Estou em Paris (a trabalho) há dois dias e fico mais dois dias. Sempre que venho pra cá, seja a trabalho ou por puro lazer, a estadia é intensa. Sempre passa voando, seja andando pelos corredores da feira que venho cobrir ou sentada num café qualquer vendo o tempo passar.
Gosto demais daqui! Tenho grandes amigos na cidade e consigo andar nas ruas com uma boa noção de onde estou, sem depender tanto de mapas. Paris é tão legal que a gente fica adiando passeios clássicos nos arredores da cidade. Tem sempre um museu pra conhecer, ou mais um café au lait pra tomar.
Acho que Paris sabia exatamente como eu estava me sentindo hoje (com saudades!), tinha até um recado em inglês no meio da rua, que implorava por uma foto mico:
Até o início do próximo mês acho que não vou conseguir focar em outra coisa a não ser o trabalho. É que depois das feiras que o bicho pega, pois é preciso organizar as informações, as fotos, a bagagem, a entrega das matérias. Já estou acostumada, mas será a primeira vez que terei tão pouco tempo entre três feiras.
Pelo menos eu tenho a impressão de que a mais punk de todas já foi, que é essa de Colônia. Eu tinha falado pro Martin que ia levar o relojinho de corrida comigo, porque queria ter uma ideia da distância que eu caminho quando vou nessas feiras. É um treino pra maratonista nenhum botar defeito! Somando ainda o fato de ter que carregar máquina fotográfica, bloquinho e caneta, bolsa cheia de pilhas e cartões e várias sacolas com catálogos e press releases.
Mas estranhamente fazer a cobertura dessas feiras é uma das coisas preferidas do meu trabalho! Se apenas eu pudesse levar o marido anexo.... quem sabe quando eu for super renomada e requisitada eu peço essa condição para os editores? Vai sonhando....
Ah, nada como acordar cedo no domingo e ir correr 5km, não? Quem vê pensa que eu sou atleta, esforçada... nossa, foi dificílimo ir para essa corrida hoje, se eu não tivesse combinado de encontrar a Rê por lá pra gente aquecer juntas, juro que eu ia ficar na cama.
Claro, no fim vale a pena, a sensação de terminar uma corrida é sempre muito boa. Fora que essa teve uma sacolinha com brindes ótimos, incluindo uma camiseta da Adidas, creminhos, amostras de produtos de limpeza, várias bobagenzinhas legais. Foi a minha terceira corrida do ano e mês que vem tenho mais uma, dessa vez o Martin vai também, e serão 10km!
Então tô aqui curtindo uma mega preguiça, e pra finalizar esse domingão que antecede uma semana com greve no metrô, vamos no cinema assistir "O Segredo dos seus Olhos". Demorou, eu sei, acho que somos os últimos seres humanos que ainda não viram esse filme. Adoro ver filmes argentinos porque cada um me faz entender mais um pouquinho as peculiaridades (melhor falar peculiaridades do que esquisitices né?) da minha família argentina (meus sogros vão querer me matar!). É gente, as vezes a gente esquece, mas o maridón, apesar de vir do país vizinho, é também um gringo estranho!
O Martin diz que eu ocupo muito espaço no armário e que cada vez que ele vai pegar uma roupa ele tem a impressão que eu joguei as coisas dele "um pouquinho mais pra lá". Ok, atire a primeira pedra quem acha que essa divisão do armário é injusta:
Mas eu sou muito muito legal e dei um jeitinho de arrumar mais espaço para as camisas de trabalho dele (ah essas camisas, um saco!): transformei o projeto de banheiro que tem no nosso quarto (mega estranho: chuveiro e pia. pra que eu quero um segundo banheiro se não tem privada? mas isso é outro post) em um walk in closet para ele! Comprei até um gaveteiro e JURO que não roubei nenhuma gaveta pra mim!
Tudo bem que ele divide espaço com o varal portátil e a tábua de passar roupas. Mas né? É ou não é um closet decente?
Obs.: tem ainda uma super cômoda no quarto, e umas caixas organizadoras espalhadas por aí. Fora os sapatos. Tem sapato guardado em vários lugares! Eu sou a ninja da organização!
Antes o Martin fazia cara feia, mas agora, quando eu solto as palavras mágicas: "tive uma idéia" ele simplesmente se rende ao fato de que eu não vou sossegar enquanto não colocar a tal idéia em prática.
Eu sou obcecada por decoração e funcionalidade dos ambientes, e não consigo deixar as coisas no mesmo lugar por muito tempo. Pra mim, é uma obssessão boa: a casa está sempre cheia de vida, de novidades e de boas energias (sim, eu acredito nisso).
Então, eu estava com idéia fixa de arrumar nosso corredor de entrada, que é uma parte difícil aqui do apê. É estreito, não tem iluminação natural e ninguém fica muito tempo por lá. Aí que eu escrevi uma matéria sobre decoração de halls/corredores e né? Fiquei com a macaca. Eu cheguei a tentar decorar essa parte logo que nos mudamos, mas há alguns meses eu tirei tudo (porque não estava nada funcional) e o espaço estava absolutamente vazio (a não ser pela presença constante da bicicleta!)
Vocês lembram que há poucas semanas atrás eu fui numa feira de móveis vintage e antiguidades nos arredores de Londres? Então, de lá eu trouxe um cabideiro de parede lindo lindo, com um jeitinho meio industrial. E aí tínhamis também um rolo de papel de parede que usamos pra reformar outro móvel. E o legal é que o papel de parede é completamente oposto ao design do cabideiro: super romantiquinho e delicado. Combinação, pra mim, perfeita!
Então meu marido faz tudo (se alguém estiver precisando de um handy man, ele conserta chuveiros, prega quadros, reforma móveis, coloca cortina, pinta e ainda por cima resolve problemas fáceis de encanamento!) resignou-se e começou a por a mão na massa.
Depois de algumas viagens a B&Q pra comprar mais papel e cola, que acabaram no meio do serrrrviço, enfim terminamos nosso projeto:
Tcharam! Agora sim, algum uso para esse corredor: as visitas tem onde colocar casacos e bolsas, colocamos umas velas no chão e uma dica de que aqui vive um porteño (quadro herdado dos suegritos)!
Antes que me perguntem: não, eu não levo em consideração o fato do apartamento ser alugado. Eu na verdade tenho uma visão bem particular sobre isso, que muitos podem considerar meio romântica demais. Pra mim, não importa se é alugado, comprado, emprestado, provisório ou o que for. Onde eu estou, é o meu lar. De forma alguma deixaria de pregar meus quadros ou trocar as cortinas porque daqui a algum tempo é provável que eu tenha que me mudar. Não me interessa, não consigo viver assim, pensando "quando eu tiver a minha casa...". Essa é minha casa no momento, e faço questão de que ela seja "nossa" enquanto estivermos morando nela!
Não tem coisa mais legal do que seus amigos falando: "nossa isso é muito a cara de vocês" ou "eu amo vir na sua casa". Momento me achenta, mas é verdade!
Sim, eu sei que no dia que eu precisar sair daqui terei o trabalho de pintar tudo e arrumar direitinho. Mas o sacrifício vale demais a pena!! Aconselho!
Ps.: ainda quero achar um porta guarda chuvas bacaninha e uma mesinha bem pequena para talvez colocar as velinhas em cima.
Pois é, brasileiro com saudades tira foto até da carne crua! Tava bom viu? Modéstia a parte foi o senhor meu marido que cuidou da churrasqueira!
E preciso falar que Quézia e Zé nasceram para ser anfitriões: fazem a gente se sentir em casa e são cuca fresca!
Jardim da Quézia: eu e Dri agora estamos tentando convencê-la a comprar um Lay-Z-Spa
Acho que nessa hora já tinha ido embora a primeira jarra de Pimm`s.

Que coisa de bêbado ficar tirando foto da cachaçada. Essas meninas são péssima influência pra mim!
Mas enfim, demos sorte pro Brasil, e Maradona até serviu de inspiração para o segundo gol, não? Pior foi o juiz que viu! Também gostei que kaká virou macho, foi expulso e ainda bem que estará fora do príximo jogo. Um mala sem alça.
Quero só ver o como vou fazer pra assitir o próximo jogo, que será no meio da tarde de um dia de semana. Vou sair pra almoçar as 3 e voltar as 5, será que alguém vai perceber???