Sob o céu nublado da Toscana

março 29, 2013 Helô Righetto 9 Comentários

Esticamos o feriado de Páscoa e desde quarta feira estamos em Firenze (com passadas por outras cidades da Toscana como Pisa e Siena) - comendo massa, entornando vinho, tomando café, fazendo várias paradas pra um sorvetinho básico e é claro passeando muito e tentando aproveitar ao máximo nossos dias por aqui.

Nao está exatamente um clima primaveril, mas os dias tem sido muito melhores do que a previsao do tempo falava.





Boa Páscoa pra todo mundo!

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Leitura: Persuasion, Jane Austen

março 26, 2013 Helô Righetto 3 Comentários

O livro em inglês da vez foi um Jane Austen, que eu até que li bem rapidinho - Persuasion. Apesar da fórmula Jane Austen de ser, ou melhor, de escrever, achei o livro bem bom, do nível de Orgulho e Preconceito.

Todas as "marcas" da autora estão lá: família principal, heroína, casais improváveis e inesperados, herói, muitos eventos sociais e por aí vai. Mas o que achei legal de Persuasion foi que tem sempre algo acontecendo, e a leitura é muito mais dinâmica. Achei os diálogos menos enrolados e os personagens mais marcantes, cada um com uma personalidade bem distinta, você já saca na primeira participação qual é a de cada um.

Enfim, ainda tenho alguns livros dela pela frente (quero ler todos), mas é preciso dar um tempo entre eles justamente pra dar uma espairecida na tal "fórmula".

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52 objetos: semana 32

março 25, 2013 Helô Righetto 2 Comentários


O que é: álbum de fotos do casamento e da lua de mel em NY

Onde fica: guardado numa mala antiga, que uso como mesa lateral na sala

Por que foi escolhido: nosso casamento foi super pequeno, portanto não teve fotógrafo profissional - juntamos fotos tiradas pela família e amigos pra colocar nesse álbum. Mas as fotos do casório e dos dois dias que passamos na praia logo após não ocupam nem metade do espaço, a maior parte é dedicada a viagem a NY que foi nossa lua de mel! 

E o que mais? Além das fotos guardamos também nesse álbum todos os cartões que ganhamos e mais um monte de lembranças da viagem. Dos cartões de embarque e ingressos de museus até cardápio de restaurante, é praticamente uma agenda de adolescente : ) Ah, e o álbum em si foi comprado lá em NY, se não me falha a memória na Crate&Barrel.

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Hot from the press: a segunda edição da nossa revista

março 23, 2013 Helô Righetto 6 Comentários

Na madrugada de quinta pra sexta feira foi pro ar a segunda edição da revista do Aprendiz de Viajante (a edição inaugural rolou no fim de 2012), e mais uma vez estou super orgulhosa do resultado. A Lu Misura e a Claudia mandaram MUITO bem na diagramação e o time de colaboradores (pois é! Além de nós 3 tivemos alguns outros amigos que doaram seu tempo e expertise) criou uma série de matérias sensacionais.


Com o tema romance, essa edição nos leva de Seattle a Holanda, do Japão a Washington DC, de Napa Valley a Tailândia. Fazendo escalas em Fernando de Noronha, Buenos Aires, Paris, Londres.... e mais um monte de pit stops lindíssimos.

Eu não poderia deixar de falar de Londres, e montei uma lista de 100 coisas para fazer de graça por aqui. Além disso, repeti a dose na seção "Uma Cidade, Três Orçamentos" e a bola da vez foi Buenos Aires. Também escrevi sobre Paris com a ajuda de duas amigas. a Renata e a Beth e contei com a participação da Cinthia e da Marcela pra escrever sobre souvenirs de viagem. Por fim, importunei a Dri quando ela tinha acabado de ter neném com um monte de perguntas sobre as viagens dela.

Quem baixou a primeira edição já recebeu email com link pra baixar essa (se você não recebeu ou deu problema, por favor mande email para contato@aprendizdeviajante.com). Mas se você não sabia da existência dessa revista incrível, é só colocar seu email nessa caixa verde aí do lado direito ou então ler as instruções nesse post aqui.

Espero que todo mundo goste, vou adorar saber a opinião de vocês!

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Exposição: Light Show na Hayward Gallery

março 21, 2013 Helô Righetto 2 Comentários

Eu tenho uma certa fixação por luz e iluminação, que começou quando eu era designer da Tok & Stok e entre outras coisas era responsável pela criação das luminárias. Desenhar uma luminária é diferente de desenhar qualquer outra peça de decoração, já que um belo produto pode não ser nada prático se o efeito de luz não sai como deveria.

Enfim, meus dias de designer ficaram pra trás mas a fascinação com a nossa relação com a luz continua. Então quando fiquei sabendo dessa exposição na Hayward Gallery, chamada Light Show, eu sabia que precisava visitar!

Estava adiando a visita há semanas, mas hoje as coisas estavam mais tranquilas no escritório então consegui sair mais cedo e lá fui eu, ver uma série de instalações luminosas num dos espaços mais legais da cidade.

Assim que entrei dei de cara com instalações lindíssimas, provocativas, mas qual não foi a minha decepção quando descobri que era proibido fotografar. Fiquei puta da vida, com o perdão da palavra: como é que uma galeria que aposta em experimentação artística e sempre monta exposições com apelo visual maravilhoso proíbe as pessoas de fotografar? Tão "pra frentex" por um lado e por outro esse fail enorme. Fica aqui meu protesto pessoal - queria muito ter tirado mais fotos (sim, tirei algumas na surdina) pra compartilhar no Instagram e postar aqui, a ocasião era super propícia e tenho certeza de que muita gente se animaria a ir ao vê-las.

São pouco mais de 20 peças/instalacões, algumas sensacionais outras nem tanto. Mas as boas justificam a visita, como a de Olafur Eliasson que apesar de ter me deixado um pouco tonta e com vontade de vomitar (é uma sala escura que tem umas fontes de água, com luz estroboscópica piscando incessantemente), cumpre o que diz: estimula as sensações.

Outra que gostei muito, acho que foi minha preferida, foi a de Conrad Shawcross, que colocou uma fonte de luz móvel dentro de uma espécie de gaiola, fazendo sombra nas quatro paredes ao redor - a sombra vai se mexendo e você tem a sensação de que a sala toda está se mexendo, é muito, muito legal! Fiz um videozinho criminoso, mas ele não faz jus a instalação:

video

O Light Show está fazendo o maior sucesso, em plena quinta feira a tarde estava até que cheia, então aconselho a comprar seu ingresso (£11) antes pelo site, melhor garantir. Vai até o dia 28 de abril e sim, é imperdível!

Abaixo, duas fotos que postei no Instagram e o vídeo que está no site da Hayward, um ótimo preview.




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52 objetos: semana 31

março 17, 2013 Helô Righetto 3 Comentários


O que é: correntinha e anel que foram da minha avó materna

Onde ficam: na mesa de cabeceira, não uso todos os dias

Por que foi escolhido: como já falei aqui no blog algumas vezes, herdei alguns objetos da minha vó quando ela morreu, incluindo esses dois itens. Eu uso pouquíssimos acessórios, e não tinha nenhuma jóia até ganhar essas. Modéstia a parte, minha vó tinha um tremendo bom gosto e ótimo olho pra essas coisas, então apesar de usá-las com pouca frequência, são muito especiais. Não tenho ideia da origem ou de quando elas são, mas espero que fiquem comigo por muito, muito tempo!

E o que mais: a correntinha é muito mais usada que o anel - dá pra perceber que ele é poderoso né, ainda mais pra quem quase não usa nada desse tipo, como eu. Fico com medo de perder uma das pedrinhas, o que aconteceu com outro anel que também herdei dela. Ah, não tenho a menor ideia de que pedras são essas, algum especialista por aí?

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Excuse me Sir, but that's for food waste only. O papel você enfia em outro lugar.

março 12, 2013 Helô Righetto 5 Comentários

O prédio onde trabalho tem todo um conceito sustentável, e é interessante observar como as pessoas acham  o conceito lindo mas na hora de agir não dão a menor bola.

Logo que nos mudamos para esse novo prédio, recebemos vários emails explicando sobre a coleta seletiva, e que se a empresa (ou melhor, quem trabalha nela) não a fizesse corretamente, receberia multas. Então, pra facilitar a vida de quem acha muito difícil ler as plaquinhas nas lixeiras ("food waste", "cans and plastic", "paper", "general waste") e depois de provavelmente já ter pago algumas multas, foram colocados folhetos que literalmente tem desenhado o que pode e o que não pode jogar em cada uma das lixeiras.

E aí que eu fico louca quando vejo (quase todo dia) alguém jogando guardanapo onde diz "food waste" ou embalagem plástica onde diz "general waste". O pior é que a turma não para um segundo pra olhar onde está jogando - parece que rola uma preguiça de ler a plaquinha ou de ser mais gentil com o mundo.

Eu vivo reclamando disso com as colegas do trabalho, e policio todas elas, mas ainda me falta um par pra dar uma bronca em quem não conheço. Essa polidez britânica me impede de falar, PORRA, NÃO VIU QUE AÍ É SÓ PRA PAPEL, CARALHO?

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52 objetos: semana 30

março 10, 2013 Helô Righetto 0 Comentários


O que é: uma caixa de memórias!

Onde fica: em um dos armários que esconde a bagunça, no quarto de hóspedes

Por que foi escolhido: cada vez preciso arrumar um lugar novo pra guardar essas coisas que estão dentro da caixa. Ingressos, cartas, cartões, tickets de metrô de cidades que visitamos, entradas de museus e eventos esportivos, convites de casamento de pessoas especiais, cartões postais recebidos... tem muita coisa aí!

E o que mais: até pouco tempo atrás essa bagunça estava espalhada em umas pastas, mas as pastas estavam estourando de tão cheias. Esvaziei essa caixa de tecido (que é da Muji, lá tem umas caixas organizadoras ótimas!) e coloquei o conteúdo de todas pastas nela. Mas já está cheia, não deve durar muito! Em breve teri que encontrar outra solução. E todas vez que vou "organizar" a caixa fico mexendo nas coisas um tempão, relendo bilhetes e lembrando de viagens e eventos que fui através dessas lembranças.

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Leitura: 1808, de Laurentino Gomes

março 09, 2013 Helô Righetto 2 Comentários

Sou a última pessoa na face da Terra a ter lido esse livro? Foi essa a impressão que tive quando contei no twitter que estava inciando essa leitura - muita gente respondeu falando o quanto tinha gostado. Minhas expectativas, que já eram altas - pois meus pais leram e recomendaram MUITO - , subiram ainda mais. E não fiquei decepcionada. 1808 é leitura excelente, e diria que obrigatória pra todo mundo que se interessa por história. Ou pra todos os brasileiros. E portugueses. Todo mundo, vai. : )

Não é um livro de ficção: é livro de história mesmo, mas de fácil leitura. O autor, Laurentino Gomes, escolheu um episódio específico da história do Brasil, a chegada da família real portuguesa no Brasil em 1808 (que fugia da iminente invasão das tropas de Napoleão em Lisboa), e com esse foco nos faz entender tanta coisa que acontece no nosso país até hoje.

Claro que aprendemos essa parte da história na escola, mas cá entre nós, o entendimento não é o mesmo. O livro esclarece muita, muita coisa - foi o que aconteceu pelo menos pra mim. A conclusão que cheguei é que o Brasil fez muitos avanços em tão pouco tempo pra quem sofreu uma exploração desastrosa por anos a fio.

Engraçado que ao longo da leitura tive sentimentos muito diferentes: raiva, revolta e depois contentamento - se conseguimos chegar onde estamos mesmo com tantos percalços no caminho, tenho certeza de que o Brasil ainda vai melhorar muito.

Fica aqui a dica: se você está terminando um livro e não sabe o que ler depois, pegue esse. Merece furar a fila (tem o 1822 também, que vou adquirir quando for pro Brasil)

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Windy city

março 06, 2013 Helô Righetto 13 Comentários

Atravessei o Oceano e depois de quase 7 anos coloquei os pés nos Estados Unidos novamente - dessa vez pra conhecer Chicago, a famosa "windy city". Fui cobrir uma feira e o Martin conseguiu ir também, o que fez toda a diferença. Tivemos tempo pra passear e conhecer alguns ícones da cidade, que é incrível.

Chicago me lembrou São Paulo, acho que por isso me senti tão a vontade lá!

Vou deixar registrado aqui o meu "top 3" de Chicago, começando pelo Art Institute, um daqueles museus que a gente precisa visitar uma vez na vida. Coisa de louco. Felizmente é permitido fotografar (sem flash, claro) e trazer pra casa uma lembrança desse acervo dos sonhos. Alguns dos meus favoritos









A escultura Cloud Gate, de Anish Kapoor (também conhecida como "the bean" pelo seu formato de feijão) é impressionante, e não há fotografia que mostre o quanto é legal vê-la ao vivo. Adoro como ela fica "camuflada" durante o dia, graças a superfície que reflete os prédios e o céu lindamente:



Já a noite parece outra instalação - fica ainda mais bonita, se é que isso é possível. O brilho da Chicago noturna fica ainda mais vibrante refletido nela!

Gostei muito da foto abaixo, pois mostra também meu prédio preferido do "skyline" da cidade, esse que tem o topo em formato de losango.



Por fim, o visual do andar 103 da Sears Tower (que hoje em dia é oficialmente chamada de Willis Tower), que já foi o prédio mais alto do mundo. Tem um pedacinho que "sai" da estrutura do prédio e é todo em vidro, você fica com a cidade literalmente sob seus pés! Um pouco aflitivo, mas não poderia deixar de tirar uma foto assim:



E é claro que o fim da viagem tinha que ser com emoção: uma nevasca chegou lá bem no dia de voltarmos pra casa. Meu vôo foi um dos poucos que saiu, já o vôo do Martin foi cancelado e ele chegou aqui em Londres 5 horas depois do previsto. Mas chegamos! A neve segue a gente, impressionante!

Bye bye Chicago, espero revê-la em breve!

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52 objetos: semana 29

março 06, 2013 Helô Righetto 2 Comentários


O que é: coleção de credenciais de imprensa das feiras que visito a trabalho

Onde fica: pendurada na maçaneta da porta do quarto de hóspedes

Por que foi escolhido: não tenho um apego emocional com essa pequena coleção, acho que é o tipo de coisa que eu jogaria fora se precisasse, sem problema algum. Mas escolhi colocá-la aqui no projeto porque ela marca essa fase da minha carreira que começou aqui em Londres, um grande marco na minha vida. Pode ser que um dia minha carreira mude novamente e gosto de imaginar que objeto que seria escolhido pra representar essa mudança ainda desconhecida.

E o que mais? Guardo uma credencial de cada feira, ou seja, se já fui a uma feira mais de uma vez, só guardei a credencial da primeira visita. As mais marcantes são da IMM, em Colônia, que foi a primeira que cobri (em janeiro de 2010) e também a primeira vez do Salão do Móvel de Milão (também em 2010) simplesmente por ser "A" feira de todas as feiras de design, um lugar que sempre quis visitar desde a época de faculdade.

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