Mania de grandeza

abril 27, 2017 Helô Righetto 1 Comentários


O Reino Unido é um lugar com mania de grandeza. Começando é claro por esse nome, REINO UNIDO. Tá meio desatualizado né? Mas enfim, piadinhas brexiteiras a parte, eu acabei de ter um insight vendo um comercial na televisão sobre conscientização do Alzeimer.

Até quando é pra falar de coisa ruim, o negócio tem que ser grandioso. Tal doença É A QUE MAIS MATA britânicos que nasceram no mês de janeiro de 1978 e escrevem com a mão direita. Tudo é mais, é maior, é melhor. Sabe aquela pessoa que te fala que já quebrou o braço quando você conta que quebrou o dedo? Então, se essa pessoa fosse um país (ops, um reino), seria o Reino Unido.

E as igrejas, gente? Aí você vem morar no Reino e vai visitar sua primeira catedral. Uau, que linda! Tá aqui escrito no folheto que essa é a catedral mais antiga do país. Mas pera lá, essa outra aqui, que você visita duas semanas depois, tá falando a mesma coisa. Ah pera, é que uma é considerada a mais antiga se você falar do uso de tijolos brancos, a outra de tijolos amarelos. Aí tem que se se vende como a que possui o maior teto abobadado do planeta, a outra que tem o maior órgão, a outra tem a torre de madeira mais alta, e a outra foi a mais bombardeada em uma guerra aí.

E os pubs? Só em Londres tem uns 756 pubs que são o mais antigo da Inglaterra.

O maior, o melhor, o mais bonito, o mais antigo. A gente tem que é achar graça!


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Amiga aventureira

abril 25, 2017 Helô Righetto 2 Comentários


(para quem quiser ouvir em vez de ler, o áudio está no fim do post)

Uma amiga querida que conheci por causa desse blog (e do blog dela também, mas que já não existe mais) embarcou em uma aventura grandiosa há pouco mais de um mês. Ele está fazendo a trilha dos apalaches nos Estados Unidos (Appalachian Trail), que tem aproximadamente 3500km. Não, eu não digitei o número errado, é isso mesmo: TRÊS MIL E QUINHENTOS QUILÔMETROS. Caminhando.

Um mês já foi, ela tem pelo menos mais um cinco pela frente. Pra nossa sorte, ela começou um novo blog apenas para falar dessa experiência, que tem sido atualizado com uma certa frequência: https://duasmilmilhas.wordpress.com/ e você também pode seguir a página que ela criou no Facebook: https://www.facebook.com/duasmilmilhas/ 

Eu estou acompanhando os passos da Amanda através de um link que ela disponibilizou para amigos e familiares, e é possível ver exatamente onde ela está graças a um gadget com GPS. É viciante!

Eu, que ando nessa vibe super "vamos amar a natureza, fazer caminhadas e subir montanhas", tô achando tudo lindo, mas é claro que uma trilha dessas requer muito fisicamente e mentalmente. Os textos da Amanda são ótimos, realistas e engraçados. Fica aí a dica pra quem está atrás de bom conteúdo na internet e por azar caiu aqui nesse blog mais ou menos ; )

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Leitura: Jane Austen The Secret Radical, Helena Kelly

abril 22, 2017 Helô Righetto 0 Comentários


Jane Austen não é a escritora que você pensa. Você não é a leitora ou leitor que Jane esperava ter. Ou seja: está tudo errado. Mas Helena Kelly veio ao nosso resgate e escreveu esse livro espetacular, brilhante e didático, que vai fazer qualquer fã de Jane Austen querer ler todos seus livros novamente.

Cada capítulo do livro é dedicado a destrinchar um dos famosos romances de Jane: Northanger Abbey, Sense & Sensibility, Mansfield Park, Pride & Prejudice, Emma e Persuasion. Helena Kelly nos explica o contexto histórico da época em que foram escritos e nos abre um portal. Ela nos explica os porquês: os nomes dos personagens, as localidades, os diálogos que até então achávamos que eram detalhes banais, as referências que nem lembramos porque não nos acrescentam nada. Até agora!

Eu já gostava de Jane Austen, e modéstia a parte eu já tinha percebido algumas dessas nuances apontadas pela Helena Kelly. Eu sabia que Jane não escrevia apenas sobre histórias de amor, sofrimentos das heroínas e dramas familiares. Consegui captar um certo tom sarcástico em seus livros, principalmente Pride & Prejudice. Mas esse livro me revelou uma nova Jane: uma mulher revolucionária, culta, e que compreendia perfeitamente os problemas socio-econômicos da época, opressões e privilégios.

Jane faz diversas críticas em seus livros. Cabe a nós correr atrás da informação para entendê-los da maneira intencionada por ela, e Helena Kelly nos faz esse favor.

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Brecon Beacons

abril 20, 2017 Helô Righetto 1 Comentários


E lá fomos nós mais uma vez rumo ao País de Gales. Não é sempre que temos feriado prolongado de quatro dias aqui, e como não sabíamos se os nossos passaportes teriam retornado (enviamos para renovação de visto no ano passado) a tempo de viajarmos para outro país, escolhemos Gales como destino de Páscoa.

E os passportes até chegaram, mas ainda bem que achamos melhor não arriscar. A região do Parque Nacional de Brecon Beacons, pra onde fomos dessa vez, é um dos lugares mais lindos do mundo. Eu sei, eu sei, não conheço o mundo todo. Mas tem tanta gente que conhece quase tudo e nunca deu um pulinho logo aí, nesse cantinho esquecido da Grã Bretanha. Então vamos chegar em um acordo: eu chamo de um dos cantos mais lindos do mundo mesmo sem conhecer o mundo todo e você, que já rodou o globo, me dá um voto de confiança e vai até lá na próxima oportunidade. Combinado?

Essa viagem superou todas as minhas expectativas, como vocês já devem ter percebido. Começamos com o pé esquerdo, subindo uma montanha e chegando no topo sem vista nenhuma, com tudo encoberto. Mas depois disso, só alegria! Um monte de trilhas maravilhosas que nos levaram aos anais de Nárnia, muitas cachoeiras, outras montanhas, lagos... muita natureza, cenário exuberante, vontade de ficar.

E com a vantagem de ter sido um bom treino pro Kilimanjaro. A gente não só andou muito morro acima como eu até fiz xixi no mato pela primeira vez.

E o Martin caprichou no vídeo dos melhores momentos, está rapidamente se tornando um videógrafo de mão cheia!



Mal posso esperar pela nossa próxima aventura galesa : )

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Nonsense

abril 17, 2017 Helô Righetto 0 Comentários


Fiquei toda toda me parabenizando pela frequência das postagens em março e cá estou eu em abril há vários dias sem publicar nada! Não dá pra elogiar : ) que a coisa desanda!

Hoje é a segunda feira de Páscoa, e por mais estranho que pareça, é uma data de verdade. Eu não inventei, a segunda feira após o domingo de Páscoa é feriado! IEI!! Então estamos aqui, naquela segunda com cara de domingo, aproveitando ao máximo o único feriado de 4 dias que temos (bom, se os dias 25 e 26 de dezembro caem em uma quinta ou sexta ou segunda e terça, também ganhamos 4 dias de folga, mas né, não é sempre que o calendário colabora, então da licença que a Páscoa é garantida!).

E já estou no terceiro parágrafo do post sem a menor ideia do que continuar escrevendo. Não sei nem porque comecei. Talvez pra falar da viagem que fizemos pro País de Gales? Ou pra falar que meus pais chegam essa semana? Sei lá. Vai ficar essa enchição de linguiça nonsense assim mesmo. Desculpaê pelo tempo perdido! Meu e seu : )

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Leitura: Você Já é Feminista, coletivo AzMina

abril 10, 2017 Helô Righetto 1 Comentários


Mais um ótimo livro sobre feminismo, e dessa vez em português! Havia comprado há um tempão e mandei entregar na casa dos meus pais. Finalmente meus sogros vieram visitar e trouxeram pra mim. Como eu comentei no Instagram, eu gostei bastante, mas só achei que não é um livro para quem ainda não se descobriu feminista, como o título dá a entender.

Pra mim, esse é um livro pra quem já não mais dúvidas sobre ser feminista. Isso porque ele abrange diversos temas que as vezes a gente nem sabe que são questões feministas, quando colocamos um pézinho no ativismo.

Por exemplo, logo no começo há um capítulo sobre as vertentes do feminismo, que eu não sabia que existiam quando comecei a me interessar pelo assunto. Foi só depois de alguns meses fazendo o Conexão Feminista e seguindo outros grupos que aprendi sobre as semelhanças e diferenças de cada uma dessas vertentes. Pra quem tem dúvidas sobre o Feminismo, essa "divisão" pode parecer algo que segrega (o que não é verdade, eu também tinha essa dúvida, e depois entendi que essas vertentes apenas refletem o quanto somos diferentes umas das outras), em vez de agregar.

Enfim, esse é apenas um exemplo. O livro é composto por diversos textos de diversas autoras. E como sempre acontece em livros assim, alguns textos são muito melhores que outros. Pra mim, o melhor é o que trata do trabalho doméstico. Talvez seja porque foi por causa do trabalho doméstico que me descobri feminista, mas também a autora explica muito bem o quanto essa questão está interligada com problemas mais graves, como cultura de estupro e violência. É um texto ótimo pra quem acha que a divisão dos afazeres domésticos de forma justa entre homens e mulheres é apenas um pequeno problema, que não deveria gerar assim tanta polêmica.

Pra quem se interessar, aqui nesse link você pode compra-lo. Esse é um link afiliado, ou seja, se você comprar o livro por aqui, vai gerar uma comissão pra mim. Pra mim não, pro Conexão Feminista. É uma maneira que encontramos de monetizar esse projeto, que toma bastante do nosso tempo e gera despesas com servidor, domínio e hospedagem do podcast, pra citar alguns.

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No thanks, Heloisa

abril 05, 2017 Helô Righetto 0 Comentários


Tem uma editora de um site para o qual eu já escrevi há um tempo (apenas uma matéria) e adoraria escrever de novo que me responde os emails que mando com sugestões para artigos de uma maneira peculiar.

No thanks, Heloisa.

Tudo bem que é raro alguém responder (geralmente só respondem quando querem que você vá em frente com o trabalho), e é melhor saber que não vai rolar do que ficar no limbo. Mas eu acho esse email dela (já recebi essa resposta mais deuma vez, diga aí como é facinha essa vida de lidar com fracassos na sua rotina, pra quem acha que eu levo uma vida de pernas pro ar) tão esquisito, mas tão esquisito. É só esse "não, obrigada", sem qualquer justificativa. Poderia ser "não, estou sem budget" ou "não acho que tenha a ver com o site", ou "esse tema está ultrapassado". Não precisa escrever muito, mas podia me dar uma luz, né?

Quando eu estava do outro lado e precisava responder para os freelancers que me mandavam sugestões, sempre tirava um tempo do meu dia para explicar a razão de não acatar a tal sugestão. Eu sempre tive noção do trabalho que dá ir atrás de ideias e moldá-las para determinados canais, sugerir o tema dentro do ponto de vista do tal site/revista/jornal onde queremos ser publicados.

Quem vive de escrever sabe o quanto é difícil arrumar ânimo e seguir em frente. Mesmo os escritores e jornalistas mais bem sucedidos passaram por isso, então eu sempre penso: poxa, quando você chega lá, custa acender a lanterna pra iluminar o caminho dos outros?

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21 em 31

abril 01, 2017 Helô Righetto 0 Comentários


Alguém aí notou como março foi um mês produtivo nesse bloguinho? Comecei o mês com uma missão: escrever um post por dia. Ok ok, eu sei que não completei a tarefa, mas serei uma dessas pessoas irritantemente positivas e ver o copo meio cheio. Afinal, há quanto tempo eu não escrevia com essa frequência? Há muito tempo ; )

Eu realmente acredito que escrever não é questão de inspiração (talvez um pouco), mas sim da combinação de prática com repetição, e uma depende da outra. Uma vez que eu entrei no modo "o que vou escrever hoje?", comecei a novamente enxergar meu dia a dia como tema para posts.

Confesso que poderia ter feito os 31 posts, porque assunto tinha (tem, quem sabe os posts ainda serão escritos), mas as vezes nem me dava conta de que um ou dois dias haviam passado sem blogar.

Abril promete ser um mês tão cheio de eventos como foi março (mas não vai ter tatuagem!). Vai ter viagem, vai ter visita, vai ter muito trabalho. Falando em trabalho, vai ter até um revival, pois vou ao antigo escritório por alguns dias pra dar uma forcinha para as colegas que estão sobrecarregadas de tarefas. Portas abertas, certo?

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