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Hiking


Uma pessoa no Instagram me pediu para contar porque eu gosto tanto de fazer hiking, como esse hobby começou. Engraçado que eu nunca tinha parado pra pensar nisso! Sair pra caminhar na natureza nos finais de semana tem sido minha atividade preferida ultimamente, e eu espero ansiosa por esses dias. Mas realmente não foi algo que passei a fazer de uma hora para outra, então precisei parar pra pensar, e fazer uma espécie de 'retrospectiva' mental para lembrar de como isso começou.

Em maio de 2013 fomos passar um fim de semana prolongado no País de Gales (nossa primeira vez por lá). A gente foi pra capital, Cardiff, mas percebemos que seria tempo demais pra ficar lá (achamos a cidade legal, mas não foi assim um lugar que nos impressionou), então fechamos com uma agência local para fazer um passeio de um dia para a Península de Gower.

Foi nesse passeio que descobrimos que existe uma trilha que pasa por toda costa galesa, e nós fizemos um pedacinho dela. Lembro de voltar pro hotel em Cardiff completamente encantada com o que eu tinha visto. Estava tão impressionada com a beleza de Gales que logo marquei de passar mais um fim de semana lá pra caminhar por mais um pedaço da trilha.

A segunda vez também foi muito legal (fomos para a região de Glamorgan), e depois que voltamos começamos a comprar roupas melhores e apropriadas para essa atividade. Voltamos mais três vezes desde então, e sempre com o objetivo de fazer caminhada e conhecer mais do interior do país. Cada vez que a gente ia aprendíamos algo novo (geralmente por causa de um erro, como por exemplo levar pouca comida e água na mochila, achar que não precisávamos de jaqueta corta vento porque o dia estava ensolarado e coisas do tipo), e passamos a nos preparar melhor.

Da vez que fomos para a região de Snowdonia, acabamos subindo o Monte Snowdon, e adoramos a experiência. Soubemos que o Snowdon é a segunda montanha mais alta da Grã Bretanha, perdendo para o Ben Nevis, na Escócia. Então, em março de 2016, lá fomos nós para a Escócia com o objetivo de chegar no topo do Ben Nevis.  Foi incrível! Muito mais difícil que imaginávamos, mas nós dois curtimos muito. Estávamos bem equipados e preparados fisicamente. Foi por causa dessa viagem ao Ben Nevis que começamos a considerar seriamente a possibilidade de ir para o Kilimanjaro.

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Mas antes do Kilimanjaro, uma amiga minha que já fazia hiking há mais tempo nos chamou para fazer uma trilha nos arredores de Londres (obrigada, Pri!), isso há pouco mais de um ano. Pronto! Adoramos! Nunca tínhamos nos tocado que era possível fazer esse tipo de programa sem precisar planejar uma viagem. Por mais que a gente ame a Escócia e o País de Gales, não é sempre que dá pra se deslocar.

Agora, cada vez que a gente faz uma dessas trilhas no interior da Inglaterra, já combinamos a próxima. A maior parte das vezes na companhia dos amigos, mas não é sempre que podemos nas mesmas datas. Já fizemos só nós dois, com outros grupos, e eu até já fiz algumas sem o Martin, quando ele estava viajando a trabalho.

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Se há 6, 7 anos atrás você me falasse que eu seria uma dessas pessoas que ama estar no meio da natureza e gastaria meu dinheiro comprando bota de caminhada e jaqueta impermeável, eu iria rir da sua cara. Sempre me considerei uma pessoa 'da cidade'. E agora, apesar de ser feliz morando em um lugar caótico como Londres, fico sempre planejando a próxima escapada pro meio do nada. Eu e o Martin recentemente compramos uma barraca e em breve vamos acampar pela primeira vez (sem contar a expedição do Kilimanjaro, claro, mas lá tudo era feito pra gente - não nos preocupamos em montar barraca ou fazer comida). Nossa próxima viagem juntos é para um lugar especial na Escócia, que estou com vontade de conhecer já há alguns anos, justamente por causa da natureza intocada e das trilhas. Também estamos programando uma outra viagem de aventura para o fim do verão europeu, mas vou falar disso com mais detalhes quando tudo estiver fechado.

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É preciso ter disposição pra acordar cedo no fim de semana, pegar o trem e passar o dia andando. Pode chover, pode estar frio, pode ter muita subida. mas não teve nenhum dia que me arrependi de ter ido. Voltar pra casa com as botas sujar e aquele cansaço gostoso, e também com a sensação de ter conhecido um pouquinho mais do país onde moro, é muito recompensador (ah, e sem contar nas paradas estratégicas no pub pelo caminho!!!)

Brecon Beacons


E lá fomos nós mais uma vez rumo ao País de Gales. Não é sempre que temos feriado prolongado de quatro dias aqui, e como não sabíamos se os nossos passaportes teriam retornado (enviamos para renovação de visto no ano passado) a tempo de viajarmos para outro país, escolhemos Gales como destino de Páscoa.

E os passportes até chegaram, mas ainda bem que achamos melhor não arriscar. A região do Parque Nacional de Brecon Beacons, pra onde fomos dessa vez, é um dos lugares mais lindos do mundo. Eu sei, eu sei, não conheço o mundo todo. Mas tem tanta gente que conhece quase tudo e nunca deu um pulinho logo aí, nesse cantinho esquecido da Grã Bretanha. Então vamos chegar em um acordo: eu chamo de um dos cantos mais lindos do mundo mesmo sem conhecer o mundo todo e você, que já rodou o globo, me dá um voto de confiança e vai até lá na próxima oportunidade. Combinado?

Essa viagem superou todas as minhas expectativas, como vocês já devem ter percebido. Começamos com o pé esquerdo, subindo uma montanha e chegando no topo sem vista nenhuma, com tudo encoberto. Mas depois disso, só alegria! Um monte de trilhas maravilhosas que nos levaram aos anais de Nárnia, muitas cachoeiras, outras montanhas, lagos... muita natureza, cenário exuberante, vontade de ficar.

E com a vantagem de ter sido um bom treino pro Kilimanjaro. A gente não só andou muito morro acima como eu até fiz xixi no mato pela primeira vez.

E o Martin caprichou no vídeo dos melhores momentos, está rapidamente se tornando um videógrafo de mão cheia!



Mal posso esperar pela nossa próxima aventura galesa : )

Última escapada do verão

Aproveitamos os míseros dias que nos sobraram de férias esse ano para mais uma vez ir para o País de Gales. Olha, cada visita ao amado país vizinho é mais surpreendente do que a anterior!

Conhecemos uma parte da região conhecida como Snowdonia (onde fica o Snowdon, montanha mais alta do País de Gales e Inglaterra, e agora conquistada por nós, já que fomos até o topo!) e também da ilha de Anglesey.

Choveu, fez frio e ventou muito. Mas nada que a roupa impermeável (preparação é alma do negócio) não aguentasse. Tiramos de letra!


As fotos são do meu Instagram. Também postei bastante no Snapchat (helorighetto) mas né, agora já não dá mais pra ver : )

Vídeo: Pembrokeshire, País de Gales

Fizemos um vídeo da nossa mais recente viagem ao País de Gales (mais precisamente a região de Pembrokeshire), usando várias fotos e vídeos curtos feitos com o celular. Ficou bem bacaninha, e tem um pouco de cada lugar/cidade que visitamos.
 

(sei que pouca gente tem paciência pra ver vídeos, mas esse é curto, vê aí vai!)

Wales love

Desde quarta feira estamos viajando pelo País de Gales, mais precisamente a região de Pembrokeshire, sudoeste do país. Na nossa primeira visita no ano passado 'pegamos amor' por esse pedaço da Grã Bretanha, que é tão menos famoso e popular entre os turistas em comparação com seus irmão Inglaterra e Escócia.

A diferença dessa viagem para as duas primeiras é que viemos de carro, o que provou ser muito melhor pra conhecer uns cantos que ficariam de fora do roteiro se dependessemos de trem ou ônibus.

Queremos voltar aqui sempre, pelo menos uma vez por ano. Meu objetivo é um dia completar todo o perímetro da costa galesa, o Wales Coastal Path.


De volta ao País de Gales

O número 50 dos 52 objetos vai ficar pra amanhã, pois acabamos de chegar em casa depois de um fim de semana explorando um pedacinho da costa do País de Gales, um trecho chamado Glamorgan Heritage Coast. Pegamos o trem sábado as 7 da manhã para conseguirmos fazer o fim de semana render - e ainda bem que o sábado foi muito produtivo, pois hoje (domingo) a chuva estragou nossos planos e acabamos voltando pra casa mais cedo que o previsto.

A ideia era mesmo fazer caminhada, um turismo diferente do que estamos acostumados. E foi bem legal! Queremos fazer muitas outras viagens desse tipo - é possível contornar toda a costa de Gales - e essa primeira vez foi essencial pra gente ver os erros e acertos (foram muito mais erros do que acertos, vou escrever sobre isso lá no Aprendiz de Viajante).



Somamos 16,8 km caminhados no sábado (de Porthcawl a Southerndown) - muito mais do que a gente achava que conseguia! - e muitas fotos bonitas.

Não tem jeito, quando eu cismo com algo, fico meio obcecada. Já deu pra perceber que em breve voltamos ao País de Gales né?



The Welsh Lovespoon

Uma das coisas que compramos na nossa viagem a Cardiff foi a Welsh Lovespoon - a colher do amor galesa.

A Lovespoon tem uma história muito da bonitinha: diz que há muitos séculos ela era o presente que os amantes se davam para declarar seus sentimentos. A pessoa tinha que fazer a colher de madeira, na raça, e a escolha dos desenhos que a enfeitavam era coisa séria, já que cada símbolo tem um significado particular. Um coração, por exemplo significa "meu coração é seu" e dois corações lado a lado dizem "nossos sentimentos são recíprocos". Folhas ou árvores significam "amor crescente" e sinos significam casamento.





Parece que a Lovespoon é a avó da aliança, mas hoje em dia as pessoas dão as colheres de presente para noivos, recém casados, ou casais comemorando aniversário de casamento. 


Compramos a nossa colher do amor em uma loja em frente ao Castelo de Cardiff - a única que vi pela cidade, aliás - e apesar de ela ser super turística todas as colheres a venda lá ainda são feitas artesanalmente. Ou seja, não existem duas colheres iguais. Também é possível encomendar desenhos especiais ou mandar gravar nomes e frases na madeira.

Mas o que eu mais gostei de toda essa história da Lovespoon é que provavelmente é daí que surgiu a palavra em inglês "spooning", ou em bom português o famoso "ficar de conchinha".

Nossa Lovespoon tem corações e sinos - e ganhou lugar de honra na casa!


País de Gales, Wales, Cymru

Finalmente colocamos nossos pés em terras galesas: aproveitamos que segunda feira é feriado (pegamos também a sexta feira de folga) e viemos conhecer Cardiff, a capital do País de Gales - o menor (e menos famoso, talvez?) dos 3 países da ilha britânica.

Mesmo sem nunca ter vindo pra cá antes, sempre achei fascinante o idioma galês (sim, eles falam inglês aqui mas preservam o galês também), um dos mais esquisitos que já vi. Uma coisa assim russo com alemão, manja? Consoante demais pra vogal de menos? Sente só:


Aqui, toda a sinalização da cidade está nas duas linguas, e obviamente que a gente fica tentando decifrar a pronúncia das palavras. Apesar de algumas parecerem "roubadas" do inglês - tipo "bws" (bus), "castell" (castle), "tacsi" (taxi) e "ambiwlans" (ambulance) - a maioria é indecifrável: "celf" (arte), "croeso" (bem vindo), "gwesty" (hotel) e por ai vai.

Nas ruas, pelo menos o que senti nesse primeiro dia aqui em Cardiff, você ouve o inglês mesmo - mas pelo que li e me informei por aí há um grande esforço para não deixar o galês morrer entre as gerações mais novas. E tomara que não morra mesmo!

A viagem entre Londres e Cardiff de trem é curta, apenas duas horinhas. Chegamos na hora do almoço e já batemos perna por algumas das atrações principais, como o Museu Nacional. Uma ótima surpresa com sua bela coleção de pinturas impressionistas e esculturas do Rodin.



Amanhã vamos conhecer a área mais moderninha da cidade, Cardiff Bay, e no domingo faremos um tour (a gente ama um tour) até a região de Gower, pra ver um pouco da costa galesa.

Quem sabe até lá a gente não aprendeu umas novas palavrinhas em galês? Byddwn yn cadw ceisio!