Leitura: O Mapa e o Território, Michel Houellebecq

Já faz mais de uma semana que terminei esse livro, mas demorei pra registrar aqui simplesmente porque não sabia o que escrever. Achei assim meio blé. Nem fá nem fu. Não detestei o suficiente para desistir da leitura mas não gostei o suficiente para recomendá-lo. E pra piorar uma amiga minha disse que o autor é machista (eu tinha achado algumas passagens do livro racistas, e depois que ela falou isso tive certeza que não foi impressão minha).

Mas enfim. O cara ganhou prêmio e tal então deve ter gente que gosta, e muito. É tranquilo de ler, e achei interessante as referências ao mundo da arte.

Agora estou enfiada numa leitura que vai levar pelo menos 2 meses, pelos meus cálculos. Daqueles livros que parecem uma bíblia (ainda mais porque eu carrego na mão mesmo, já que não cabe na minha bolsa e eu vou dizer não ao e-reader até os livros físicos pararem de ser vendidos, o que espero que não acontece durante os meus anos de vida), e ainda por cima em inglês de época. Simbora.

Commonwealth Games

A cidade de Glasgow na Escócia está sediando esses dias o Commonwealth Games, uma espécie de Olimpíadas para as nações integrantes do Commonwealth.

Eu lembro de ter aprendido sobre o Commonwealth na escola, mas desde então, e até vir morar aqui há quase 6 anos, o 'assunto' nunca pareceu muito interessante. Até hoje não consigo entender a importância dessa comunidade. Pra mim soa como 'ah vamos fazer o clubinho da turma que já foi colônia britânica e chamar a Rainha pra presidir'.

Minha decepção só aumentou quando descobri que, em 42 das 53 nações do Commonwealth, a homossexualidade é criminalizada de alguma forma. Quanto atraso! Imagina como seria bacana se a nossa querida monarca usasse sua influência para reverter esse quadro.

Enfim, apenas um pensamento solto de uma sexta feira em frente a televisão assistindo um jogo de netball da Jamaica contra a Inglaterra nas olimpíadas do clubinho da tia Beth...

Artesanato italiano

Durante as nossas férias na Costa Amalfitana foi preciso muito auto controle pra não voltar com uma mala cheia de peças de cerâmica. Existem várias fábricas (grandes e pequenas) na região e consequentemente centenas de lojinhas por todos os cantos.

Mas, chegando em Sorrento, que foi nossa última parada antes de voltar para Londres, encontramos um outro tipo de artesanato local: marchetaria. Vimos muitos ateliês pelo centro antigo da cidade, todos vendendo peças maravilhosas, especialmente caixinhas e quadros. Entramos em um desses ateliês e de cara eu não consegui tirar os olhos de um quadro que reproduzia a paisagem de Positano (as casas incrustadas no penhasco com o mar a sua frente), onde havíamos estado nos dias anteriores. 

O artesão, um senhor muito simpático chamado Michelli, estava por ali e nos mostrou um pouco do processo, que requer um nível de detalhe absurdo. O filho dele gerencia o ateliê e também faz as peças. É um negócio de família mesmo.


Como o Martin estava 'me devendo' um presente de aniversário, compramos o quadro de Positano. Mais um pedaço de parede coberto aqui em casa, com a vantagem de sempre nos lembrar de uma semana incrível nesse pedaço da Itália.

100 dias, 100 segundos

Continuando com a tarefa de filmar 1 segundo por dia, aqui está a compilação de 100 dias (completados ontem). Tá ficando tão legal!



O Martin tambem fez a compilação dele (ele começou 1 dia depois de mim, portanto completou os 100 dias hoje), aqui está:



Rumo aos 365 dias!

Holiday blues

Difícil voltar de férias.

Entre todos os lindos lugares que visitamos, está esse aqui:



Ainda bem que tenho o restinho de sábado e o domingo pra fazer a preparação psicológica para o retorno do trabalho.

Leitura: Everyday Sexism, Laura Bates

escrevi aqui no blog sobre o projeto Everyday Sexism e quem me acompanha nas queridas mídias sociais sabe como esse tema mexe comigo. Por isso, quando a Laura Bates (fundadora do projeto) anunciou a publicação de um livro, eu fui correndo comprar minha cópia.

O livro é basicamente um apanhado geral de todas as questões levantadas ao longo desses quase 2 anos de projeto. Abrange sexismo em diversas instâncias - dos insuportáveis assovios e cantadas de rua ao assédio sexual, estupro e FGM (female genital mutilation) - e categorias: no trabalho, na rua, na escola, na universidade e por aí vai.

As estatísticas que abrem cada capítulo somadas aos milhares de tweets e declarações pessoais enviadas ao site do projeto são o material base que a Laura usou para desenvolver o livro. Apesar de eu vestir a camisa femisnista já há bastante tempo, esse livro me ajudou não apenas a entender melhor como a sociedade vê (ou não vê, na maioria das vezes) esse problema, como também explicar pra todo mundo o que é o feminismo e o que cada um pode fazer pra ajudar a diminuir a desigualdade de gêneros e, consequentemente, derrubar o sexismo.

Olha, não é uma leitura fácil. Não no sentido de entendimento (ela escreve de forma clara, como se fosse em uma conversa), mas no que diz respeito aos fatos. Ler algumas declarações e se identificar com alguma delas é as vezes um processo doloroso, mas necessário para que a gente entenda que não há vítima que seja culpada e que é preciso reclamar o direito ao nosso corpo sem medo de constranger a sociedade.

Recomendo muito. Mulheres, homens, todo mundo. O sexismo é um problema quase invisível e é um absurdo que muita gente faça vista grossa. Como diz a Laura: ENOUGH IS ENOUGH.

Um ótimo dia

Tive um ótimo dia, hoje.

Passada rápida no escritório de manhã, e depois RUA! Entre um evento e outro, fiz essa foto: (que postei no Instagram do Aprendiz de Viajante - já segue?)

Ah, se todos os dias fossem assim!

(ps.: também ganhei um iPad, o que contribuiu para o o dia de hoje ter sido um sucesso)

A copa aqui

Alguns amigos e familiares me perguntaram como anda o clima de copa por aqui. Claro, agora com a Inglaterra eliminada e humilhada, é como se não existisse copa. Mas antes disso, eles ja estavam desencanados. Ninguém tinha a menor esperança de um bom desempenho da seleção, e o que mais me chamou atenção foi a falta de bandeiras nas janelas e varandas. Aqui no meu prédio a única bandeira é a minha, do Brasil. 

Apesar de todos os jogos serem transmitidos ao vivo e muitos bares e pubs promovendo a copa, não há uma comoção geral. Empolgação zero. Eu lembro que em 2010 estava um pouco mais animado, mas desde então os torcedores tem se decepcionado com Rooney e sua turma. 

Sei lá, de repente o povo está mais preocupado em aproveitar o tempo bom nos parques, porque vai saber até quando o calor fica por aqui, certo?

Não tenho tempo

'Tô sem tempo', 'não tenho tempo', 'tá super corrido': eu nunca achei que ia falar uma dessas frases (pois é, mordi a língua), mas ultimamente eu não tenho visto o tempo passar. Fico imaginando como fazem as pessoas que tem filhos. Sério, como vocês fazem?

Não tô querendo fazer drama, acho que a vida de todos meus amigos é assim. Mas só esse ano que me dei conta que qualquer coisa 'extra' que eu queira fazer acaba atrapalhando minha escala. Sempre tem algo que sai prejudicado: o blog (esse ou o Aprendiz), a alimentação, a diversão, a casa.

Foi-se o tempo que eu deixava a casa arrumada. Hoje em dia tem sempre algo zoneado, ou uma tonelada de roupa de lavar, ou roupa secando no varal há uma semana. 

Depois que resolvemos voltar a correr, a coisa ficou ainda pior: o tempo que eu dedicava 'ao lar' e ao blog foi cortado pela metade. Ainda bem que vou trabalhar de transporte público, só assim consigo manter a leitura.

Só uma coisa resolve. Aliás, duas: megas sena e euro millions. O que vier tá bom.

De volta a ativa

Nos nossos 2 primeiros anos em Londres, conseguimos contruir uma rotina muito boa de exercício: íamos correr quase todos os dias, e chegamos a participar de várias corridas (eu fiz muitas Race for Life), de 5 e 10km.

O problema é que eu detestava. Detestava mesmo. E todos meus amigos que correm me falavam: 'ah, depois que você começa e acostuma, fica viciada! Vai amar!'. Acho que esse foi o pior conselho que ouvi. Não apenas o bichinho da motivação não me mordeu, como eu comecei a ficar muito mal humorada durante a corrida e também mega frustrada por não estar gostando.

Por causa disso, acabei deixando de lado. Ia uma vez ou outra fazer caminhada no parque, mas nada regrado. 

Só que esse ano eu me toquei que estou nessa vida sedentária há uns 2 anos, e né, ninguém aqui está ficando mais jovem. Eu vejo os benefícios da caminhada/corrida em todo mundo que pratica (meu pai é um ávido caminhador), então decidi tentar novamente.

Aqui um adendo: não tentei academia porque odeio com todas as minhas forças a ideia de pagar pra fazer algo que não me faz muito feliz. Não suporto academia, a atmosfera da academia, a coisa de ficar trancada num lugar pra se exercitar. Sei que tem muita gente que curte, eu até ja tentei (mais de uma vez), mas essa lição eu aprendi.

Estamos num ritmo bom de caminhada/corrida há uns 2 meses. A boa notícia é que estou motivada, não odeio, e estou focando na parte boa, que é ficar saudável. Resolvi fazer novamente a Race for Life (5km, já escrevi sobre essa corrida aqui no blog várias vezes), mas sem grandes compromissos, vou com uma amiga e vamos curtir o dia e a atmosfera do evento (é sempre muito emocionante saber a história das pessoas que estão lá e conhecer os motivos que as levaram a participar. Eu apoio o Cancer Research UK desde que cheguei em Londres e há alguns meses faço contribuições mensais que saem direto do meu salário), e eu e o martin nos inscrevemos para uma corrida de 10km em novembro (no momento, fazemos 6km entre corrida e caminhada).

É isso. Boa sorte pra mim e que o mau humor passe longe. 

Abaixo a campanha da Race for Life desse ano, que está muito legal, acho emocionante.

Cinque Terre

Nossa viagem a 4 para Cinque Terre rendeu milhares de fotos a videozinhos ótimos - mas como sempre os detalhes mais práticos vão virar post lá no Aprendiz de Viajante. Aqui, prefiro colocar os 'melhores momentos', como esse vídeo que é um apanhado geral 'caras e bocas/coisas engraçadas' - com aquele tipo de foto que a gente nunca coloca no Facebook ou Instagram! : )



(Falando em Instagram, quem não me segue lá ou não usa o aplicativo pode ver todas as minhas fotos nesse link aqui ==> instagram.com/helorighetto - dei uma exagerada na quantidade de fotos que postei durante a viagem, mas não deu pra resistir mesmo!)


Dividir o banheiro sem perder a dignidade

Acabamos de voltar de uma semana deliciosa de férias - fomos para Cinque Terre na Itália com os amigos. Apesar de essa ter sido nossa quarta viagem juntos (fomos para Liverpool em 2011, Inverness em 2012, Florença em 2013), foi a primeira vez que dividimos um banheiro.

Ficamos hospedados em um Bed&Breakfast ótimo no vilarejo de Monterosso al Mare, e nossos quartos estavam em uma espécie de apartamento, mas tínhamos apenas um banheiro (que não dividíamos com mais ninguém, era apenas nosso). Como a gente já se conhece super bem, frequentamos a casa uns dos outros diversas vezes, não pensamos que isso poderia ser um problema, mas né, ninguém gosta de escovar os dentes com o odor do cocô alheio.

Então levamos dois produtinhos que provaram ser extremamente eficientes! O Poo-Pourri (para espirrar na privada antes) e o Post-Poo Drops da Aesop (para pingar na privada depois). Combinação perfeita! Nossa amizade resistiu a mais esse obstáculo : )

Ah, e esse post nada tem de publicidade - achei que seria de utilidade pública mesmo! Quem se interessou, clique nos links para mais informações e preços.

Labirinto no metrô

O metrô de Londres é uma das maiores plataformas de design britânico que existem. A princípio pode soar estranho, mas é só parar para pensar em todos os 'componentes' da rede pra ter noção da importância dessa conexão: começando pelo símbolo do metrô (o famoso roundel), passando pelo mapa das linhas e pelas estampas dos tecidos que cobrem os assentos, isso apenas para citar alguns (leia mais sobre o assunto aqui)

Ano passado, mais um projeto super legal de design foi lançado, como parte da celebração dos 150 anos do metrô: o 'Labyrinth', feito em colaboração com Mark Wallingers.

Cada uma das 270 estações tem um 'quadro' com o desenho de um labirinto, cada um único. A identidade visual é a mesma, mas o desenho em si é diferente (e todos são numerados pelo artista no canto inferior direito). O mais legal é que cada um está em um canto 'escondido' da estação, uns mais fáceis de encontrar do que outros - até porque, em estações menores, não tem muito onde esconder. Pode estar perto da bilheteria, em alguma das plataformas ou nos corredores que percorrem a estação. 

Encontrar o labirinto virou uma diversão pra mim! Eu não uso muito o metrô - vou de trem para o trabalho - então quando acho um, como ontem na estação de South Kensington (foto acima), sempre fotografo. 

A iniciativa 'Art on the Underground' tem vários outros projetos, quem gosta do assunto pode sabe mais no site deles

Edição #6 da Revista do Aprendiz de Viajante

Saiu semana passada a sexta edição da nossa revista de viagem gratuita! Dessa vez o conteúdo é mais focados nos Estados Unidos, e como estive em Chicago recentemente escrevi uma matéria sobre a cidade - além das seções de produtos e souvenirs (quem mostrou a coleção foi a Camila, do blog Viaggiando).


Quem baixou as edições anteriores deve ter recebido a notificação por email, mas quem ainda não conhece nossa revista, dá uma olhada nesse link, que tem todas as instruções.

Temos altos planos para o Aprendiz de Viajante esse ano, e um deles é lançar alguns guias de viagem - eu estou escrevendo um, vocês já devem imaginar de qual cidade... O mais legal é que farei na companhia da Marília, que será a responsável pelas ilustrações, e da Renata, que está fazendo a revisão. Ainda não temos uma data específica de lançamento porque ainda tem muito trabalho pela frente, mas é claro que aviso aqui quando esse filho nascer.
Ilustração by Marilia Cichini

Leitura: 1889, Laurentino Gomes

Enfim terminei a trilogia (ja falei sobre o 1808 e 1822 antes aqui no blog) sobre a história do Brasil no século 19. O último livro, como entrega o nome, foca na proclamação da República e deixa na gente o mesmo sentimento do 1808 e 1822 - uma mistura de raiva com angústia e ao mesmo tempo a compreensão e porque não, o esclarecimento, em relação a situação que o país passa hoje.

Se você ainda não leu nenhum deles, comece agora. Não são apenas informativos e esclarecedores, mas muito bem escritos, fáceis de ler, organizados em capítulos com temas claros e distintos.

30 dias, 30 segundos

Completei 1 mês filmando 1 segundo todos os dias, e aqui está o videozinho! Preciso falar que estou me divertindo como esse pequeno projeto, é interessante pensar o que vai representar aquele dia específico. Um almoço ou café com uma amiga, a caminhada diária de ida e volta do trabalho, o livro terminado, o passeio em um museu. Sempre tem alguma coisa!

Aí vai (a data está no canto inferior esquerdo):



O próximo vídeo coloco aqui quando completar 3 meses (senão fica muito repetitivo, não acham?)

Em defesa dos franceses

*desculpem-me a falta de acentos, usando computador desconfigurado 

Acho que existe um certo prazer na pessoa que vai pra Paris e faz questao de atualizar seu status no Facebook com algo assim: 'É verdade mesmo! Paris é linda, mas os franceses sao grossos! E nao fazem o menor esforco pra falar ingles...'

Eu é que nao sou entendida de Franca - conheco algumas cidades e tenho a sorte de voltar com frequencia a Paris, mas minha humilde experiencia me ensinou uma coisa: quem é grosso é o turista.

Tenho a impressao de que as pessoas ficam torcendo para serem atendidas por um garcom mal educado pra poderem ir lá no Facebook gritar aos quatro cantos que sim, sim gente, sao todos grossos. Maltratam o turistas. Recusam-se a falar ingles.

E eu me pergunto: voce meu caro turista, tentou falar bonjour, ou merci? Deu uma olhadinha no dicionário pra aprender a falar por favor?

Nao teve uma vez que estive em Paris e nao vi muitas pessoas nao fazendo o menor esforco para serem entendidas - comecam a comunicar-se em ingles sem ao menos tentar uma mímica ou soltar um humilde bonjour.

Obviamente que nem todas as pessoas com as quais cruzamos em nossas viagens estao em seus melhores dias, seja em Paris ou em Pequim, mas o que me irrita é essa satisfacao em reforcar um cliche tao idiota quanto 'no Brasil só se joga futebol e so se danca samba'.

Mesmo fora de Paris, em cidades como Lyon, Lille e até mesmo a pequena Honfleur, sempre me deparei com pessoas agradáveis e prontas pra ajudar. Aliás, resolvi escrever esse post durante a viagem a Lille no fim do mes passado, justamente depois de sair de um restaurante e ser muito bem atendida pelo pessoal que inclusive teve a paciencia de ouvir o Martin tentar falar o número da mesa em frances.

É isso. Saio em defesa dos franceses meeeeeesmo, Almirante Nelson que se revire no túmulo.

País Basco e Cantabria

Então que no feriado da Páscoa fomos para a Espanha. Ficamos em Bilbao mas alugamos carro e fomos conhecer outros cantos do País Basco e também da Cantabria, região vizinha. Rodamos 550km no total, e aqui está um videozinho resumindo esses dias.



Vou escrever em detalhes sobre essa viagem la no Aprendiz de Viajante, como faço sempre (mas meu top 3 são: Museu Guggenheim, Gaztelugatxe e Santillana del Mar. A gastronomia é hors concours, não entra na lista!)

No vídeo, a sequência de lugares na ordem em que aparecem: Bilbao, Gaztelugatxe, San Sebastian, Santander, Santillana del Mar

Leitura: Stoner, John Williams

No começo desse ano, li vários artigos sobre esse livro, que foi escrito em 1965 e quase 50 anos depois alcançou o título de livro mais vendido do ano (em 2013). Não sei exatamente o porque desse fenômeno, mas em uma das minhas visitas a Waterstones do meu bairro (toda vez que entro lá saio com 2 ou 3 livros, e costuma ir toda semana. Faça as contas!), ele estava em destaque então não resisti.

Olha, já falei aqui que eu tenho dificuldade de acertar quando compro livro sem recomendação de alguém, mas essa leitura superou todas as minha expectativas: é excelente. É uma história bonita e triste ao mesmo tempo, que não tem um 'ápice', afinal o enredo é inteiro sobre a vida de William Stoner - desde o dia que ele deixou a fazenda dos pais no interior do estado de Missouri para ir pra faculdade até o dia de sua morte.

Stoner nunca sai da faculdade - ele torna-se professor na mesma universidade onde se formou. Casa, tem uma filha e sua vida, digamos assim, não sai da mediocridade. Várias decepções e algumas pequenas vitórias, mas ao contrário do que possa parecer, a história é interessantíssima e lindamente escrita.

Lille

No último fim de semana de março pegamos o Eurostar mais uma vez, mas o destino não foi Paris: paramos em Lille, que fica no norte da França. A curiosidade de conhecer a cidade já vem de alguns anos, pois quase todas as vezes que fomos a Paris e Bruxelas, o trem fez parada lá. E como apareceu uma promoção boa no começo do ano, resolvemos matar a curiosidade.

A cidade é uma graça, e apesar de em um fim de semana termos visitado muita coisa, se tivéssemos ficado mais um dia teria dado para esticar até Lens para conhecer a 'filial' do Louvre. Não conhecemos o Louvre Lens, mas em compensação conhecemos La Piscine, um museu sensacional em Roubaix, cidadezinha que faz parte da 'grande Lille' (algo no estilo São Paulo/São Bernardo, salvo as devidas proporções, é claro). Também visitamos o Museu de Belas Artes, que tem uma linda coleção e além disso fica no prédio mais lindo de Lille.

Uma coisa que me impressionou foi a quantidade de moradores de rua. Claro, isso não é novidade em nenhum lugar do mundo, e pra quem é de São Paulo é realmente difícil ficar impressionado - mas em uma cidade pequena como Lille, eu realmente não esperava. Seria ingenuidade minha?.

Bom, aqui está mais uma vez o videozinho, que como no caso de Heildelberg, o Martin fez usando o Google+ (pra quem perguntou como faz: é tudo pelo celular, tem uma opção 'movies' - mas antes você tem que acertar nos settings a opção para as fotos subirem automaticamente pro álbum no Google+).