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Los Descalzi


Os meus sogros estiveram aqui por uma semana (definitivamente a semana mais ensolarada e quente do ano até agora), e o Youtuber Martin aproveitou para fazer mais um videozinho das mini-férias. Como eles já nos visitaram outras vezes, foi bem tranquilo, sem aquela ânsia de acordar cedo pra passear e andar como loucos todos os dias. Mas ainda assim aproveitamos os dias "off", e o resumo está aqui:



Ah, detalhe. O vôo deles chegaria às 7:15 da manhã. Reservamos carro para buscá-los e nos programamos pra madrugar, já que o aeroporto de Heathrow é do outro lado da cidade e sempre tem trânsito pra lá. Da última vez que eles vieram nós chegamos atrasados justamente por causa do trânsito e dessa vez não queríamos dar essa bola fora. Poxa, eles afinal viajaram 12 horas, e ainda tem que ficar esperando no aeroporto?

O despertador estava para às 4:30 da manhã. Quando deu 6:30 o Martin acordou no susto. O despertador não tocou (motivo: o espertão tinha colocado para 4:30 da TARDE) e mais uma vez deixamos os sogros esperando, ainda mais tempo do que a vez passada.

A passagem de som


A programação de ontem em Barcelona era conhecer a região de Montjuic. Visitar a Fundação Miró, pegar o teleférico até o Castelo de Montjuic, passear pelos parques e dar uma volta nos arredores do Estádio Olimpico. O que a gente não sabia que ia fazer, quando acordamos, era que esse dia terminaria em um show do Coldplay.

Quando eu e meu pai paramos num quiosque ao lado do estádio para tomar um café, começamos a escutar o som vindo lá de dentro. Alguém estava fazendo uma passagem de som. Foi fácil descobrir que era o Coldplay, pois um cartaz ao lado do quisoque anunciava os próximos shows a acontecerem ali.

Tomamos o café e fomos até o portão principal. A essa altura, o Chris Martin já tinha começado a cantar. Eu, meu pai e mais uma galera que estava passando por ali, naquele dia e naquela hora, resolvemos ficar e escutar mais. Era quase um show particular! Conseguíamos ver um pouquinho do palco através das grades, e foi só ele cantar Paradise e Yellow pra galera até ensaiar uns passinhos. Ali na calçada mesmo!

Poxa, que bacana que seria ver o show do Coldplay em Barcelona. Vou pesquisar na internet, vai que tem um ingresso sobrando né? E não é que tinha????

'Pai, tem ingresso, vamos?' 'Compra, vamos'

Não estava no orçamento da viagem, e um ingresso assim em cima da hora não saiu baratinho. Mas valeu cada centavo. Eu teria pago até mais.

Os 4

Esses somos nós. Fotos assim dos 4 reunidos são raras, principalmente nos últimos anos. Então fica aqui o registro (e sim!!!! Agora eu tenho uma GoPro! Foi presente do Martin, eu tava me sentindo uma blogueira muito da fajuta).

A foto foi tirada hoje a tarde, durante nossa visita a Girona, uma cidade medieval sensacional que fica a 100km de Barcelona.


De Paris a Barcelona


Ai que título de post mais nojento!

Na semana passada estivemos em Paris para um fim de semana prolongado (quando o Eurostar oferece passagens a 29 libras e os amigos podem te receber em casa, não tem como não ir!), e hoje cheguei em Barcelona para 10 dias de férias em família. Dessa vez o Martin não veio!

Pois é! Há uns meses meu pai aproveitou uma promoção e comprou passagens pra ele e minha mãe. Aí, é claro, eu comprei a minha. Então minha irmã se empolgou também e comprou a dela. Então estamos nós 4 aqui, vivendo num mesmo apartamento, como nos velhos tempos. Veremos: ou será um sucesso ou a briga vai ser feia!

Façam suas apostas. Nos falamos em dez dias : )

Os melhores livros de 2015 - segundo meu pai!

Meu pai anda cheio das ideias para os meus blogs. Outro dia sugeriu que eu fizesse um top 3 dos livros que li em 2015. Eu então falei: 'faz você que eu coloco no blog!'. E ele fez - então lá vai, contribuição do véio para a sua lista de leitura de 2016!

"Mais um ano em que li muitos livros maravilhosos . Mas vou falar de três que por razões diversas estou considerando como destaque.

A Marca Humana - Philip Roth
Meu velho e conhecido escritor americano. Todo ano torço para que ele ganhe o Nobel de Literatura e, nada. O personagem, reitor de uma universidade, é dispensado, por um suposto comentário racista pronunciado na sala de aula. Exatamente ele, descendente de negros mas que renegou a família, abandonando-a, pois pela cor de sua pele , podia passar por branco. Além disso, tem um envolvimento com uma funcionária do serviço de limpeza, que é analfabeta. Tipo de trama de tirar o folego. Muito bom.

A Memória de Todos Nós - Eric Nepomuceno
Este escritor brasileiro, que traduziu também obras de diversos escritores latino americanos, faz neste livro um relato do tenebroso período das ditaduras na América Latina. São narrativas acerca de trajetória de alguns personagens marcantes, que não são únicos, mas exemplos do que aconteceu em todos os países que passaram por esse pesadelo. Quando vemos alguém numa manifestação, portando uma faixa a favor da ditadura, logo vem o pensamento de que esse livro do Nepomuceno faria um bem danado para essa pessoa.

Treze Contos - Anton Tchekhov
A grande surpresa do ano. Aliás, escritores russos sempre surpreendem. Comprei esse livro numa banca de revista no aeroporto do Rio de Janeiro, numa conexão pra Aracaju. A contra capa, na parte final diz : temos nessa seleção verdadeiras obras primas que passeiam livremente entre o cômico e o trágico, elementos complementares nas tristezas humanas, na visão do autor. É um livro maravilhoso cada conto melhor que o outro , o cotidiano expresso de maneira única."

(dei uma leve bronca no meu pai porque ele não indicou nenhum de autoria de uma mulher. Fica a dica, inclua mais autoras em suas leituras!)

Vídeo da viagem a Jersey com os meus pais

Como recentemente eu comecei a fazer vídeos com dicas de Londres lá pro Aprendiz de Viajante, me meti a besta de editar um vídeo um pouco mais longo, pra tentar aprender mais do programinha de edição.

Então aqui está o resultado - com alguns efeitos cafonas (eu adoro uma cafonice, vocês sabem), mas cheio de imagens bonitas. O vídeo tem apenas 3 minutos e música animada - então assiste, vai? Diz que sim? E se gostar dá um like pra eu ficar contente : )

Munique

De volta a Alemanha pela terceira vez esse ano, mas a primeira sem ser a trabalho! O motivo é especial: os pais do Martin estão nos visitando, e resolvemos voltar a cidade onde eles moraram há 32 anos. Pra mim, porém, é a primeira vez nessa região do país.

Estamos apenas no segundo dia de uma semana inteira por essas bandas (vamos alugar carro por 3 dias para conhecer outros lugares que ficam aqui perto), e até agora demos sorte com o tempo. O sol deixa a cidade mais bonita e muito mais animada.

Inclusive já visitamos o prédio onde eles moraram e até a escolinha onde o Martin estudou quando tinha 2 anos - foi hilário refazer algumas fotos dele exatamente no mesmo lugar de 32 anos atrás.

Ah! E já fomos correr. Primeira vez correndo fora de Londres, fiquei muito orgulhosa (tô muito inglesa, sofri um monte com o calor).


Brasil 2013

Estamos no Brasil desde sábado para curtir pouco mais de 2 semanas com a família e amigos. Essa é apenas a terceira vez que viemos pra cá desde que nos mudamos para Londres, e cada vez fizemos um "esquema" diferente para tentar conseguir aproveitar ao máximo. Nas 2 vezes anteriores voltamos pra casa um tanto quanto frustrados, pois administrar o tempo e as vontades (nossas e alheias) por aqui é bem complicado. Então, dessa vez resolvemos nos dividir - eu vim sozinha pra Santa Catarina passar pouco mais da metade das férias com os meus pais e o Martin ficou em São Paulo com os pais dele.

Bom, até agora está funcionando bem - mas pra mim ainda não é o ideal, pois afinal ficar separados nas férias não é a coisa mais legal do mundo.

Um pouquinho do que fiz até agora:

Com o sobrinho (que está enorme, lindo, simpático e divertido) em SP
Ainda em SP, com as amigas mais antigas e especialíssimas, nosso encontro é sempre obrigatório!
Agora em SC, uma parada em Itapema

Visitando a casa da minha vó em Lauro Muller depois de 6 anos sem ir lá
Parque Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul, onde visitamos os cânions
Onde estamos agora: Garopaba

52 objetos: semana 48

O que é: peças de cristal que pertenceram a minha vó (materna)

Onde fica: espalhados pela sala/cozinha, cada um em um lugar diferente com uma função diferente. Ainda faltou uma outra peça na foto, só lembrei dela depois que já tinha postado no Instagram!

Por que foi escolhido: minha vó tinha uma coleção enorme de cristais, não sei quando ela começou essa coleção (também não sei se ela herdou algumas dessas peças), mas me lembro delas desde muito pequena. Elas ficavam na sala da casa dos meus avós, um lugar da casa que geralmente a gente não frequentava, só entrávamos lá em ocasiões especiais - se tinha algum almoço comemorativo ou algo do tipo. Essa sala estava sempre super em ordem, era aquela coisa "não toca em nada!". Bom, minha vó fez uma coisa que eu acho bem esquisita muitos e muitos anos dela morrer: ela escreveu nome de familiares e amigos próximos em pedacinhos de papel e colocou dentro dos cristais, assim, quando ela morresse, cada um saberia o que era seu. Meio mórbido né? Minha vó era um pouco mórbida, sempre se achava velha e doente. Mas enfim.... quando ela morreu, e pouco tempo depois o meu avô, rolou a "partilha" das coisas da casa. E quanta coisa eles tinham! Minha mãe deixou eu ficar com vários dos cristais (nem todo mundo gosta, então não rolou a partilha dessas peças do jeito que a minha vó tinha especificado). São peças lindas, tenho o maior carinho por elas, mas ao mesmo tempo - ao contrário da minha vó - gosto de colocá-las em uso, gosto que elas sejam vistas como partes funcionais da casa.

E o que mais: bom, já passaram algumas coisas que herdei da minha avó por aqui durante o projeto. As xícaras de porcelana, o anel e a correntinha, e o lenço que carrego sempre comigo na bolsa. Tudo que faz parte do 52 objetos tem alguma historinha especial, mas certamente essa pequena coleção de heranças é algo que quero levar pra vida toda. Eu não era assim muito chegada na minha vó, mas impressionante como o gosto dela tem bastante a ver com o meu!

52 objetos: semana 44

O que é: xícaras de café e pires de porcelana pintados a mão, que pertenciam a minha vó materna

Onde fica: num dos armários da cozinha

Por que foi escolhido: me lembro que desde pequena, quando ia lá nos meus avós em Joinville, tomava café com leite nessas xícaras. Sempre que a gente chegada de viagem, minha vó botava a mesa do café. Acho que foi lá que devo ter tomado café com leite pela primeira vez.

E o que mais: essas xícaras ja eram antigas quando eu era pequena, e estão super bem conservadas. Calculo que elas tenham uns 40/45 anos. São delicadas: não dá pra colocar na máquina de lavar ou no microondas, então eu não uso muito no dia a dia. Mas são lindas demais, a delicadeza das flores pintadas a mão não tem igual.

52 objetos: semana 31


O que é: correntinha e anel que foram da minha avó materna

Onde ficam: na mesa de cabeceira, não uso todos os dias

Por que foi escolhido: como já falei aqui no blog algumas vezes, herdei alguns objetos da minha vó quando ela morreu, incluindo esses dois itens. Eu uso pouquíssimos acessórios, e não tinha nenhuma jóia até ganhar essas. Modéstia a parte, minha vó tinha um tremendo bom gosto e ótimo olho pra essas coisas, então apesar de usá-las com pouca frequência, são muito especiais. Não tenho ideia da origem ou de quando elas são, mas espero que fiquem comigo por muito, muito tempo!

E o que mais: a correntinha é muito mais usada que o anel - dá pra perceber que ele é poderoso né, ainda mais pra quem quase não usa nada desse tipo, como eu. Fico com medo de perder uma das pedrinhas, o que aconteceu com outro anel que também herdei dela. Ah, não tenho a menor ideia de que pedras são essas, algum especialista por aí?

52 objetos: semana 28


O que é: cobertor, ou melhor, a metade do que um dia foi um cobertor

Onde fica: como ele é fininho, curto e estreito, não é muito usado, fica mais guardadinho no armário mesmo.

Por que foi escolhido: vamos a história real dele - meu pai chegou em Joinville em 1971 e foi trabalhar na viação Penha, como o moço que tira e bota as malas do ônibus. No tempo em que trabalhou lá, ele morou na garagem da Penha, e é daí que vem o cobertor. Ele saiu da Penha e vieram muitos outros trabalhos, casas, cidades... mas o cobertor ficou. Hoje uma metade está comigo (dãr) e a outra com a minha irmã. Mas você se pergunta - por que raios esse cobertor é especial?

E o que mais? Pra falar a verdade, eu nem sei direito quando descobri a procedência verdadeira do cobertor. Porque, quando éramos pequenas, meu pai contou uma outra historinha pra gente. Mais ou menos isso: ele dizia que quando ele era criança lá no Barro Branco (duvido que alguém conheça o Barro Branco - mas enfim ele entrou no mapa) um dia saiu pra caçar no mato com meu vô, e foi ficando tarde e começou a esfriar. Eles tiveram que dormir no mato mas não tinham levado nada, então estavam passando muito, muito frio. Aí no meio da noite ele abre os olhos e percebe que está coberto - foi o menino Jesus que deixou o cobertor lá pra ele! (fim da história) Pois é, por causa dessa historinha eu e a minha irmã nos apegamos a esse cobertorzinho, que  ficou conhecido entre nós como o "cobertorzinho do menino Jesus". Lembro que quando meu pai vez uma viagem a trabalho em 1990, que durou um mês, nós duas disputávamos pra ver quem ia dormir com o cobertor. Aí, em um Natal (não sei direito em que ano, talvez 2002/2003?), meus pais nos presentearam: cada uma com uma metade, cada metade com o devido nome bordado. Acho que é o presente de Natal mais acertado que eu já ganhei! E pra quem pensa que somos uma família religiosa: fuén! Não somos - não sei porque meu pai envolveu Jesus nessa história, mas que colou por um bom tempo, colou. Acho que eu acreditei mais tempo na lenda do cobertorzinho do menino Jesus do que no Papai Noel.

52 objetos: semana 26

E cheguei na metade do projeto! Nem eu achava que ia continuar firme e forte... Pra comemorar, escolhi um objeto especial, que merece destaque. 



O que é: folha do jornal A Notícia (de Joinville), do dia 09/03/2003, quando a cidade celebrou seus 151 anos, emoldurada.

Onde fica: Em uma das paredes da sala

Por que foi escolhido: Bom, esse aí na foto do jornal é meu vô materno, o Opi, já falei aqui dele outras vezes (ele morreu há 1 ano, até escrevi aqui no blog). Tudo bem que sou suspeita pra falar, mas o Opi era meio que um personagem de Joinville, diria até que uma figura emblemática da cidade. Ele foi atleta quando jovem (entre outros esportes, se dedicou ao basquete), mas mais tarde abriu uma oficina de conserto de bicicletas - que era bastante conhecida. Eu lembro de ir na oficina quando era pequena, mas quando ficou mais velho ele fechou e passou a trabalhar na garagem de casa, e aos poucos foi diminuindo o ritmo, claro. Quando a cidade fez 151 anos, o jornal A Notícia usou uma foto dele na oficina para fazer uma homenagem, e eu guardei essa folha e um tempo depois mandei enquadrar (ainda quando morava em SP, já tinha esse quadro na parede).

E o que mais? Já que não dá pra ler na foto, vou transcrever o que está escrito no jornal: "Existem coisas que não mudam. Ainda bem. Nestes 151 anos, a Cidade das Flores se transformou na cidade da indústria, da cultura, do esporte e do lazer. E assim, como as flores, a populacão cresceu, multiplicou, triplicou. Hoje somos uma grande cidade, com todas as vantagens e também os problemas que o progresso traz. Mas, ao olhar a velha oficina de bicicletas, ao caminhar pelos jardins e ver as crianças brincando em meio ao colorido das flores, percebemos que, do passado, algo muito bom ficou: a nossa qualidade de vida. Uma homenagem de A Notícia aos 151 anos de Joinville."

52 objetos: semana 19


  • O que é: fotos do casamento dos meus pais, que foi dia 25/06/1977
  • Onde fica: no mural do meu "home office"
  • Por que foi escolhido: se não me engano essas são as únicas fotos sobreviventes do casórios deles. Elas ficavam na casa dos meus avós maternos, dentro de uma moldura, penduradas na parede. Desde pequena eu lembro de ver essas fotos e achar o vestido da minha mãe a coisa mais linda. Outro fato curioso do casamento é que eles entraram juntos na igreja, nada disso do pai entregar a filha pro marido (que eu acho super machista). E mais recentemente descobri que nesse mesmo dia, um pouco mais cedo, meu pai foi no estádio ver um jogo de futebol. Que outra pessoa no mundo vai a um estádio e casa no mesmo dia? 
  • E o que mais? Essas não são as fotos originais - meu pai mandou escaneá-las e imprimiu algumas pra mim e pra minha irmã. Gosto tanto que quis deixá-las sempre a vista - afinal, tem um pouco de mim ali!

Nem vi passar, mas vi outro pêndulo

E não é que meus pais vieram, passeamos, viajamos, comemos um monte, minha mãe fez feijão e bolinho de carne, meu escravo pai fez café da manhã todos os dias, e num piscar de olhos eu já estava em Heathrow novamente deixando eles no portão de embarque?

Edimburgo
Pois é. Foi tão legal - tê-los aqui e ficar de férias por 3 semanas.

Acho que eles aproveitaram também, apesar do frio, do colchão inflável e dos percalços do idioma. Whisky tomado em Edimburgo, Monet visto em Paris, cerveja tomada em Praga (e também em casa) - vida boa!

Café Imperial - Praga
Eu não sou assim muito sentimental, mas ir com eles até o aeroporto e depois voltar pra casa sozinha foi a pior coisa do meu 2012. Acho que na próxima visita eu confisco os passaportes.

Primeira vez da minha mãe no Louvre: "mã, finge aí que você tá comentando o quadro"
(os posts específicos de viagem já estáo sendo publicados no blog Aprendiz de Viajante - mas ainda tem muitos outros por vir!)

Mas uma coisa eu tinha que falar aqui: visitamos mais um Pêndulo de Foucault em Paris! Juro! Dessa vez o pêndulo visitado estava no Musée des arts et métiers (se você não lembra dessa historinha ou começou a ler o blog recentemente - clique aqui)



De pêndulo em pêndulo, um dia a gente entende a rotação da Terra : )

52 objetos: semana 15


  • O que é: coleção de tampas cerâmicas que pertencia a mãe do Martin
  • Onde fica: na parede do banheiro de visitas
  • Por que foi escolhido: mais uma coisa que veio da casa do Martin. Essa coleção foi inciada pela minha sogra há muitos anos, antes de eles se mudarem de Buenos Aires pra São Paulo. Pelo que sei ela começou bem por acaso: os potes quebravam e as tampas foram guardadas. Aí ela começou a procurar tampinhas em viagens que fazia e também ganhar de amigos. Eu não pretendo aumentar a coleção - gosto dela assim, da maneira que veio. Acho a mistura de desenhos, formas e estampas legal demais pra ser mexida!
  • E o que mais? Quando conheci o Martin eles moravam em uma casa grande, nos arredores de SP. Uns 2 anos depois que nos mudamos pra Londres, os pais dele mudaram-se pra um apartamento e a coleção ficou guardada - na casa, as tampas ficavam em uma parede enorme, perto da piscina. Da última vez que fomos pro Brasil, selecionamos algumas (eu tinha comentado com a minha sogra que um dia gostaria de ficar com elas caso ela não as quisesse mais) e resolvemos agrupá-las na parede do banheiro. Parece estranho, eu sei, mas fez uma mega diferença e deixou o espaço muito mais bonito. 

Férias e família

Lá no twitter, meu assunto não foi outro nos últimos dias: meus pais estão por aqui e eu tirei 3 semanas de férias pra ficar com eles.

Entre um passeio e outro por Londres, vamos também abrir as asinhas e visitar Edimburgo (onde estou agora), Praga e fazer um rasante por Paris.

Pra quem me visita aqui há mais tempo, deve lembrar que uma viagem pra Edimburgo já havia sifo programada na primeira vez que eles estiveram aqui, em 2010 - mas micou totalmente depois do perrengue (mais conhecido como nevasca) em Berlim, que não nos permitiu voltar a rempo de Berlim para Londres e consequentemente nos fez perder a viagem.

Mas enfim, agora estamos aqui, finalmente riscando a cidade da nossa lista!

E por enquanto, posso dizer que Edimburgo é sim, tudo isso que todo mundo fala : )

52 objetos: semana 12




  • O que é: um autêntico e  tradicional relógio cuco alemão - comprado pelos pais do Martin entre 1982/84 quando eles moraram em Munique.
  • Onde fica: na parede da sala aqui em casa
  • Por que foi escolhido: o relógio ficou na casa da vó materna do Martin lá em Buenos Aires até ela morrer - e a minha sogra deu de presente pra gente quando nos mudamos pra cá. É o xodó da casa! Olhando atentamente você vai conseguir ver que está escrito W. Germany (West Germany - Alemanha Ocidental) ali perto dos ponteiros. Adoro os detalhes, imagino um artesão fazendo tudo a mão: o pássaro no topo, os galhos, as folhas. 
  • E o que mais? Todo mundo que vem aqui em casa pela primeira vez (não estou exagerando, todo mundo mesmo!) pergunta: "é um cuco mesmo? Sai o passarinho?" Sim, sai um pasarinho de meia em meia hora : ) Como ele tem aproximadamente 30 anos, requer bastante cuidado e é bem delicado. Tem que dar corda devagar e sempre que voltamos de viagem há uma certa dificuldade em fazê-lo voltar a funcionar direitinho. Acho o máximo que ele já morou em Munique, em Buenos Aires e agora em Londres.

52 objetos: semana 11


  • O que é: lenço que pertencia a minha vó materna
  • Onde fica: amarrado na alça da bolsa, sempre.
  • Por que foi escolhido: esse lenço foi um dos vários objetos que herdei da Omi (era assim que chamávamos ela, é uma variação de vó em alemão. Nunca, nunca chamei ela de vó na vida, nem eu nem meus primos - sempre foi Omi). Ela sempre estava usando um lenço no pescoço, eu achava super elegante. Ela tinha uma boa coleção de lenços, e quando ela morreu pedi pra minha mãe pegar alguns pra mim. 
  • E o que mais? Sempre gostei dos acessórios que a Omi usava - anéis, colares e os lenços, claro! Minha mãe me deu várias coisas, e o lenço é um dos itens preferidos (se eu troco de bolsa, ele vai junto!) - adoro tê-lo sempre comigo. Um tiquinho da elegância da Omi que passou pra mim. : )

52 objetos: semana 9


  • O que é: luminária pendente, que tem muuuuitos anos de vida...
  • Onde fica: sobre a mesa da sala
  • Por que foi escolhido: quando eu fui na casa do Martin pela primeira vez (com 1 mês de namoro, em maio de 2003), essa luminária ficava na cozinha deles. Bati o olho e me apaixonei: é exatamente do estilo que gosto. Anos depois, quando estávamos já com casamento marcado, a mãe dele me perguntou se tinha alguma coisa da casa que eu gostaria de levar pro nosso apartamento. Respondi sem pestanejar: a luminária amarela!
  • E o que mais? Antes de morar na cozinha da casa dos pais do Martin em SP, ela morou no quarto do Martin e do irmão lá em Buenos Aires, desde que eles eram pequenos. De certa forma, essa peça sempre esteve na vida dele - agora em seu terceiro país.

52 objetos: semana 6


A esquerda, um pedacinho da fábula "O Pequeno Polegar"

  • O que é: o livro de fábulas que meus pais compraram quando eu e minha irmã éramos pequenas, e está comigo hoje (já escrevi sobre ele aqui, meu pai até deixou um comentário contando como comprou)
  • Onde fica: na minha mesa de trabalho em casa
  • Por que foi escolhido: como já contei naquele post, ele foi meu primeiro livro, e ou minha mãe ou meu pai liam uma das fábulas para nós (eu e minha irmã) na hora de ir dormir. É muito, muito especial.
  • E o que mais? Ele ficou anos guardado, e é culpa nossa estar assim todo descuidado. Infelizmente não posso arrancar esses pedaços de fita crepe porque vai destrui-lo mais ainda. Preciso achar alguém que faça um trabalho de restauração de livros, algo bem especializado. Quero que ele dure por muitos e muitos anos, e fique na minha família.

52 objetos: semana 5



  • O que é: ursinho de pelúcia (ele tem nome: Pop) de 28 anos de idade (!!)
  • Onde fica: na prateleira do meu quarto, junto com os meus livros
  • Por que foi escolhido: eu e o Pop temos uma longa história de amor : ) Ganhei ele quando tinha 4 anos, no aniversário de 7 anos da minha irmã, naquela época estávamos morando em Joinville (não lembro quem deu - será que minha irmã lembra?). Foi amor a primeira vista e eu não larguei dele por muitos anos, levava pra tudo quanto era lugar. Se a gente ia viajar, ele ia junto. Ele me lembra a minha infância, jamais vai sair do meu lado!
  • E o que mais? O nome veio de 'nascimento', ou melhor, na embalagem dele. O Pop mostra a idade que tem né? Não tem mais o nariz e inclusive já foi costurado pela minha mãe, o pobrezinho tem uma cicatriz no pescoço. Aliás, acho que minha mãe vai adora vê-lo aqui (vocês vão achar ela louca se eu falar que ela pergunta dele as vezes?)

Família ê, família ah!

O grande peso no lado desvantagens da balança da vida de quem mora fora é ficar longe da família. Acho que 9 entre 10 expatriados vão concordar comigo nessa. Tem quem sinta mais e faça questão de viajar pro Brasil frequentemente, mas até então eu sempre achei que me encaixava na categoria dos que levavam a saudade numa boa. Afinal, falo com os meus pais no Skype dia sim dia não e sempre fui acostumada, desde que nasci, a encontrar tios, primos e avós poucas vezes por ano. Então pra mim sempre foi uma grande alegria encontrar a parentada, mas honestamente nunca sofri de saudades.

Até sábado, esse agora que passou. Quando grande parte da família se reuniu na festa de 15 anos da minha afilhada linda, que eu batizei láááááá em 1997. Putz, como eu fiquei chateada de ver as fotos que meu pai mandou, de todo mundo junto. Principalmente essa aqui, com quase todos os primos (pelo menos não fui só eu que fiquei de fora, outros dois também não foram).


Apesar da gente ter passado vários reveillóns juntos, não sei dizer há quantos anos todos nós não nos vemos. Tipo, ao mesmo tempo, sob o mesmo teto. Que saudades da gente!

*suspiro*

Opi

94 anos é para poucos.
Espero ter herdado esses genes, mas caso não, a influência do Opi (uma maneira carinhosa de falar vô em alemão) vai ficar comigo sempre.

Gosto de achar que minha paixão por esportes vem "de sangue", já que o Opi foi jogador de basquete, praticou remo e arremesso de peso.
Gosto de lembrar que ele ensinou eu, minha irmã e nossos primos a comer carangueijo e rollmops.
Gosto de lembrar que ele me provocaba quando eu era pequena falando que Joinville era maior que São Paulo.
Gosto de lembrar que toda santa vez que a gente ia lá, ele oferecia uma maçã. Ou uma soda limonada.
Gosto de lembrar as histórias mega exageradas que ele contava.
Gosto de lembrar que ele esperava a gente no portão as 5 da manhã quando íamos de busão pra Joinville.
Gosto de saber que ele foi o bicicleteiro mais famoso de Joinville, e toda santa vez que vejo uma loja de bicicletas é claro que lembro dele.
Gosto do jeito que ele pronunciava o nome do do Martin: com ênfase no Már em vez do tin - "como vai o Mártin?"
Seu Heinz Goecks deixa Joinville mais triste hoje!
E Londres também.

Uma noite feliz

Se a família "de verdade" não está por perto, a gente junta a família que foi fazendo ao longo dos anos né?

um tiquinho de árvore

biscoitinhos by Martin

parisienses e londrinos. e uma intrusa.

Paulete modelete e Martin psicopata

uma tradição: segundo Natal que passamos juntos!!!

ceia de natal do alto

do outro lado da sala...

aumentando a coleção

óin

natal inglês

crackers

Todas as fotos tiradas pelo nosso amigo e excelente fotógrafo, Filipe Xavier Nascimento.

Fim de férias

Chegamos em casa. Depois de um looooongo vôo que começou em Buenos (com direito a avião atingido por um raio), e fez um pit stop em SP, estamos em casa. Ufa! Que sensação deliciosa que é tomar banho no seu chuveiro e ligar a TV pra assistir umas bobagens. Melhor ainda: nossos tomates estão vermelhinhos e as plantas sobreviveram a minha estratégia ninja (qualquer dia eu mostro) e não morreram de inanição.

Olha, esses dias entre São Paulo e Buenos Aires foram um aprendizado. Foi apenas a nossa segunda ida pra lá depois que mudamos pra cá, e eu achei que dessa vez conseguiria administrar as "férias" melhor que a primeira vez. Ledo engano. Acho que nem morando aqui a vida toda para ir de "férias" pro Brasil/Argentina visitar família e amigos vamos aprender a dividir nosso tempo e organizar compromissos.

Claro que vimos amigos queridos e passamos o maior tempo possível com as nossas famílias, mas sabemos que nunca é o suficiente. Resultado? Chegamos em casa estressados conversando sobre o que não conseguimos fazer.

Mas chega de lamentação né? Fizemos também muita coisa boa que nos encheu de alegria, e o compromisso que foi o grande motivador dessa viagem foi cumprido.

O compromisso se chama Igor

Mais uma vez, Buenos

Já estamos nos últimos dias de férias, agora em Buenos Aires (chegamos aqui no domingo). Mas essa vinda a terra do meu marido tem um gosto especial dessa vez, já que meus pais e minha irmã estão aqui também. Há muitos e muitos anos que não viajámos os 4 juntos, desde uma viagem de carnaval que fizemos para Ubatuba quanto eu e a hermana éramos adolescentes e meu pai pronunciou, assim que voltamos pra casa: vocês são muito chatas, não dá mais para viajarmos os 4 juntos!

Ainda bem que o tempo passa, adolescentes viram adultos e pais ficam mais tolerantes.

de Ubatuba a Buenos Aires. Meu pai disse que agora a gente é mais legal.
Nota mil pro Martin que tem uma paciência de jó com a trupe dos Righetto.

O Grande Livro das Fábulas Encantadas

Nada como uma mudança para uma grande faxina e, consequentemente, uma boa renovação. Pra mim, a melhor parte de ter que encaixotar tudo é encontrar uns tesouros e dar uma viajada no tempo. Eu sou assim, volta e meia abro minha caixa de fotos (impressas! as melhores...) e vou olhando uma por uma.

Olha, eu sou muito sortuda por ter tido a chance de fazer mudança do Brasil pra cá. Trazer todas as nossas coisas nos fez muito bem, aquela sensação de não começar do zero fez diferença. Mas enfim, ao assunto do post: o meu (e da minha irmã) primeiro livro, O Grande Livro das Fábulas Encantadas.

Vou pedir pro meu pai deixar comentário aqui e fazer alguns adendos, como: quando ele comprou (acho que foi quando minha irmã nasceu), onde ele comprou (São Paulo ou Joinville?) ou se é verdade uma historinha que tenho na minha cabeça (essas verdades que a gente dá como certas porque acreditamos desde pequenos) - que mesmo estando meio ruim das pernas financeiramente, ele foi lá e gastou uma pequena fortuna com esse livro.

Quando éramos pequenas meu pai e minha mãe liam as fábulas para nós. Todas as clássicas estão no livro: Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho, O Gato de Botas, A Bela e a Fera entre tantos outros. Tentei lembrar quais eram as minhas preferidas, e, apesar de não ter certeza, tenho um chute: Pequerrucha e o Burro que Espirrava Dinheiro.

Também não lembro que idade tínhamos quando as histórias perderam a graça e eles pararam de ler para nós, e por muitos anos o livro ficou guardado nas profudenzas de algum armário do nosso apartamento. Até que um dia minha mãe comentou que ia dá-lo para um primo nosso, e a nostálgica aqui falou não (ainda bem). Esse livro não sai da minha mão é nunca! Não sei se terei filhos ou não, mas meu apego a ele é inexplicável. Está detonadinho, como vocês podem ver, mas tenho planos de recuperá-lo.

 


Que criança não gostaria de morar dentro de uma flor ou pensar que existe no mundo um burro que espirra dinheiro? Eu ainda procuro esse burrinho loucamente...

Filha, saí no jornal!

Eu sou fã dos meus pais! E agora aposto que eles tem mais fãs também: coloquei eles em contato com uma repórter do IG que precisava de pessoas que tivessem feito tatuagem após os 40. E hoje cedo a matéria foi pro ar com Aurelio e Isa como destaques!

não achei que o véio saiu bem na foto, mas em compensação...

...a véia saiu lindona!!! Mostrando ombrinho e tudo, super sexy!
Porque minha irmã pode ser a preferida (piada interna pessoal!) mas fui eu quem levei eles para o mau caminho, ahahahaha!

Brincadeiras  a parte, acho admirável como eles mudaram e tornaram-se mais flexíveis com o passar dos anos. Lembro bem que quando eu era pequena e até já mais velha, adolescente, eu os achava os pais mais rígidos entre meu grupo de amigos. Mas hoje eles estão no extremo oposto: são os pais mais cabeça aberta que conheço! Que bom né? Sorte minha e da minha irmã que podemos também ficar mais velhas e tê-los como nossos melhores amigos!

O Righetto dos Righetto (O Poderoso Chefão!)

Um dos primeiros Righetto nascido no Brasil, meu vô Edmundo, decidiu hoje ir visitar minha avó materna, a Omi. Vai lá fazer um churras pra ela Vô! Um beijo!

Essa garagem em Lauro Muller é uma das minhas primeiras memórias: o churrasco dos Righetto no dia 1 de janeiro foi ritual sagrado por muitos anos. E o Vô lá, sentado na ponta!

Uma dor no coração pela minha vó Zilda, mas ela é uma velhinha porreta e eu sei que ficará bem!

Trabalhada no patrocínio

Faltando assunto no lado de cá, apelo pra família e posto fotos da vida alheia. Nesse caso, da minha irmã, para os íntimos apenas prefê.

É meu amigo, não basta ser celebridade e arrumar um patrocinador, tem que ir lá na firrrrrma e dar um alô pra peãozada!

E ainda por cima aguentar uns Roberts querendo sair na foto a qualquer custo!

Conseguiu uma vaguinha do lado do Faustão...

... mas ficou bem longe do Kaká!

Não contente foi lá tentar de novo e se meteu na foto alheia!!