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Vida segue, apesar do blog!


Hoje completo 4 meses de 'novo' trabalho (ja adaptada o suficiente para escrever esse post enquanto estou no escritorio - ainda que sem acentos pois sou tao de humanas que nao consigo de jeito nenhum ajustar o teclado para poder usar os queridos amados agudo, circunflexo, tio e cedilha). A vida anda bem corrida - nao eh por falta de assunto que nao estou escrevendo aqui.

Mas engracado que ainda me sinto culpada por nao dar as caras nesse blog por tanto tempo. Desculpa, blog! Se te serve de consolo, eu mesmo venho aqui como leitora pra me lembrar de acontecimentos de anos atras. 'Quando foi mesmo que fui naquele show?' ou 'que ano que viajamos para tal lugar?' ou 'quem mesmo estava naquele encontro que eu organizei ha uns 6 anos?'. Esta tudo aqui.

Interessante que continuo recebendo comentarios nos posts mais populares. Ainda recebo emails de gente que achou esse blog e esta se mudando pra Londres. Ou que querem dicas de como trabalhar com design. Um aviso: as dicas que tenho estao todas aqui e talvez estejam ultrapassadas. Se mudar pra Londres hoje em dia, 10 anos depois da minha mudanca (ainda que vc se mude nas mesmas circunstancias que eu), deve ser bem diferente. Mesma coisa para procurar emprego no setor de design e interiores. Pessoal: procurem fontes mais atualizadas.

Mas vamos a algumas atualizacoes entao, para voce leitora ou leitor que por acaso aparece aqui. Ate agora, meu 2019 foi assim:

  • Fomos para as Maldivas em janeiro, passamos uma semana naquele paraiso
  • Lancamos o e-book do projeto Intercambio Feminista la na Conexao Feminista
  • Fui em duas marchas das mulheres (janeiro e marco)
  • Li 7 livros
  • Trocamos de sofa (abriu uma Ikea perto de casa faz pouco mais de um mes e ja fomos la umas 5 vezes)
  • Fizemos 3 hikings
  • Passamos um fim de semana em Torquay, sudoeste da Inglaterra, e so choveu, foi uma bosta
  • Guiei um tour das mulheres (e guiarei outro essa semana) e lancei o tour da Jane Austen
  • Fiz um bate e volta para Leeds a trabalho
  • Vi a Ellen Page em um bar
  • Fiz uma tatuagem
  • Nao aguento mais acordar de manha, ligar a televisao e ver uma tragedia nova todo dia

Nos bons tempos, cada uma dessas coisas ganharia um post. No momento, ganham apenas uma mencao mesmo!


Mestrado acabou, e agora?


Mestrado acabou, já recebi meu resultado (sim, sou oficialmente mestre! Ou melhor, mestrA), e agora tenho a estranha sensação de que os dias passam muito rápido e muito devagar ao mesmo tempo. Filosofias a parte, a falta de rotina unida a muitas ideias e coisas pra fazer - não consigo não arrumar uma sarna pra me coçar - me faz pensar que deveria aproveitar mais essa fase sem trabalho 'normal' (em um escritório, o dia todo) ao mesmo tempo que acho que devo fazer mais e mais coisas pra 'justificar' não ter um trabalho formal. Complicado? Imagina!

Na prática, é assim: hoje, por exemplo, resolvi dividir meu dia em duas tarefas. Trabalhar em uma proposta para um livro e adiantar a legendagem de um dos vídeos de entrevista da Conexão Feminista. As horas se arrastam. Eu escrevo, escrevo, escrevo e o tempo não passa. Aí resolvo 'migrar' pra legendagem pra mudar um pouco de ares e a mesma coisa acontece. Nesse sentido, o dia passa muito devagar. Mas, vai chegar a sexta feira e eu sei que vou pensar: mais uma semana que eu não fiz nada, que eu não consegui um trabalho 'decente'. Nossa, até eu tenho dificuldade em compreender essas contradições.

E assim vamos. Isso sem falar é claro da despedida da democracia no Brasil e do trem desgovernado chamado Brexit no Reino Unido que está perto do fim da linha e vai cair em um precipício.

Mas tá tudo bem. Tá tudo bem!

(pelo menos voltei a dar as caras aqui!)

16 dias depois


Poxa vida, ando novamente negligente com meu bloguinho querido. Nem havia me dado conta de que o último post foi publicado há mais de duas semanas. Quero escrever mais sobre o mestrado aqui, principalmente para poder ler os posts depois que eu terminar (algo que parece ainda tão distante) e poder comparar opiniões.

Mas está tudo bem. Tentando ajustar as idas para as aulas e outros compromissos acadêmicos com a vida social, corrida e aquele tempinho maravilhoso que a gente não faz absolutamente nada (isso anda meio escasso).

Algumas novidades: ganhei um prêmio com a Conexão Feminista e comecei a escrever pro site da revista da universidade (feita por alunos). Sobre o prêmio eu conto melhor depois que passar a cerimônia de premiação, que é apenas dia 18 de novembro. Sobre o site, você pode ler minha primeira coluna aqui (infelizmente o Brasil Observer não vai mais ser publicado, então obviamente não escrevo mais lá).

Volto logo!

Quanto menos eu escrevo..


...mais difícil fica de voltar a postar!

Tenho tido semanas bem atribuladas, emendei uma viagem na outra (uma com o Martin e outra pelo blog) e chegando em casa resolvi fazer umas mudanças na decoração da sala. Então, ao mesmo tempo que subo 30 giga de arquivos de vídeo (feitos na viagem pelo blog) e monopolizo a internet aqui de casa há mais de 72 horas (sim, nossa internet é lenta), tento não tropeçar nos livros e objetos espalhados pelo chão da sala, que precisaram vir abaixo para podermos desmontar os móveis antigos e montar os novos.

UFA.

Mas né, pra que ficar em casa e colocar a vida em ordem, escrever nos blogs e deixar a casa minimamente decente se hoje, feriado, fez um dia maravilhoso de sol?

Me fale do Tinder


O mundo paralelo do Tinder me causa muita curiosidade. Como é algo que não tenho acesso, fico parecendo aquelas pessoas que não entendem nada de redes sociais e de repente se interessam pelo Twitter. Quando encontro alguém que usa o app, encho de perguntas, parecendo uma adolescente que lê um livro do Sidney Sheldon pela primeira vez ao ouvir as respostas.

É todo um novo mundo. O que escrever na biografia, em apenas algumas linhas? Que fotos colocar no perfil? Conversar pelo app ou migrar pro whatsapp e arriscar receber foto de pinto?

É uma grande revolução que aconteceu no mundo dos relacionamentos depois que eu já estava firme no meu. Poxa, poderiam lançar uma versão light, tipo vitrine (proibido dar match ou fazer um perfil, apenas olhar as fotos alheias e ler as biografias, seria muito esquisito?), pro povo curioso como eu.

Sei que existem vários tumblrs que reunem fotos "clichês" dos perfis, como os homens que colocam fotos com os tigres na Tailândia, os sem camisa, e os que colocam imagens apenas em grupo (é impossível saber quem é o cara, já que todas as fotos aparecem vários amigos. Aí a dúvida: será que e oferta em grupo?).

Se alguém de vocês conhece um tumblr assim ou tem uma história interessante do Tinder pra compartilhar, por favor me mandem e animem a noite dessa tiazinha casada ; )

Método Martin


Talvez eu já tenha escrito sobre isso antes, mas recentemente recomendei o método Martin para lidar com problemas para algumas amigas. Então acho que vale relembrar.

Não sei se está rolando algum alinhamento de planetas ou se é o pessimismo geral ou se é a vida adulta sendo a vida adulta, o fato é que muita gente na minha vida anda com problemas. Quer dizer, nem todos são problemas, alguns são perrengues acumulados, um monte de coisa chata pra resolver ao mesmo sabe? Eu também estava nessa não tem muito tempo, e finalmente as coisas começaram a se resolver em abril (como o visto renovado do Martin, por exemplo, depois de meses - 6 meses - de espera e apreensão).

O método Martin de lidar com problemas é bem simples: lide com eles no momento propício. Nada de antecipá-los, ou se desesperar pensando o tanto de coisas que você tem que fazer pro problema se resolver. Vou dar um exemplo bem classe média sofre, um tanto quanto irritante e esnobe, mas que ilustra bem o método Martin.

Estávamos nós, Martin e eu, no nosso barquinho alugado na Sicília, indo de praia em praia paradisíaca. Eu poderia ter curtido muito, mas muito mais, se não tivesse ficado pensando nas dezenas de possíveis problemas que poderíamos ter com o tal barquinho. E se o motor falhasse quando estivéssemos em alto mar? E se a âncora ficasse presa nas pedras em alguma dessas praias e a gente não conseguisse cortar a corda pra poder voltar? Se a gente ligasse o motor e não visse alguem nadando perto do barco e o motor machucasse essa pessoa? Juro. Até em um dos momentos mais maravilhosos da minha vida eu fiquei pensando em possíveis problemas. Aí eu perguntei pro Martin: você não fica apreensivo, pensando que esse barquinho pode quebrar aqui em alto mar? No que ele soltou sua sabedoria: se quebrar, eu penso nisso.

GÊNIO.

O solucionador de problemas no comando no barquinho alugado
Aí que eu estava cheia de coisas chatas e burocráticas como pendências, e muitas desses coisas não havia muito que eu pudesse fazer. Tinha que esperar. Por exemplo, os nossos passaportes que estavam retidos no Departamento de Imigração para a renovação do visto de residência. Eu precisava deles para dar entrada no visto para a Tanzânia (para nossa viagem em junho). Fazer o que? Esperar. O meu passaporte brasileiro que precisa ser renovado, e para a renovação eu preciso da nossa certidão de casamento, e a certidão de casamento estava aonde? Isso mesmo, no Departamento de Imigração para a renovação do visto de residência.

Eu resolvi parar de ter dor de barriga desnecessária e fazer o que era possível, esperar. Esperei, passei a aproveitar os dias de espera de forma muito produtiva, e pronto. Tudo está se resolvendo. Chega de ficar me remoendo pensando nas trocentas mil coisas que a gente precisa encarar no dia a dia. Afinal, é uma coisa hoje, outra amanhã, e outra depois de amanhã, e assim segue.

Hoje, por exemplo, eu precisava do meu passaporte de novo pra escanear a página onde tem a minha assinatura (que não é a mesma página onde está a foto e o número dele), pra poder enviar como prova de identidade para uma outra instituição. E onde está o passaporte agora? No Consulado da Tanzânia, onde ele fica até quinta feira. Tá vendo só, o problema do visto sendo resolvido mas já apareceu outro em consequência desse. A página com a assinatura escaneada vai ter que esperar até quinta, fazer o que.

É isso gente. Usem o método Martin para lidar com os perrengues do dia a dia de vocês. Faz bem pra saúde mental, garanto.

No Starbucks


Hoje eu estava no Starbucks esperando meu café ficar pronto quando um senhor me abordou, disse que era morador de rua, e perguntou se eu tinha algum dinheiro pra dar pra ele. Eu não tinha nenhum dinheiro, mas eu tinha uns morangos na bolsa e perguntei se ele queria. Ele aceitou, e começou a me falar que precisava se cuidar porque tinha diabetes, e ele tinha medido pela manhã e não estava muito bom. Falou que o pessoal do Starbucks deu um café e ele esperava se sentir melhor, porque estava um pouco tonto. Ficamos conversando um pouco ali, ele se despediu e foi falar com outras pessoas.

Eu peguei meu café e segui meu caminho de casa. Hoje foi um dia intenso de passeios pela cidade, pois os meus sogros estão por aqui. O Martin tirou férias e estamos aproveitando todos juntos. Mas foi esse senhor que marcou meu dia.

O gatinho da garagem


Nem me lembro quando vimos o gatinho na garagem aqui do prédio pela primeira vez. Um ano, talvez? Não sei. Mas sabe como é gato né? Passeia o dia todo, depois volta pra casa. Sempre tem alguns pela vizinhança, a gente até reconhece. Tem um gato tão gordo que volta e meia aparece na plataforma da estação de trem que temos aqui na frente do prédio que uma vez eu vi de longe e achei que fosse uma raposa.

Mas enfim, voltando ao gato da garagem. Começamos a encontrá-lo quase todos os dias, e cada vez ele estava mais amigável. Uma coisa de folgado: pedia carinho, rolava no chão de barriga pra cima. Começamos até a comprar comida pro gatinho (eu na verdade achei que era uma gatinha. Então eu chamo de gatinha, e o Martin chama de gatinho). Não só a gente, mas várias pessoas. Todo mundo compra comida pro gato.

Aí alguém fez uma caminha pro gatinho, e algumas pessoas acharam que era uma gatinha mesmo, e que ainda por cima estava grávida. Mas não, é um menino e está é gordinho mesmo, de tanto comer. O gato virou assunto principal no grupo do prédio do Facebook, e agora uma pessoa perguntou se sua mãe poderia adotá-lo, se todo mundo estivesse de acordo. Claro que estamos né? O gatinho mora na garagem, ganha atenção detodo mundo mas ao mesmo tempo fica lá, sozinho, a noite toda e boa parte do dia.

Eu vou morrer de saudades do gatinho, que além de fofo e folgado acabou unindo os moradores desse prédio. O pessoal aqui não é o mais amigável, mas parece que ninguém resiste a um bichinho abandonado.

Cadê o assunto que estava aqui?


Fugiu!

Eu fico agoniada quando vejo que a data da última postagem passa de uma semana, tenho a impressão de que estou omitindo fatos importantes da minha vida pra mim mesma no futuro. Os assuntos mais corriqueiros acabam indo pro Snapchat, e os anúncios importantes vão parar no Facebook ou Twitter.

Ah, uma coisa bacana é que eu lancei mais um guia : ) o primeiro da série 'Bate e Volta de Londres', sobre Oxford & Cambridge. Está a venda aqui, custa R$9,90 e está disponível apenas como ebook (o Guia de Londres continua firme e forte, tanto impresso como digital).

Estou envolvida com algumas organizações e fazendo trabalhos voluntários (conto mais outra hora), continuo fazendo os hangouts feministas com a Renata e escrevendo posts de viagem. Também tenho algumas viagens agendadas para os próximos meses, mas infelizmente o Brasil não está mais na lista, como era o planejado. por causa de burocracias para renovar o visto de residência do Martin que levam mais tempo do que deveriam. Mas enfim, faz parte.

Vou ali mas já volto!

Não aos opressores da reclamação!


Eu não acho que reclamar o tempo inteiro seja saudável, mas reclamar faz parte da vida. Não dá pra gente ser positivo e otimista sempre. Reclamar as vezes até ajuda a começar a pensar em uma solução para o problema: afinal, se a gente não falar (ou escrever, no caso das redes sociais), ninguém vai ouvir. E vai que tem alguém que oferece ajuda ou sugere uma solução?

Eu sou uma dessas pessoas que reclama bastante, e preciso me policiar pra não contaminar os outros. Mas acho sim que estamos numa onda de repressão a reclamação. Parece que temos sempre estar felizes, ou melhor, mostrar ao mundo que as coisas boas da vida superam as ruins (nada mais irritante do que a hashtag #blessed no Instagram). Mas eu não acho que seja bem assim. 

Semana passada, por coincidências, duas amigas compartilharam comigo alguns problemas pelos quais estão passando. E, quando perguntei para elas: 'mas porque você não falou isso antes?' (eu não fazia ideia de que elas estavam passando por uma fase difícil), as respostas foram idênticas: 'não quero reclamar'.

Poxa, será que chegamos num ponto que não compartilhamos nossas dores com os amigos porque não queremos ser chamados de reclamões? Se estamos numa fase ruim ou temos um problema chato atravancando a vida, temos que esconder de todo mundo só pra ninguém se chatear com 'o reclamão'? 

Eu não consigo ser otimista o tempo todo. Sou muito pé no chão, e prefiro ser surpreendida positivamente do que negativamente. Pode não ser a filosofia de vida mais cor de rosa que existe, mas eu costumo pensar nas piores consequências para as decisões que tomo antes de pensar nas melhores. 

E, pra mim, reclamar ajuda a evoluir. Se eu não reclamar de algo que me incomoda no trabalho, como o chefe vai saber? Se eu não reclamar para o vizinho que ele está jogando o lixo no lugar errado, como é que ele vai aprender a jogar no lugar certo? 

E se eu parar de reclamar, sobre o que eu vou escrever nesse blog? 

Vamos continuar reclamando, por favor. Só do frio em Londres que não vale, ok? : )


1 de abril

Pra mim, o primeiro de abril sempre foi um dia de contar uma mentirinha idiota pras amigas na escola, ou cair na mentirinha idiota de algumas delas. Mas aí eu me mudei pra Europa e passei a vivenciar o primeiro de abril como nunca antes.

Vários jornais e websites publicam notícias falsas, Políticos publicam declarações absurdas. Empresas fazem propaganda de produtos esquisitos que vão lançar. Em Paris, até trocaram o nome de algumas estações de metrô (Opéra virou Apéro, por exemplo). Até o Google entra na dança.

Tem quem ache divertido. Eu acho uma grande perda de tempo. Quer dizer, a parte divertida é o pessoal que compartilha essas notícias falsas no Facebook e passa um ridículo depois. Teve um blogueiro que fez um post falando que os Estados Unidos estavam abolindo visto para brasileiros, e aí o texto foi tão compartilhado nas redes sociais, que ele ficou sem saber o que fazer.

Enfim. É isso. Perceba minha falta de ideias para blogar!

Feliz ano novo!

Dei o pontapé para meu ano novo já há algumas semanas. Eu sou uma boa procrastinadora, então estou orgulhosa do meu esforço de ter começado projetos novos (como o Conexão Feminista e alguns guias novos - mesmo que não saiam do papel, estou satisfeita de ter tido a energia pra começar) ainda no fim de 2015.

Em 2015, com a companhia do Martin, me tornei uma corredora assídua. Fiz várias provas de 10km e melhorei muito minha resistência. Fiquei tão confiante que fiz a inscrição para uma meia maratona, que será em maio de 2016. Então taí, um dos objetivos do ano novo é terminar essa meia maratona, e continuar correndo.

Em 2015 a gente teve a companhia dos nossos pais. E viajamos com eles. Foi muito legal tê-los mais uma vez aqui, na nossa casa.

Em 2015, viajamos bastante. Entre outras coisas, vimos a Aurora Boreal logo no começo do ano, Voltamos ao País de Gales e terminamos o ano curtindo um mercado de Natal na Alemanha. Eu fui ao Porto para um encontro de blogueiros e dei uma palestra!

Em 2015 eu publiquei a versão impressa do meu Guia de Londres. Cada vez que recebo uma venda no meu email meu coração enche de felicidade.

Em 2015 eu fui convocada para ser juri em um tribunal criminal. Acho que foi a coisa mais importante e mais emocionante que já fiz na vida. Volta e meia lembro das pessoas que conheci lá e dos casos que ajudei a dar um fim.

Em 2015 eu e o Martin completamos 10 anos de casados! E eu ganhei um marido 'renovado', que resolveu emagrecer e já perdeu mais de 20 quilos.

A photo posted by Helô Righetto (@helorighetto) on


Em 2015 eu trabalhei como nunca. No trabalho 'oficial' e também no Aprendiz de Viajante. Foram poucos os momentos livres, sem eu estar na frente do computador. E por isso acho que em 2015 eu encontrei meus amigos com menos frequência.

Em 2015 eu me rendi so Snapchat e aprendi a editar vídeos. Mas passei a ver menos televisão e fui muito pouco no cinema. Li bastante, e continuo a começar um livro assim que termino o anterior. Não me rendi ao Kindle e nem pretendo.

Se 2016 for um pouquinho assim, tá bom demais!

FELIZ ANO NOVO!

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O café vale a pena

Há alguns anos que as minhas viagens de férias não são 100% a lazer. Todas elas acabam sendo 'para o blog' também, desde que eu comecei a colaborar ativamente com o Aprendiz de Viajante. Outro dia uma amiga me perguntou se isso é algo que me atrapalha - ela queria saber, por exemplo, se eu conseguia curtir mesmo as férias ou já ficava pensando nos futuros posts. Como eu já falei diversas vezes, eu consigo me desligar totalmente de tudo que é relativo a trabalho (e o blog é sim meu trabalho também, apenas não é meu principal provedor financeiro - quem sabe um dia?), e apesar de ter ideias para os posts durante as viagens, não fico estressada.

Enfim. Essa introdução meio nada a ver para falar de outra coisa relacionada a viagens: o equilíbrio entre amar viajar e curtir a vida 'normal'. A minha amiga Liliana escreveu sobre isso há um tempo, e achei válido falar sobre o assunto por aqui também, porque me dá um nervoso quando leio textos com 'dicas' absurdas para economizar para viajar mais.

Vamos por partes: vale a pena economizar pra viajar? Vale.

Vale a pena não fazer mais nada pra guardar todo e qualquer centavo para viajar? Não.

Olha, eu tenho meu peixe pra vender mas nem por isso acho sensato falar pra você não tomar um café no Starbucks, porque esses £2.5 que você gasta em um dia poderiam te ajudar a dar um passo em direção ao aeroporto. Também acho que sim, você deveria comprar a bolsa/calça/sapato/brinco que você quiser, sem ficar pensando que esse dinheiro poderia pagar uma diária no hotel.

Eu acho que os prazeres do dia a dia - por mais classe média que meus prazeres sejam - são uma grande contribuição pra minha sanidade e felicidade. Já não é fácil acordar cedo, trabalhar o dia todo e sonhar com trabalho (quem nunca?) a noite, então imagino que seja ainda mais chato fazer tudo isso apenas com um grande e único objetivo na vida - viajar.

Já cheguei a ler conselhos do tipo 'volte a morar com os seus pais por um tempo', e também vi um link no twitter para um post entitulado 'como viajar quando você tem dívidas' (me recusei a ler o post, porque afinal a resposta pra mim é óbvia nesse caso) - coisas que transformam a existência de qualquer pessoa em algo insuportável quando não está viajando.

Eu sei que existem dicas incríveis para gastar menos em viagens, ou para guardar dinheiro pra viajar - aliás lá no Aprendiz a gente escreve bastante sobre isso. Espero que eu tenha deixado claro aqui o meu ponto de vista: viajar é maravilhoso, mas pegar um café no Starbucks antes de ir pro escritório (e não morar com os pais) é muito bom também.

The burden of proof

'The burden of proof lies with the prosecution. The defendant doesn't have to prove his innocence'

Minha breve - porém intensa - incursão no mundo da corte criminal britânica chegou ao fim hoje. Como eu prestei mais de 10 dias úteis (11 no total), o que é mais do que a média, só podem me chamar de novo daqui a 10 anos. Pode parecer exagero, mas o desgaste emocional desses últimos dias foi algo que nunca experimentei antes.

Me senti muito ansiosa, muito feliz, impaciente, indecisa, estressada, triste, decidida, confusa e aliviada - nada que eu não tenha sentido antes, mas em doses cavalares e dentro desse curto espaço de tempo. Acho que a sensação final é de dever cumprido - paguei boa parte da minha cota para o andamento do mundo civilizado e me sinto recompensada.

Porém, estou contente de ter atravessado de volta o portal que me transportou pra esse mundo paralelo de 'caros colegas', evidências, termos complicados, depoimentos traumatizantes, esperas extenuantes e salas da onde você não pode sair até tomar uma decisão.

Ah, e tudo isso sem contar outra coisa crucial: a convivência obrigatória com pessoas que você nunca viu na vida, e com as quais você precisa decidir o futuro de outra pessoa. Uma ótima oportunidade para conhecer gente que pensa igual a você e divide os mesmos princípios morais, mas também de topar com idiotas que estão mais interessados em ir pra casa do que levar a sério um caso criminal, ou então que tomam uma decisão assim que colocam os olhos no réu (tambem conhecidos como racistas).

Meu pai ficará contente em saber que aprendi muito com os dois juízes que trabalharam nos dois julgamentos que participei. A gente sempre ouviu falar que todo mundo é inocente até que se prove o contrário, certo? Imagino que todo mundo conheça essa expressão. Mas eu só me dei conta da sua importância quando sentei no banco do juri pela primeira vez, e me foi explicado que o réu que ali estava não precisaria provar sua inocência - quem tem que provar algo é a acusação.

E, por mais óbvio que isso soe, toda história tem dois lados. Por isso, agora eu entendo perfeitamente que não podemos tirar conclusão alguma quando vemos algum caso no noticiário, por mais evidente que o caso pareça. TODA HISTÓRIA TEM DOIS LADOS. Se há dúvida, não há culpa. E amigos, acreditem em mim: há muita mentira, portanto há muita dúvida.

Eu nunquinha que vou esquecer os nomes e rostos das pessoas envolvidas nos casos que eu julguei. Não apenas os réus, mas tambem os familiares e amigos que assistiam da galeria, ou as testemunhas que são obrigadas a contar os detalhes mais podres de suas vidas, aqueles que a gente jamais imagina revelar em público. Nunca vai sair da minha mente o choro de alívio do primeiro réu e o abraço que ele recebeu da sua família quando declaramos 'not guilty' - quanto ao segundo réu, o caso ainda está em curso (não chegamos a um veredito unânime e nem uma maioria, portanto fomos dispensados), por isso não posso falar nada aqui.

Mas posso falar que nos últimos dias eu li transcrições de longos depoimentos a polícia, ouvi diversas vezes a gravação de uma ligação para o serviço de emergência e examinei um martelo embrulhado em um saco plástico.

Como eu falei lá em cima, estou feliz de ter voltado desse mundo paralelo. De repente a rotina do escritório, das corridas, dos afazeres domésticos e da vida social ficou muito mais atraente do que o vaivém nas salas ou muito quentes ou muito geladas da corte criminal de Londres.

Como doar seus pertences em Londres

Charity Shop
As charity shops são lojas que revendem pertences - roupas, livros, brinquedos, acessórios e até móveis - por um preço muito baixo, e o valor arrecadado é doado para alguma instituição sem fins lucrativos. Diversas instituições, como o Cancer Research UK e o Save The Children possuem uma rede de charity shops, mas algumas são independentes, e revertem o valor para mais de uma instituição.

É a maneira mais prática de doar o que você não quer mais, pois existem várias, em todos os bairros. É só levar suas coisas e deixar lá - mas é claro, certifique-se de que determinada loja aceita determinado tipo de produto. Por exemplo, existem charity shops especializadas em roupas, então não adianta levar uma cadeira.

Sempre que eu levo alguma coisa na charity shop eu também dou uma olhada na oferta - temos um relógio antigo, dos anos 40, que compramos por £10!

Freecycle
Sei que o Freecycle nāo é uma exclusividade daqui, mas eu nunca tinha ouvido falar desse rede de doações antes da minha mudança pra Londres. O Freecycle é um website, que conecta pessoas das mesmas cidades e bairros, que estão doando pertences ou buscando doações.

Você deve entrar no site e buscar pelo grupo de sua cidade ou bairro, e após um rápido cadstro pode anunciar o que está doando ou procurando. Os interessados irão responder seu anúncio e você então recebe uma notificação por email. Aí é só se organizar com a pessoa e arranjar a entrega. Eu já doei, entre outras coisas, um microondas.

Dependendo do que você anuncia, vai receber um monte de emails interessados, então é bom ficar atento e fazer por ordem de chegada: se a primeira pessoa que entrou em contato acabou 'sumindo', avise a próxima, e assim por diante.

Também é legal dar uma olhada nos anúncios de coisas que as pessoas estão precisando, talvez você tenha algo em casa que nem lembra mais e pode ajudar muito! Lembrando que o Freecycle é mantido por voluntários, então se você usa os serviços, que tal considerar uma doação?

www.freecycle.org

Gumtree
O Gumtree também é um website de anúncios (mas de absolutamente tudo!), só que você pode usá-lo para vender/comprar, e não necessariamente doar. Acho que usei o Gumtree apenas uma vez, para vender um sofá, porque acho meio confuso, tem tanta coisa que é difícil achar aquela coisa específica que você está procurando. Mas enfim, é uma solução (e alternativa ao Ebay) se você precisa de uma graninha extra e quer vender alguma coisa.

www.gumtree.com

Grupos no Facebook
Existem alguns grupos de brasileiros que moram em Londres no Facebook, e em muitos deles as pessoas anunciam seus serviços ou objetos para vender/doar. Como o Facebook anda trolando tudo quanto é postagem orgânica, a sua oferta pode se perder, mas né, nunca se sabe. Sempre tem alguém que conhece alguém que está precisando de algo que você não quer ou não precisa mais.

Council
Essa é uma ótima opção se você precisa doar coisas grandes, como móveis, mas não tem como fazer o transporte. Entre em contato com o seu council (tipo sub prefeitura do seu bairro), pois eles provavelmente tem um serviço de coleta. Não adianta deixar na lixeira do seu prédio e achar que a fada da reciclagem vai pegar - é preciso avisar o council, eles tem um dia certo designado para isso.

Deixar na porta de casa
Apesar de essa não ser uma prática tão comum em Londres como é em outras cidades européias, não é difícil encontrar objetos na frente de algumas casas com clara sinalização de que estão ali pra quem quiser pegar. Pra quem mora em prédio, também dá pra deixar no hall por um tempo com um bilhete e ver se alguém pega. Já peguei uma mesa de centro no lixo de uma casa e doei uma cadeira no hall do meu prédio.

Mas claro, tenha bom senso: se ninguém pegar em 24 horas, retire o objeto e arrume outra maneira de fazer a doação.

Mais uma sexta feira

Pega mal deixar registrado aqui que chega essa hora (17h) na sexta feira eu já não consigo fazer mais nada? Ok, talvez seja assim desde as 16:30h. 16h. Desde a hora do almoço.

Nem ter ideia de algo engraçadinho pra escrever nesse blog eu tenho.

E assim chegamos às 17:02h

(ah, semana que vem essa hora eu não apenas estou de férias mas também acompanhada dos meus funcionários: meu pai e minha mãe)

Sonification of Income Inequality

Duas vezes por ano no meu trabalho acontece um grande brainstorm interno que antecede o desenvolvimento de tendências para a próxima temporada na qual vamos trabalhar. Por exemplo, há 1 mês tivemos o brainstorm para a temporada Spring/Summer 2017, e daqui a 5 meses vai acontecer o brainstorm da temporada Autumn/Winter 17/18 e assim consequentemente.

O dia do brainstorm é intenso: cheio de ideias, projetos loucos e pesquisas sobre assuntos mega conceituais, que muitas vezes eu mesma não consigo interpretar. É um dia de inspiração, mas quando acaba está todo mundo morto, exausto, e tentando processar tudo que foi mostrado e falado pelos colegas.

Eu sempre faço anotações das coisas que gosto e penso 'vou colocar isso no blog' e é claro, como vocês podem perceber, nunca coloco. Vai passando, eu esqueço, e pronto. Mas hoje não! Lembrei finalmente de consultar as anotações - e enfim cá está o post : )

O assunto é o projeto 'Sonification of Income Equality'. Trata-se de uma interpretação sonora da renda da cidade de Nova York, com base na linha 2 do metrô. Funciona assim: de acordo com a média da renda das regiões por onde o metrô passa, os intrumentos ficam mais ou menos intensos. Começa no Brooklyn, passa por Manhattan (desde do Financial District lá embaixo atééeé lá lá em cima) e termina no Bronx. Quanto mais 'agitada' a música, mais rica é a região. Dá pra fechar os olhos e meio que saber por onde o metrô está passando. Principalmente se você conhece Nova York, é um exercício interessante de se fazer.

Aperta o play e dá uma olhada:


Two Trains - Sonification of Income Inequality on the NYC Subway from brian foo on Vimeo.

DJ Grandpa

Volta e meia quando saio do trabalho e passo pela Trafalgar Square a caminho da estação de trem, me deparo com o DJ Grandpa: o criador de uma balada itinerante.

A Trafalgar Square todos os dias é tomada por artistas de rua. Tem gente fazendo performance, tem as estátuas vivas, tem músicos.... e tem o DJ Grandpa, que vamos combinar deixou todos os outros no chinelo.

Ele inclusive faz uma demarcação com giz no chão e escreve 'Dance Floor'. Tem luzinhas de balada e tudo mais. Infelizmente, todas as vezes que eu passo a 'pista' costuma estar vazia, mas acho que mais por vergonha da turma do que por falta de interesse. Todo mundo passa e abre sorriso, escuto muita gente comentando como é legal.

É legal mesmo. Um dia vou perder meu trem e ficar lá dançando (aperta o play pra ver!!!).

Irritagram

Estou para escrever esse post sobre coisas que me irritam no Instagram há tempos, mas sempre desistia da ideia porque pensava: 'vão me achar uma chata'. Aí me toquei que essa fama eu já tenho, e se alguém ainda não sabe talvez esteja mais do que na hora.

Antes de tudo: eu AMO o Instagram. Ando bem viciada. E certamente já fiz algumas dessas coisas que me irritam. Aliás, difícil achar quem não fez! Mas como tudo na vida, moderação é palavra chave.

E olha, nada do que escrevi é indireta pra ninguém! É apenas uma confirmação de como eu sou facilmente irritável. O problema não é você, sou eu!

1. Print screen da temperatura
Não entendo a necessidade de dar print screen na tela do celular e postar a temperatura do lugar onde você se encontra nesse momento. Nossa! Faz 5 graus em pleno dezembro em Londres. Mas que surpresa! 30 graus em São Paulo no verão! UAU. Olha, no dia que fizer 30 graus em Londres no inverno e 2 graus em São Paulo no verão, aí sim é coisa que vale a pena dar print screen. Parem de usar espaço no servidor do Instagram para subir essas imagens inúteis.
Atenção: montagem com comparação do lugar que você está x o lugar para onde você vai também enche o saco. Jura que você vai viajar pra Finlândia amanhã e lá está 30 graus a menos do que na cidade que você mora? Não estou nem aí.

2. Não deixe de...
Aí você está curtindo a sua viagem a Nova York/Praia Grande/Shanghai (entendeu a ideia né?) e posta uma foto. SEMPRE tem alguém que vai te dar aquela dica ESPERTA, estilo última bolacha do pacote, sempre começando com 'Não deixe de ir/ver/visitar/conhecer'. Olha, quer saber? Deixo sim. Deixo de ir só porque você é um mala e eu não quero ir no mesmo lugar que você. Dicas são bem vindas, mas a expressão 'Não deixe de' é muito arrogante. A minha viagem não é igual a sua. O bistrozinho secreto que só acomoda 3 pessoas e é especializado em croque monsieur feito com presunto da Normandia e ovo da Córsega não é o lugar mais incrível de Paris.

3. AMO esse lugar
Jura? Você realmente ama esse lugar onde eu estou agora ou só escreveu esse comentário pra deixar bem claro que você esteve lá antes de mim? O 'AMO esse lugar' (assim com o 'amo' em letras maiúsculas mesmo) pode ser substituído por 'Saudades daí'.

4. Likes retroativos
Ok, isso não é necessariamente algo que me irrita, mas me deixa com a pulga atrás da orelha. De repente você recebe de uma vez só 30 notificações de 'like', todas da mesma pessoa, e percebe que tal pessoa fuçou seu perfil e chegou nas fotos de 1 ano (ou mais) atrás. Rede social é isso aí, tá tudo lá pra todo mundo ver, mas fica a dica: você pode ver as fotos e se conter no like, pra não parecer que você é um stalker.

5. Hospital / Machucado / Sangue
O que leva alguém a postar foto diretamente do hospital? Isso não apenas gera uma comoção (todo mundo fica preocupado) mas como também passa um pouco dos limites do que é apropriado dividir com o mundo. Acho uó, tô lá feliz e contente vendo meu feed do Instagram e me deparo com um joelho ralado, ou um roxo no braço ou uma agulha na veia. Vou no Instagram pra ver coisas bonitas, você pode por favor voltar a postar foto de comidas e de bebês, que são mais interessantes.

6. Trocentas fotos seguidas
Gente que sobre foto no Instagram como se o aplicativo fosse um armazenador de imagens. Não digo 2 ou 3 fotos em um intervalo de duas horas. Digo 15 fotos em 10 minutos. Acho que a pessoa tá sem ter o que fazer e resolve cavar o arquivo de imagens do celular, dando aquela flodada básica no feed alheio. Pra isso caro colega, existe o álbum de fotos do Facebook. Favor pesquisar a diferença entre as mídias sociais.

8. Você está em tal lugar?
Coloco a foto tageada com o nome do lugar: Restaurante da Maria.
Primeiro comentário: Que restaurante é esse?

9. Fotos sem descrição
Uma das minhas maiores agonias Instagramísticas. Geralmente são aquelas fotos artsy, conceituais. Nego joga foto lá e pronto. Ai nossa, que foto criativa, como você pensa fora da caixa, agora vem cá, ME EXPLICA QUE DIABOS É ISSO? Ou quem não é cool é proibido de entender mesmo?

10. Foto torta / sem filtro
O Instagram emprega gente para criar soluções que te ajudem a postar fotos bonitas, e você nem pra usar a ferramenta de alinhamento e desentortar o prédio? Poxa, faz um esforço? Ou então dá uma clareadinha, melhora as cores, coloca um filtrinho aí. Vamo combinar que foto sem filtro só de praias com águas cristalinas ok?

5 situações pelas quais você vai passar no transporte público de Londres

1. O bêbado
Meu maior medo quando pego o último trem pra casa ou um ônibus noturno é que um bêbado sente perto de mim. Bom, não tem como evitar: o último trem SEMPRE terá pelo menos um bêbado. O negócio é usar todas as táticas imagináveis para evitar que ele sente-se do seu lado. Isso porque: ele pode dormir e bloquear sua saída ou (o horror) ele pode vomitar. Pavor total.

2. A excursão de crianças ou adolescentes
Ah, nada como um vagão do metrô vazio pra você pode ler umas páginas do seu livro ou então dar aquela cochilada básica ja que sua estação ainda está longeDA ONDE TÁ VINDO ESSE BARULHO? É amigos, quando você menos espera a excursão de crianças felizes e contentes indo visitar o museu invade seu vagão. Acabou a tranquilidade. Pior que excursão de crianças é a excursão de adolescentes intercambistas. Porque adolescente já é um porre, mas adolescente intercambista consegue ser pior, pois estão viajando em grupo e vivendo o que acham ser os melhores dias de suas vidas (e consequentemente um dos piores dias das NOSSAS vidas pobres trabalhadores que querem apenas uns minutos de sossego no metrô).

3. A briga
Nada mais constrangedor do que dois estranhos discutindo por algo idiota. Como eu uso o transporte público todo santo dia, já testemunhei um monte de brigas, pelos mais variados motivos: alguém que, ao esticar o braço para se segurar, atrapalhou a conversa de 2 pessoas, outro que estava sentado no chão e se recusou a levantar quando alguém pediu e, é claro, brigas provacadas pelos bêbados, que e impossível saber o motivo. Quando uma briga começa dentro do trem, a impressão que eu tenho é que todo mundo no vagão está pensando a mesma coisa: 'peloamordedeus não façam alguém apertar o botão de emergência e parar o trem' ou 'se forem brigar, que seja longe do meu assento'. Apesar da tensão no ar, geralmente os demais passageiros continuam a ler/conversar/checar o telefone como se nada estivesse acontecendo.

4. A pessoa passando mal
Não é incomum um atraso de trem ser provocado por uma pessoa passando mal. Quando alguém sente-se mal dentro do trem, é preciso acionar a emergência e avisar o condutor, que então vai avisar alguém na próxima estação. Até a pessoa ser socorrida (o que as vezes implica em uma ambulância chegar), o trem não vai a lugar nenhum. Até aí tudo bem. O pior, pra mim, é quando essa pessoa passa mal no seu vagão, porque você se dá conta de que não se lembra o que é preciso fazer na hora do vamos ver. Então vale a pena se familiarizar com o 'ambiente' do trem/metrô que você sempre pega, principalmente para saber onde está o  botão de emergência.

5. A bolsa presa na porta
Eu sempre me pergunto se a pressa que a pessoa tem justifica não esperar 3 minutos pelo próximo metrô. Sempre tem o desesperado que entra no vagão no último segundo e acaba bloqueando a porta com sua bolsa/mochila. Então, os 3 minutos que a pessoa pensou que tinha economizado, acabam virando 2 minutos, ou 1 minuto. Porque toca o condutor ter que abrir todas as portas e fechar de novo para o metrô poder prosseguir. Então fica a dica: espere o próximo, Assim você evita que todo mundo no vagão odeie você.

Correndo no trabalho e fugindo do café

Uma turma no trabalho organizou um clube de corrida e surpreendentemente, eu estou fazendo parte. O primeiro dia foi hoje - será uma vez por semana, por oito semanas - e superou bastante as expectativas. Eu estava meio receosa de que fosse esquisito fazer exercício e depois tomar banho no trabalho e então voltar para a minha mesa, mas tudo correu super bem.

Eu raramente saio com o pessoal do trabalho (por pura preguiça) então é uma maneira de interagir um pouco mais e, óbvio, ficar mais por dentro das fofocas. 

Fiquei contente de sair da minha zona de conforto, já que corro sempre aqui perto de casa, sempre no mesmo horário. Achei bem mais difícil correr na hora do almoço (cansei muito mais rápido) e ainda por cima em um horário que o parque (fomos para o Green Park) está lotado de turistas. 

Não corremos uma distância muito grande, até porque o tempo é limitado, mas achei bom dar uma desligada das obrigações bem no meio do dia. E, melhor ainda, é chegar em casa e não precisar ir correr porque - eba! - já corri. 

Essa semana aliás é a semana das coisas fora da zona de conforto pra mim, já que decidi dar um tempo do café. Pode parecer idiota, mas eu amo, amo, amo café com leite e sempre foi um ritual diário que me dá muito prazer e energia pra conseguir encarar a manhã de trabalho. Mas ultimamente tenho a desconfiança de que o leite já não me faz muito bem, então estou em fase de teste. Está sendo muito mais difícil do que eu esperava, e olha que foram apenas 5 dias até agora. A tentação é imensa, mesmo sabendo que há grande chance de me sentir mal depois. Cheguei a pegar uma xícara na mão para me servir na máquina alguns dias, mas fui forte e resisti.

O pior é que o teste está dando resultado - desde o dia que não tomo café com leite, não me sinto mal. Vou tentar seguir mais uns dias assim, mas não sei se resisto ao fim de semana. Veremos.

É isso. Correndo mais e tomando café de menos.

Commonwealth Games

A cidade de Glasgow na Escócia está sediando esses dias o Commonwealth Games, uma espécie de Olimpíadas para as nações integrantes do Commonwealth.

Eu lembro de ter aprendido sobre o Commonwealth na escola, mas desde então, e até vir morar aqui há quase 6 anos, o 'assunto' nunca pareceu muito interessante. Até hoje não consigo entender a importância dessa comunidade. Pra mim soa como 'ah vamos fazer o clubinho da turma que já foi colônia britânica e chamar a Rainha pra presidir'.

Minha decepção só aumentou quando descobri que, em 42 das 53 nações do Commonwealth, a homossexualidade é criminalizada de alguma forma. Quanto atraso! Imagina como seria bacana se a nossa querida monarca usasse sua influência para reverter esse quadro.

Enfim, apenas um pensamento solto de uma sexta feira em frente a televisão assistindo um jogo de netball da Jamaica contra a Inglaterra nas olimpíadas do clubinho da tia Beth...

Não tenho tempo

'Tô sem tempo', 'não tenho tempo', 'tá super corrido': eu nunca achei que ia falar uma dessas frases (pois é, mordi a língua), mas ultimamente eu não tenho visto o tempo passar. Fico imaginando como fazem as pessoas que tem filhos. Sério, como vocês fazem?

Não tô querendo fazer drama, acho que a vida de todos meus amigos é assim. Mas só esse ano que me dei conta que qualquer coisa 'extra' que eu queira fazer acaba atrapalhando minha escala. Sempre tem algo que sai prejudicado: o blog (esse ou o Aprendiz), a alimentação, a diversão, a casa.

Foi-se o tempo que eu deixava a casa arrumada. Hoje em dia tem sempre algo zoneado, ou uma tonelada de roupa de lavar, ou roupa secando no varal há uma semana. 

Depois que resolvemos voltar a correr, a coisa ficou ainda pior: o tempo que eu dedicava 'ao lar' e ao blog foi cortado pela metade. Ainda bem que vou trabalhar de transporte público, só assim consigo manter a leitura.

Só uma coisa resolve. Aliás, duas: megas sena e euro millions. O que vier tá bom.

Por aí

Aproveitamos o feriadão para dar umas voltinhas por aí - voltamos a Espanha depois de quase 5 anos (a primeira vez no país foi para visitar minha irmã em Madri quando ela ainda morava lá, em agosto de 2009), mais precisamente a região do País Basco e Cantabria. Usamos Bilbao como base e alugamos carro por 2 dias para passear com mais liberdade.

Ando meio sumida aqui mas a conta do Instagram tá bombando, pra quem gosta de ver fotos bonitinhas (modéstia a parte), dá uma olhada aqui ==> instagram.com/helorighetto 

Jajá posto sobre o livro que terminei semana passada e tambem vou tentar retomar os posts de assuntos aleatórios, que honestamente são os meu favoritos. Tô há um tempão pra escrever sobre a turma que adora falar que francês é mal educado, talvez comece por esse. Ja aviso: essa turma me enche o saco.

Pausa

Ando numa daqulas pausas inspiracionais que acontecem sem meu controle - uma dó de não achar nada que me faça querer escrever aqui!

Devo voltar jajá, terminei um livro há uns dias e viajo nesse fim de semana : )

té mais!

Velha ou expatriada?

Como eu vim morar em Londres perto dos meus 30 anos (28 e meio pra ser precisa), uma época que geralmente é marcada pelo ~amadurecimento~ da pessoa, as vezes me pego pensando se certas mudancas na minha personalidade/estilo de vida iriam acontecer de qualquer maneira se eu continuasse morando em Sao Paulo ou se sao resultado da minha experiencia como expatriada.

Entao vou lancar uma enquete (que provavelmente ninguém vai responder pois ando falando sozinha por aqui), pare tudo que voce está fazendo e me diga: velha ou expatriada?

Em Sao Paulo: sabia o nome de todo mundo no trabalho e era bastante social
Em Londres: só guardo o nome das colegas mais próximas e fujo de happy hours ou eventos
Velha ou expatriada?

Em Sao Paulo: sabia o nome de todos os jogadores do Santos e sempre estava a par de resultados
Em Londres: nao sei o nome de nenhum jogador e meu pai tem que me avisar quando estamos bem ou mal
Velha ou expatriada?

Em Sao Paulo: disposta a conversar com gente que acabei de conhecer e aumentar o cículo de amizades
Em Londres: preguica de conhecer gente nova, grupo de amigos próximos muito pequeno
Velha ou expatriada?

Em Sao Paulo: qualquer detalhe ou devaneio do meu dia vinha parar nesse blog
Em Londres: antes de escrever qualquer coisa penso "who gives a fuck?"
Velha ou expatriada?

Em Sao Paulo: aquela dificuldade de falar nao e depois ter que me desdobrar pra agradar quem pediu o favor
Em Londres: nao na ponta da língua
Velha ou expatriada?

(pensando bem, eu deveria incluir outra opcao nessa enquente: velha, expatriada ou casada há muito tempo com o Martin?)

As pequenas pendencias

(usando teclado sem acentos)

Uma das coisas que quero fazer em 2014 é lidar com as pequenas pendencias mais rapidamente. Por exemplo, as portas da geladeira e do freezer nao estavam fechando direito, isso já tem 6 meses e finalmente essa semana fui correr atrás de repor as dobradicas. A nossa micro área de servico (nao é bem uma area de servico, é um armário embutido com a máquina de levar roupa dentro) é uma zona, tudo empilhado em cima da máquina ou enfiado no espaco que tem no chao. Estamos falando há uns 2 anos "temos que colocar umas prateleiras aqui", é só sentar na frente do computador e comprar as benditas prateleiras. 

Interessante como as vezes sou mais prática pra encarar projetos maiores, coisas muito mais trabalhosas, mas vou adiando pendencias tao simples, como passar fotos do celular para o álbum no Picasa. 

Tao simples, mas tao complicado.

Instagram em estatísticas

Descobri o Statigram há poucos dias, quando um monte de gente que eu sigo no Instagram começou a postar um videozinho com as fotos mais populares de 2013. Fui lá ver do que se tratava, e achei bem bacana como eles tranformam os "likes", comentários e postagens em estatísticas.

Hoje recebi esses infográficos por email:







Também recebi um email com mais informações interessantes, como qual dia da semana que posto mais e que horários que as pessoas costumam dar "like" nas fotos. 

Cada vez mais me interesso pelo Instagram, e tenho usado ele muito já que além da minha conta pessoal eu posto também para o Aprendiz de Viajante (junto com a Claudia) e para o Homebuildlife.

PS: adorei o fato de que o perfil que mais dei like nos últimos dia foi o de um cachorro : )

Fim de semana

Um resumo do fim de semana em imagens:

Dirigimos até um pub no condado de Kent para o almoço do domingo. Mal dá para acreditar que a 40 minutos de Londres podemos encontrar um visual como esse:


Resultado da minha terceira visita a Cambridge, no sábado:



Passeio de barquinho pelo rio Cam, em Cambridge:



O fim de semana começou mais cedo, pois fiquei em casa na sexta para receber nossos hóspedes parisienses. O dia terminou com uma caminhada pelo bairro, inclusive uma passadinha pelo mercado que está todo iluminado para o Natal:



Nossa estação de trem pela manhã, com as plataformas cobertas por uma fina camada de gelo:

Poucas palavras, muita fotos

Olha, se o Instagram tivesse link com o Blogger, a coisa aqui estaria mais movimentada.

Não é falta de assunto, acho que só um cansaço de fim de ano. Estão acabando as minhas palavras! Já gastei quase toda cota de 2013.

Vou dar uma recarregada no vocabulário ali e ja volto!


Offline? Isso existe?

Acabei de ler um texto que uma amiga compartilhou no Facebook: uma menina que escreveu sobre sua saída do próprio (que ironia hein, e o texto dela bombando por lá), e, como a maioria que faz o mesmo, desdenhando os que ficam.

É claro que nem todo mundo gosta de Facebook (alguém gosta?) e afins, mas me tira do sério esse povo que se diz "cansado" da vida online, que quer "voltar a realidade", "redescobrir relacionamentos reais" (sério, eu li isso) etc etc etc.

Eu acho que essa história de real x virtual está muito ultrapassada, a vida online É REAL. Óbvio que existem exageros, como em tudo mais nessa vida, mas me cansa esse papinho de que "ai prefiro conversar com os meus amigos numa mesa de bar" - eu prefiro conversar com os meus amigos e ponto. Aliás, se não fossem as diversas ferramentas online que uso diariamente, falaria muito menos com os meus amigos.

E garanto que por isso nossos encontros na mesa do bar são muito mais animados.

Eu também tenho várias críticas ao Facebook e afins, mas basta aprender a usar tudo isso de maneira que te faça bem. Se você não quiser que meio mundo saiba o que fez ontem a noite, basta não postar.

Enfim, é do ser humano né? Não consegue admitir que não dá conta, precisa mostrar pro mundo o quanto é descolado e hipster por deletar sua conta no Facebook. Quero ver a cara de c* quando perder o próximo encontro no bar que foi marcado como mesmo? Pois é, pelo Facebook.

Sarcasmo em forma de cartão

Já falei nesse post aqui sobre como gosto dos cartões sarcásticos que eles tem aqui, para tudo que é ocasião. Eu chego a entrar nas lojas especializadas só pra ler e dar risada, de tão bons que são. Aí, quando estávamos lá em Cardiff, entramos numa loja de souvenir que tinha um monte, um melhor que o outro - não resisti e fui fotografando. E achei que valeria a pena dividir aqui!

A vida é curta demais para ser magra
Você precisa de irmãos e irmãs para te ajudar a lidar com os seus pais
Ser alegre é o que me faz seguir em frente
Estou velha demais pra fingir que dou bola
Quanto mais velha eu fico, mais ridículos vocês parecem
Parabéns pelo seu investimento de longo prazo
Agora você pode atualizar seu status do Facebook

Blogagem coletiva: 11x2

Há um tempo está rolando esse "meme" nos blogs de viagem, que acabou virando uma blogagem coletiva. A proposta é contar 11 coisas sobre você mesmo, responder 11 perguntas propostas pelo blogueiro que te convidou e fazer 11 perguntas pra passar adiante.

Maaaas, vou ser chata e transformar o 11x3 em 11x2: vou contar as 11 coisas sobre mim e responder as 11 perguntas que a Luciana Misura fez (A Mi e a Vivi também me convocaram, mas a Lu fez um bem bolado nas perguntas que acho que tem mais o perfil desse blog) - e passo a bola pra quem mais quiser participar.

Vamos lá, 11 coisas sobre mim:

1. Quando eu era criança, queria ser veterinária. Achava que meu amor por cachorros seria o suficiente pra exercer a profissão. Meu pavor de sangue/agulha/hospital/situações de emergência me fez mudar de ideia depois de mais crescidinha.

2. Meu sonho de infância é ter um cachorro. Sei que poderia ter um agora, a casa é minha e tal, mas acho que ainda não é hora. Quero ter um cachorro quando tiver um quintal e não trabalhar tanto.

3. Lá pelos 9, 10 anos, comecei a frequentar aulas de catecismo pra fazer a primeira comunhão. mas um belo dia falei pra minha mãe que não queria mais. E tudo bem. Acho que foi a primeira vez que questionei o sentido da religião na minha vida - claro que na época nem pensei nisso, eu só estava de saco cheio de ir nas aulas no sábado de manhã, mas hoje vejo como um marco na minha vida

4. Nunca fui fã de balada, mesmo em plena adolescência. Não sei explicar porque. Gosto de ir em shows, restaurante, ficar de bobeira tomando umas no pub, mas balada não. Muito, muito raro.

5. Meu primeiro emprego "carteira assinada" foi na TAM, no aeroporto de congonhas, fazendo check-in e controlando embarques. Eu tinha só 18 anos quando comecei mas foi de longe o emprego mais estressante da minha vida. Fiquei lá pouco mais de 1 ano (na época, essa era a média, ninguém aguentava). Vocês não tem ideia de como as pessoas podem ser más quando perdem o vôo.

6. Morei em Recife entre 1993 e 1994, foi um período tão curto mas uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida. Nunca esqueço Recife e os amigos que fiz lá - sofri muito mais quando meu pai anunciou que teríamos que voltar pra SP do que quando ele contou que nos mudaríamos pra lá.

7. Estudei inglês na Cultura Inglesa por muitos e muitos anos, acho que fiz o curso completo, do Junior 1 ao CPE. Claro que valeu demais a pena, mas ir pra aula de inglês de 100 minutos duas vezes por semana era penoso.

8. Odeio academia. Odeio, odeio, odeio, com todas as forças. Já tentei umas 3 vezes e nas 3 vezes me arrependi, joguei dinheiro fora.

9. Não sabia direito o que eu queria fazer da vida quando prestei vestibular aos 17 anos. Sabia que não queria fazer nada tradicional, tipo administração ou direito (pra tristeza do meu pai). Gostava da área criativa, mas não entendia o que eu podia fazer nessa área. Aí prestei Desenho Industrial na Faculdade de Belas Artes e comecei o curso sem saber exatamente do que se tratava. Desisti depois do primeiro ano e fui fazer Design de Interiores na Escola Panamericana, que durou 3 anos. No último ano, por causa de um projeto de mobiliário, entendi que meu lugar era na faculdade de Desenho Industrial e resolvi começar tudo de novo - prestei vestibular novamente e aos 22 anos entrei no Mackenzie. Me sentia a "velha" entre o pessoal de 17, 18 anos, mas pelo menos tinha certeza do que queria. E deu certo.

10. Eu não posso ter uma lata de Nescau em casa que detono em 5 dias. Não tô exagerando. Então nem compro.

11. Eu sou péssima com trabalhos manuais, mesmo os mais simples como embrulhar presente.

Abaixo, respondo as perguntas feitas pela Lu Misura:

1. Qual foi a primeira viagem da qual você tem alguma lembrança e que lembrança é essa? 
Certamente foi de São Paulo a Joinville, de carro. Não tenho lembrança da primeira viagem, mas do conjunto de viagens entre São Paulo e Santa Catarina que fiz com meus pais e minha irmã por anos a fio.

2. Qual foi a sua primeira viagem internacional e como foi?
Foi pra Bariloche, na Argentina. Tinha 17 anos e fui com mais 3 colegas da escola, junto com a excursão de formatura do colegial de outra escola. Foi sensacional! Primeira vez fora do país, primeira vez sem meus pais, primeira vez que vi neve!

3. Qual o destino que você sempre tem voltade de voltar e por quê? 
Paris! Temos grandes amigos lá que nos fazem sentir em casa. Como vou pelo menos duas vezes por ano a trabalho também, me viro bem no metrô e andando pelas ruas.

4. Quantos anos tem o seu blog e de quando você começou o blog pra cá, o que mudou? 
Vai completar 9 anos em agosto - mudou demais! Pra começar, o Martin também escrevia aqui, e a gente usava o blog como um diálogo com os poucos amigos que sabiam de sua existência. É legal que o conteúdo foi amadurecendo junto comigo, e depois que nos mudamos pra Londres virou também um canal de comunicação com a família e os amigos. Por causa desse blog, ganhei grandes amigas em Londres e conheci muita gente legal, ao vivo e online.

5. Do que você gosta de falar no blog que nem sempre é um assunto popular com os leitores? 
Não sei mesmo! A média de visitas e comentários no blog é sempre a mesma em todos os posts! Acho que quem vem aqui já meio que me conhece e curte minhas divagações.

6. Que assunto você sempre recebe perguntas pelo blog e que menos gosta de responder? 
Sobre visto e intercâmbio. Não sei nada desses assuntos e tenho a sensação que as pessoas ficam decepcionadas quando respondo dizendo que não tenho como ajudar.

7. Pra que lugar você não viajaria e por quê? 
A ideia de viajar pra lugares com governos opressores me desanima um pouco. Não sei se deixaria de ir se a oportunidade aparacesse, mas esses lugares não estão no topo da minha lista.

8. Perrengues todo mundo passa em viagem, qual foi sua maior furada até o momento? 
Ficar "presa" em Lyon sem conseguir voltar a Londres por causa da neve - já falei muito desse assunto aqui!

9. Como você planeja as suas viagens? Quanta antecedência, planeja nos mínimos detalhes ou deixa em aberto, que sites usa? 
Não tenho metodologia definida. Pergunto pro Martin se ele pode viajar em tais dias, pergunto o que acha de irmos pra tal lugar, entro no site skyscanner.com, compro o vôo e logo depois no booking.com e fecho hotel. Chegando mais perto compro guia impresso (sempre levo guia impresso e mapa) e leio blogs de viagem.

10. Pra que lugar você quer viajar mas vai ter que ser sozinho porque ninguém quer nunca ir contigo? 
Não tive esse problema até agora, felizmente o Martin sempre está disposto a ir onde eu quero ir!

11. Se tem filhos, viajar melhorou ou piorou com a companhia deles? 
Passo!

É isso! Alguém se anima a participar?

O blog tem passado

Volta e meia me pego lendo posts antigos do blog - clico nas sugestões que aparecem aleatoriamente abaixo de cada post e vou clicando e lendo, e clicando... Notei que até pouco tempo qualquer coisinha me fazia vir escrever aqui. Qualquer coisa mesmo! Eu contava mais detalhes da minha rotina, de pequenos acontecimentos do trabalho e por aí vai.

Não sei em que momento eu achei que que nada disso era bom o suficiente pra vir parar aqui, mas gostaria de retomar esses posts tão randômicos, sem grandes pretensões. Também notei que eu tinha alguns comentadores frequentes que nunca mais apareceram. Hummm......

Tudo bem que boa parte dessa interação - tanto minha, falando besteira, quando dos leitores, comentando as besteiras - foi transferida pro twitter ou pro facebook. Mas o blog está vivo há muito mais tempo e o arquivo de quase 9 anos é precioso! : )

Que venham os posts!

Janeiro acabou e eu nem vi

Bem que eu queria que o ano só comecasse de verdade depois do carnaval. Depois que comecei a trabalhar com o que trabalho hoje, janeiro é o mes mais pancada de todos. Quando vejo, já estamos em fevereiro e 2012 parece muito distante.

Amanha sigo para a primeira viagem do ano com o Martin em vez da minha coleguinha de trabalho - na verdade é mais uma viagem de trabalho mas, como é pra um lugar que nunca fui, resolvi ir antes pra passar o fim de semana com o amore. Ele volta segunda, eu fico até quarta, mas já da outro animo!


Bebidinha bonitinha

Esse ano descobri uma nova birita que foi rapidamente incorporada ao cardápio de bons drinks aqui em casa quando fazemos qualquer evento: a sangria de lambrusco rosé, que tomei pela primeira vez lá na ilha da Madeira, durante a semaninha de férias em julho.


Toda vez que coloco uma foto dessa bebidinha bonitinha no Instagram tem alguém que pergunta como faz, então lá vai - é facinho facinho.

Você vai precisar de: uma garrafa de espumante rosé, uma garrada de sprite, folhas de menta, gelo, açúcar e frutas vermelhas (pelo menos 2 tipos diferentes, pra ficar mais soboroso), tipo framboesa, morango, cereja, cranberries etc.

Coloque as frutas em uma jarra e jogue açúcar a gosto por cima - deixe maturando por umas 3 ou 4 horas. Quanto mais tempo maturando, melhor. Use uma garrafa de espumante inteira (750ml) e cerca de 500ml de Sprite (pode ser mais ou menos, isso também depende do seu gosto). Por último, jogue as pedrinhas de gelo e umas folhinhas de menta. Pronto!

A parte ruim é que essa bebida é tão docinha e tão bonitinha que você mal acredita que ela é alcoolica. Cuidado! O troço desce que é uma beleza.

E antes que eu me esqueça: Feliz Natal atrasado!


O que se há de fazer além de esperar?

Ainda bem que eu inventei essa história do projeto 52 objetos. Senão o blog estaria abandonadinho, coitado. E não sei nem dizer porque. Acho que não e falta de assunto, já que meus posts nunca foram lá muito profundos mesmo. E continuo lendo, passeando, trabalhando, viajando... mas ando é sem vontade de escrever aqui, daquele jeito bem informal que estou acostumada a escrever.

Pelo menos tenho colocado muito conteúdo lá no Aprendiz de Viajante - principalmente em relação a viagens e também Londres. Então sumida não estou! Fora isso, continuo firme e forte no twitter e instagram. Sei lá, vai ver o problema é com esse blog mesmo. Vamos indo, me comprometi com o 52 objetos e vou seguir em frente com ele, então quem sabe alguma hora o ânimo volta.


Postagram: enviando cartões postais pelo celular

Semana passada fiz uma pesquisa sobre produtos criados a partir de fotos do Instagram (estou lá ==> @helorighetto) para uma matéria e achei um monte de coisas bacanas, de azulejos a almofadas impressos com as fotos até mini adesivos e camisetas - sites e aplicativos muito fáceis de usar, que pedem apenas seu login do Instagram (claro, pra conseguir acessar as fotos), tem um preço bem razoável e entregam tudo na sua casa.

Entre tudo que achei o que mais chamou minha atenção foi o Postagram: um aplicativo que usa suas fotos para enviar cartões postais. Muito simples, mas genial! Você lembra a última vez que mandou um postal? Faz tempo né? Eu cheguei a enviar vários assim que me mudei pra Londres, mas desde então minhas idas ao correio ficaram cada vez mais raras.

Funciona assim: você baixa o app (só procurar por Postagram), deixa uma lista de endereços já cadastrada e pronto. É só escolher a foto que você quiser, escrever uma mensagem, selecionar destinatário e o app monta o cartão postal. O pagamento é feito via cartão, mas pra facilitar é possível comprar créditos antecipadamente. Ou seja, se você vai viajar e já sabe que vai mandar postais para os amigos, deixar pago de antemão evita a enchição de ter que digitar os dados do cartão no momento do envio.

Ah, a boa notícia pra quem não tem smartphone mas gostou da ideia: dá pra fazer tudo isso pelo site deles também.
a imagem é destacável e a mensagem está impressa no verso dela também

No dia que descobri o Postagram anunciei no twitter e vi que não fui a única a ter gostado da ideia: vários amigos já me disseram que baixaram e pretendem usar. Para testar, mandei um postal pra Anathalia, que mora lá em Atlanta, e ela mandou um pra mim. Hoje, exatamente uma semana depois, chegou o meu!

O custo do envio varia de acordo com o destino, eu paguei $0,99 pra mandar pra Ana.

Alguém mais usou esse app e gostou?

Mapa mundi em aquarela

Adorei essa descoberta de uma amiga aqui do trabalho, o mapa mundi em aquarela. É lindo e super bem feito, dá para achar sua cidade, o zoom funciona bem e define ruas principais, rios, parques, etc.


 Pra dar aquela procrastinada básica no trabalho!

Solzin

Das pequenas alegrias de trabalhar de casa.

Fui até o quarto apagar a luz. Não consigo ver meu quarto daqui do home office, mas dava pra ver a claridade no corredor. Cheguei lá e a luz estava apagada.

Era o solzinho varrendo o quarto mesmo!



Dia de tomar banho

Amanhã vai rolar uma sessão fotográfica no escritório. Manja quando você visita um website e clica em "meet the team" e aparecem as fotinhos da tchurma que la trabalha? Pois então, finalmente resolveram atualizar essa parte (porque atualmente é uma festa, cada foto tá de um jeito, tem gente - oops - que até mandou foto tirada pela webcam). E né, os clientes acham que somos profissionais, então vamos fingir mostrar que eles estão certos.

Enfim, serão dois dias, cada pessoa meia hora, incluindo maquiagem e cabelo (chiiiique hein?). Aí rolou aquela dúvida: mas o que vestir? Ah, peraí, vamos consultar o email com as instruções: "Vista-se smart casual (sei lá eu que expressão melhor traduz isso), e evite branco, pois o fundo é dessa cor. O importante é estar arrumado e LIMPO".

Juro, o email dizia bem isso. Basicamente, não importa o que você vai vestir, mas pelamordedeus toma banho.

Então tá né, vou adiantar meu banho de sábado para hoje.

Men, we don't what we did!

Não sei se todo mundo conhece o seriado de desenho animado Family Guy? Aqui em casa somos viciados, não vamos dormir sem assitir os dois episódios diários que passam em um dos canais da BBC lá pelas onze e meia, toda noite (até os repetidos, pra vocês terem uma ideia).

Sei que tem quem deteste Family Guy (é mesmo controverso e polêmico), e pra quem assiste de primeira é mesmo esquisito - é preciso gostar do humor sarcástico, que tira sarro de si mesmo. Mas enfim, os roteiristas pra mim são brilhantes, principalmente quando o assunto desvia dos personagens principais, como nesse caso. A gente chorou de rir com essa parte, e a frase que é título desse post virou bordão aqui em casa.

Fora que o menino é a cara do Martin. Caiu como uma luva!

Habibstinência

Cada vez que o Habib fica aqui em casa, nos apegamos mais a ele. E dessa vez foram 3 semanas, grudados. Também deu pra notar que ele fica muito mais a vontade com a gente. Amoroso, fofo, comportado, companheiro. Como faz quando os donos dele voltam de viagem e ele vai embora?








Pode pedir a guarda dele na justiça? Volta, Habib!

No clima natalino

Feliz Natal pra todo mundo que passa por aqui!


Missão impossível

Como uma amiga minha falou outro dia: chega o carnaval mas não chega o Natal. Parece que o ano todo passa a milhão mas essas últimas semanas é uma lentidão só. Aonde eu vou arrumar pique pra ir trabalhar até o dia 22, não tenho ideia.

Ainda mais quando aqui em casa tenho hóspedes top! Ficar no escritório quando poderia passear pela cidade com a Dani ou apertar o Habib até não poder mais?

Pra quem não conhece, esse é o Habib...
muita fofura em um cachorro só

e essa é a Dani:
levando a criança para se divertir
Por favor não confundam os dois. O Habib fica bravo! : )

Cuidado! Seu filho pode querer estudar artes

Quando vi esse post no DesignBoom (pra quem nao é da área, o DesignBoom é um dos blogs mais importantes e renomados da indústria criativa), me identifiquei na hora! Trata-se de uma campanha muito inteligente da College for Creative Studies (em Detroit) desenvolvida pela agencia Team Detroit, a qual utiliza os jargoes publicitários para campanhas anti drogas, porém aplicados para outro fim...


Achei a ideia bacana demais justamente pelo fato de muitas vezes os pais nao gostarem muito quando o filho decide cursar uma faculdade ligada as artes - acho que aquela coisa da preferencia pelas carreiras tradicionais ainda existe né?



Comigo foi um pouco assim, ninguém lá em casa sabia do que se tratava esse tal de Desenho Industrial, entao acho que rolou aquele medo, pois meus pais nao tinham ideia do que eu poderia fazer profissionalmente, e de como minha carreira se desenvolveria. Tudo bem né, já que há mesmo pouco esclarecimento e é difícil compreender a abrangencia de carreiras mais artísticas quando voce nao tem ninguém na família ou no grupo de amigos que seja ligado a isso.


Uma sacada boa demais, espero que ajude a turma a optar por Design, Artes Visuais e afins em vez de escolher as carreiras que os pais sempre sonharam... Alo pais, bora sonhar aí em ter filhos designers? ; )

5 de dezembro de 2008

Há exatos 3 anos colocamos nossos pézinhos em terras inglesas e demos, na minha opiniao, o passo mais importante da nossa vida juntos. Nao preciso fazer retrospectiva - o arquivo do blog está aí pra isso - mas queria fazer essa pequena comemoracao. É uma data marcante demais para passar em branco!

Nao sei se foi sorte, ou acaso, ou uma combinacao de perseveranca e trabalho (em dupla), mas o fato é que o universo tem conspirado ao nosso favor aqui em Londres.

imagem via
 Meu coracao por enquanto é daqui. Entao é por aqui que eu vou ficando.


Chega de 2011

Todo mundo sempre fala "nossa como o ano passou rápido", e eu não poderia concordar mais. Só que chega essa época, novembro/dezembro, parece que o tempo dá uma desacelerada, e as horas se arrastam. 2011 quer dar seus últimos suspiros, pobre coitado. Eu não aguento mais ele. Foi um ano maravilhoso, mas também de muito trabalho, e acho que o cansaço das longas jornadas em frente ao computador nos últimos 11 meses tá pesando.

Temos uma série de eventos e acontecimentos em dezembro: festinhas de natal e chegada de hóspedes mais que especiais (inclusive nosso amado filho emprestado!) devem dar uma acelerada no mês. Que bom, por que eu preciso de uma bela injeção de energia para entrar no ano em que o mundo vai acabar com toda força!

(imagem via)

GPS - Guia da Previdência Social

Quando a gente muda de país, tem vários detalhes burocráticos que por um motivo ou outro acabamos esquecendo ou deixando "pra depois", como por exemplo transferir o título de eleitor. Uma outra coisa bastante importante é continuar contribuindo com a previdência social. E isso é uma daquelas coisas que a gente esquece MESMO, afinal trabalhando com a tal da carteira assinada no Brasil já vem tudo descontadinho no amado holerite. Mas e depois, como fica? A fada da previdência vai lá e paga sua contribuição todo mês?

Na na ni na não!!! Claro que cada um faz suas escolhas, mas eu todo santo mês pago o GPS e continuo contribuindo, independente de plano privado (tem quem prefira investir apenas na aposentadoria privada, ou seja, é bem de cada um mesmo). Sei que alguns países, como a Espanha, tem acordo com o Brasil e se você por exemplo trabalha na Espanha sua contribuição lá vai contar para os cálculos quando você se aposentar no Brasil. Mas aqui na Inglaterra não tem nada disso, e a única maneira de manter o querido futuro aposento em dia no Brasil (o meu é sagrado) é pagar a contribuição mínima.

Fazer isso é muito fácil, eu pago pelo itaú online mesmo, eles já tem essa opção na aba "pagamentos". O que você precisa é saber seu número do PIS (que estará provavelmente grampeado na capa ou na contra capa da sua carteira de trabalho) e qual é seu código de contribuinte - o meu por exemplo é o 1406 (essa tabelinha abaixo tem os códigos mais usados, mas no site http://inss.gov.br/ você vai achar o passo a passo caso tenha alguma dúvida)


O pagamento precisa ser feito até todo dia 15, e é sempre retroativo do mês anterior. Então, por exemplo, agora dia 15 de dezembro eu vou pagar o mês de 11/2011

Quanto ao valor: o mínimo é 20% do salário mínimo. Claro que pode ser mais, mas aí cada um estuda seu caso, faz suas contas e vê o quanto quer pagar de acordo com a data que você quer se aposentar e quanto quer receber.

Por que meu mantra é: trabalhar hoje pra tomar gin and tonic e comer queijo o dia inteiro amanhã! ; )

ps.: eu não sou economista e muito menos especializada em previdência. Essa é uma dica totalmente baseada no que eu costumo fazer, ok? Se alguma informação aí estiver errada, por favor me avise!