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Jane Austen: meu novo tour!


Adivinha quem arrumou uma nova sarna pra se coçar???

Mas uma sarna literária, histórica e, por que não, feminista.

Chamei minha amiga e também guia Raphaella pra montar esse tour comigo, e assim criamos 'Jane Austen por trás dos romances'.

Será um tour de dia inteiro, dia 13 de abril (sábado) pelo interior da Inglaterra. Vamos passar por 4 cidades por onde Jane passou, vamos seguir seus passos desde seu nascimento em Steventon até sua morte em Winchester.

Vamos dividir com quem estiver no tour a nossa interpretação de Jane Austen: uma mulher com olhar afiado, questionadora, e que usa seu poder de observação e crítica para montar seus personagens e seus enredos. Você sempre achou que os livros de Jane Austen são puro romance? Pois reavalie: são praticamente uma biografia da Inglaterra georgiana, com duras críticas a instituições praticamente intocáveis, como igreja e exército. Além disso, ela aponta também o silenciamento de mulheres e nos faz repensar se os finais que escreve são mesmo finais felizes.

Esse passeio será feito com transporte privado, e teremos parada pra almoço em um pub histórico (tudo incluso no preço). Estão inclusos também os ingressos para duas atrações pagas. O preço cheio é 170 libras (clique aqui para comprar), mas abrimos 3 vagas por 150 para quem reservar antes de todo mundo (clique aqui).

Vamos? Caso você tenha alguma dúvida, entre em contato. Nesse PDF estão mais detalhes sobre o tour.

Tá gostando?

Completei dois meses de trabalho novo e é claro que a primeira pergunta que as pessoas próximas (e as nem tão próximas) me perguntam: e aí, tá gostando? Se eu ganhasse uma rainha pra cada vez que respondi essa pergunta.... teria umas 15 rainhas, ou seja, dinheiro para três sanduíches no Pret a Manger na hora do almoço.

Mas enfim. Tô gostando?

Depende da interpretação que você faz da pergunta. Se eu estou gostando desse trabalho, especificamente? Sim, estou. É uma equipe muito bacana (sério, acho que nunca me senti tão a vontade tão rápido), somos apenas 14 pessoas. E o melhor: 12 mulheres (#misândrica). Ninguém te enche o saco com o horário ou quer saber o que vc faz de hora em hora. A atmosfera é super boa, o sentimento que tenho é que é um grupo do bem (de verdade mesmo, não no sentido coxinha 'cidadão de bem' da família tradicional brasileira). Acho minhas tarefas interessantes, o propósito da ONG é interessante, e estou satisfeita porque era exatamente o que eu queria: pertencer a um grupo de pessoas com um objetivo em comum e ser paga para isso.

Para os curiosos (ou seria stalkers?). vocês podem ver exemplos do meu trabalho aqui, aqui, aqui, aqui, aqui. Mais ou menos isso que faço todo dia.

Mas porém contudo, se você quer saber se estou gostando de trabalhar novamente - no sentido tradicional de trabalhar, das 9 às 5 - a resposta é não. Sei que soa contraditório, e sei que eu dizia que estava sentindo falta de ir a um escritório e pertencer a uma equipe, mas esse tempo todo que fiquei fora do mercado me fez entender que trabalhar é realmente uma grande perda de tempo. Nunca caí naquela máxima de que 'trabalho enobrece o homem'. Não me sinto mais nobre ou mais importante, simplesmente me sinto muito ocupada e com a conta do banco mais gordinha.

Chegar em casa e ter que fazer todas as tarefas do lar, e colocar em dia os projetos paralelos (Conexão Feminista), fazer as atualizações/fofocas/marcações de compromissos com as amigas, ir correr.... Não dá tempo de nada. Tudo fica em segundo plano quando a gente trabalha. Sei que tô falando mais do mesmo, mas quanto mais eu trabalho mais isso fica claro pra mim.

E qual a alternativa?

Não tenho a menor ideia. Pelo menos estou bem mais tranquila, pois voltei a trabalhar já preparada pra esse baque de ver o dia passar e não ter feito nada por mim. O interessante é que a obviedade do trabalho me faz mais criativa: fico tendo  um gazilhão de ideias o dia inteiro, e me mando emails diversos para não esquecer as ideias. Sabe quando a gente pensa em algo brilhante durante o banho e tem medo de esquecer? Então, mais ou menos isso.

E vocês, como estão?

O bom peão ao escritório torna


Voltei a trabalhar. Quer dizer, naquele jeito formal, de ir pro escritório, ficar das 9 às 5, fazer parte de um departamento, ter horário de almoço... Aquele jeito de trabalhar que é o jeito que a sociedade realmente respeita, realmente acha que você tá fazendo algo de útil.

Sarcasmos a parte, estou bem contente de ter voltado. Acho que volto bem mais consciente das desvantagens de trabalhar formalmente, mas também beeeem mais apegada com as vantagens. Uma vida mais regrada, mais sossegada, onde as questões trabalhísticas ficam no escritório. Acordar cedo, pegar trem lotado, comer um sanduíche, voltar pra casa, dar uma corrida, ver televisão, pode parecer tão pequeno mas é tudo que quero agora.

É lindo falar da independência da vida de freelancer, do glamour da vida de blogueiro, mas ninguém fala do perrengue, do trabalho triplicado que te acompanha as 24 horas do dia, e é claro do dinheiro que nunca aparece.

E antes que alguém me pergunte o que estou fazendo e aonde, já deixo a dica pra dar uma stalkeada no Linkedin e me poupar a explicação!

#OffTogether


Em fevereiro desse ano viajei para Brno, na República Tcheca, com a Karine e a Thaís. Foi uma press trip, feita pelo blog, a convite da agência ATO Tours. O que foi diferente dessa viagem é que a gente só ficou sabendo o destino lá no aeroporto, pouco antes de embarcar. Sabíamos que o destino era na Europa e que o vôo era curto, apenas.

Passamos um fim de semana lá,  e além de aproveitar a cidade começamos a conversar sobre uma possível extensão do projeto #OffTo, que temos feitos juntas desde 2016. E se a gente fizesse um #OffTo com outras pessoas? E se a gente vendesse uma viagem em grupo para um destino surpresa, exatamente como tinha acontecido com a gente? E se a gente propusesse uma parceria com a agência para unir o útil ao agradável?

Olha, não é sempre que uma ideia sai do papel. Mas essa saiu. Vai rolar uma viagem em grupo para um destino surpresa na Europa, entre 28 e 30 de setembro.

O que está incluso no pacote:

  • Passagem aérea para o nosso destino secreto a partir de Londres (empresa low cost)
  • Transporte para o hotel;
  • 2 noites em quarto duplo (entre em contato se preferir fazer upgrade para um quarto individual);
  • Drinks de boas vindas;
  • Um jantar em grupo;
  • Cartão de entrada nos museus da cidade;
  • Dois passeios secretos;
  • Experiências inesquecíveis e muitas surpresas preparadas por nós três!

O preço do pacote como descrito acima é £390. Se você esté em algum outro lugar que não seja Londres mas gostaria de ir, é só entrar em contato que a gente passa orçamento. Deixa um comentário aí com o seu email caso você se anime, que a gente vai responder com os detalhes e como fechar com a agência.

Vamos?


Meu livro novo


Turma das antigas: lembram de uma série de posts que eu publiquei aqui há uns anos, que consistiam em listas estilo 'top 5' que falavam de forma engraçada sobre a vida em Londres? Bom, eu segui o conselho de alguns de vocês - que me falavam que eu deveria juntar essas listas e fazer um livro - e, aqui está ele: Quase Londoner, um guia não convencional.

Além das listas, escrevi também sobre 70 lugares pra visitar na cidade, fora do circuito já tão explorado por guias de Londres mais comerciais (como o meu próprio Guia de Londres Para Iniciantes e Iniciados, o qual continua  avenda). Ou seja, o livro é meio que um registro desses meus mais de 9 anos morando aqui, explorando a cidade sem parar, descobrindo novos lugares e estranhando a cultura britânica : )

Custa R$30,00 e está disponível em formato ebook. Clique aqui para comprar o seu. Muito obrigada pelo apoio!


Sobre financiamento coletivo


A Renata escreveu sobre a experiência dela fazendo uma campanha de financiamento coletivo (a nossa, é claro), e me inspirou a escrever sobre isso também.

Ao contrário da Rê, eu já tinha um pouco de experiência no assunto. Não apenas como consumidora -já apoiei diversas campanhas assim, como por exemplo a dos meus amigos que abriram um restaurante aqui em Londres e das meninas que criaram um app para ajudar vítimas de violência doméstica no Brasil - mas também como realizadora. No fim de 2016 eu ajudei a criar e coordenar a primeira campanha de financiamento coletivo da LAWA (a ONG onde trabalhei como voluntária por um ano e meio - saí recentemente porque preciso focar no mestrado).

Então quando não conseguimos ganhar o financiamento para o qual nos candidatamos através do Fundo Elas de Investimento, eu propus para a Renata que a gente fizesse nosso projeto - Intercâmbio Feminista - acontecer mesmo assim. Vamos fazer um financiamento coletivo? Ela topou. O bom de fazer algo assim com outra pessoa é que a gente se questionava o tempo todo. A Rê me fez mil perguntas que achava que seriam feitas pelas pessoas que seguem nosso trabalho. E só quando conseguimos responder todas é que nos sentimos seguras para colocar a campanha no ar.

A escolha da plataforma foi fácil: a Benfeitoria era a que mais se aproximava da nossa propostas, pois além de ser uma instituição sem fins lucrativos também nos dá a opção de escolher quanto da nossa arrecadação vamos doar para eles (podíamos não doar nada, mas optamos por 6%). Apesar de alguns poucos pesares (achamos que faltou apoio nas redes sociais), a plataforma em si é ótima, e eles nos deram muito suporte na hora de construir a página.



Depois das recompensas criadas e da página montada, a campanha foi pro ar. E nos 2 meses seguintes eu e a Renata (e a minha mãe) passamos boa parte dos nossos dias atualizando a bendita página. Logo nos primeiros dias de campanha conseguimos arrecadar mais de 20% da meta, o que a Benfeitoria vê como um dos melhores indicadores de que o projeto será bem sucedido. Isso foi maravilhoso, perceber que as pessoas realmente acreditam no que a gente faz. Sim, amigas, colegas e pessoas completamente desconhecidas estavam nos dando seu rico dinheirinho para que a gente viabilizasse um projeto feminista. Não é sensacional?

Claro que há altos e baixos, e quando passavam 3 ou 4 dias sem nenhuma colaboração, as dúvidas surgiam novamente. Lá íamos nós mobilizar os contatos pelas redes sociais (minha, dela e da Conexão Feminista). Pedir ajuda não é fácil, ainda mais quando essa ajuda significa dinheiro. E algo ainda mais inesperado aconteceu: comecei a receber mensagens (tanto de conhecidos como de desconhecidos) de pessoas que queriam explicar a razão de não poder ajudar financeiramente. Isso foi algo estranho: por um lado me senti orgulhosa de ter criado uma comunidade tão engajada a ponto de sentir que nos devia esse apoio financeiro, por outro fiquei arrasada de pensar que estava pressionando quem nos prestigia.

Teve gente que compartilhou com seus próprios contatos, gente que doou mais de uma vez (sim! e mais de uma pessoa), gente que mandou mensagem após a campanha ter encerrado querendo mandar dinheiro pelo paypal (eu aceitei, e aliás ainda aceito caso alguém tenha perdido o prazo), gente que nos mandava mensagens falando que estavam tão ansiosas nas horas finais como nós estávamos. Foi incrível.

Como vocês sabem, nós não apenas alcançamos a meta mínima, como a superamos. Já estamos trabalhando pra fazer as engrenagens desse projeto funcionarem, e ainda temos muito trabalho pela frente. Mas sabendo que temos mais de 170 pessoas que acreditam nos nossos ideais, o que vem por aí fica muito mais fácil.

Ah, se você quiser ajudar a gente, aceitamos doações através do paypal. Basta usar esse link aqui.

Faltam 3 dias


Janeiro de 2018, que mês intenso.

Há cerca de 2 semanas nós alcançamos a meta mínima da campanha de financiamento coletivo sobre a qual escrevi aqui em dezembro. Foi uma sensação incrível ver os números mudando, e finalmente atingindo o valor de R$9000 - o que precisávamos pra colocar nossa ideia em prática.

Mas a campanha continuou mesmo assim! Aliás, continua. temos até às 23:59 de quinta feira, dia 1 de fevereiro, para arrecadar o máximo possível, e assim realizar nosso projeto com menos aperto e mais liberdade.

Pra quem não tem ideia do que estou falando, acesse o site da campanha e considere (com carinho!) adquirir uma recompensa. Você vai fazer parte de um grupo de mais de 130 pessoas que está 'assinando embaixo' da nossa ideia. A gente quer mesmo construir algo bacana com a Conexão Feminista, e quanto mais gente fizer parte do nosso time, melhor!

Essa ilustração linda foi criada pela Claudia Senlle, irmã da Renata, para nos ajudar a divulgar a campanha. Fique a vontade pra copiar e usar nas suas redes sociais e compartilhar nosso projeto.


Intercâmbio Feminista


Há uns meses eu e a Renata inscrevemos a Conexão Feminista em um edital do Fundo Elas, voltado para projetos que contemplassem ativismo feminista. Foi a nossa primeira experiência do tipo (até porque é raro encontrar edital que aceite projetos de grupos informais como o nosso), e infelizmente não fomos selecionadas. Mas a gente gostou tanto do projeto que criamos, que decidimos tentar novamente, mas dessa vez através de financiamento coletivo.

Então nós reescrevemos o projeto, deixamos tudo mais redondinho e com a nossa cara, e ontem colocamos no ar a campanha! O projeto se chama Intercâmbio Feminista, e a ideia é que a gente visite algumas ONGs e associações de mulheres no Reino Unido (a princípio: afinal, se der certo, nada impede que a gente faça isso em outros países também!). Vamos fazer o nosso clássico bate papo ao vivo no canal e também produzir ebook e vídeo-documentário. Queremos quebrar essa barreira geográfica e cultural e entender as melhores práticas, compartilhar experiências e soluções com outras ativistas que dedicam a vida ao feminismo.

Claro que colocar esse tipo de campanha no ar dá um frio na barriga: e se ninguém apoiar? E se acharem nosso projeto desinteressante? Mas o primeiro dia foi surpreendente, e agora não podemos deixar a peteca cair. Temos até dia 1 de fevereiro de 2018 pra alcançar a meta mínima (que é de R$9000) e tirar o Intercâmbio Feminista do papel.

Então obviamente que eu tinha que falar sobre isso aqui no blog. Se você puder, faça uma contribuição (as recompensas são bem legais, modéstia a parte) ou compartilhe o link com os amigos, ou nas suas redes sociais. Todo mundo sabe que não há propaganda melhor do que o boca a boca. Quem sabe ainda hoje conseguimos alcançar 20% da meta?

Conto com vocês! E o link é: benfeitoria.com/feminista


1 ano de Lawa


Semana passada completei um ano trabalhando part time como voluntária para a LAWA, sobre a qual já falei aqui tantas vezes. E não dá pra não cair no clichê de falar que entrei aqui para ajudar e acabei sendo ajudada.

Quando entrei aqui estava numa fase bem ruinzinha, me sentindo a maior das perdedoras. Havia deixado meu trabalho fixo há alguns meses, não estava me adaptando a vida de freelancer e não conseguia planejar os próximos passos. Hoje, um ano depois, estou prestes a começar um mestrado e orgulhosa de ter ajudado (e continuar ajudando) essa instituição a seguir em frente.

Uma das coisas que mais senti falta quando deixei o trabalho fixo para trás era ter um time. Estar com pessoas, ter um projeto coletivo, fazer parte de um grupo. E a LAWA fez tudo isso por mim. Convivo com mulheres maravilhosas, que com pouquíssimos recursos ajudam outras mulheres. Aprendi sobre captação de recursos, sobre o funcionamento deuma ONG, e, infelizmente, sobre a gravidade da violência doméstica e o tanto que estamos alheios a isso.

Acho que esse é o aniversário de trabalho que mais gostei de comemorar : )



Para fazer uma doação para a nossa campanha de financiamento coletivo, clique aqui.

Fenômeno Digital


Não sou eu (nem minha mãe) que estou dizendo. É o povo do Brazilian International Press Award que achou que o conteúdo que eu e a Renata produzimos no Conexão Feminista é bom o suficiente para concorrer a um prêmio na categoria Fenômeno Digital (voto popular).

Fenômeno Digital!! Influenciadora? Pfff, que bobagem. Sou fenômeno. Ou melhor, concorrente a fenômeno.

Então queridos leitores, que eu desaponto com falta de posts dia após dia, já que vocês tem tempo de ler esse blog, cliquem aqui nesse link e votem em mim (tem outras categorias também). Eu juro que se eu me tornar um fenômeno premiado o sucesso não vai me subir a cabeça. Talvez suba. Ok, não prometo nada, mas vou mendigar voto mesmo assim.

VOTA VOTA VOTA (e vota de novo amanhã)

Mulheres incríveis e seus legados: um passeio guiado em Londres


Modéstia a parte, eu sou uma pessoa que vive tendo ideias. Tenho ideia para uns 50 guias de viagem, de produtos para vender, de palestras, de projetos pro blog. Mas da ideia para a prática, como muita gente sabe, a história é outra. Por isso, quando eu alcanço uma meta, como a publicação do meu guia em 2015, minha primeira meia maratona ano passado e o Kilimanjaro esse ano, eu falo e fala e falo sem parar sobre isso.

A ideia concretizada mais recente é o lançamento de um passeio guiado em Londres. Estava pensando nisso acho que há mais de um ano, e finalmente - depois de vários testes e muita pesquisa - anunciei três datas. Esse passeio une duas das coisas que mais amo, Londres e feminismo. Não é maravilhoso?

O passeio chama "Mulheres incríveis e seus legados". Tem 3 horas de duração, e feito todo a pé pelo centro de Londres (começa na estação de Green Park e termina na ponte de Westminster) e em 15 paradas a gente passa por monumentos, casas, museus e lugares icônicos para falar de muitas mulheres que fizeram muito pela humanidade.

O valor pessoa é de £14, que eu peço que sejam pagos antecipadamente. Todas as datas (até agora são 3: 20/7, 6/8 e 30/9) tem seu próprio evento na página do Facebook do Conexão Feminista, juntamente com o link para fazer o pagamento. Caso você não acesse o Facebook, fale comigo!

E quem não estiver em Londres em nenhuma das datas e quiser um tour privado, também dê um alô.

Links para mais informações e para comprar seu ingresso:

Dia 20/7: https://www.facebook.com/events/1595997217100236/
Dia 06/8: https://www.facebook.com/events/100601007248413/
Dia 30/9: https://www.facebook.com/events/249469345540454/

Anônimo, você tem toda razão


No post anterior eu escrevi que chegar no cume do Kilimanjaro foi a coisa mais difícil que já fiz nada. Aí uma pessoa (anônima, uma pena) deixou comentário falando que essa afirmação é muito #classemédiasofre. Afinal, no mesmo post eu falo da equipe de carregadores e guias. O anônimo até mandou eu lavar uma louça (anônimo, quem lava louça em casa é a máquina, sou classe média!).

Mas olha, sabem que o anônimo tem razão? Certamente há coisas mais difíceis na vida do que encarar minha expedição Nutella ao cume do Kilimanjaro. Por exemplo, arrecadar dinheiro para uma instituição que abriga mulheres vítimas de violência doméstica. Essa tarefa é muito mais difícil. Não tem uma equipe inteira pra me ajudar e muito menos desperta interesse dos meus leitores.

Mas quem sabe, você anônimo, acha isso mais bacana e vai me dar um apoio? Estamos muito longe de alcançar a meta de arredação, e seu dinheiro vai fazer a diferença. Você pode doar usando esse link: bit.ly/womenlawa

Obrigada e até o próximo grande desafio! Mas aviso: ainda vai ter muito post do Kilimanjaro aqui, prepare seu armamento pra me encher o saco!


Voluntariado x Doação


Desde que eu comecei a trabalhar como voluntária na LAWA, recebi emails e mensagens pelas redes sociais de pessoas interessadas em saber como poderiam ajudar ou se eu teria alguma dica para quem busca esse tipo de trabalho.

Então vamos por partes. Pra quem quer fazer trabalho voluntário, e tem uma causa do coração, eu aconselho a dar uma olhada no Charity Job. Basta filtrar sua busca por setor e pronto, você verá algumas oportunidades. Mas nem todas as instituições anunciam lá, então o ideal é buscar da maneira tradicional: Google e Facebook. A maioria tem site e página nas redes sociais, e aí você encontra mais informações sobre possíveis vagas de voluntariado.


Eu não estava planejando fazer esse tipo de trabalho, até que uma amiga me falou sobre a instituição. Então simplesmente mandei um email e me chamaram. Algumas ONGs tem processos de seleção de voluntários mais rigorosos, outras são mais abertas a qualquer tipo de ajuda. Algumas pedem comprometimento mínimo de tantas horas semanais, outras te dão um projeto específico para fazer. Realmente depende do tamanho da instituição e do tipo de serviço prestado.

Eu entendo que muita gente queira fazer trabalho voluntário pra ter a sensação de que realmente está contribuindo. Pra saber o que é feito, como é feito, e qual o resultado. Mas as vezes, e serei bem honesta com vocês, as instituições precisam mais de dinheiro do que voluntários. Manter um voluntário tem um custo. Não necessariamente financeiro (mas algumas ONGs pagam transporte e/ou alimentação), mas de tempo. O voluntário recebe treino como qualquer outro funcionário em qualquer tipo de trabalho. O problema é que muita gente não dura na vaga, e acaba indo embora depois de alguns meses. Ou seja, todo o tempo do recrutador que poderia ser usado de forma mais eficiente (isso porque raramente em uma instituição sem fins lucrativos - principalmente nas pequenas - uma pessoa faz apenas uma coisa específica) é gasto procurando e treinando gente nova de tempos em tempos. Então, se você está afim de voluntariar, pense muito nisso antes de se comprometer. Avise o recrutador se você estiver procurando emprego e precisar deixar a vaga assim que arrumar um. Ou fale que você só está disponível por três meses. Abra o jogo desde o começo, e se pegar um projeto, fique até o final.


Mas voltando a questão do dinheiro. Tem muita gente que faz doação mas não acha que é o suficiente. Acredite: é sim. Se você acha que no seu trabalho "normal" nunca tem orçamento disponível pra nada, você não tem ideia de como é a situação financeira de uma ONG. Todas as moedas são contadas, e se algum financiamento é cortado, os programas sociais são eliminados de uma hora pra outra. Isso significa funcionários da ONG perdendo emprego e pessoas que usam os serviços ficando desamparadas do dia pra noite.

Lá na LAWA, por exemplo, todo ano elas precisam aplicar para o subsídio do escritório. E elas nunca sabem se vão conseguir. Se por acaso esse subsídio for retirado, não terão pra onde ir. E todo mês rolam batalhas e mais batalhas com subprefeituras para manter o financiamento do abrigo. O governo continua cortando o orçamento para esse tipo de serviço, mas violência doméstica não é "cortada" na mesma proporção, muito pelo contrário. Como a LAW tem ganhado espaço na mídia, muito mais mulheres tem nos procurado. E muitas não podem ser atendidas porque simplesmente não temos dinheiro.


Então pode ter certeza de que quando você doa seu dinheiro, ele será muito bem utilizado.

E pra quem gostaria de doar para a LAWA, estamos mais uma vez fazendo financiamento coletivo. A boa notícia é que conseguimos o apoio de uma empresa que vai dobrar tudo que for doado, até conseguirmos £10,000. Ou seja, se juntarmos essa grana, teremos 20 mil libras. Você pode doar 8 libras (cerca de 32 reais) aqui.






No thanks, Heloisa


Tem uma editora de um site para o qual eu já escrevi há um tempo (apenas uma matéria) e adoraria escrever de novo que me responde os emails que mando com sugestões para artigos de uma maneira peculiar.

No thanks, Heloisa.

Tudo bem que é raro alguém responder (geralmente só respondem quando querem que você vá em frente com o trabalho), e é melhor saber que não vai rolar do que ficar no limbo. Mas eu acho esse email dela (já recebi essa resposta mais deuma vez, diga aí como é facinha essa vida de lidar com fracassos na sua rotina, pra quem acha que eu levo uma vida de pernas pro ar) tão esquisito, mas tão esquisito. É só esse "não, obrigada", sem qualquer justificativa. Poderia ser "não, estou sem budget" ou "não acho que tenha a ver com o site", ou "esse tema está ultrapassado". Não precisa escrever muito, mas podia me dar uma luz, né?

Quando eu estava do outro lado e precisava responder para os freelancers que me mandavam sugestões, sempre tirava um tempo do meu dia para explicar a razão de não acatar a tal sugestão. Eu sempre tive noção do trabalho que dá ir atrás de ideias e moldá-las para determinados canais, sugerir o tema dentro do ponto de vista do tal site/revista/jornal onde queremos ser publicados.

Quem vive de escrever sabe o quanto é difícil arrumar ânimo e seguir em frente. Mesmo os escritores e jornalistas mais bem sucedidos passaram por isso, então eu sempre penso: poxa, quando você chega lá, custa acender a lanterna pra iluminar o caminho dos outros?

Interpretação de texto


Uma das coisas mais chatas da vida de blogueira - e tenho certeza de que todos os coleguinhas vão concordar comigo, não apenas os que escrevem sobre viagem mas também moda, gastronomia, maternidade... qualquer coisa! - é lidar com a (falta de) interpretação de texto.

Como minha amiga Renata disse outro dia, se todo mundo prestasse atenção no que lê e se responsabilizasse pela sua própria sujeira, teríamos um mundo mais avançado. Eu ainda não tenho a solução pra sujeira, mas a interpretação de texto dá pra gente vencer.

Digamos que eu faça uma viagem para Nárnia. Eu provavelmente irei escrever algo assim: "eu fui pra Nárnia no verão, fui de trem. A viagem levou 54 horas de Londres até lá. Paguei 748959 dinheiros. Chegando em Nárnia eu aluguei um camelo e fui pro hotel. O hotel chama-se Nárnia Inn e cobra 779955 dinheiros a diária. O café da manhã não está inlcuso".

Aí é claro, eu vou colocar umas fotos bonitinhas, mais alguns detalhes, deixar o post bem pessoal, didático e dinâmico.

Vocês querem adivinhar o tipo de pergunta que vai aparecer na caixa de comentários?

"Como é Nárnia no inverno?"
"Quando tempo leva a viagem de trem de Londres pra Nárnia?"
"Quanto custa a passagem?"
"Que hotel você recomenda?"
E o melhor comentário, que tem relação com o que eu escrevi há alguns dias: "ai, achei Nárnia tão sem graça. Vai pra Gotham City, muito melhor."

Eu exercito minha paciência todos os dias ao acessar os comentários do Aprendiz de Viajante. O pior é quando a falta de interpretação de texto prejudica meu ganha pão, como por exemplo as vendas do Guia de Londres. Está super claro no texto quando são feitos os despachos e quanto tempo leva e entrega. Então é sempre um soco no estômago receber emails mal educados de pessoas que dão a entender que estou dando o calote porque compraram o guia há 3 dias e ainda não o receberam.

Gente, pra quem quer poucos caracteres, vá para o Twitter.

Saudades do sistema


Acho que o título mais apropriado para essa postagem seria "saudades do salário". Eu sabia que seria demorado pra ganhar a mesma coisa que recebia como uma funcionária em tempo integral em uma grande empresa, mas eu não sabia que isso ia me afetar tanto. Ser blogueira e escritora freelancer dá dinheiro sim, mas pra conseguir chegar perto de um salário fixo é preciso trabalhar dez vezes mais. Vinte. Cem. Sei lá, vocês entenderam.

Essa semana estou completando um ano dessa vida, que ainda me parece uma novidade. Não estou completamente convencida de que meu caminho é realmente esse, mas agora sei que não tem certo e errado. E aí a gente convive com as nossas escolhas, e quem sabe o caminho novo nos faz perceber que o jeito "antigo" não era assim tão ruim. Mas a gente nunca volta pra estaca zero, porque né, não é que ficamos vendo televisão o dia todo.

Mas enfim, seguimos. Sem holerite, mas fazendo recibos e invoices e torcendo pro cliente pagar logo.

Novos guias de passeios bate e volta


Em agosto de 2016 eu publiquei o primeiro guia da série de passeios bate e volta a partir de Londres, sobre Oxford e Cambridge. E antes do ano virar mais dois foram publicados (eu que esqueci de avisar aqui antes, mas o lançamento foi pro ar lá no Aprendiz de Viajante): um sobre Bath e outro sobre Windsor e Hampton Court.

Já falei várias vezes que Bath é minha cidade preferida na Inglaterra (e também uma das minhas preferidas no mundo, não que eu conheça tantas assim), e eu moraria lá facilmente. Por isso optei por dedicar um guia todinho só pra ela. Já Windsor e Hampton Court estão em um guia só porque tratam-se de lugares com conexão com a realeza: o Castelo de Windsor, que ainda é uma das residências oficiais da monarquia; e o Palácio de Hampton Court, por onde já passaram diversos reis e rainhas, como Henrique VIII.

A ideia é continuar adicionando destinos a essa série de guias. Todos estão disponíveis em formato ebook, e aqui no blog tem uma aba dedicada para eles (clique em Guias de Viagem aí em cima, e então você verá uma listinha, clique na ultima opção: Série Bate e Volta de Londres). Cada ebook custa R$9,90.




Lawa - Latin American Women's Aid


Uma das minhas metas esse ano era fazer trabalho voluntário. A princípio eu queria procurar uma posição em um museu, galeria ou qualquer instituição ligadas as artes, mas com a evolução do meu trabalho com a Renata no Conexão Feminista, começou a fazer mais sentido buscar uma organização que ajudasse mulheres. E justamente por causa do Conexão eu conheci algumas mulheres brasileiras incríveis aqui em Londres, como a Amanda. E a Amanda me indicou a LAWA, onde ela já prestava trabalho voluntário.



Entrei em contato com elas e tudo deu certo. Comecei como voluntária de mídias sociais no final de agosto. Toda semana estou lá algumas manhãs, e pra ser honesta eu acho mais é que elas estão me ajudando do que eu ajudando elas.

E o que essa instituição faz? A LAWA presta apoio e abrigo para mulheres (lartionoamericanas e de minoria étnica) vítimas de violência doméstica. Além disso, há também uma série de outros serviços: aulas de inglês, consultas com advogados (sobre imigração, direito de familia), ajuda para fazer currículo, festas temáticas, palestras sobre feminismo. Isso de tudo DE GRAÇA. Ou seja, é preciso muito trabalho para garantir financiamentos privados e públicos. E isso é difícil pra caramba.

Para aumentar o leque de opções de financiamento, estamos começando uma parceria com uma plataforma de financiamento coletivo, chamada Global Giving. Essa plataforma é usada apenas por ONGs, do mundo todo. Mas para ser um parceiro fixo é preciso obter sucesso em uma "campanha teste". E essa campanha que eu estou coordenando no momento. Então preciso da ajuda de vocês!

Para essa campanha teste, desenvolvemos o projeto "Make a Shelter a Home for Latin American Children" (Faça de um abrigo um lar para crianças latinoamericanas). O objetivo é arrecadar £5,000 para melhorar a infraestrutura do abrigo para as crianças que chegam lá junto com as suas mães. Elas geralmente chegam sem nada, pois a fuga de casa é feita as pressas e em sigilo. Então queremos que elas tenham o mínimo de conforto para conseguirem superar o trauma vivido em casa e também o trauma dessa situação temporária.

Então essa campanha tem dois objetivos. O mais importante, claro, é melhorar o abrigo. E para isso colocamos a meta de £5,000. Mas, se chegarmos a £2,500, doados de 50 pessoas diferentes, já seremos aceitas como parceiras do Global Giving.

É possível doar de qualquer lugar do mundo, pois a plataforma aceita cartão de crédito internacional e também Paypal. O valor mínimo é £8, cerca de R$30.00. Temos até 19 de dezembro para conseguirmos isso. Conto com a doação de vocês!

Em tempos de governantes racistas, xenófobos e misóginos (e de cortes no orçamento público para ajudar pessoas em situação vulnerável) é muito importante que a gente faça mais do que declarar nossas frustrações. É preciso realmente fazer alguma coisa, e ajudar instituições que prezam pela vida das minorias é uma delas.

Então, é só clicar aqui para ir na página da campanha. Conto com vocês. Conto especialmente com a pessoa que deixou o comentário anônimo no post anterior, que preferiu não se identificar mas tentou fazer "shaming" (já tem uma palavra boa em português para esse tipo de atitude?) do meu estilo de vida, diminuindo minha militância feminista por que sou "blogueira sustentada pelo marido".

Amor no Douro


Dia 17 de setembro eu acordei às 2 da manhã pra pegar um vôo em direção ao Porto (mais uma vez!), para participar de uma press trip. O objetivo dessa viagem era explorar o Vale do Douro. Não apenas os vinhedos e produção de Vinho do Porto e do Douro, mas também a história, a cultura e as pessoas.

Foram 5 dias intensos, sempre acordando cedo e indo dormir tarde, trocando de hotel quase todos os dias. Viagens desse tipo são sempre assim, eu já estou ficando acostumada ao ritmo e agora já consigo me organizar muito melhor na hora de produzir conteúdo. Apesar de serem oportunidades incríveis de conhecer lugares no mundo que eu não conheceria tão cedo, são viagens extenuantes fisicamente e mentalmente, e no final já dá aquela vontade de ir pra casa, onde tudo nos é familiar.

Quase o grupo todo
Tive muita sorte de ter tido ótimos companheiros de press trips até agora. Conheci blogueiros de outros países, alguns com os quais a amizade rendeu após a viagem. Viajei com blogueiros que já conhecia virtualmente, estreitando a relação e trocando muitas ideias para melhorar os blogs e a maneira como gerenciamos nossas redes sociais.

Mas essa viagem ao Vale do Douro se superou. Não sei se planetas e estrelas estavam alinhados (e eu nem acredito nisso), se foi pura sorte ou uma escolha certeira dos participantes pelos organizadores. O fato é que eu não queria ir embora, e me despedir dos amigos que fiz nesses 5 dias foi bem difícil. Especialmente das outras três blogueiras, também brasleiras e também moradoras do velho continente, que me proporcionaram tanta conversa boa, risadas e companheirismo desde o café da manhã até a hora decada uma ir para seu quarto dormir (as vezes até depois disso, com mensagens rolando soltas madrugada adentro). Rita, Raphaella e Martinha.

Rapha, Rita, eu e Martinha (a maior parte das fotos é assim, com o copo na mão!)
O relato detalhado de tudo que conheci no Vale do Douro estará no Aprendiz de Viajante. Mas achei que essa história de amor com os meus companheiros de viagem merecia um destaque aqui mesmo.

Me apeguei: Anita, uma argentina queridíssima. Mais uma razão para voltar pra Buenos Aires

Cadê o assunto que estava aqui?


Fugiu!

Eu fico agoniada quando vejo que a data da última postagem passa de uma semana, tenho a impressão de que estou omitindo fatos importantes da minha vida pra mim mesma no futuro. Os assuntos mais corriqueiros acabam indo pro Snapchat, e os anúncios importantes vão parar no Facebook ou Twitter.

Ah, uma coisa bacana é que eu lancei mais um guia : ) o primeiro da série 'Bate e Volta de Londres', sobre Oxford & Cambridge. Está a venda aqui, custa R$9,90 e está disponível apenas como ebook (o Guia de Londres continua firme e forte, tanto impresso como digital).

Estou envolvida com algumas organizações e fazendo trabalhos voluntários (conto mais outra hora), continuo fazendo os hangouts feministas com a Renata e escrevendo posts de viagem. Também tenho algumas viagens agendadas para os próximos meses, mas infelizmente o Brasil não está mais na lista, como era o planejado. por causa de burocracias para renovar o visto de residência do Martin que levam mais tempo do que deveriam. Mas enfim, faz parte.

Vou ali mas já volto!

10 x 10


Em novembro de 2015, como contei aqui, estive no Porto para um fim de semana entre os colegas blogueiros. Esse encontro (Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros) foi decisivo pra mim: não apenas dei uma palestra sobre o meu Guia de Londres como também aprendi MUITO com os outros participantes. Saí de lá cheia de ideias e com um monte de amigos (e poucas semanas depois pedi demissão do trabalho, algo que estava ensaiando há um ano).

Bom, assim que voltei pra Londres comecei a tirar uma dessas ideias do papel. Conversei com outros blogueiros de Londres (todos brasileiros) e propus escrevermos juntos um guia de restaurantes da cidade, que então disponibilizaríamos gratuitamente para nossos leitores. Pra minha surpresa, todos aceitaram na hora.

No total, somos 11 blogueiros, de 10 blogs. É claro que quando se trabalha em um grupo grande e multitarefa existem atrasos e alguns imprevistos. Mas em nenhum momento nos desentendems. e olha que somos pessoas muito, mas muito diferentes.


O resultado saiu ontem: o guia digital "100 Restaurantes em Londres" está disponível para download! Basta clicar aqui e seguir as instruções. Cada blog se responsabilizou por um tema, e dentro de cada tema você vai encontrar sugestão de 10 restaurantes.

Eu espero que vocês curtam esse guia, estou tão orgulhosa dele! Acho importantíssimo reiterar a importância do coletivo, e de como estamos nos ajudando.  Cada um dos 10 blogs participantes tem um estilo próprio, e uma audîência fiel, que confia no que o blogueiro escreve. Assim, ninguém está roubando os clicks de ninguém. Estamos é ajudando nossos leitores a encontrarem ainda mais informação.

Enfim, baixem lá e prestigiem o trabalho dos meus colegas de guia (e amigos também!). E que esse seja apenas o primeiro projeto que realizamos em conjunto.

Minhas 3 maiores dificuldades de trabalhar em casa


Esse mês completo 5 meses de 'vida nova de blogueira'. Agora finalmente me sinto mais a vontade com a rotina, mas tem 3 coisinhas que ainda não resolvi muito bem.

1. Alimentação: no escritório era fácil. Dava uma da tarde, eu ia buscar comida em qualquer lugar ali perto e pronto. Na pior das hipóteses comia um dos sanduíches saudáveis do Pret A Manger. Ou seja, almoçava até que direitinho, não deixava passar a refeição. Agora é claro, é diferente. Eu preciso fazer almoço. E cozinhar não é meu forte. Acho um saco mesmo, e não faço a menor questão de me aperfeiçoar. Tem dias que me saio bem, mas esses dias ainda são a minoria. Hoje por exemplo acordei e me dei conta de que não havia leite pra tomar café, então fui pro supermercado e já que estava lá comprei uma daquelas massas prontas, que só precisa por na água fervendo por 5 minutos. Isso já é um almoço bom, ok? Nem vou falar aqui dos dias que tomo 3 xícaras de café com leite e como umas fatias de pão com cream cheese. Pelo menos a janta é garantida, já que é função do outro habitante dessa casa.

2. Leitura: ah, como eu sinto falta dos meus 40 minutos de transporte público na ida e na volta do escritório, totalmente dedicados aos livros. Isso é que me faz mais falta da rotina de trabalhar em um escritório. Aí você pensa: ué, mas se você está em casa, pode ler a hora que quiser! Pois é... parece tão simples né? Mas simplesmente não consigo parar o que estou fazendo, ler um pouco e voltar. Não sei se e o silêncio, ou se preciso criar uma rotina (um horário definido). No momento eu continuo lendo quando pego ônibus/metrô/trem, o que acontece de 2 a 3 vezes por semana. Ou seja, a leitura está bem atrasada.

3. Disponibilidade: eu não larguei o trabalho no escritório com a única 'desculpa' de tocar o blog e escrever mais guias. Eu queria também ter mais tempo de fazer outras coisas, como ir a eventos e exposições, explorar a cidade e encontrar um monte de gente. Mas gente, esse lance de tempo é relativo né? Eu continuo sem tempo! Sempre que acho que terei uma semana mais tranquila, aparecem mil compromissos. É muito louco isso! Olha, dinheiro não tem entrado muito, mas coisa pra fazer é o que não falta.

É isso. Esse é um post sem conclusão mesmo, só pra compartilhar pensamentos! : )

Eslovênia


Quando cheguei de Barcelona, recebi um convite para ir para a Eslovênia numa 'blog trip' (eu já falei um pouco sobre o que é isso aqui e aqui) que aconteceria em poucos dias. A ideia a princípio não me animou muito: não apenas eu estava querendo ficar sossegada em casa com o Martin depois de 10 dias viajando por Barcelona, como também teria que desfazer alguns compromissos e agilizar uns trabalhos. Isso porque tenho uma outra viagem marcada no fim de junho (já planejada há meses, e dessa vez com o Martin!), o que me daria pouco tempo pra deixar a vida em dia pós Barcelona.

Mas o convite era tentador demais pra deixar passar, e também uma ótima oportunidade profissional. Afinal, foi pra isso que eu larguei o trabalho no escritório, não é mesmo? Dar uma chance pra vida de blogueira de viagem.

Lá fui eu com outros 5 bloggers para a Eslovênia. Uma programação intensa (como geralmente acontece em viagens desse tipo): muitas cidades, muitas atividades. Acordar cedo, dormir tarde, conhecer restaurantes, hotéis e prestadores de serviços. Muito tempo em uma van, indo de um lado pro outro.

Mas o resultado foi positivo. Não apenas me dei super bem com todos os outros blogueiros, como curti demais toda a viagem. Não esperaca que a Eslovênia fosse um país tão bonito, que oferece um gazilhão de atividades e atrações. Comi muito bem, vi paisagens maravilhosas (veja a hashtag #advnaeslovenia para ter uma ideia), fiz rafting, caminhadas e conheci pessoas muito gente fina. Estou cheia de ideias de posts, muitos vídeos e fotos para editar e com aquela sensação de 'ainda bem que eu fui'.

Tomara que venham muitas viagens por aí, e que sejam com pessoas tão legais quanto eles: Pedro, Dante & Alex, Catherine e Geoff.


Minha coluna feminista no Brasil Observer

Estou super feliz de anunciar que agora eu sou colunista do jornal Brasil Observer, uma publicação mensal produzida por uma equipe maravilhosa de brasileiros em Londres. O jornal é publicado em inglês e português e todo o conteúdo fica disponsível tanto na cópia impressa (distribuída gratuitamente em diversos pontos de Londres) como na digital (a edição mais recente você acessa aqui, minha coluna está na página 27).

Comecei a conversar com eles há uns meses, apresentada por duas amigas em comum (muito obrigada, Ana e Roberta). Eles se interessaram pelo meu projeto Conexão Feminista e quando eu propus uma coluna sobre o assunto, fui super bem recebida. Pois aí está! Mais um canal para falar de algo que mudou minha vida.

Espero que gostem, divulguem e deixem comentários e sugestões para as próximas colunas!

Sobre frilar


Eu não acho que sou a pessoa mais indicada para falar sobre vida de freelancer. Até porque o objetivo principal dessa minha nova fase é focar em projetos pessoais, e não em achar clientes (claro, vou tentar uma coisa aqui e ali, como esse texto que publiquei no site The Pool, mas não é a prioridade, pelo menos agora). Mas sempre tem gente que me pergunta 'como é ser freelancer', então vou dar meus dois centavos.

É difícil pra caramba.

(Eu podia encerrar o post aqui)

Como eu já estive dos dois lados - recebendo emails de freelancers sugerindo ideias e mandando essas ideias para editores - acho que tenho uma visão ampla da coisa. Os editores sempre muito ocupados e gerenciando um orçamento pífio. Os frilas sempre cheio de ideias e mandando vários emails, quase sempre sem retorno. Ser freelancer é ser ignorado diariamente. Mandar emails com sugestões de artigos e reportagens e quase nunca receber respostas.

Quando eu estava do outro lado, jamais deixava um freelancer sem resposta. Acho uma tremenda falta de educação. Mesmo que a ideia seja péssima ou nada tenha a ver com o que a publicação faz, todo mundo merece um feedback. E, as vezes, o problema é pura e simplesmente falta de dinheiro. Então, qual o problema em falar: não dá agora, não temos orçamento para freelancers.

Bom, mas é claro que a vida fora do escritório tem muita coisa boa. Tem parque a tarde, tem almoço com amigos, tem museu em dia de semana. Tem viagem sem precisar ver se tem dias sobrando de férias, tem um equilíbrio muito melhor entre tarefas de casa e não fazer nada.

Acho que se eu precisar dar uma dica apenas para quem está buscando esse estilo de vida profissional, essa dica seria: insista. Procure as publicações que combinam com o seu estilo (no meu caso né, pois eu escrevo), mande emails, depois mande de novo e de novo. Use as mídias sociais para mostrar e procurar trabalho. Se ninguém responder a sua sugestão de artigo, escreva mesmo assim e publique em um blog, ou no medium, ou no Facebook.

E, se alguém que leu isso aqui quer dar seus dois centavos também, deixe um comentário!

Eu em outros canais


Não há dúvida da força do YouTube, e quem percebeu isso há mais tempo conseguiu criar uma audiência fiel e muito engajada. Eu só fui conhecer o trabalho da Jout Jout depois de ela já ter estourado, mas nunca é tarde para aprender, certo? Tanto que estou usando a plataforma para falar do meu assunto preferido - feminismo - com uma das minhas melhores amigas.

Mas além disso, uso o YouTube também para subir vídeos de viagens, falar sobre Londres e aparecer no canal dos outros. Pois é, nesse último mês eu fiz duas 'aparições especiais': na seção Papo de Pub do canal do Rafa Maciel e mais recentemente apresentei meu bairro para a equipe do Londres na Lata.

Conquistar audiência no YouTube não é nada fácil, e esses dois conseguiram e continuam a produzir conteúdo de ótima qualidade para seus ávidos fãs. Muito obrigada a eles por terem me chamado para participar. Espero que vocês curtam, em ambos conto um pouco da minha vida em Londres, e, é claro, falo do meu guia.



Sobre ser blogueira de viagem


Eu comecei há blogar há mais de 11 anos. Antes de ter esse blog aqui, eu e o Martin escrevíamos em outro endereço, que acabou sendo deletado. Como muitos blogs passaram a ser negócio e foram se categorizando em nichos (viagem, beleza, moda, decoração, gastronomia, etc etc etc), a maior parte dos blogs pessoais que eu lia lá no começo já não existe mais.

As coisas são assim, nada dura pra sempre. Tem quem amava blogar há 5 anos e depois perdeu a vontade, mas continua lendo. Tem quem tinha blog pessoal mas sempre amou falar de viagem e continuou fazendo esse mix, mas percebeu o potencial da plataforma e passou a ganhar um dinheirinho com parcerias e permutas. Tem quem deixou o lado pessoal totalmente de lado apenas para se dedicar ao negócio.

Cada blog, por menor que seja, tem seu público. Se você lê o que eu escrevo aqui ou no Aprendiz de Viajante - seja desde a semana passada ou desde 2010 - é porque tem alguma coisa no meu jeito de escrever e relatar minha vida e minhas viagens que é interessante pra você. As empresas passaram a dar valor pra esse nosso público fiel, e começaram a nos oferecer parcerias. Por exemplo: a empresa de motoristas brasileiros em Londres. Eu escrevi sobre eles no Aprendiz, e quem os contrata através do meu post garante uma comissão pra mim (que não altera em nada o preço final. Um cliente que contrata esses serviços direto pelo site deles ou pelo meu site paga a mesma coisa).

Tem também o booking.com, do qual todo blogueiro de viagem que eu conheço é parceiro. Todos nós temos um link personalizado, e se você reserva seu hotel a partir do link que eu coloquei em algum post, você também vai gerar uma comissão pra mim, paga pelo booking.com.

E há também a permuta. Vou dar um exemplo bem recente, essa minha viagem para a Escócia para subir o Ben Nevis. Eu planejei tudo, escolhi hotel, fechamos as datas. E pensei: vou conversar com o Visit Britain (órgão que promove o turismo na Grã Bretanha) pra ver se eles se interessam em me apoiar de alguma forma, já que vou promover essa parte do país que não é tão comum nos blogs. Enfim, entrei em contato e eles gostaram da ideia, e pagaram o carro que alugamos e o hotel onde nos hospedamos.

Eu iria para Escócia de qualquer jeito. E o apoio do Visit Britain me ajudou financeiramente e também me deu a responsabilidade de criar conteúdo rápido, e de obter resultados (números de acessos e engajamento em redes sociais) para mostrar pra eles que trabalhar com blogueiros vale sim a pena. Estou mentindo para os meus leitores? Eu acho que não.

Tem também outro tipo de viagem, para a qual somos convidados. Como quando eu fui para Malta. Pintou o convite, eu estava disponível. A passagem e a hospedagem eram cortesia, e em troca eu precisava, é claro, gerar conteúdo. Nesse caso, eu não teria ido para Malta se não fosse o convite. Tem algum problema nisso? Eu acho que não. Os leitores sabiam que eu estava lá pra promover o destino.

Os patrocinadores sabem do potencial dos nossos blogs. Pagam pra gente viajar ou pagam anúncios porque entendem que temos um público diversificado. Se tem tanta gente que sempre me pergunta sobre motorista brasileiro em Londres, acho justo eu indicar e receber da empresa uma comissão por isso, sem prejudicar o cliente. Se a empresa não é idônea, a parceria é cortada.

E como estou escrevendo aqui em nome da transparência, vou falar de uma viagem que nem fiz ainda. Eu e o Martin vamos passar duas semanas na Sicília em junho/julho. Eu resolvi entrar em contato com vários hotéis pra ver se algum deles estaria interessado em fazer parceria: eu fico no seu hotel e faço propaganda dele no meu blog e mídias sociais. Um deles aceitou. É um hotel incrível, que eu adoraria ficar. Aliás, mandei email apenas pra hotéis que eu reservaria de qualquer forma.

Mas, nem toda viagem é assim. A maior parte (eu diria que 80%, no meu caso) das dicas que dou no blog - desde museus (aliás, a minha lista de posts de museus em Londres é modéstia a parte uma das melhores que você vai encontrar online) até restaurantes, hotéis e roteiros - foram experiências pelas quais eu paguei como uma pessoa normal, e não uma blogueira. Eu não deixo de dar a dica se alguem não topa a parceria comigo. Porque meus amigos, se fosse assim, o Aprendiz de Viajante teria muito menos conteúdo. A gente toma muito não, mas muito mesmo.

Vocês podem ficar tranquilos, que vou falar de todos os hotéis onde vou me hospedar na Sicília (#classemediasofre), mas o que está me oferecendo a estadia gratuitamente vai ganhar também um vídeo, mais fotos no Instagram e uma sinalização avisando da parceria.

Eu preciso ganhar dinheiro, como todo mundo. Preciso vender meu peixe e sempre encontrar maneiras de trazer mais gente pro blog, de engajar mais, de saber o que os meus leitores gostam. E eu tenho certeza de que os leitores não acham que estou explorando a boa vontade deles ao ganhar dinheiro fazendo o que eu gosto.

E você? Já comprou meu guia? Aproveite que está em promoção! O impresso de R$54.90 por R$34.90 e o digital de R$39.90 por R$14.90 - tá baratinho hein?

AVISO: vários links desse post são para parceiros. Eu não vivo de renda, mas bem que gostaria (atualmente vivo do salário do meu marido, enquanto tento ganhar mais dinheiro como blogueira).

1 mês


Completei um mês de 'vida nova' e, apesar de ser ainda tudo muito novo, resolvi fazer um balanço. Ainda estou me adaptando a nova rotina e tentando ser o mais produtiva possível. Mas acho que a minha maior descoberta nesse último mês é que sofro de uma doença - que eu mesma diagnostiquei - chamada 'Síndrome do Assalariado'.

Eu acho que a maioria das pessoas da minha geração e com a mesma situação econômica (#classemédiasofre) devem sofrer dessa síndrome, mas nem sabem disso. Você só descobre quando tenta uma vida profissional 'alternativa', digamos assim.

O sintoma mais óbvio da Síndrome do Assalariado é a culpa. Culpa na hora que o despertador do seu parceiro toca e ele tem que ir pro escritório, enquanto você calmamente liga a televisão pra ver o jornal da manhã e toma café sentado no sofá. Culpa de ter todo o tempo do mundo pra fazer o que você quer, dentro dos seus prazos, mas sem saber por onde começar porque não tem um chefe te atazanando por email. E, claro, a maior das culpas: a culpa de sair pra tomar um café fora (porque você não aguenta mais ficar sozinho) e saber que, na verdade, quem está pagando o café é o seu parceiro, já que você está seguindo seus sonhos.

O engraçado é que ninguém joga a culpa em você. É você mesmo que cria. A culpa de não ter a carteira assinada é uma coisa que eu jamais achei que me incomodaria, mas incomoda. A minha geração foi pra escola e aprendeu que é preciso se formar e arrumar um bom emprego, pra ter uma vida estável. Eu fiz tudo isso, e agora joguei a estabilidade pela janela pra encontrar uma outra alternativa. Mas a culpa fica no meu ombro, mesmo quando eu estou produzindo e trabalhando e fazendo o que eu falei que ia fazer quando tivesse essa vida nova.

Eu estou vendo inúmeras vantagens em levar minha vida assim, mas acho importante falar das coisas ruins também. Ninguém gosta de compartilhar os baixos, mas a verdade é que eles são perigosos, e podem estragar todos os planos.

Mas vou terminar esse post com uma coisa boa: com o link de um artigo que eu publiquei no site The Pool, sobre sexismo. É a primeira vez que escrevo algo assim, fora das minhas especialidades. E, o melhor, é que fui paga pra isso! Aqui está: https://www.the-pool.com/news-views/politics/2016/12/brazil-s-dilma-rousseff-is-facing-sexism-as-well-as-possible-impeachment

A terceira vez

Uma vez uma amiga disse pra mim que leu em algum lugar (super confiável essa fonte hein?) que, em média, uma mulher muda de profissão três vezes. Lá vou eu fazer parte das estatísticas e mergulhar na minha terceira mudança.

Hoje é meu último dia de trabalho na empresa onde estou há seis anos. SEIS! Lembro da emoção que foi ser chamada para a entrevista, e de lá pra cá aconteceram tantas mudanças - de cargo, de escritório, de chefe, de responsabilidades - que não posso dizer que tive sequer um momento entediante no escritório.

Decidir sair não foi fácil. Estou há um ano pensando nisso e tentando chegar a uma conclusão sensata. Mas teve uma coisa que me deu o empurrão final: o medo do arrependimento no futuro.

Essa nova fase será dedicada ao que até então era meu 'sideline project', como chamam aqui: o blog de viagens, o guia, e tantas outras ideias atreladas a eles. Eu decidi, finalmente, parar de trabalhar nas minhas horas livres pra ter minha horas livres de volta. Faz sentido?

Uma coisa muito, mas muito importante: o apoio do Martin. Eu acho imprescindível falar isso, porque vejo muita gente espalhando por aí que a gente tem que correr atrás dos sonhos de qualquer jeito. A essa altura do campeonato vocês já devem saber que eu sou realista, e não acho que é bem assim. Ter sonho é bom, mas pagar as contas e poder se bancar vem em primeiro lugar pra mim. Eu não teria a oportunidade de fazer essa tentativa se eu não tivesse o Martin segurando as pontas. E agora, meu sonho é construir algo tão bom a ponto de eu poder segurar as pontas pra ele. Quem sabe né?

Se der certo, ótimo. Se não der, eu parto para uma quarta mudança.

(nem preciso falar que vou continuar fazendo muita propagando do meu Guia de Londres, né? agora ele não é mas meu hobby, ele é meu ganha pão oficial)

700 mil

O Facebook se comporta de maneiras diferentes com pessoas e com páginas. Como pessoa, eu acho o Facebook uma ferramenta sensacional (nem preciso explicar porque), mas como empreendedora, ele me dá nos nervos.

Construir uma página de um negócio no Facebook é lidar com frustrações diárias. Parece que o tio Mark está do outro lado do computador esfregando as mãozinhas e soltando uma risada maldosa enquanto você tenta promover seu negócio e vender seus produtos. Cada nova curtida é uma vitória, mas aí rapidamente nos lembramos que tio Mark é mais poderoso. Ele esconde nossas postagens, impede nosso crescimento.

Quer crescer? Pague. Pagou 10? É pouco. Bota mais 20 que eu juro que mostro tua página pra mais gente. E a gente tenta uma ou duas vezes, investimos nosso rico dinheirinho obtido com os valiosos cliques dos nossos leitores e então aprendemos que tio Mark quer mais, sempre mais.

Poxa tio Mark. Assim não dá. Vai ter que ser sem dinheiro mesmo, ou como falamos no mundo das redes sociais, crescimento orgânico. Conquistando cada curtida uma a uma, criando uma estratégia, engajando nossos leitores e seguidores com assuntos e imagens interessantes, que acrescentam algo.

E assim, chegamos aos 700 mil seguidores na página do Aprendiz de Viajante. SETECENTOS MIL!

Tio Mark chora. Gosto de imaginá-lo convocando uma reunião para entender como um blog brasileiro que escreve sobre viagens conseguiu conquistas 700 mil seguidores sem impulsionar postagens. Porque, se a gente estuda os algoritmos e jeitinhos que o tio Mark inventa, ele também deve estudar os nossos, não?

; )

É trabalho e ponto

Eu sou uma pessoa realista. Tem quem fale que eu sou negativa, mas eu prefiro o termo realista mesmo. Ainda mais quando o assunto é trabalho. E ainda mais quando vejo por aí um monte de textões metidos a inspiradores (que na verdade prestam um grande desserviço) do tipo 'ame seu trabalho e você nunca ficará deprimido no domingo'. Ou, pior, 'ame o que faz e você não trabalhará um dia na sua vida'.

Eu acho exagerada demais essa cobrança que a gente tem que amar o que faz, que tem que achar um emprego sensacional. Já não basta ter que trabalhar e pagar conta? Posso achar apenas ok trabalhar e ficar mais feliz com o salário? Mas tudo bem, digamos que você realmente ama o seu trabalho (eu amo a minha casa, o meu marido, viajar, ver minhas amigas, vender meu guia, escrever no blog, comer bem, essas coisas assim que acontecem fora do escritório). Vai dizer que você tem a mesma felicidade no domingo a noite e na sexta feira a tarde? Não dá.

Esse lance de amar o trabalho pra não se sentir trabalhando é uma das coisas mais sem noção que eu já escutei (obviamente que não se aplica para os casos onde a pessoa abre seu próprio negócio transformando uma coisa que a faz muito feliz - tipo escrever um guia ou criar abelhas e produzir mel - em trabalho remunerado). Sim, claro que dá pra ter prazer no trabalho, se sentir feliz até quando alguém leva bolo pro escritório, por exemplo, mas cá entre nós: eu amo é o dinheiro no bolso e aposentadoria o mais rápido possível.


'Escolha uma especialidade que você ama e você jamais terá que trabalhar, porque essa área provavelmente não tem vaga de emprego'

Ingressos para atrações em Londres

Coloquei uma aba nova aí em cima, no topo da página, chamada 'Ingressos para atrações'. Sim sim sim, mais uma coisa pra eu fazer um merchan esperto aqui. É que fechei uma parceria com o Visit Britain (fui aprovada para fazer parte do programa de afiliados deles, que nada mais é que uma 'revenda' - o blog funciona como mais um canal de venda para eles), e agora vocês podem comprar ingressos para atrações em Londres e Grã Bretanha utilizando meu blog (ou melhor, meus blogs, porque é claro que isso funciona também pro Aprendiz de Viajante) como meio.

É assim: você clica em um dos banners aqui do blog, ou na aba aí em cima, e será redirecionado para o site deles. Se você comprar algo lá, eu vou ganhar comissão. Não muda nada pra você, o preço é o mesmo sempre!

Diversas empresas oferecem programas de afiliados para os blogueiros (por exemplo, o booking.com), e essa é uma das maneiras que monetizamos com o blog. Blogs de viagem, principalmente, pois nesse meio não há muito publipost ou banner publicitário. A gente acaba fazendo mais essas parcerias e lançando produtos (vide o meu guia), e muitos blogueiros oferecem serviços de passeios guiados nas cidades onde vivem.

Então fica combinado: se você quer visitar alguma atração paga em Londres e gosta de se organizar com antecedência, compra o ingresso por aqui! Vai ajudar a blogueira e evitar a fila do guichê ; )

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'Estamos bem, estamos no Porto'

Esse fim de semana foi cheio de 'primeiras vezes': a primeira vez que fiz uma palestra para um grupo de blogueiros (sobre a experiência com o meu Guia de Londres), a primeira vez que participei de um encontro de blogueiros, a primeira vez que abracei um monte de gente que já adorava virtualmente e a primeira vez que voltei de uma viagem com mais dinheiro do que quando fui (ha!).

A photo posted by Helô Righetto (@helorighetto) on


Mas não foi a primeira vez que fui para o Porto - estive lá em 2013 com o Martin e nós dois adoramos a cidade. Essa segunda visita apenas confirmou o quanto esse lugar é maravilhoso: tem história, ótima gastronomia, lindas paisagens, arquitetura, arte, e é claro os portugas que são gente finíssima.

Mas vamos por partes.

  • A palestra: acho que falar em público não é a coisa favorita de ninguém. Está longe de ser a minha, e inclusive há tempos eu venho me esquivando de palestras lá no meu trabalho. Mas o convite da Rita (falarei dela mais pra frente) foi irrecusável, afinal eu não poderia perder a oportunidade de compartilhar minha experiência com a publicação do Guia de Londres. No fim, deu tudo super certo e acabou sendo pouco tempo pro tanto de coisa que eu precisava falar. Ah, e detalhe: a palestra foi na Casa da Música, um ícone da arquitetura contemporânea.

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  • O encontro: essa foi a segunda edição do Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros, idealizado pela Cris Rosa do blog Sol de Barcelona. A primeira, ano passado, foi em Barcelona, e esse ano quem tomou as rédeas da organização foi a Rita Branco, do blog O Porto Encanta (e dona das sábias palavras que dão título pra esse post!)O encontro cresceu muito nessa segunda edição - de 18 para 45 participantes - e foi um sucesso graças a dedicação da Rita e da Cristina e do patrocínio da Associação de Turismo do Porto e de diversos hotéis e restaurantes. Além das palestras, os participantes também exploram a cidade e trocam muitas ideias e experiências sobre blogagem e blogosfera. 
  • Os amigos: fui para o Porto conhecer outros colegas e voltei cheia de amigos. Sim, tinha bastante gente lá que eu já conhecia (como a turma aqui de Londres: Lili, Ana, Karine, Pedro e Paula). Finalmente pude trocar ideias ao vivo e a cores com bloggers pelos quais tenho muito respeito e admiração, como o Daniel Duclos e a Luiza. Mas todos ali são gente finíssima e fazem seu trabalho muito, muito bem! Incrível como essa turma é criativa e inovadora - vários, além do blog, também organizam tours guiados nas cidades onde vivem, criam roteiros personalizados e tem também - como eu - guias publicados. 

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  • O lucro: antes da viagem, umas 3 pessoas tinham me falado que queriam um exemplar do guia. Então coloquei alguns na mala e pensei que se vendesse um ou dois a mais do que os já 'comprometidos' estaria bom demais. Não apenas vendi todos como faltaram exemplares (devidamente encomendados e colocados no correio!) - fiquei feliz demais com o feedback da turma, e olha que não é qualquer feedback, afinal todo mundo ali tem uma tonelada de experiência escrevendo e divulgando a cidade onde moram e as viagens que fazem. Fiquei muito, muito feliz!

Para ver todas as fotos postadas no Instagram ao longo do fim de semana, procure a hashtag #IIEEBB. E agora é esperar a terceira edição do encontro, que será ano que vem em Berlim! Quem sabe até lá o segundo livro já estará publicado e eu volto pra casa rica novamente? : )

Outubro Rosa + Guia de Londres

Meu envolvimento com o Cancer Research UK não é de hoje - ja falei bastante sobre essa instituição aqui no blog, que trabalha na pesquisa em busca da cura e tratamento do câncer. Se você acompanha o blog há mais tempo deve lembrar que eu fiz algumas arrecadações pra eles, geralmente relacionadas com as provas de corrida.

Como estamos em outubro, e há uns anos rola essa campanha Outubro Rosa (saiba mais sobre o que é isso clicando aqui), resolvi participar de uma forma diferente e fazer a arrecadação usando o meu Guia de Londres como gancho.

Então é assim: todo o dinheiro arrecadado com as vendas do Guia de Londres no mês de outubro (tanto o livro físico quanto a versão digital) através do Aprendiz de Viajante será doado para o Cancer Research UK.

Ou seja, você compra um produto muito legal e o seu dinheiro vai para uma causa ainda melhor. Mesmo que você não tenha planos de vir para Londres, pense que pode ser uma oportunidade pra aprender mais sobre a cidade, ou então presentear alguém que está com a viagem marcada.

Para saber mais informações sobre o conteúdo do guia e como você pode comprá-lo, clique aqui. O Guia de Londres também está a venda nas livrarias Blooks, Saraiva e Travessa, mas como a minha margem de ganho é baixa nesse caso, e não tenho total controle do processo de venda, essa ação só vale para os exemplares vendidos através do site Aprendiz de Viajante.

Então vai lá comprar o seu! O formato digital custa R$39,90 e o livro R$54,90 (entregamos em todo mundo)

Paris é uma festa

Pelo menos é o que parece daqui de dentro do apartamento de 2 quartos e 1 banheiro que estou dividindo com outras 2 coleguinhas de trabalho durante esse fim de semana intenso de cobertura de feira e preparação de apresentação e reportagens.

Adivinha quem que ficou com o sofá cama na sala?


Guia de Compras dos Estados Unidos

Bom, acho que a essa altura do campeonato, todo mundo que me lê aqui tambem acompanha o que se passa lá no Aprendiz de Viajante - e vocês então devem ter visto que lançamos um segundo guia, dessa vez escrito pela Claudia: o Guia de Compras nos Estados Unidos.

Todas as informações sobre o guia estão aqui, e se você mora em São Paulo ou Rio de Janeiro e está interessado (ou simplesmente gostaria de conhecer a Claudia e bater papo sobre viagem!), está mais que convidado para o lançamento na livraria Blooks.


  • Rio de Janeiro: dia 30/7, às 19h (Praia de Botafogo, 316 - Espaço Itaú de Cinema)
  • São Paulo: dia 03/8, às 19h (Shopping Frei Caneca, Piso 3)


E aproveitando... o Guia de Londres também está a venda na livraria Blooks! Uma novidade muito legal, que obviamente me deixou felicíssima (lançar livro de forma independente é ter que contornar burocracias e bater na tecla da insistência para conseguir um lugarzinho em livrarias bacanas!).

Então, quem passar por ali, vai dar um oi pro meu querido guia! Quem tiver um exemplar, use a tag #GuiaDeLondres no Instagram, por favor : )