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Trilha em vídeo


Depois dos vídeos do Kilimanjaro o Martin perdeu um pouco a empolgação de fazer vídeos, mas consegui convencê-lo a levar a câmera pra Islândia e filmar nossa aventura. Ontem ele terminou de editar o vídeo (enquanto eu fazia o álbum), e aqui está!

A gente poderia (deveria) ter filmado mais, mas quando estamos lá no calor (cansaço) do momento as vezes nem lembramos mesmo, ou simplesmente não queremos parar de caminhar quando pegamos um ritmo bom.  Ainda assim ficou bem bacana e acho que resume muito bem nossa jornada.

54 km


Trilha Laugavegur feita. É tão estranho pensar que já foi, depois de meses de preparação. A Islândia ficou pra trás e estamos de volta a rotina (bom, eu estou tentando fazer uma rotina, agora que não tem mais mestrado, nem trilha pla planejar). Difícil escrever sobre os 54 km percorridos sem cair no mais do mesmo: experiência maravilhosa, tudo muito lindo, super desafio, etc etc etc... E foi tudo isso mesmo.



Apesar de toda a preparação é só quando a gente bota a mochila (de 15kg) nas costas e dá os primeiros passos que a ficha cai. Agora é pra valer, vamos em frente, um dia de cada vez!

Foram 4 dias de caminhada no total (12km, 12km, 15km, 15km), pois resolvemos cancelar o último trecho, que não faz parte da trilha Laugavegur (é uma extensão, tem até outro nome). Essa mudança de planos aconteceu na hora mesmo, e fiquei bem orgulhosa da gente por termos tomado uma decisão não baseada no orgulho, mas no que estávamos sentindo na hora. Ao chegarmos no fim da Laugavegur, no camping Þórsmörk, ficamos sabendo que a previsão do tempo no topo das montanhas para onde seguiríamos no dia seguinte não estava amigável. Avaliamos nosso cansaço (essa etapa extra teria 24 km) e o risco de seguir montanha acima, para perto dos glaciares, com o conhecimento que havíamos adquirido nos dias anteriores sobre o clima nas highlands da Islândia (em uma palavra: louco).  Também não gostamos muito do 'clima' do camping Þórsmörk. Ao contrário dos outros, onde os rangers (tipo os cuidadores, supervisores) foram super solícitos e simpáticos, nesse último não achamos que fomos bem recebidos. A vontade era ir embora dali imediatamente em vez de montar acampamento de passar a noite. Por último, absolutamente ninguém do nosso 'grupo' - quero dizer, as pessoas que começaram no mesmo dia que a gente e que encontrávamos toda hora pelo caminho e também nos campings - estava lá. Mesmo quem havia nos passado nesse último trecho.

Consegui reservar um hotel em Reykjavik e também lugar no ônibus que passaria dali a 2 horas. Estava resolvido. Nossa trilha terminou e conseguimos relaxar. Nós havíamos terminado a trilha Laugavegur!

Nessa foto, a plaquinha no começo da trilha, em Landmannalaugar (Hrafntinnusker era o camping do primeiro dia):



E nessa, a plaquinha no final, em Þórsmörk (Emstrur/Botnar era o camping anterior):


A próxima aventura


No fim do ano passado eu comprei um livro chamado 'Wanderlust - Hiking on Legenday Trails', que é basicamente um livro que compila algumas das trilhas mais lindas do mundo. Não é um guia, ele apenas faz uma breve descrição, tem fotos espetaculares e dá algumas informações práticas de cada trilha (como distância, dificuldade, onde começa e onde termina).

Folheando o livro nos deparamos com algumas trilhas que não pareciam tão impossíveis assim da gente fazer (até o Kilimanjaro tá listado, fiquei orgulhosa!), e uma delas é a trilha Laugavegur na Islândia. Começamos a ler um pouco mais sobre ela e estudar a possibilidade de fazermos... meses depois, estamos aqui, a 20 dias de embarcarmos para a Islândia com nossos mochilões, barraca, sacos de dormir e toda a tralha que vamos precisar para essa aventura.

O ano tem sido tão intenso que até agora eu não estava nem conseguindo pensar direito no que vamos encarar. Os preparativos tem sido organizados ao longo de mais de 6 meses, por isso não tinha caído a ficha de essa será uma viagem épica. Compramos as passagens em fevereiro, reservamos nossos lugares nos campings ao longo da trilha em março, compramos equipamento que faltava em abril e ontem reservei o transporte para o aeroporto... e agora a única coisa que nos resta comprar é a comida (sim, vamos carregar absolutamente tudo, não teremos a mamata dos carregadores como tinha no Kilimanjarao).

Seremos só nós dois (e os demais trilheiros, claro), e as highlands islandesas. Lugares onde carros e excursões não chegam. Serão 75km (a trilha oficial tem 55km, mas optamos por incluir um pedaço extra no final para irmos até a famosa cachoeira Skógafoss) em 5 dias, com o clima imprevisível do 'verão' da Islândia.

Estou muito animada, e ainda mais por pensar que embarcamos 4 dias após eu entregar a dissertação do mestrado. Tudo que mais quero é me desligar totalmente desses meses intermináveis de vida acadêmica e ir para o meio do nada com o meu parceiro pra todas as aventuras.


#OffTogether


Em fevereiro desse ano viajei para Brno, na República Tcheca, com a Karine e a Thaís. Foi uma press trip, feita pelo blog, a convite da agência ATO Tours. O que foi diferente dessa viagem é que a gente só ficou sabendo o destino lá no aeroporto, pouco antes de embarcar. Sabíamos que o destino era na Europa e que o vôo era curto, apenas.

Passamos um fim de semana lá,  e além de aproveitar a cidade começamos a conversar sobre uma possível extensão do projeto #OffTo, que temos feitos juntas desde 2016. E se a gente fizesse um #OffTo com outras pessoas? E se a gente vendesse uma viagem em grupo para um destino surpresa, exatamente como tinha acontecido com a gente? E se a gente propusesse uma parceria com a agência para unir o útil ao agradável?

Olha, não é sempre que uma ideia sai do papel. Mas essa saiu. Vai rolar uma viagem em grupo para um destino surpresa na Europa, entre 28 e 30 de setembro.

O que está incluso no pacote:

  • Passagem aérea para o nosso destino secreto a partir de Londres (empresa low cost)
  • Transporte para o hotel;
  • 2 noites em quarto duplo (entre em contato se preferir fazer upgrade para um quarto individual);
  • Drinks de boas vindas;
  • Um jantar em grupo;
  • Cartão de entrada nos museus da cidade;
  • Dois passeios secretos;
  • Experiências inesquecíveis e muitas surpresas preparadas por nós três!

O preço do pacote como descrito acima é £390. Se você esté em algum outro lugar que não seja Londres mas gostaria de ir, é só entrar em contato que a gente passa orçamento. Deixa um comentário aí com o seu email caso você se anime, que a gente vai responder com os detalhes e como fechar com a agência.

Vamos?


Hiking


Uma pessoa no Instagram me pediu para contar porque eu gosto tanto de fazer hiking, como esse hobby começou. Engraçado que eu nunca tinha parado pra pensar nisso! Sair pra caminhar na natureza nos finais de semana tem sido minha atividade preferida ultimamente, e eu espero ansiosa por esses dias. Mas realmente não foi algo que passei a fazer de uma hora para outra, então precisei parar pra pensar, e fazer uma espécie de 'retrospectiva' mental para lembrar de como isso começou.

Em maio de 2013 fomos passar um fim de semana prolongado no País de Gales (nossa primeira vez por lá). A gente foi pra capital, Cardiff, mas percebemos que seria tempo demais pra ficar lá (achamos a cidade legal, mas não foi assim um lugar que nos impressionou), então fechamos com uma agência local para fazer um passeio de um dia para a Península de Gower.

Foi nesse passeio que descobrimos que existe uma trilha que pasa por toda costa galesa, e nós fizemos um pedacinho dela. Lembro de voltar pro hotel em Cardiff completamente encantada com o que eu tinha visto. Estava tão impressionada com a beleza de Gales que logo marquei de passar mais um fim de semana lá pra caminhar por mais um pedaço da trilha.

A segunda vez também foi muito legal (fomos para a região de Glamorgan), e depois que voltamos começamos a comprar roupas melhores e apropriadas para essa atividade. Voltamos mais três vezes desde então, e sempre com o objetivo de fazer caminhada e conhecer mais do interior do país. Cada vez que a gente ia aprendíamos algo novo (geralmente por causa de um erro, como por exemplo levar pouca comida e água na mochila, achar que não precisávamos de jaqueta corta vento porque o dia estava ensolarado e coisas do tipo), e passamos a nos preparar melhor.

Da vez que fomos para a região de Snowdonia, acabamos subindo o Monte Snowdon, e adoramos a experiência. Soubemos que o Snowdon é a segunda montanha mais alta da Grã Bretanha, perdendo para o Ben Nevis, na Escócia. Então, em março de 2016, lá fomos nós para a Escócia com o objetivo de chegar no topo do Ben Nevis.  Foi incrível! Muito mais difícil que imaginávamos, mas nós dois curtimos muito. Estávamos bem equipados e preparados fisicamente. Foi por causa dessa viagem ao Ben Nevis que começamos a considerar seriamente a possibilidade de ir para o Kilimanjaro.

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Mas antes do Kilimanjaro, uma amiga minha que já fazia hiking há mais tempo nos chamou para fazer uma trilha nos arredores de Londres (obrigada, Pri!), isso há pouco mais de um ano. Pronto! Adoramos! Nunca tínhamos nos tocado que era possível fazer esse tipo de programa sem precisar planejar uma viagem. Por mais que a gente ame a Escócia e o País de Gales, não é sempre que dá pra se deslocar.

Agora, cada vez que a gente faz uma dessas trilhas no interior da Inglaterra, já combinamos a próxima. A maior parte das vezes na companhia dos amigos, mas não é sempre que podemos nas mesmas datas. Já fizemos só nós dois, com outros grupos, e eu até já fiz algumas sem o Martin, quando ele estava viajando a trabalho.

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Se há 6, 7 anos atrás você me falasse que eu seria uma dessas pessoas que ama estar no meio da natureza e gastaria meu dinheiro comprando bota de caminhada e jaqueta impermeável, eu iria rir da sua cara. Sempre me considerei uma pessoa 'da cidade'. E agora, apesar de ser feliz morando em um lugar caótico como Londres, fico sempre planejando a próxima escapada pro meio do nada. Eu e o Martin recentemente compramos uma barraca e em breve vamos acampar pela primeira vez (sem contar a expedição do Kilimanjaro, claro, mas lá tudo era feito pra gente - não nos preocupamos em montar barraca ou fazer comida). Nossa próxima viagem juntos é para um lugar especial na Escócia, que estou com vontade de conhecer já há alguns anos, justamente por causa da natureza intocada e das trilhas. Também estamos programando uma outra viagem de aventura para o fim do verão europeu, mas vou falar disso com mais detalhes quando tudo estiver fechado.

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É preciso ter disposição pra acordar cedo no fim de semana, pegar o trem e passar o dia andando. Pode chover, pode estar frio, pode ter muita subida. mas não teve nenhum dia que me arrependi de ter ido. Voltar pra casa com as botas sujar e aquele cansaço gostoso, e também com a sensação de ter conhecido um pouquinho mais do país onde moro, é muito recompensador (ah, e sem contar nas paradas estratégicas no pub pelo caminho!!!)

Natal francês


Desde 2011 eu e o Martin passamos o Natal junto com a Paula e o Filipe, nossos amigos que se mudaram pra Paris poucos meses depois que nós chegamos em Londres. Esse ano foi nossa vez de ir pra lá (desses 7 natais, 5 foram aqui em Londres), e além de passearmos em Paris fomos conhecer o maravilhoso Mont Saint-Michel.

Foi uma semana de férias no total (chegamos em casa há poucas horas), como eu estava ansiosa por essa pausa! Tive um ano muito bom (obviamente sem levar em consideração o momento de merda que assola o mundo todo), mas esses últimos meses estava com dificuldade de recarregar a bateria. Ir visitar nossos amigos pra manter essa tradição foi uma ótima maneira de encerrar o ano.

Aqui uma foto do quarteto em frente ao Mont Saint-Michel. No dia que chegamos o vento estava muito, muito forte, era preciso ter cuidado pra não ser derrubado (sério). Esse lugar estava na minha listinha de desejos turísticos há tempos, e finalmente conseguimos ir! É tão lindo quanto todas as fotos que vi.


Espero que todo mundo que lê esse blog tenha um fim de ano relax. E rodeado de amigos!

10 horas de atraso


Acabamos de voltar de umas férias no Brasil. Por isso o silêncio por aqui. Foi pouco tempo, 10 dias, mas de longe a melhor visita ao Brasil desde que moro em Londres. Talvez o segredo seja esse: ir com mais frequência mas ficar menos tempo.

Essa foi a primeira vez que viajamos pra São Paulo fazendo conexão. Os preços das passagens estão exorbitantes, então optamos por fazer um trajeto longo, mas que nos custou metade do preço de um vôo direto: fomos vias Estados Unidos. Ou seja, em vez de um vôo longo pra cada perna, foram dois.

Na ida a troca de avião foi em Chicago, com uma diferença de três horas entre chegar de Londres e embarcar pra São Paulo. Na volta a troca foi em Newark (em New Jersey, um dos aeroportos que servem Nova York), e também seria de três horas. Ou seja, o suficiente pra passar na imigração, esticar as pernas, comer algo. Nem corrido, nem muito demorado.

Os vôos de ida deram super certo. Mas na volta, assim que chegamos em Newark, descobrimos que o nosso vôo para Londres estava atrado DEZ HORAS. E pra piorar, a United Airlines foi muito rápida em nos informar que não nos deviam nada, já que as leis nos Estados Unidos são diferentes das leis Na Europa. Ou seja: eles não nos dariam um hotel ou uma compensação financeira. No máximos, uns vouchers para refeição dentro do aeroporto mesmo (porque são bonzinhos, não porque são obrigados). Não nos deram nem mesmo acesso a uma sala vip onde poderíamos tomar banho, comer e descansar. Tínhamos que esperar o vôo quietinhos.

Mas melhor do que ficar um dia inteiro mofando no aeroporto é passear em Nova York. Não pensamos duas vezes. Pegamos o trem e em uma hora estávamos em Manhattan. Eu com a minha bolsa super pesada (comprei uma esculturinha em uma loja de artesanato em Santa Catarina e preferi não depachar com medo de que ela quebrasse) e a sacola do laptop a tiracolo. O Martin com a mochila que, entre outras coisas, continha meu livro de 900 páginas e minha super almofada de avião (antes que alguém pergunte por que não deixamos em um guarda volume: só abriria às 8 da manhã e estávamos prontos pra ir já às 7). Nós dois com aquela nhaca de avião, desodorante quase vencido, cabelos mega desgrenhados. Mas NY logo ali né?

Já no trem mandei mensagem pra duas amigas que moram lá, e assim tivemos a companhia maravilhosa de pessoas que eu amo de paixão. Deu pra fazer um tour interessante de Manhattan (foi a primeira vez que voltamos lá juntos desde 2005 quando fomos na nossa lua de mel), passando pela minha loja preferida, por Wall Street pra ver a Fearless Girl, pelo novo World Trade Center e finalizando com um almoço no Eataly.

Então, a United acabou me fazendo um grande favor.

Já estamos em casa, descansados e limpinhos, com as malas desfeitas.  Esse encerramento das férias de maneira totalmente inesperada foi  a cereja do bolo!

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Martin emocionado


Desde que voltamos do Kilimanjaro, o Martin tem feito alguns vídeos da viagem, que estavam sendo produzidos e publicados em ordem cronólogica. Logo que chegamos ele estava naquela empolgação (que eu também tava né? Escrevi um post atrás do outro lá do Aprendiz de Viajante) e os primeiros vídeos saíram bem rapidinho, um atrás do outro.

Aí, finalmente, ficou faltando só o último vídeo. O vídeo do ataque ao cume. O mais esperado! Só que tinha um problema: a gente tinha pouco material, pois a subida ao cume é uma coisa meio surreal e a última coisa que a gente pensava era fotografar ou filmar. Até porque é uma função tirar as luvas, pegar a câmera no bolso do casaco... e estava muito escuro, e as nossas câmeras não são aquelas mega potentes. Não sei se já falei, mas logo em uma das primeiras paradas que fizemos, eu tirei minha luva pra pegar um lanchinho na mochila, e vi que as minhas mãos estavam brancas, congeladas. Aquela visão me assustou muito e eu decidi não tirar mais as luvas dali em diante. Só fui fotografar de novo quando o sol nasceu, e o Martin a mesma coisa com a filmagem.

Mas enfim, o vídeo saiu, e a solução foi muito boa, rolou uma narração do Martin e uma declaração engraçada que envolve ele dizendo que nunca havia se emcionado tanto assim, nem mesmo no dia que se casou (valeu, amor!!!).

Aí está, o vídeo do cume... prepara o lencinho se você é de chorar!

Mantchestá


Não é Manchéstêr. É Manctchestá! Ou Manchester mesmo, se você tiver a pronúncia apropriada (que eu não tenho). Bom, estive lá no último fim de semana. Foi uma dessas viagens que as vezes faço pelo Aprendiz de Viajante, como já expliquei aqui.

Achei Manchester um mix de Hamburgo (prédios de tijolo vermelho), Munique (não sei explicar exatamente o porque, mas achei parecido) e Bristol. Ou seja: muito legal. Fiquei realmente encantada de como a cidade é "cool", e do tanto de atração turística que tem. Também fiquei impressionada - a mesma palavra mas com um sentido diferente - com a pobreza. Não esperava ver tantos moradores de rua, acho que ainda mais (porporcionalmente) do que em Londres.

Tive a oportunidade maravilhosa de ver a casa onde surgiu o movimento sufragista liderado por Emmeline Pankhurst e também a casa onde morou Elizabeth Gaskell. Só isso já valeu o deslocamento!

Eu não estava em Manchester sozinha, o Visit Manchester convidou um total de 75 blogueiros e instagrammers. E sim, tem muito a ver com o atentado que aconteceu no show da Arianna Grande há um tempo, que atingiu o turismo na cidade em cheio.

Bom, no que depender de mim, vou insistir pra todo mundo que tem uma viagem planejada a Inglaterra ir pra lá. Eu espero voltar em breve com o Martin a tiracolo!

Ah, pra quem tem Instagram, vejam a hashtag #workerbeeweekender, que foi utilizada por todo mundo que passou esse fim de semana lá junto comigo!







Kiliqueridos


Se viajar com amigos já é algo arriscado, imagina viajar com um grupo de mais de 20 desconhecidos? Passar perrengues, ter conversas escatológicas, fazer todas as refeições juntos... tem tudo pra dar errado! Mas, pra minha surpresa, deu certo.

Com a Pati, que me falou "eu amo Londres" na noite antes de começarmos a expedição, ainda no hotel. Daí pra frente, ladeira acima (literalmente e metaforicamente)

O Sérgio sentou ao nosso lado no jantar no hotel, no dia que todo mundo chegou e ninguém se conhecia. Há cerca de 5 anos ele foi diagnosticado com um linfoma, e decidiu que caso se recuperasse, iria pro Kilimanjaro. Check!
Não sei se em outro contexto esse grupo teria dado certo. Obviamente não jurei amizade eterna pra todo mundo - sempre tem gente com quem temos mais e menos afinidade - mas terminamos nossa expedição sem desentendimentos. 

Quando a expedição chegou ao fim, todo mundo foi pra casa. A Mari e o Paulo foram pro interior da Tanzania e construíram uma escola. Como não jurar amizade eterna? Mais dois integrantes da querida turma do fundão. Chegamos junto com eles no cume (e com a Fabi, mas não tenho foto dela!!), nunca vou esquecer. 
Alguns dos integrantes da expedição ja se conheciam de uma viagem anterior para o acampamento base do Everest, mas muitos de nós tivemos um dia apenas para decorar os nomes e trocar aquelas informações básicas (da onde você é? o que você faz? já fez alguma outra viagem desse tipo?). E aí, de refeição em refeição, de trekking em trekking, começam as conexões "especiais". A gente acaba sentando do lado das mesmas pessoas no almoço, no café e na janta. E nas paradinhas pra água ao longo dos muitos quilômetros rumo ao cume, quando nos damos conta estamos descansando junto a essas mesmas pessoas.

Eu adorei dividir essa experiência com cada um deles. Longas horas de papos profundos com alguns, diálogos mais curtinhos com outros, mas a vontade é de voltar no tempo e fazer exatamente a mesma viagem como exatamente o mesmo grupo.

Eu, Paulo, Mari e Pati. Muitos lanchinhos divididos nessas paradas

O zig zag da montanha


O avanço ao cume do Kilimanjaro é algo que registramos pouco em fotos e vídeos, mas é a parte da viagem que está gravada na memória com mais força. Uma das imagens mais fortes, que imediatamente me vem a cabeça quando começo a falar dessa noite/dia de escalada, é um zig zag de pontinhos iluminados montanha acima.

Eu explico: como saímos do acampamento base a meia noite, é preciso usar a lanterna de cabeça no percurso até a luz do dia dar as caras. A gente não vê nada, apenas aquele foco de luz saindo da nossa testa e iluminando os passos da pessoa que está na nossa frente. Ficamos de cabeça baixa o tempo todo, concentrados, em silêncio, apenas ouvindo nossa própria respiração - que custa a sair - e também a dos companheiros. Falamos apenas o necessário (como: preciso parar um pouco), com medo de que qualquer interrupção atrapalhe a caminhada que vai a passos muito lentos.

Em um desses momentos, meu pescoço começou a doer, afinal a gente fica olhando pra baixo. Resolvi dar uma esticada e olhei pra cima...

Lá estava, o zig zag de pontinhos iluminados. Eram pessoas que estavam mais avançadas do que a gente, bem mais pra cima, e suas lanternas demarcavam o desenho da trilha. Naquele momento eu não sabia se ria ou chorava: era algo bonito de se ver, mas me fazia pensar que eu tinha ainda aquilo tudo pra subir. E era uma parede, e não uma ladeira. Sabe quando você está parada no engarrafamento e só consegue ver a luz vermelha dos carros parados até perder de vista?

Nesse caso, a impressão que eu tinha é que a encosta do Kilimanjaro era totalmente vertical. Bateu um desespero, mas eu não conseguia parar de olhar. Era muito bonito. E havia um ponto onde as luzinhas das lanternas se misturavam as estrelas. Ali, com pouco oxigênio, meio desidratada, muito cansada e com muito frio, a gente dá umas alucinadas. Fixava meu olhar em um pontinho e não sabia se era uma estrela ou uma pessoa já quase chegando na cratera do Kilimanjaro, mais precisamente no Gilman's Point, a primeira parada do topo.

O consolo é que haviam pontinhos abaixo de nós também. Eu me pergunto se eles olhavam pra cima e sentiam a mesma coisa que eu senti naquele momento.

Já na cratera do Kili, chegando no Uhuru Peak, o ponto mais alto. Lá na frente está o Monte Mawenzi.



Dança comigo


Nos acampamentos abaixo de 4 mil metros (2 na subida, 1 na descida), rolava um ritual maravilhoso antes de sairmos para o trekking do dia e assim que chegávamos no acampamento: muita dança e cantoria, levada pela equipe de apoio. Eram 15 minutos sem parar, pulando muito, batendo palmas e - quando possível - tentando cantar a letra junto.

A energia do grupo era impressionante, e nos dava um ânimo absurdo para seguir caminho ou para fechar o dia. Eles cantavam várias músicas, emendavam uma na outra, mas a que a gente sabia de cor era a famosa "Kilimanjaro song":

Jambo, jambo Bwana (Olá, olá senhor!)
Habari gani (Como você está?)
Mzuri sana (Muito bem)
Wageni, mwakaribishwa (Visitantes, vocês são bem vindos)
Kilimanjaro, hakuna matata (Kilimanjaro, não há problema!)

Tembea pole pole, hakuna matata (Ande devagar, devagar, não ha problema)
Utafika salama, hakuna matata (Você vai chegar bem, não há problema)
Kunywa maji mengi, hakuna matata (Tome muita água, não há problema)

Você pode ver essa música a partir do minuto 9:03 no vídeo abaixo, mas garanto que o vídeo todo é emocionante (eu e o Martin aparecemos bastante, dançando muito. Eu estou de jaqueta roxa, faixa azul na cabeça e rabo de cavalo). Esse foi o dia após o cume, a manhã da despedida. Começamos o dia assim antes de andar 20km rumo a saída, e antes de entrarmos no ônibus rumo ao hotel ainda rolou isso de novo, já era fim da tarde.

Pelo que entendi, esse "ritual" acontece em quase todas as expedições, mas nem todo mundo gosta de participar. Muita gente prefere ouvir e ver, e segundo eles os latino americanos são sempre os mais empolgados, que dançam junto. Que bom que meus companheiros de viagem entravam na dança (literalmente) e todo mundo aproveitava ao máximo essa oportunidade única.




Kilimanjaro


Conseguimos. Nós subimos até o cume do Kilimanjaro (5895 metros de altura).Chegamos lá precisamente às 8:30 da manhã do dia 21/6. Começamos a expedição dia 16/6 e o avanço para o cume às 0h do dia 21.

Foi a coisa mais incrível e mais difícil que já fiz na vida. E toda a expedição foi muito especial. O grupo (e quando digo grupo não quero dizer apenas quem estava lá na mesma situação que eu, mas também a equipe que estava trabalhando para a gente: carregadores, cozinheiros e guias) funcionou muito bem. Além das longas caminhadas diárias e falta de ar na medida que íamos subindo, tínhamos também muita cantoria, dança, conversa, comida boa e troca de experiências.

A gente vai pra subir o Kilimanjaro e acaba ganhando umas sessões de terapia na jornada. Valeu, Kili!






Hakuna Matata!


Meu primeiro post direto da Tanzânia, 2 dias antes de darmos início a nossa aventura no Kilimanjaro. Estamos em Arusha, a internet do hotel é ruinzinha, mas queria passar aqui e dar um oi pra falar que o blog provavelmente vai ficar sem postagens nessa semana e na próxima.

Agora que estamos aqui é que caiu a ficha do que estamos prestes a fazer, e confesso que está me batendo uma ansiedade. Por isso estou achando ótimo termos esses 2 dias de preparação. Hoje demos uma passeada rápida pelo centro da cidade, e amanhã vamos fazer um passeio no Arusha National Park, onde provavelmente veremos um pouco de vida selvagem (me prometeram flamingos!!!).

Deixo aqui a foto que postei no Instagram, mais clichê impossível, do por do sol pela janela do avião, umas 2 horas antes de pousarmos.

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Rumo ao Kili


Daqui a um mês, dia 16 de junho, daremos início a caminhada/escalada que nos levará ao topo do Kilimanjaro, a montanha "free standing" mais alta do mundo (antes que você proteste, eu explico: o Kili não está em uma cordilheira como o Everest. Por isso a expressão "free standing", que acho que não tem tradução para português), com 5895 metros.

A viagem em si começa alguns dias antes, mas é no 16 mesmo que as férias tomam forma de aventura. Eu queria fazer essa viagem há muito tempo, e finalmente está chegando a hora. Estamos pagando caro pra ficar 7 dias sem tomar banho, dormir em barraca, passar frio, ficar sem ar e provavelmente levar o corpo a exaustão. Legal né? ; )

Não sei explicar exatamente o que me atrai a essa aventura. Por causa dela nós não teremos férias naquele estilo clássico, como foi a Sicília ano passado, por exemplo (ai que dó que vocês estão d emim hein?). E ainda assim, não estou mega ansiosa. Estou tranquila, curtindo essa preparação que já vai preparando nossa cabeça para encarar o que teremos pela frente. Desde o começo do ano a gente tem ido fim de semana sim e outro também em lojas de equipamentos especializados. É tanta coisa comprada que eu prefiro nem somar.

No Aprendiz de Viajante eu escrevi dois posts com mais detalhes dessa preparação (que você pode ler aqui e aqui). E durante a viagem eu pretendo escrever um diário, assim não esqueço de detalhes e - mais importante - das minhas impressões em relação as outras pessoas que farão parte da nossa expedição (já temos até grupo no Whatsapp). Acho que será a primeira vez que farei isso desde a nossa viagem para Nova York em 2005 (eu transcrevi tudo aqui no blog, se você tiver curiosidade e paciência pode buscar os arquivos, acho que fiz em janeiro de 2006).

O engraçado é que tenho ainda tanta coisa na agenda antes de embarcar pra Amsterdã (vamos passar uma noite lá, pois não tem vôo direto de Londres) dia 12 de junho. Tenho diversos encontros com amigas, tenho palestras, tenho até prova de inglês (conto sobre isso mais pra frente). O Martin vai passar uma semana em Chicago a trabalho, eu tenho frilas para entregar, hangouts para fazer, visita para receber por alguns dias.

Tô achando é que o Kilimanjaro vai ser descanso depois dessa loucura de compromissos!


Amiga aventureira


(para quem quiser ouvir em vez de ler, o áudio está no fim do post)

Uma amiga querida que conheci por causa desse blog (e do blog dela também, mas que já não existe mais) embarcou em uma aventura grandiosa há pouco mais de um mês. Ele está fazendo a trilha dos apalaches nos Estados Unidos (Appalachian Trail), que tem aproximadamente 3500km. Não, eu não digitei o número errado, é isso mesmo: TRÊS MIL E QUINHENTOS QUILÔMETROS. Caminhando.

Um mês já foi, ela tem pelo menos mais um cinco pela frente. Pra nossa sorte, ela começou um novo blog apenas para falar dessa experiência, que tem sido atualizado com uma certa frequência: https://duasmilmilhas.wordpress.com/ e você também pode seguir a página que ela criou no Facebook: https://www.facebook.com/duasmilmilhas/ 

Eu estou acompanhando os passos da Amanda através de um link que ela disponibilizou para amigos e familiares, e é possível ver exatamente onde ela está graças a um gadget com GPS. É viciante!

Eu, que ando nessa vibe super "vamos amar a natureza, fazer caminhadas e subir montanhas", tô achando tudo lindo, mas é claro que uma trilha dessas requer muito fisicamente e mentalmente. Os textos da Amanda são ótimos, realistas e engraçados. Fica aí a dica pra quem está atrás de bom conteúdo na internet e por azar caiu aqui nesse blog mais ou menos ; )

Brecon Beacons


E lá fomos nós mais uma vez rumo ao País de Gales. Não é sempre que temos feriado prolongado de quatro dias aqui, e como não sabíamos se os nossos passaportes teriam retornado (enviamos para renovação de visto no ano passado) a tempo de viajarmos para outro país, escolhemos Gales como destino de Páscoa.

E os passportes até chegaram, mas ainda bem que achamos melhor não arriscar. A região do Parque Nacional de Brecon Beacons, pra onde fomos dessa vez, é um dos lugares mais lindos do mundo. Eu sei, eu sei, não conheço o mundo todo. Mas tem tanta gente que conhece quase tudo e nunca deu um pulinho logo aí, nesse cantinho esquecido da Grã Bretanha. Então vamos chegar em um acordo: eu chamo de um dos cantos mais lindos do mundo mesmo sem conhecer o mundo todo e você, que já rodou o globo, me dá um voto de confiança e vai até lá na próxima oportunidade. Combinado?

Essa viagem superou todas as minhas expectativas, como vocês já devem ter percebido. Começamos com o pé esquerdo, subindo uma montanha e chegando no topo sem vista nenhuma, com tudo encoberto. Mas depois disso, só alegria! Um monte de trilhas maravilhosas que nos levaram aos anais de Nárnia, muitas cachoeiras, outras montanhas, lagos... muita natureza, cenário exuberante, vontade de ficar.

E com a vantagem de ter sido um bom treino pro Kilimanjaro. A gente não só andou muito morro acima como eu até fiz xixi no mato pela primeira vez.

E o Martin caprichou no vídeo dos melhores momentos, está rapidamente se tornando um videógrafo de mão cheia!



Mal posso esperar pela nossa próxima aventura galesa : )

Eastbourne


Fomos pela primeira vez para Eastbourne há alguns anos e desde então, principalmente depois que o Martin tirou habilitação para dirigir por aqui, voltamos lá para mostrar um dos nossos lugares preferidos na Inglaterra para amigos e familiares.

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Apesar de Eastbourne ser bonitinha - e estar perto do mar, mesmo em um dia feio ou frio pra mim é sempre revigorante - nosso "lugar" é Beachy Head. Um penhasco de cal em uma das pontas das cidades, com uma vista incrível do mar e da cidade. E o melhor: um pub muito, muito lindo.

Já estivemos lá em dia de sol, em dia de vento, em dia gelado. E dessa vez em dia de neblina. Muita neblina! Mal dava para ver o penhasco, muito menos o mar. Então resolvemos esperar no pub e daqui a pouco... tudo aberto! Um dia lindo de sol, e mais uma vez eu me surpreendi com a paisagem, apesar de já conhecê-la tão bem.

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A janela azul


Em outubro de 2014 eu fiz a minha primeira viagem como blogueira, e na época até contei aqui. Fui para Malta, com passagem e hospedagem pagos. O objetivo da viagem era explorar a ilha de Gozo, menor do que a ilha principal (que dá nome ao país), e sobre a qual eu não conhecia nada. Eu sabia apenas uma coisa: da existência da janela azul (Azure Window).

Por sorte, a casa onde me hospedei com mais três blogeiros era ali perto. Em um dos nossos dias em Gozo, passamos horas na janela azul. Olhando, olhando, olhando. Algumas placas indicavam claramente o perigo de subir no topo da pedra, e pediam para que ninguém o fizesse. Placas solenemente ignoradas por vários turistas, inclusive um dos blogueiros que estava comigo.

Nós chegamos inclusive a fazer um passeio de barco pra ver a janela mais de perto, mas em momento algum passamos por baixo ou ficamos tão perto a ponto de tocá-la.

A janela azul foi uma das coisas mais impressionantes que eu já vi na vida. E hoje ela desabou. Não aguentou a tempestade, e caiu sobre o mar. A janela azul, a atração mais conhecida de Gozo, não existe mais.

Essa formação rochosa iria cair algum dia, fato. Mas o processo foi acelerado pelos milhares de visitantes que, pra falar  "eu fui eu fiz eu fotografei", ignoraram os avisos e caminharam sobre ela. Alguns até pulavam no mar a partir dela. A cada passo lá em cima, a cada pulo, um pouquinho da pedra ia se desfazendo.

Então você, que subiu lá, contribuiu para o desaparecimento da janela azul. Você levou um pedaço dela com você. E não só na foto. Você impediu que outras pessoas, daqui a muitos anos, tivessem o mesmo prazer que você teve ao vê-la. Eu passei uma tarde inteira olhando pra ela, e ninguém mais vai poder fazer isso.

Não leve nada com você. Apenas aprecie. O mundo não gira ao seu redor.


Bristol


Como estamos sem poder viajar para fora do país por enquanto (visto sendo renovado), tenho tentado passear mais por Londres e arredores. Lembro que no primeiro ano que moramos aqui fizemos vários passeios bate e volta para outras cidades, mas com o tempo a gente vai sendo engolido pela rotina e esse tipo de viagem vapt vupt virou coisa rara (eu as vezes vou sozinha pelo blog, ou com algumas amigas, mas raramente o Martin vai junto).

Então decidi que a gente deveria ir para Bristol, mas rapidinho me dei conta de quem um bate e volta não seria suficiente pra ver o melhor da cidade, que é muito conhecida por causa da arte de rua e também por ter várias lojas, galerias e cafés independentes. Decidimos passar um fim de semana de lá, e Martin vlogueiro entrou em ação mais uma vez. Aqui está o vídeo com os destaques da nossa visita a Bristol (não tem tudo, mas dá uma ideia):




Novos guias de passeios bate e volta


Em agosto de 2016 eu publiquei o primeiro guia da série de passeios bate e volta a partir de Londres, sobre Oxford e Cambridge. E antes do ano virar mais dois foram publicados (eu que esqueci de avisar aqui antes, mas o lançamento foi pro ar lá no Aprendiz de Viajante): um sobre Bath e outro sobre Windsor e Hampton Court.

Já falei várias vezes que Bath é minha cidade preferida na Inglaterra (e também uma das minhas preferidas no mundo, não que eu conheça tantas assim), e eu moraria lá facilmente. Por isso optei por dedicar um guia todinho só pra ela. Já Windsor e Hampton Court estão em um guia só porque tratam-se de lugares com conexão com a realeza: o Castelo de Windsor, que ainda é uma das residências oficiais da monarquia; e o Palácio de Hampton Court, por onde já passaram diversos reis e rainhas, como Henrique VIII.

A ideia é continuar adicionando destinos a essa série de guias. Todos estão disponíveis em formato ebook, e aqui no blog tem uma aba dedicada para eles (clique em Guias de Viagem aí em cima, e então você verá uma listinha, clique na ultima opção: Série Bate e Volta de Londres). Cada ebook custa R$9,90.




A não viagem


Ano passado eu fui pela primeira vez no Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros, que aconteceu no Porto (eu inclusive fui uma das palestrantes, contei sobre meu aprendizado com a publicação do Guia de Londres). Foi tão legal, mas tão legal, que lá mesmo eu já tive certeza de que iria no próximo, que aconteceria em Berlim.

A passagem foi comprada há meses, o hotel estava reservado, estava tudo pronto. A única coisa que não ficou pronta foi meu passaporte (que está no Departamente de Imigração do Reino Unido, o famoso Home Office, para renovação do visto do Martin). Eu tinha esperanças de ele ser devolvido a tempo da viagem, e todo dia chequei a caixa de correio pelo menos duas vezes por dia.

Então não fui. Sabem aquela sensação de ser a única pessoa a não ter sido convidada para a festa de 15 anos da pessoa mais popular da escola? Eu sei, eu sei que essa é a comparação mais classe média paulistana que eu poderia ter feito, mas é exatamente assim que me senti esse final de semana.

Mas como tudo pode ter um lado bom, esse fim de semana eu também comi brigadeiros, passei horas com as minhas amigas e comprei azulejos novos para o banheiro.

E que venha o encontro de 2016!

Cotswolds pelas lentes do Martin


UPDATE: incluí os 2 últimos dias da viagem!!!

O Martin já peedeu todas as esperanças de que eu me torne uma blogueira e rica e famosa e resolveu ele mesmo tornar-se um "influenciador digital". O menino gostou dessa história de fazer vídeos e está criando uns filminhos bem legais da nossa viagem para a região de Cotswolds, aqui na Inglaterra.

Estamos aqui desde quinta feira e vamos embora amanhã. Vejam aí se o rapaz tem talento! ; )












Amor no Douro


Dia 17 de setembro eu acordei às 2 da manhã pra pegar um vôo em direção ao Porto (mais uma vez!), para participar de uma press trip. O objetivo dessa viagem era explorar o Vale do Douro. Não apenas os vinhedos e produção de Vinho do Porto e do Douro, mas também a história, a cultura e as pessoas.

Foram 5 dias intensos, sempre acordando cedo e indo dormir tarde, trocando de hotel quase todos os dias. Viagens desse tipo são sempre assim, eu já estou ficando acostumada ao ritmo e agora já consigo me organizar muito melhor na hora de produzir conteúdo. Apesar de serem oportunidades incríveis de conhecer lugares no mundo que eu não conheceria tão cedo, são viagens extenuantes fisicamente e mentalmente, e no final já dá aquela vontade de ir pra casa, onde tudo nos é familiar.

Quase o grupo todo
Tive muita sorte de ter tido ótimos companheiros de press trips até agora. Conheci blogueiros de outros países, alguns com os quais a amizade rendeu após a viagem. Viajei com blogueiros que já conhecia virtualmente, estreitando a relação e trocando muitas ideias para melhorar os blogs e a maneira como gerenciamos nossas redes sociais.

Mas essa viagem ao Vale do Douro se superou. Não sei se planetas e estrelas estavam alinhados (e eu nem acredito nisso), se foi pura sorte ou uma escolha certeira dos participantes pelos organizadores. O fato é que eu não queria ir embora, e me despedir dos amigos que fiz nesses 5 dias foi bem difícil. Especialmente das outras três blogueiras, também brasleiras e também moradoras do velho continente, que me proporcionaram tanta conversa boa, risadas e companheirismo desde o café da manhã até a hora decada uma ir para seu quarto dormir (as vezes até depois disso, com mensagens rolando soltas madrugada adentro). Rita, Raphaella e Martinha.

Rapha, Rita, eu e Martinha (a maior parte das fotos é assim, com o copo na mão!)
O relato detalhado de tudo que conheci no Vale do Douro estará no Aprendiz de Viajante. Mas achei que essa história de amor com os meus companheiros de viagem merecia um destaque aqui mesmo.

Me apeguei: Anita, uma argentina queridíssima. Mais uma razão para voltar pra Buenos Aires

O Elefante


Semana passada estive em Nantes (na região da Bretanha, na França) por dois dias, a convite do projeto "Le Voyage à Nantes" (óbvio que vou escrever sobre isso com mais detalhes lá no Aprendiz de Viajante). Fui com a Karine, que também tem blog e mora aqui em Londres. Nós duas não sabíamos quase nada sobre a cidade, então qual foi a nossa surpresa ao descobrir que uma das atrações mais famosas de lá (talvez até a mais famosa de todas) seja um elefante. 



O elefante, ou melhor, "The Grand Élephant", é parte do projeto turístico e cultural "Les Machines de L'île". São diversas máquinas que parecem saídas de um caderno de estudos de Leonardo da Vinci, que ficam na Île de Nantes, uma ilha no Rio Loire, bem perto do centro da cidade, que está se tornando um centro de criatividade e inovação. 

Pra mim, ver o elefante (e fazer um passeio dentro dele!) já vale a viagem para Nantes. Sim, a cidade é legal e tem um monte de outras coisas pra ver. Mas em que outro lugar você vai ter a oportunidade de passear dentro de um elefante mecânico de 12 metros de altura que inclusive solta água pela tromba? 

Mais legal do que o passeio em si é caminhar ao lado dele e ver de perto os movimentos das patas, das orelhas, da cabeça e da tromba. É tudo muito bem feito e sincronizado! Nós pegamos dois dias de muito calor (temperatutas acima dos 30 graus) e o vapor d'água que ele solta foi uma maneira inusitada de nos refrescarmos! 



Eu fiquei apaixonada por esse elefante! Nantes é um ótimo destino de fim de semana pra quem mora aqui em Londres, pois o vôo é rapidinho (uma hora) e a cidade pode ser explorada a pé. Ah, e quem quer conhecer os famosos castelos do Vale do Loire, pode começar ou terminar a viagem por lá. Vai por mim, o elefante mecânico vale a pena! 

Surra de vídeo da Sicília


A gente demorou pra se animar a fazer vídeos das viagens, mas agora que descobriu... segura! Lá vai mais um... Esse editado por mim para o canal do Aprendiz de Viajante no YouTube.

Martin Vlogueiro


Há muitos anos que o Martin abandonou esse barco, quer dizer, esse blog. Mas ultimamente ele anda metido a vlogueiro (influenciado pelo Casey Neistat, o qual ele assiste religiosamente TODOS OS DIAS) quando vamos viajar.

Aqui estão os dois vídeos que ele fez das nossas férias na Sicília (são diferentes do vídeo que postei quando estava lá, aquele fui eu que editei). Ele vive me falando que eu deveria falar durante os vídeos, mas eu não tenho paciência (ainda que tente, por causa da profissão!). Então nossos vídeos, apesar de utilizarmos as mesmas filmagens, ficam completamente diferentes.

Já pensou se depois desses anos todos postando sobre viagens e tentando ganhar dinheiro assim quem fica rico é ele? Tomara!



Un panino al salame


Uma música que tem na letra a frase 'um sanduíche de salame' não pode ser uma boa música. Mas o que fazer quando ela gruda na cabeça, já que nos acompanhou durante nossa viagem pela Sicília? Pois é, era entrar no carro e partir pro próximo destino que lá vinha ela.

Então hoje, depois de desfazer as malas e ir no supermercado pra repor a geladeira vazia, o sanduíche de salame está no repeat aqui em casa, pra nos lembrar dessas férias maravilhosas.


Uma semana em um minuto e meio!


Mais ou menos isso que fizemos nessa última semana... chegamos na metade da viagem!

Leave the gun. Take the cannoli.


Estou sonhando e planejando essa viagem para a Sicília desde o comecinho desse ano. Lembro que quando resolvemos tirar duas semanas de férias de verão (algo que nunca fizemos antes), a ideia era ir para Malta também (eu quero muito voltar lá com o Martin, pois fui sozinha em 2014 representando o Aprendiz de Viajante). Mas quando comecei a montar o roteiro percebi que em duas semanas mal daria tempo de conhecer uma delas.

Cefalù
Então, pra variar, escolhemos a Itália. Ah, a Itália. A gente sempre acaba vindo pra cá (o pior é que já estamos pensando nas férias do ano que vem. E adivinhem? Eu quero Itália de novo. Não é muito difícil convencer o Martin quando temos Aperol Spritz e salada caprese em jogo), e sempre nos surpreendemos.

Taormina
Já estamos no dia 6 de uma viagem de 15 dias, e se eu tivesse que voltar pra casa hoje já teria razões suficientes pra voltar. Pode ser o sol de rachar, o mar cristalino, a média de dois Aperol Spritz por dia, a receptividade dos sicilianos, a cerâmica, os cannoli. Ah, os cannoli.



Eu e Martin já estamos aqui pensando na casa que vamos comprar em Cefalù e no boteco de Aperol Spritz que vamos abrir em uma das ruas do centro histórico. Sonhar é preciso! 

Eslovênia


Quando cheguei de Barcelona, recebi um convite para ir para a Eslovênia numa 'blog trip' (eu já falei um pouco sobre o que é isso aqui e aqui) que aconteceria em poucos dias. A ideia a princípio não me animou muito: não apenas eu estava querendo ficar sossegada em casa com o Martin depois de 10 dias viajando por Barcelona, como também teria que desfazer alguns compromissos e agilizar uns trabalhos. Isso porque tenho uma outra viagem marcada no fim de junho (já planejada há meses, e dessa vez com o Martin!), o que me daria pouco tempo pra deixar a vida em dia pós Barcelona.

Mas o convite era tentador demais pra deixar passar, e também uma ótima oportunidade profissional. Afinal, foi pra isso que eu larguei o trabalho no escritório, não é mesmo? Dar uma chance pra vida de blogueira de viagem.

Lá fui eu com outros 5 bloggers para a Eslovênia. Uma programação intensa (como geralmente acontece em viagens desse tipo): muitas cidades, muitas atividades. Acordar cedo, dormir tarde, conhecer restaurantes, hotéis e prestadores de serviços. Muito tempo em uma van, indo de um lado pro outro.

Mas o resultado foi positivo. Não apenas me dei super bem com todos os outros blogueiros, como curti demais toda a viagem. Não esperaca que a Eslovênia fosse um país tão bonito, que oferece um gazilhão de atividades e atrações. Comi muito bem, vi paisagens maravilhosas (veja a hashtag #advnaeslovenia para ter uma ideia), fiz rafting, caminhadas e conheci pessoas muito gente fina. Estou cheia de ideias de posts, muitos vídeos e fotos para editar e com aquela sensação de 'ainda bem que eu fui'.

Tomara que venham muitas viagens por aí, e que sejam com pessoas tão legais quanto eles: Pedro, Dante & Alex, Catherine e Geoff.


A passagem de som


A programação de ontem em Barcelona era conhecer a região de Montjuic. Visitar a Fundação Miró, pegar o teleférico até o Castelo de Montjuic, passear pelos parques e dar uma volta nos arredores do Estádio Olimpico. O que a gente não sabia que ia fazer, quando acordamos, era que esse dia terminaria em um show do Coldplay.

Quando eu e meu pai paramos num quiosque ao lado do estádio para tomar um café, começamos a escutar o som vindo lá de dentro. Alguém estava fazendo uma passagem de som. Foi fácil descobrir que era o Coldplay, pois um cartaz ao lado do quisoque anunciava os próximos shows a acontecerem ali.

Tomamos o café e fomos até o portão principal. A essa altura, o Chris Martin já tinha começado a cantar. Eu, meu pai e mais uma galera que estava passando por ali, naquele dia e naquela hora, resolvemos ficar e escutar mais. Era quase um show particular! Conseguíamos ver um pouquinho do palco através das grades, e foi só ele cantar Paradise e Yellow pra galera até ensaiar uns passinhos. Ali na calçada mesmo!

Poxa, que bacana que seria ver o show do Coldplay em Barcelona. Vou pesquisar na internet, vai que tem um ingresso sobrando né? E não é que tinha????

'Pai, tem ingresso, vamos?' 'Compra, vamos'

Não estava no orçamento da viagem, e um ingresso assim em cima da hora não saiu baratinho. Mas valeu cada centavo. Eu teria pago até mais.

Os 4

Esses somos nós. Fotos assim dos 4 reunidos são raras, principalmente nos últimos anos. Então fica aqui o registro (e sim!!!! Agora eu tenho uma GoPro! Foi presente do Martin, eu tava me sentindo uma blogueira muito da fajuta).

A foto foi tirada hoje a tarde, durante nossa visita a Girona, uma cidade medieval sensacional que fica a 100km de Barcelona.


De Paris a Barcelona


Ai que título de post mais nojento!

Na semana passada estivemos em Paris para um fim de semana prolongado (quando o Eurostar oferece passagens a 29 libras e os amigos podem te receber em casa, não tem como não ir!), e hoje cheguei em Barcelona para 10 dias de férias em família. Dessa vez o Martin não veio!

Pois é! Há uns meses meu pai aproveitou uma promoção e comprou passagens pra ele e minha mãe. Aí, é claro, eu comprei a minha. Então minha irmã se empolgou também e comprou a dela. Então estamos nós 4 aqui, vivendo num mesmo apartamento, como nos velhos tempos. Veremos: ou será um sucesso ou a briga vai ser feia!

Façam suas apostas. Nos falamos em dez dias : )

Sobre ser blogueira de viagem


Eu comecei há blogar há mais de 11 anos. Antes de ter esse blog aqui, eu e o Martin escrevíamos em outro endereço, que acabou sendo deletado. Como muitos blogs passaram a ser negócio e foram se categorizando em nichos (viagem, beleza, moda, decoração, gastronomia, etc etc etc), a maior parte dos blogs pessoais que eu lia lá no começo já não existe mais.

As coisas são assim, nada dura pra sempre. Tem quem amava blogar há 5 anos e depois perdeu a vontade, mas continua lendo. Tem quem tinha blog pessoal mas sempre amou falar de viagem e continuou fazendo esse mix, mas percebeu o potencial da plataforma e passou a ganhar um dinheirinho com parcerias e permutas. Tem quem deixou o lado pessoal totalmente de lado apenas para se dedicar ao negócio.

Cada blog, por menor que seja, tem seu público. Se você lê o que eu escrevo aqui ou no Aprendiz de Viajante - seja desde a semana passada ou desde 2010 - é porque tem alguma coisa no meu jeito de escrever e relatar minha vida e minhas viagens que é interessante pra você. As empresas passaram a dar valor pra esse nosso público fiel, e começaram a nos oferecer parcerias. Por exemplo: a empresa de motoristas brasileiros em Londres. Eu escrevi sobre eles no Aprendiz, e quem os contrata através do meu post garante uma comissão pra mim (que não altera em nada o preço final. Um cliente que contrata esses serviços direto pelo site deles ou pelo meu site paga a mesma coisa).

Tem também o booking.com, do qual todo blogueiro de viagem que eu conheço é parceiro. Todos nós temos um link personalizado, e se você reserva seu hotel a partir do link que eu coloquei em algum post, você também vai gerar uma comissão pra mim, paga pelo booking.com.

E há também a permuta. Vou dar um exemplo bem recente, essa minha viagem para a Escócia para subir o Ben Nevis. Eu planejei tudo, escolhi hotel, fechamos as datas. E pensei: vou conversar com o Visit Britain (órgão que promove o turismo na Grã Bretanha) pra ver se eles se interessam em me apoiar de alguma forma, já que vou promover essa parte do país que não é tão comum nos blogs. Enfim, entrei em contato e eles gostaram da ideia, e pagaram o carro que alugamos e o hotel onde nos hospedamos.

Eu iria para Escócia de qualquer jeito. E o apoio do Visit Britain me ajudou financeiramente e também me deu a responsabilidade de criar conteúdo rápido, e de obter resultados (números de acessos e engajamento em redes sociais) para mostrar pra eles que trabalhar com blogueiros vale sim a pena. Estou mentindo para os meus leitores? Eu acho que não.

Tem também outro tipo de viagem, para a qual somos convidados. Como quando eu fui para Malta. Pintou o convite, eu estava disponível. A passagem e a hospedagem eram cortesia, e em troca eu precisava, é claro, gerar conteúdo. Nesse caso, eu não teria ido para Malta se não fosse o convite. Tem algum problema nisso? Eu acho que não. Os leitores sabiam que eu estava lá pra promover o destino.

Os patrocinadores sabem do potencial dos nossos blogs. Pagam pra gente viajar ou pagam anúncios porque entendem que temos um público diversificado. Se tem tanta gente que sempre me pergunta sobre motorista brasileiro em Londres, acho justo eu indicar e receber da empresa uma comissão por isso, sem prejudicar o cliente. Se a empresa não é idônea, a parceria é cortada.

E como estou escrevendo aqui em nome da transparência, vou falar de uma viagem que nem fiz ainda. Eu e o Martin vamos passar duas semanas na Sicília em junho/julho. Eu resolvi entrar em contato com vários hotéis pra ver se algum deles estaria interessado em fazer parceria: eu fico no seu hotel e faço propaganda dele no meu blog e mídias sociais. Um deles aceitou. É um hotel incrível, que eu adoraria ficar. Aliás, mandei email apenas pra hotéis que eu reservaria de qualquer forma.

Mas, nem toda viagem é assim. A maior parte (eu diria que 80%, no meu caso) das dicas que dou no blog - desde museus (aliás, a minha lista de posts de museus em Londres é modéstia a parte uma das melhores que você vai encontrar online) até restaurantes, hotéis e roteiros - foram experiências pelas quais eu paguei como uma pessoa normal, e não uma blogueira. Eu não deixo de dar a dica se alguem não topa a parceria comigo. Porque meus amigos, se fosse assim, o Aprendiz de Viajante teria muito menos conteúdo. A gente toma muito não, mas muito mesmo.

Vocês podem ficar tranquilos, que vou falar de todos os hotéis onde vou me hospedar na Sicília (#classemediasofre), mas o que está me oferecendo a estadia gratuitamente vai ganhar também um vídeo, mais fotos no Instagram e uma sinalização avisando da parceria.

Eu preciso ganhar dinheiro, como todo mundo. Preciso vender meu peixe e sempre encontrar maneiras de trazer mais gente pro blog, de engajar mais, de saber o que os meus leitores gostam. E eu tenho certeza de que os leitores não acham que estou explorando a boa vontade deles ao ganhar dinheiro fazendo o que eu gosto.

E você? Já comprou meu guia? Aproveite que está em promoção! O impresso de R$54.90 por R$34.90 e o digital de R$39.90 por R$14.90 - tá baratinho hein?

AVISO: vários links desse post são para parceiros. Eu não vivo de renda, mas bem que gostaria (atualmente vivo do salário do meu marido, enquanto tento ganhar mais dinheiro como blogueira).

Páscoa na montanha


No feriado de Páscoa (o único de 4 dias que temos aqui, pois a segunda feira também é feriado!) pegamos um carro e fomos até a Escócia, mais precisamente a cidade de Fort William, na região das Highlands. Olha, é longe. Mas, como não dirigimos no dia a dia, a viagem de carro não é uma coisa chata, é algo 'diferente' e a gente acaba curtindo.

Bom, o objetivo principal dessa viagem era subir até o topo do Ben Nevis, que é a montanha mais alta do Reino Unido. Depois que fizemos o Snowdon (no País de Gales) ano passado, ficamos com vontade de encarar o Ben, e lá fomos nós.

Foi uma tarefa árdua (fiquei com as pernas muito doloridas nos dois dias seguintes), mas a sensação de missão cumprida não tem preço.



Além da montanha, conseguimos explorar bastante da região, que é lotada de estradas cênicas, vilarejos minúsculos e lugares fofos para comer e tomar café!

Vídeo da Floresta Negra

Como uma boa e dedicada blogueira de viagem, fiz um vídeo sobre o nosso fim de semana na Floresta Negra (estivemos lá em fevereiro desse ano). Olha, fazer vídeo não é algo que eu adoro não - dá um trabalho do cacete: não apenas filmar durante a viagem (pelo menos essa parte o Martin se encarrega), mas editar e se entender com o programa de edição.

Mas enfim - aí está o resultado. Ficou bonitinho né?