1. Pare na frente da catraca e procure seu bilhete
Ah, nada como deixar para pegar seu bilhete do metrô só quando você chega na catraca para experimentar a paciência dos londrinos. Sim, vá lá, faça isso: procure o bilhete calmamente, primeiro nos bolsos, depois na mochila ou bolsa, e não arrede o pé de frente da catraca enquanto isso. Quero ver se alguém vai falar que os franceses são mal educados (e que fique bem claro que eu discordo) depois de bloquear uma catraca qualquer em uma estação qualquer do metrô londrino.
2. Chegue na plataforma e pare bem em frente ao acesso de onde você surgiu
Afinal, pra que ir para as pontas das plataforma ou procurar um pedaço que esteja menos cheio se você pode muito bem parar na porta e bloquear a entrada de todo mundo que está atrás de você? Sim, espere o próximo metrô chegar e não arrede pé, e não facilite a passagem de quem quem sair da muvuca e seguir em frente.
3. Aperte o botão que fica na porta do vagão
Se a porta do seu vagão tiver um botão (lado de dentro ou de fora) que você deduziu que deve ser apertado para abri-la ou fechá-la, aperte-o. Mas não aperte uma vez só: assim que o metrô chegar na plataforma, aperte várias vezes, incessantemente. Porque óbvio que esse botão funciona e todas as outras pessoas que usam o metrô todos os dias são completos idiotas que ainda não perceberam que apertar o botão te dá esse poder de absoluto controle de porta. (ATENÇÃO: mesmo no DLR, onde o botão realmente deve ser usado, aperte-o várias vezes. Se apertar uma vez só não vale, a porta só aceita o comando depois de 15 apertos)
4. Entre no vagão enquanto as pessoas estão saindo
Assim que a porta abrir (claro, já que voce apertou o botão mais de 15 vezes), não pisque: entre no vagão. O povo que fica esperando todo mundo sair antes (pior: abrem espaço para os outros saírem! Otários!) está comendo bola, entre antes de todos eles e seja o centro das atenções do vagão.
5. Quando a porta estiver fechando, deixe sua bolsa/casaco/sacola na frente
Quando o condutor do metrô falar pelo auto falante 'MIND THE DOORS, MIND THE CLOSING DOORS', não mova um músculo e deixe a porta fechar em cima das suas coisas. Não se esforce para move-las, mesmo que o condutor avise que o metrô não pode sair enquanto as portas não fecharem sem nenhum obstáculo. Para um melhor resultado, entre no vagão com as portas fechando, assim é mais provável que seu casaco ficará preso e voce causará um pequeno atraso na vida de todo mundo.
Eu sou bem preguiçosa para ver filmes, seja em casa ou no cinema. Eu sempre tenho uma lista imensa de filmes que gostaria de ver, mas vou adiando... acabo vendo alguns quando faço vôos longos, mas conto nos dedos as vezes que fui no cinema nos últimos anos, infelizmente.
Bom, toda essa introdução pra falar que recentemente eu fui no cinema (!!!) pra ver Mr Turner. Chegou esse filme no Brasil? É excelente. Trata-se dos últimos 25 anos de vida do pintor Turner (sobre o qual já falei várias vezes aqui no blog, pois volta e meia tem exposição dele em Londres), maravilhosamente interpretado por Timothy Spall.
Fiquei bem emocionada quando vi, pois muitos dos quadros que vi nessas exposições (e também na Tate Britain, que tem uma galeria especial dedicada a obra dele, uma coisa de louco) são pintados nesse período retratado no filme, assim como vários lugares de Londres (como a Royal Academy of Arts).
As 'fofocas' entre a turma das artes na época (como a rivalidade entre Turner e Constable e o casamento falho entre o historiador de arte John Ruskin e Effie Gray), que 'aprendi' em um curso que fiz ano passado também 'aparecem'.
Enfim, o filme é extraordinário mas não está concorrendo a nenhum dos grandes prêmios do Oscar. Por aqui foram publicadas várias matérias questionando a credibilidade dos concorrentes a melhor filme/diretor/ator, como acontece quase todo ano. Uma pena viu?
Se você curte esse tipo de filme, vá ver! Assim você conhece um pouco mais das excentricidades de Turner, assim como seu legado.
Passei 1 mês lendo essa trilogia, e quando acabo esqueço de colocar aqui... já faz quase 2 semanas que terminei o terceiro livro (li um seguidinho do outro, sem parar) e apesar de ter gostado do 'geral', o fim me decepcionou. Aliás, o terceiro livro todo foi meio vai não vai. Sabe quando você tá chegando no fim e percebe que as dúvidas não serão esclarecidas? Passam 200 páginas mas na história passam 2 horas?
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Mas não foi tempo perdido, longe disso. Os dois primeiros livros eu devorei, achei sensacionais. Aí a expectativa pro terceiro tava altíssima e né, não correspondeu com a realidade. Fica aquela sensação ultimo episódio de LOST - ok, bacana, que emoção, mas e aí? E o urso polar/povo pequenino? E a fumaça/duas luas?
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Olha, acho que se um dia eu escrever um livro, no fim vai tudo organizado numa listinha, pra não desapontar ninguém. Vou fazer um resumo com as questões abordadas na história e suas respectivas respostas, dessa forma os leitores pragmáticos como eu ficarão felizes.
No ritmo acelerado que as coisas estão acontecendo esse ano, essa é a pergunta que daqui a pouco eu preciso começar a fazer para mim mesma (mim mesma? ou eu mesma?).
Eu tenho coisa pra fazer todo fim de semana de agora até... maio. E ja tenho uns finais de semana ocupados em junho e julho também, então estou ansiosa pra dormir até tarde num sábado qualquer em agosto.
Exageros a parte, um fim de semana sem fazer nada faz falta sim. Trabalhei nesse último (feira em Frankfurt, como vocês talvez tenham percebido pelo post anterior), então já comecei essa semana me sentindo um bagaço. Somando as corridas, posts atrasadérrimos no Aprendiz de Viajante e uns frilas que estou fazendo para o Brasil, só me resta acordar cedo e ser pontual no escritório pra poder sair assim que o relógio bate 17:30 e fazer render a minha noite.
Uma coisa bacana dessa semana: percebi que ao sair do trabalho já não está mais tão escuro. Não é dia, mas também não é noite fechada. O céu, a essa hora, tem estado lindo. Meu Instagram agradece!
Local: um stand qualquer em uma feira em Frankfurt, Alemanha.
'Olá, eu sou da imprensa (mostro meu crachá que confirma), posso fotografar seu stand?'
'Claro, pode sim! Fique a vontade. De que revista voce é?'
'(entrego meu cartao) Desse website.'
'WEBSITE? Nao, voce nao pode fotografar nada aqui'
'?????!!!!!!'
'Se voce fosse de um jornal ou revista tudo bem. Mas internet nao. Porque vao copiar meus produtos'
'Meu senhor, hello, é 2015! Como assim voce acha que as mídias digitais sao inimigas? Quem quiser copiar seu produto vai copiar de qualquer jeito, nao existe mais essa barreira! Que atraso! Seu produto exposto numa página da web vai alcancar muito mais gente do que nas páginas de uma revista. E vamos combinar que o que voce vende nao é nada inovador. Sério. Menos.'
Isso é o que eu queria ter falado. O que eu falei de verdade foi 'Ok, obrigada'
...que me levava da porta da minha casa até o local onde eu trabalho.
Eu pegava o trem e ia sentadinha, lendo o meu livro e me atualizando no Instagram e Twitter, até chegar lá. Sem me preocupar com baldeação e quase sempre em companhia das mesmas pessoas.
Mas como alegria de assalariado dura pouco, essa linha de trem foi cancelada. CANCELARAM o meu trem! Eu já sabia que isso ia acontecer, estavam avisando há muito tempo, mas eu preferi ignorar os avisos até o dia em que eu acordei e me dei conta de que precisava buscar uma nova alternativa para ir e voltar do trabalho.
Opções existem, eu sobrevivi, e tudo continua igual. Com duas exceções: minha leitura que é interrompida quando eu preciso trocar do ônibus pro metrô ou do trem (outra linha de trem) pro metrô, e o meu caminho de volta pra casa que é agora é feito com a companhia do Martin.
Domingo, 7 horas da manhã, termômetro marcando ZERO grauzinhos lá fora.
O que você faz?
Você levanta e se prepara pra participar de uma corrida de 10km, que quando você marcou há uns 2 meses parecia uma ótima ideia.
Olha, as vezes me pergunto se não tô vivendo num mundo paralelo (ando com esse tema na cabeça porque estou mergulhada na trilogia 1Q84), porque essa história de treinar e participar de corridas não tem absolutamente nada a ver comigo.
Mas enfim, corrida marcada (o que significa inscrição paga), lá fomos nós. Quer dizer, sobramos nós, porque outro amigo que ia correr junto ficou doente (mentira, ficou com medo de ficar pra trás, HÁ!) e nossa mini torcida que ia aparecer por la também não conseguiu chegar (dizem por aí que foi problema nos trens, mas acho eu que o 'problema' foi no cobertor quentinho!)
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Como eu contei antes, a corrida era organizada pelo Cancer Research UK, então antes da largada o 'animador' perguntou quantas pessoas ali conheciam alguém que teve a vida afetada pelo câncer. 90% levantaram a mão. Aí ele perguntou quantas pessoas passaram por tratamento, e algumas mantiveram a mão levantada. Por fim, ele perguntou quem ainda estava em tratamento e um homem na nossa frente levantou a mão. Foi aí que eu me animei e deixei o frio e o sono de lado.
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Foi uma boa corrida, já que passamos por várias atrações, o percurso é muito bacana. mas confesso que o último kilômetro foi sofrido, mas mesmo assim reduzimos em 2 minutos o tempo total (em relação a corrida que fizemos no fim de novembro).
Bom, mais uma medalha na coleção, que espero que cresça muito. E depois de começar o domingo assim, fizemos duas comemorações gastronômicas: café da manhã tradicional e jantar no restaurante japonês preferido!
Contei aqui sobre quando perdi os segundos que estava filmando desde abril de 2014 (ainda me dói o coração), mas a boa notícia é que recomecei o projeto e estou filmando desde o dia 1/1. Agora tenho um celular novo (e maravilhoso, modéstia a parte - e ah, não é iPhone!) e os segundinhos consequentemente estão mais bonitos.
Vou fazer uma compilação mensal e postar aqui no fim de cada mês, assim se acontecer uma nova tragédia, na pior das hipóteses terei perdido apenas 30 dias.
Então lá vai: assim foi janeiro de 2015
Olhando esse videozinho, vejo como meu mês foi bom (apesar de loooongo): teve o show do Queen, alguns encontros com amigas, passeios no parque e a adaptação ao novo trajeto para o trabalho, sobre o qual ainda preciso escrever aqui.
Sexta feira fomos pela primeira vez em um Supper Club. Um Supper Club é um jantar (por isso a palavra 'supper' que aqui é mais usada do que dinner) feito por uma pessoa que não é um chef profissional e faz isso como um hobby, ou um complemento. É como se eu e o Martin fizéssemos um jantar aqui em casa, mas em vez de convidar os amigos que conhecemos, viriam pessoas pagantes, as quais nunca vimos antes na vida.
Eu não sei quando foi que começou essa onda de Supper Club, mas eu só ouvi falar há uns 2 ou 3 anos. Desde então ficamos ensaiando ir em um (e já conversamos sobre fazer um, mas e a preguiça de organizar?), e finalmente eu achei um bacana (valeu, Twitter!) e marquei. Lá fomos nós para um 'lugar secreto' enviado por email depois que efetuei o pagamento online.
Outra coisa interessante do Supper Club é que você tem que socializar com as outras pessoas que estão lá. Não é como ir em um restaurante e ter sua própria mesa: o espaço é pequeno e você divide a mesa com outras pessoas. Nesse caso tinha bastante gente, uns 20 mais ou menos. Então nos vimos cercados de desconhecidos que estavam louquinhos pra conversar, e não tivemos outra saída senão bater papo.
Uma situação um tanto quanto surreal, já que o grupo era bem peculiar. Um de cada nacionalidade, um mais esquisito que o outro (aposto que acharam isso da gente também). Teve a grega que abraçava todo mundo e fazia hi 5 toda hora, a alemã que me contou que o ex marido roubou todo dinheiro dela, o chinês que contou sua história de vida sem ninguém ter perguntado, o inglês que sobreviveu ao nascimento pré maturo graças a doação de sangue de uma mulher italiana... enfim, isso é só um aperitivo.
E a comida? Estava deliciosa. Foi um jantar japonês, com 4 pratos. Valeu bastante a pena, e apesar dos coleguinhas esquisitos, vamos procurar outro Supper Club em breve!
Ah, para os curiosos: pagamos 29 libras por pessoa, e cada um levava sua bebida.
Acho que, finalmente, depois de muitas tentativas ao longo desses 6 anos em Londres, consegui incorporar a corrida na minha rotina. Prova disso é que continuamos a treinar mesmo nas baixas temperaturas do inverno europeu. Isso nunca tinha acontecido antes: chegavam os meses frios e a gente simplesmente nem cogitava sair.
Nao é fácil. Tem que tirar forca de vontade e motivacao de todas as partes do corpo. Como eu disse pro Martin ontem, quando estávamos saindo (o dia mais frio em que treinamos até hoje), a motivacao é ir logo pra terminar mais rápido e voltar pra casa. E acho que é bem isso mesmo, pois desde o comeco de dezembro estamos reduzindo nosso tempo, o que tivemos muita dificuldade de fazer nos meses mais quentes.
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Claro que sair de casa no escuro e no frio nao é nenhuma maravilha, mas pra mim nao sao esses os maiores desafios. O mais difícil é ter que transferir a corrida pra rua, já que o parque fecha mais cedo (no verao fecha bem mais tarde, chega a ficar aberto até as 21h por um tempo). Correr na calcada é praticamente outra modalidade esportiva! Parece uma corrida de obstáculos: desníveis na superfície, calcadas estreitas, barulho dos carros, o farol que sempre fecha bem na hora que a gente precisa atravessar, e, é claro, os pedestres.
Em pouco mais de uma semana vamos participar de mais uma prova de 10km, dessa vez no centro de Londres. Essa é mais uma motivacao: nao querer fazer feio e chegar por último. Ah, e como a corrida é organizada pelo Cancer Research UK, mais uma vez resolvi fazer arrecadacao. Entao, pra quem estiver afim de doar qualquer valor, olink é esse aqui. Pensa bem: eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas to aqui correndo na maior friaca. Vale a doacao ou nao vale? ; )
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Em tempo: fiz um post no Aprendiz de Viajante sobre as provas de corrida mais bacanas de Londres, quem sabe é algo diferente pra voce fazer na cidade na sua próxima visita?
Eu sou dessas pessoas sem coração que não choram em situações fictícias, como no cinema ou lendo um livro. Sei que tem gente que chora ao ver uma obra de arte no museu, mas por mais emocionada que eu fique em qualquer um desses casos, nunca choro.
Até agora.
Ontem fomos no show do Queen. Roger Taylor e Brian May estavam lá, e nos vocais um cantor que eu nunca tinha ouvido falar: Adam Lambert. O que eu queria era ouvir as músicas que amo sendo tocadas ao vivo, e só.
Mas foi muito, muito melhor do que eu esperava. Martin também achou, segundo ele foi o melhor show que já fomos (ok, não somos os maiores frequentadores de shows tampouco manjamos tudo de música, mas adoramos música dos anos 80 e 90). E eu concordo. Adam Lambert é divertido, carismático, excêntrico e canta pra caramba - ele não está lá pra substiuir Freddie Mercury e sim para homenageá-lo. Segurou o show super bem, e ao mesmo tempo deixa bem claro o seu estilo.
Destaques: Brian May cantando acústico, Roger Taylor em uma disputa de bateria com seu filho Rufus Taylor (sim, pai e filho bateristas, tocando juntos, o show inteiro), e Freddie Mercury no telão participando de Love of My Life (vídeo acima, motivo do choro) e Bohemian Rhapsody.
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O Queen tem tantas músicas icônicas que precisaria de 3 dias ininterruptos de show, mas a seleção foi muito boa. Mas pra mim, faltou tocar Don't Stop Me Now. Fora isso, foi um show perfeito. Tão bom que só falamos disso o dia inteiro hoje, e a lembrança vai ficar na minha cabeça por muito, muito tempo!
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Fiz uns videozinhos vez ou outra, peço desculpas pelos gritos de UHUUUUU e pelo assassinato da música quando eu tentei cantar. Com a barulheira eu não achava que minha voz seria gravada!
Como Freddie Mercury faz falta! Parece mentira ele ter ido embora tão cedo. Gênio.
O You Tube está cheio de vídeos, muito melhores que esse! Basta procurar 'Queen + Adam Lambert at the O2'.
Fiquei sabendo da campanha 'This Girl Can' (Essa Garota Pode) hoje no trabalho, e nao resisti em postar sobre ela aqui, me identifiquei muito. Olha, acho bacana essa 'vibe' geracao saúde, das pessoas tentando se alimentar melhor e fazendo mais exercícios (aliás, hoje também saiu uma pesquisa por aqui falando que caminhar 20 minutos algumas vezes por semana prolonga sua vida), mas nao suporto esse ideal de beleza das 'musas fitness' da internet.
Minha barriga nao é lisa, minhas pernas nao sao torneadas e minha bunda nao é dura. Quando eu me exercito, tudo chacoalha. Meu cabelo fica todo arrepiado, fico com o rosto super vermelho. É isso que essa campanha celebra: fazer exercício nao é para 'musas' (entre aspas porque detesto essa palavra), e nao é pra ser musa. É pra ser feliz e saudável.
Não escondo o orgulho que tenho em ter escrito e recentemente publicado o Guia de Londres. Obviamente que eu sou suspeita pra falar o quanto ele está lindo e informativo, por isso me dá uma alegria imensa ao ver meu trabalho endossado por outros blogueiros de viagem. Esse post não é apenas para mostrar que andam falando do guia por aí, mas também para agradecer a todo mundo que dispos de tempo (e espaço - valioso! - no blog) pra recomendá-lo.
(Atualizarei o post se saírem mais comentários bacanas por aí!)
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Ducs Amsterdam: acho que não há um brasileiro que viaje para Amsterdã sem consultar o blog do Ducs. Ele também foi um dos primeiros blogueiros a lancar um guia de viagem (adivinha de que cidade?), e desde que eu me entendo por travel blogger o Ducs dá dicas incríveis para quem quer se profissionalizar e transformar o blog em negócio.
Turomaquia: conheci a Pat, que faz o blog Turomaquia, ao vivo e a cores em 2012, mas já lia o blog dela bem antes disso, pois ela é minha referência em dicas de arte e museus. Ela inclusive tem dois guias específicos sobre museus, um do Louvre (Paris) e outro do Prado (Madri), além de também ter escrito dois guias de cidades, Barcelona e Curitiba.
O post que a Pat fez no Turomaquia sobre o guia está aqui.
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Direto de Paris: eu não lembro como (nem quando) foi que eu e a Renata, que faz o Direto de Paris, nos conhecemos no mundo virtual, mas lembro direitinho do dia em que a conheci pessoalmente. Foi em Paris, mais precisamente no Pompidou. A escolha do lugar não poderia ter sido melhor, já que a Rê estuda História da Arte. Ela é jornalista e colabora com diversas publicações no Brasil, por isso no blog dela voce encontrará textos minuciosos e muito (muito!) bem escritos não apenas sobre a vida e atrações em Paris, mas também de suas andancas por aí.
O post que a Rê fez no Direto de Paris sobre o guia está aqui.
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360 Meridianos: hoje em dia não é muito difícil achar alguém que esteja programando uma viagem de volta ao mundo, mas a primeira vez que li a respeito disso foi no 360 Meridianos. O que eu gosto mais no blog, comandado por 3 amigos que fizeram essa jornada juntos, é que o estilo de viagem deles é bem diferente do meu. Acho incrível ler sobre as suas experiências, e me sinto uma viajante bem amadora e com um mundão imenso pela frente ao 'mergulhar' nos posts. Para quem gostaria de planejar sua primeira viagem ao exterior, eles tem um ebook sobre o assunto, saiba mais clicando aqui.
O post que a equipe do 360 Meridianos fez sobre o guia está aqui.
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Rapha no Mundo: quem comanda o blog (desde o layout até criação de todo conteúdo) é a Rapha Aretakis. Como ela escreve há bastante tempo, volta e meia eu via um link nas redes sociais e ia parar no blog, e acho que de uns anos pra cá fomos criando uma afinidade maior (graças a elas, redes sociais!). Além do blog, ela contribui com outros veículos, então é bem provável que você ja tenha visto seu trabalho por aí.
O post que a Rapha fez no Rapha no Mundo sobre o guia está aqui.
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Colagem: eu conheci o mundo dos blogs dos brasileiros que vivem no exterior graças a um site chamado Mundo Pequeno, idealizado pela Luciana Misura, que escreve o Colagem há muitos anos. Acho que a palavra 'pioneira' encaixa-se bem aqui, porque todo blogueiro que mora fora do Brasil sabe quem é a Lu e conhece o trabalho dela. Além de falar sobre viagens, a Lu tem uma série de posts sobre vida nos Estados Unidos. Ela também já escreveu um guia de Detroit.
O post que a Lu fez no Colagem sobre o guia está aqui.
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Viajoteca: tô pra ver um blog começar mais bombado do que o Viajoteca! Conheço ao vivo dois dos quatro integrantes, o que torna o conteúdo muito dinâmico e muito rico. Como cada um deles mora em um canto do mundo, e também já viajaram por todos os outros cantos que sobram, tem muita história pra contar.
O post que a Martinha fez no Viajoteca sobre o guia está aqui.
(esse post contém tentativas descaradas de vender meu Guia de Londres)
1. Fase burocrática
Comprar um número de telefone, abrir uma conta no banco, conseguir um lugar para morar (que depende de abrir conta no banco, que depende de ter um endereço fixo... boa sorte), tirar o seu NI (National Insurance), enfim, transferir as praticidades da vida para um outro país. Não é assim super problemático, mas uma fase obrigatória. Elimine ela o mais rápido possível para passar para as próximas fases!
2. Fase turística
Com tudo resolvido, mas o futuro ainda incerto, é hora de andar por aí. Você se sentirá a pessoa mais entendida de Londres (se comprar o meu guia certamente será) e vai bolar mil conexões no metrô para conseguir percorrer a cidade como se não houvesse amanha. Você vai olhar para os turistas e pensar: 'Ha! Seus turistas! Eu MORO aqui, tá?'. Essa fase, apesar de uma delícia por motivos óbvios, é também um limbo, afinal uma hora você se dará conta de que não dá pra turistar todos os dias e passará para a próxima fase.
3. Fase 'e agora?'
A pior fase. Por mais que voce tenha se planejado, lido tudo sobre Londres (leu meu guia?), na hora do vamos ver é que a ficha cai: você mora em outro pais. Tem que fazer tudo de novo: arrumar o currículo, pesquisar vagas de emprego, fazer amizade, organizar a rotina, saber onde vende requeijão (coisas importantes, veja bem). É uma fase de incertezas e expectativas, tem dias que você se pergunta se realmente fez a coisa certa.
4. Fase retrocesso
Uma fase totalmente dedicada a sua vida profissional. Então que você conseguiu um emprego, mas é a mesma coisa que você fazia há 3 anos. Ou então não tem nada a ver com a sua área. Não se desespere! Esse passo pra trás, por mais contraditório que possa soar, é o primeiro passo pra frente. O problema é que nessa fase a gente se sente desvalorizado, é bem difícil manter a motivação. Ainda mais com os seus amigos no Brasil, na maioria das vezes, ganhando muito mais e com as carreiras em ascensão.
5. Fase Londoner
E, de repente, voce se sente em casa. Quando vai para o Brasil, fica com saudade da 'sua' cidade. Já está acostumado com o estilo de vida londrino, já xinga quando o metrô demora mais de 4 minutos, provavelmente encontrou um novo emprego (e deu mais um passo pra frente) e fez amizades. Diferentemente na fase turística, a fase londoner não significa ter pressa pra ver tudo, mas permitir-se ficar em casa e não fazer nada sabendo que voce tem mais e mais finais de semana pela frente para conhecer aquele lugarzinho super secreto e aquela atração que você ainda não visitou, sobre as quais você leu num incrível guia de Londres.
2014 foi o ano com o menor número de posts nesse bloguinho. Foram 85 posts, 12 a mais do que em 2004, sendo que em 2004 o blog nasceu em agosto. Desde 2009 (ano que publiquei 367 posts) vem acontecendo essa diminuição, e me pergunto se esse será o fim natural não apenas desse, mas de muitos outros blogs que tem essa pegada mais pessoal.
Um monte de blogs pessoais que eu lia quando comecei a escrever 10 anos atrás já não existem. Alguns viraram blogs temáticos, outros misturam posts pessoais e de lifestyle (família, decoração, gastronomia) com posts de viagens. Enfim, cada um tomou um rumo.
Acho que muita coisa que antes se tornaria tema para post hoje vira foto no Instagram, pensamento solto no Twitter ou divagação no Facebook. E claro, quando o assunto é viagem, o post (ou melhor, os posts) vai parar lá no Aprendiz de Viajante.
E claro que aos 24 anos, idade que eu tinha quando publiquei o primeiro post aqui, eu tinha uma cabeça muito diferente. Na época o blog era meio escondido, então eu não me policiava: já falei mal do trabalho, já soltei os cachorros em cima de chefe, já divaguei sobre planos para o futuro, coisas que hoje em dia prefiro não compartilhar no blog.
Uma coisa que sinto muita falta aqui, e que me faz ficar mais nas redes sociais, é a interação. Seja um reply de um tuíte ou um comentário em uma foto no Instagram, sinto que estou sendo 'ouvida' muito mais do que sou aqui. E aí me pego pensando: então é pra encher meu ego que tenho esse blog?
Deve ser! E por enquanto ele vai continuar onde está, independentemente da quantidade de postagens. E fica aqui a minha primeira divagação de 2015.
Ao contrário da noite de Natal, nossa véspera de ano novo foi bem tranquila. Um dia paradão, a única coisa diferente que fizemos foi sair de casa pouco depois das 11 da noite. Fomos até o centrinho do nosso bairro, mais precisamente na beira do rio, da onde é possível avistar a London Eye (de longe, mas dá!).
Não sabíamos que esse era um 'point' e foi uma surpresa chegar lá e encontrar tanta gente. Mas achamos um cantinho e esperamos dar meia noite. E foi assim nosso réveillon, sem festa, só nós dois. Tranquilo, como quero que seja 2015!
Aproveito para desejar um ano maravilhoso pra todo mundo que vem aqui ler minhas divagações, entra ano, sai ano. E se algum dos meus leitores foi um dos sortudos ganhadores da mega sena da virada, não esqueça dessa humilde blogeira ; )
(sugestão de uso para seus milhões: comprar uns mil exemplares do meu Guia de Londres, que foi publicado semana passada! Que tal?)
Esse ano mais uma vez fizemos o Natal aqui em casa - depois de termos 'transferido' a festchinha pra casa dos amigos em Paris em 2013 - e acho que todo mundo curtiu bastante.
E mais uma vez calculamos errado a quantidade de comida. Éramos em oito, mas dava fácil pra alimentar 15, sem brincadeira. Acho que rola um medo de faltar alguma coisa, e todo mundo que vem acaba trazendo mais do que era combinado.
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Antes da comilança (ainda bem, porque depois ninguém conseguia se mexer) nosso apê virou uma baladinha (anos 80, ao som de um álbum incrível que inclui clássicos do Dominó e do Polegar), pra mim a melhor parte da noite.
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Desde que mudamos para Londres passamos o Natal entre amigos - ou melhor, a nossa família daqui. Espero que muitos ainda aconteçam, exatamente como esse!
Em janeiro desse ano eu decidi que ia escrever um guia de Londres. Há tempos eu pensava sobre isso, mas uma das coisas que eu usava como desculpa para não escrever era o fato de já existirem muitos. Eu me perguntava: por que fazer mais um?
Aí, na mesma semana, aconteceram duas coisas: eu ganhei de presente um guia de Londres de 1896 de uma amiga (A inspiração foi tamanha que a frase de abertura do meu livro vem dele!), e outra amiga me escreveu perguntando se eu não tinha nenhum projeto em vista no qual ela poderia trabalhar comigo como ilustradora. Bingo!
Capa
Ok, existem sim vários, dezenas, milhares de guias de Londres, mas não o meu! Tomei coragem e me dei esse desafio. Levou mais tempo do que eu imaginava (afinal fiz durante meu 'horário livre', ou seja, a noite e nos finais de semana), e várias vezes pensei que não acabaria nunca (sempre tem alguma coisa pra adicionar!). Mas eu acabei!
Índice - o que você vai encontrar no guia
Claro que publicar um guia vai além de escrevê-lo. Contei com um time de colaboradores/amigos que abraçaram o desafio e são tão responsáveis por ele quanto eu: a Claudia, que fez toda a coordenação e montou o processo de venda; a Renata, que revisou todo o texto e garantiu cada vírgula e crase; a Marília, que desenhou as ilustrações maravilhosas que acompanham todo o texto e retratam Londres tão bem; o Filipe, 'dono' das fotos que abrem cada capítulo, e a Halini, que 'amarrou' todo o material e fez a diagramação que torna o guia tão bacana e gostoso de ler.
Um pedacinho do capítulo que é o coração do guia: o Roteiro de 7 dias
Por enquanto o guia está disponível apenas como ebook, mas em 2015 vamos fazer a versão impressa. O preço do ebook é R$39,90 e o pagamento é feito pelo PayPal, que é super seguro. Você não precisa ter conta nele, basta ter um cartão de crédito ou debito e pronto! Assim que você efetua a compra é redirecionado para uma página com o link para baixar o guia (e também irá receber o mesmo link por email).
Primeira página do capítulo com sugestões de passeios de 1 dia na cidade
Estamos publicando o guia de forma totalmente independente, e por isso também estamos aprendendo muito com o processo. Caso você tenha qualquer tipo de problema, é só entrar em contato e vamos ajudar a resolver.
Para comprá-lo, clique aqui. Para mais informações sobre o conteúdo do guia, clique aqui.
Lembrando que continuarei a postar sobre Londres normalmente, tanto aqui como no Aprendiz. Temos um montão de posts na nossa página especial sobre a cidade, e o fato de vendermos um guia não afeta em nada o ritmo de postagens e o conteúdo gratuito que disponibilizamos no Aprendiz de Viajante.
Quando saiu o vencedor do Nobel de Literatura esse ano, procurei um livro dele que fosse fininho, só pra 'testar', por isso que escolhi o 'The Search Warrant', que dá pra ser lido em uma semana.
Apesar do livro ser muito bom, não sei se retrata exatamente o estilo do autor, pois é um não-ficção, que narra a experiência do autor em buscar informações sobre uma moça judia durante a ocupação nazista em Paris na Segunda Guerra Mundial.
O que eu mais gostei é que a história não é 'deprê' ou super emotiva - é simplesmente a narração dos fatos: o que ele consegue descobrir sobre a moça e sobre a situação de outras pessoas na mesma época, juntamente com algumas coisas que ele mesmo lembra e experiências da família dele.
Enfim, valeu a leitura, mas vou deixar para comprar outro livro dele mais para frente.Alguém aí já leu algum outro título dele?
Volta e meia quando saio do trabalho e passo pela Trafalgar Square a caminho da estação de trem, me deparo com o DJ Grandpa: o criador de uma balada itinerante.
A Trafalgar Square todos os dias é tomada por artistas de rua. Tem gente fazendo performance, tem as estátuas vivas, tem músicos.... e tem o DJ Grandpa, que vamos combinar deixou todos os outros no chinelo.
Ele inclusive faz uma demarcação com giz no chão e escreve 'Dance Floor'. Tem luzinhas de balada e tudo mais. Infelizmente, todas as vezes que eu passo a 'pista' costuma estar vazia, mas acho que mais por vergonha da turma do que por falta de interesse. Todo mundo passa e abre sorriso, escuto muita gente comentando como é legal.
É legal mesmo. Um dia vou perder meu trem e ficar lá dançando (aperta o play pra ver!!!).
Heloisa Righetto, 39 anos, sou paulistana com raízes catarinenses, moro em Londres desde dezembro de 2008 (mas o blog existe desde 2004). Sou designer por formação e trabalho com comunicação. Em agosto de 2018 terminei um mestrado em gênero, mídia e cultura.