Tem uma janela de duas semanas, geralmente no mês de abril mas que pode cair no início de maio também, que é quando as cerejeiras florescem no parque aqui do lado de casa. Esse ano, por causa do frio intenso (com vários dias de neve, o que é bem atípico por aqui) justo no final do inverno, elas atrasaram um pouco para abrir.
Mas finalmente, há uma semana, o parque virou um pequeno mundo cor de rosa. Eu gosto tanto de ver essas árvores d eperto que tenho ido lá quase todo dia. Daqui a pouco as pétalas começam a cair e o que fica cor de rosa é o chão. O espetáculo dura pouco, então eu tento aproveitar o máximo que posso.
Essa primeira foto foi bem no dia que elas abriram. Podem ver que nem todas estão abertas, ainda dá pra ver vários galhos e alguns brotinhos. Mas o interessante foi que eu tinha passado ali um dia antes, e elas estavam fechadas. Como fez muito calor nesse dia, eu apostei que elas abririam no dia seguinte. E acertei.
E a título de curiosidade, uma foto do mesmo lugar (exatamente o mesmo lugar) tirada dia 28 de fevereiro, durante a frente fria que ficou conhecida como 'Beast from the East':
Turma das antigas: lembram de uma série de posts que eu publiquei aqui há uns anos, que consistiam em listas estilo 'top 5' que falavam de forma engraçada sobre a vida em Londres? Bom, eu segui o conselho de alguns de vocês - que me falavam que eu deveria juntar essas listas e fazer um livro - e, aqui está ele: Quase Londoner, um guia não convencional.
Além das listas, escrevi também sobre 70 lugares pra visitar na cidade, fora do circuito já tão explorado por guias de Londres mais comerciais (como o meu próprio Guia de Londres Para Iniciantes e Iniciados, o qual continua avenda). Ou seja, o livro é meio que um registro desses meus mais de 9 anos morando aqui, explorando a cidade sem parar, descobrindo novos lugares e estranhando a cultura britânica : )
Custa R$30,00 e está disponível em formato ebook. Clique aqui para comprar o seu. Muito obrigada pelo apoio!
Modéstia a parte, eu sou uma pessoa que vive tendo ideias. Tenho ideia para uns 50 guias de viagem, de produtos para vender, de palestras, de projetos pro blog. Mas da ideia para a prática, como muita gente sabe, a história é outra. Por isso, quando eu alcanço uma meta, como a publicação do meu guia em 2015, minha primeira meia maratona ano passado e o Kilimanjaro esse ano, eu falo e fala e falo sem parar sobre isso.
A ideia concretizada mais recente é o lançamento de um passeio guiado em Londres. Estava pensando nisso acho que há mais de um ano, e finalmente - depois de vários testes e muita pesquisa - anunciei três datas. Esse passeio une duas das coisas que mais amo, Londres e feminismo. Não é maravilhoso?
O passeio chama "Mulheres incríveis e seus legados". Tem 3 horas de duração, e feito todo a pé pelo centro de Londres (começa na estação de Green Park e termina na ponte de Westminster) e em 15 paradas a gente passa por monumentos, casas, museus e lugares icônicos para falar de muitas mulheres que fizeram muito pela humanidade.
O valor pessoa é de £14, que eu peço que sejam pagos antecipadamente. Todas as datas (até agora são 3: 20/7, 6/8 e 30/9) tem seu próprio evento na página do Facebook do Conexão Feminista, juntamente com o link para fazer o pagamento. Caso você não acesse o Facebook, fale comigo!
E quem não estiver em Londres em nenhuma das datas e quiser um tour privado, também dê um alô.
Links para mais informações e para comprar seu ingresso:
Em novembro de 2015, como contei aqui, estive no Porto para um fim de semana entre os colegas blogueiros. Esse encontro (Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros) foi decisivo pra mim: não apenas dei uma palestra sobre o meu Guia de Londres como também aprendi MUITO com os outros participantes. Saí de lá cheia de ideias e com um monte de amigos (e poucas semanas depois pedi demissão do trabalho, algo que estava ensaiando há um ano).
Bom, assim que voltei pra Londres comecei a tirar uma dessas ideias do papel. Conversei com outros blogueiros de Londres (todos brasileiros) e propus escrevermos juntos um guia de restaurantes da cidade, que então disponibilizaríamos gratuitamente para nossos leitores. Pra minha surpresa, todos aceitaram na hora.
No total, somos 11 blogueiros, de 10 blogs. É claro que quando se trabalha em um grupo grande e multitarefa existem atrasos e alguns imprevistos. Mas em nenhum momento nos desentendems. e olha que somos pessoas muito, mas muito diferentes.
O resultado saiu ontem: o guia digital "100 Restaurantes em Londres" está disponível para download! Basta clicar aqui e seguir as instruções. Cada blog se responsabilizou por um tema, e dentro de cada tema você vai encontrar sugestão de 10 restaurantes.
Culinária Britânica, por Karine Porto do Blog Brazuka
Hamburguerias, por Heloisa Righetto do Aprendiz de Viajante
Culinária Internacional, por Ana Beatriz Freccia Rosa do O Mundo que Eu Vi
Eu espero que vocês curtam esse guia, estou tão orgulhosa dele! Acho importantíssimo reiterar a importância do coletivo, e de como estamos nos ajudando. Cada um dos 10 blogs participantes tem um estilo próprio, e uma audîência fiel, que confia no que o blogueiro escreve. Assim, ninguém está roubando os clicks de ninguém. Estamos é ajudando nossos leitores a encontrarem ainda mais informação.
Enfim, baixem lá e prestigiem o trabalho dos meus colegas de guia (e amigos também!). E que esse seja apenas o primeiro projeto que realizamos em conjunto.
Daqui duas semanas, essa hora, eu (espero) terei uma medalha de meia maratona. Esse último mês de treinamento foi mais difícil do que eu pensava, bateu um desânimo e uma preguiça que há tempos não apareciam. O treino longo de 18km demorou a sair, parecia que toda vez que eu começava a correr meu corpo pesava o dobro.
Mas fizemos os 18km e mesmo em dias ruins a gente faz corridas curtas. Como disse antes, um pouco é melhor que nada, e o que não posso é começar a deixar a negatividade tomar conta.
Então hoje fomos buscar inspiração e apoiar os corredores da Maratona de Londres. A largada e parte do percurso é perto de casa, e acabamos ficando na calçada dando uma força pra galera por quase uma hora. Eu inclusive vi um colega do meu ex trabalho, gritei o nome dele e ele me viu! Foi bem legal.
Eu acho que não tenho o pique de correr uma maratona, mas nunca se sabe. Um desafio por vez! Por enquanto, fiquem com esse videozinho que fiz usando os posts que publiquei no Snapchat (me siga lá: helorighetto)
Não há dúvida da força do YouTube, e quem percebeu isso há mais tempo conseguiu criar uma audiência fiel e muito engajada. Eu só fui conhecer o trabalho da Jout Jout depois de ela já ter estourado, mas nunca é tarde para aprender, certo? Tanto que estou usando a plataforma para falar do meu assunto preferido - feminismo - com uma das minhas melhores amigas.
Mas além disso, uso o YouTube também para subir vídeos de viagens, falar sobre Londres e aparecer no canal dos outros. Pois é, nesse último mês eu fiz duas 'aparições especiais': na seção Papo de Pub do canal do Rafa Maciel e mais recentementeapresentei meu bairro para a equipe do Londres na Lata.
Conquistar audiência no YouTube não é nada fácil, e esses dois conseguiram e continuam a produzir conteúdo de ótima qualidade para seus ávidos fãs. Muito obrigada a eles por terem me chamado para participar. Espero que vocês curtam, em ambos conto um pouco da minha vida em Londres, e, é claro, falo do meu guia.
Se você vê minhas fotos no Instagram, acompanha meus devaneios no Snapchat ou lê os posts no Aprendiz de Viajante já deve estar de saco cheio desse assunto, então volte uma casa e aguarde o próximo post.
Semana passada Londres recebeu seu primeiro festival de luzes, o Lumiere London. Foram mais de 30 instalações espalhadas pelas regiões de Kings Cross, Mayfair, Piccadilly e Westminster. Como tudo que é novidade em Londres, foi um sucesso.
A photo posted by Helô Righetto - #GuiaDeLondres (@helorighetto) on
Apesar da falta de divulgação e do fato que a programação completa foi pro ar em cima da hora, as redes sociais espalharam a novidade e o resultado foi um sucesso. Os londrinos vestiram seus casacos mais quentinhos e saíram a caça ao tesouro para ver de perto as obras.
O festival foi de quinta a domingo, e no sábado era tanta gente na rua que a polícia acabou solicitando que algumas instalações fossem desligadas mais cedo que o horário previamente divulgado (22:30). Apesar da multidão, não houve pânico e a atmosfera na rua era muito boa, as pessoas estavam encantadas e curtindo muito a chance de poder caminhar por ruas do centro, que estavam fechadas para a a circulação de carros.
Eu e o Martin fizemos a peregrinação das luzes no sábado, e valeu muito a pena. Espero que o Lumiere London passe a ser um evento anual, e atraia cada vez mais artistas e espectadores!
Achei esse vídeo interessantíssimo no canal do Londonist (em inglês), que mostra as variações perimetrais (eu acho que eu inventei essa expressão, mas me parece tão correta que eu vou deixar aqui) da cidade. Onde termina Londres? Morar perto de uma estação do metrô significa que você mora em Londres? O prefixo da sua linha telefônica é 020? E isso 'conta' como morar em Londres? E o seu CEP?
Enfim, é bem legal. E só pra constar: eu moro em Londres - nosso apartamento se encaixa em todos os 'requisitos' mencionados no vídeo.
Imagina que daqui a 350 anos alguém 'encontra' esse querido bloguinho nas profudenzas da internet e chega a conclusão de que ele é importantíssimo pra história do país, pois sua autora (oi!!!) testemunhou alguns dos acontecimentos chave de sua geração.
Bom, isso não vai acontecer, e foi um paralelo tosquíssimo pra dar um apanhado geral da exposição que está em cartaz no National Maritime Museum aqui em Londres (que fica no meu bairro, Greenwich).
Samuel Pepys, um moço classe média do século 17, escreveu um diário entre 1660 e 1669. Sabe o que aconteceu nessa época em Londres? A epidemia de peste bubônica, o grande incêndio, casamentos e coroações na família real.
Isso sem contar a decapitação de um rei, também testemunhada por ele, mas antes de ele escrever o diário.
O diário de Samuel Pepys é a base para essa exposição incrível, que é uma verdadeira aula de história sobre Londres. Além de quadros, artefatos, vídeos e áudios que dão diversos detalhes sobre esses acontecimentos, aprendemos também sobre o próprio Samuel Pepys (o sobrenome pronuncia Pips). Entre outras coisas, ele foi um cara que gostava de ir ao teatro, que trabalhou na marinha (mas não como marinheiro, ele gerenciava em terra) e que encarou uma cirurgia para retirar uma pedra na bexiga - SEM ANESTESIA.
A exposição acontece até o dia 28 de março, e o ingresso custa £10.80 (o acervo do museu pode ser visitado gratuitamente).
Acho que não está acontecendo apenas em Londres, mas também em diversas outras regiões da Europa (de acordo com o que eu vejo no Snapchat!), um 'inverno primaveril'. As temperaturas estão bem acima da média para essa época do ano, chegando até mesmo na casa dos 20 graus em algumas horas do dia.
Pode até parecer boa notícia a princípio (principalmente pra quem reclama do frio o inverno inteiro!), mas eu acho assustador. Até algumas flores estão brotando, o que mostra que a natureza também está confusa. 15 graus as 7 da manhã no meio de dezembro? Alô, aquecimento global! E não é um dia ou uma semana - isso já está acontecendo há pelo menos duas semanas e a previsão não vê sinais de dias mais gelados até o fim do ano.
Ano passado já foi assim, um dezembro ameno, cerca de 10 graus em média. E a cada ano aqui eu noto que está ficando menos frio. Eu sei, uma hora a frente fria chega e a temperatura vai despencar, mas isso não compensa o fato da gente estar usando jaqueta jeans essa época do ano. Era pra todo mundo estar de cachecol, gorro, luvas.
Não é normal, não é bom. Prefiro o frio extremo ao fim dos tempos!
Coloquei uma aba nova aí em cima, no topo da página, chamada 'Ingressos para atrações'. Sim sim sim, mais uma coisa pra eu fazer um merchan esperto aqui. É que fechei uma parceria com o Visit Britain (fui aprovada para fazer parte do programa de afiliados deles, que nada mais é que uma 'revenda' - o blog funciona como mais um canal de venda para eles), e agora vocês podem comprar ingressos para atrações em Londres e Grã Bretanha utilizando meu blog (ou melhor, meus blogs, porque é claro que isso funciona também pro Aprendiz de Viajante) como meio.
É assim: você clica em um dos banners aqui do blog, ou na aba aí em cima, e será redirecionado para o site deles. Se você comprar algo lá, eu vou ganhar comissão. Não muda nada pra você, o preço é o mesmo sempre!
Diversas empresas oferecem programas de afiliados para os blogueiros (por exemplo, o booking.com), e essa é uma das maneiras que monetizamos com o blog. Blogs de viagem, principalmente, pois nesse meio não há muito publipost ou banner publicitário. A gente acaba fazendo mais essas parcerias e lançando produtos (vide o meu guia), e muitos blogueiros oferecem serviços de passeios guiados nas cidades onde vivem.
Então fica combinado: se você quer visitar alguma atração paga em Londres e gosta de se organizar com antecedência, compra o ingresso por aqui! Vai ajudar a blogueira e evitar a fila do guichê ; )
Meu envolvimento com o Cancer Research UK não é de hoje - ja falei bastante sobre essa instituição aqui no blog, que trabalha na pesquisa em busca da cura e tratamento do câncer. Se você acompanha o blog há mais tempo deve lembrar que eu fiz algumas arrecadações pra eles, geralmente relacionadas com as provas de corrida.
Como estamos em outubro, e há uns anos rola essa campanha Outubro Rosa (saiba mais sobre o que é isso clicando aqui), resolvi participar de uma forma diferente e fazer a arrecadação usando o meu Guia de Londres como gancho.
Então é assim: todo o dinheiro arrecadado com as vendas do Guia de Londres no mês de outubro (tanto o livro físico quanto a versão digital) através do Aprendiz de Viajante será doado para o Cancer Research UK.
Ou seja, você compra um produto muito legal e o seu dinheiro vai para uma causa ainda melhor. Mesmo que você não tenha planos de vir para Londres, pense que pode ser uma oportunidade pra aprender mais sobre a cidade, ou então presentear alguém que está com a viagem marcada.
Para saber mais informações sobre o conteúdo do guia e como você pode comprá-lo,clique aqui. O Guia de Londres também está a venda nas livrarias Blooks, Saraiva e Travessa, mas como a minha margem de ganho é baixa nesse caso, e não tenho total controle do processo de venda, essa ação só vale para os exemplares vendidos através do site Aprendiz de Viajante.
Então vai lá comprar o seu! O formato digital custa R$39,90 e o livro R$54,90 (entregamos em todo mundo)
'Nossa, não sei como vocês conseguem morar aqui', diz uma coleguinha de trabalho que estava visitando o escritório daqui de Londres dia desses. Essa não é a primeira nem será a última vez que ela fala isso. SEMPRE que ela vem pra cá (claro, sempre a trabalho, porque né, pra que ela viria pra Londres, essa cidade destestável?) solta uma reclamação - seja do metrô, das pessoas, da comida, do clima.
Veja bem, ninguém precisa gostar de Londres. Você tem todo direito de não gostar, mas que tal medir as palavras? Eu moro aqui, essa é a minha casa. Acho muito ofensivo, ainda mais no caso dela, que já viveu aqui e conseguiu desenvolver sua carreira profissional graças aos contatos estabelecidos nessa cidade que ela tanto odeia.
Mas ela não é a única. Tenho outra coleguinha que mora aqui e insiste em falar que não fez calor nenhum dia do verão, sempre resmugando e deixando claro que está aqui porque precisa evoluir profissionalmente, e na primeira oportunidade voltará para seu país de origem. Ela é italiana, eu entendo que a percepção é diferente, mas ela nunca está disposta a aceitar o clima londrino como ele é. E óbvio, quando está quente nunca está quente o suficiente pra ela. 'Não deu pra usar sandália nenhum dia!', ela afirmou categoricamente um dia desses. Eu tentei retrucar, lembrando dos dias que fez tanto calor que eu achei que fosse desmaiar na rua. Falei também dos vários almoços na pracinha que fizemos pra aproveitar o sol (que eu sempre faço questão de registrar no Instagram) - mas ela não deu o braço a torcer.
Eu jamais entraria na casa de alguém e falaria o quanto ela me decepcionou. Imagina? 'Nossa, não acredito que você mora nessa casa horrorosa'. Então, por favor, não fale mal da minha (que além de ser uma cidade INCRÍVEL é também uma fonte de renda).
Uma pequena introdução pra esclarecer o que eu quero dizer com 'High Street': não só em Londres, mas por toda Grã Bretanha, as cidades tem suas 'High Street' o que quer dizer a rua mais importante, a rua do comércio, a rua onde se concentra o 'centrinho'. Claro, Londres é gigante e não tem uma High Street apenas - mas cada bairro ou vila dentro da cidade tem a sua própria. As vezes a rua principal nem tem 'High Street' no nome, mas é aquela coisa Gilette/Lâmina, sabem? High Street virou uma expressão do dia a dia, pra falar de algo local, principalmente no quesito comércio/varejo.
1. Junk shop
Apesar do nome nada lisonjeiro (loja de porcarias, basicamente), uma junk shop é o paraíso pra quem gosta de coisas esquisitas, cafonas e velhas. Em uma loja como essa você acha desde raposa empalhada a banco de praça caindo aos pedaços a uma peça de cerâmica dos anos 50. É um local empoeirado, bagunçado, que mais parece saído daqueles programas de televisão que mostram casas de pessoas que juntam lixo a vida toda e não conseguem jogar nada fora (hoarders, uni-vos!). Cuidado para não tropeçar na mobília ou bater a cabeça no lustre que tá cheio de teias de aranha. Ainda assim, nenhuma outra loja é tão charmosa quanto a junk shop!
2. Charity shop
Eu já falei sobre as charity shops em outros posts ao longo dos anos aqui no blog, mas recentemente nesse aqui. Basicamente, a charity shop ('loja de caridade') é um lugar onde as pessoas doam seus pertences, os quais são revendidos por preços simbólicos (coisa de £2 a £5, bem barato mesmo), e o dinheiro arrecadado vai para alguma instituição de caridade. É claro que existem charity shops e charity shops: algumas são bem ruinzinhas, onde e difícil encontrar algo que realmente valha a pena (as pessoas doam cada coisa que vocês não tem ideia). Outras são sensacionais, lugares onde vale a pena garimpar. Recomendo investigar as prateleiras de livros, que sempre tem algo interessante. Eu já comprei um relógio de mesa vintage, lindíssimo, por £10. Não estava funcionando, mas consertamos em casa mesmo, não tinha maiores problemas.
3. Casa de aposta
Pra mim, os lugares mais deprimentes de Londres são as casas de apostas. Basicamente, é possível apostar em qualquer coisa que você queira, não apenas resultados de torneios esportivos mas também assuntos aleatórios como o nome do bebê real, música que será a número 1 das paradas no Natal, quem será o ganhador de um certo reality show.... ou seja, essas lojas são máquinas de tirar dinheiro das pessoas. E a 'atmosfera' dessas casas de apostas é péssima... cheias de televisores e pessoas olhando para resultados obssessivamente. Geralmente homens, geralmente de meia idade (ou mais velhos). Infelizmente, existem muito mais casas de apostas do que pode ser considerado razoável, e como são instituições financeiras que fazem dinheiro, conseguem pontos privilegiados nos bairros.
4. Imobiliária
Dãr! Mas imobiliária existe no mundo inteiro! Claro, eu sei disso, mas achei o 'modelo' de loja das imobiliárias daqui bem diferente do que no Brasil. No Brasil, imobiliária não tem vitrine, certo? É um escritório, ninguém para na frente pra ver as ofertas: você vai la porque marcou horário, ligou antes, viu um anúncio em uma placa ou algo do tipo. Aqui, as imobiliárias tem vitrines, as casas e apartamentos disponíveis para compra ou aluguel estão em destaque em pequenas placas enfileiradas. E vira uma coisa meio viciante: você passa na frente de uma imobiliária e para pra ver os preços, como se estivesse namorando um sapato ou uma roupa! Principalmente quando visitamos um bairro novo, dá aquela vontade de saber quanto custa morar lá!
5. Vendinha
Isso não é uma exclusividade londrina, ou britânica, ou de qualquer outra região do mundo. Mas é uma coisa que eu já não via mais nas redondezas da onde eu morava em São Paulo, por isso me chamou a atenção aqui. Vendinhas de frutas, verduras e legumes que geralmente tem produtos muito mais frescos, bonitos e apetitosos do que os supermercados maiores - mas né, são mais caros. Esse tipo de loja está ficando cada vez mais raro, e ultimamente tenho tentado valorizar mais esses varejistas menores, independentes. Fora que a atmosfera é muito legal, dá mesmo aquela sensação de fazer parte da comunidade, já que o dono da loja é quem está no caixa e conhece todo mundo que mora por ali.
1. Sempre tem alguém carregando mala
Essa eu coloquei como número um não por acaso: foi realmente a primeira coisa 'esquisita' que eu notei na cidade. Em qualquer percurso que você faça, seja a pé em uma área super turística ou usando o metrô em bairros mais afastados do centro, você sempre verá alguém carregando mala. Mala de viagem mesmo, de rodinha! Eu fiquei encucada com isso vários dias logo após minha chegada, e lembro que perguntei pra algum colega do trabalho do Martin: 'mas o que esse povo carrega?'. Num primeiro momento eu nem cheguei perto de cogitar que essa turma da realmente indo viajar ou voltando de alguma viagem, isso porque não estava acostumada a ver pessoas usando transporte público pra ir pro aeroporto/estação de trem/rodoviária. Londres é a capital do mundo (toma essa, Nova Iorque), e aqui tem muita gente de passagem, muitos aeroportos, muitas pessoas de negócios. É mala pra lá e pra cá. E claro, tem sempre o dia que é você ocupando mais espaço no metrô com as suas malas, a caminho de algum aeroporto! Aí é bem melhor : )
2. Os chicletes estampados nas calçadas
Esse mesmo colega de trabalho do Martin, quando eu perguntei das malas, me falou: 'ué, mas você não reparou nos chicletes?'. E aí eu prestei atenção e notei na quantidade absurda de chicletes pisados nas ruas e calçadas. Engraçado é que eu nunca vi ninguém cuspindo um, mas não tem um lugar que passei que não está decorado com chiclete. Inclusive até em calçadas novinhas, recém reformadas, os malditos já estão lá. Talvez isso esteja ligado com outra esquisitice londrina - a falta de lixeiras (que não coube nesse post porque tive que escolher apenas 5!)
3. Os homens de roupa social e meias coloridas
Lembro que entrei em parafuso fashion quando me mudei pra cá. Adorei que ninguém fica te medindo e as pessoas sentem-se muito mais livres para vestirem o que bem entenderem. Ninguém vai ficar te olhando se você colocar uma saia amarela com uma meia calça roxa, ou uma calça de moletom velha e furada com um salto alto. Pode testar, acredita em mim! Pois enfim, a liberdade fashion londrina pode também ser observada na turma dos engravatados, muitos dos quais não estão nem aí para a regra da 'meia social da cor da calça' (ou seria da cor do sapato?) e dão uma quebrada no look executivo usando meias coloridas e estampadas! E olha, não é um ou outro não - basta você andar pela City ou Canary Wharf na hora do rush pra ver. Eu acho super divertido, e aconselho todo mundo a se libertar das regras chatésimas de moda, seja em Londres ou em São Paulo.
4. Poder tirar dinheiro em qualquer caixa eletrônico
E o melhor: sem pagar taxa por isso! Talvez as coisas já tenham mudado no Brasil desde que me mudei pra cá (quase 7 anos!), mas lembro que era um saco ter que achar o caixa eletrônico específico do meu banco pra poder sacar dinheiro (ou então achar um 24 horas e pagar taxa....). Aqui em Londres você pode sacar no caixa eletrônico de outros bancos, e eles que se acertem. Muito mais fácil! Claro, existem caixas (principalmente dentro de bares e pubs) que lucram cobrando taxas, mas nos bancos mesmo, você não precisa se preocupar.
5. Previsão de nível de pólen
Vai fazer sol? Ou chover? E a temperatura? É o tipo de pergunta para a qual você espera uma resposta na previsão do tempo né? Pois aqui, durante a primavera e o verão, a previsão do tempo costuma incluir o nível de pólen no ar (alto/baixo/médio). Esquisito né? Isso porque aqui existe uma alergia chamada 'hayfever', que é basicamente uma alergia ao pólen. Eu nunca tinha ouvido falar disso no Brasil, e muita gente que nunca teve nenhum tipo de problema semelhante, descobre que tem hayfever quando chega aqui em plena primavera. Ah, e não é porque você passou uma primavera/verão imune que está livre para sempre: ela pode aparecer sem avisar no ano seguinte! A danada é terrível, a turma sofre com o nariz coçando, espirros, garganta doendo, olhos lacrimejantes e inchados. Eu já tive uma crise terrível de hayfever em Milão, mas ainda bem até hoje estou imune em Londres.
Os últimos dias tem sido quentes. Muito quentes, principalmente para os padrões londrinos (por favor me poupem de comparações do tipo 'ah mas aqui no Brasil 30 graus não é nada), já que por essas bandas a gente abandona a manga comprida quando passa de 15 graus. Deu 20 graus já tá todo mundo de saia/bermuda. Quando bate 25 graus rola churrasco em qualquer cantinho ao ar livre, e banho de sol também.
Agora meus amigos, da 30 graus e a gente desmaia.
Como eu estou de férias, fui não desmaiar na piscina pública ao ar livre mais próxima da minha casa - valeu demais a penas as 6 libras de ingresso (eu poderia ter ficado o dia todo por esse valor).
Claro que eu não fui a unica a ter essa ideia, e a piscina tava bombando. Existem vários lugares onde é possível se refrescar em Londres (leia mais aqui), mas piscinas ao ar livre não são tão comuns (ou não tem uma estrutura tão boa como essa).
Dei muita sorte de estar de férias durante essa onda de calor. O último lugar que eu queria estar hoje, vocês devem imaginar, é no escritório. Mesmo que lá tenha ar condicionado.
Charity Shop
As charity shops são lojas que revendem pertences - roupas, livros, brinquedos, acessórios e até móveis - por um preço muito baixo, e o valor arrecadado é doado para alguma instituição sem fins lucrativos. Diversas instituições, como o Cancer Research UK e o Save The Children possuem uma rede de charity shops, mas algumas são independentes, e revertem o valor para mais de uma instituição.
É a maneira mais prática de doar o que você não quer mais, pois existem várias, em todos os bairros. É só levar suas coisas e deixar lá - mas é claro, certifique-se de que determinada loja aceita determinado tipo de produto. Por exemplo, existem charity shops especializadas em roupas, então não adianta levar uma cadeira.
Sempre que eu levo alguma coisa na charity shop eu também dou uma olhada na oferta - temos um relógio antigo, dos anos 40, que compramos por £10!
Freecycle
Sei que o Freecycle nāo é uma exclusividade daqui, mas eu nunca tinha ouvido falar desse rede de doações antes da minha mudança pra Londres. O Freecycle é um website, que conecta pessoas das mesmas cidades e bairros, que estão doando pertences ou buscando doações.
Você deve entrar no site e buscar pelo grupo de sua cidade ou bairro, e após um rápido cadstro pode anunciar o que está doando ou procurando. Os interessados irão responder seu anúncio e você então recebe uma notificação por email. Aí é só se organizar com a pessoa e arranjar a entrega. Eu já doei, entre outras coisas, um microondas.
Dependendo do que você anuncia, vai receber um monte de emails interessados, então é bom ficar atento e fazer por ordem de chegada: se a primeira pessoa que entrou em contato acabou 'sumindo', avise a próxima, e assim por diante.
Também é legal dar uma olhada nos anúncios de coisas que as pessoas estão precisando, talvez você tenha algo em casa que nem lembra mais e pode ajudar muito! Lembrando que o Freecycle é mantido por voluntários, então se você usa os serviços, que tal considerar uma doação?
Gumtree
O Gumtree também é um website de anúncios (mas de absolutamente tudo!), só que você pode usá-lo para vender/comprar, e não necessariamente doar. Acho que usei o Gumtree apenas uma vez, para vender um sofá, porque acho meio confuso, tem tanta coisa que é difícil achar aquela coisa específica que você está procurando. Mas enfim, é uma solução (e alternativa ao Ebay) se você precisa de uma graninha extra e quer vender alguma coisa.
Grupos no Facebook
Existem alguns grupos de brasileiros que moram em Londres no Facebook, e em muitos deles as pessoas anunciam seus serviços ou objetos para vender/doar. Como o Facebook anda trolando tudo quanto é postagem orgânica, a sua oferta pode se perder, mas né, nunca se sabe. Sempre tem alguém que conhece alguém que está precisando de algo que você não quer ou não precisa mais.
Council
Essa é uma ótima opção se você precisa doar coisas grandes, como móveis, mas não tem como fazer o transporte. Entre em contato com o seu council (tipo sub prefeitura do seu bairro), pois eles provavelmente tem um serviço de coleta. Não adianta deixar na lixeira do seu prédio e achar que a fada da reciclagem vai pegar - é preciso avisar o council, eles tem um dia certo designado para isso.
Deixar na porta de casa
Apesar de essa não ser uma prática tão comum em Londres como é em outras cidades européias, não é difícil encontrar objetos na frente de algumas casas com clara sinalização de que estão ali pra quem quiser pegar. Pra quem mora em prédio, também dá pra deixar no hall por um tempo com um bilhete e ver se alguém pega. Já peguei uma mesa de centro no lixo de uma casa e doei uma cadeira no hall do meu prédio.
Mas claro, tenha bom senso: se ninguém pegar em 24 horas, retire o objeto e arrume outra maneira de fazer a doação.
Faz bastante tempo que tenho uma seção aqui no blog dedicada exclusivamente ao conteúdo produzido em parceria com os meus queridos do Canal Londres - quem já lê o blog há mais tempo sabe que há uns 5 anos eu comecei a colaborar com eles, e desde então já apresentei cerca de 15 vídeos relacionados com arte e design em Londres.
Pois bem, nossa parceria continua firme e forte e recentemente adicionamos mais dois vídeos na coleção. Vocês podem vê-los clicando na aba 'Vídeos' aí no topo da página ou então diretamente no site do Canal Londres (e aproveite para ver as outras centenas de vídeos que tem por lá - é muita informação bacana e fácil de digerir em um lugar só!).
Já espalhei a notícia nas redes sociais mas faltou colocar aqui: agora tenho exemplares disponíveis do Guia de Londres para mandar para Europa! Antes a entrega era limitada ao Brasil, e alguns amigos e leitores que moram do lado de cá tinham comentado que queriam - então aproveitei a vinda dos meus sogros (e em breve dos meus pais) para 'transportar' uma leva de guias.
Pode fazer seu pedido tranquilamente através do PayPal clicando aqui (ou entre em contato comigo se preferir depósito/transferência bancária, mas em conta no Brasil) que eu mesma colocarei no correio (e se quiser com assinatura/dedicatória é só pedir!).
Relembrando: o guia custa R$54,90 (a versão eletrônica custa R$39,90 e pode ser comprada aqui, você recebe o link para baixar o PDF imediatamente no seu email). Se você quer saber mais sobre o que vai encontrar no meu Guia de Londres, é só clicar aqui.
Basta a temperatura passar de dois dígitos pelos lados de cá e todo mundo já está abandonando casacos e tomando Pimm's no pub - depois de meses frios, nada mais natural do que querer aproveitar ao máximo os dias longos, certo?
Certo. Verão é maravilhoso, Londres com céu azul e sol é imbatível, mas.... com a 'vibe' verão vem também a pressão do verão. Uma enxurrada de eventos e acontecimentos por toda cidade. Todos os dias, tem sempre alguma coisa pra fazer - e pode ter certeza de que você se sentirá a pessoa menos cool do mundo quando olhar seu feed do Instagram e ver que todo mundo que você segue que mora aqui está fazendo algo mais legal que você.
É festival, é ópera ao ar livre, é mercado gastronômico. TUDO. AO MESMO TEMPO. AGORA.
Tenho a sensação de que ficar em casa é o maior dos crimes. Bate aquele desespero de 'meu deus preciso fazer isso, ir naquilo e conhecer aquilo outro'. Você é bombardeado de informações: quase todas os cartazes de propaganda no metrô tem relação com algum evento de verão.
Olha, tem que ter pique. Londres normalmente já é a mil por hora, nessa época então, parece que o mundo todo veio pra cá - pra ver e ser visto!
(E se você quer saber qual é a coisa mais legal pra fazer em Londres nos meses de verão, compre o meu Guia de Londres e consulte o capítulo 'Londres mês a mês'!) #merchandescarado
Entao que ontem a noite rolou o bate papo sobre Londres e o Guia de Londres que eu publiquei, foi transmitido ao vivo no YouTube. A Marília, minha grande amiga que fez as ilustracoes do guia, também participou (juntamente com a Claudia, que comandou a conversa boa!), e foi uma hora que passou super rápido!
Foi a primeira vez que participei de um Hangout, e adorei! Mesmo quem nao viu 'ao vivo' pode acessar o vídeo, que é gravado e está disponível aqui.
Contei um pouco sobre o processo de criacao do guia (e a Marília falou das ilustracoes), respondi algumas perguntas e aí o papo foi rolando solto.... quando o assunto é Londres, coisa pra falar é que nao falta!
Bom, pra quem nao conhece meu guia, dá uma olhada aqui. Ele está disponível em formato ebook ou impresso e no momento é vendido exclusivamente pelo site do Aprendiz de Viajante (ou com a minha mae, ahahahaha, minha vendedora mor!).
Obrigada a todo mundo que assistiu e mandou perguntas. Se alguém tiver sugestoes para futuros Hangouts, é só falar (deixe comentário aqui ou lá no Aprendiz, meios de comunicacao nao faltam!)
Depois de amanhã (quinta feira, dia 09/04) às 18:30 (horário de Brasília) vou fazer um Google Hangout sobre Londres - simples assim! Um Hangout, pra quem não sabe, é como uma conversa no Skype, só que várias pessoas podem assistir.
E como faz para assistir? Basta você acessar esse link no dia e horário. E se você quiser mandar perguntas, pode colocá-las aqui nesse evento do Facebook ou então mandar pelo Twitter usando a hashtag #guiadelondres
Vou tentar responder o máximo de perguntas possíveis, é claro que com a ajuda do meu guia!
Então, se você esta planejando uma viagem para Londres, já coloque na agenda e favorite o link pra não perder!
1. Não farás contato visual
Leia seu livro, seu jornal, veja suas mensagens no celular, jogue Candy Crush, feche os olhos, olhe pro chão, mas nao encare os coleguinhas de vagao. Não me pergunte porque, mas é regra de ouro. O mesmo mandamento pode se aplicar a começar uma conversa. Simplesmente não comece uma conversa com o estranho ao seu lado só porque ele está lendo um livro que você adora. Um mandamento especialmente difícil de seguir se voce quer flertar. Melhor abrir uma conta no match.com
2. Compartilharás o jornal com o vizinho
Um clássico - pode prestar atencao, sempre que tem alguém com o jornal aberto, a pessoa sentada ao lado está dando uma olhadinha. É inevitável! Todo mundo que usa o metro com frequência já se viu nas duas situacoes: com o jornal na mao e o vizinho de assento quase fungando no seu cangote pra let também, ou fungando no cangote do vizinho que está lendo. Portanto, não faca cara feira e facilite a vida do seu vizinho de assento!
3. Não colocarás os pés no assento vazio na sua frente
Usar transporte público já não é a coisa mais higienica do mundo né? Melhor nem pensar muito. Mas aí tem a turma que nao tem nenhum senso de coletividade e se vê no direito de usar um assento vazio para apoiar seus pés. Faça-me o favor! O metro/trem nao é sua casa (espero que voce nao coloque seus sapatos sujos em cima do sofá da sua casa, mas anyay, voces entenderam), e ninguém merece sentar em cima de sujeira de sola de sapato.
4. Serás paciente com excursões de escola
Nada como o silêncio do vagao de manhã para você dar uma cochilada ou ler seu livro em pazOH WAIT! A excursao de escola com 56 criancinhas falantes (berrantes) vestidas com seus coletes amarelo fosforescente entrou no seu vagão e é tarde demais para sair (ou nao dá pra sair porque tem um mar de criancinhas na sua frente). Taí um exercício de paciência. Tem que ser um ser superior para não expressar o horror que voce está sentindo. Afinal, as criancinhas nao tem a menor noção de espaço compartilhado e seu pé será pisado 4657586 vezes, e se você tiver o azar maior de uma delas sentar ao seu lado, esqueca usar o apoiador de braco.
5. Utilizarás todo os espacos livres do vagão
Não fique com medo de ir para o meio do vagão e não conseguir sair na sua estação se o metrô estiver lotado - voce vai conseguir sair. É impressionante como as pessoas tendem a se amontoar perto da porta e evitam usar a área entre os assentos. Até que que alguém educamente (nem sempre) fale: MOVE DOWN! O que basicamente significa: se espalha aí, porra!
É tão bacana ver meu livro pronto! Estou super orgulhosa! São 221 páginas com muita informação boa tanto pra quem vem pela primeira vez como para quem já visitou Londres antes. O tamaho é ótimo pra carregar na bolsa, assim você levar pra todo lado (e o formato eletrônico você pode acessar no celular ou tablet, também dá pra ler em qualquer lugar!).
O livro custa R$54,90 (com entrega para todo Brasil) e o ebook continua por R$39,90. Para comprar em formato impresso clique aqui e para comprar o ebook clique aqui.
1. Pare na frente da catraca e procure seu bilhete
Ah, nada como deixar para pegar seu bilhete do metrô só quando você chega na catraca para experimentar a paciência dos londrinos. Sim, vá lá, faça isso: procure o bilhete calmamente, primeiro nos bolsos, depois na mochila ou bolsa, e não arrede o pé de frente da catraca enquanto isso. Quero ver se alguém vai falar que os franceses são mal educados (e que fique bem claro que eu discordo) depois de bloquear uma catraca qualquer em uma estação qualquer do metrô londrino.
2. Chegue na plataforma e pare bem em frente ao acesso de onde você surgiu
Afinal, pra que ir para as pontas das plataforma ou procurar um pedaço que esteja menos cheio se você pode muito bem parar na porta e bloquear a entrada de todo mundo que está atrás de você? Sim, espere o próximo metrô chegar e não arrede pé, e não facilite a passagem de quem quem sair da muvuca e seguir em frente.
3. Aperte o botão que fica na porta do vagão
Se a porta do seu vagão tiver um botão (lado de dentro ou de fora) que você deduziu que deve ser apertado para abri-la ou fechá-la, aperte-o. Mas não aperte uma vez só: assim que o metrô chegar na plataforma, aperte várias vezes, incessantemente. Porque óbvio que esse botão funciona e todas as outras pessoas que usam o metrô todos os dias são completos idiotas que ainda não perceberam que apertar o botão te dá esse poder de absoluto controle de porta. (ATENÇÃO: mesmo no DLR, onde o botão realmente deve ser usado, aperte-o várias vezes. Se apertar uma vez só não vale, a porta só aceita o comando depois de 15 apertos)
4. Entre no vagão enquanto as pessoas estão saindo
Assim que a porta abrir (claro, já que voce apertou o botão mais de 15 vezes), não pisque: entre no vagão. O povo que fica esperando todo mundo sair antes (pior: abrem espaço para os outros saírem! Otários!) está comendo bola, entre antes de todos eles e seja o centro das atenções do vagão.
5. Quando a porta estiver fechando, deixe sua bolsa/casaco/sacola na frente
Quando o condutor do metrô falar pelo auto falante 'MIND THE DOORS, MIND THE CLOSING DOORS', não mova um músculo e deixe a porta fechar em cima das suas coisas. Não se esforce para move-las, mesmo que o condutor avise que o metrô não pode sair enquanto as portas não fecharem sem nenhum obstáculo. Para um melhor resultado, entre no vagão com as portas fechando, assim é mais provável que seu casaco ficará preso e voce causará um pequeno atraso na vida de todo mundo.
Sexta feira fomos pela primeira vez em um Supper Club. Um Supper Club é um jantar (por isso a palavra 'supper' que aqui é mais usada do que dinner) feito por uma pessoa que não é um chef profissional e faz isso como um hobby, ou um complemento. É como se eu e o Martin fizéssemos um jantar aqui em casa, mas em vez de convidar os amigos que conhecemos, viriam pessoas pagantes, as quais nunca vimos antes na vida.
Eu não sei quando foi que começou essa onda de Supper Club, mas eu só ouvi falar há uns 2 ou 3 anos. Desde então ficamos ensaiando ir em um (e já conversamos sobre fazer um, mas e a preguiça de organizar?), e finalmente eu achei um bacana (valeu, Twitter!) e marquei. Lá fomos nós para um 'lugar secreto' enviado por email depois que efetuei o pagamento online.
Outra coisa interessante do Supper Club é que você tem que socializar com as outras pessoas que estão lá. Não é como ir em um restaurante e ter sua própria mesa: o espaço é pequeno e você divide a mesa com outras pessoas. Nesse caso tinha bastante gente, uns 20 mais ou menos. Então nos vimos cercados de desconhecidos que estavam louquinhos pra conversar, e não tivemos outra saída senão bater papo.
Uma situação um tanto quanto surreal, já que o grupo era bem peculiar. Um de cada nacionalidade, um mais esquisito que o outro (aposto que acharam isso da gente também). Teve a grega que abraçava todo mundo e fazia hi 5 toda hora, a alemã que me contou que o ex marido roubou todo dinheiro dela, o chinês que contou sua história de vida sem ninguém ter perguntado, o inglês que sobreviveu ao nascimento pré maturo graças a doação de sangue de uma mulher italiana... enfim, isso é só um aperitivo.
E a comida? Estava deliciosa. Foi um jantar japonês, com 4 pratos. Valeu bastante a pena, e apesar dos coleguinhas esquisitos, vamos procurar outro Supper Club em breve!
Ah, para os curiosos: pagamos 29 libras por pessoa, e cada um levava sua bebida.
Eu sou dessas pessoas sem coração que não choram em situações fictícias, como no cinema ou lendo um livro. Sei que tem gente que chora ao ver uma obra de arte no museu, mas por mais emocionada que eu fique em qualquer um desses casos, nunca choro.
Até agora.
Ontem fomos no show do Queen. Roger Taylor e Brian May estavam lá, e nos vocais um cantor que eu nunca tinha ouvido falar: Adam Lambert. O que eu queria era ouvir as músicas que amo sendo tocadas ao vivo, e só.
Mas foi muito, muito melhor do que eu esperava. Martin também achou, segundo ele foi o melhor show que já fomos (ok, não somos os maiores frequentadores de shows tampouco manjamos tudo de música, mas adoramos música dos anos 80 e 90). E eu concordo. Adam Lambert é divertido, carismático, excêntrico e canta pra caramba - ele não está lá pra substiuir Freddie Mercury e sim para homenageá-lo. Segurou o show super bem, e ao mesmo tempo deixa bem claro o seu estilo.
Destaques: Brian May cantando acústico, Roger Taylor em uma disputa de bateria com seu filho Rufus Taylor (sim, pai e filho bateristas, tocando juntos, o show inteiro), e Freddie Mercury no telão participando de Love of My Life (vídeo acima, motivo do choro) e Bohemian Rhapsody.
A photo posted by Helô Righetto (@helorighetto) on
O Queen tem tantas músicas icônicas que precisaria de 3 dias ininterruptos de show, mas a seleção foi muito boa. Mas pra mim, faltou tocar Don't Stop Me Now. Fora isso, foi um show perfeito. Tão bom que só falamos disso o dia inteiro hoje, e a lembrança vai ficar na minha cabeça por muito, muito tempo!
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Fiz uns videozinhos vez ou outra, peço desculpas pelos gritos de UHUUUUU e pelo assassinato da música quando eu tentei cantar. Com a barulheira eu não achava que minha voz seria gravada!
Como Freddie Mercury faz falta! Parece mentira ele ter ido embora tão cedo. Gênio.
O You Tube está cheio de vídeos, muito melhores que esse! Basta procurar 'Queen + Adam Lambert at the O2'.
Não escondo o orgulho que tenho em ter escrito e recentemente publicado o Guia de Londres. Obviamente que eu sou suspeita pra falar o quanto ele está lindo e informativo, por isso me dá uma alegria imensa ao ver meu trabalho endossado por outros blogueiros de viagem. Esse post não é apenas para mostrar que andam falando do guia por aí, mas também para agradecer a todo mundo que dispos de tempo (e espaço - valioso! - no blog) pra recomendá-lo.
(Atualizarei o post se saírem mais comentários bacanas por aí!)
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Ducs Amsterdam: acho que não há um brasileiro que viaje para Amsterdã sem consultar o blog do Ducs. Ele também foi um dos primeiros blogueiros a lancar um guia de viagem (adivinha de que cidade?), e desde que eu me entendo por travel blogger o Ducs dá dicas incríveis para quem quer se profissionalizar e transformar o blog em negócio.
Turomaquia: conheci a Pat, que faz o blog Turomaquia, ao vivo e a cores em 2012, mas já lia o blog dela bem antes disso, pois ela é minha referência em dicas de arte e museus. Ela inclusive tem dois guias específicos sobre museus, um do Louvre (Paris) e outro do Prado (Madri), além de também ter escrito dois guias de cidades, Barcelona e Curitiba.
O post que a Pat fez no Turomaquia sobre o guia está aqui.
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Direto de Paris: eu não lembro como (nem quando) foi que eu e a Renata, que faz o Direto de Paris, nos conhecemos no mundo virtual, mas lembro direitinho do dia em que a conheci pessoalmente. Foi em Paris, mais precisamente no Pompidou. A escolha do lugar não poderia ter sido melhor, já que a Rê estuda História da Arte. Ela é jornalista e colabora com diversas publicações no Brasil, por isso no blog dela voce encontrará textos minuciosos e muito (muito!) bem escritos não apenas sobre a vida e atrações em Paris, mas também de suas andancas por aí.
O post que a Rê fez no Direto de Paris sobre o guia está aqui.
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360 Meridianos: hoje em dia não é muito difícil achar alguém que esteja programando uma viagem de volta ao mundo, mas a primeira vez que li a respeito disso foi no 360 Meridianos. O que eu gosto mais no blog, comandado por 3 amigos que fizeram essa jornada juntos, é que o estilo de viagem deles é bem diferente do meu. Acho incrível ler sobre as suas experiências, e me sinto uma viajante bem amadora e com um mundão imenso pela frente ao 'mergulhar' nos posts. Para quem gostaria de planejar sua primeira viagem ao exterior, eles tem um ebook sobre o assunto, saiba mais clicando aqui.
O post que a equipe do 360 Meridianos fez sobre o guia está aqui.
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Rapha no Mundo: quem comanda o blog (desde o layout até criação de todo conteúdo) é a Rapha Aretakis. Como ela escreve há bastante tempo, volta e meia eu via um link nas redes sociais e ia parar no blog, e acho que de uns anos pra cá fomos criando uma afinidade maior (graças a elas, redes sociais!). Além do blog, ela contribui com outros veículos, então é bem provável que você ja tenha visto seu trabalho por aí.
O post que a Rapha fez no Rapha no Mundo sobre o guia está aqui.
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Colagem: eu conheci o mundo dos blogs dos brasileiros que vivem no exterior graças a um site chamado Mundo Pequeno, idealizado pela Luciana Misura, que escreve o Colagem há muitos anos. Acho que a palavra 'pioneira' encaixa-se bem aqui, porque todo blogueiro que mora fora do Brasil sabe quem é a Lu e conhece o trabalho dela. Além de falar sobre viagens, a Lu tem uma série de posts sobre vida nos Estados Unidos. Ela também já escreveu um guia de Detroit.
O post que a Lu fez no Colagem sobre o guia está aqui.
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Viajoteca: tô pra ver um blog começar mais bombado do que o Viajoteca! Conheço ao vivo dois dos quatro integrantes, o que torna o conteúdo muito dinâmico e muito rico. Como cada um deles mora em um canto do mundo, e também já viajaram por todos os outros cantos que sobram, tem muita história pra contar.
O post que a Martinha fez no Viajoteca sobre o guia está aqui.
(esse post contém tentativas descaradas de vender meu Guia de Londres)
1. Fase burocrática
Comprar um número de telefone, abrir uma conta no banco, conseguir um lugar para morar (que depende de abrir conta no banco, que depende de ter um endereço fixo... boa sorte), tirar o seu NI (National Insurance), enfim, transferir as praticidades da vida para um outro país. Não é assim super problemático, mas uma fase obrigatória. Elimine ela o mais rápido possível para passar para as próximas fases!
2. Fase turística
Com tudo resolvido, mas o futuro ainda incerto, é hora de andar por aí. Você se sentirá a pessoa mais entendida de Londres (se comprar o meu guia certamente será) e vai bolar mil conexões no metrô para conseguir percorrer a cidade como se não houvesse amanha. Você vai olhar para os turistas e pensar: 'Ha! Seus turistas! Eu MORO aqui, tá?'. Essa fase, apesar de uma delícia por motivos óbvios, é também um limbo, afinal uma hora você se dará conta de que não dá pra turistar todos os dias e passará para a próxima fase.
3. Fase 'e agora?'
A pior fase. Por mais que voce tenha se planejado, lido tudo sobre Londres (leu meu guia?), na hora do vamos ver é que a ficha cai: você mora em outro pais. Tem que fazer tudo de novo: arrumar o currículo, pesquisar vagas de emprego, fazer amizade, organizar a rotina, saber onde vende requeijão (coisas importantes, veja bem). É uma fase de incertezas e expectativas, tem dias que você se pergunta se realmente fez a coisa certa.
4. Fase retrocesso
Uma fase totalmente dedicada a sua vida profissional. Então que você conseguiu um emprego, mas é a mesma coisa que você fazia há 3 anos. Ou então não tem nada a ver com a sua área. Não se desespere! Esse passo pra trás, por mais contraditório que possa soar, é o primeiro passo pra frente. O problema é que nessa fase a gente se sente desvalorizado, é bem difícil manter a motivação. Ainda mais com os seus amigos no Brasil, na maioria das vezes, ganhando muito mais e com as carreiras em ascensão.
5. Fase Londoner
E, de repente, voce se sente em casa. Quando vai para o Brasil, fica com saudade da 'sua' cidade. Já está acostumado com o estilo de vida londrino, já xinga quando o metrô demora mais de 4 minutos, provavelmente encontrou um novo emprego (e deu mais um passo pra frente) e fez amizades. Diferentemente na fase turística, a fase londoner não significa ter pressa pra ver tudo, mas permitir-se ficar em casa e não fazer nada sabendo que voce tem mais e mais finais de semana pela frente para conhecer aquele lugarzinho super secreto e aquela atração que você ainda não visitou, sobre as quais você leu num incrível guia de Londres.
Heloisa Righetto, 39 anos, sou paulistana com raízes catarinenses, moro em Londres desde dezembro de 2008 (mas o blog existe desde 2004). Sou designer por formação e trabalho com comunicação. Em agosto de 2018 terminei um mestrado em gênero, mídia e cultura.