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Ninguém pede pra segurar a mão de ninguém

(sem acentuacao)

O padrao eh assim: eu percebo que uma amiga anda meio sumida - nao interage nos grupos em comum que temos no Whatsapp e nao aparece nas redes sociais como costumava aparecer. Eu mando mensagem perguntando se esta tudo bem, e a resposta eh mais ou menos 'ah, tudo bem, mas estou meio cansada'. Em uma rapida troca de mensagens, percebo que nao esta tudo bem nao. Seja stress por causa de trabalho, cansaco pelo dupla ou tripla jornada (trabalho/casa/filhos/vida social), a questao eh que a amiga se recolheu, diminui bruscamente contato com as pessoas ao seu redor, para lidar com os estresses/problemas sozinha.

Eu, obviamente, nao acho que posso resolver os problemas das minhas amigas. Mas tenho dificuldade em entender a reclusao. A maioria delas - e foram varias, em poucos meses - acabou me falando que 'nao gosta de pedir ajuda, de incomodar' - por isso preferiu carregar as dores sozinha.

E eu achava que a gente tinha amigas e amigos justamente pra nos dar a mao, ou aquele ouvido amigo, quando a gente precisa simplesmente dividir angustias. Me pergunto quando e por que decidimos que pedir ajuda passou a ser incomodo.

Seria essas coisa do conto da vida perfeita das redes sociais? Seria essa onda patetica motivacional que fala pra gente nao desistir nunca? Nao sei. So sei que o slogan 'ninguem sola a mao de ninguem' parece bonito no papel, mas ninguem quer fazer uso dele de verdade.

Natal francês


Desde 2011 eu e o Martin passamos o Natal junto com a Paula e o Filipe, nossos amigos que se mudaram pra Paris poucos meses depois que nós chegamos em Londres. Esse ano foi nossa vez de ir pra lá (desses 7 natais, 5 foram aqui em Londres), e além de passearmos em Paris fomos conhecer o maravilhoso Mont Saint-Michel.

Foi uma semana de férias no total (chegamos em casa há poucas horas), como eu estava ansiosa por essa pausa! Tive um ano muito bom (obviamente sem levar em consideração o momento de merda que assola o mundo todo), mas esses últimos meses estava com dificuldade de recarregar a bateria. Ir visitar nossos amigos pra manter essa tradição foi uma ótima maneira de encerrar o ano.

Aqui uma foto do quarteto em frente ao Mont Saint-Michel. No dia que chegamos o vento estava muito, muito forte, era preciso ter cuidado pra não ser derrubado (sério). Esse lugar estava na minha listinha de desejos turísticos há tempos, e finalmente conseguimos ir! É tão lindo quanto todas as fotos que vi.


Espero que todo mundo que lê esse blog tenha um fim de ano relax. E rodeado de amigos!

Kiliqueridos


Se viajar com amigos já é algo arriscado, imagina viajar com um grupo de mais de 20 desconhecidos? Passar perrengues, ter conversas escatológicas, fazer todas as refeições juntos... tem tudo pra dar errado! Mas, pra minha surpresa, deu certo.

Com a Pati, que me falou "eu amo Londres" na noite antes de começarmos a expedição, ainda no hotel. Daí pra frente, ladeira acima (literalmente e metaforicamente)

O Sérgio sentou ao nosso lado no jantar no hotel, no dia que todo mundo chegou e ninguém se conhecia. Há cerca de 5 anos ele foi diagnosticado com um linfoma, e decidiu que caso se recuperasse, iria pro Kilimanjaro. Check!
Não sei se em outro contexto esse grupo teria dado certo. Obviamente não jurei amizade eterna pra todo mundo - sempre tem gente com quem temos mais e menos afinidade - mas terminamos nossa expedição sem desentendimentos. 

Quando a expedição chegou ao fim, todo mundo foi pra casa. A Mari e o Paulo foram pro interior da Tanzania e construíram uma escola. Como não jurar amizade eterna? Mais dois integrantes da querida turma do fundão. Chegamos junto com eles no cume (e com a Fabi, mas não tenho foto dela!!), nunca vou esquecer. 
Alguns dos integrantes da expedição ja se conheciam de uma viagem anterior para o acampamento base do Everest, mas muitos de nós tivemos um dia apenas para decorar os nomes e trocar aquelas informações básicas (da onde você é? o que você faz? já fez alguma outra viagem desse tipo?). E aí, de refeição em refeição, de trekking em trekking, começam as conexões "especiais". A gente acaba sentando do lado das mesmas pessoas no almoço, no café e na janta. E nas paradinhas pra água ao longo dos muitos quilômetros rumo ao cume, quando nos damos conta estamos descansando junto a essas mesmas pessoas.

Eu adorei dividir essa experiência com cada um deles. Longas horas de papos profundos com alguns, diálogos mais curtinhos com outros, mas a vontade é de voltar no tempo e fazer exatamente a mesma viagem como exatamente o mesmo grupo.

Eu, Paulo, Mari e Pati. Muitos lanchinhos divididos nessas paradas

Leitura: Quando a Lua Canta para o Lobo (Uma Ópera Licantrópica), Bárbara Axt


Esse é um livro especial. Primeiro, porque foi escrito por uma amiga, a Bárbara. Segundo, porque foi o primeiro livro que li em formato digital. Não, não me tornei adepta ao Kindle ou afins, mas é que tive o privilégio de ser uma "beta reader". Isso quer dizer que a Bárbara me mandou o manuscrito, para que eu lesse e desse minha opinião. Legal, né?

Confesso que estava um pouco ansiosa: e o medo de não gostar de um livro escrito por uma amiga? Eu já sabia (e ela também) que esse não é o estilo de leitura que eu gosto (fantasia/sobrenatural), mas eu jamais deixaria passar uma oportunidade dessas.

E não é que eu gostei, e muito, da história? Li em questão de dois dias, coisa bem atípica pra mim. Eu ia lendo e mandando perguntas/comentários pra Bárbara, e fiquei super empolgada de acompanhar a produção. Afinal ela não só escreveu como também produziu e lançou de forma independente. Ou seja, o livro está sendo vendido diretamente pelo site dela, tanto em formato impresso como em ebook. Você pode comprar aqui e apoiar uma escritora!

O livro se passa em Londres, envolve estudantes de música e tem muuuitas curiosidades sobre a cidade. A Bárbara fez ums pesquisa detalhada sobre os lugares por onde os personagens passam e sobre acontecimentos verídicos em alguns desses lugares. E tem romance. Só que não é qualquer romance.

Enfim. Leiam. Comprem de presente, espalhem a notícia. O mundo precisa de mais livros de autores "desconhecidos", e ainda mais de mulheres. Vamos mostrar para livrarias e editoras o que estão perdendo em não apoiar novos talentos.

Amiga aventureira


(para quem quiser ouvir em vez de ler, o áudio está no fim do post)

Uma amiga querida que conheci por causa desse blog (e do blog dela também, mas que já não existe mais) embarcou em uma aventura grandiosa há pouco mais de um mês. Ele está fazendo a trilha dos apalaches nos Estados Unidos (Appalachian Trail), que tem aproximadamente 3500km. Não, eu não digitei o número errado, é isso mesmo: TRÊS MIL E QUINHENTOS QUILÔMETROS. Caminhando.

Um mês já foi, ela tem pelo menos mais um cinco pela frente. Pra nossa sorte, ela começou um novo blog apenas para falar dessa experiência, que tem sido atualizado com uma certa frequência: https://duasmilmilhas.wordpress.com/ e você também pode seguir a página que ela criou no Facebook: https://www.facebook.com/duasmilmilhas/ 

Eu estou acompanhando os passos da Amanda através de um link que ela disponibilizou para amigos e familiares, e é possível ver exatamente onde ela está graças a um gadget com GPS. É viciante!

Eu, que ando nessa vibe super "vamos amar a natureza, fazer caminhadas e subir montanhas", tô achando tudo lindo, mas é claro que uma trilha dessas requer muito fisicamente e mentalmente. Os textos da Amanda são ótimos, realistas e engraçados. Fica aí a dica pra quem está atrás de bom conteúdo na internet e por azar caiu aqui nesse blog mais ou menos ; )

March On


As vezes acontece de a gente abrir a caixa do correio e se deparar com um envelope diferente daqueles que recebemos todos os dias. Hoje foi um dia assim: que surpresa boa é ver um envelope com remetente e destinatário escrito a mão!

E o melhor: um presente! Um presente de uma pessoa querida, que conheci virtualmente por causa do feminismo. A Marjory, uma participante ativa da nossa comunidade no Conexão Feminista, disse que se lembrou de mim quando viu esse colar. Não é o máximo isso?

Eu também gosto de comprar presentes sem motivo, gosto quando me deparo com algo e me lembro de uma amiga, ou de alguém da minha família. Então eu sei como é especial estar do outro lado, e receber um presente assim.

Em tempo: a expressão "March On" refere-se a Marcha das Mulheres, que aconteceu dia 21 de janeiro em diversas cidades no mundo inteiro. Um protesto que vai ficar pra história, e "march on" significa que a gente deve continuar marchando. Eu vou continuar!

Marjory, muito obrigada pelo presente. Vou usá-lo pela primeira vez ainda essa semana, em um dia especial. Dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher.

Pra quem gostou do colar, a Marjory comprou nessa loja aqui, Piper Cleo, que tem várias coisas lindas.

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Semente de abóbora


Uma amiga ficou hospedada aqui em casa alguns dias em janeiro, e por causa dela eu comecei a colocar sementes de abóbora na salada. Não é incrível isso? Você tá lá fazendo seu almoço e pá, de repente pensa na sua amiga. A mesma coisa para uvas congeladas. Uma das melhores dicas que já recebi na vida.

Outra amiga me recomendou um app para eu receber notificação de quando vai ter show de artista que eu gosto na cidade. Ela ta em show dia sim e outro também, e quando eu disse que nunca ficava sabendo das datas do show a tempo de comprar ingresso, ela falou pra eu usar esse app. Aí tá lá o ícone do app no meu celular e toda vez que bato o olho, lembro dela (tudo bem que é ela é tão legal que ainda assim me manda mensagem quando fica sabendo de show que acha que eu vou gostar, ela é meio que meu app personalizado).

Nunca vou me esquecer do dia que uma amiga me ensinou a dobrar lençol com elástico. Infelizmente estávamos todas meio alegrinhas depois de alguns G&T e eu não lembro como faz, mas lembro claramente da minha animação ao vê-la dobrar o lençol perfeitamente.

Esses dias fiquei sabendo por essa mesma amiga - que soube de outra amiga nossa - que passar Vick Vaporub na sola do pé ajuda com a tosse. E há uns anos uma delas também me ensinou que sobrancelha não se escreve com m depois do o. Eu escrevia sombrancelha! Essa mesma amiga também me me deu aquele toque básico depois que leu a palavra minuciosamente escrita de forma errada nesse blog.

Ah, e por causa de uma amiga eu também consegui equilibrar um ovo, e aprendi a economizar sabonete líquido para as mãos. Gente, basta misturar com água! De nada. Agradeçam a minha amiga.

Será que eu já coloquei semente de abóbora na vida alguém? Espero que sim.

Escape Room


No fim do ano passado, como parte de um dia de comemorações com um grupo de amigas amadas, fui pela primeira vez em um "escape room" (há uma tradução decente para esse termo? como se chama esse tipo de jogo no Brasil?). Bom, pra quem nunca ouviu falar de uma escape room, trata-se de um desafio que deve ser resolvido em grupo. O nosso, por exemplo, era escapar da prisão.

Você é colocado em uma sala e tem um problema pra resolver. A sala tem todas as dicas e ferramentas, mas claro que não é óbvio, e uma vez que você resolve um problema, aparece outro. E há toda uma ordem: você acha uma chave que tem um número que é a senha pra abrir um cadeado que dá acesso a um armário que tem um código numérico que... ah, entenderam né? E acrescente aí a questão do tempo, já que você não tem o dia inteiro pra resolver (leia-se: há outros grupos esperando com hora marcada).

Eu não achava que ia gostar tanto dessa brincadeira. Foi muito divertido, e adorei a adrenalina. Fico pensando nas pessoas que montam esses desafios, porque a coisa toda é muito bem pensada. São dezenas de detalhes, de rabiscos nas paredes a botões estrategicamente espalhados pelas salas e códigos que precisam ser decifrados a partir de outras pistas deixadas. A gente usou o tempo máximo (tem quem resolva tudo com vários minutos de antecedência, o que me deixa intrigada) e também precisamos pegar umas dicas, principalmente no final quando você percebe que faltam poucos minutos e vai batendo um pânico, a solução não aparece.

Existem diversos escape rooms aqui em Londres e não vejo a hora de fazer de novo. Além de ser ótimo entretenimento é também uma maneira de exercitar os neurônios ; )

(em tempo: nós fomos no Omescape e fizemos o desafio The Penitentiary, que foi o único que achamos que dava pra fazer em sete pessoas)


Reencontros reais

A gente sempre acha interessante quando uma amizade que começa virtualmente acaba migrando pra vida real. Mas é também tão bacana quando alguém que a gente conhecia ao vivo e a cores de repente reaparece na sua vida através das redes sociais.

Hoje de manhã fui surpreendida com uma mensagem no Facebook, de uma amiga da faculdade - não apenas amigas, mas minha 'flatmate', pois nós dividimos um apartamento por um ano! Ela acabou ficando nesse apartamento depois que eu saí, mas acho que a convivência foi tão intensa que a gente foi perdendo contato depois que a faculdade terminou.

Que bem que faz a passagem do tempo: hoje quando li a mensagem dela me veio um sorriso imenso, e eu esqueci de todo e qualquer desentendimento que a gente teve naquela época. Até falei pra ela, que olhando pra trás a gente tirou nosso convívio de letra!

Enfim, um bom começo de fim de semana!

Conexão Feminista

A falta de atualizações no meu querido blogito não é falta de interesse ou assunto, mas a boa e velha falta de tempo mesmo, que me ocorre de vez em quando. Tenho trabalhado bastante e esse fim de ano aconteceu algo extraordinário pra mim: em vez de sentir a pilha acabando, me vi cheia de ideias e resolvi colocar a mão na massa pra fazer essas ideias acontecerem antes de 2016.

Uma dessas ideias é a Conexão Feminista, que foi pro ar ontem. Esse é um projeto em dupla, com uma das minhas melhores e mais antigas amigas, a Renata (já falei da Rê tantas vezes nesse blog, mais recentemente sobre a empresa dela, o Studio Minemosine). Nós duas queríamos fazer algo a respeito dessa causa pela qual somos apaixonadas, mas foi recentemente que nos demos conta que poderíamos fazer algo juntas, pois como diz o velho ditado duas cabeças pensam melhor que uma.

A Conexão Feminista é uma plataforma pra gente pura e simplesmente bater papo sobre feminismo. Por enquanto, estamos usando os Hangouts do Google pra fazer isso, que então ficarão disponíveis em um canal no YouTube. Também criamos uma página no Facebook pra divulgar a ideia e ter mais uma canal de diálogo.

O primeiro hangout foi pro ar ontem. Foi uma introdução, pra gente se apresentar e contar como e quando nos descobrimos feministas.



Eu preciso da ajuda de vocês pra conseguir um link personalizado no YouTube. Enquanto o canal não alcançar 100 inscritos, não conseguimos pedir a url YouTube.com/ConexaoFeminista. Então, peço que vocês cliquem aqui e assinem, pra ajudar a gente a ganhar espaço nesse mundão da internet.

O próximo hangout será dia 9 de dezembro, às 17:30h (horário de Brasília), e o assunto será inspirações feministas. Mais detalhes lá na página do Facebook (mais perto nós colocaremos o link pra quem quiser assistir ao vivo).

'Estamos bem, estamos no Porto'

Esse fim de semana foi cheio de 'primeiras vezes': a primeira vez que fiz uma palestra para um grupo de blogueiros (sobre a experiência com o meu Guia de Londres), a primeira vez que participei de um encontro de blogueiros, a primeira vez que abracei um monte de gente que já adorava virtualmente e a primeira vez que voltei de uma viagem com mais dinheiro do que quando fui (ha!).

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Mas não foi a primeira vez que fui para o Porto - estive lá em 2013 com o Martin e nós dois adoramos a cidade. Essa segunda visita apenas confirmou o quanto esse lugar é maravilhoso: tem história, ótima gastronomia, lindas paisagens, arquitetura, arte, e é claro os portugas que são gente finíssima.

Mas vamos por partes.

  • A palestra: acho que falar em público não é a coisa favorita de ninguém. Está longe de ser a minha, e inclusive há tempos eu venho me esquivando de palestras lá no meu trabalho. Mas o convite da Rita (falarei dela mais pra frente) foi irrecusável, afinal eu não poderia perder a oportunidade de compartilhar minha experiência com a publicação do Guia de Londres. No fim, deu tudo super certo e acabou sendo pouco tempo pro tanto de coisa que eu precisava falar. Ah, e detalhe: a palestra foi na Casa da Música, um ícone da arquitetura contemporânea.

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  • O encontro: essa foi a segunda edição do Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros, idealizado pela Cris Rosa do blog Sol de Barcelona. A primeira, ano passado, foi em Barcelona, e esse ano quem tomou as rédeas da organização foi a Rita Branco, do blog O Porto Encanta (e dona das sábias palavras que dão título pra esse post!)O encontro cresceu muito nessa segunda edição - de 18 para 45 participantes - e foi um sucesso graças a dedicação da Rita e da Cristina e do patrocínio da Associação de Turismo do Porto e de diversos hotéis e restaurantes. Além das palestras, os participantes também exploram a cidade e trocam muitas ideias e experiências sobre blogagem e blogosfera. 
  • Os amigos: fui para o Porto conhecer outros colegas e voltei cheia de amigos. Sim, tinha bastante gente lá que eu já conhecia (como a turma aqui de Londres: Lili, Ana, Karine, Pedro e Paula). Finalmente pude trocar ideias ao vivo e a cores com bloggers pelos quais tenho muito respeito e admiração, como o Daniel Duclos e a Luiza. Mas todos ali são gente finíssima e fazem seu trabalho muito, muito bem! Incrível como essa turma é criativa e inovadora - vários, além do blog, também organizam tours guiados nas cidades onde vivem, criam roteiros personalizados e tem também - como eu - guias publicados. 

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  • O lucro: antes da viagem, umas 3 pessoas tinham me falado que queriam um exemplar do guia. Então coloquei alguns na mala e pensei que se vendesse um ou dois a mais do que os já 'comprometidos' estaria bom demais. Não apenas vendi todos como faltaram exemplares (devidamente encomendados e colocados no correio!) - fiquei feliz demais com o feedback da turma, e olha que não é qualquer feedback, afinal todo mundo ali tem uma tonelada de experiência escrevendo e divulgando a cidade onde moram e as viagens que fazem. Fiquei muito, muito feliz!

Para ver todas as fotos postadas no Instagram ao longo do fim de semana, procure a hashtag #IIEEBB. E agora é esperar a terceira edição do encontro, que será ano que vem em Berlim! Quem sabe até lá o segundo livro já estará publicado e eu volto pra casa rica novamente? : )

Os amigos empreendedores

Lançar o meu Guia de Londres foi (e tem sido) um aprendizado enorme. Uma das coisas que eu aprendi, por exemplo, foi como é importante ter o apoio de colegas que trabalham no meio (no meu caso, os blogueiros de viagem) e a divulgação dos amigos. A cada link, a cada compartilhamento, a cada tag postada nas redes sociais (#guiadelondres) eu comemoro. E olha, como essa força faz diferença viu?

Então resolvi mostrar aqui o trabalho de alguns amigos meus, gente super talentosa que tem lançado produtos lindos. Eu admiro demais o trabalho de todos eles, e o mínimo que posso fazer é dividir com vocês. Quem sabe vocês gostam, compram e dividem com os amigos? E assim a gente vai se ajudando e colaborando com a aposentadoria geral da nação : )

Café em Paris - livro de colorir e recortar da Marília Cichini

Eu e a Marília trabalhamos juntas na Tok & Stok (juntas mesmo, éramos vizinhas de mesa!) e depois que eu me mudei pra Londres ela também acabou saindo para desbravar novos horizontes. Ela inclusive é a responsável pelas ilustrações maravilhosas do meu guia (criadas especialmente pra ele), e o portifólio da Má é lindo e abrangente: vai de convite para festa a estampa para produtos infantis.

Recentemente, a Marília lançou seu próprio livro de colorir, mas com um plus: bonequinhas de papel com roupas para recortar e vestir. Quem lembra? O livro chama-se 'Café em Paris' custa R$29,90 (está com desconto na pré venda, dá pra comprar clicando aqui)

Posters personalizados do Studio Minemosine

O Studio Minemosine é resultado da colaboração da minha grande amiga Renata Senlle e sua irmã, Claudia. Eu e a Renata temos tanta história pra contar... saria um bom livro. A Rê, aliás, foi uma das responsáveis pela minha nova carreira escrevendo depois que mudei pra Londres. Ela trabalhava como RP e me passou uma lista de contatos de editores de centenas de revistas e sites no Brasil. Por causa desses contatos que eu publiquei meus primeiros textos sobre decoração e design!

Bom, hoje a Rê toca o Studio Minemosine, que é especializado em posters personalizados. Ela e a irmã criam quadros lindos, únicos, que incluem informações pessoais de quem os compra. Tem, por exemplo, o infográfico de relacionamento (R$175,00), o quadro do primeiro ano do bebê (R$155,00) e o meu preferido, o de viagem (R$65,00).



Livro 'Juntos Pelo Nepal' da Ana Freccia

A Ana Freccia e jornalista e também mora aqui em Londres (e também tem um blog) - e ela está sempre tocando projetos muito legais, é ligada no 220v! Bom, o projeto mais recente é o livro 'Juntos Pelo Nepal', que ela está fazendo em colaboração com outras duas jornalistas.

O livro trará histórias sobre o Nepal, e todo o lucro das vendas será doado para três ONGs que estão ajudando o país a se recuperar após o terremoto que matou milhares de pessoas recentemente. O livro está em um site de financiamento coletivo, e você pode ajudar esse projeto a se tornar realidade com doações a aprtir de R$10,00. Veja todas as informações clicando aqui

Mobiliário do Edu Bortolai

Outra amizade que nasceu na Tok & Stok e segue firme e forte até hoje - o Du me manda os emails mais engraçados, sempre!

Bom, hoje ele tem o próprio estúdio de design e já criou tanta coisa linda que dá pra mobiliar uma casa inteira. As peças criadas por ele estão a venda no Brasil inteiro, em lojas como a Tok & Stok (o bom filho a casa torna!) e na Oppa Design. Dá pra saber mais sobre toda coleção no site ou na página do Facebook.



Bordados da Contraponto da Paula Simões

Talvez você já conheça a Paula atráves da The Cake is on The Table - onde ela faz bolos e cupcakes sob encomenda. Mas recentemente ela começou um novo negócio, a Contraponto, para vender seus quadrinhos bordados que eu amo de paixão!

Ela tem uma linha de quadrinhos já pronta (adoro os mais sarcásticos!) e também faz sob encomenda. Acho que é uma opção maravilhosa de presente e pra decorar a própria casa! Mais informações na página do Facebook e na loja online.

Cenas do Natal

Esse ano mais uma vez fizemos o Natal aqui em casa - depois de termos 'transferido' a festchinha pra casa dos amigos em Paris em 2013 - e acho que todo mundo curtiu bastante.

E mais uma vez calculamos errado a quantidade de comida. Éramos em oito, mas dava fácil pra alimentar 15, sem brincadeira. Acho que rola um medo de faltar alguma coisa, e todo mundo que vem acaba trazendo mais do que era combinado.

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Antes da comilança (ainda bem, porque depois ninguém conseguia se mexer) nosso apê virou uma baladinha (anos 80, ao som de um álbum incrível que inclui clássicos do Dominó e do Polegar), pra mim a melhor parte da noite.



Desde que mudamos para Londres passamos o Natal entre amigos - ou melhor, a nossa família daqui. Espero que muitos ainda aconteçam, exatamente como esse!

Fuck it! Let's go to New York

Olha, um dos problemas da vida adulta é conseguir programar um encontro com os amigos. Fazer com que as datas e horários de 4 pessoas casem é coisa assim pra uns 6 meses de antecedência. Quando uma dessas pessoas mora em outro país então, tudo fica mais difícil.

Será?


Pois em um desses momentos raros, quando todo mundo diz sim (para as datas, para o destino, para o custo), fechei com mais 2 amigas uma viagem de fim de semana prolongado para Nova York para visitar uma terceira amiga - todas elas já velhas conhecidas de quem lê esse abandonado bloguinho.

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Lá fomos nós em uma sexta feira de manhã. Nosso quarteto foi finalmente reunido e quando estávamos juntas parecia que tínhamos nos encontrado semana passada. Fizemos o que mais gostamos: comemos, andamos, bebemos, compramos e fofocamos.

A farra acabou rápido, pois na segunda feira a noite já estávamos de volta a lata de sardinha, ops, avião, rumo a Londres. Chegamos acabadas e com aquela sensação de fim de festa, e agora nos resta programar a próxima.

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Cinque Terre

Nossa viagem a 4 para Cinque Terre rendeu milhares de fotos a videozinhos ótimos - mas como sempre os detalhes mais práticos vão virar post lá no Aprendiz de Viajante. Aqui, prefiro colocar os 'melhores momentos', como esse vídeo que é um apanhado geral 'caras e bocas/coisas engraçadas' - com aquele tipo de foto que a gente nunca coloca no Facebook ou Instagram! : )



(Falando em Instagram, quem não me segue lá ou não usa o aplicativo pode ver todas as minhas fotos nesse link aqui ==> instagram.com/helorighetto - dei uma exagerada na quantidade de fotos que postei durante a viagem, mas não deu pra resistir mesmo!)


Dividir o banheiro sem perder a dignidade

Acabamos de voltar de uma semana deliciosa de férias - fomos para Cinque Terre na Itália com os amigos. Apesar de essa ter sido nossa quarta viagem juntos (fomos para Liverpool em 2011, Inverness em 2012, Florença em 2013), foi a primeira vez que dividimos um banheiro.

Ficamos hospedados em um Bed&Breakfast ótimo no vilarejo de Monterosso al Mare, e nossos quartos estavam em uma espécie de apartamento, mas tínhamos apenas um banheiro (que não dividíamos com mais ninguém, era apenas nosso). Como a gente já se conhece super bem, frequentamos a casa uns dos outros diversas vezes, não pensamos que isso poderia ser um problema, mas né, ninguém gosta de escovar os dentes com o odor do cocô alheio.

Então levamos dois produtinhos que provaram ser extremamente eficientes! O Poo-Pourri (para espirrar na privada antes) e o Post-Poo Drops da Aesop (para pingar na privada depois). Combinação perfeita! Nossa amizade resistiu a mais esse obstáculo : )

Ah, e esse post nada tem de publicidade - achei que seria de utilidade pública mesmo! Quem se interessou, clique nos links para mais informações e preços.

Londres, 1896

"The chief object of the Handbook for London is to enable the traveller so to employ his time, his money, and his energy, that he may derive the greatest possible amount of pleasure and instruction from his visit to the greatest city in the modern world."

É esse o primeiro parágrafo de um livro muito especial, um guia de Londres publicado em 1896. Já seria algo muito especial, mas o que o torna ainda mais legal é que foi um presente enviado por uma amiga com a qual divido muitas afinidades, o amor pelo que é antigo é uma delas. 

Ganhar presente é uma delícia, mas pensar que alguém pensou em você em um momento qualquer - sem ser aniversário, Natal ou qualquer data comemorativa - faz o presente ser ainda mais prazeroso. 


É muito interessante dar uma lida e notar que, ao mesmo tempo que muita coisa evoluiu, outras tantas são iguais. Por exemplo, se a tabela com horários dos trens parece mesmo que tem mais de cem anos, as dicas para aproveitar melhor a visita a Westminster Abbey podem ser usadas ao pé da letra.






Ah, como seria bom se o correio só trouxesse coisas assim! Ana, muito obrigada!

Natal parisiense

Passando Natal em Paris pela primeira vez, mas com uma bela ceia brasileira na casa dos amigos.

Um ótimo Natal pra todo mundo!

Guilty Pleasures

Poxa, eu ter levantado a bunda do sofá num sábado a noite pra ir dançar com as minhas amigas merece menção aqui né?

Tava bom viu? Dançar é bom, ao som de músicas dos anos 80 é ótimo, em compania de uma turma incrível então.... dá até repeteco!!




A quem interessar possa, os detalhes da balada eu escrevi lá no Aprendiz de Viajante.

5 anos

Completando hoje 5 anos em terras britânicas - as vezes parece que cheguei ainda outro dia, mas outras vezes a sensação é de que estou aqui há muito mais tempo.

Tínhamos planejado sair pra jantar e comemorar, mas o cansaço (dos dois!) falou mais alto e resolvemos celebrar no quentinho do apartamento mesmo. Até porque não tem um dia que eu não pense comigo mesma o quanto gosto de morar aqui. Estou feliz, o que é já é comemoração suficiente!

A saudade existe, mas consigo contorná-la como dá. Viva o Skype, viva o Whatsapp, viva meu bom e velho email do hotmail, viva esse blog e viva as grandes amigas que estão sempre ao meu lado, mesmo a tantos quilômetros de distância! Vocês sabem quem são ; )

E é claro, esses 5 anos aqui jamais seriam tão bons sem a minha gangue. Vocês também sabem quem são.

Apesar do stress atual, acho que o meu trabalho também faz parte da nossa bem sucedida adaptação, e justamente hoje, uma data emblemática, ganhei esse presente de uma colega de trabalho muito, muito querida.


Pode ser que eu mude de ideia, mas por enquanto o que desejo é estar aqui nos próximos 5 anos.


Por do sol no Porto

Passamos um fim de semana prolongado no Porto, e uma das coisas que mais gostei lá foi ver o por do sol na Foz (região onde o Oceano Atlântico "vira" o Rio Douro, ou vice versa). Sentamos em um bar pé na areia e lá ficamos.

E o por do sol foi assim:



Pra acompanhar, pedimos a famosa francesinha:


Ai, que saudades que já estou! Um beijo e obrigada para as amigas Lídia e Sónia, que me deram as melhores dicas da cidade.

Um pulo em Campinas

Nós meio que sabiamos que esse ano iríamos pro Brasil, e muito provavelmente no segundo semestre. Mas a programação girou em torno do evento do ano: o casamento dos nossos grandes amigos, Marina e Rodrigo, lá em Campinas.

Ser madrinha e padrinho de dois dos nossos melhores amigos (e companheiríssimos de viagem) já é algo especial mas duas vezes... não é pra todo mundo né? Pois é, duas vezes: eles podem até ter feito festão em Campinas, mas o papel foi assinado aqui em Londres, em abril do ano passado!

E pra me achar mais ainda, a Má deixou eu escolher um dos doces do casamento (churros!) e me levou na prova final do vestido, que foi aqui em Londres uns dias antes de irmos pro Brail.

Foi um casamento lindo, uma festa animada e que ainda por cima TINHA BRIGADEIRO (de vários sabores). Rolou reencontro com a turma londrina e pra minha surpresa conheci uma leitora do blog na festa (oi Adriana!), fiquei muito muito contente : )

Aqui algumas das trocentas fotos que postei no Instagram durante a festa (postei tanta foto seguida que até perdi follower - volta, follower!!):




Matando a saudade
Martin chateadíssimo com o noivo : )

Brasil 2013

Estamos no Brasil desde sábado para curtir pouco mais de 2 semanas com a família e amigos. Essa é apenas a terceira vez que viemos pra cá desde que nos mudamos para Londres, e cada vez fizemos um "esquema" diferente para tentar conseguir aproveitar ao máximo. Nas 2 vezes anteriores voltamos pra casa um tanto quanto frustrados, pois administrar o tempo e as vontades (nossas e alheias) por aqui é bem complicado. Então, dessa vez resolvemos nos dividir - eu vim sozinha pra Santa Catarina passar pouco mais da metade das férias com os meus pais e o Martin ficou em São Paulo com os pais dele.

Bom, até agora está funcionando bem - mas pra mim ainda não é o ideal, pois afinal ficar separados nas férias não é a coisa mais legal do mundo.

Um pouquinho do que fiz até agora:

Com o sobrinho (que está enorme, lindo, simpático e divertido) em SP
Ainda em SP, com as amigas mais antigas e especialíssimas, nosso encontro é sempre obrigatório!
Agora em SC, uma parada em Itapema

Visitando a casa da minha vó em Lauro Muller depois de 6 anos sem ir lá
Parque Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul, onde visitamos os cânions
Onde estamos agora: Garopaba

Blogando em dupla: LonNY

Começou com uma brincadeira pra eu e a Dani nos mantermos conectadas apesar da distância, mas agora que já temos uns postzinhos achei que seria legal compartilhar por aqui: o LonNY é um blog que mostra a diferença (e semelhanças, por que não?) entre Londres e Nova York.

É assim: eu tiro uma foto de qualquer coisa de Londres, e ela tem que procurar o equivalente de NY. E vice-versa. Pra gente se divertir e de quebra ficar com o olhar mais atento. Sem compromisso.

O link é esse: http://lon-ny.blogspot.co.uk/

Passa lá!




Eu no Entrevistando Expatriados

Tinha esquecido de colocar aqui o link para minha entrevista no blog Entrevistando Expatriados - que como o próprio nome diz é dedicado a mostrar um pouco mais sobre a vida da turma que mora fora do Brasil.

A criadora do blog é a Mirella, mais conhecida na blogosfera como a Mi do Mikix, que é o outro blog que ela tem. A Mi também é expatriada (atualmente mora em Toronto, Canadá) e inclusive passou por Londres há pouco tempo - e conseguimos nos conhecer!

Fiz a Mi e o marido dela, o Kiko, virem nos encontrar em Greenwich - eu o Martin demos muita risada com eles, o encontro foi ótimo e terminou com um cafézinho aqui em casa.


Bom, pra quem tem curiosidade sobre como é a vida morando longe do Brasil, vale muito a pena ler as várias entrevistas que estão publicadas lá no Entrevistando Expatriados. Muitas perguntas que recebo de pessoas que estão pensando em morar fora são respondidas lá.

E se você também é expatriado e quer dar sua contribuição, entre em contato com a Mi - é só clicar aqui.

So no one told you life was gonna be this way...

Não foi a primeira vez que tive que me despedir de uma amiga em Londres. Já disse tchau pra Flávia, que se mandou para os Estados Unidos, e pra Nara, que voltou pro Brasil. E aí chegou o dia de mais uma despedida: hoje foi a vez da Fernanda ir embora, e posso dizer que as despedidas anteriores não me prepararam pra essa - cada vez fica mais difícil.

É claro que eu tô super feliz por ver minha amiga partindo pra uma vida nova em outro lugar com a família dela, mas não dá pra negar que pra mim Londres não será a mesma sem ela.

Nos conhecemos mais ou menos 1 mês depois da minha chegada - o acaso, esse danado, nos colocou em uma mesma sala de aula, de um curso qualquer. Até hoje isso me intriga: quantos cursos, quantas escolas diferentes existem em Londres? Como pode nós duas termos nos matriculado pra fazer a mesma coisa? Pois é, o acaso trabalhou a nosso favor, porque foi assim que conheci uma grande amiga, uma super companheira.

Andamos muito juntas. Fizemos passeios guiados, visitamos museus, exposições, tomamos centenas de copos de café e falamos por horas, muitas horas. Assunto nunca faltou, e motivo para nos encontrarmos muito menos. Dividimos as dores e delícias da vida expatriada em Londres, testemunhamos as mudanças na vida uma da outra.

Foram muitas feijoadas e muitos "japas" juntas.

Vimos o Brasil ganhar medalha de ouro na Olimpíadas, juntas.

Em uma dessa andanças por Londres ela me contou que estava grávida e não se incomodou com a minha cara de choque - que eu tentei disfarçar, mas né, ela me conhece. : )

Um pouquinho de tudo isso está nessa coletânea de fotos, que tem a trilha sonora perfeita para esses últimos 4 anos londrinos juntas.

 

Ela foi hoje - e eu já tô com saudades.

Sob o céu nublado da Toscana

Esticamos o feriado de Páscoa e desde quarta feira estamos em Firenze (com passadas por outras cidades da Toscana como Pisa e Siena) - comendo massa, entornando vinho, tomando café, fazendo várias paradas pra um sorvetinho básico e é claro passeando muito e tentando aproveitar ao máximo nossos dias por aqui.

Nao está exatamente um clima primaveril, mas os dias tem sido muito melhores do que a previsao do tempo falava.





Boa Páscoa pra todo mundo!

Um email de Pemba

Uma grande amiga minha está passando uma temporada em Pemba (Moçambique) a trabalho, que - bem basicamente - consiste em desenvolver produtos artesanais com comunidades carentes. Essa minha amiga é totalmente o oposto de mim no que diz respeito a comunicação via email: ela demoooooora pra responder e deixa os amigos preocupados, ávidos por notícias.

Mas quando ela manda o email tão esperado... é de arrepiar! Gostei tanto do que vi na minha caixa de entrada hoje que pedi permissão pra ela para poder colocar aqui. Colocando em contexto: ela está fazendo uma viagem (não sei exatamente por onde - ela esqueceu de me falar esse detalhe!) e escreveu esse email no impulso, deu vontade e ela me mandou.

Da pra sentir a emoção no texto, não dá não (a parte destacada é a que mais me chamou atenção)?


"Você deve imaginar que esta experiência africana não seja nada fácil. Um paradoxo, tem momentos de plena realização, emoção, comoção. 

Estou na estrada há quase 10 dias. Nem queira imaginar pelos lugares que passei. Aldeias e lugares sem estrutura alguma. O que vivi nesses dias vou levar comigo pro resto da vida. Além de toda a experiência, desenvolvi produtos com os grupos e essa troca me faz muito bem. Isso me preenche muito! Vou te mandar fotos e alguns vídeos que fiz pra você ter uma dimensão do que estou falando. Sabe o que é você chegar em um lugar e uma criança negra chorar de medo porque nunca tinha visto um branco? Você esperar pescarem o peixe pra você comer? Tomar banho de caneca e não ter descarga? Você chamar atenção por onde passa e as pessoas falando idiomas locais dizendo 'olha a branca'?

Que bom que você me pegou de jeito pra escrever porque assim eu consigo registrar o que passei esses dias. A maioria aqui é muçulmana. Estou aprendendo um pouco sobre a cultura deles com a mulher que viajou comigo. Aqui não existe casal, mãos dadas, beijinhos. Perguntei então pra ela se as pessoas se apaixonavam, se sabiam o que é o amor. Ela disse que isso era coisa de branco. Outra coisa que me espantei foi quando ela falou que filho se cria sozinho, basta ter. Eles comem se tem comida e dormem, não podem brincar muito porque senão ficam com fome logo.

Ah, teve um lugar que estava com um monte de crianças e caiu um galho com mangas. A criançada saiu correndo gritando, umas cinquenta! Fiquei assustada, não sabia o que tinha acontecido. É uma festa quando caem mangas dos galhos! Menina, e as crianças de uns cinco anos que andam carregando seus irmãos nas capulanas, parecem mini adultos! Ah, as pessoas que estao viajando comigo comem com as mãos!"

Tomei a liberdade de pegar 2 fotos que ela publicou no facebook pra ilustrar o post - obrigada Thatá! Vou aguardar mais e mais emails como esse.... comecei a semana muito bem!



Avatares tridimensionais

Tive uma semana memorável: conheci mais 3 pessoas que há tempos tenho amizade via blog e twitter. E continuo com a sorte de gostar ainda mais das minhas amizades depois de conhecê-las ao vivo. Os encontros são sempre muito melhores do que eu esperava e nunca, nunca, rolou um estranhamento ou aquele silêncio desconfortável. Não poderia deixar de registrar esses encontros aqui.

Tudo começou na quinta feira passada, quando levei a Mari Campos pra comer um dogão e tomar uma taça de champagne -  e brindar o aniversário dela!. Acompanho (e adoro) o trabalho da Mari, que é jornalista de turismo e tá sempre nos lugares mais bacanas do mundo, há alguns anos via twitter e blog, e o mais interessante é que ela também conhece minha irmã!

Com a Mari: 2 horas de espera pra comer o dogão mais chique de Londres!

Aí, no domingo, marquei um jantar com a Pat, que também tem um blog maravilhoso do qual sou fã. Entrem lá e vocês vão entender porque. Não paramos de falar um minuto! Ela estava aqui em Londres só pra fazer uma conexão e foi do aeroporto atééééééé o centro pra me encontrar. Me achei.

Pat, eu e a vela pra iluminar a foto

Pra fechar essa leva de encontros memoráveis, hoje encontrei a Nadja. Sabem há quanto tempo eu a conheço virtualmente? 10 anos (acho que a única outra pessoa que conheço há tanto tempo via "meios virtuais" é a Claudia - nosso encontro ano passado só resultou em coisa boa, todo mundo sabe!). Pois é, 10 anos lendo sobre a vida dela e ela lendo sobre a minha. Tem como faltar afinidade? Hoje além dos nossos blogs semi abandonados temos também todas as outras redes sociais, mas o mais legal é que finalmente nos vimos em três dimensões e conversamos sem digitar, ouvindo a voz uma da outra! Que retrô hein? ; )

A Nadja atravessou a tela do computador e veio aqui em casa
Que venham muitos outros encontros - e muuuuuuitas boas histórias pra acompanhar.

8 anos de blog

Eu nunca lembro a data de "aniversário" do blog, mas dessa vez não vou deixar passar em branco. Hoje, dia 27/08/12, completamos (digo no plural porque o Martin tambem escrevia aqui no começo. Aliás, o primeiro post é dele) 8 anos escrevendo aqui.

Já pensei muitas vezes em apagar alguns posts - confesso que sinto vergonha de umas bobajadas que escrevi nesse período. Mas acho melhor deixar, afinal é um registro de como eu mudei desde os meus 24 aninhos.

Lá no começo ninguém sabia da existência do blog - apenas alguns amigos mais chegados, então a gente usava os posts quase como um chat: cheio de piadinhas internas que pra muita gente não faziam sentido algum (as vezes nem eu entendo do que estava falando quando leio algum post velho). Aí veio a mudança pra Londres e com isso ganhamos um monte de novos leitores - inclusive nossas famílias.

Hoje já nao sei definir o estilo desse blog - é uma mescla de diário pessoal, com álbum de fotografias, relatos de viagens, explicações sobre a vida em Londres, meus passatempos, meu trabalho, nossa vida juntos, quase o mesmo tempo de exitência desse canto aqui. É tipo um quebra cabeça de mim!

Volta e meia bate uma preguiça de postar e, claro, depois de tanto tempo blogando, impossível não me perguntar: continuo ou nao continuo? Mas vou continuando e acho que está bom assim. Poxa, esse blog me trouxe novas melhores amigas e melhorou demais a comunicação com os amigos de longa data e com a família. Fora os eventuais emails que recebo de leitores - é um capítulo a parte! Gosto demais.

Será que em 2020 vou olhar nos arquivos e sentir vergonha das bobagens que eu escrevi aos 32? Tomara que todo mundo que passa por aqui hoje continue acessando esse blog pelos próximos 8 anos. Valeu pela paciência pessoal! Nao é fácil ler tanta conversa fiada hein?

Postagram: enviando cartões postais pelo celular

Semana passada fiz uma pesquisa sobre produtos criados a partir de fotos do Instagram (estou lá ==> @helorighetto) para uma matéria e achei um monte de coisas bacanas, de azulejos a almofadas impressos com as fotos até mini adesivos e camisetas - sites e aplicativos muito fáceis de usar, que pedem apenas seu login do Instagram (claro, pra conseguir acessar as fotos), tem um preço bem razoável e entregam tudo na sua casa.

Entre tudo que achei o que mais chamou minha atenção foi o Postagram: um aplicativo que usa suas fotos para enviar cartões postais. Muito simples, mas genial! Você lembra a última vez que mandou um postal? Faz tempo né? Eu cheguei a enviar vários assim que me mudei pra Londres, mas desde então minhas idas ao correio ficaram cada vez mais raras.

Funciona assim: você baixa o app (só procurar por Postagram), deixa uma lista de endereços já cadastrada e pronto. É só escolher a foto que você quiser, escrever uma mensagem, selecionar destinatário e o app monta o cartão postal. O pagamento é feito via cartão, mas pra facilitar é possível comprar créditos antecipadamente. Ou seja, se você vai viajar e já sabe que vai mandar postais para os amigos, deixar pago de antemão evita a enchição de ter que digitar os dados do cartão no momento do envio.

Ah, a boa notícia pra quem não tem smartphone mas gostou da ideia: dá pra fazer tudo isso pelo site deles também.
a imagem é destacável e a mensagem está impressa no verso dela também

No dia que descobri o Postagram anunciei no twitter e vi que não fui a única a ter gostado da ideia: vários amigos já me disseram que baixaram e pretendem usar. Para testar, mandei um postal pra Anathalia, que mora lá em Atlanta, e ela mandou um pra mim. Hoje, exatamente uma semana depois, chegou o meu!

O custo do envio varia de acordo com o destino, eu paguei $0,99 pra mandar pra Ana.

Alguém mais usou esse app e gostou?

Londres 2012: a torcida do twitter

As Olimpíadas de 2012 vão ficar marcadas pra mim pela interação no twitter. Tal e qual aconteceu na Copa do Mundo, um grupo muito bacana se formou, de gente apaixonada por esse clima maravilhoso de competição, superação e união. De duas semanas pra cá, tuitei loucamente (irritando alguns mas certamente divertindo outros), conheci um monte de gente nova e estreitei laços com várias pessoas que conheço virtualmente há alguns anos.

Uma dessas pessoas é a Karine (esse é blog dela e esse é o twitter dela), e o fato do blog dela se chamar "Caderninho da Tia Helô" é pura coincidência, mas não deixa de ser curioso - lembro que uma vez, quando vários blogs participaram de uma blogagem coletiva, um monte de gente confundiu nós duas, colocando meu nome mas com o link dela.

A Karine ama esportes e está muito próxima da realidade de alguns atletas: ela é amiga da Larissa e da Juliana, do vôlei de praia. Logo no começo das Olimpíadas eu brinquei com ela e disse que queria uma foto da medalha das meninas dedicada pra mim. E eis que hoje ela me manda esse tuite:

A esquerda a Karine e a direita a Juliana, mas acho que isso todo mundo sabe né?
Fiquei besta! Não é uma coisa legal demais? Nãoé pra começar o fim de semana muito bem? Amiga = check, medalhísta olímpica = check, dedicatória = check.

Ká, de novo eu queria te agradecer e dizer que isso foi uma das coisas mais legais que já me aconteceu!