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Natal francês


Desde 2011 eu e o Martin passamos o Natal junto com a Paula e o Filipe, nossos amigos que se mudaram pra Paris poucos meses depois que nós chegamos em Londres. Esse ano foi nossa vez de ir pra lá (desses 7 natais, 5 foram aqui em Londres), e além de passearmos em Paris fomos conhecer o maravilhoso Mont Saint-Michel.

Foi uma semana de férias no total (chegamos em casa há poucas horas), como eu estava ansiosa por essa pausa! Tive um ano muito bom (obviamente sem levar em consideração o momento de merda que assola o mundo todo), mas esses últimos meses estava com dificuldade de recarregar a bateria. Ir visitar nossos amigos pra manter essa tradição foi uma ótima maneira de encerrar o ano.

Aqui uma foto do quarteto em frente ao Mont Saint-Michel. No dia que chegamos o vento estava muito, muito forte, era preciso ter cuidado pra não ser derrubado (sério). Esse lugar estava na minha listinha de desejos turísticos há tempos, e finalmente conseguimos ir! É tão lindo quanto todas as fotos que vi.


Espero que todo mundo que lê esse blog tenha um fim de ano relax. E rodeado de amigos!

O Elefante


Semana passada estive em Nantes (na região da Bretanha, na França) por dois dias, a convite do projeto "Le Voyage à Nantes" (óbvio que vou escrever sobre isso com mais detalhes lá no Aprendiz de Viajante). Fui com a Karine, que também tem blog e mora aqui em Londres. Nós duas não sabíamos quase nada sobre a cidade, então qual foi a nossa surpresa ao descobrir que uma das atrações mais famosas de lá (talvez até a mais famosa de todas) seja um elefante. 



O elefante, ou melhor, "The Grand Élephant", é parte do projeto turístico e cultural "Les Machines de L'île". São diversas máquinas que parecem saídas de um caderno de estudos de Leonardo da Vinci, que ficam na Île de Nantes, uma ilha no Rio Loire, bem perto do centro da cidade, que está se tornando um centro de criatividade e inovação. 

Pra mim, ver o elefante (e fazer um passeio dentro dele!) já vale a viagem para Nantes. Sim, a cidade é legal e tem um monte de outras coisas pra ver. Mas em que outro lugar você vai ter a oportunidade de passear dentro de um elefante mecânico de 12 metros de altura que inclusive solta água pela tromba? 

Mais legal do que o passeio em si é caminhar ao lado dele e ver de perto os movimentos das patas, das orelhas, da cabeça e da tromba. É tudo muito bem feito e sincronizado! Nós pegamos dois dias de muito calor (temperatutas acima dos 30 graus) e o vapor d'água que ele solta foi uma maneira inusitada de nos refrescarmos! 



Eu fiquei apaixonada por esse elefante! Nantes é um ótimo destino de fim de semana pra quem mora aqui em Londres, pois o vôo é rapidinho (uma hora) e a cidade pode ser explorada a pé. Ah, e quem quer conhecer os famosos castelos do Vale do Loire, pode começar ou terminar a viagem por lá. Vai por mim, o elefante mecânico vale a pena! 

Paris é uma festa

Pelo menos é o que parece daqui de dentro do apartamento de 2 quartos e 1 banheiro que estou dividindo com outras 2 coleguinhas de trabalho durante esse fim de semana intenso de cobertura de feira e preparação de apresentação e reportagens.

Adivinha quem que ficou com o sofá cama na sala?


Paris, só que quase

Estou em Paris (a trabalho) há dois dias e fico mais dois dias. Sempre que venho pra cá, seja a trabalho ou por puro lazer, a estadia é intensa. Sempre passa voando, seja andando pelos corredores da feira que venho cobrir ou sentada num café qualquer vendo o tempo passar.

Gosto demais daqui! Tenho grandes amigos na cidade e consigo andar nas ruas com uma boa noção de onde estou, sem depender tanto de mapas. Paris é tão legal que a gente fica adiando passeios clássicos nos arredores da cidade. Tem sempre um museu pra conhecer, ou mais um café au lait pra tomar. 

Acho que Paris sabia exatamente como eu estava me sentindo hoje (com saudades!), tinha até um recado em inglês no meio da rua, que implorava por uma foto mico:


Lille

No último fim de semana de março pegamos o Eurostar mais uma vez, mas o destino não foi Paris: paramos em Lille, que fica no norte da França. A curiosidade de conhecer a cidade já vem de alguns anos, pois quase todas as vezes que fomos a Paris e Bruxelas, o trem fez parada lá. E como apareceu uma promoção boa no começo do ano, resolvemos matar a curiosidade.

A cidade é uma graça, e apesar de em um fim de semana termos visitado muita coisa, se tivéssemos ficado mais um dia teria dado para esticar até Lens para conhecer a 'filial' do Louvre. Não conhecemos o Louvre Lens, mas em compensação conhecemos La Piscine, um museu sensacional em Roubaix, cidadezinha que faz parte da 'grande Lille' (algo no estilo São Paulo/São Bernardo, salvo as devidas proporções, é claro). Também visitamos o Museu de Belas Artes, que tem uma linda coleção e além disso fica no prédio mais lindo de Lille.

Uma coisa que me impressionou foi a quantidade de moradores de rua. Claro, isso não é novidade em nenhum lugar do mundo, e pra quem é de São Paulo é realmente difícil ficar impressionado - mas em uma cidade pequena como Lille, eu realmente não esperava. Seria ingenuidade minha?.

Bom, aqui está mais uma vez o videozinho, que como no caso de Heildelberg, o Martin fez usando o Google+ (pra quem perguntou como faz: é tudo pelo celular, tem uma opção 'movies' - mas antes você tem que acertar nos settings a opção para as fotos subirem automaticamente pro álbum no Google+).

Natal parisiense

Passando Natal em Paris pela primeira vez, mas com uma bela ceia brasileira na casa dos amigos.

Um ótimo Natal pra todo mundo!

Há neve no percurso

Estive em Paris esse fim de semana que passou, a trabalho, e lá estava nevando tanto quanto aqui, o que causou alguns problemas no Eurostar (meu trem foi cancelado por exemplo). Mas eu e a colega conseguimos chegar em casa no dia previsto - ainda que a viagem tenha durado quase o dobro do tempo normal devido a restrições de velocidade do trem devido as condições climáticas.

Eu já sabia que a viagem seria longa e fui preparada: livro, revista, comida, água... mas não precisou de nada disso, fiquei colada na janela o tempo todo. A paisagem estava simplesmente sensacional, parecia um conto de fadas (me lembrou a viagem a Berlim em dezembro de 2010) - neve em todo o percurso (só no túnel que não, é claro), de Paris a Londres. Não aguentei e fiz uns filminhos:


Nem vi passar, mas vi outro pêndulo

E não é que meus pais vieram, passeamos, viajamos, comemos um monte, minha mãe fez feijão e bolinho de carne, meu escravo pai fez café da manhã todos os dias, e num piscar de olhos eu já estava em Heathrow novamente deixando eles no portão de embarque?

Edimburgo
Pois é. Foi tão legal - tê-los aqui e ficar de férias por 3 semanas.

Acho que eles aproveitaram também, apesar do frio, do colchão inflável e dos percalços do idioma. Whisky tomado em Edimburgo, Monet visto em Paris, cerveja tomada em Praga (e também em casa) - vida boa!

Café Imperial - Praga
Eu não sou assim muito sentimental, mas ir com eles até o aeroporto e depois voltar pra casa sozinha foi a pior coisa do meu 2012. Acho que na próxima visita eu confisco os passaportes.

Primeira vez da minha mãe no Louvre: "mã, finge aí que você tá comentando o quadro"
(os posts específicos de viagem já estáo sendo publicados no blog Aprendiz de Viajante - mas ainda tem muitos outros por vir!)

Mas uma coisa eu tinha que falar aqui: visitamos mais um Pêndulo de Foucault em Paris! Juro! Dessa vez o pêndulo visitado estava no Musée des arts et métiers (se você não lembra dessa historinha ou começou a ler o blog recentemente - clique aqui)



De pêndulo em pêndulo, um dia a gente entende a rotação da Terra : )

Exposição em Paris: Chaïm Soutine, Order out of Chaos

Nessa última ida a Paris com os meus pais aproveitei para visitar o Musée de l'Orangerie e ver uma exposição dedicada a Chaïm Soutine, artista que conheci há pouco tempo (em outra exposição que vi em Paris em julho desse ano).

As pinturas dele me lembram um pouco a obra de Edvard Munch, por causa do poder das pinceladas: as formas distorcidas e as cores fortes mexeram comigo, principalmente nos retratos. Engraçado como a maneira imperfeita de ele pintar alguém pode ser tão expressiva quanto um retrato que parece uma fotografia.

A exposição não é grande: são 40 telas dividas em 4 temas, sendo que 22 das telas já pertencem ao acervo do museu. Mas é sempre muito bom ver o trabalho de um artista agrupado. Sei que é maravilhoso existir tantos museus no mundo, portanto muitas possibilidades de ver de pertinho telas assinadas por mestres da pintura, mas gosto quando uma mostra reúne boa parte desse portifólio sob o mesmo teto -  me faz entender melhor o estilo e o processo de criação.

Enfim, para quem visita Paris até dia 21 de janeiro, fica aí a dica. O l'Orangerie já é lindo, e essa expo é a cereja do bolo.

Madeleine Castaing, 1929

Um pouco mais alto

Em julho, quando fomos passar meu aniverário em Paris, tivemos a ideia de refazer uma foto do Martin que havia sido tirada em 1982. Essa aqui:


Fim de semana que passou foi a vez de comemorar o aniversário dele, em Veneza. Repetimos a dose do "30 anos depois" com essa foto aqui, que ficou bacana demais:


Até que as coisas não mudam tanto assim...

Exposição em Paris: La collection Jonas Netter - Modigliani, Soutine - Et L'Aventure de Montparnasse

Graças a dica da Marcie, que tinha ido a Paris poucas semanas antes, comprei ingressos para ver essa exposição que está em cartaz na Pinacoteca (Pinacothèque de Paris) até o começo de setembro. Apesar de ser uma coletiva, não há como negar que a gente vai mesmo pra ver as obras do Modigliani - quem não conhece seus personagens de pescoço e rosto longilíneo, e os olhos "vazios" que dão até medo?


Mas a mostra foi muito além das minhas expectativas: além dos Modiglianis, tinha muita, mas muita coisa boa. A coleção de telas faz parte da coleção Jonas Netter, um amante da artes que foi um dos responsáveis por colocar o nome de Modigliani no mapa. Ele também descobriu e colecionou obras de diversos outros artistas, pelo menos 26 foram representados na exposição, alguns com mais de 10 obras. Ou seja, tinha muita coisa.

Apesar do site da Pinacoteca ter versão em inglês, toda as informações dentro da sala de exposição estavam em francês, até o catálogo (que eu trouxe um exemplar pra casa apesar da barreira linguística), então posso ter perdido muitos detalhes. Mas pelo que vi, a coleção data da primeira metade do século 20, mais precisamente entre 1910 e 1930.

Gostei de conhecer o trabalho de artistas que jamais tinha ouvido falar, como Suzanne Valadon e Chaïm Soutine que, junto com Modigliani, empresta o nome para a exposicão. Foi ótimo saber mais um pouco sobre a época que ultimamente é a minha preferida em história da arte. Pra quem gosta de Pós Impressionismo, Expressionismo e Fauvismo é um prato cheio.

Meus preferidos, como sempre, são os retratos. Achei alguns deles com boa resolução na internet, mas a vontade era escanear o catálogo todo pra colocar aqui.

Fillette en bleu  (1918) Amadeo Modigliani
La Femme en vert (1919) Chaïm Soutine

La Fillette à la robe rose (1928) Chaïm Soutine
Nu se coiffant (1916) Suzanne Valadon

A Dama e o Unicórnio: as tapeçarias no Museu da Idade Média em Paris

Em junho de 2010 escrevi aqui sobre o livro que tinha acabado de ler na época, A Dama e o Unicórnio, da Tracy Chevalier. Como contei na época, a história gira em torno da manufatura de uma série de tapeçarias durante a Idade Média. A autora usou uma obra de arte como referência e construiu a ficção a partir daí - a mesma coisa que ela fez no livro Moça com Brinco de Pérola (excelente).

Pois desde que li o livro queria aproveitar uma ida a Paris pra ver as tais tapeçarias (são 6 peças, o conjunto da obra chama-se A Dama e o Unicórnio) que ficam no Museu da Idade Média. E dessa vez finalmente consegui riscar esse item da minha lista! Olha, valeu muito a pena, as peças são deslumbrantes. E o museu todo é muito bonito, quem curte o British Museum em Londres certamente vai gostar desse.

E melhor: é possível tirar fotos (sem flash, claro).





É incrível o ótimo estado de conservação delas tendo em vista a data que foram feitas - final do século XV.

Midnight in Paris

Uma das coisas que eu fazia questão de fazer nessa ida a Paris era ir até uma das locações do filme Midnight in Paris, mais especificamente o lugar onde o personagem do Owen Wilson espera o carro que o transporta ao passado. Eu geralmente não sou nada ligada a essas coisas quando viajo, mas esse filme é especial demais, então não poderia deixar de pagar de fã e tirar umas fotos por lá.

participação especial do tiozinho aleatório
 

Bom, não era meia noite então não esperei pelo carro. Mas deu vontade de esperar!

Pra quem quiser ir lá, é super fácil de achar, pertinho do Pantheon, na Rue de la Montagne Sainte-Geneviève.

Do outro lado do canal

Martin e eu usamos meu aniversário (é, foi ontem) como desculpa e tiramos uns dias pra curtir Paris mais uma vez. Apesar de eu vir a trabalho de vez em quando, mal dá pra aproveitar a cidade e a última vez que estivemos aqui juntos foi com os meus pais, em dezembro de 2010. Já tava mais que na hora de voltar e pentelhar os amigos que nos recebem muito melhor do que hotel 5 estrelas!

Tem sempre tanta coisa pra ver e fazer que me sinto como turista de primeira viagem. Essa cidade tem que estar no nosso calendário de viagens com muito mais frequência!

Mais de Lyon

Pois está quase na hora de conhecer mais um lugar novo (!!!) e eu ainda não fiz um post decente de Lyon. Escrevi uma intro, falei do museu, do restaurante bacana, mas não dei um panorama geral né?

Conseguimos aproveitar bem o fim de semana prolongado (chegamos numa sexta, fim de tarde, e fomos embora domingo também fim de tarde), a cidade é pequena e muito, muito fácil de ser explorada. Fizemos tudo a pé e passamos em vários lugares mais de uma vez.

Olha a surpresa linda que nos recebeu no dia que chegamos: uma dupla de arco-íris que foi desmanchando aos poucos, com a chegada da chuva.




E o resto do fim de semana foi assim:













Um programa que gostamos muito de fazer, sacada do marido, foi visitar o Les Halles de Lyon, um mercado gastronômico bem bacana. Vontade de comprar tudo, a variedade de queijos, linguiças e petiscos é dar fome a quem acabou de comer um boi.






Se alguém caindo de paraquedas nesse post está procurando uma dica de hotel por lá, recomendo MUITO o Elysée: super bem localizado, wifi gratuito, ótimo preço, limpo e simples.

É isso. Como quase sempre acontece quando viajamos, fica aquela vontade de voltar! E deixamos um dos traumas de dezembro de 2010 para trás!

Musée des Beaux-Arts de Lyon

Dedicar umas horas do sábado pra conhecer o Musée des Beaux-Arts de Lyon foi uma das coisas mais acertadas da viagem! Não tinha pesquisado muito e nem sabia o que esperar. Que surpresa boa então quando percebemos que o acervo deles é riquíssimo, composto por pinturas que datam desde o século 14 até a metade do século 20, incluindo Paul Gauguin, Monet, Bacon e Degas.



As salas estão divididas por área e época, fica bem fácil de andar por lá e,se quiser, ir direto a alguma sala específica. Eles também também uma coleção de antiguidades e moedas, mas nós preferimos nos concentrar no último andar, das pinturas.

Felizmente é permitido fotografar (sem flash hein?) e eu precisei me conter, porque queria levar pra casa uma boa lembrança do museu. Bom, seguem algumas fotos pra vocês terem uma ideia de como é lindo lá:










Fiquei tentada a fazer um "top 10", mas já deu pra perceber que o passeio é mesmo imperdível né?