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Semana 8


Das coisas que escrevi que quero fazer assim que possivel (post anterior), uma delas sera feita nos proximos dias: hiking.

Com algumas adaptacoes, claro - vamos de carro em vez de usar o trem (e por isso teremos que fazer uma rota circular). Bom, acho que essa eh a unica adaptacao, na verdade. Como nas trilhas raramente acontece de encontrarmos um acumulo de pessoas (cruzamos com um outro, eh verdade, mas tambem passamos horas sem ver ninguem), imagino que sera tranquilo.

O saco cheio de trabalhar em casa agora eh real e estou louca pra poder voltar ao escritorio, o que nao deve acontecer nos proximos 2 meses, pelo menos. Vai saber se voltaremos esse ano.

Enquanto isso continuo aqui pensando nas mil combinacoes de roupas que vou fazer quando finalmente sair de casa sem ser pra ir ao supermercado ou dar uma volta no parque. Acho que vou usar roupa de festa pra ir trabalhar ou ir em um restaurante.

Mas uma coisa de cada vez. Primeiro, o hiking no fim de semana que vem.

Semana 7


Amanhã começa a sétima semana do confinamento. Apesar do primeiro ministro ter declarado que já passamos do pico, os números de mortes e doentes continuam muito altos. Nosso confinamento é bastante relaxado se comparado a outros países, e esse 'pós pico' é ainda bastante irregular. Prevejo que ainda estaremos fazendo exatamente a mesma coisa que estamos fazendo agora daqui a um mês. A coisa aqui vai longe.

Hoje éramos para estarmos na Isle of Wight, participando de um desafio de caminhada de 52 kilômetros. Confesso que não é tão ruim estar em casa de pernas pro ar se comparar com a dor que eu estaria sentindo agora nos meus pés e nos meus quadris se estivesse caminhado tudo isso. Ficou pro ano que vem, veremos.

Esses dias tenho pensado que estar em casa com o Martin todos os dias o dia todo tem sido bastante tranquilo. Apesar de dividirmos a mesa de jantar e estarmos muito próximos o tempo todo, cada um fica na sua - mesmo nos momentos de procrastinação. Por sorte, Martin est;a quase sempr disposto a levantar e fazer um café quando eu peço.

Queria deixar anotado aqui a listinha de coisas que quero fazer quando o confinamento acabar - sei lá se vai acabar, mas quando for possível fazer tais coisas:

  • Hiking
  • Ir no pub - e tomar uma Pimm's se ainda estiver na época
  • Ver as amigas
  • Fazer um jantar de aniversário aqui em casa
  • Ir num escape room
  • Ir no rooftop perto do escritório na hora do almoço em um dia de sol
  • Fazer um happy hour com as colegas do trabalho
  • Ir no pilates
  • Ir no spinning
  • Varias bastante as roupas que uso pra ir trabalhar
  • Organizar uma nova data pro tour da Jane Austen
Vou ver se lembro de escrever aqui no blog quando foi possível fazer cada uma dessas coisas. 


O que uma sexta feira de preguica nao faz...


Pra matar o tempo no trabalho no ultimo dia util dessa semana que durou 87 dias, ate voltar a escrever no blog (sem acentuacao) a gente volta!

Tudo bem ai?

Aqui tudo bem.

Completei 8 meses no trabalho, 39 anos de idade, viajei de ferias para Seattle, deixei de comer carne bovina, fiz o tour da Jane Austen, fui ver as Spice Girls, pintei uma parte do apartamento (eu nao ne, uma pintora), troquei de colchao. Ou seja, continua tudo bem. Quer dizer, Boris Johnson eh agora primeiro ministro e Bolsonaro continua cagando no Brasil - fora esses "detalhes", a vida na minha bolha vai bem.

E faltam cerca de 140 dias ate o Natal. Prometo que ate la escrevo algum outro post : )



Vida segue, apesar do blog!


Hoje completo 4 meses de 'novo' trabalho (ja adaptada o suficiente para escrever esse post enquanto estou no escritorio - ainda que sem acentos pois sou tao de humanas que nao consigo de jeito nenhum ajustar o teclado para poder usar os queridos amados agudo, circunflexo, tio e cedilha). A vida anda bem corrida - nao eh por falta de assunto que nao estou escrevendo aqui.

Mas engracado que ainda me sinto culpada por nao dar as caras nesse blog por tanto tempo. Desculpa, blog! Se te serve de consolo, eu mesmo venho aqui como leitora pra me lembrar de acontecimentos de anos atras. 'Quando foi mesmo que fui naquele show?' ou 'que ano que viajamos para tal lugar?' ou 'quem mesmo estava naquele encontro que eu organizei ha uns 6 anos?'. Esta tudo aqui.

Interessante que continuo recebendo comentarios nos posts mais populares. Ainda recebo emails de gente que achou esse blog e esta se mudando pra Londres. Ou que querem dicas de como trabalhar com design. Um aviso: as dicas que tenho estao todas aqui e talvez estejam ultrapassadas. Se mudar pra Londres hoje em dia, 10 anos depois da minha mudanca (ainda que vc se mude nas mesmas circunstancias que eu), deve ser bem diferente. Mesma coisa para procurar emprego no setor de design e interiores. Pessoal: procurem fontes mais atualizadas.

Mas vamos a algumas atualizacoes entao, para voce leitora ou leitor que por acaso aparece aqui. Ate agora, meu 2019 foi assim:

  • Fomos para as Maldivas em janeiro, passamos uma semana naquele paraiso
  • Lancamos o e-book do projeto Intercambio Feminista la na Conexao Feminista
  • Fui em duas marchas das mulheres (janeiro e marco)
  • Li 7 livros
  • Trocamos de sofa (abriu uma Ikea perto de casa faz pouco mais de um mes e ja fomos la umas 5 vezes)
  • Fizemos 3 hikings
  • Passamos um fim de semana em Torquay, sudoeste da Inglaterra, e so choveu, foi uma bosta
  • Guiei um tour das mulheres (e guiarei outro essa semana) e lancei o tour da Jane Austen
  • Fiz um bate e volta para Leeds a trabalho
  • Vi a Ellen Page em um bar
  • Fiz uma tatuagem
  • Nao aguento mais acordar de manha, ligar a televisao e ver uma tragedia nova todo dia

Nos bons tempos, cada uma dessas coisas ganharia um post. No momento, ganham apenas uma mencao mesmo!


O bom peão ao escritório torna


Voltei a trabalhar. Quer dizer, naquele jeito formal, de ir pro escritório, ficar das 9 às 5, fazer parte de um departamento, ter horário de almoço... Aquele jeito de trabalhar que é o jeito que a sociedade realmente respeita, realmente acha que você tá fazendo algo de útil.

Sarcasmos a parte, estou bem contente de ter voltado. Acho que volto bem mais consciente das desvantagens de trabalhar formalmente, mas também beeeem mais apegada com as vantagens. Uma vida mais regrada, mais sossegada, onde as questões trabalhísticas ficam no escritório. Acordar cedo, pegar trem lotado, comer um sanduíche, voltar pra casa, dar uma corrida, ver televisão, pode parecer tão pequeno mas é tudo que quero agora.

É lindo falar da independência da vida de freelancer, do glamour da vida de blogueiro, mas ninguém fala do perrengue, do trabalho triplicado que te acompanha as 24 horas do dia, e é claro do dinheiro que nunca aparece.

E antes que alguém me pergunte o que estou fazendo e aonde, já deixo a dica pra dar uma stalkeada no Linkedin e me poupar a explicação!

Mestrado acabou, e agora?


Mestrado acabou, já recebi meu resultado (sim, sou oficialmente mestre! Ou melhor, mestrA), e agora tenho a estranha sensação de que os dias passam muito rápido e muito devagar ao mesmo tempo. Filosofias a parte, a falta de rotina unida a muitas ideias e coisas pra fazer - não consigo não arrumar uma sarna pra me coçar - me faz pensar que deveria aproveitar mais essa fase sem trabalho 'normal' (em um escritório, o dia todo) ao mesmo tempo que acho que devo fazer mais e mais coisas pra 'justificar' não ter um trabalho formal. Complicado? Imagina!

Na prática, é assim: hoje, por exemplo, resolvi dividir meu dia em duas tarefas. Trabalhar em uma proposta para um livro e adiantar a legendagem de um dos vídeos de entrevista da Conexão Feminista. As horas se arrastam. Eu escrevo, escrevo, escrevo e o tempo não passa. Aí resolvo 'migrar' pra legendagem pra mudar um pouco de ares e a mesma coisa acontece. Nesse sentido, o dia passa muito devagar. Mas, vai chegar a sexta feira e eu sei que vou pensar: mais uma semana que eu não fiz nada, que eu não consegui um trabalho 'decente'. Nossa, até eu tenho dificuldade em compreender essas contradições.

E assim vamos. Isso sem falar é claro da despedida da democracia no Brasil e do trem desgovernado chamado Brexit no Reino Unido que está perto do fim da linha e vai cair em um precipício.

Mas tá tudo bem. Tá tudo bem!

(pelo menos voltei a dar as caras aqui!)

Oi, 2018!


Assim como o Natal, o ano novo foi bem tranquilo e em companhia de grandes amigos. Comemos, conversamos, brindamos, vimos os fogos na televisão (lembrando que ano passado a gente viu os fogos ao vivo, lá na frente da London Eye! Experiência que recomendo muito pra quem mora aqui, pra fazer pelo menos uma vez), e às 2 da manhã estávamos de volta em casa, prontos pra dormir.

Eu gosto muito da passagem de ano e de toda essa atmosfera otimista (por mais que o mundo esteja uma bela bosta e as perspectivas para 2018 sejam desanimadoras). Pessoas traçando metas, fazendo listas, largando hábitos antigos e tentando incorporar novos hábitos. Detesto os chatos que falam que 'você tem que mudar, não o ano'. Eta povo estraga festa!

Não sou de fazer grandes planos pro novo ano. Não sou de fazer grandes planos nunca, na verdade. Gosto de pensar em metas bem simples, acho que pelo simples fato de eu não ser uma pessoas ambiciosa. Pra vocês terem uma ideia, algumas das minhas metas para 2018: parar de colocar açúcar no café (já comecei dia 29/12 e continuo firme e forte), cortar refrigerante da minha vida de uma vez por todas (eu não compro pra ter em casa, mas sempre acabo pedindo quando vamos comer fora e eu não quero nada alcoólico), parar de carregar bolsa grande cheia de tralha (também já comecei em 2017), trocar o colchão e mandar pintar o apartamento (esse tem grandes chances de não acontecer, me dá uma gastura só de pensar na pentelhação que é ter a casa pintada).

Ah, também perguntei pro Martin se ele topava tirar uma 'selfie' por dia, nós dois juntos, e ele topou. Então esse é nosso projetinho juntos.

E vocês, traçam metas pro ano novo?

Agenda cheia


Uma das coisas que quero fazer em 2018 é fazer menos coisas. Esses dias eu peguei minha agenda do ano que vem e comecei a anotar os compromissos que já tenho: alguns shows, meia maratona, exposições e até encontros com amigas. Vai ser um ano atribulado, de dissertação pra escrever, projeto do Conexão Feminista para colocar em prática (estou esperançosa de que vamos alcançar a meta!) e provavelmente algumas viagenzinhas.

Eu sempre tenho a impressão de que 'daqui duas semanas vai estar mais tranquilo', mas nunca acontece. Vou marcando compromissos e quando em dou conta mal tenho tempo pra mim, pra ficar em casa e ficar com o marido vendo televisão. Morar em Londres catalisa essa sensação de que estamos perdendo algo muito bom se ficamos em casa. Tem sempre alguma coisa incrível rolando.

Óbvio que é ótimo estar com as amigas e ter uma vida social agitada, mas preciso aprender a priorizar. Meus treinos de corrida foram muito prejudicados esse ano, e em 2018 eu quero que isso seja o que me faz dizer não para marcar outros compromissos, e não o contrário.

E vocês, sentem isso também?

16 dias depois


Poxa vida, ando novamente negligente com meu bloguinho querido. Nem havia me dado conta de que o último post foi publicado há mais de duas semanas. Quero escrever mais sobre o mestrado aqui, principalmente para poder ler os posts depois que eu terminar (algo que parece ainda tão distante) e poder comparar opiniões.

Mas está tudo bem. Tentando ajustar as idas para as aulas e outros compromissos acadêmicos com a vida social, corrida e aquele tempinho maravilhoso que a gente não faz absolutamente nada (isso anda meio escasso).

Algumas novidades: ganhei um prêmio com a Conexão Feminista e comecei a escrever pro site da revista da universidade (feita por alunos). Sobre o prêmio eu conto melhor depois que passar a cerimônia de premiação, que é apenas dia 18 de novembro. Sobre o site, você pode ler minha primeira coluna aqui (infelizmente o Brasil Observer não vai mais ser publicado, então obviamente não escrevo mais lá).

Volto logo!

A estante


As mudanças decorativas aqui de casa não são muito planejadas. Claro, tem coisas que eu gostaria de fazer mas tomam muito tempo e dinheiro (adoraria trocar todos os armários da cozinha, por exemplo), mas as que não envolvem reforma (quebra quebra) acabam sendo decididas do dia pra noite. O problema é que quando eu decido eu quero fazer naquele exato momento. Pode estar caindo o mundo, mas eu vou adicionar mais essa dor de cabeça para a lista de perrengues do momento.

E foi numa dessas que eu decidi eliminar minha escrivaninha e umas estantes e substituir tudo por um modelo simples, branco, pra deixar a sala mais uniforme. Era assim:

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A inspiração foi essa:



E três idas a Ikea depois (no espaço de 2 semanas), ficou assim:

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Moramos nesse apartamento desde 2011, e e impressionante como essa mudança deixou o espaço com outra cara. Como a estante é fina, temos mais espaço de circulação e também tenho a impressão de que entra mais luz (claro que o branco da estante ajuda). Em vez dos meus cacarecos e livros estarem espalhados pelas prateleiras, mesa de trabalho e estantes de aço, agora estão todos em um mesmo lugar. E o melhor de tudo foi que, depois de anos, arrumei espaço para a poltrona da foto. Essa poltrona também veio do Brasil, mas como não tinha onde colocá-la, estava desmontada e guardada.

Como uma coisa leva a outra, acabei tirando os dois banquinhos que usava como mesa lateral de um dos lados do sofá (coloquei eles embaixo da televisão, ao lado da estante, ainda não tenho foto). Eram esses banquinhos aqui:

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Esse cantinho agora está assim:

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Ah, bastante gente me perguntou nas redes sociais onde eu coloquei a escrivaninha, já que trabalho de casa. Bom, eu passei ela pra frente, não está mais comigo. Resolvi usar a mesa de jantar para trabalhar. Afinal, só preciso do meu computador e da minha agenda. Era muita mesa pra um apartamento só! Estou trabalhando daqui já há alguns dias e achando ótimo. Não gosto de ficar horas na frente do computador de qualquer maneira, sempre acabo revezando, vou um pouco pro sofá, ou faço algum serviço doméstico, ou vou no supermercado... enfim, tento deixar meu dia mais dinâmico.

Método Martin


Talvez eu já tenha escrito sobre isso antes, mas recentemente recomendei o método Martin para lidar com problemas para algumas amigas. Então acho que vale relembrar.

Não sei se está rolando algum alinhamento de planetas ou se é o pessimismo geral ou se é a vida adulta sendo a vida adulta, o fato é que muita gente na minha vida anda com problemas. Quer dizer, nem todos são problemas, alguns são perrengues acumulados, um monte de coisa chata pra resolver ao mesmo sabe? Eu também estava nessa não tem muito tempo, e finalmente as coisas começaram a se resolver em abril (como o visto renovado do Martin, por exemplo, depois de meses - 6 meses - de espera e apreensão).

O método Martin de lidar com problemas é bem simples: lide com eles no momento propício. Nada de antecipá-los, ou se desesperar pensando o tanto de coisas que você tem que fazer pro problema se resolver. Vou dar um exemplo bem classe média sofre, um tanto quanto irritante e esnobe, mas que ilustra bem o método Martin.

Estávamos nós, Martin e eu, no nosso barquinho alugado na Sicília, indo de praia em praia paradisíaca. Eu poderia ter curtido muito, mas muito mais, se não tivesse ficado pensando nas dezenas de possíveis problemas que poderíamos ter com o tal barquinho. E se o motor falhasse quando estivéssemos em alto mar? E se a âncora ficasse presa nas pedras em alguma dessas praias e a gente não conseguisse cortar a corda pra poder voltar? Se a gente ligasse o motor e não visse alguem nadando perto do barco e o motor machucasse essa pessoa? Juro. Até em um dos momentos mais maravilhosos da minha vida eu fiquei pensando em possíveis problemas. Aí eu perguntei pro Martin: você não fica apreensivo, pensando que esse barquinho pode quebrar aqui em alto mar? No que ele soltou sua sabedoria: se quebrar, eu penso nisso.

GÊNIO.

O solucionador de problemas no comando no barquinho alugado
Aí que eu estava cheia de coisas chatas e burocráticas como pendências, e muitas desses coisas não havia muito que eu pudesse fazer. Tinha que esperar. Por exemplo, os nossos passaportes que estavam retidos no Departamento de Imigração para a renovação do visto de residência. Eu precisava deles para dar entrada no visto para a Tanzânia (para nossa viagem em junho). Fazer o que? Esperar. O meu passaporte brasileiro que precisa ser renovado, e para a renovação eu preciso da nossa certidão de casamento, e a certidão de casamento estava aonde? Isso mesmo, no Departamento de Imigração para a renovação do visto de residência.

Eu resolvi parar de ter dor de barriga desnecessária e fazer o que era possível, esperar. Esperei, passei a aproveitar os dias de espera de forma muito produtiva, e pronto. Tudo está se resolvendo. Chega de ficar me remoendo pensando nas trocentas mil coisas que a gente precisa encarar no dia a dia. Afinal, é uma coisa hoje, outra amanhã, e outra depois de amanhã, e assim segue.

Hoje, por exemplo, eu precisava do meu passaporte de novo pra escanear a página onde tem a minha assinatura (que não é a mesma página onde está a foto e o número dele), pra poder enviar como prova de identidade para uma outra instituição. E onde está o passaporte agora? No Consulado da Tanzânia, onde ele fica até quinta feira. Tá vendo só, o problema do visto sendo resolvido mas já apareceu outro em consequência desse. A página com a assinatura escaneada vai ter que esperar até quinta, fazer o que.

É isso gente. Usem o método Martin para lidar com os perrengues do dia a dia de vocês. Faz bem pra saúde mental, garanto.

21 em 31


Alguém aí notou como março foi um mês produtivo nesse bloguinho? Comecei o mês com uma missão: escrever um post por dia. Ok ok, eu sei que não completei a tarefa, mas serei uma dessas pessoas irritantemente positivas e ver o copo meio cheio. Afinal, há quanto tempo eu não escrevia com essa frequência? Há muito tempo ; )

Eu realmente acredito que escrever não é questão de inspiração (talvez um pouco), mas sim da combinação de prática com repetição, e uma depende da outra. Uma vez que eu entrei no modo "o que vou escrever hoje?", comecei a novamente enxergar meu dia a dia como tema para posts.

Confesso que poderia ter feito os 31 posts, porque assunto tinha (tem, quem sabe os posts ainda serão escritos), mas as vezes nem me dava conta de que um ou dois dias haviam passado sem blogar.

Abril promete ser um mês tão cheio de eventos como foi março (mas não vai ter tatuagem!). Vai ter viagem, vai ter visita, vai ter muito trabalho. Falando em trabalho, vai ter até um revival, pois vou ao antigo escritório por alguns dias pra dar uma forcinha para as colegas que estão sobrecarregadas de tarefas. Portas abertas, certo?

No Starbucks


Hoje eu estava no Starbucks esperando meu café ficar pronto quando um senhor me abordou, disse que era morador de rua, e perguntou se eu tinha algum dinheiro pra dar pra ele. Eu não tinha nenhum dinheiro, mas eu tinha uns morangos na bolsa e perguntei se ele queria. Ele aceitou, e começou a me falar que precisava se cuidar porque tinha diabetes, e ele tinha medido pela manhã e não estava muito bom. Falou que o pessoal do Starbucks deu um café e ele esperava se sentir melhor, porque estava um pouco tonto. Ficamos conversando um pouco ali, ele se despediu e foi falar com outras pessoas.

Eu peguei meu café e segui meu caminho de casa. Hoje foi um dia intenso de passeios pela cidade, pois os meus sogros estão por aqui. O Martin tirou férias e estamos aproveitando todos juntos. Mas foi esse senhor que marcou meu dia.

50 fatos


Rolou no Snapchat uma brincadeira: falar 50 fatos sobre você (1 snap, 1 fato). Eu meio que torci o nariz no começo, mas acabei adorando descobrir algumas coisas sobre tanta gente bacana que conheço lá. Entrei na dança e fiz os meus, mas sei bem que pouca gente que lê esse blog tem também Snapchat, então eu decidi usar minha sexta feira a noite pra transcrever meus snaps e listar os meus 50 fatos aqui.

Afinal, já que esse é um blog pessoal, que seja também egocêntrico : )

Vale ressaltar que quem lê esse blog religiosamente há mais tempo deve saber mais da metade dessas coisas. Várias já foram assunto de post!

1. Eu nasci em São Paulo, mas tenho sangue catarinense. Toda minha família, dos dois lados, é de SC
2. Eu já morei em São Paulo, Joinville e Recife
3. Quando eu era bebê, fui atropelada. Com a minha mãe e a minha irmã (eu estava no carrinho)
4. Eu sou torcedora do Santos, mas já não tão fanática (porém um dos melhores dias da minha vida foi ver o Santos ganhar o Brasileirão, lá no estádio)
5. Meu primeiro emprego foi na TAM, no Aeroporto de Congonhas. Eu fazia check in e chamava vôo nas salas de embarque
6. Eu estou sempre lendo. Assim que termino um livro, começo outro
7. Eu não bebo cerveja. Nunca gostei.
8. Sempre estudei em colégio católico, mas sou atéia
9. Faz mais de 1 ano que eu uso o mesmo brinco (e nunca tiro, nem pro banho, nem pra dormir, nem pra nadar)
10. Eu casei em 2005
11. Eu adoro música dos anos 80
12. Meu filme preferido é Diários de Motocicleta
13. Alguns dos meus livros preferidos: Equador, O Sonho do Celta, The Luminaries
14. Eu tenho um blog pessoal (ah vá, cê jura????) desde 2004
15. Um hábito britânico que eu não adquiri: tomar chá. Não suporto chá
16. Comecei uma pós graduação em História da Arte, em 2008. Fiz alguns meses, mas as aulas eram aos sábados, o dia todo, e não aguentei
17. eu sou formada em Desenho Industrial pelo Mackenzie e fiz também um curso de Design de Interiores
18. Poucos meses antes de eu me formar, fui contratada pra ser designer da Tok & Stok, onde fiquei por 2 anos e meio (saí para me mudar para Londres)
19. Mas eu já havia trabalhado na Tok & Stok antes, no ano 2000, como vendedora em uma das lojas (a da Marginal Pinheiros em São Paulo)
20. Eu estudei inglês desde os 9 anos de idade, na Cultura Inglesa. Fiz todos os níveis daquela desgraça, desde o Junior 1 até o CPE
21. Eu falo um espanholzinho meio argentinês que aprendi de ouvido, escutando o Martin e a família dele
22. Quase todas as amizades que fiz em Londres foram em consequência desse querido blog
23. A única maquiagem que eu uso no dia a dia é blush. Muito, muito raro eu usar qualquer outra coisa
24. Eu não pinto unha, há muitos anos. Deixo lixadas e hidratadas. Aliás, acho bizarro o ato de pintar as unhas (tema para algum post futuro)
25. Eu tenho várias tatuagens
26. Já saí em um livro sobre 10 jovens designers brasileiros
27. Eu ainda tenho meu ursinho de pelúcia preferido, o Pop, que ganhei aos 5 anos de idade
28. Minha primeira vez fora do Brasil foi em 1997, quando fui para Bariloche como viagem de formatura do terceiro colegial
29. Eu nunca tinha viajado pra Europa antes de me mudar para Londres
30. Eu sou autora de um guia de Londres
31. Em 2012 eu escrevi uma carta para eu mesma, que será aberta em 2024
32. Eu vi a seleção brasileira feminina de vôlei levar o ouro nas Olimpíadas de 2012 aqui em Londres
33. Eu escrevo uma coluna sobre feminismo para o jornal Brasil Observer
34. Eu tenho um canal sobre feminismo no YouTube
35. Eu e a Renata, minha sócia no Conexão Feminista, somos amigas há mais de 25 anos
36. Eu sou curta e grossa, não gosto de rodeios
37. Já fiz a cirurgia a lser da miopia. Foi libertador, recomendo
38. Minha comida preferidas: sushi/sashimi e feijoada
39. Meu sonho de infância é ter um cachorro
40. Minha cidade preferida no mundo (sem contar as cidades do coração como São Paulo, Londres, Recife, Buenos Aires) é Veneza
41. Tenho vários grupos de amigas e fico tensa quando esses grupos se encontram - medo de elas não gostarem umas das outras
42. Eu não sofro com o clima de Londres. Não reclamo do inverno ou da chuva
43. Eu pratico corrida com o meu marido, já fizemos várias provas de 10km e uma meia maratona juntos
44. Eu faço ballet, mas comecei já adulta, há uns 10 anos
45. ODEIO quando me falam que eu sou "sortuda" porque meu marido é quem cozinha
46. Não sou muito de balada, mas adoro ir em show
47. Duas vezes por semana, pela manhã, eu trabalho em uma ONG que oferece proteção a vítimas de violência doméstica
48. Odeio sopa, culpa da minha mãe que também odeia e fazia cara de ânsia de vômito quando cozinhava sopa pro meu pai
49. Detesto cozinhar, mas a única coisa que faço questão de fazer é a maionese com a receita da minha mãe na ceia de Natal
50. Teve um dia, há muitos anos, que eu achei que meu pai tinha ganhado a mega sena e não queroa me falar

Desleixo


Ando um pouco desleixada com esse blog, eu sei. Posto sobre os livros lidos, vídeos publicados, mas acho que faz tempo que não tem um post como nos "velhos tempos". Eu até sinto saudade de escrevê-los, mas só ando com preguiça mesmo.

Por aqui, tudo vai indo. Nas últimas semanas teve prova de 10km (a primeira prova depois da meia maratona), teve a viagem para o interior da Inglaterra, teve retorno ao balé (pois é!! voltei). Ah, também acho que não mencionei aqui que comecei um trabalho voluntário (há quase 2 meses) em uma organização chamada LAWA - Latin American Women's Aid.

Engraçado que eu achava que teria todo o tempo do mundo quando saí do trabalho no começo do ano. Mas eu tenho o dom de preencher o tempo, e ando bastante ocupada. Escrevendo, fazendo hangouts, organizando supper clubs, encontrando pessoas, tentando solucionar umas pendências da casa (leia-se: vazamento no banheiro) que estão "por fazer" há anos. Pois é, anos!

Mas é isso. Vai tudo bem por aqui. E por aí?

Cadê o assunto que estava aqui?


Fugiu!

Eu fico agoniada quando vejo que a data da última postagem passa de uma semana, tenho a impressão de que estou omitindo fatos importantes da minha vida pra mim mesma no futuro. Os assuntos mais corriqueiros acabam indo pro Snapchat, e os anúncios importantes vão parar no Facebook ou Twitter.

Ah, uma coisa bacana é que eu lancei mais um guia : ) o primeiro da série 'Bate e Volta de Londres', sobre Oxford & Cambridge. Está a venda aqui, custa R$9,90 e está disponível apenas como ebook (o Guia de Londres continua firme e forte, tanto impresso como digital).

Estou envolvida com algumas organizações e fazendo trabalhos voluntários (conto mais outra hora), continuo fazendo os hangouts feministas com a Renata e escrevendo posts de viagem. Também tenho algumas viagens agendadas para os próximos meses, mas infelizmente o Brasil não está mais na lista, como era o planejado. por causa de burocracias para renovar o visto de residência do Martin que levam mais tempo do que deveriam. Mas enfim, faz parte.

Vou ali mas já volto!

Minhas 3 maiores dificuldades de trabalhar em casa


Esse mês completo 5 meses de 'vida nova de blogueira'. Agora finalmente me sinto mais a vontade com a rotina, mas tem 3 coisinhas que ainda não resolvi muito bem.

1. Alimentação: no escritório era fácil. Dava uma da tarde, eu ia buscar comida em qualquer lugar ali perto e pronto. Na pior das hipóteses comia um dos sanduíches saudáveis do Pret A Manger. Ou seja, almoçava até que direitinho, não deixava passar a refeição. Agora é claro, é diferente. Eu preciso fazer almoço. E cozinhar não é meu forte. Acho um saco mesmo, e não faço a menor questão de me aperfeiçoar. Tem dias que me saio bem, mas esses dias ainda são a minoria. Hoje por exemplo acordei e me dei conta de que não havia leite pra tomar café, então fui pro supermercado e já que estava lá comprei uma daquelas massas prontas, que só precisa por na água fervendo por 5 minutos. Isso já é um almoço bom, ok? Nem vou falar aqui dos dias que tomo 3 xícaras de café com leite e como umas fatias de pão com cream cheese. Pelo menos a janta é garantida, já que é função do outro habitante dessa casa.

2. Leitura: ah, como eu sinto falta dos meus 40 minutos de transporte público na ida e na volta do escritório, totalmente dedicados aos livros. Isso é que me faz mais falta da rotina de trabalhar em um escritório. Aí você pensa: ué, mas se você está em casa, pode ler a hora que quiser! Pois é... parece tão simples né? Mas simplesmente não consigo parar o que estou fazendo, ler um pouco e voltar. Não sei se e o silêncio, ou se preciso criar uma rotina (um horário definido). No momento eu continuo lendo quando pego ônibus/metrô/trem, o que acontece de 2 a 3 vezes por semana. Ou seja, a leitura está bem atrasada.

3. Disponibilidade: eu não larguei o trabalho no escritório com a única 'desculpa' de tocar o blog e escrever mais guias. Eu queria também ter mais tempo de fazer outras coisas, como ir a eventos e exposições, explorar a cidade e encontrar um monte de gente. Mas gente, esse lance de tempo é relativo né? Eu continuo sem tempo! Sempre que acho que terei uma semana mais tranquila, aparecem mil compromissos. É muito louco isso! Olha, dinheiro não tem entrado muito, mas coisa pra fazer é o que não falta.

É isso. Esse é um post sem conclusão mesmo, só pra compartilhar pensamentos! : )

Não aos opressores da reclamação!


Eu não acho que reclamar o tempo inteiro seja saudável, mas reclamar faz parte da vida. Não dá pra gente ser positivo e otimista sempre. Reclamar as vezes até ajuda a começar a pensar em uma solução para o problema: afinal, se a gente não falar (ou escrever, no caso das redes sociais), ninguém vai ouvir. E vai que tem alguém que oferece ajuda ou sugere uma solução?

Eu sou uma dessas pessoas que reclama bastante, e preciso me policiar pra não contaminar os outros. Mas acho sim que estamos numa onda de repressão a reclamação. Parece que temos sempre estar felizes, ou melhor, mostrar ao mundo que as coisas boas da vida superam as ruins (nada mais irritante do que a hashtag #blessed no Instagram). Mas eu não acho que seja bem assim. 

Semana passada, por coincidências, duas amigas compartilharam comigo alguns problemas pelos quais estão passando. E, quando perguntei para elas: 'mas porque você não falou isso antes?' (eu não fazia ideia de que elas estavam passando por uma fase difícil), as respostas foram idênticas: 'não quero reclamar'.

Poxa, será que chegamos num ponto que não compartilhamos nossas dores com os amigos porque não queremos ser chamados de reclamões? Se estamos numa fase ruim ou temos um problema chato atravancando a vida, temos que esconder de todo mundo só pra ninguém se chatear com 'o reclamão'? 

Eu não consigo ser otimista o tempo todo. Sou muito pé no chão, e prefiro ser surpreendida positivamente do que negativamente. Pode não ser a filosofia de vida mais cor de rosa que existe, mas eu costumo pensar nas piores consequências para as decisões que tomo antes de pensar nas melhores. 

E, pra mim, reclamar ajuda a evoluir. Se eu não reclamar de algo que me incomoda no trabalho, como o chefe vai saber? Se eu não reclamar para o vizinho que ele está jogando o lixo no lugar errado, como é que ele vai aprender a jogar no lugar certo? 

E se eu parar de reclamar, sobre o que eu vou escrever nesse blog? 

Vamos continuar reclamando, por favor. Só do frio em Londres que não vale, ok? : )


1 mês


Completei um mês de 'vida nova' e, apesar de ser ainda tudo muito novo, resolvi fazer um balanço. Ainda estou me adaptando a nova rotina e tentando ser o mais produtiva possível. Mas acho que a minha maior descoberta nesse último mês é que sofro de uma doença - que eu mesma diagnostiquei - chamada 'Síndrome do Assalariado'.

Eu acho que a maioria das pessoas da minha geração e com a mesma situação econômica (#classemédiasofre) devem sofrer dessa síndrome, mas nem sabem disso. Você só descobre quando tenta uma vida profissional 'alternativa', digamos assim.

O sintoma mais óbvio da Síndrome do Assalariado é a culpa. Culpa na hora que o despertador do seu parceiro toca e ele tem que ir pro escritório, enquanto você calmamente liga a televisão pra ver o jornal da manhã e toma café sentado no sofá. Culpa de ter todo o tempo do mundo pra fazer o que você quer, dentro dos seus prazos, mas sem saber por onde começar porque não tem um chefe te atazanando por email. E, claro, a maior das culpas: a culpa de sair pra tomar um café fora (porque você não aguenta mais ficar sozinho) e saber que, na verdade, quem está pagando o café é o seu parceiro, já que você está seguindo seus sonhos.

O engraçado é que ninguém joga a culpa em você. É você mesmo que cria. A culpa de não ter a carteira assinada é uma coisa que eu jamais achei que me incomodaria, mas incomoda. A minha geração foi pra escola e aprendeu que é preciso se formar e arrumar um bom emprego, pra ter uma vida estável. Eu fiz tudo isso, e agora joguei a estabilidade pela janela pra encontrar uma outra alternativa. Mas a culpa fica no meu ombro, mesmo quando eu estou produzindo e trabalhando e fazendo o que eu falei que ia fazer quando tivesse essa vida nova.

Eu estou vendo inúmeras vantagens em levar minha vida assim, mas acho importante falar das coisas ruins também. Ninguém gosta de compartilhar os baixos, mas a verdade é que eles são perigosos, e podem estragar todos os planos.

Mas vou terminar esse post com uma coisa boa: com o link de um artigo que eu publiquei no site The Pool, sobre sexismo. É a primeira vez que escrevo algo assim, fora das minhas especialidades. E, o melhor, é que fui paga pra isso! Aqui está: https://www.the-pool.com/news-views/politics/2016/12/brazil-s-dilma-rousseff-is-facing-sexism-as-well-as-possible-impeachment

Shiteastern

Eu sou uma apaixonada pelo bairro onde moro, como já declarei diversas vezes, mas se tem uma coisa que as vezes me faz pensar em me mudar daqui é o fato de dependermos do serviço de trem da Southeastern (acho que já deu pra entender o título desse post, né?).

Sim sim sim, o transporte público em Londres é muito bom e torço pra que nunca mais eu precise ter uma carro pra ir e voltar do trabalho. Mas infelizmente a rede ferroviária não é administrada pelo TfL (Transport for London, que cuida do metrô e ônibus), e os usuários dos serviços de trem em Londres ficam a mercê do monopólio de empresas que ganham permissão para operar numa certa área do país. Isso sem contar que usar o trem custa mais caro do que o metrô, mas né, uma reclamação de cada vez, deixa essa pra lá. 

Mas, burocracias a parte, o serviço prestado pela Southeastern tem piorado nos últimos anos. Os trens atrasados e cancelados por motivos imbecis costumavam ser uma casualidade - coisa de uma ou duas vezes por mês. Aí passou a acontecer com mais frequência, até chegar no ponto em que todo dia tem algum problema. 

E os motivos.. ah, os motivos! Folhas nos trilhos (JURO), trem quebrado, falta de funcionários e por aí vai. Eles tem até a cara de pau de falar que o trem tal está atrasado devido a atrasos que aconteceram mais cedo. JURO. 

Recentemente o problema dos trens tem ganhado um pouco mais de atenção da mídia (a Southeastern não é a única a tratar seus clientes como grandes imbecis). Afinal, como pode ser que um serviço tão caro (e que todo ano fica mais caro) seja tão xexelento? Além dos atrasos e cancelamentos os trens são velhos, sujos e não tem vagões suficiente para a demanda. É um deus nos acuda.

Mas (sim sim, tem um lado positivo!) pelo menos nós pobre coitados clientes da ShitOPS Southeastern podemos lamentar até não poder mais no Twitter. O Twitter tornou-se o principal canal para todo mundo meter a boca e também se informar sobre o que tá acontecendo. E também dar risada com o perfil-paródia @Se_Tranes (o perfil oficial da Southeastern é @Se_Railway e o perfil de paródia antes era @Se_Raleway - pegou, pegou? - mas por causa de uma denúncia 'anônima' ele foi tirado do ar e voltou como @Se_Tranes).

O @Se_Tranes é o melhor consolo quando estamos lá na estação em meio ao caos. Além de zombarem da incompetência da Southeastern, eles também respondem as pessoas que reclamam pro perfil oficial. É realmente hilário. Alguns dos meus tweets preferidos:











E temos também os tweets dos amigos usuários - olha, pelo menos a Southeastern serve pra isso, une as pessoas em torno do mesmo ódio:









Eu poderia postar centenas e centenas de tweets, mas deu pra entender né? Domingo a noite, além da deprê básica da semana de trabalho que vem pela frente, a gente já pensa 'certeza que amanhã de manhã vai ter trem atrasado...'