Londres 2012: minha estreia como espectadora olímpica!

julho 31, 2012 Helô Righetto 1 Comentários

Tava ansiosa pra escrever esse post e finalmente posso dizer que já vi um evento olímpico ao vivo! Minha estreia foi ontem, como espectadora do volei de praia!


Infelizmente, quando compramos esse ingresso há quase um ano, ainda nao dava pra saber a escala de jogos, entao nao vimos nenhuma dupla brasileira. Olha, pra ser bem sincera, eu achei que seria meio chato ver outros países que nao o Brasil, mas me surpreendi com a capacidade que temos de nos empolgar com a torcida alheia!

Foram 4 jogos no total (2 masculinos e 2 femininos), e o tempo todo tem um animador de torcida que nao deixa a galera ficar quieta.

Sei que todo mundo já está falando isso, mas a organizacao da arena do volei de praia está impecável. Nada de caos e tumulto, tudo muito rápido e tranquilíssimo. A infraestrutura é outra coisa nota 10: muitos banheiros (nao peguei fila, milagre!), varias barracas de comida e bebida, ótima sinalizacao e dezenas de voluntários prontos pra te ajudar.

Hoje tem mais! E dessa vez é Brasil:  vou ver o futebol feminino jogar contra o time da casa no estádio de Wembley. #vaiBrasil !!!

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Conversando comigo em 2003

julho 28, 2012 Helô Righetto 20 Comentários

Em 2003, quando São Paulo e Rio de Janeiro estavam disputando a vaga brasileira para concorrer a sede das Olimpíadas de 2012, eu e meu pai tivemos uma conversa e pensamos no que estaríamos fazendo nesse ano. Pra selar essas expectativas, eu decidi escrever uma carta pra mim mesma, que deveria ser aberta no dia da abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 que, por essas coincidências que as vezes achamos que é destino, acabou vindo parar em Londres.

Pois chegou o grande dia! Ontem eu abri a carta e conversei comigo mesmo - foi muito interessante! Eu, com 23 anos, tinha muitas perguntas sobre como estaria minha vida aos 32 anos.


Eu achava que lembrava de algumas coisas que tinha escrito, mas estava muito enganada. Eu não fazia a mínima ideia de que tinha dado uma missão para a eu do futuro: pesquisar o resultado do jogo Santos x Corinthians do dia 09/07/2003 (o que fiz imediatamente, foi 1 x 1). Ainda falando em futebol, lamentei a derrota santista na final da Libertadores da América daquele ano, para o Boca Juniors (time do meu então namorado de 3 meses), e me perguntei: será que quando eu abrir essa carta teremos sido campeões?

Check. Fomos campeões.

O namoro de 3 meses estava em alta. A pergunta que não queria calar era: será que estaremos casados?

Check. Estamos casados.

A pergunta mais divertida era: será que terei viajado para o exterior? Estou felicíssima de responder pra minha amiga de 23 anos que sim, atravessamos o Oceano.

Também rolou uma lista de grandes amigas que eu deveria entrar em contato imediatamente caso tivesse me afastado. Felizmente, essas amigas continuam muito presentes na minha vida.

Outras curiosidades: saber onde minha irmã - que tinha acabado de largar tudo no Brasil e vindo pra Europa - estaria morando. Na época, achar que ela estaria de volta a São Paulo era a última opção! Eu também queria saber se meus 4 avós estariam vivos: 3 deles se foram.

Olha, gostei tanto dessa história de carta - uma espécie de tunel do tempo - que vou repetir a dose. Vou escrever mais uma, para ser aberta no primeiro dia das Olimpíadas de 2024. Quem topa?

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Londres 2012: a Casa do Brasil durante as Olimpíadas

julho 26, 2012 Helô Righetto 0 Comentários

Muitos dos países participantes das Olimpíadas tem uma espécie de QG aqui em Londres - um lugar para receber atletas e torcedores e de quebra mostrar um pouco da cultura do local. É tipo uma "concentração", um espaço para competidores e fãs comemorarem as vitórias juntos.

O QG brasileiro não poderia ser mais especial: estamos na Somerset House, e nosso espaço chama-se Casa Brasil. Nada mal hein? Não estive lá ainda, mas sei que uma das coisas rolando é uma exposição com 33 artistas e designers brasileiros. Vou lá filmar com o Canal Londres na próxima semana, e então posso contar mais detalhes, mas essa dica era boa demais pra segurar até lá!


Para ver a lista de outros países e suas respectivas "casas", clique aqui!

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Madeirando

julho 25, 2012 Helô Righetto 6 Comentários

O que vimos por lá foi mais ou menos isso:

A capital, Funchal.


O bondinho que conecta Funchal a Monte, que fica láááááá em cima.


Os Carreiros do Monte, que te levam morro abaixo nesses carrinhos, é muito divertido.


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Porto Moniz, cidade famosa pelas piscinas naturais formadas pelo endurecimento de lava vulcânica.



Pico do Arieiro, a 1810 metros de altura.



Ponta de São Lourenço, extremo leste da ilha e meu lugar preferido na Madeira.




Vilarejo de Santa Cruz, onde fica o aeroporto (uma obra prima da engenharia, já que ele está sobre o mar). Aliás, pousar na Madeira é um capítulo a parte: é com emoção. Tanto que o piloto avisa antes pra ninguém ficar preocupado - "vocês que estão sentados no lado esquerdo terão a impressão de que vamos bater na casas, vocês do lado direito vão achar que estamos pousando na água, e todo mundo vai sentir o avião sacolejar". Note to self: se um dia levar minha mãe pra lá, encher ela de vinho antes do pouso!





video

Visitamos outros lugares e passamos também muito tempo sem fazer nada, relaxando até dizer chega na piscina do hotel, já que fomos pra lá com o intuito de descansar mesmo! Vale lembrar que a Madeira não tem praia (as poucas praias são de pedra), mas quase todos os hotéis tem uma infra muito boa. Quem faz questão de praia pode ir a ilha vizinha, Porto Santo, de ferry ou avião, mas decidimos não ir pra lá já que o preço da passagem (de ferry) girava em torno de 50 euros por pessoa. 

Quem quiser detalhes ou está pensando em ir pra lá e tem alguma dúvida, deixe um comentário aqui ou mande email! Essas fotos são apenas uma fração dos dias maravilhosos que passamos por lá.

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Foto de Viagem: Olimpíadas é o tema e eu sou co-host!

julho 24, 2012 Helô Righetto 1 Comentários

Você que vive alheio ao twitter: não sabe o que está perdendo! Não canso de registrar aqui como gosto dessa rede social, e sempre me surpreende a criatividade das pessoas em usá-la. Não é um mero bate papo: o twitter é inclusivo e democrático!

Entre tantas iniciativas, tuitaços e trending topics, o pessoal que escreve sobre viagens e turismo está um passo a frente. O Foto de Viagem é um ótimo exemplo: idealizado pelos blogs MauOscar e MiKix acontece toda sexta feira, e a cada semana é um tema diferente. Funciona assim: eles lançam o tema na segunda ou na terça feira, assim todo mundo tem tempo de separar suas fotos. Na sexta, basta tuitar a imagem com a hashtag #fotodeviagem e também o tema da semana (como por exemplo #DançasTípicas ou #Barcos) e pronto, você já faz parte do "movimento".

Cada Foto de Viagem, além dos idealizadores, conta também com um co-host, convidado por eles. E, pra minha surpresa e alegria recebi uma mensagem dos meninos no fim de semana me chamando para ser a co-host dessa vez! Como eu poderia dizer não ao tema #Olimpíadas ?


Pra quem nunca participou, fica aqui o convite. Não precisa necessariamente estar ligado a Londres: você já foi pra Barcelona, Atenas, Pequim, Los Angeles, Montreal, Seul, Sydney, Atlanta (e taaaantas outras cidades que sediaram os jogos) e fotografou alguma coisa relacionada as Olimpíadas? Ou está no Rio e viu algum cartaz de 2016, ou tem fotos do canteiro de obras? Tá valendo! 

Dá pra participar no Facebook também, basta curtir a página e ver as instruções lá.

#FotodeViagem #Olimpíadas

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Leitura: O Estrangeiro, Albert Camus

julho 23, 2012 Helô Righetto 7 Comentários

Pois é, no mesmo dia que terminei o livro do Martin Gayford sobre Lucian Freud, comecei esse, emprestado por uma amiga. Resolvi levar na viagem pois tinha a impressão de que teria bastante tempo livre. Mas não imaginava que terminaria tão rápido: menos de 24 horas.

O livro é curto e muito bom de ler: claro, detalhes na medida certa, tudo se encaixa. Trata-se da história de um homem comum, que poderia ser qualquer um de nós, mas que já perdeu a empolgação com a vida. Ele não acha nada ruim mas também não adora nada (sei que essa é uma explicação meia boca, mas não vou contar toda a história aqui né?). Enfim, ele vai levando.

Por se envolver em uma briga arranjada por um vizinho, ele acaba matando um homem, e o foco da história é seu julgamento. E aí que fica bom, já que o autor consegue fazer que você torça por ele, devido ao absurdo da situação: no fim das contas, o que é julgado é como ele leva a vida e não o crime cometido. Muito bom! Alguém aí já leu alguma coisa desse autor e pode recomendar?

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Londres no Aprendiz de Viajante

julho 22, 2012 Helô Righetto 1 Comentários

Como contei aqui, minha colaboração no blog de viagens Aprendiz de Viajante teve um upgrade, e, consequentemente, tenho escrito muitos posts por lá, principalmente sobre Londres (o que não interfere de forma alguma o conteúdo desse blog aqui!). Para facilitar a vida de quem procura informações precisas, resolvemos organizar esses posts em uma página especial.


Ainda há muuuuito que escrever (é até engraçado olhar o calendário que temos lá e ver a quantidade de rascunhos programados!), e aos poucos vou preenchendo as "lacunas". Mas já convido todo mundo que chega aqui atrás de informações sobre a cidade a dar uma olhada lá também! E não deixe de fazer um comentário com sugestões, feedback ou críticas. 

Lembrando que aqui no blog, todos os posts sobre Londres estão nesse link aqui.

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Leitura: Man With a Blue Scarf - On Sitting for a Portrait by Lucian Freud, Martin Gayford

julho 20, 2012 Helô Righetto 1 Comentários

Nada como uma beira de piscina pra fazer render a leitura! Terminei ontem a tarde, e fiquei com um pouco de dó, pois gostei demais desse livro. Desde a exposição que visitei na National Portrait Gallery em maio passado me interessei mais e mais pela vida e obra de Lucian Freud. E foi esse o motivo que me levou a comprar o livro escrito pelo crítico de arte Martin Gayford.

Martin Gayford posou para Lucian Freud durante vários meses entre 2003 e 2004: ele é o "Man With a Blue Scarf", quadro que inclusive fez parte da exposição da National Portrait Gallery. Para nossa sorte, ele resolveu colocar no papel como foi esse processo, contando não apenas como foi a experiência de posar para um dos maiores nomes da pintura moderna mas também vários detalhes da vida e obra dele. Como grande conhecedor da história da arte, Martin Gayford faz diversos paralelos entre o estilo de Freud e de outros artistas, além de abordar curiosidades e situações que levaram o pintor a realizar suas outras obras.

Man With a Blue Scarf, Lucian Freud
O legal é que o livro está bem longe de ser uma biografia, mas é um insight na vida de Lucian Freud, você se sente mais próximo a ele. Como o autor do livro, fiquei emocionada e um pouco triste no dia que Freud terminou a tela (coincidentemente no meu aniversário de 24 anos, dia 4 de julho de 2004), pois queria que a leitura tivesse durado muito mais!

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Holiday with a view

julho 18, 2012 Helô Righetto 3 Comentários

Um pedacinho do que foi nosso dia hoje, explorando a costa norte da ilha.



Newly weds e nearly deads de bobos não tem nada!

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Newly weds or nearly deads

julho 17, 2012 Helô Righetto 7 Comentários

"Recém casados ou quase mortos": achei essa expressão para descrever o perfil dos turistas que visitavam a ilha da Madeira quando comecei a pesquisar sobre esse destino. Dei muita risada e, pode parecer estranho para alguns, tal expressão fez a Madeira ganhar muitos pontos comigo. Afinal, ser um lugar reservado para casais no início de suas vidas juntos ou então curtindo suas aposentadorias não soa nada mal. E além do mais, detesto preconceitos turísticos.

Quando viajei para o Algarve em julho de 2010 ouvi a mesma coisa: que era um saco, clichê, turístico demais. Vejam pelos posts que escrevi na época e pelas fotos como era "ruim" aquele lugar. E aqui na Madeira, mais uma vez, tenho a certeza de que fiz a escolha certa. Além do calor, sol e céu azul o dia inteirinho, as paisagens são de tirar o fôlego, os madeirenses super simpáticos, a comida deliciosa e os turistas muito felizes!

Estamos numa vida boa de fazer inveja, preciso confessar. A beira da piscina com vista para o mar quase faz a gente não querer deixar o hotel, mas amanhã fazemos um primeiro passeio pelo restante da ilha.

Venham para a  Madeira: ser "newly wed" e "nearly dead" é bom demais. E, se você não se encaixa em nenhuma dessas duas categorias, é bem vindo também, ; )




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Deu pra ti baixo astral, fui buscar o sol, tchau!

julho 15, 2012 Helô Righetto 2 Comentários


Saindo de férias, indo para terras mais quentes!

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Exposição em Paris: La collection Jonas Netter - Modigliani, Soutine - Et L'Aventure de Montparnasse

julho 12, 2012 Helô Righetto 10 Comentários

Graças a dica da Marcie, que tinha ido a Paris poucas semanas antes, comprei ingressos para ver essa exposição que está em cartaz na Pinacoteca (Pinacothèque de Paris) até o começo de setembro. Apesar de ser uma coletiva, não há como negar que a gente vai mesmo pra ver as obras do Modigliani - quem não conhece seus personagens de pescoço e rosto longilíneo, e os olhos "vazios" que dão até medo?


Mas a mostra foi muito além das minhas expectativas: além dos Modiglianis, tinha muita, mas muita coisa boa. A coleção de telas faz parte da coleção Jonas Netter, um amante da artes que foi um dos responsáveis por colocar o nome de Modigliani no mapa. Ele também descobriu e colecionou obras de diversos outros artistas, pelo menos 26 foram representados na exposição, alguns com mais de 10 obras. Ou seja, tinha muita coisa.

Apesar do site da Pinacoteca ter versão em inglês, toda as informações dentro da sala de exposição estavam em francês, até o catálogo (que eu trouxe um exemplar pra casa apesar da barreira linguística), então posso ter perdido muitos detalhes. Mas pelo que vi, a coleção data da primeira metade do século 20, mais precisamente entre 1910 e 1930.

Gostei de conhecer o trabalho de artistas que jamais tinha ouvido falar, como Suzanne Valadon e Chaïm Soutine que, junto com Modigliani, empresta o nome para a exposicão. Foi ótimo saber mais um pouco sobre a época que ultimamente é a minha preferida em história da arte. Pra quem gosta de Pós Impressionismo, Expressionismo e Fauvismo é um prato cheio.

Meus preferidos, como sempre, são os retratos. Achei alguns deles com boa resolução na internet, mas a vontade era escanear o catálogo todo pra colocar aqui.

Fillette en bleu  (1918) Amadeo Modigliani
La Femme en vert (1919) Chaïm Soutine

La Fillette à la robe rose (1928) Chaïm Soutine
Nu se coiffant (1916) Suzanne Valadon

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Londres 2012: venham, estamos prontos

julho 11, 2012 Helô Righetto 10 Comentários

Faltam 16 dias. 16 dias! Um amigo meu perguntou por email como estão as coisas aqui, o clima da cidade. Não sei explicar exatamente, mas já dá pra perceber que algo grande está por vir! Não apenas fisicamente - é notável que a cidade já está mais cheia que de costume - mas algo não tão pálpavel, um feeling, uma coisa meio véspera de ano novo meets final de copa de mundo!


 Acima, fotos que tirei hoje na estação Charing Cross, que servirá a arena de vôlei de praia (Horse Guards Parade) e da qual saem os trens para a arena de eventos equestres (Greenwich Park)

Nós, londoners, já estamos mais que avisados. O que não faltam são sinalizações e explicações disponíveis de como será toda a logística da coisa. Só não se prepara quem não quer! O peculiar prefeito Boris Johnson até gravou uma mensagem que está sendo veiculada a todo instante nas estações de metrô e trem. É esquisito e engraçado ouvir, de repente, o prefeito falando enquanto você espera o trem - ouçam abaixo (de quebra sintam o sotaque posh pra caramba do Boris, muito bom!):


("Hi folks! This is the Mayor here. This is the greatest moment in the life of London for 50 years. We’re welcoming more than a million people a day to our city and there is going to be huge pressure on the transport network. Don’t get caught out. Get online and look at GetAheadoftheGames.com")

Agora é esperar pra ver. Até começar, a gente não acredita muito que a rotina vai mudar, sabe? Mas será um aprendizado viver na cidade olímpica, ser paciente e estressado ao mesmo tempo, ser espectador e morador, trabalhar e curtir tudo que esse mega master blaster evento vai nos proporcionar.

Venham: estamos prontos.

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Leitura: A Pele de Onagro, Honoré de Balzac

julho 10, 2012 Helô Righetto 4 Comentários

Pois é, li meu primeiro Balzac. Antes de achar que eu sou intelectual, já deixo bem claro: achei mega chato.

Eu e meu pai definitivamente não temos gostos literários similares. Enquanto eu lia essa pentelhação balzaquiana que meu lindo paizinho deixou aqui em sua última visita, ele lia As Virgens Suicidas por recomendação minha. Adivinhem? Ele detestou.



Olha, tempo perdido não foi. Afinal, é um clássico. E tem até umas partes divertidas, como essa aqui, que eu achei super contemporânea (apesar da história se passar na primeira metade do século 19):


"Senhores, um brinde ao poder ao dinheiro. O sr. de Valentin, seis vezes milionário, chega ao poder. Ele é rei, pode tudo, está acima de tudo, como todos os ricos. Para ele, agora, 'Os franceses são iguais perante a lei' é uma mentira inscrita na abertura da Constituição. Ele não obedecerá às leis, elas é que lhe obedecerão. Não há cadafalso nem carrasco para os milionários!"


Mas, vamos a um resumo: a história começa quando Raphael de Valentin está prestes a se suicidar. Mas tudo muda quando ele é presenteado com uma pele de onagro (um tipo de jumento) mágica, que atende seus desejos. Porém, a cada desejo, a pele diminui de tamanho, e quando ela acabar, a vida dele também acaba.

Parece interessante né? Mas o negócio é que 70% do livro é ele contando sua vida até o dia que recebe a pele, em um parágrafo contínuo que dura mais de 100 páginas. Se isso não é suficientemente chato, pense que toda essa parte não conecta com os 30% restantes, sua vida após obter a pele. Eu sei, há grandes chances de eu ser a songa monga que não entendeu a conexão, mas que peguei birra do escritor, isso peguei.

Caso alguém aí já tenha lido A Pele de Onagro e tenha uma opinião diferente da minha: ajude essa mocinha a compreender Balzac!


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A Dama e o Unicórnio: as tapeçarias no Museu da Idade Média em Paris

julho 09, 2012 Helô Righetto 3 Comentários

Em junho de 2010 escrevi aqui sobre o livro que tinha acabado de ler na época, A Dama e o Unicórnio, da Tracy Chevalier. Como contei na época, a história gira em torno da manufatura de uma série de tapeçarias durante a Idade Média. A autora usou uma obra de arte como referência e construiu a ficção a partir daí - a mesma coisa que ela fez no livro Moça com Brinco de Pérola (excelente).

Pois desde que li o livro queria aproveitar uma ida a Paris pra ver as tais tapeçarias (são 6 peças, o conjunto da obra chama-se A Dama e o Unicórnio) que ficam no Museu da Idade Média. E dessa vez finalmente consegui riscar esse item da minha lista! Olha, valeu muito a pena, as peças são deslumbrantes. E o museu todo é muito bonito, quem curte o British Museum em Londres certamente vai gostar desse.

E melhor: é possível tirar fotos (sem flash, claro).





É incrível o ótimo estado de conservação delas tendo em vista a data que foram feitas - final do século XV.

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Midnight in Paris

julho 08, 2012 Helô Righetto 3 Comentários

Uma das coisas que eu fazia questão de fazer nessa ida a Paris era ir até uma das locações do filme Midnight in Paris, mais especificamente o lugar onde o personagem do Owen Wilson espera o carro que o transporta ao passado. Eu geralmente não sou nada ligada a essas coisas quando viajo, mas esse filme é especial demais, então não poderia deixar de pagar de fã e tirar umas fotos por lá.

participação especial do tiozinho aleatório
 

Bom, não era meia noite então não esperei pelo carro. Mas deu vontade de esperar!

Pra quem quiser ir lá, é super fácil de achar, pertinho do Pantheon, na Rue de la Montagne Sainte-Geneviève.

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Do outro lado do canal

julho 05, 2012 Helô Righetto 3 Comentários

Martin e eu usamos meu aniversário (é, foi ontem) como desculpa e tiramos uns dias pra curtir Paris mais uma vez. Apesar de eu vir a trabalho de vez em quando, mal dá pra aproveitar a cidade e a última vez que estivemos aqui juntos foi com os meus pais, em dezembro de 2010. Já tava mais que na hora de voltar e pentelhar os amigos que nos recebem muito melhor do que hotel 5 estrelas!

Tem sempre tanta coisa pra ver e fazer que me sinto como turista de primeira viagem. Essa cidade tem que estar no nosso calendário de viagens com muito mais frequência!

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Semana em imagens

julho 02, 2012 Helô Righetto 3 Comentários

A semana começou muito bem: na segunda feira finalmente chegou a primeira parte dos nossos ingressos olímpicos! Eu estava muito ansiosa, já que grande parte das pessoas que conheço que também compraram ingressos já tinham recebido. Ufa!

O curso que fiz semana passada sobre história da arte incluia algumas visitas guiadas, como na feira Masterpiece. Lá, algumas galerias mostravam seus acervos invejáveis de Matisses, Mirós, Picassos...

Ah, quem vê minhas fotos no Instagram tá cansado de saber que temos uma raposa de estimação, que vive no jardim do prédio vizinho ao nosso. É fofurice demais, sempre tiro foto. Raposa na cidade grande, muito coisa de Londres. Esse dia ela estava tirando uma soneca, até que consegui chegar mais perto do que as vezes que ela está acordada, vigilante.

Saindo de outra visita guiada que fazia parte do curso, dessa vez na National Gallery, não resisti e tirei essa foto bem clichê, com a Trafalgar Square na minha frente e o Big Ben lááá no fundo. Pra me lembrar que eu moro na cidade mais incrível do planeta!

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