro. Os assuntos mais corriqueiros acabam indo pro Snapchat, e os anúncios importantes vão parar no Facebook ou Twitter.

Ah, uma coisa bacana é que eu lancei mais um guia : ) o primeiro da série 'Bate e Volta de Londres', sobre Oxford & Cambridge. Está a venda aqui, custa R$9,90 e está disponível apenas como ebook (o Guia de Londres continua firme e forte, tanto impresso como digital).

Estou envolvida com algumas organizações e fazendo trabalhos voluntários (conto mais outra hora), continuo fazendo os hangouts feministas com a Renata e escrevendo posts de viagem. Também tenho algumas viagens agendadas para os próximos meses, mas infelizmente o Brasil não está mais na lista, como era o planejado. por causa de burocracias para renovar o visto de residência do Martin que levam mais tempo do que deveriam. Mas enfim, faz parte.

Vou ali mas já volto!

Minhas 3 maiores dificuldades de trabalhar em casa


Esse mês completo 5 meses de 'vida nova de blogueira'. Agora finalmente me sinto mais a vontade com a rotina, mas tem 3 coisinhas que ainda não resolvi muito bem.

1. Alimentação: no escritório era fácil. Dava uma da tarde, eu ia buscar comida em qualquer lugar ali perto e pronto. Na pior das hipóteses comia um dos sanduíches saudáveis do Pret A Manger. Ou seja, almoçava até que direitinho, não deixava passar a refeição. Agora é claro, é diferente. Eu preciso fazer almoço. E cozinhar não é meu forte. Acho um saco mesmo, e não faço a menor questão de me aperfeiçoar. Tem dias que me saio bem, mas esses dias ainda são a minoria. Hoje por exemplo acordei e me dei conta de que não havia leite pra tomar café, então fui pro supermercado e já que estava lá comprei uma daquelas massas prontas, que só precisa por na água fervendo por 5 minutos. Isso já é um almoço bom, ok? Nem vou falar aqui dos dias que tomo 3 xícaras de café com leite e como umas fatias de pão com cream cheese. Pelo menos a janta é garantida, já que é função do outro habitante dessa casa.

2. Leitura: ah, como eu sinto falta dos meus 40 minutos de transporte público na ida e na volta do escritório, totalmente dedicados aos livros. Isso é que me faz mais falta da rotina de trabalhar em um escritório. Aí você pensa: ué, mas se você está em casa, pode ler a hora que quiser! Pois é... parece tão simples né? Mas simplesmente não consigo parar o que estou fazendo, ler um pouco e voltar. Não sei se e o silêncio, ou se preciso criar uma rotina (um horário definido). No momento eu continuo lendo quando pego ônibus/metrô/trem, o que acontece de 2 a 3 vezes por semana. Ou seja, a leitura está bem atrasada.

3. Disponibilidade: eu não larguei o trabalho no escritório com a única 'desculpa' de tocar o blog e escrever mais guias. Eu queria também ter mais tempo de fazer outras coisas, como ir a eventos e exposições, explorar a cidade e encontrar um monte de gente. Mas gente, esse lance de tempo é relativo né? Eu continuo sem tempo! Sempre que acho que terei uma semana mais tranquila, aparecem mil compromissos. É muito louco isso! Olha, dinheiro não tem entrado muito, mas coisa pra fazer é o que não falta.

É isso. Esse é um post sem conclusão mesmo, só pra compartilhar pensamentos! : )

Não aos opressores da reclamação!


Eu não acho que reclamar o tempo inteiro seja saudável, mas reclamar faz parte da vida. Não dá pra gente ser positivo e otimista sempre. Reclamar as vezes até ajuda a começar a pensar em uma solução para o problema: afinal, se a gente não falar (ou escrever, no caso das redes sociais), ninguém vai ouvir. E vai que tem alguém que oferece ajuda ou sugere uma solução?

Eu sou uma dessas pessoas que reclama bastante, e preciso me policiar pra não contaminar os outros. Mas acho sim que estamos numa onda de repressão a reclamação. Parece que temos sempre estar felizes, ou melhor, mostrar ao mundo que as coisas boas da vida superam as ruins (nada mais irritante do que a hashtag #blessed no Instagram). Mas eu não acho que seja bem assim. 

Semana passada, por coincidências, duas amigas compartilharam comigo alguns problemas pelos quais estão passando. E, quando perguntei para elas: 'mas porque você não falou isso antes?' (eu não fazia ideia de que elas estavam passando por uma fase difícil), as respostas foram idênticas: 'não quero reclamar'.

Poxa, será que chegamos num ponto que não compartilhamos nossas dores com os amigos porque não queremos ser chamados de reclamões? Se estamos numa fase ruim ou temos um problema chato atravancando a vida, temos que esconder de todo mundo só pra ninguém se chatear com 'o reclamão'? 

Eu não consigo ser otimista o tempo todo. Sou muito pé no chão, e prefiro ser surpreendida positivamente do que negativamente. Pode não ser a filosofia de vida mais cor de rosa que existe, mas eu costumo pensar nas piores consequências para as decisões que tomo antes de pensar nas melhores. 

E, pra mim, reclamar ajuda a evoluir. Se eu não reclamar de algo que me incomoda no trabalho, como o chefe vai saber? Se eu não reclamar para o vizinho que ele está jogando o lixo no lugar errado, como é que ele vai aprender a jogar no lugar certo? 

E se eu parar de reclamar, sobre o que eu vou escrever nesse blog? 

Vamos continuar reclamando, por favor. Só do frio em Londres que não vale, ok? : )


1 mês


Completei um mês de 'vida nova' e, apesar de ser ainda tudo muito novo, resolvi fazer um balanço. Ainda estou me adaptando a nova rotina e tentando ser o mais produtiva possível. Mas acho que a minha maior descoberta nesse último mês é que sofro de uma doença - que eu mesma diagnostiquei - chamada 'Síndrome do Assalariado'.

Eu acho que a maioria das pessoas da minha geração e com a mesma situação econômica (#classemédiasofre) devem sofrer dessa síndrome, mas nem sabem disso. Você só descobre quando tenta uma vida profissional 'alternativa', digamos assim.

O sintoma mais óbvio da Síndrome do Assalariado é a culpa. Culpa na hora que o despertador do seu parceiro toca e ele tem que ir pro escritório, enquanto você calmamente liga a televisão pra ver o jornal da manhã e toma café sentado no sofá. Culpa de ter todo o tempo do mundo pra fazer o que você quer, dentro dos seus prazos, mas sem saber por onde começar porque não tem um chefe te atazanando por email. E, claro, a maior das culpas: a culpa de sair pra tomar um café fora (porque você não aguenta mais ficar sozinho) e saber que, na verdade, quem está pagando o café é o seu parceiro, já que você está seguindo seus sonhos.

O engraçado é que ninguém joga a culpa em você. É você mesmo que cria. A culpa de não ter a carteira assinada é uma coisa que eu jamais achei que me incomodaria, mas incomoda. A minha geração foi pra escola e aprendeu que é preciso se formar e arrumar um bom emprego, pra ter uma vida estável. Eu fiz tudo isso, e agora joguei a estabilidade pela janela pra encontrar uma outra alternativa. Mas a culpa fica no meu ombro, mesmo quando eu estou produzindo e trabalhando e fazendo o que eu falei que ia fazer quando tivesse essa vida nova.

Eu estou vendo inúmeras vantagens em levar minha vida assim, mas acho importante falar das coisas ruins também. Ninguém gosta de compartilhar os baixos, mas a verdade é que eles são perigosos, e podem estragar todos os planos.

Mas vou terminar esse post com uma coisa boa: com o link de um artigo que eu publiquei no site The Pool, sobre sexismo. É a primeira vez que escrevo algo assim, fora das minhas especialidades. E, o melhor, é que fui paga pra isso! Aqui está: https://www.the-pool.com/news-views/politics/2016/12/brazil-s-dilma-rousseff-is-facing-sexism-as-well-as-possible-impeachment

Shiteastern

Eu sou uma apaixonada pelo bairro onde moro, como já declarei diversas vezes, mas se tem uma coisa que as vezes me faz pensar em me mudar daqui é o fato de dependermos do serviço de trem da Southeastern (acho que já deu pra entender o título desse post, né?).

Sim sim sim, o transporte público em Londres é muito bom e torço pra que nunca mais eu precise ter uma carro pra ir e voltar do trabalho. Mas infelizmente a rede ferroviária não é administrada pelo TfL (Transport for London, que cuida do metrô e ônibus), e os usuários dos serviços de trem em Londres ficam a mercê do monopólio de empresas que ganham permissão para operar numa certa área do país. Isso sem contar que usar o trem custa mais caro do que o metrô, mas né, uma reclamação de cada vez, deixa essa pra lá. 

Mas, burocracias a parte, o serviço prestado pela Southeastern tem piorado nos últimos anos. Os trens atrasados e cancelados por motivos imbecis costumavam ser uma casualidade - coisa de uma ou duas vezes por mês. Aí passou a acontecer com mais frequência, até chegar no ponto em que todo dia tem algum problema. 

E os motivos.. ah, os motivos! Folhas nos trilhos (JURO), trem quebrado, falta de funcionários e por aí vai. Eles tem até a cara de pau de falar que o trem tal está atrasado devido a atrasos que aconteceram mais cedo. JURO. 

Recentemente o problema dos trens tem ganhado um pouco mais de atenção da mídia (a Southeastern não é a única a tratar seus clientes como grandes imbecis). Afinal, como pode ser que um serviço tão caro (e que todo ano fica mais caro) seja tão xexelento? Além dos atrasos e cancelamentos os trens são velhos, sujos e não tem vagões suficiente para a demanda. É um deus nos acuda.

Mas (sim sim, tem um lado positivo!) pelo menos nós pobre coitados clientes da ShitOPS Southeastern podemos lamentar até não poder mais no Twitter. O Twitter tornou-se o principal canal para todo mundo meter a boca e também se informar sobre o que tá acontecendo. E também dar risada com o perfil-paródia @Se_Tranes (o perfil oficial da Southeastern é @Se_Railway e o perfil de paródia antes era @Se_Raleway - pegou, pegou? - mas por causa de uma denúncia 'anônima' ele foi tirado do ar e voltou como @Se_Tranes).

O @Se_Tranes é o melhor consolo quando estamos lá na estação em meio ao caos. Além de zombarem da incompetência da Southeastern, eles também respondem as pessoas que reclamam pro perfil oficial. É realmente hilário. Alguns dos meus tweets preferidos:











E temos também os tweets dos amigos usuários - olha, pelo menos a Southeastern serve pra isso, une as pessoas em torno do mesmo ódio:









Eu poderia postar centenas e centenas de tweets, mas deu pra entender né? Domingo a noite, além da deprê básica da semana de trabalho que vem pela frente, a gente já pensa 'certeza que amanhã de manhã vai ter trem atrasado...'

5 mandamentos do usuário de metro em Londres - versão estação

Veja também a versão 'dentro do vagão'

1. Não te aproximarás da linha amarela
A linha amarela não está ali pra adicionar um colorido na plataforma, está ali pra evitar fatalidades. E acredite: as fatalidades acontecem com frequência. A velocidade que os trens entram na estação não perdoa os desavisados e distraídos. E outra, você não quer ser lembrado como o cara que morreu e parou o metrô na hora do rush, quer?

2. Não ficarás parado em frente a catraca procurando teu bilhete
Tenha um compartimento de fácil acesso na bolsa para colocar seu bilhete do metrô, pois você corre o sério risco de levar um empurrão se resolver parar bem em frente a catraca para procurá-lo. As pessoas entram na estação decididas a chegar a plataforma o mais rápido possível, e nenhum turista desavisado deve atrasá-los (sarcasmo intencional). Dica extra: se por um acaso a catraca não abrir quando você passar seu bilhete, não se desespere - isso acontece bastante - e dê um passo pra trás e tente de novo. As máquinas também falham!

3. Não impedirás a saída das pessoas do vagão
O metrô não vai sair antes de você entrar, então se acalme e espere todo mundo sair antes de você colocar seu pézinho lá dentro. Deixe espaço para as pessoas saírem pelo meio e entre pelo canto, e ninguém sairá ferido.

4. Irás para as pontas da plataforma
Eu não consigo entender porque as pessoas se concentram num mesmo ponto da plataforma sendo que as pontas costumam estar livres - seria pura preguiça de andar um pouco mais? É algo tão óbvio, é só olhar para os lados e ver que pra conseguir um vagão mais vazio no metrô basta se deslocar até onde tem menos gente.

5. Não bloquearás o lado esquerdo da escada rolante
Eu sei que essa regra já não é mais exclusiva de Londres, e felizmente muitas outras cidades no mundo estão adotando a mesma prática (que não vale apenas para as estações do metrô, mas escadas rolantes em qualquer outro lugar), mas não custa nada lembrar: O LADO ESQUERDO DA ESCADA ROLANTE É PRA QUEM ESTÁ COM PRESSA, PORTANTO SE VOCÊ QUER FICAR PARADO, FIQUE QUIETINHO NO LADO DIREITO. Mesmo se eu estou com criança? Sim. Mesmo se eu estou com carrinho de bebê? Sim. Mesmo se eu estou carregando sacolas? Sim, dê um jeito.

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O café vale a pena

Há alguns anos que as minhas viagens de férias não são 100% a lazer. Todas elas acabam sendo 'para o blog' também, desde que eu comecei a colaborar ativamente com o Aprendiz de Viajante. Outro dia uma amiga me perguntou se isso é algo que me atrapalha - ela queria saber, por exemplo, se eu conseguia curtir mesmo as férias ou já ficava pensando nos futuros posts. Como eu já falei diversas vezes, eu consigo me desligar totalmente de tudo que é relativo a trabalho (e o blog é sim meu trabalho também, apenas não é meu principal provedor financeiro - quem sabe um dia?), e apesar de ter ideias para os posts durante as viagens, não fico estressada.

Enfim. Essa introdução meio nada a ver para falar de outra coisa relacionada a viagens: o equilíbrio entre amar viajar e curtir a vida 'normal'. A minha amiga Liliana escreveu sobre isso há um tempo, e achei válido falar sobre o assunto por aqui também, porque me dá um nervoso quando leio textos com 'dicas' absurdas para economizar para viajar mais.

Vamos por partes: vale a pena economizar pra viajar? Vale.

Vale a pena não fazer mais nada pra guardar todo e qualquer centavo para viajar? Não.

Olha, eu tenho meu peixe pra vender mas nem por isso acho sensato falar pra você não tomar um café no Starbucks, porque esses £2.5 que você gasta em um dia poderiam te ajudar a dar um passo em direção ao aeroporto. Também acho que sim, você deveria comprar a bolsa/calça/sapato/brinco que você quiser, sem ficar pensando que esse dinheiro poderia pagar uma diária no hotel.

Eu acho que os prazeres do dia a dia - por mais classe média que meus prazeres sejam - são uma grande contribuição pra minha sanidade e felicidade. Já não é fácil acordar cedo, trabalhar o dia todo e sonhar com trabalho (quem nunca?) a noite, então imagino que seja ainda mais chato fazer tudo isso apenas com um grande e único objetivo na vida - viajar.

Já cheguei a ler conselhos do tipo 'volte a morar com os seus pais por um tempo', e também vi um link no twitter para um post entitulado 'como viajar quando você tem dívidas' (me recusei a ler o post, porque afinal a resposta pra mim é óbvia nesse caso) - coisas que transformam a existência de qualquer pessoa em algo insuportável quando não está viajando.

Eu sei que existem dicas incríveis para gastar menos em viagens, ou para guardar dinheiro pra viajar - aliás lá no Aprendiz a gente escreve bastante sobre isso. Espero que eu tenha deixado claro aqui o meu ponto de vista: viajar é maravilhoso, mas pegar um café no Starbucks antes de ir pro escritório (e não morar com os pais) é muito bom também.

5 lojas que existem em toda 'High Street' de Londres

Uma pequena introdução pra esclarecer o que eu quero dizer com 'High Street': não só em Londres, mas por toda Grã Bretanha, as cidades tem suas 'High Street' o que quer dizer a rua mais importante, a rua do comércio, a rua onde se concentra o 'centrinho'. Claro, Londres é gigante e não tem uma High Street apenas - mas cada bairro ou vila dentro da cidade tem a sua própria. As vezes a rua principal nem tem 'High Street' no nome, mas é aquela coisa Gilette/Lâmina, sabem? High Street virou uma expressão do dia a dia, pra falar de algo local, principalmente no quesito comércio/varejo. 

1. Junk shop
Apesar do nome nada lisonjeiro (loja de porcarias, basicamente), uma junk shop é o paraíso pra quem gosta de coisas esquisitas, cafonas e velhas. Em uma loja como essa você acha desde raposa empalhada a banco de praça caindo aos pedaços a uma peça de cerâmica dos anos 50. É um local empoeirado, bagunçado, que mais parece saído daqueles programas de televisão que mostram casas de pessoas que juntam lixo a vida toda e não conseguem jogar nada fora (hoarders, uni-vos!). Cuidado para não tropeçar na mobília ou bater a cabeça no lustre que tá cheio de teias de aranha. Ainda assim, nenhuma outra loja é tão charmosa quanto a junk shop!

2. Charity shop
Eu já falei sobre as charity shops em outros posts ao longo dos anos aqui no blog, mas recentemente nesse aqui. Basicamente, a charity shop ('loja de caridade') é um lugar onde as pessoas doam seus pertences, os quais são revendidos por preços simbólicos (coisa de £2 a £5, bem barato mesmo), e o dinheiro arrecadado vai para alguma instituição de caridade. É claro que existem charity shops e charity shops: algumas são bem ruinzinhas, onde e difícil encontrar algo que realmente valha a pena (as pessoas doam cada coisa que vocês não tem ideia). Outras são sensacionais, lugares onde vale a pena garimpar. Recomendo investigar as prateleiras de livros, que sempre tem algo interessante. Eu já comprei um relógio de mesa vintage, lindíssimo, por £10. Não estava funcionando, mas consertamos em casa mesmo, não tinha maiores problemas.

3. Casa de aposta
Pra mim, os lugares mais deprimentes de Londres são as casas de apostas. Basicamente, é possível apostar em qualquer coisa que você queira, não apenas resultados de torneios esportivos mas também assuntos aleatórios como o nome do bebê real, música que será a número 1 das paradas no Natal, quem será o ganhador de um certo reality show.... ou seja, essas lojas são máquinas de tirar dinheiro das pessoas. E a 'atmosfera' dessas casas de apostas é péssima... cheias de televisores e pessoas olhando para resultados obssessivamente. Geralmente homens, geralmente de meia idade (ou mais velhos). Infelizmente, existem muito mais casas de apostas do que pode ser considerado razoável, e como são instituições financeiras que fazem dinheiro, conseguem pontos privilegiados nos bairros.

4. Imobiliária
Dãr! Mas imobiliária existe no mundo inteiro! Claro, eu sei disso, mas achei o 'modelo' de loja das imobiliárias daqui bem diferente do que no Brasil. No Brasil, imobiliária não tem vitrine, certo? É um escritório, ninguém para na frente pra ver as ofertas: você vai la porque marcou horário, ligou antes, viu um anúncio em uma placa ou algo do tipo. Aqui, as imobiliárias tem vitrines, as casas e apartamentos disponíveis para compra ou aluguel estão em destaque em pequenas placas enfileiradas. E vira uma coisa meio viciante: você passa na frente de uma imobiliária e para pra ver os preços, como se estivesse namorando um sapato ou uma roupa! Principalmente quando visitamos um bairro novo, dá aquela vontade de saber quanto custa morar lá!

5. Vendinha
Isso não é uma exclusividade londrina, ou britânica, ou de qualquer outra região do mundo. Mas é uma coisa que eu já não via mais nas redondezas da onde eu morava em São Paulo, por isso me chamou a atenção aqui. Vendinhas de frutas, verduras e legumes que geralmente tem produtos muito mais frescos, bonitos e apetitosos do que os supermercados maiores - mas né, são mais caros. Esse tipo de loja está ficando cada vez mais raro, e ultimamente tenho tentado valorizar mais esses varejistas menores, independentes. Fora que a atmosfera é muito legal, dá mesmo aquela sensação de fazer parte da comunidade, já que o dono da loja é quem está no caixa e conhece todo mundo que mora por ali.


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5 coisas que eu achei esquisitas quando cheguei em Londres

1. Sempre tem alguém carregando mala
Essa eu coloquei como número um não por acaso: foi realmente a primeira coisa 'esquisita' que eu notei na cidade. Em qualquer percurso que você faça, seja a pé em uma área super turística ou usando o metrô em bairros mais afastados do centro, você sempre verá alguém carregando mala. Mala de viagem mesmo, de rodinha! Eu fiquei encucada com isso vários dias logo após minha chegada, e lembro que perguntei pra algum colega do trabalho do Martin: 'mas o que esse povo carrega?'. Num primeiro momento eu nem cheguei perto de cogitar que essa turma da realmente indo viajar ou voltando de alguma viagem, isso porque não estava acostumada a ver pessoas usando transporte público pra ir pro aeroporto/estação de trem/rodoviária. Londres é a capital do mundo (toma essa, Nova Iorque), e aqui tem muita gente de passagem, muitos aeroportos, muitas pessoas de negócios. É mala pra lá e pra cá. E claro, tem sempre o dia que é você ocupando mais espaço no metrô com as suas malas, a caminho de algum aeroporto! Aí é bem melhor : )

2. Os chicletes estampados nas calçadas
Esse mesmo colega de trabalho do Martin, quando eu perguntei das malas, me falou: 'ué, mas você não reparou nos chicletes?'. E aí eu prestei atenção e notei na quantidade absurda de chicletes pisados nas ruas e calçadas. Engraçado é que eu nunca vi ninguém cuspindo um, mas não tem um lugar que passei que não está decorado com chiclete. Inclusive até em calçadas novinhas, recém reformadas, os malditos já estão lá. Talvez isso esteja ligado com outra esquisitice londrina - a falta de lixeiras (que não coube nesse post porque tive que escolher apenas 5!)

3. Os homens de roupa social e meias coloridas
Lembro que entrei em parafuso fashion quando me mudei pra cá. Adorei que ninguém fica te medindo e as pessoas sentem-se muito mais livres para vestirem o que bem entenderem. Ninguém vai ficar te olhando se você colocar uma saia amarela com uma meia calça roxa, ou uma calça de moletom velha e furada com um salto alto. Pode testar, acredita em mim! Pois enfim, a liberdade fashion londrina pode também ser observada na turma dos engravatados, muitos dos quais não estão nem aí para a regra da 'meia social da cor da calça' (ou seria da cor do sapato?) e dão uma quebrada no look executivo usando meias coloridas e estampadas! E olha, não é um ou outro não - basta você andar pela City ou Canary Wharf na hora do rush pra ver. Eu acho super divertido, e aconselho todo mundo a se libertar das regras chatésimas de moda, seja em Londres ou em São Paulo.

4. Poder tirar dinheiro em qualquer caixa eletrônico
E o melhor: sem pagar taxa por isso! Talvez as coisas já tenham mudado no Brasil desde que me mudei pra cá (quase 7 anos!), mas lembro que era um saco ter que achar o caixa eletrônico específico do meu banco pra poder sacar dinheiro (ou então achar um 24 horas e pagar taxa....). Aqui em Londres você pode sacar no caixa eletrônico de outros bancos, e eles que se acertem. Muito mais fácil! Claro, existem caixas (principalmente dentro de bares e pubs) que lucram cobrando taxas, mas nos bancos mesmo, você não precisa se preocupar.

5. Previsão de nível de pólen
Vai fazer sol? Ou chover? E a temperatura? É o tipo de pergunta para a qual você espera uma resposta na previsão do tempo né? Pois aqui, durante a primavera e o verão, a previsão do tempo costuma incluir o nível de pólen no ar (alto/baixo/médio). Esquisito né? Isso porque aqui existe uma alergia chamada 'hayfever', que é basicamente uma alergia ao pólen. Eu nunca tinha ouvido falar disso no Brasil, e muita gente que nunca teve nenhum tipo de problema semelhante, descobre que tem hayfever quando chega aqui em plena primavera. Ah, e não é porque você passou uma primavera/verão imune que está livre para sempre: ela pode aparecer sem avisar no ano seguinte! A danada é terrível, a turma sofre com o nariz coçando, espirros, garganta doendo, olhos lacrimejantes e inchados. Eu já tive uma crise terrível de hayfever em Milão, mas ainda bem até hoje estou imune em Londres.

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Como doar seus pertences em Londres

Charity Shop
As charity shops são lojas que revendem pertences - roupas, livros, brinquedos, acessórios e até móveis - por um preço muito baixo, e o valor arrecadado é doado para alguma instituição sem fins lucrativos. Diversas instituições, como o Cancer Research UK e o Save The Children possuem uma rede de charity shops, mas algumas são independentes, e revertem o valor para mais de uma instituição.

É a maneira mais prática de doar o que você não quer mais, pois existem várias, em todos os bairros. É só levar suas coisas e deixar lá - mas é claro, certifique-se de que determinada loja aceita determinado tipo de produto. Por exemplo, existem charity shops especializadas em roupas, então não adianta levar uma cadeira.

Sempre que eu levo alguma coisa na charity shop eu também dou uma olhada na oferta - temos um relógio antigo, dos anos 40, que compramos por £10!

Freecycle
Sei que o Freecycle nāo é uma exclusividade daqui, mas eu nunca tinha ouvido falar desse rede de doações antes da minha mudança pra Londres. O Freecycle é um website, que conecta pessoas das mesmas cidades e bairros, que estão doando pertences ou buscando doações.

Você deve entrar no site e buscar pelo grupo de sua cidade ou bairro, e após um rápido cadstro pode anunciar o que está doando ou procurando. Os interessados irão responder seu anúncio e você então recebe uma notificação por email. Aí é só se organizar com a pessoa e arranjar a entrega. Eu já doei, entre outras coisas, um microondas.

Dependendo do que você anuncia, vai receber um monte de emails interessados, então é bom ficar atento e fazer por ordem de chegada: se a primeira pessoa que entrou em contato acabou 'sumindo', avise a próxima, e assim por diante.

Também é legal dar uma olhada nos anúncios de coisas que as pessoas estão precisando, talvez você tenha algo em casa que nem lembra mais e pode ajudar muito! Lembrando que o Freecycle é mantido por voluntários, então se você usa os serviços, que tal considerar uma doação?

www.freecycle.org

Gumtree
O Gumtree também é um website de anúncios (mas de absolutamente tudo!), só que você pode usá-lo para vender/comprar, e não necessariamente doar. Acho que usei o Gumtree apenas uma vez, para vender um sofá, porque acho meio confuso, tem tanta coisa que é difícil achar aquela coisa específica que você está procurando. Mas enfim, é uma solução (e alternativa ao Ebay) se você precisa de uma graninha extra e quer vender alguma coisa.

www.gumtree.com

Grupos no Facebook
Existem alguns grupos de brasileiros que moram em Londres no Facebook, e em muitos deles as pessoas anunciam seus serviços ou objetos para vender/doar. Como o Facebook anda trolando tudo quanto é postagem orgânica, a sua oferta pode se perder, mas né, nunca se sabe. Sempre tem alguém que conhece alguém que está precisando de algo que você não quer ou não precisa mais.

Council
Essa é uma ótima opção se você precisa doar coisas grandes, como móveis, mas não tem como fazer o transporte. Entre em contato com o seu council (tipo sub prefeitura do seu bairro), pois eles provavelmente tem um serviço de coleta. Não adianta deixar na lixeira do seu prédio e achar que a fada da reciclagem vai pegar - é preciso avisar o council, eles tem um dia certo designado para isso.

Deixar na porta de casa
Apesar de essa não ser uma prática tão comum em Londres como é em outras cidades européias, não é difícil encontrar objetos na frente de algumas casas com clara sinalização de que estão ali pra quem quiser pegar. Pra quem mora em prédio, também dá pra deixar no hall por um tempo com um bilhete e ver se alguém pega. Já peguei uma mesa de centro no lixo de uma casa e doei uma cadeira no hall do meu prédio.

Mas claro, tenha bom senso: se ninguém pegar em 24 horas, retire o objeto e arrume outra maneira de fazer a doação.

Os segundos de maio

Pra dar uma variada, achei que maio nem passou assim tao rapido - acho que porque foi um mes bastante produtivo (por produtivo leia-se tive uma semana de ferias).

Os meus sogros chegaram, viajamos juntos, eles curtiram Londres, e ja foram embora. Teve tambem visita nova iorquina, que foi vapt vupt mas muito proveitosa.

Agora estramos em uma entresafra (assim que escreve?) de pais - e assim segue a vida normal. Casa, trabalho, corrida, pub, parque, amigos.

Em maio tivemos uma previa do verao aqui em Londres. Dias quentes e ensolarados, mas ainda alternando com dias chuvosos e cinzentos. Coisas de Londres!

E o seu mes, como foi?

5 pequenas alegrias do dia a dia em Londres

1. Juntar pontos suficientes no cartão da Boots pra comprar alguma coisa útil
Eu já disse isso antes: aqui ninguém tem carteira de identidade, mas todo mundo tem cartão da Boots - a rede de farmácias mais legal do mundo! Possivelmente você terá o seu antes mesmo de ter o seu NI (National Insurance, vai no Google porque tô com preguiça de explicar). Nunca tire o seu cartão da Boots da bolsa - você nunca sabe quando irá precisá-lo! A cada compra você vai arrecadando pontos, e chega um dia que você tem pontos suficientes pra comprar alguma coisa! RÁ! Que alegria que é descobrir que dá pra comprar um xampu e um pacote de absorventes com os pontinhos que você arrecadou comprando outros 10 potes de xampu e 25 pacotes de absorventes.

2. Fazer self check out no supermercado sem a intervenção de algum funcionário
Lembro que quando eu cheguei aqui pensei: uau, que civilizado esse negócio de nós mesmos passarmos nossas compras no caixa. Que incrível, que coisa avançada. Esse pensamento durou exatamente 15 segundos, quando a maquininha deu erro. Unexpected item in the bagging area. Remove item to continue. Eu te desafio a passar pelo self check out sem precisar da ajuda da pessoa que trabalha no caixa convencional. O dia que isso acontecer, parabéns! Você experimentou uma alegria da vida em Londres.

3. Acordar e ver a notícia de que o transporte público está funcionando perfeitamente 
'There is a good service in all the London underground' é música para os ouvidos dos trabalhadores londrinos que utilizam a rede de metrô da cidade diariamente. Eu sei que o nosso transporte público é bom (pagamos caro, muito caro por ele), mas quando você o utiliza dia sim outro também, a probabilidade de enfrentar problemas toda semana é bastante alta (e olha que estou apenas falando do metrô, não posso nem começar a falar dos trens...). Então, todo dia antes de sair de casa eu vejo as notícias pra saber se terei uma manhã tranquila ou estressante. E quando aparece o quadro das linhas sem NENHUM problema.... Ah, alegria!!!!

4. Achar um caminho sem baldeação
Eu sei, eu sei, sempre acabo colocando muitos ítens relacionados ao transporte público nesses posts de top 5. Mas não dá pra escapar, já que é parte do dia a dia da gente aqui. Temos muitas linhas de ônibus, metrô, trem, até barco e bondinho! Ou seja, dá pra chegar em praticamente todos os cantos da cidade utilizando o transporte público, mas o desfio é fazer a menor quantidade de baldeações possível ou evitar qualquer baldeação. Pode perguntar pra qualquer londrino: todo mundo prefere prolongar o caminho pra evitar ter que descer, trocar, subir... Conhecer a rede de transporte bem o suficiente pra conseguir bolar um percurso direto e reto é pra poucos... e pros muitos, tem sempre o City Mapper.

5. Descobrir que os pubs já estão vendendo Pimm's
Mesmo que você nem seja fã de Pimm's (tolinho), o fato de que a birita dos deuses está a venda nos pubs significa que dias melhores virão! Chega de inverno, dos brasileiros reclamando em todas as redes sociais que não aguentam mais o frio, e dos dias curtos. A temperatura pode até oscilar - um dia faz 23 no outro 13 - mas ninguém mais usa casaco pesado, afinal, tem Pimm's no pub!

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Os segundos de abril

Sabe quando você tem um branco do tipo 'que dia é hoje mesmo'? Então, ontem no trabalho eu fiz essa pergunta pra coleguinha ao lado, e falei: 'que  dia é hoje? 24, 25?'

Será possível que abril teve mesmo 30 dias? Não foram 15 não?

Esse mês teve Copenhague (a lazer), Milão (a trabalho), melhor amiga que teve bebê, e as coisas boas e rotineiras de sempre. 



Simbora pra maio!

5 perguntas que vão te fazer diariamente em Londres

1. Cream on top?
Tudo bem que essa você vai ouvir em qualquer Starbucks ao redor do mundo, mas coloquei em primeiro porque foi a primeira pergunta que ouvi quando cheguei aqui. Lembro que entrei no Starbucks, não tinha nem 24 horas na cidade ainda, fiz o meu pedido e a atendente falou algo que eu não entendi. Eu tive que falar 'sorry?' umas 3 vezes até entender a questão, e nesse dia me caiu a ficha de que eu tinha me mudado pra um lugar com todos os sotaques do mundo, menos aquele sotaque 'redondo' que eu tinha aprendido a (quase) entender depois de milênios estudando na Cultura Inglesa. Então fica a dica: não basta saber exatamente o que você vai pedir de café, é preciso saber se vai creme em cima também (sempre diga sim, ahahahahaha)!

2. Eat in or take away?
O que significa: vai comer aqui ou levar? Acho engraçado porque mesmo quando um lugar não tem bancos ou mesas, tem vezes que o atendente pergunta isso. Então fique com a resposta a postos, na ponta da língua. Se for 'take away' você ouvirá a próxima pergunta em seguida...

3. Do you need a bag?
Precisa da sacolinha? E essa pergunta não rola apenas nas lanchonetes, mas também no supermercado. E em alguns lugares, se você pegar a sacolinha, terá que pagar por ela (pouco, mas tem que pagar).

4. Do you have a Boots card?
Acho que uma vez já escrevi no blog que no Reino Unido ninguém tem carteira de identidade, mas todo mundo tem o Boots card - o cartão 'fidelidade' da tão amada rede de drogarias. E todos os supermercados tem seu próprio cartão, e invariavelmente você vai acabar fazendo um (faça, vale bastante a pena, ganhamos vários descontos!). Então, se você está aqui de visita e for em um desses lugares, vai acabar ouvindo essa pergunta no caixa.

5. Where are you from?
Aqui em Londres ninguém é de Londres. Então todo mundo já pressupõe que você é 'de fora'. seja de outras partes do país ou de outro país. Claro, não demora para que o sotaque fale mais alto, então se você estiver conversando com alguém pela primeira vez, vai ouvir essa. E obviamente a resposta gera curiosidade e da início a toda conversa 'mas o que você tá fazendo aqui / até quando você vai ficar / você gosta de morar aqui' e por aí vai.

Os segundos de março

Mês que começa na Italia não tem como ser ruim! Além de Itália teve também Noruega, guia impresso lançado, sapato novo, Martin viajando a trabalho por 2 semanas (e eu fazendo janta, milagre) e um monte de encontros bacanas com gente mais bacana ainda. Esse é um vídeo cheio de participações especiais.



Veja também o vídeo de janeiro e o de fevereiro.

5 mandamentos dos usuários de metrô em Londres - versão dentro do vagão

1. Não farás contato visual
Leia seu livro, seu jornal, veja suas mensagens no celular, jogue Candy Crush, feche os olhos, olhe pro chão, mas nao encare os coleguinhas de vagao. Não me pergunte porque, mas é regra de ouro. O mesmo mandamento pode se aplicar a começar uma conversa. Simplesmente não comece uma conversa com o estranho ao seu lado só porque ele está lendo um livro que você adora. Um mandamento especialmente difícil de seguir se voce quer flertar. Melhor abrir uma conta no match.com

2. Compartilharás o jornal com o vizinho
Um clássico - pode prestar atencao, sempre que tem alguém com o jornal aberto, a pessoa sentada ao lado está dando uma olhadinha. É inevitável! Todo mundo que usa o metro com frequência já se viu nas duas situacoes: com o jornal na mao e o vizinho de assento quase fungando no seu cangote pra let também, ou fungando no cangote do vizinho que está lendo. Portanto, não faca cara feira e facilite a vida do seu vizinho de assento!

3. Não colocarás os pés no assento vazio na sua frente
Usar transporte público já não é a coisa mais higienica do mundo né? Melhor nem pensar muito. Mas aí tem a turma que nao tem nenhum senso de coletividade e se vê no direito de usar um assento vazio para apoiar seus pés. Faça-me o favor! O metro/trem nao é sua casa (espero que voce nao coloque seus sapatos sujos em cima do sofá da sua casa, mas anyay, voces entenderam), e ninguém merece sentar em cima de sujeira de sola de sapato.

4. Serás paciente com excursões de escola 
Nada como o silêncio do vagao de manhã para você dar uma cochilada ou ler seu livro em pazOH WAIT! A excursao de escola com 56 criancinhas falantes (berrantes) vestidas com seus coletes amarelo fosforescente entrou no seu vagão e é tarde demais para sair (ou nao dá pra sair porque tem um mar de criancinhas na sua frente). Taí um exercício de paciência. Tem que ser um ser superior para não expressar o horror que voce está sentindo. Afinal, as criancinhas nao tem a menor noção de espaço compartilhado e seu pé será pisado 4657586 vezes, e se você tiver o azar maior de uma delas sentar ao seu lado, esqueca usar o apoiador de braco.

5. Utilizarás todo os espacos livres do vagão
Não fique com medo de ir para o meio do vagão e não conseguir sair na sua estação se o metrô estiver lotado - voce vai conseguir sair. É impressionante como as pessoas tendem a se amontoar perto da porta e evitam usar a área entre os assentos. Até que que alguém educamente (nem sempre) fale: MOVE DOWN! O que basicamente significa: se espalha aí, porra!

Os segundos de fevereiro

Cade fevereiro? Se eu nao tivesse gravado um segundo por dia, nao teria acreditado que fevereiro já passou.

Tenham medo e comecem a pensar no Natal, 2015 nao tá pra brincadeira!

Meu mes comecou com uma corrida de 10km e terminou na Itália numa blog trip (sobre a qual escreverei aqui em breve), passando por Frankfurt e encontro com amigas. E o mes de voces?



5 maneiras de irritar um londrino - versão metrô

1. Pare na frente da catraca e procure seu bilhete
Ah, nada como deixar para pegar seu bilhete do metrô só quando você chega na catraca para experimentar a paciência dos londrinos. Sim, vá lá, faça isso: procure o bilhete calmamente, primeiro nos bolsos, depois na mochila ou bolsa, e não arrede o pé de frente da catraca enquanto isso. Quero ver se alguém vai falar que os franceses são mal educados (e que fique bem claro que eu discordo) depois de bloquear uma catraca qualquer em uma estação qualquer do metrô londrino.

2. Chegue na plataforma e pare bem em frente ao acesso de onde você surgiu
Afinal, pra que ir para as pontas das plataforma ou procurar um pedaço que esteja menos cheio se você pode muito bem parar na porta e bloquear a entrada de todo mundo que está atrás de você? Sim, espere o próximo metrô chegar e não arrede pé, e não facilite a passagem de quem quem sair da muvuca e seguir em frente.

3. Aperte o botão que fica na porta do vagão
Se a porta do seu vagão tiver um botão (lado de dentro ou de fora) que você deduziu que deve ser apertado para abri-la ou fechá-la, aperte-o. Mas não aperte uma vez só: assim que o metrô chegar na plataforma, aperte várias vezes, incessantemente. Porque óbvio que esse botão funciona e todas as outras pessoas que usam o metrô todos os dias são completos idiotas que ainda não perceberam que apertar o botão te dá esse poder de absoluto controle de porta. (ATENÇÃO: mesmo no DLR, onde o botão realmente deve ser usado, aperte-o várias vezes. Se apertar uma vez só não vale, a porta só aceita o comando depois de 15 apertos)

4. Entre no vagão enquanto as pessoas estão saindo
Assim que a porta abrir (claro, já que voce apertou o botão mais de 15 vezes), não pisque: entre no vagão. O povo que fica esperando todo mundo sair antes (pior: abrem espaço para os outros saírem! Otários!) está comendo bola, entre antes de todos eles e seja o centro das atenções do vagão.

5. Quando a porta estiver fechando, deixe sua bolsa/casaco/sacola na frente
Quando o condutor do metrô falar pelo auto falante 'MIND THE DOORS, MIND THE CLOSING DOORS', não mova um músculo e deixe a porta fechar em cima das suas coisas. Não se esforce para move-las, mesmo que o condutor avise que o metrô não pode sair enquanto as portas não fecharem sem nenhum obstáculo. Para um melhor resultado, entre no vagão com as portas fechando, assim é mais provável que seu casaco ficará preso e voce causará um pequeno atraso na vida de todo mundo.

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Onde vamos passar o Natal?

No ritmo acelerado que as coisas estão acontecendo esse ano, essa é a pergunta que daqui a pouco eu preciso começar a fazer para mim mesma (mim mesma? ou eu mesma?).

Eu tenho coisa pra fazer todo fim de semana de agora até... maio. E ja tenho uns finais de semana ocupados em junho e julho também, então estou ansiosa pra dormir até tarde num sábado qualquer em agosto. 

Exageros a parte, um fim de semana sem fazer nada faz falta sim. Trabalhei nesse último (feira em Frankfurt, como vocês talvez tenham percebido pelo post anterior), então já comecei essa semana me sentindo um bagaço. Somando as corridas, posts atrasadérrimos no Aprendiz de Viajante e uns frilas que estou fazendo para o Brasil, só me resta acordar cedo e ser pontual no escritório pra poder sair assim que o relógio bate 17:30 e fazer render a minha noite. 

Uma coisa bacana dessa semana: percebi que ao sair do trabalho já não está mais tão escuro. Não é dia, mas também não é noite fechada. O céu, a essa hora, tem estado lindo. Meu Instagram agradece!

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Era uma vez uma linha de trem...

...que me levava da porta da minha casa até o local onde eu trabalho.

Eu pegava o trem e ia sentadinha, lendo o meu livro e me atualizando no Instagram e Twitter, até chegar lá. Sem me preocupar com baldeação e quase sempre em companhia das mesmas pessoas.

Mas como alegria de assalariado dura pouco, essa linha de trem foi cancelada. CANCELARAM o meu trem! Eu já sabia que isso ia acontecer, estavam avisando há muito tempo, mas eu preferi ignorar os avisos até o dia em que eu acordei e me dei conta de que precisava buscar uma nova alternativa para ir e voltar do trabalho.

Opções existem, eu sobrevivi, e tudo continua igual. Com duas exceções: minha leitura que é interrompida quando eu preciso trocar do ônibus pro metrô ou do trem (outra linha de trem) pro metrô, e o meu caminho de volta pra casa que é agora é feito com a companhia do Martin.


Porque com toda pequena tristeza sempre deveria vir uma grande alegria!

Os segundos de janeiro

Contei aqui sobre quando perdi os segundos que estava filmando desde abril de 2014 (ainda me dói o coração), mas a boa notícia é que recomecei o projeto e estou filmando desde o dia 1/1. Agora tenho um celular novo (e maravilhoso, modéstia a parte - e ah, não é iPhone!) e os segundinhos consequentemente estão mais bonitos.

Vou fazer uma compilação mensal e postar aqui no fim de cada mês, assim se acontecer uma nova tragédia, na pior das hipóteses terei perdido apenas 30 dias.

Então lá vai: assim foi janeiro de 2015



Olhando esse videozinho, vejo como meu mês foi bom (apesar de loooongo): teve o show do Queen, alguns encontros com amigas, passeios no parque e a adaptação ao novo trajeto para o trabalho, sobre o qual ainda preciso escrever aqui.

6 meses em segundos e uma pequena tragédia

Há alguns dias, quando precisei reinstalar todos os meus aplicativos no celular por conta de um outro aplicativo que estava dando erro, perdi todos os segundos que estava filmando desde o começo (já postei sobre esse projetinho/app aqui, aqui e aqui).

Pode parecer bobagem, mas fiquei arrasada. ARRASADA. Juro, quase chorei. já tinha completado 9 meses filmando um segundo por dia, todos os dias. A sorte é quando eu completei 6 meses resolvi fazer uma compilação, justamente pro caso de dar problema no back-up.

Então aqi está, o vídeo de 6 meses:



E sim, vou voltar a fazer, do zero. Mas resolvi que começarei dia 1 de janeiro de 2015, pra ficar um ano direitinho (e agora, que estou com celular novo e com uma câmera muito melhor, vai ficar ainda mais legal!)

5 hábitos irritantes que você vai adquirir quando se mudar para Londres

1. EXCUSE ME
Ah, nada mais londrino do que falar EXCUSE ME daquele jeitinho grosseiro que turista acha que é educado para alguém parado do lado esquerdo da escada rolante. O seu primeiro EXCUSE ME será mais parecido com um excuse me: baixinho, envergonhado, quase pedindo desculpas. Ao longo dos anos você pega prática e assim que avisa o turista desavisado bloqueando o lado esquerdo e atrasando sua vida em 6 segundos solta um digno EXCUSE ME que na minha opinião deveria contar pontos pra cidadania britânica

2. Tentar evitar que alguém sente ao seu lado no ônibus/metrô/trem
Quando você entra no vagão do trem/metrô ou no ônibus, sempre vai ter uma pessoa tentando evitar que alguém sente ao seu lado colocando a bolsa no assento. Esse truque é engraçado, porque você vira os olhos quando vê, mas pode ter certeza de que tentará fazer o mesmo! O pior (melhor?) é que funciona, já que todo mundo prefere achar outro lugar do que pedir pra pessoa retirar a bolsa. E já vi, muitas vezes, pessoas ficarem de pé e deixarem o fulaninho com a bolsa ocupando espaço onde alguém poderia estar sentado. Uma coisa é tentar 'guardar' o assento quando existem outros disponíveis, outra é fazer cara de paisagem quando o trem fica lotado. Mas anota aí: você também vai fazer isso.

3. Byyyyeeeeeeeeee
Aqui, ninguém encerra conversa de telefone com 'beijo, tchau'. O pessoal fala tchau (bye) mesmo, mas não é apenas um 'bye'. É um bye com voz afinada e ênfase no 'y', então fica 'byyyyyyye'. Até conversas mais sérias, entre pessoas de voz grossa, podem terminar assim. Por que raios todo mundo tem que afinar a voz? É esquisitíssimo esse 'bye' meigo, acho demasiado irritante. Prefiro mandar beijo, mas quando estou ao telefone com alguém daqui, não tem jeito: sai o bye irritante.

4. Atravessar a rua loucamente
Todo londrino é um suicida em potencial, basta vê-los atravessando a rua em algum ponto super movimentado da cidade, como Piccadilly Circus e Oxford Circus. Quanto mais movimentado, mais chances você terá de ver um quase atropelamento. É um desespero pra atravessar a rua, estão sempre com muita pressa e parece que os 2 minutos do farol fechado para pedestres são uma ofensa. E aqui não é como nos Estados Unidos, que a pessoa bota um pé na rua e o carro para. Os motoristas não querem nem saber, continuam como se não tivesse um trouxa arriscando a vida passando na frente. Não tem um dia que eu não veja um doido passar raspando em frente um ônibus. MAS, vai chegar o dia que você vai fazer o mesmo. Atravessar como se fosse tirar o pai da forca: londrinos manjam muito.

5. Largar o jornal em qualquer canto
Adoro os jornais e revistas gratuitos distribuídos em Londres, mas detesto vê-los largados pelos cantos do metrô, trem, ônibus e estações. Por que ninguém leva o jornal para casa ou sei lá, joga no lixo depois? Apenas uma ideia. O problema é que é tradição 'reutilizar' o jornal deixado pelas pessoas por aí, e assim consecutivamente até o funcionário que faz a limpeza do metrô ter que catar tudo e jogar no lixo. Eu acho assim: pegou alguma coisa, precisa então ser responsável por jogar no lixo. Largar, simplesmente, não pode. Só que não posso atirar pedras porque né, quem nunca. Já fiz, pronto, falei. Esqueci o livro em casa, então peguei o jornal na entrada da estação e na hora que chegou a minha parada, deixei ele pra trás, no assento onde eu estava.


5 perguntas que vão te fazer quando você mudar para Londres

1. Você vai ficar em Londres pra sempre? 
A pergunta que não quer calar. Não tem quem não pergunte isso - familiares, amigos e pessoas que você acabou de conhecer. E é engraçado, porque a maioria das pessoas nunca sabe responder. Pra sempre é muito tempo, né? Se eu não sei onde vou almoçar amanhã, como vou saber se vou ficar aqui pra sempre? Minha reposta geralmente é: vou ficando enquanto está bom, mudar de país (mesmo que seja pro meu país de origem) dá muito trabalho

2. O que vocês comem aí?
Acho que por causa dessa fama (pra lá de ultrapassada) que a cidade tem, de que a culinária daqui se resume a peixe e batata, o pessoal fica curioso pra saber da nossa alimentação. Para decepção geral de quem pensa que comemos mal nesse país, nossos hábitos alimentares melhoraram muito desde a mudança pra Londres (claro que também influencia o fato de estarmos mais velhos e mais cuidadosos com o que comemos). Isso porque as compras do supermercado saem mais baratas e aqui conheci pratos típicos de paises como Índia, Paquistão, Nepal e Tailândia (não estou falando que não existem restaurantes desses países no Brasil, apenas que aqui o acesso é mais fácil, mais barato, tem por todo canto).

3. Você tem amigos ingleses?
Essa pergunta geralmente precede outra: os ingleses são frios mesmo? É diferente de ter amigos brasileiros? Bom, a resposta aqui varia muuuuito de pessoa pra pessoa. Eu, por exemplo, não tenho amigos ingleses, mas tenho colegas muito queridas de trabalho. Nos damos super bem e já saímos juntas algumas vezes (até porque viajamos muito juntas), mas não diria que somos amigas. Não porque elas são frias (isso não é verdade) mas simplesmente porque a evolução de uma amizade com alguém que teve uma criação em uma cultura completamente diferente da sua é muito mais devagar.

4. Tá frio aí?
Verão não é uma estação exclusiva para o hemisfério sul. Aqui também faz calor! Mas, assim como pode fazer 30 graus no inverno brasileiro, pode fazer 15 graus no verão inglês. Como diz um amigo meu (sempre uso esse exemplo): antes de se mudar pra Inglaterra, olhe no mapa - estamos perto de um pais chamado ICELAND (Islândia, mas que na tradução literal seria 'Terra do Gelo'), então é claro que aqui no geral faz mais frio do que no Brasil. Não adianta reclamar! É assim. Temos muitos meses frios, mas temos também meses quentes, dias lindos, céu azul e sol brilhando.

5. Quando você vem pro Brasil?
Há uma cobrança constante dos amigos para que você vá para o Brasil o máximo de vezes possível. Eu costumo ir a cada 2 anos, mas a maioria dos meus amigos aqui vai uma ou até duas vezes por ano. Isso quer dizer que eu não sinto saudades? Claro que sinto! Mas ir para o Brasil envolve um planejamento/orçamento muito mais detalhado do que uma viagem para qualquer outro lugar. Isso porque você precisa organizar encontros, visitar familiares e ir nos lugare que gosta. Já aviso: nunca dá tempo de fazer a metade das coisas que você planeja. Você volta frustrado e ainda por cima toma bronca de um monte de gente que não conseguiu ver. Isso pode até me fazer parecer uma expatriada sem coração, mas não acho que preciso ir pro Brasil todo ano apenas porque sou de lá. Mas obviamente cada cabeça uma sentença.