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A estante


As mudanças decorativas aqui de casa não são muito planejadas. Claro, tem coisas que eu gostaria de fazer mas tomam muito tempo e dinheiro (adoraria trocar todos os armários da cozinha, por exemplo), mas as que não envolvem reforma (quebra quebra) acabam sendo decididas do dia pra noite. O problema é que quando eu decido eu quero fazer naquele exato momento. Pode estar caindo o mundo, mas eu vou adicionar mais essa dor de cabeça para a lista de perrengues do momento.

E foi numa dessas que eu decidi eliminar minha escrivaninha e umas estantes e substituir tudo por um modelo simples, branco, pra deixar a sala mais uniforme. Era assim:

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A inspiração foi essa:



E três idas a Ikea depois (no espaço de 2 semanas), ficou assim:

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Moramos nesse apartamento desde 2011, e e impressionante como essa mudança deixou o espaço com outra cara. Como a estante é fina, temos mais espaço de circulação e também tenho a impressão de que entra mais luz (claro que o branco da estante ajuda). Em vez dos meus cacarecos e livros estarem espalhados pelas prateleiras, mesa de trabalho e estantes de aço, agora estão todos em um mesmo lugar. E o melhor de tudo foi que, depois de anos, arrumei espaço para a poltrona da foto. Essa poltrona também veio do Brasil, mas como não tinha onde colocá-la, estava desmontada e guardada.

Como uma coisa leva a outra, acabei tirando os dois banquinhos que usava como mesa lateral de um dos lados do sofá (coloquei eles embaixo da televisão, ao lado da estante, ainda não tenho foto). Eram esses banquinhos aqui:

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Esse cantinho agora está assim:

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Ah, bastante gente me perguntou nas redes sociais onde eu coloquei a escrivaninha, já que trabalho de casa. Bom, eu passei ela pra frente, não está mais comigo. Resolvi usar a mesa de jantar para trabalhar. Afinal, só preciso do meu computador e da minha agenda. Era muita mesa pra um apartamento só! Estou trabalhando daqui já há alguns dias e achando ótimo. Não gosto de ficar horas na frente do computador de qualquer maneira, sempre acabo revezando, vou um pouco pro sofá, ou faço algum serviço doméstico, ou vou no supermercado... enfim, tento deixar meu dia mais dinâmico.

A maior conquista de 2016


Meia maratona? Trabalho voluntário? Viagens? Projetos do blog? Ativismo?

Que nada. A maior conquista de 2016 aqui nessa casa foi o conserto do vazamento no banheiro. Depois de 4 anos, 2 encanadores que nos cobraram e não consertaram nada e 2 pisos arrancados, foi uma encanadora que nos ajudou a solucionar o problema. Nos aconselhou a trocar o box e fazer uma vedação decente. Falou que ela poderia fazer o serviço, mas que achava que nós mesmos seríamos capazes de fazer e assim economizaríamos um bom dinheiro.

Vazamento consertado, piso novo instalado (também feito "in house" após um orçamento assustador de £500). Quem sabe em 2017 a gente consegue fazer a função secadora da máquina de lavar roupa funcionar novamente?

Decoração de viagem

Achei bem legal o resultado do vídeo sobre a minha coleção de globos de neve e então resolvi fazer outro, mas dessa vez mostrando outros souvenirs - além globinhos - que compro quando viajo. São objetos que uso na decoração da casa, como peças de cerâmica e quadros.

O vídeo faz parte da 'playlist' que eu e a Claudia criamos no canal do Aprendiz de Viajante no YouTube: 15 vídeos em 15 dias. Então, se você gosta de procrastinar, vai lá ver o que temos colocado no ar esses dias! 

Coleção de globos de neve

Lá no Instagram eu sempre posto foto dos globos de neve que compro em viagens, e volta e meia alguém me pergunta onde eu guardo eles, como comecei a coleção, quantos eu tenho... Então um dia tive uma ideia ~brilhante~ e resolvi fazer um vídeo.

O resultado está aí - ficou longo (20 minutos), mas tentei ser o mais breve possível! Contei do início da coleção, mostrei meus preferidos e também os mais cafonas : )

(O vídeo faz parte do canal do Aprendiz de Viajante no YouTube, segue a gente lá!)

5 coisas que existem em todas as casas de Londres


Atualização: eu lancei um ebook sobre Londres que contém mais de 30 listas como essa. Gostou desse post? Então apoie meu trabalho adquirindo o livro Quase Londoner, clique aqui!

1. Alarme de incêndio
Você pode morar em um estúdio ou um palácio, mas o alarme de incêndio sempre estará lá. Ok, é prudente e tal, mas está SEMPRE muito perto do fogão, ou seja: ele vai disparar toda vez que você fritar um bife. O pior é que se seu apartamento/casa tem mais de um alarme (como no nosso caso, é um na cozinha e um logo depois da porta de entrada), eles estarão conectados, e assim que um dispara, todos os outros disparam também. O primeiro disparo será aquele susto, todo mundo desesperado achando que o prédio todo deve estar em pânico (não estão), mas aos poucos você aprende que basta abanar a fumaça perto do alarme por alguns segundos que ele para de tocar. Você aprende também a não entrar em pânico quando o alarme do vizinho dispara. Afinal todo mundo frita bife.

2. Aquecedores
Seus melhores amigos durante 5 meses do ano (aqui em casa geralmente de novembro a março). Mas viram inimigos quando chega a conta da British Gas. Frio lá fora, casa quentinha.... no primeiro ano você liga todos os aquecedores da casa, e só quando chega a conta no fim do inverno que você se lembra de que, ops, não existe a fada madrinha do aquecimento, mas sim a British Gas. Fora isso, os aquecedores são um empecilho decorativo, já que não dá pra colocar nada na frente, ou em cima (quando estão ligados, mas quem vai ficar mudando as coisas de lugar de acordo com a estação do ano?).

3. Carpete
Dê adeus ao seu piso de porcelanato brilhante ou aos tacos nos quais você gastou uma fortuna para reformar, porque em Londres o negócio meu amigo, é carpete. Tudo bem, nos apartamentos e casas mais novos é até fácil encontrar aquele piso laminado de madeira baratex que todo mundo compra em seu primeiro apartamento, mas escreve o que eu tô dizendo: nos quartos, só carpete. Tudo bem que dá aquela sensação de aconchego, principalmente no inverno, mas por mais que você tome todo cuidado do mundo para não andar no carpete de sapato, depois de alguns meses já dá pra notar onde está gasto. Fora a poeira. Por isso, como eu já disse nesse post aqui, coloca o seu rico dinheirinho num aspirador bom. Ah, não vou nem comentar dos apartamentos que tem carpete no banheiro. Não é lenda.

4. Banheira
'Ai que máximo você tem banheira em casa'. Que máximo? Puta saco limpar a banheira. Prefiro mil vezes um box, até porque quem tem tempo de usar a banheira? E o espaço que sobraria no banheiro se fosse um simples box? E a água que espirra no banheiro inteiro porque só tem um painel de vidro ou acrílico super pequeno como proteção? Mas juro, mesmo que você vá no menos apartamento de Londres, a bendita banheira está lá.

5. Interruptor na tomada
Aê! Finalmente uma coisa boa. Gente, como não tem isso em todas as tomadas do mundo? Acho super seguro e sustentável. Vai viajar? Desliga todas as tomadas e pronto, certeza de que nenhum aparelho ficou ligado ou no 'stand by' desnecessariamente. Fora quem pra quem é paranóico como eu, o medo de tomar choque toda vez que precisa plugar algo na tomada desaparece: basta desligar o interruptor, plugar e ligar de novo. GENIAL. Acho que vou começar uma petição no Change.org pra ter isso no mundo todo. 

5 coisas que você não vai ter na sua casa em Londres

1. Ralo no banheiro
Ralo, só no box ou na banheira. Ou seja, dar aquela esfregada no chão com veja, só se você estiver afim de secar tudo no braço depois. E como ninguém tem braço ou paciência (e tempo!) pra isso, em pouco tempo, muito pouco mesmo, você nem vai se lembrar de que na sua casa no Brasil existia um ralo. O negócio é investir mesmo nos lenços que ja vem umedecidos e pronto! Esfregão e rodo, nunca mais (vejam bem, não ter ralo é uma espécie de libertação doméstica).

2. Tanque
Taí outra peça inexistente na casa londrina que no fim das contas é uma coisa boa. Porque tanque, na boa, só serve pra fazer a gente trabalhar mais. Você acaba pegando o hábito de comprar roupas que podem ser lavadas na máquina, ou então precisa se contorcer pra esfregar a bendita blusa delicada na pia do banheiro. E pra lavar roupa delicada na pia do banheiro é preciso (na teoria) dar uma lavadinha básica na pia, senão a roupitcha sai com resto de cuspe, cabelo e pasta de dente. Ou seja, não.

3. Varal no teto
Essa do varal eu já mencionei várias vezes, inclusive nesse post sobre as 5 coisas que você vai comprar pra sua casa quando se mudar para Londres. Aqui, o negócio é varal portátil, daquele que você esconde (quando fechado) embaixo da cama ou atrás da porta. Varal no teto é pra quem tem um luxo chamado espaço, coisa raríssima em Londres. Ou seja, você pode até ter um varal no teto, mas terá que instalar o bendito na sala ou no quarto. Dê um adeus especial a sua área de serviço antes de ir embora do Brasil!

4. Tomada/Interruptor no banheiro
Você nunca mais vai conseguir secar seu cabelo no banheiro, a não ser que seu secador tenha um fio de 5 metros, pra alcançar uma tomada em outro canto da casa/apartamento. Pois é, não tem tomada no banheiro (alguns tem uma tomada que deve ser usada APENAS para barbeadores elétricos, o que eu acho super sexista. Se homem tem tomadinha especial pro barbeador, por que diabos não tem pro secador? Enfim). Isso por cusa das regras de 'Health & Safety' (Saúde e Segurança) que são super rigorosas por aqui. Outra coisa esquisita do banheiro é a falta de interruptor pra acender a luz: ou o interruptor estará do lado de fora (e um dia alguém vai apagar a luz sem querer bem quando você estiver lá dentro de mãos atadas) ou então em vez de interruptor existe uma cordinha pra puxar - bem retrô!

5. Bidê/Chuveirinho
Comece a treinar seu intestino para que ele funcione no horário antes de você tomar banho, ou então acostume-se a limpar a bunda com lencinhos umedecidos de bebê, porque meu amigo, bidê e chuveirinho não fazer parte da mobília banheirística por aqui. Sinto muito ser a responsável por essa decepção, que deveria pesar muito na hora de tomar a decisão de sair do Brasil de vez (em tempo: você até encontra bidê pra vender em lojas especializadas, mas cadê que os banheiros tem espaço e encanamento pro dito cujo?).

5 coisas que você vai ter na sua casa quando se mudar para Londres

1. Varal portátil: como já falei em um post antigo, a maioria dos apartamentos e casas em Londres não tem área de serviço. Sua máquina de lavar roupa vai ficar ou no banheiro ou na cozinha, e talvez exista um armário em algum canto da casa pra guardar aquelas coisas que não ficam em nenhum outro lugar, como vassoura, balde e árvore de natal artificial.

Então sua primeira compra para casa em Londres certamente será um varal portátil, desses que a gente guarda embaixo da cama ou atrás da porta e 'desdobra' em qualquer canto da casa. No começo todo mundo tenta esconder o varal das visitas, mas passa um tempo e você ja nem liga muito. Apesar de portátil, o famigerado varal vira mobília fixa.

2. Produtos de limpeza pra tirar as 'manchas' de água do box: se você não tem ideia do que é 'água dura', pode ficar tranquilo que chegando aqui aprende rapidinho. Apesar da água da torneira/chuveiro ser totalmente saudável para consumo (todo mundo aqui bebe água da torneira, inclusive em restaurantes), ela tem alta concentração de minerais e portanto deixa marcas brancas - no vidro e nos metais é onde você vê com mais facilidade.

Essas marcas malditas parecem inofensivas, mas não há água sanitária e Mr Muscle no mundo que as remova com facilidade. É um inferno. Ou você desencana (não, o limpa vidros não tira essas marcas) e ao longo dos anos vê o box do seu banheiro passar de transparente para jateado, ou você esfrega as superfícies dia sim dia não (se você escolher a segunda opção a princípio, vai mudar para a primeira depois de um tempo, vai por mim. Então melhor desencanar já de cara).

3. Aspirador de pó potente: tente resistir aos aspiradores de pó baratex vendidos no Argos ou no Asda e invista logo em um caro, potente. Quase todos os apartamentos aqui tem carpete (se não for na casa toda, será nos quartos), e essa cidade tem muita, muita poeira!

Mesmo durante os meses frios, quando ninguém ousa abrir as janelas, a casa enche de poeira. Por isso um aspirador baratex não aguenta o tranco muito tempo. Raspa o cofrinho, pega todas as moedinhas da sua carteira, e compra logo um robozinho ou um Dyson (ou os dois, como fizemos aqui. A luta contra a poeira é diária, amigos!)

4. Sacola da Ikea: vamos já esclarecer. Você chega de mudança em Londres na segunda. Na terça você vai na Ikea 'comprar só um varal portátil'. E aí pela primeira vez você entenderá a importância da sacola azul da Ikea, pois é ela que vai permitir que você volte pra casa carregado de coisas que você não precisava (talvez você deixe o varal de lado pra poder carregar o resto) usando transporte público.

Mas não fique triste por causa das compras de impulso: a sacola faz esse lapso valer a pena. Ela serve pra guardar roupa de cama, ajudar o amigo na mudança, levar suas doações para a charity shop e, é claro, ir na Ikea novamente. Fica a dica para que você não cometa o erro amador deir na Ikea achando que não precisa levar a sacola, afinal 'só vou comprar uma almofada'. Você vai acabar com mais uma sacola.

5. Pote de moedas: antes de se mudar para Londres, faça um curso intensivo para entender as moedinhas. O tamanho delas não corresponde ao valor (a moeda de 2 centavos é maior que a de 5 centavos, por exemplo), e o valor não está visível de cara (precisa dar aquela investigada pra achar). Bom, fora isso não há carteira que aguente as moedinhas que vão acumulando, e certamente você vai achar um potinho ou pratinho pra ir colocando as moedas em casa.

Aí passam os anos, você olha o pote, acha que tem umas 50 libras lá dentro, coloca as moedas numa sacola, leva numa daquelas maquininhas que trocam moedas por notas e decobre que vocé acumulou....5 libras.

Minha dica: use suas moedinhas para comprar a Big Issue, que agora custa £2.50 : )

Artesanato italiano

Durante as nossas férias na Costa Amalfitana foi preciso muito auto controle pra não voltar com uma mala cheia de peças de cerâmica. Existem várias fábricas (grandes e pequenas) na região e consequentemente centenas de lojinhas por todos os cantos.

Mas, chegando em Sorrento, que foi nossa última parada antes de voltar para Londres, encontramos um outro tipo de artesanato local: marchetaria. Vimos muitos ateliês pelo centro antigo da cidade, todos vendendo peças maravilhosas, especialmente caixinhas e quadros. Entramos em um desses ateliês e de cara eu não consegui tirar os olhos de um quadro que reproduzia a paisagem de Positano (as casas incrustadas no penhasco com o mar a sua frente), onde havíamos estado nos dias anteriores. 

O artesão, um senhor muito simpático chamado Michelli, estava por ali e nos mostrou um pouco do processo, que requer um nível de detalhe absurdo. O filho dele gerencia o ateliê e também faz as peças. É um negócio de família mesmo.


Como o Martin estava 'me devendo' um presente de aniversário, compramos o quadro de Positano. Mais um pedaço de parede coberto aqui em casa, com a vantagem de sempre nos lembrar de uma semana incrível nesse pedaço da Itália.

52 objetos: semana 50

O que é: trio de malas vintage

Onde fica: na sala, ao lado do sofá, funcionam como mesa lateral

Por que foi escolhido: não tenho a menor idéia do porque, mas sempre quis ter uma mala velha, antigona mesmo. E aqui perto de casa tem um mercado de pulgas todo fim de semana -  foi lá que comprei as três, mas uma de cada vez. Primeiro foi a maior, depois a do meio e por fim a pequenininha. Todas estão meio detonadas, mas são bem charmosas.

E o que mais: o bom é que dá pra guardar muita coisa nelas - todas estão cheia de cacarecos (todos os enfeites de Natal, por exemplo, ficam na mala do meio).

52 objetos: semana 48

O que é: peças de cristal que pertenceram a minha vó (materna)

Onde fica: espalhados pela sala/cozinha, cada um em um lugar diferente com uma função diferente. Ainda faltou uma outra peça na foto, só lembrei dela depois que já tinha postado no Instagram!

Por que foi escolhido: minha vó tinha uma coleção enorme de cristais, não sei quando ela começou essa coleção (também não sei se ela herdou algumas dessas peças), mas me lembro delas desde muito pequena. Elas ficavam na sala da casa dos meus avós, um lugar da casa que geralmente a gente não frequentava, só entrávamos lá em ocasiões especiais - se tinha algum almoço comemorativo ou algo do tipo. Essa sala estava sempre super em ordem, era aquela coisa "não toca em nada!". Bom, minha vó fez uma coisa que eu acho bem esquisita muitos e muitos anos dela morrer: ela escreveu nome de familiares e amigos próximos em pedacinhos de papel e colocou dentro dos cristais, assim, quando ela morresse, cada um saberia o que era seu. Meio mórbido né? Minha vó era um pouco mórbida, sempre se achava velha e doente. Mas enfim.... quando ela morreu, e pouco tempo depois o meu avô, rolou a "partilha" das coisas da casa. E quanta coisa eles tinham! Minha mãe deixou eu ficar com vários dos cristais (nem todo mundo gosta, então não rolou a partilha dessas peças do jeito que a minha vó tinha especificado). São peças lindas, tenho o maior carinho por elas, mas ao mesmo tempo - ao contrário da minha vó - gosto de colocá-las em uso, gosto que elas sejam vistas como partes funcionais da casa.

E o que mais: bom, já passaram algumas coisas que herdei da minha avó por aqui durante o projeto. As xícaras de porcelana, o anel e a correntinha, e o lenço que carrego sempre comigo na bolsa. Tudo que faz parte do 52 objetos tem alguma historinha especial, mas certamente essa pequena coleção de heranças é algo que quero levar pra vida toda. Eu não era assim muito chegada na minha vó, mas impressionante como o gosto dela tem bastante a ver com o meu!

52 objetos: semana 46

O que é: poster emoldurado da pintura Betty, de Gerhard Richter, de 1978

Onde fica: na parede atrás do sofá, na sala

Por que foi escolhido: Betty é um dos meus quadros preferidos, que tive a sorte de ver em uma exposição aqui na Tate Modern um tempo atrás. Todo mundo que vem aqui em casa acha que é uma foto, mas não, a Betty é uma pintura a óleo.

E o que mais: Eu adoro as pinturas do Gerhard Richter, principalmente as mais realistas, que parecem fotografia. É uma perfeição sem tamanho: os fios do cabelo, a estampa do casaco dela... e o mais legal é que, por mais que ela esteja com o rosto virado, você não consegue desgrudar os olhos. Não tem jeito, é o quadro mais impactante que temos aqui em casa.

52 objetos: semana 45

O que é: cama de solteiro (é uma bicama) que eu dividia com a minha irmã

Onde fica: no quarto de hóspedes

Por que foi escolhido: compramos essa cama acho que entre 1994/1995, quando voltamos de Recife. O quarto que eu dividia com  a minha irmã tinha uma decoração que já estava um tanto quanto infantil pra gente, e foi totalmente reformado. Como não cabiam duas camas, escolhemos essa bicama (lembro até onde foi comprada, numa loja de móveis na Av. Ibirapuera lá em SP). Ela é de madeira, e originalmente tinha acabamento natural, então mandamos pintar de branco.  Minha irmã dormia na cama de cima e eu na bicama (sina de irmã de mais nova, eu acho). Dividimos essa cama até meus pais se mudarem pra Joinville, em 2002 - então minha irmã se mudou pro quarto que era deles e eu fiquei com a cama só pra mim. Logo depois, minha irmã também foi embora - e foi assim que a cama ficou comigo.

E o que mais: a cama foi comigo pro apê que eu dividi com uma amiga da faculdade por um ano, e depois pro apartamento que eu e o Martin moramos. E hoje ela está aqui, veio na mudança, é a cama dos hóspedes. Ela já está meio detonada, o ideal seria mandar pintá-la novamente, mas e o ânimo? Bom, há tempos que jogamos fora o colchão da bicama, estava muito detonado. Então, quando temos mais de uma pessoa como hóspede, um deles dorme no colchão de ar. As gavetas de baixo estão cheias de ferramentas e bagunça do Martin, e como não tem colchão na bicama, comecei a guardar algumas coisas ali também. Afinal, aqui em Londres, temos que aproveitar cada milímetro!

The Welsh Lovespoon

Uma das coisas que compramos na nossa viagem a Cardiff foi a Welsh Lovespoon - a colher do amor galesa.

A Lovespoon tem uma história muito da bonitinha: diz que há muitos séculos ela era o presente que os amantes se davam para declarar seus sentimentos. A pessoa tinha que fazer a colher de madeira, na raça, e a escolha dos desenhos que a enfeitavam era coisa séria, já que cada símbolo tem um significado particular. Um coração, por exemplo significa "meu coração é seu" e dois corações lado a lado dizem "nossos sentimentos são recíprocos". Folhas ou árvores significam "amor crescente" e sinos significam casamento.





Parece que a Lovespoon é a avó da aliança, mas hoje em dia as pessoas dão as colheres de presente para noivos, recém casados, ou casais comemorando aniversário de casamento. 


Compramos a nossa colher do amor em uma loja em frente ao Castelo de Cardiff - a única que vi pela cidade, aliás - e apesar de ela ser super turística todas as colheres a venda lá ainda são feitas artesanalmente. Ou seja, não existem duas colheres iguais. Também é possível encomendar desenhos especiais ou mandar gravar nomes e frases na madeira.

Mas o que eu mais gostei de toda essa história da Lovespoon é que provavelmente é daí que surgiu a palavra em inglês "spooning", ou em bom português o famoso "ficar de conchinha".

Nossa Lovespoon tem corações e sinos - e ganhou lugar de honra na casa!


52 objetos: semana 40

O que é: dois posters enquadrados com fotos de Buenos Aires

Onde fica: em uma das paredes da sala

Por que foi escolhido: tudo que tenho decorando as paredes de casa é muito especial, então fica difícil escolher qual colocar aqui - mas esses dois posters foram uma das primeiras coisas que compramos para o nosso primeiro apartamento, lá em SP. Os dois mostram lugares bem conhecidos de Buenos Aires: o Caminito e a Avenida 9 de Julho (dá pra ver o Teatro Colon e o Obelisco ao fundo). O da 9 de julho nós compramos quando fomos juntos pra Buenos pela primeira vez, em julho de 2004. Acabamos nos arrependendo de não termos comprado outro, e pedimos para os pais do Martin trazerem o do Caminito logo depois.

E o que mais: como vocês já devem ter percebido, boa parte da decoração aqui de casa conta um pouco da nossa história - é assim com os posters, já que mostra a cidade onde o Martin nasceu! É uma maneira de ter um pouquinho da Argentina aqui em casa.

52 objetos: semana 39

O que é: trio de porta CDs de madeira

Onde fica: em uma das paredes da sala

Por que foi escolhido: ainda tem alguém que compra CD? Sim, eu! Poucos, mas compro. Eu não me adaptei totalmente ao MP3 e não é raro eu colocar meus CDs pra tocar em casa. E esse trio de porta CDs e especial porque foi feito na marcenaria de uma ONG lá em São Paulo, com a qual eu trabalhei quando participei do projeto Design Possível (que fazia essa conexão entre estudantes de design e produção com comunidades de artesãos). A marcenaria só trabalha com resíduos de madeira doados por indústrias, ou seja, a matéria prima desses porta CDs iria para o lixo.

E o que mais? Eles tem um design super simples, mas eu acho lindo - além dos CDs uso eles como pequenas estantes, já que "guardam" também alguns acessórios de decoração e souvenirs, como os bonequinhos de Lego que comprei em Colônia, as mini vacas de cerâmica da cow parade, o vaso de porcelana pintado a mão que era da minha vó, a caixinha de música de Paris, entre outras coisas. Ah, uma história engraçada: a primeira vez que o Rodrigo (marido da Marina) veio em casa e viu os porta CDs, ele falou: "Marina, olha, eles são velhos, eles tem CD!"

52 objetos: semana 35

O que é: suporte para vela em formato de buda

Onde fica: na mesinha lateral da sala

Por que foi escolhido: esse buda foi amor a primeira vista, compramos na loja Falabella, em Buenos Aires, na viagem que fizemos pra lá em 2007.

E o que mais? Esse é um dos objetos do projeto que talvez tenha a história menos interessante - é simples assim, a gente viu, gostou e comprou. Mas gosto tanto que não poderia deixar de tê-lo aqui!

52 objetos: semana 26

E cheguei na metade do projeto! Nem eu achava que ia continuar firme e forte... Pra comemorar, escolhi um objeto especial, que merece destaque. 



O que é: folha do jornal A Notícia (de Joinville), do dia 09/03/2003, quando a cidade celebrou seus 151 anos, emoldurada.

Onde fica: Em uma das paredes da sala

Por que foi escolhido: Bom, esse aí na foto do jornal é meu vô materno, o Opi, já falei aqui dele outras vezes (ele morreu há 1 ano, até escrevi aqui no blog). Tudo bem que sou suspeita pra falar, mas o Opi era meio que um personagem de Joinville, diria até que uma figura emblemática da cidade. Ele foi atleta quando jovem (entre outros esportes, se dedicou ao basquete), mas mais tarde abriu uma oficina de conserto de bicicletas - que era bastante conhecida. Eu lembro de ir na oficina quando era pequena, mas quando ficou mais velho ele fechou e passou a trabalhar na garagem de casa, e aos poucos foi diminuindo o ritmo, claro. Quando a cidade fez 151 anos, o jornal A Notícia usou uma foto dele na oficina para fazer uma homenagem, e eu guardei essa folha e um tempo depois mandei enquadrar (ainda quando morava em SP, já tinha esse quadro na parede).

E o que mais? Já que não dá pra ler na foto, vou transcrever o que está escrito no jornal: "Existem coisas que não mudam. Ainda bem. Nestes 151 anos, a Cidade das Flores se transformou na cidade da indústria, da cultura, do esporte e do lazer. E assim, como as flores, a populacão cresceu, multiplicou, triplicou. Hoje somos uma grande cidade, com todas as vantagens e também os problemas que o progresso traz. Mas, ao olhar a velha oficina de bicicletas, ao caminhar pelos jardins e ver as crianças brincando em meio ao colorido das flores, percebemos que, do passado, algo muito bom ficou: a nossa qualidade de vida. Uma homenagem de A Notícia aos 151 anos de Joinville."

52 objetos: semana 24


  • O que é: cadeira (simples assim!)
  • Onde fica: é minha cadeira de trabalho em casa, fica na minha escrivaninha
  • Por que foi escolhido: comprei no mercado de pulgas aqui do meu bairro, foi amor a primeira vista. Bati o olho nela e disse que queria levar pra casa, mas é claro que o Martin deu aquela enchida de saco básica e soltou "mas nem temos onde colocar mais uma cadeira". O que era verdade. Mas eu disse pra ele que se custasse até £10 eu ia levar, era bom demais pra deixar passar. E adivinha? Custou £10.
  • E o que mais: ela acabou susbstituindo a cadeira "clássica" de escritório que eu usava, sabem aquela giratória, com regulagem de altura? Horrorosa, sem personalidade nenhuma e ainda por cima era um monstrengo. Tudo bem que tem o fator ergonomia, mas é na minha cadeirinha vintage que me sinto bem! Ah, falando em vintage: eu comprei ela assim mesmo, nesse tecido verde metalizado, acho incrível. Não sei exatamente de quando ela é, mas tem uma carinha de anos 50. Eu normalmente coloco uma almofada solta no encosto, que melhora o apoio das minhas costas.

52 objetos: semana 23



  • O que é: sei que na foto mal dá pra ver o objeto (uma dupla de objetos, aliás) em questão, mas são 2 murais de metal preto, compranos na Tok&;Stok lá por 1996/1997
  • Onde fica: hoje eles ficam apoiados no tampo da minha "escrivaninha", lado a lado. Já passaram por muuuitos lugares!
  • Por que foi escolhido: Só agora, escrevendo esse post, me toquei há quanto tempo esses murais estão comigo. Compramos pro quarto que eu e minha irmã dividíamos no apartamento que moramos com os meus pais em SP quase a vida toda - voltamos de Recife em 1994 e resolvemos reformar o quarto um tempinho depois. Ele era todo branquinho, por isso decidimos que os murais seriam pretos, pra dar um contraste. Não tenho muita certeza, mas acho que era um da minha irmã, e um meu. Bom, minha irmã foi morar fora, meus pais se mudaram pra SC e assim eles acabaram sendo totalmente meus, e os levei para os meus "lares" seguintes, até eles virem parar aqui. Eu não tenho nenhuma regra pra decidir o que vai pro mural e o que sai - mas geralmente deixo imagens que gosto muito, ingressos e lembretes. Por exemplo, aí na foto você vê dois postais com estampas da Eslováquia, comprados em Bratislava; dois postais com obras do Mucha, comprados em Praga, as fotos do casamento dos meus pais, o postal com uma pintura do Monet, comprado em Viena, ímãs variados (inclusive os ursinhos de pelúcia de NY que eu gosto demais), ingresso pra ver um ballet daqui a umas semanas, e as luzinhas de Natal que ganharam nova função.
  • E o que mais? Hoje eu estava aqui olhando a minha casa com atenção pra decidir o que ia pro blog. Os pobres coitados dos murais são tão cheios de coisa que acabam completamente escondidos - você percebe a bagunça que está sobre eles, mas não eles. Super funcionais né? Tem carregado inspirações e memórias há muitos anos!

52 objetos: semana 21



  • O que é: mesa lateral E-1027, desenhada por Eileen Gray em 1927
  • Onde fica: Na sala, do lado do sofá
  • Por que foi escolhido: Essa mesa é mais um dos meus xodós do design e uma das primeiras coisas que comprei pro nosso apartamento em São Paulo. A designer, Eileen Gray, é hoje em dia reconhecida com um dos maiores nomes do design do início do século 20, mas nem sempre foi assim. Em sua época, ela foi rejeitada por vários grupos por ser mulher, mas mesmo assim ela seguiu em frente com suas criações. 
  • E o que mais? Incrível como algo desenhado em 1927 é tão contemporâneo. Não dá ver na foto, mas ela tem um sistema de regulagem de altura, que é muito simples, super fácil de mexer. Acho a forma bem graciosa e me admiro como, mesmo o tampo tendo apenas um ponto de apoio, a mesa está bem equilibrada e aguenta um peso considerável. 

Bebidinha bonitinha

Esse ano descobri uma nova birita que foi rapidamente incorporada ao cardápio de bons drinks aqui em casa quando fazemos qualquer evento: a sangria de lambrusco rosé, que tomei pela primeira vez lá na ilha da Madeira, durante a semaninha de férias em julho.


Toda vez que coloco uma foto dessa bebidinha bonitinha no Instagram tem alguém que pergunta como faz, então lá vai - é facinho facinho.

Você vai precisar de: uma garrafa de espumante rosé, uma garrada de sprite, folhas de menta, gelo, açúcar e frutas vermelhas (pelo menos 2 tipos diferentes, pra ficar mais soboroso), tipo framboesa, morango, cereja, cranberries etc.

Coloque as frutas em uma jarra e jogue açúcar a gosto por cima - deixe maturando por umas 3 ou 4 horas. Quanto mais tempo maturando, melhor. Use uma garrafa de espumante inteira (750ml) e cerca de 500ml de Sprite (pode ser mais ou menos, isso também depende do seu gosto). Por último, jogue as pedrinhas de gelo e umas folhinhas de menta. Pronto!

A parte ruim é que essa bebida é tão docinha e tão bonitinha que você mal acredita que ela é alcoolica. Cuidado! O troço desce que é uma beleza.

E antes que eu me esqueça: Feliz Natal atrasado!


Sobre decoração: onde compro molduras

O que a tarde de uma sexta feira pré break de Natal nao faz com a pessoa né? 2 posts em um dia. Isso se chama procrastinar e nao, eu nao tenho vergonha na cara mesmo. Trabalhar agora, só dia 2 de janeiro.

Mas enfim, ao post. Há tempos que penso em abordar o assunto aqui - antes, quando queria escrever sobre decoracao, tinha o blog específico para isso. Mas com ele falecido, vai aqui mesmo.

É que volta e meia um ou outro amigo pergunta onde compro as coisas lá de casa. Como as molduras dos posters que tenho nas paredes. Esse é o tipo de coisa que todo mundo vai deixando: compra o poster e o dito cujo fica escondido em algum canto porque ninguém tem saco de mandar fazer a moldura. Por isso amiguinhos, é que eu compro minha moldura online!

Mas já aviso: nao é baratinho mesmo. Moldura é caro, e quanto maior o poster e mais elaborado o design da moldura, maior a conta. Só que taí uma coisa que vale a pena investir seu orcamento decorativo, acho que vendo o resultado na parede voce percebe a diferenca.


Bom, eu uso o site Picframes.co.uk (é daqui do Reino Unido, acredito que eles entregam pra outros países da Europa - mas nao conheco nenhum servico similar no Brasil. Caso alguém conheca, comentário, por favor!). Eles fazem a moldura na medida que voce quiser, tem um leque bem grande de formatos e cores, e entregam em casa. Aí, voce mesmo coloca o poster e pronto - só nao vale ficar adiando fazer o furo na parede!

Antes de conhecer esse site eu cheguei a comprar algumas no ebay e também em lojas "normais", como Habitat e Ikea. O problema nesses casos é o tamanho: eles só vendem as medidas padrao - e eu tinha alguns posters com medidas esquisitas, ou entao muito grandes.

Ontem mesmo fiz mais um pedido para dois posters comprados em Praga. Coloco aqui a foto depois, de tudo montadinho e instalado. 

52 objetos: semana 17


  • O que é: coleção de rolhas 
  • Onde fica: as rolhas ficam todas dentro desse "aquário" de vidro, que por sua vez fica na estante da sala
  • Por que foi escolhido: conheço muita gente que faz a mesma coleção, e nós mesmos roubamos a ideia de um casal de amigos há anos atrás, acho que 2006. Resolvemos começar a nossa também, mas a ideia de escrever a data, local e ocasião na rolha veio depois. Já são 6 anos e 3 apartamentos!
  • E o que mais? Apesar de algumas não terem nada escrito, hoje o aquário de rolhas é quase que um aquário de memórias: é legal revirar as rolhas e pegar uma pra ler - não tem como não lembrar um pouco da ocasião  na qual o vinho/espumante foi consumido! Já pedimos em restaurantes que fomos, casamentos, casa de amigos e até mesmo no avião. Claro, não vale ganhar a rolha de alguma ocasião que não fomos - pelo menos um de nós tem que ter presenciado o consumo da bebida! 

52 objetos: semana 16


  • O que é: mesa de centro
  • Onde fica: na sala, entre o sofá e a televisão
  • Por que foi escolhido: essa mesa tem uma historinha bem legal. Eu e o Martin achamos ela no lixo, em um dos percursos que fazíamos na época que a gente corria juntos. Lembro que passamos por ela, vimos, comentamos que era legal mas continuamos a correr. Mas a mesa não saía da minha cabeça! Resolvemos então encerrar a corrida, voltar e buscar ela. Detalhe: ainda estávamos longe de casa e não tínhamos levado nem dinheiro nem o nosso passe do metrô. Cometemos então um leve delito: pegamos metrô sem pagar até em casa, o que não é nada legal. Mas juro que foi só essa vez. 
  • E o que mais? Quem lê o blog há mais tempo já sabe de tudo isso, e sabe também que ela tinha uma outra cara. Pintamos de preto e revestimos a prateleira com um papel estampado, comprado na B&Q. O vidro também fomos nós que colocamos. Apesar da pintura preta já estar precisando de uns retoques, a mesa está inteirinha e serve de "casa" para alguns livros bem pesados, que volta e meia vou mudando de lugar. Ah, o antes e depois da mesa você pode ver aqui e aqui. 

52 objetos: semana 15


  • O que é: coleção de tampas cerâmicas que pertencia a mãe do Martin
  • Onde fica: na parede do banheiro de visitas
  • Por que foi escolhido: mais uma coisa que veio da casa do Martin. Essa coleção foi inciada pela minha sogra há muitos anos, antes de eles se mudarem de Buenos Aires pra São Paulo. Pelo que sei ela começou bem por acaso: os potes quebravam e as tampas foram guardadas. Aí ela começou a procurar tampinhas em viagens que fazia e também ganhar de amigos. Eu não pretendo aumentar a coleção - gosto dela assim, da maneira que veio. Acho a mistura de desenhos, formas e estampas legal demais pra ser mexida!
  • E o que mais? Quando conheci o Martin eles moravam em uma casa grande, nos arredores de SP. Uns 2 anos depois que nos mudamos pra Londres, os pais dele mudaram-se pra um apartamento e a coleção ficou guardada - na casa, as tampas ficavam em uma parede enorme, perto da piscina. Da última vez que fomos pro Brasil, selecionamos algumas (eu tinha comentado com a minha sogra que um dia gostaria de ficar com elas caso ela não as quisesse mais) e resolvemos agrupá-las na parede do banheiro. Parece estranho, eu sei, mas fez uma mega diferença e deixou o espaço muito mais bonito. 

52 objetos: semana 14

  • O que é: poltrona e banqueta desenhadas pelo casal Charles & Ray Eames em 1956
  • Onde fica: na sala
  • Por que foi escolhido: essa dupla pra mim é um dos maiores símbolos da história do design no século 20. Sou grande fã do trabalho do casal Eames: eles não apenas criaram mobiliário atemporal, que passa longe de modismos e sobrevive a décadas de novos nomes da indústria e novas tecnologias, mas também desenvolveram métodos de produção que viabilizassem suas ideias. Exibo essa dupla aqui em casa com muito orgulho mesmo, acho que representa super bem o meio com o qual eu trabalho.
  • E o que mais? Comprei a peças separadamente. A poltrona veio antes, bem antes, e a compra não foi planejada. Aliás, eu não tinha nem espaço pra ela em casa. Mas a tentação falou mais alto: ela estava com um descontão na loja de saldos da Tok&Stok, e eu ainda tinha meu desconto de funcionário por cima. Botei no carro e levei pra casa - ela ficou no quarto de hóspedes, esperando seu dia chegar! Quando nos mudamos pra Londres eu resolvi comprar a banqueta, já que tinha espaço na sala. E aqui elas estão, lindonas e muito confortáveis!

52 objetos: semana 13



  • O que é: pintura em aquarela que compramos em Nova York, no final de 2005
  • Onde fica: no quarto de hóspedes
  • Por que foi escolhido: compramos essa tela no nosso primeiro dia em NY, de um senhor (acho que era chinês) que vendia na rua, ao lado do Metropolitan Museum. Eu bati o olho e gostei, foi super no impulso, estava numa empolgação sem tamanho. Acho legal que é uma lembrança dessa viagem que está sempre a vista aqui em casa.
  • E o que mais? Eu adoro decorar paredes, se pudesse deixaria o apartamento todo parecendo uma galeria (mas como não moro sozinha, tem que rolar negociação!). Porém, essa é a única pintura "real" que tenho. Os demais quadros ou são posters ou são fotografias. 

52 objetos: semana 12




  • O que é: um autêntico e  tradicional relógio cuco alemão - comprado pelos pais do Martin entre 1982/84 quando eles moraram em Munique.
  • Onde fica: na parede da sala aqui em casa
  • Por que foi escolhido: o relógio ficou na casa da vó materna do Martin lá em Buenos Aires até ela morrer - e a minha sogra deu de presente pra gente quando nos mudamos pra cá. É o xodó da casa! Olhando atentamente você vai conseguir ver que está escrito W. Germany (West Germany - Alemanha Ocidental) ali perto dos ponteiros. Adoro os detalhes, imagino um artesão fazendo tudo a mão: o pássaro no topo, os galhos, as folhas. 
  • E o que mais? Todo mundo que vem aqui em casa pela primeira vez (não estou exagerando, todo mundo mesmo!) pergunta: "é um cuco mesmo? Sai o passarinho?" Sim, sai um pasarinho de meia em meia hora : ) Como ele tem aproximadamente 30 anos, requer bastante cuidado e é bem delicado. Tem que dar corda devagar e sempre que voltamos de viagem há uma certa dificuldade em fazê-lo voltar a funcionar direitinho. Acho o máximo que ele já morou em Munique, em Buenos Aires e agora em Londres.

52 objetos: semana 10


  • O que é: poltrona Pelicano, desenhada em 2003 por Michel Arnoult
  • Onde fica: na sala
  • Por que foi escolhido: sou apaixonada pelo design dela - é prova de que mobiliário pode ser fácil de produzir, montar e ainda por cima ser bonito, duradouro e muito confortável. Acho que tem bem a cara do design brasileiro (sim, eu sei que Michel Arnoult é francês, mas independente de sua nacionalidade, ele abraçou nosso país para desenvolver sua carreira). Sei que não dá pra ver muito bem na foto, mas a maneira como o tecido é encaixado na estrutura é tão simples que chega a ser genial. 
  • E o que mais? Uma amiga minha comprou uma Pelicano em 2006, eu estava junto na hora, mas nem tinha achado grande coisa. Foi quando vi na casa dela que me apaixonei, então, quando achei outra dando sopa na loja de saldos lá do trabalho (na época era designer da Tok&Stok), não hesitei. O negócio era que a gente não tinha espaço pra ela no apartmento, então ela não era aproveitada. No nosso primeiro apartamento aqui em Londres também não tinha espaço na sala, ela mais uma vez acabou no quarto de hóspedes quase que sem ser usada. Foi só quando nos mudamos pra esse apê que ela ganhou seu lugar - bem no centro da sala. 

52 objetos: semana 9


  • O que é: luminária pendente, que tem muuuuitos anos de vida...
  • Onde fica: sobre a mesa da sala
  • Por que foi escolhido: quando eu fui na casa do Martin pela primeira vez (com 1 mês de namoro, em maio de 2003), essa luminária ficava na cozinha deles. Bati o olho e me apaixonei: é exatamente do estilo que gosto. Anos depois, quando estávamos já com casamento marcado, a mãe dele me perguntou se tinha alguma coisa da casa que eu gostaria de levar pro nosso apartamento. Respondi sem pestanejar: a luminária amarela!
  • E o que mais? Antes de morar na cozinha da casa dos pais do Martin em SP, ela morou no quarto do Martin e do irmão lá em Buenos Aires, desde que eles eram pequenos. De certa forma, essa peça sempre esteve na vida dele - agora em seu terceiro país.

Mas onde pendura as roupas?

Isso foi a primeira coisa que perguntei pro Martin quando ele me mandou as fotos dos apartamentos que estava vendo pra alugar aqui em Londres: onde que vai o varal?

Parece besta, afinal a mudança pra outro país tem tantas outras barreiras muito mais assustadoras, mas a rotina na verdade é feita de coisas muito menores. Principalmente dentro de casa. A gente estranha, mas aprende rapidinho que:
  • O varal tem que ser portátil e fica onde há espaço 
  • A máquina de lavar roupas fica na cozinha mesmo
  • Não tem ralo na cozinha ou no banheiro (fora o do chuveiro, claro)
  • O alarme de incêndio vai disparar quando você fritar um bife e não há nada que você possa fazer além de abanar a fumaça
  • Não tem tanque, aliás, não tem o luxo da área de serviço: quer lavar roupa na mão, lava no chuveiro, na pia, na banheira (ou, obviamente, manda lavar fora)...
  • A tomada tem interruptor
  • O banheiro não tem tomada
  • O interruptor de luz do banheiro ou fica do lado de fora ou não é um interruptor: é uma cordinha de puxar
  • Já que abrir a janela durante o inverno é algo fora de cogitação, existem uma frestas perto da janela, tipo uma ventilação, que servem pra dar aquela circulada básica no ar (mas também podem ser fechadas)
  • Não tem jeito: o aquecedor é essencial e feioso, mas não dá pra não ter ou pra disfarçar sua feiúra
(nos comentários ja tem alguns adendos muito bons!)

Não sei exatamente porque pensei nisso só agora, quase 4 anos depois de ter me mudado pra cá, mas achei interessante listas essas pequenas (grandes!) diferenças, pra ficar pra posteridade.

52 objetos: semana 3


  • O que é: globo de neve de Nova Iorque da Saks Fifth Avenue, comprado quando eu e o Martin fomos pra lá no Natal de 2005 - foi minha primeira (e até agora, única) visita a cidade. Ele toca a música "New York, New York" quando damos corda.
  • Onde fica: junto com a coleção, em uma prateleira na sala (mais precisamente na parede do meu "home office")
  • Por que foi escolhido: quando comprarmos esse globo não sabíamos que ele seria apenas o primeiro de uma coleção que está se formando aos poucos. Hoje, sempre que viajamos a um lugar novo, trazemos um globo de neve como souvenir. É uma das partes mais legais das nossas viagens! E essa peça certamente representa não apenas a coleção, mas as boas memórias de viagem e essa fase bacana que estamos vivendo aqui na Europa. 
  •  E o que mais? Entre o fim de 2005, quando estivemos em NY, e o fim de 2008, quando nos mudamos pra Londres, esse globo foi filho único. Só nós demos conta de que poderia ser uma coleção legal quando compramos o segundo, na nossa ida a Madri em agosto de 2009. Outra coisa engraçada é o fato desse globo ser o único com a base preta, reta, simples. Daí pra frente resolvemos embarcar no bonde kitsch e hoje a diversão é achar um globo com uma pegada brega. Temos até globo com iluminação, fora alguns nonsense, como o que eu trouxe de Rimini: é uma barraca de praia dentro de um globo de neve. 

52 objetos: semana 2


  • O que é: poster do Vitra Design Museum com uma seleção de 224 cadeiras criadas entre 1840 e 2000.
  • Onde fica: na sala, no chão mesmo, bem do lado do meu "home office"
  • Por que foi escolhida: esse poster conta a história do design  - principalmente o boom na metade do século 20 - através das peças que estão ali. Sempre consulto as informações (cada cadeira tem data de criação e autor da peça) como referência para matérias. 
  • E o que mais? Comprei esse poster em uma feira que visitei a trabalho lá em Colônia, e tive que levá-lo na mão - ele é imenso. Morri de medo de ser barrada, pois estava voando de EasyJet e já tinha uma outra bagagem de mão. No fim deu tudo certo, mas levei muito tempo para comprar a moldura, o poster ficou mais de 1 ano enrolado, guardado no armário. 

52 objetos: semana 1


  • O que é: luminária
  • De onde vem: da Tok&Stok, design meu, de 2007
  • Onde fica: já passeou por vários ambientes da casa - não apenas do apê que vivo hoje, mas de todos os anteriores. No momento ela está na minha mesa de cabeceira.
  • Por que foi escolhida: Entre todas as peças que assinei nos meus anos de designer tokstokiana, essa é que mais gosto, pois reflete bem o meu estilo pessoal (o que, ao contrário do que muita gente pensa, não acontece sempre quando um designer cria algo)
  • E o que mais? Ela tinha uma cúpula preta, que troquei por essa da foto aqui em Londres (comprada na B&Q) Infelizmente a luminária já saiu de linha, não é mais possível encontrá-la a venda.

Semana em imagens

Semana curta (afinal foi feriado aqui pra gente na segunda feira), mas que passou devagar quase parando. No trabalho, esses quatro dias foram focados na preparação pra semana que vem, que é a mais importante do meu setor: semana do design em Milão - o que inclui o Salão Internacional do Móvel e todos os eventos off Salão.

Desde o mês passado recebemos, literalmente, centenas de convites e emails com press releases. Parece tudo muito glamouroso, eu sei, mas pra gente (eu e as 4 colegas de trabalho indo pra lá) é como se preparar pra uma mistura de batalha com maratona.


Tem que ser tudo milimetricamente organizado, dividido, separado. Quem vai onde, quem cobre o que, quem entrevista quem. Só Google Maps e planilhas do excel salvam.


Pra não dizer que não aconteceu nada fora do trabalho, finalmente chegaram as banquetas que comprei há mais de um mês pro balcão que divide a sala e a cozinha!


E, last but not least, o sábado foi dedicado a ela. Passamos o dia em Bath, mas deixo pra ela explicar o porque - e o porque da máscara da Lady Gaga.

 
Boa semana!

Solzin

Das pequenas alegrias de trabalhar de casa.

Fui até o quarto apagar a luz. Não consigo ver meu quarto daqui do home office, mas dava pra ver a claridade no corredor. Cheguei lá e a luz estava apagada.

Era o solzinho varrendo o quarto mesmo!



Glorious snow

Sábado a noite...


E domingo pela manhã...



Habibstinência

Cada vez que o Habib fica aqui em casa, nos apegamos mais a ele. E dessa vez foram 3 semanas, grudados. Também deu pra notar que ele fica muito mais a vontade com a gente. Amoroso, fofo, comportado, companheiro. Como faz quando os donos dele voltam de viagem e ele vai embora?








Pode pedir a guarda dele na justiça? Volta, Habib!