Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens

11 anos depois


Em fevereiro de 2007 eu fiz a cirurgia a laser pra curar a minha miopia (se você quiser ler o post super detalhado do Martin - sim, ele escrevia aqui também - e voltar mais de 10 anos na história desse blog, aqui está). Lembro da sensação de enxergar tudo nitidamente alguns dias depois, e sempre falo pra pessoas que tem medo de fazer essa cirurgia o quanto valeu a pena.

Mesmo agora, que a miopia voltou um pouquinho (pouquinho mesmo, cerca de meio grau) e trouxe com ela um tantinho de astigmatismo (que eu tinha quando era criança), eu não me arrependo de ter passado pela cirurgia. Pois é, cá estou eu de óculos tanto tempo depois!

Notei há alguns meses que estava forçando a vista para tentar focar em algumas coisas, e decidi fazer o exame (aqui fazemos na ótica mesmo, com um técnico, e não oftalmologista). E hoje fui buscar os óculos. Agora estou aqui, me olhando no espelho mil vezes, como alguém que faz um corte de cabelo radical e não se reconhece por alguns dias.

Tô curtindo a 'novidade' e nem penso em usar lentes dessa vez. O grau é baixo e eu não dirijo, ou seja, vou usar pra ver televisão, cinema e assistir aula. Antes da cirurgia eu precisava de lentes o tempo todo porque não conseguia nem reconhecer pessoas na rua. Eu acho óculos um dos acessórios mais charmosos, então tô aqui feliz com os meus!

(Guest Post) Relato de pré natal e parto no NHS


O NHS é o sistema de saúde pública aqui no Reino Unido. Como qualquer instituição - pública ou privada - o NHS tem lá seus problemas. E desde que cheguei aqui percebo que o sistema vive em crise. Faltam recursos, faltam profissionais, e sobram políticos utilizando o NHS para conseguirem votos. O NHS foi inclusive protagonista na campanha (mentirosa) a favor do Brexit, e um dos grandes medos da população é que um dia ele seja privatizado.

Para brasileiros privilegiados que vem morar no Reino Unido (ou seja, acostumados com plano de saúde no Brasil), pode rolar um estranhamento. A gente não pode fazer o exame que quer, quando quer. É preciso passar pelo crivo do GP (o médico de família), e a possibilidade de você conseguir fazer um exame ou ser indicado para um especialista é baixa (o papanicolau, por exemplo, é feito a cada 3 anos). O GP tenta resolver seu problema, e há inclusive a lenda do paracetamol: há quem diga que não adianta chorar as pitangas pro médico. Você vai sair da consulta com a recomendação de tomar paracetamol.

Você certamente vai ouvir histórias horrendas sobre o atendimento do NHS. Vai ouvir que é preciso exagerar sintomas, contar umas mentirinhas, insistir até conseguir fazer um certo exame ou ver um especialista. Claro que é uma loteria, seu GP pode ser muito melhor do que o da sua amiga. Aqui em casa a gente tem uma experiência ótima. O Martin inclusive já conseguiu ver especialista (dermatologista) e eu fiz exame de sangue duas vezes, sem precisar exagerar sintomas.

Mas enfim, estou fugindo do assunto principal desse post, que é contar como é o procedimento de pré natal e parto no NHS. É completamente diferente de um atendimento particular no Brasil. Tenho várias amigas que tiveram seus bebês aqui, e pedi pra uma delas, a Renata, contar como foi a experiência dela.

Queria fazer apenas um adendo ao relato da Renata: pode parecer bobagem, mas acho importante a gente lembrar que serviço público não é gratuito. Óbvio que é maravilhoso não precisar pagar um plano particular para ter acesso a bons médicos, exames e hospitais. Mas, novamente, não temos esse serviço de graça! Imposto é pra isso, certo?

Bom, segue então o relato de parto nop NHS da Renata. Se alguém tiver alguma pergunta, deixe nos comentários que eu peço pra ela responder.

**********

Descobri que estava grávida depois de fazer um exame de farmácia. Como não tinha menstruação regular, não saberia dizer a minha data estimada para o parto e por isso resolvi fazer o primeiro ultrasom particular. Me cadastrei no hospital perto da minha casa na época (West Middlesex) e avisei meu GP (médico geral). Aqui no NHS- National Health Service - o sistema público de saúde, você só está oficialmente grávida após a 12a. semana, quando uma carta chega na sua casa te convidando para a primeira consulta com a midwife, as parteiras, e o primeiro ultrasom. Vale ressaltar que você é atendida por uma equipe de midwives e que não necessariamente será com a mesma (no meu caso sempre foi diferente). E essa equipe é até o pré parto. Para o parto e o pós é outra equipe.

Entrei em contato com um amigo da minha irmã (ela é médica otorrino lá no Brasil e um dos melhores amigos dela da faculdade estava estudando em Londres na época) que é obstetra e acabei tendo acompanhamento dele ao longo da minha gravidez inteira. Então antes de fazer o primeiro ultrasom no NHS, fiz com o médico no hospital que ele fez o master dele, que é referência em estudo fetal e síndrome de down na Inglaterra.

Consultas

Com 12 semanas tive minha primeira consulta com a midwife e com 13 meu primeiro ultrasom. Nesse primeiro ultra são tiradas as medidas, é dada a data de nascimento aproximada e se você decidir pode saber se o bebê tem síndrome de down.

O próximo e último ultrasom pelo NHS feito com 20 semanas chama anomaly scan, para checar qualquer anomalia estrutural (adendo: o aborto é permitido na Inglaterra até a semana 24, no próprio NHS). Para algumas mulheres é oferecido mais de dois ultras, mas depende da gravidez e condição de saúde da grávida. É nesse scan também que você pode saber se terá menina ou menino. Aqui ainda é muito comum não ficar sabendo e mesmo se você escolhe saber, tinha um aviso no meu hospital de que não é 100% certeza.

Além das duas ultrassonografias, o acompanhamento durante toda a gravidez é feito pelas midwives e o seu médico GP. Então se você teve uma consulta com a midwife com 16 semanas, a próxima, de 25 semanas, será com o médico. O calendário de consultas é nas seguintes semanas: 12, 16, 20 (ultrasom), 25, 28, 31, 34, 36, 38 e 40 (tem também com 41 e 42). A partir da 28a. semana eles dão a vacina da coqueluche. Vale lembrar que aqui você praticamente não tem opção de cesária, a não ser que seja uma gravidez de risco, se o bebê ou a mãe estão em perigo. Por isso eles esperam até a 42a. semana de gravidez para induzir o parto, e ainda assim tentar naturalmente.

Nas consultas sempre é feito teste de urina, medem sua barriga, discutem plano de parto e são muito breves. Se você não tem nenhum questionamento, não tem porque demorar. E em todas as consultas você leva sua pastinha de grávida, com seu número de hospital, informações sobre o parto, resultados de ultrasom, etc.

Foi na minha consulta de 31 semanas com a médica no GP que ela achou que a minha barriga estava pequena (pela medição deles, era uma barriga de 28 semanas e não 31). Na mesma hora ela ligou para o hospital e no dia seguinte fui ao ambulatório medir minha barriga, escutar o coração do Felipe por mais de 1h (eles medem os batimentos para ter certeza de que está tudo bem) e assim foram três dias na semana, por duas semanas. Eu ainda fiz mais um ultrasom, onde a ultrassonografista perguntou se eu me exercitava, eu disse que sim, inclusive tinha corrido uma meia maratona grávida - sem saber - e ela explicou que barriga de "atleta" sempre é menorzinha.

Como falei lá no começo, eu tive acompanhamento de um médico brasileiro ao longo da minha gravidez inteira - fiz ultrasom até 38 semanas. E vou confessar que toda vez que tinha um ultrasom marcado com ele eu ficava mais em paz de saber que tudo estava caminhando bem. Portanto se eu não tivesse tido esse acompanhamento, com certeza teria feito um (ou dois!) ultrasom particular.

Com 37 semanas mudamos para o outro lado da cidade e consequentemente de hospital e de equipe de midwifes. Avisei meu antigo hospital, fui conhecer meu novo quando tive consulta (alguns hospitais disponibilizam tour para conhecer a maternidade, mas não fui) e me cadastrei no GP. No meu novo bairro, as consultas eram feitas sempre com as midwifes - e não com o GP. Tive 2 consultas, uma com 38 semanas e outra com 39 (minha barriga pequena ainda era uma preocupação). Lembro que era uma quarta-feira e ao sair dessa consulta falei para a midwife: até a semana que vem. E ela: talvez não, né? Não fui mesmo. Felipe nasceu na sexta-feira, com 39 semanas e 2 dias.

Parto

Na manhã de sexta feira estava me sentindo diferente, não sei explicar...tinha um incômodo, mas nada preocupante. Fiz um bolo de limão, já que a minha família chegaria no sábado, descansei um pouco e ia fazer meu almoço. Levantei do sofá e minha bolsa estourou às 12:30. Liguei para o Vini, meu marido, e ele não atendeu. Veio uma mensagem: é urgente? Sim. Falei que estava tudo bem e que ia ligar para a midwife. Ela me disse que eu precisava ir para o hospital para eles me avaliarem, nada correndo, nas próximas 24h, e para eu guardar todos os absorventes para eles analisarem o líquido.

Combinei com o Vini de nos encontrarmos no hospital, já que ele ia do trabalho e não compensava vir até em casa. Chamei um uber, peguei minha mala do hospital e minha pastinha com todas as informações e fui. Subimos para a maternidade e fui atendida no Oasis Ward.

Aqui vale uma pausa para explicar que a maioria dos hospitais (não sei se em todo Reino Unido, mas acredito que sim) tem dois tipos de maternidade: a tradicional, onde se eu escolher ter anestesia eu posso ou se precisar de algum cuidado especial, e o oasis, que parece um mini spa, com bolas de pilates, banheiras, algo mais natural, sem intervenção médica.

Quando fui atentidida pela midwife no Oasis achei estranho, afinal, eu deixei bem claro no meu plano de parto de que queria anestesia, ter uma epidural. Ela ouviu o coração do Felipe, o meu, nem viu se eu estava com alguma dilatação e falou: olha ainda esta muito no início do trabalho de parto. É melhor vocês voltarem para casa, pois aqui não tem onde ficar. Vini falou que estávamos de taxi, se não era melhor esperar lá. Ela se desculpou e disse que podíamos ficar lá embaixo, na recepção. Mas antes perguntou se não queríamos conhecer o Oasis. Eu disse que não, que queria ter na maternidade pois queria anestesia. Mas por que você quer anestesia? Você é capaz de fazer sem anestesia. E só saberá se passar por isso. É prefiro não saber. Isso eram umas 15h.

Ainda ficamos em um café decidindo o que fazer. Não tínhamos carro então teríamos que pegar táxi, horário de pico...mas decidimos e chegamos em casa umas 16:30. Tomei banho, coloquei a tens machine, que da choquinho para aliviar a dor das contrações que começaram a ficar cada vez mais frequentes, mais doloridas. Vini chamou um uber e chegamos de volta no hospital às 19h. Era troca de turno das midwifes. Estávamos na sala de espera e eu já com muita, muita dor.

Nos atenderam às 19:30. Me examinaram e eu já estava com 7 cm de dilatação. Vini falou que eu queria epidural. A midwife muito simpática falou: querido não vai dar tempo. Mas vocês não podem tentar? Podemos, mas precisamos de um anestesista e precisamos ver se ela pode tomar. O processo demora. Nisso eu com muita dor, falei: to querendo empurrar. Nos levaram para a sala de parto. O cordão umbilical estava enrolado no ombro, ouviram os batimentos do Felipe e chamaram uma obstetra que acompanhou o finalzinho do parto. Ainda bem que não resolvi ter no Oasis. Felipe nasceu às 20:50.

Pós parto

Todo o atendimento no meu pre-natal e parto foi muito bom, mas o pós parto foi muito ruim. Digo no hospital e nos primeiros dias com o Felipe em casa. No hospital não fizeram muita questão de me ensinar a fazer ele mamar no peito. Até mostraram mas sempre com a fórmula do meu lado. E na maternidade mesmo Felipe tomou fórmula. Fizeram os testes de recém nascido nele e recebemos alta no dia seguinta, sábado, às 22h.

Depois que o Felipe nasceu e foi examinado pela pediatra, ficamos no quarto por cerca de 2 horas. Tomei banho, comi um lanche oferecido pelo hospital e trocamos o Felipe. Não ficou nenhuma enfermeira ou midwife conosco no quarto. Nos transferiram para a ala de pós parto e uma das midwives falou que colocaria a gente perto da janela para termos um pouco de privacidade. Na ala de pós parto era dividida por 7 baias. Cada uma tinha uma cama, uma poltrona e um bercinho. O bebê fica com você o tempo todo. Quando cheguei, 4 baias já estavam ocupadas.

Dois dias depois de receber alta, uma health visitor vem na sua casa para saber como você esta e o bebê. Foi a pior health visitor que conheci ate agora. Falei da amamentação, mostrei como ele mamava e ela disse que o Felipe tava fazendo meu peito de chupeta. Dei fórmula na mamadeira para ele chorando enquanto ela escrevia no livro do Felipe que eu e o Vini estávamos muito emocionalmente abalados.

Como Felipe perdeu 9% do peso do parto (o aceitavel é até 10%) eu tive visita de health advisers ate que bastante na minha casa e também tinha consulta no hospital. Cinco dias depois recebemos a visita de outra, um pouco mais profissional, que fez o teste do pezinho, me perguntou da amamentação, disse para eu complementar com fórmula e o pesou. Cada vez q eu tirava a roupa do meu magrelinho para colocá-lo na balança meu coração batia tenso. Felipe tinha ate dia 25 de junho, 15 dias após o nascimento (e meu aniversário!) para atingir um determinado peso.

Dia 18, um sábado, duas super amigas vieram me visitar e me ajudaram muito, mas muito mesmo com conselhos sobre amamentação. Foram essenciais. Todo apoio, conversa e incentivo vou guardar para sempre. "Siga com força de vontade e perseverança que você ta fazendo certo. Acredite em você e não dê a fórmula". Uma semana se passou e fomos eu, minha mãe e irmã pesá-lo no hospital. Era uma health advisor bem jovem, super simpática. Mas de novo o frio na barriga ao colocá-lo na balança começava. Meu melhor presente de aniversário foi ouvir: "Felipe engordou xx gramas. Alcançou o peso. Continue como você está fazendo, pois funcionou". Quem vê fotos dele com seis meses nem imagina o que foram os primeiros meses da amamentação. Foi uma vitória, com muitas lágrimas, muita dor, muito cansaço, mas também muito apoio (Vini, família, amigas e grupos de amamentação), muita conversa e muita determinação minha.

Visitas

Aqui você não tem um médico pediatra que acompanha seu filho. Temos health advisors que vão até sua casa nos primeiros meses, o GP, que você registra após o nascimento e onde toma as vacinas, e centros de pesagem, em dias e horários específicos separados por região. Temos também muitos grupos de apoio à amamentação que normalmente são organizados por voluntárias. Lá você pode também pesar o bebê, conversar, ouvir outras mães. Para mim era como se fosse uma terapia. De graça.

Lembrar que todo o meu pré natal, parto e o pós parto foram realizados no NHS ainda me surpreende. Eu acho um serviço muito bom, não tenho do que reclamar (tirando a primeira health advisor que veio em casa). No meu GP tem a opção de ter uma consulta telefônica no mesmo dia, consultas marcadas e consultas para o mesmo dia. A grande maioria das vezes que precisei falar com o médico, eu fui atendida. O Felipe com 2 meses teve uma gripe super forte e em 10 dias levei ele no GP cinco vezes. Todas as consultas fui atendida pelo mesmo médico, atencioso, mas que chegou a anotar em um papel o número de vezes considerado normal a respiração de um bebê a pediu para eu contar antes de voltar lá.

Enfim...eu estava acostumada a ter plano de saúde no Brasil e sempre ter a minha irmã e tios médicos perto. Aqui a coisa é diferente e tudo é adaptação, principalmente com o Felipe. Mas aos poucos a gente vai entendendo como funciona e entramos no esquema do NHS.

(Con) vivendo com dor nas costas

Dezembro foi o meu pior mês de 2011: tive uma crise terrível de dor nas costas, mais especificamente na lombar. Foi realmente assustador. Um dia ela apareceu, do nada, e ficou. Eu não conseguia pensar em outra coisa, minha produtividade caiu e minha empolgação com as festas de fim de ano quase que sumiu. Foi feia a coisa, e desde então me informei muito, conversando com médicos, amigos e lendo sites confiáveis.

Já estou bem melhor, mas infelizmente a dor na lombar no meu caso é uma condição que muito provavelmente vai aparecer de vez em quando, ora mais severa, or mais moderada. Estou aprendendo a lidar com esse incômodo e o fato de ter conversado com o médico me livrou do stress, daquele nervoso de pensar no pior - o que por si só já alivia demais a dor (nossa mente é muito poderosa, sempre acreditei nisso e agora ainda mais).

Na minha primeira consulta, o GP (General Practice, um clínico geral que é quem te dá um primeiro atendimento - lembrem-se de que eu uso o serviço de saúde pública) desconfiou que eu pudesse ter um tipo de artrite, que segundo ele é comum em gente da minha idade. Alguns dos sintomas: dor muito agravada na parte da manhã, logo ao levantar (quer dizer, ao tentar levantar, essa era a pior parte do meu dia), acompanhado de "dureza" ou seja, dificuldade (as vezes total incapacidade) de mexer a coluna. Eu não conseguia me curvar pra escovar os dentes muito menos por a calça sem estar sentada. A coisa tava feia. Mas o exame de sangue descartou essa hipótese: foi difícil acreditar, mas eu estava saudável.

Como logo antes de eu fazer o exame a dor tinha diminuido (6 semanas depois) e os sintomas alteraram, na consulta de retorno o médico chegou a conclusão de que meu caso encaixa-se no mais comum de todos: Non-specific Lower Back Pain. O que por um lado é bom, mas por outro nem tanto, já que é algo que simplesmente vem e vai, não se sabe nem porque, nem como e muito menos quanto tempo você vai sentir dor.

O fato é que tive um fim de ano cansativo e estressante, isso tudo combinado com a falta de exercícios e os longos dias sentada na frente do computador resultaram na minha primeira -  e inesquecível - crise. Como diz o folheto que o médico me deu ("The Back Book"), combater a dor na lombar é até simples: exercise and keep going. Foi-se o tempo em que repousar era a solução. O nosso corpo precisa de movimento. Fora isso, é recomendado encontrar uma "terapia" que se encaixe no seu estilo de vida: ioga, massagem, idas ao quiroprata, tudo pode ajudar. Eu estou namorando com a ioga, e em breve pretendo começar algumas aulas, já que muita gente com os mesmos sintomas que os meus contaram das maravilhas que a prática de ioga fez as suas pobres lombares.

Ah, uma "explicação" que pode até parecer meio besta mas achei bem pertinente, é a comparação que li no tal do The Back Book: assim como nossos dios de cabelo ficam brancos a medida que vamos envelhecendo, nossa coluna também vai "embranquecendo". É, atestado de velhice mesmo, querido leitor! Pena que nesse caso não tem wellaton que resolva : )

Achei que deveria contar aqui essa minha experiência, já que não é fácil lidar com a dor principalmente da primeira vez. Fiquei muito, muito assustada mesmo e conversar com outras pessoas que passaram por isso me ajudou um monte.

"Exercise and keep going" é agora um dos meus lemas. Acompanhado de Nurofen de vez em quando (com a benção do meu médico!!)

meu amigo

Dentista brasileiro em Londres

ATUALIZADO - 06/02/2017

Esse post é um dos mais acessados do blog, e acho que já estava na hora de atualizar, pois ele foi publicado em 2011 e o Dr. Ítalo agora atende em outra clínica.

Sim, depois de tantos anos eu continuo com ele, tanto eu como o Martin. Ele é super paciente, bem humorado e didático. E o consultório é lindo, arejado e espaçoso.

Como eu falei quando publiquei o post de 2011, eu procurei o Ítalo porque ele é amigo do meu primo, mas eu continuo com ele porque acho que ele faz um trabalho maravilhoso. E não tem jabá nenhum rolando pra eu falar isso aqui, que fique bem claro.

Esse é o site dele agora, pra quem quiser entrar em contato.

POST ORIGINAL PUBLICADO EM 2011 ABAIXO

Dica valiosa pra tchurma que mora aqui em Londres! Eu sei que todo mundo deixa pra resolver as coisas de saúde quando vai ao Brasil (sou meio contra, mas isso é assunto polêmico que até já comentei aqui), mas dentista é aquela coisa que a gente não pode ficar esperando muito tempo pra visitar né?

Enfim, tive uma super recomendação do meu primo: o melhor amigo dele, dentista, atende aqui!! Resolvi marcar (fiquei enrolando muito tempo porque sou mega apegada a minha amiga/dentista/vizinha no Brasil, a Mariela) e fomos lá, eu e o Martin, fazer aquela geral. Que grata surpresa viu??? A clínica é uma graça, o pessoal que trabalha lá é super atencioso e o Dr. Ítalo nem sem fala, paciência até a última gota.

Ah, o preço também é justo (veja bem, justo não é super barato), e mesmo convertendo em reais acredito que valha mais a pena resolver essa pendência por aqui mesmo! Afinal, dias de férias no Brasil são preciosos e ninguém merece trocar o churrasco por uma cadeira de dentista né??

Together we will beat cancer!

Muitos já devem ter percebido que mais uma vez estou fazendo uma campanha para arrecadação de fundos para o Cancer Research UK. Pois é, esse selinho aí do lado direito linka direto com a minha página de "fundraising", e dessa vez minha meta é alta: quero conseguir juntar £500

Pra quem lê o blog há pouco tempo: pelo terceiro ano consecutivo me inscrevi para correr na Race for Life, que é um evento organizado pelo Cancer Research UK. O Race for Life consiste em várias corridas de 5 ou 10km que ocorrem durante a primavera e o verão por todo país. Mulheres de todas as idades, e de todos os preparos físicos, se inscrevem e fazem da corrida uma verdadeira festa. O objetivo é conseguir arrecadar e arrecadar, mas a corrida em si é muito emocionante. Quase todas as participantes tem uma história de parente ou amigo que lutou ou luta contra o câncer, e fazer parte da Race for Life é uma maneira de homenagear essas pessoas.

Eu me interessei porque queria fazer alguma coisa, já que quando a minha mãe ficou doente, me dei conta que eu estava de mãos atadas. A gente dá um suporte, claro, mas infelizmente somos meros espectadores. É muito difícil, e me senti muito pequena diante da situação. Felizmente, minha mãe já completou 3 anos saudáveis depois do diagnóstico.

Mas eu não quero parar. No primeiro ano consegui arrecadar 100 libras, e ano passado fiquei com preguiça de correr atrás, Então, só participei das corridas e pronto. Mas agora eu quero mesmo fazer uma diferença, então conto com a ajuda de quem lê o blog pra dar uma força: doar ou ajudar a divulgar o site para a doação! Fiquem tranquilos que é tudo muito seguro, e qualquer cartão de crédito (do mundo todo) pode ser usado. Basta visitar o site e seguir as instruções! O valor doado tem que ser em libras, ou seja, se você está no Brasil e quiser doar R$15,00, clique em sponsor me e no campo onde diz "amount", coloque £5. Pronto!

IMPORTANTE: o dinheiro doado para o Cancer Research UK beneficia gente de todo mundo, já que vai fundo na pesquisa para achar uma cura contra a doença!

E então, vocês me ajudam???

Terça com cara de segunda

Pra sorte da turma aqui na Inglaterra, ontem foi feriado (como dia 01 caiu no sábado, nós ganhamos a segunda!), então a labuta começou apenas hoje. Melhor assim né? Antes terça com cara de segunda do que segunda com cara de terça. Mas mesmo assim, não foi nada fácil. Ainda mais que anteontem eu fiquei ruinzona e ontem ainda estava baqueada, passei o dia todo de pijama no sofá meio cochilando, meio vendo tv, meio morgando.

Eu sabia que ia começar uma chefinha nova e tinha decidido que queria chegar mais cedo do que normalmente chego (vida boa de freelance: chego a hora que eu quiser). Vamos combinar que foi uma decisão estúpida e obviamente, não cumprida.

Mas o dia rendeu. Enquanto eu estava de férias rolou um remanejamento das mesas - eu sabia - e hoje fui lá descobrir minha mesa nova, que não fica do ladinho da minha tchurma. O lado bom é que a chefe está looooonge e por estar um pouco isolada eu produzi muito mais do que o normal. O lado ruim é não ter os coleguinhas do lado pra fofocar de vez em quando.

Rumo ao próximo feriado: 29 de abril, casamento real!!!

Saúde

Um dos assuntos preferidos dos encontros bloguísticos é o serviço de saúde pública aqui da Inglaterra, o NHS (National Health Service). Sempre que a gente se encontra, alguém tem um "causo" cabeludo pra contar, e mais uma vez começa a discussão (não tem fim!!).

Claro que não dá pra ficar comparando com o atendimento que estávamos acostumadas no Brasil, afinal todas nós tínhamos acesso a algum plano privado, o que como todo mundo sabe nos dá o direito de fazer muitos exames e cuidar da saúde perfeitamente. Prevenir né?

Então agora que a gente tem um pouco de noção de como é depender do serviço de saúde público. Claro, felizmente tem sim várias coisas boas (como remédios gratuitos que você pega com a receita do seu médico em qualquer farmácia sem ficar horas na fila), mas por outro lado a ficha caiu de que agora não temos mais a mamata que tínhamos no Brasil.

Vou falar bem por cima - PELA MINHA EXPERIÊNCIA - como o negócio funciona aqui: todo mundo tem um GP (clínico geral que atende no consultório do seu bairro), e na teoria você tem que passar nele antes de qualquer coisa. Dor de cabeça? Dor de barriga? Dor de ouvido? Mancha na pele? Não adianta, se você não for visitar seu GP antes, não consegue marcar com um especialista.

O problema é que ir no GP é tipo tentar passar no vestibular da USP: você será cortado ainda na primeira fase (cabe uma observação aqui, caso o assunto seja uma emergência claro que você pode ir correndo no hospital e será atendido). Não tem essa de ir lá e pedir um exame de sangue porque você fazia isso no Brasil todo ano. O médico vai rir da sua cara.

Veja bem, você consegue sim uma consulta, é bem atendido, mas nunca sai com uma solução super prática. Eu quando fui lá pedir pra fazer uma mamografia tive que ouvir que sou ainda muito nova e que apenas um caso de câncer de mama na minha família não é o suficiente para eu me preocupar. Também fui tentar fazer um exame anual e a enfermeira me cortou dizendo que, como fiz ano passado, agora só em 2012. O Martin foi ver uma mancha na pele e voltou pra casa com a recomendação de passar bastante hidratante. Aí fica a dúvida: será que nós que somos paranóicos de já querer botar remédio goela abaixo por qualquer coisa ou eles que não querem mesmo gastar 1 centavo a mais com os pacientes?

Então que apesar de a gente discutir e discutir e contar histórias que dão medo, o negócio é a gente tentar se adaptar. Por exemplo, se for uma dor mais forte e incômoda, o ideal é ir para o pronto socorro ao invés do consultório. Ir na farmácia diretamente e conversar com o farmacêutico responsável também é uma solução (para coisas mais rotineiras, tipo uma dor de barriga ou dor de ouvido). Não adianta, até porque (eu, pelo menos) não posso ficar esperando ir pro Brasil para ir no médico. Não sei quando vou e o gasto também seria altíssimo.

Pessoal, lembrando que esse não é um post comparativo Brasil x UK , é apenas minha visão sobre mais um tema "coisas da Inglaterra"! Óbvio que ter acesso a saúde no Brasil custa bem caro e não tem sentido fazer esse tipo de comparação!

Ah, e mesmo pra quem tem plano de saúde aqui, ainda assim fica difícil conseguir ver um especialista: os consultórios privados geralmente pedem uma recomendação do seu GP... aí começa tudo de novo...

Race for Life, parte 2!

E fui comemorar meu dia na corrida de 10km aqui perto de casa, em Blackheath. Foi a segunda vez que corri 10km, mas dessa vez estava menos preparada. No fim, fiz o mesmo tempo do ano passado, e os primeiros 5km fiz em menos tempo do que a corrida de maio.
Mas estava muito, muito calor. E o sol queimando forte. E o percurso não tinha uma sombrinha, o que foi sofrível.
Obviamente valeu a pena e cada vez mais gosto de participar dessas corridas. Vou fazer mais duas esse ano, em setembro e outubro.
Tô bem cansada, mas feliz de mais uma vez ter cruzado a linha de chegada.

Acho demais toda essa mulherada reunida em um evento dessa importância. É chocante saber que praticamente todas ali conhecem alguém que teve ou tem câncer. Então fazemos nossa pequena parte, mas cada pouquinho conta muito! Tenho orgulho de fazer parte, e até a próxima!

Race for Life 2010, parte 1!

O dia não poderia estar mais bonito hoje... Eu e Fê nos encontramos lá no Regent`s Park para os 5km da Race for Life, e apesar de dessa vez eu não ter arrecadado 1 tostão, a corrida/caminhada foi demais. Não só porque nós duas fofocamos o tempo todo (incrível que a gente não fica sem assunto nunca. NUNCA!), mas a energia da mulherada toda junta por uma causa é muito bacana!
Fora as figuras fantasiadíssimas, fotografei algumas:
as construtoras

tiazinha aleatória mega enfeitada
as domésticas
e as mais chamativas, um bando de mulher de preto em meio a tanto cor de rosa, as góticas:
Dessa vez não me produzi, mas no dia do meu aniver vou cheia das tralhas, as asinhas e as plumas ja estão compradas!

Mais uma vez fica a dica pra todo mundo que quiser fazer alguma doação para o Cancer Research UK! Como diz o lema deles: Together we will beat cancer!

Campanha, mais uma vez

Então que esse ano eu tinha meio que decidido não fazer arrecadação para as corridas do Race for Life. Já falei aqui que vou participar de duas - uma de 5km em maio e outra de 10km no dia do meu aniversário - e estou bem empolgada.

Mas né, eu já fiz as campanhas ano passado, muita gente ajudou e eu pensei: "bom, quem queria ajudar já doou, não vou ficar pentelhando todo mundo de novo".

Bom, mudei de idéia! Fiz a página de arrecadação (o link esta aí ao lado, bem chamativo!) e vou deixar aí, quem quiser, dá uma força!

Um dos motivos que me fez repensar isso foi que minha irmã me contou que a mãe de uma melhores amigas dela esta passando pelo que a minha mãe passou (infelizmente o caso dela é até um tanto pior). Fiquei muito chateada, com raiva, e mais uma vez me peguei pensando no que eu poderia fazer. Já foi difícil fazer algo pela minha mãe, afinal esse é um momento muito pessoal e cada um encara de uma maneira - a gente está ali pra dar apoio moral, mas não consegue sentir nem um décimo do que a própria pessoa sente. É uma sensação péssima, uma das piores experiências que já passei.

Então quando fiquei sabendo da mãe dessa amiga - que era quase que da família, ela e minha irmã eram grudadas na época do colégio - me toquei que a arrecadação era a única coisa que eu podia fazer.

A Déia também esta participando da Race for Life lá em Cornwall (interior da Inglaterra), então queria deixar um recado pra ela também montar a página! Bora Déia??

Abel & Cole

Uma amiga nossa nos recomendou o site da Abel & Cole, que entrega em casa frutas/verduras/legumes orgânicos e de proveniência sustentável, fair trade. A gente achou uma boa solução para nos forçar a comer de forma mais saudável, então resolvemos tentar. Funciona assim: você se inscreve no site e pode receber sua caixa uma vez por semana, a cada 15 dias ou uma vez por mês. Claro, também pode pedir uma vez só, ou cancelar o serviço quando quiser. O legal é que você vai meio que personalizando sua entrega: é só avisar o que você detesta ou o que gosta muito.

Essa foi a primeira caixa que recebemos: mexerica, maçãs, bananas, brócolis, batatas, cenoura, cebola e aipo. Essa caixa de papelão deve ser devolvida a cada entrega, pois é reutilizada. Bom, se alguém gostou da idéia e quiser tentar, coloca lá no site que foi indicação do Martin, para a gente ganhar um presentinho : )

Race for life

Mais uma vez vou correr pela Race for life, série de corridas - restritas a mulheres! - organizadas pela Cancer Research UK (veja aqui sobre a do ano passado!). Já me inscrevi para duas datas: 5km dia 22 de maio e 10km para o dia do meu aniversário, 4 de julho!! Não coloquei muitos objetivos para esse ano, mas correr mais - e até tentar uma meia maratona - é um deles.

Só estou esperando a temperatura passar de 10 graus para reiniciar o treinamento diário, que sinceramente está me fazendo muita falta!

Mas voltando ao race for life, decidi que dessa vez quero entrar mais na brincadeira: vou usar uns acessórios, me fantasiar um pouco, como vi que a mulherada fez no ano passado. Claro, quero levar a sério e melhorar meu tempo, mas acho muito legal a mulherada inteira de cor de rosa, usando chapéus, saias de tule e tudo mais.

Ainda mais a do dia do meu aniver de 30 anos né?? Vou comprar umas faixas dizendo "birthday girl" e entrar nos trinta com pé direito!!! E aí, alguém se anima a ir correr comigo???

Idéias e indo pra casa

Jajá estamos fazendo o caminho da roça e voltando pra London town. Aproveitamos Paris sim, com muito mais calma, ate porque eu precisei trabalhar bastante até domingo. Fora isso, eu consegui ficar meio doente (o que vou falar pode gerar uma certa raiva, e pode parecer ridículo, mas anyway...) porque acho que eu tinha desacostumado a trabalhar tão pesado. Sério! Pô, tô há mais de 1 ano em um ritmo beeeeem light, trabalho aqui e ali, aí, de repente, fico 2 dias e meio andando que nem louca em uma feira e indo dormir mega tarde, e outros 3 dias trabalhando no texto, que foi bem complexo.

Enfim, tá tudo certo, mas meu corpitcho gostou da idéia de que sou madame e se revoltou contra meu lado peão.

Para aproveitar nosso espaço de 24 horas para usar a bicicleta (que se chama velib, e não v-lib como eu escrevi ontem desculpem) andamos mais um pouco hoje, ali pelos lados da Torre Eiffel. Mas o dia começou frio pra cacete, muito nublado e até nevou um tantinho, então decidimos voltar pra casa mais cedo e arrumar tudo com calma antes de ir embora.

Sobre a idéia, é de escrever aqui no blog sobre o que eu compro por aí, já que adoro minhas roupas e acessórios, mas não me acho especialista no assunto pra ficar escrevendo exclusivamente sobre isso. Então, ja peço desculpas ao meu pai, ao Martin e ao Pedro (os únicos homens leitores desse blog), mas vai rolar uns posts assim. Ok? Já começo amanhã falando sobre o que comprei por aqui (trouxemos máquina mas o cabinho ficou em casa, então muitas fotos a partir de amanhã).

Post longo demais, certeza de que a metade das pessoas que começaram a ler não chegaram no fim!

Obrigada!

Update 2 - aos 48 do segundo tempo consegui chegar na meta!!! E até ultrapassar 1 pouco! Demais, valeu Grá!!!!

Update (02/12): acabei de receber uma doação, mas não sei quem foi!!!! Eeeeeeeeeeee, quase lá!!!!! Tô doida pra saber quem foi... se apresenta, please!!!!!

Então chegou ao fim minha campanha de arrecadação de fundos para a pesquisa do câncer de mama. Não consegui chegar aos £100, mas é claro que fico contente de pelo menos ter feito alguma coisa. Putz, é difícil fazer o povo colocar a mão no bolso, viu? E olha que esse é um valor baixo e tive 2 meses pra juntar. Quem sabe daqui a um tempo faço de novo, ano que vem quero participar de várias corridas realizadas pelo Cancer Research UK e andei tendo algumas idéias pra fazer o pessoal desembolsar umas libras. Vamos ver, quando chegar a hora eu falo!

Queria deixar meu MUITO OBRIGADA para todo mundo que me deu uma força dessa vez: Mari, meu pai, Fê, Quézia, minha irmã, Si, Lids, Didi, Thatá e Pó. Cada vez que eu recebia um email avisando que uma doação havia sido feita, eu pulava de alegria!!!

E por pura coincidência hoje minha mãe passou pela última fase das diversas cirurgias (doloridas não só fisicamente), 2 anos depois de ter começado sua luta. Ufa! Então, parabéns também pra minha mamãe, já até falei pra ela que depois disso ela precisa fazer outra tatuagem!!! Olha, se fosse eu que tivesse que passar por tudo isso, não sei se daria conta. Minha mãe é realmente uma inspiração!!!

Ah, e não esqueci do sorteio entre o pessoal que doou, depois vou entrar em contato com todos!!

E ainda, antes que eu me esqueça: feliz aniversário pra minha irmã!!!!

Campanha

Sim, sim, lá vou eu mais uma vez falar da minha campanha para arrecadação de fundos contra o câncer de mama. É que faltam 15 dias para terminar o prazo das doações e estou meio longe de arrecadar minha meta de £100.

Várias amigas queridas já participaram e independente do valor, a contribuição foi imensa! Teve gente que nem me conhecia na época que minha mãe descobriu que estava doente, mas mesmo assim ajudaram. Fiquei muito feliz!

Mas vamos lá, ainda restam duas semanas e eu quero muuuuito cumprir minha meta (que cá entre nós é bem baixa né?), então fica aqui mais esse post, pra ver se dá uma forcinha!

Ah, vale lembrar que vou sortear delícias made by Martin entre o pessoal aqui de Londres, e também quero sortear algo pro pessoal do Brasil, mas ainda não sei o que. Então, clica aqui, vai!!!

30%

Eu já ia escrever um post sobre a dificuldade que estou tendo em arrecadar fundos para minha pequena campanha, quando recebi 3 doações em 2 dias seguidos! Fiquei super feliz, claro! Mas o engraçado é que até ja tinha recebido um email da Cancer research UK falando: "percebemos que até agora você não conseguiu arrecadar nada em seu site...aqui vão algumas dicas", e eu já tinha feito tudo que eles deram de dicas....

Olha, mas admiro muito quem trabalha com isso, não é fácil fazer esse tipo de coisa. Tipo, todo mundo finge que não leu o post, o email, o twitter, o facebook.... mas é isso aí né, quem sabe agora o negócio deslancha! Já consegui 30% !!!

Breast Cancer Awareness Month

E a fitinha rosa estará por aqui nesse mês de outubro, para lembrar que esse é o mês da conscientização contra o câncer de mama. Resolvi organizar uma pequena (mas grande pra mim) campanha de arrecadação de fundos em parceria com o Cancer Research UK (mesma entidade que organiza as corridas que participei).

Esse é o link para qualquer pessoa fazer a doação (qualquer valor é bem vindo) em libras, então não se esqueça de fazer a conversão para a moeda do seu país (no Brasil, se você doar 1 libra, gastará apenas 3 reais). Basta clicar no botão "Sponsor me now" e pagar com cartão de crédito! Vamos ajudar?

E para o pessoal que lê aqui e puder divulgar em seus respectivos blogs (facebooks e twitters também!), já ajuda bastante também! Coloquei uma meta de 100 libras para arrecadar em 2 meses, e para dar um empurrão, quero fazer uns sorteios entre os doadores. E já tive uma idéia para quem mora em Londres e fizer uma doação: vou sortear 6 cupcakes e uma caixinha de cookies!!!

Altruista

Eu ia escrever um post sobre a corrida de 10km que eu e o Martin vamos fazer no fim do mês (a Flá convocou, blogueiras corredoras!), e por coincidência hoje aconteceu uma coisa muito legal no ballet (que voltou depois das looongas férias de verão). Comentei com as meninas, depois da aula, no vestiário, que eu precisava entrar em forma rápido para a tal corrida, por isso estava contente com a volta das aulas.

Aí, uma delas me perguntou qual era a instituição que estava organizando o evento (é a Cancer Research UK, a mesma daquela corrida de 5km que fiz há um tempinho atrás), e depois de ouvir minha resposta, perguntou se eu estava conseguindo arrecadar fundos, porque ela fazia questão de doar alguma coisa!

Nossa, foi tão legal! Eu não sabia como agradecer, soltei vários that`s so sweet, thank you very much, mas eu queria é dar um abraço (bem brasileiro!), porque nunca que eu ia imaginar que alguém que mal me conhece (mal sabemos os nomes uma da outra) faria uma coisa dessas. Independente do valor, foi uma sensação muito boa. Ela me deu o dinheiro na hora, nem quis que eu passasse o link do site de doação (que é esse aqui).

Foi isso. Ganhei meu dia, pensei na hora em ligar pra minha mãe e contar, afinal é ela que me motiva a fazer isso!!!

Campanha

Bom, como podem perceber, o tag aí ao lado que pedia arrecadações para minha campanha do Race for Life não existe mais. O prazo acabou e por pouquíssimo (3 libras) não atingi meu objetivo. Mas, quem quiser ainda pode doar diretamente para o Cancer research UK nessa página aqui.

Eu vou continuar me envolvendo com essas corridas, principalmente quando for para fins de arrecadação que visem a pesquisa da cura do câncer!

Como estou religiosamente correndo com o Martin (e cada dia aguentando melhor), penso em um futuro próximo participar de corridas mais longas. Quem sabe até uma maratona? ; )

Race for life

Adorei! Tô cansada pra caramba, com as pernas meio bambas, mas tô feliz! Valeu muito, mas muito a pena! Gratificante mesmo, ainda mais com a foto da minha mãe pendurada nas minhas costas. Realmente é uma coisa que afeta muita gente, pois a maioria das participantes estava correndo por alguém que conhece.

Mas é isso aí, se correr 5km ajuda de alguma maneira, então é como eu posso ajudar!

Algumas fotos aí embaixo:

Morta, assim que passei a linha de chegada (fiz em 35 minutos, acho que fui bem pra uma iniciante!)
Eu e Nara animadíssimas antes da largada!