O Elefante

agosto 29, 2016 Helô Righetto 0 Comentários


Semana passada estive em Nantes (na região da Bretanha, na França) por dois dias, a convite do projeto "Le Voyage à Nantes" (óbvio que vou escrever sobre isso com mais detalhes lá no Aprendiz de Viajante). Fui com a Karine, que também tem blog e mora aqui em Londres. Nós duas não sabíamos quase nada sobre a cidade, então qual foi a nossa surpresa ao descobrir que uma das atrações mais famosas de lá (talvez até a mais famosa de todas) seja um elefante. 



O elefante, ou melhor, "The Grand Élephant", é parte do projeto turístico e cultural "Les Machines de L'île". São diversas máquinas que parecem saídas de um caderno de estudos de Leonardo da Vinci, que ficam na Île de Nantes, uma ilha no Rio Loire, bem perto do centro da cidade, que está se tornando um centro de criatividade e inovação. 

Pra mim, ver o elefante (e fazer um passeio dentro dele!) já vale a viagem para Nantes. Sim, a cidade é legal e tem um monte de outras coisas pra ver. Mas em que outro lugar você vai ter a oportunidade de passear dentro de um elefante mecânico de 12 metros de altura que inclusive solta água pela tromba? 

Mais legal do que o passeio em si é caminhar ao lado dele e ver de perto os movimentos das patas, das orelhas, da cabeça e da tromba. É tudo muito bem feito e sincronizado! Nós pegamos dois dias de muito calor (temperatutas acima dos 30 graus) e o vapor d'água que ele solta foi uma maneira inusitada de nos refrescarmos! 



Eu fiquei apaixonada por esse elefante! Nantes é um ótimo destino de fim de semana pra quem mora aqui em Londres, pois o vôo é rapidinho (uma hora) e a cidade pode ser explorada a pé. Ah, e quem quer conhecer os famosos castelos do Vale do Loire, pode começar ou terminar a viagem por lá. Vai por mim, o elefante mecânico vale a pena! 

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Leitura: I Dreamed of Africa, Kuki Gallmann

agosto 24, 2016 Helô Righetto 0 Comentários


Um livro velho, publicado em 1991, que eu achei na livraria do projeto The Kindness Offensive em um dia que estava lá como voluntária (nessa livraria todos os livros são de graça, é só ir e pegar o que você quiser, juro! Escrevi mais aqui). Foi uma coincidência muito feliz, pois eu havia acabado de terminar o livro Mulheres Viajantes, e dei de cara com esse, sobre uma mulher que resolve ir para o Quênia e morar lá.

Kuki Gallmann foi morar na África nos anos 70 junto com o seu marido, Paolo, e seu filho, Emanuele. Italianos, deixaram para trás a vida privilegiada e foram buscar no Quênia o que não tinham na Itália: um propósito, uma conexão com a terra. Kuki conta toda essa história (que na verdade começa quando ela era apenas uma criança, passa pelo seu primeiro casamento, o nascimento do filho, a separação, o acidente que a uniu a Paolo e finalmente a resolução de ir atrás da vida nova muito longe de sua terra natal) de uma maneira incrível. Eu já havia lido algumas biografias, mas nenhuma autobiografia, e talvez essa seja a grande diferença.

É uma história linda, mas nem por isso é felicidade do começo ao fim. Nós acompanhamos as vitórias e também as fatalidades. Eu chorei muito, mas muito mesmo, e não achei que ela forçou a barra na hora de contar as tragédias.

Obviamente que eu já pesquisei muito sobre ela. Hoje em dia Kuki e sua filha Sveva são conservacionistas, ambientalistas e ainda vivem no Quênia, no mesmo rancho onde tudo começou. A diferença é que hoje em dia é possível se hospedar na reserva natural Ol Ari Nyiro, onde fica o rancho e o HQ da Gallmann Memorial Foundation (fundação criada por ela).

Sei que inclusive existe um filme estrelado por Kim Basinger baseado nesse livro, mas eu olhei o trailer e já vi que rola um super twist na história, então não sei se vou assistir. Mas enfim, vou ali comprar um guia do Quênia. Até agora não estava nos meus planos de curto prazo ir para a África, mas esse livro mudou tudo.

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Olimpíadas

agosto 18, 2016 Helô Righetto 1 Comentários


Tem até uma categoria aqui no blog chamada "Olimpíadas", e se você clicar vai encontrar todos os meus posts de Londres 2012. Não consegui escrever nada sobre Rio 2016 pelo simples fato de estar morrendo de inveja. Acho que a gente nunca acompanha as Olimpíadas do mesmo jeito depois de presenciar uma tão de perto.

Vi o que o fuso horário permitiu (só consegui ficar acordada até muito tarde pra ver a abertura, quando terminou eram 4 da manhã aqui), e até assisti algumas coisas pelo app e pelo site da BBC. Mas não senti a mesma empolgação que sentia antes de 2012. Não sei explicar. Toda vez que vejo os snaps e instagrams e postagens no Facebook me dá uma saudade danada do que vivi aqui há 4 anos. Uma super inveja da atmosfera maravilhosa do Rio de Janeiro, dos amigos e parentes curtindo tudo in loco.

Fiquei super orgulhosa do meu país e dos nossos atletas. Com ou sem medalha, são todos incríveis. Dessa vez fiquei de olho no desempenho das mulheres em particular, e foi maravilhoso ver tanta mulher despontando e fazendo dessas Olimpíadas as Olimpíadas das mulheres.

E achei sensacional também o desempenho do país que é a minha casa. Que legado de 2012 eles levaram! Sua melhor Olimpíadas fora de casa. Medalhas todos os dias, atletas simpáticos e muito, mas muito determinados a melhorarem suas marcas.

Eu espero que a cidade escolhida para sediar os jogos de 2024 seja uma cidade na Europa. Caso eu ainda esteja morando por essas bandas, vou fazer de tudo para ver de perto.

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Leitura: Mulheres Viajantes, Sónia Serrano

agosto 15, 2016 Helô Righetto 0 Comentários


Ganhei esse livro de presente de uma amiga e ele imediatamente foi pro topo da lista. Acabei levando mais tempo do que costumo para terminá-lo porque ainda estou tentando criar uma nova rotina com as leituras depois que passei a trabalhar em casa, mas do meio pro final dei uma acelerada, pois ele fica ainda mais interessante.

Esse é um livro de não ficção, que conta a história de várias mulheres que, contrariando tradições e expectativas de terceiros, resolveram explorar o mundo. Mulheres que nasceram no século 18, 17, 16 e até muito antes disso. Cada uma teve sua razão, e cada uma viajou a sua maneira. Algumas se apaixonaram pelo Oriente, enquanto outras foram para a África diversas vezes. Algumas com recursos, outras sem dinnheiro no bolso. São histórias lindas, inspiradoras, mas infelizmente nem todas terminam bem.

Várias das mulheres retratadas no livro mapearam regiões ou descobriram espécies de plantas e animais. Algumas caíram no esquecimento enquanto outras são referência até hoje, pioneiras na escrita de viagem. Enfim, cada uma delas ajudou a quebrar barreiras e paradigmas, fazendo a nossa vida hoje em dia muito mais fácil do que a delas.

Mulheres viajantes: leiam!

A photo posted by 👻 snap: helorighetto (@helorighetto) on

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Cadê o assunto que estava aqui?

agosto 11, 2016 Helô Righetto 2 Comentários


Fugiu!

Eu fico agoniada quando vejo que a data da última postagem passa de uma semana, tenho a impressão de que estou omitindo fatos importantes da minha vida pra mim mesma no futuro. Os assuntos mais corriqueiros acabam indo pro Snapchat, e os anúncios importantes vão parar no Facebook ou Twitter.

Ah, uma coisa bacana é que eu lancei mais um guia : ) o primeiro da série 'Bate e Volta de Londres', sobre Oxford & Cambridge. Está a venda aqui, custa R$9,90 e está disponível apenas como ebook (o Guia de Londres continua firme e forte, tanto impresso como digital).

Estou envolvida com algumas organizações e fazendo trabalhos voluntários (conto mais outra hora), continuo fazendo os hangouts feministas com a Renata e escrevendo posts de viagem. Também tenho algumas viagens agendadas para os próximos meses, mas infelizmente o Brasil não está mais na lista, como era o planejado. por causa de burocracias para renovar o visto de residência do Martin que levam mais tempo do que deveriam. Mas enfim, faz parte.

Vou ali mas já volto!

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Motivação pra correr pós meia maratona e férias

agosto 02, 2016 Helô Righetto 1 Comentários


Depois que fizemos a meia maratona em maio, demos uma relaxada nas corridas (eu não gosto da palavra 'treino'). Não no sentindo de deixar de sair pra correr, mas sim de correr distâncias menores e sem tanta preocupação com o tempo. Parece que na meia a gente se desfez de um peso, sabe? Aquela coisa 'preciso provar pra todo mundo que eu consigo'.

Até aí tudo bem, só que vieram as férias na Sicília - 2 semanas de chinelo e biquini - e foi quando voltamos que realmente sentimos a diferença na motivação.

Antes deixa eu esclarecer: saímos de férias sem culpa nenhuma. Em nenhum momento cogitamos levar nossa roupa de corrida pra lá. A gente não queria correr e pronto, eram 2 semanas de férias de verdade! Sem preocupação. E, na boa, a corrida é uma preocupação sim, é um compromisso. É, pra gente, uma obrigação (ainda que a gente sinta satisfação no fim das corridas, a gente faz pela saúde, foi uma decisão totalmente baseada nisso).

Então, a volta. Olha, foi bem difícil. Só agora, quase um mês depois, o ritmo 'antigo' (pré meia maratona) está voltando. E o chato é que nesse 'limbo' a gente vai perdendo a vontade de ir correr. Porque sabemos que será demorado, dolorido, difícil. Aí a gente faz um percurso curto. Aí não progride. Sacou o ciclo?

Mas enfim, parece que estamos voltando para os eixos. E agora temos uma nova prova em vista (de 10km), o que sempre ajuda a manter a motivação (como falei em um dos meus primeiros posts sobre corrida). Os londrinos vão querer me matar, mas pra quem corre os dias frios são MUITO melhores - então eu espero que o dia da nossa prova seja um daqueles de outono com cara de inverno!

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