Eu não acho que reclamar o tempo inteiro seja saudável, mas reclamar faz parte da vida. Não dá pra gente ser positivo e otimista sempre. Reclamar as vezes até ajuda a começar a pensar em uma solução para o problema: afinal, se a gente não falar (ou escrever, no caso das redes sociais), ninguém vai ouvir. E vai que tem alguém que oferece ajuda ou sugere uma solução?
Eu sou uma dessas pessoas que reclama bastante, e preciso me policiar pra não contaminar os outros. Mas acho sim que estamos numa onda de repressão a reclamação. Parece que temos sempre estar felizes, ou melhor, mostrar ao mundo que as coisas boas da vida superam as ruins (nada mais irritante do que a hashtag #blessed no Instagram). Mas eu não acho que seja bem assim.
Semana passada, por coincidências, duas amigas compartilharam comigo alguns problemas pelos quais estão passando. E, quando perguntei para elas: 'mas porque você não falou isso antes?' (eu não fazia ideia de que elas estavam passando por uma fase difícil), as respostas foram idênticas: 'não quero reclamar'.
Poxa, será que chegamos num ponto que não compartilhamos nossas dores com os amigos porque não queremos ser chamados de reclamões? Se estamos numa fase ruim ou temos um problema chato atravancando a vida, temos que esconder de todo mundo só pra ninguém se chatear com 'o reclamão'?
Eu não consigo ser otimista o tempo todo. Sou muito pé no chão, e prefiro ser surpreendida positivamente do que negativamente. Pode não ser a filosofia de vida mais cor de rosa que existe, mas eu costumo pensar nas piores consequências para as decisões que tomo antes de pensar nas melhores.
E, pra mim, reclamar ajuda a evoluir. Se eu não reclamar de algo que me incomoda no trabalho, como o chefe vai saber? Se eu não reclamar para o vizinho que ele está jogando o lixo no lugar errado, como é que ele vai aprender a jogar no lugar certo?
E se eu parar de reclamar, sobre o que eu vou escrever nesse blog?
Vamos continuar reclamando, por favor. Só do frio em Londres que não vale, ok? : )
Uma turma no trabalho organizou um clube de corrida e surpreendentemente, eu estou fazendo parte. O primeiro dia foi hoje - será uma vez por semana, por oito semanas - e superou bastante as expectativas. Eu estava meio receosa de que fosse esquisito fazer exercício e depois tomar banho no trabalho e então voltar para a minha mesa, mas tudo correu super bem.
Eu raramente saio com o pessoal do trabalho (por pura preguiça) então é uma maneira de interagir um pouco mais e, óbvio, ficar mais por dentro das fofocas.
Fiquei contente de sair da minha zona de conforto, já que corro sempre aqui perto de casa, sempre no mesmo horário. Achei bem mais difícil correr na hora do almoço (cansei muito mais rápido) e ainda por cima em um horário que o parque (fomos para o Green Park) está lotado de turistas.
Não corremos uma distância muito grande, até porque o tempo é limitado, mas achei bom dar uma desligada das obrigações bem no meio do dia. E, melhor ainda, é chegar em casa e não precisar ir correr porque - eba! - já corri.
Essa semana aliás é a semana das coisas fora da zona de conforto pra mim, já que decidi dar um tempo do café. Pode parecer idiota, mas eu amo, amo, amo café com leite e sempre foi um ritual diário que me dá muito prazer e energia pra conseguir encarar a manhã de trabalho. Mas ultimamente tenho a desconfiança de que o leite já não me faz muito bem, então estou em fase de teste. Está sendo muito mais difícil do que eu esperava, e olha que foram apenas 5 dias até agora. A tentação é imensa, mesmo sabendo que há grande chance de me sentir mal depois. Cheguei a pegar uma xícara na mão para me servir na máquina alguns dias, mas fui forte e resisti.
O pior é que o teste está dando resultado - desde o dia que não tomo café com leite, não me sinto mal. Vou tentar seguir mais uns dias assim, mas não sei se resisto ao fim de semana. Veremos.
É isso. Correndo mais e tomando café de menos.
'Tô sem tempo', 'não tenho tempo', 'tá super corrido': eu nunca achei que ia falar uma dessas frases (pois é, mordi a língua), mas ultimamente eu não tenho visto o tempo passar. Fico imaginando como fazem as pessoas que tem filhos. Sério, como vocês fazem?
Não tô querendo fazer drama, acho que a vida de todos meus amigos é assim. Mas só esse ano que me dei conta que qualquer coisa 'extra' que eu queira fazer acaba atrapalhando minha escala. Sempre tem algo que sai prejudicado: o blog (esse ou o Aprendiz), a alimentação, a diversão, a casa.
Foi-se o tempo que eu deixava a casa arrumada. Hoje em dia tem sempre algo zoneado, ou uma tonelada de roupa de lavar, ou roupa secando no varal há uma semana.
Depois que resolvemos voltar a correr, a coisa ficou ainda pior: o tempo que eu dedicava 'ao lar' e ao blog foi cortado pela metade. Ainda bem que vou trabalhar de transporte público, só assim consigo manter a leitura.
Só uma coisa resolve. Aliás, duas: megas sena e euro millions. O que vier tá bom.
Aproveitamos o feriadão para dar umas voltinhas por aí - voltamos a Espanha depois de quase 5 anos (a primeira vez no país foi para visitar minha irmã em Madri quando ela ainda morava lá, em agosto de 2009), mais precisamente a região do País Basco e Cantabria. Usamos Bilbao como base e alugamos carro por 2 dias para passear com mais liberdade.
Ando meio sumida aqui mas a conta do Instagram tá bombando, pra quem gosta de ver fotos bonitinhas (modéstia a parte), dá uma olhada aqui ==> instagram.com/helorighetto
Jajá posto sobre o livro que terminei semana passada e tambem vou tentar retomar os posts de assuntos aleatórios, que honestamente são os meu favoritos. Tô há um tempão pra escrever sobre a turma que adora falar que francês é mal educado, talvez comece por esse. Ja aviso: essa turma me enche o saco.
Ando numa daqulas pausas inspiracionais que acontecem sem meu controle - uma dó de não achar nada que me faça querer escrever aqui!
Devo voltar jajá, terminei um livro há uns dias e viajo nesse fim de semana : )
té mais!
(usando teclado sem acentos)
Uma das coisas que quero fazer em 2014 é lidar com as pequenas pendencias mais rapidamente. Por exemplo, as portas da geladeira e do freezer nao estavam fechando direito, isso já tem 6 meses e finalmente essa semana fui correr atrás de repor as dobradicas. A nossa micro área de servico (nao é bem uma area de servico, é um armário embutido com a máquina de levar roupa dentro) é uma zona, tudo empilhado em cima da máquina ou enfiado no espaco que tem no chao. Estamos falando há uns 2 anos "temos que colocar umas prateleiras aqui", é só sentar na frente do computador e comprar as benditas prateleiras.
Interessante como as vezes sou mais prática pra encarar projetos maiores, coisas muito mais trabalhosas, mas vou adiando pendencias tao simples, como passar fotos do celular para o álbum no Picasa.
Tao simples, mas tao complicado.
Descobri o Statigram há poucos dias, quando um monte de gente que eu sigo no Instagram começou a postar um videozinho com as fotos mais populares de 2013. Fui lá ver do que se tratava, e achei bem bacana como eles tranformam os "likes", comentários e postagens em estatísticas.
Hoje recebi esses infográficos por email:
Também recebi um email com mais informações interessantes, como qual dia da semana que posto mais e que horários que as pessoas costumam dar "like" nas fotos.
PS: adorei o fato de que o perfil que mais dei like nos últimos dia foi o de um cachorro : )
Volta e meia me pego lendo posts antigos do blog - clico nas sugestões que aparecem aleatoriamente abaixo de cada post e vou clicando e lendo, e clicando... Notei que até pouco tempo qualquer coisinha me fazia vir escrever aqui. Qualquer coisa mesmo! Eu contava mais detalhes da minha rotina, de pequenos acontecimentos do trabalho e por aí vai.
Não sei em que momento eu achei que que nada disso era bom o suficiente pra vir parar aqui, mas gostaria de retomar esses posts tão randômicos, sem grandes pretensões. Também notei que eu tinha alguns comentadores frequentes que nunca mais apareceram. Hummm......
Tudo bem que boa parte dessa interação - tanto minha, falando besteira, quando dos leitores, comentando as besteiras - foi transferida pro twitter ou pro facebook. Mas o blog está vivo há muito mais tempo e o arquivo de quase 9 anos é precioso! : )
Que venham os posts!