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Robertsbridge circular


Dessa vez a viagem de trem para o ponto inicial da trilha levou cerca de uma hora e meia, o que é bastante comparando com a média de 45, 50 minutos. É um tempo que me faz pensar que eu poderia muito bem estar na cama, mas estou sentada olhando a paisagem passar rápido, tão rápido que nem consigo ler o nome da estações por onde o trem passa sem parar. De qualquer forma, é tarde demais para qualquer arrependimento - se for para desistir, que seja no segundo que toca o despertador (o que já aconteceu, mais de uma vez).

Já havia passado mais de um mês desde a última trilha, então eu estava feliz de finalmente calçar as botas, encher a mochila de água e comida e caminhar os quilômetros que fossem para chegar no ponto final. Nesse caso, o ponto final era o mesmo do inicial, as maravilhas de uma trilha circular.

Ainda que a vontade de ir pro mato estivesse a flor da pele, a preguiça influenciou o percurso: em vez de ir para Wendover a partir da estação de Marylebone, achei a trilha Roberstbridge circular um dia antes, que nos permitiria pegar o trem em London Bridge. Muito mais fácil, garantindo pelo menos 30 minutos extras na cama.

Nossas caminhadas pelo interior da Inglaterra são repletas de rituais, adquiridos ao longo desses três anos desde que começamos a fazer hiking com frequência. O ritual da manhã inclui chegar na estação cerca de uma hora antes do trem partir. A primeira coisa é providenciar as passagens de trem. A segunda coisa é comprar comida para o dia (em London Bridge, isso é feito no M&S). Coisa fácil de carregar: wraps, saladas prontas, frutas, algum doce. E depois, finalmente, tomar o café da manhã. O café da manhã pré hiking é um ritual dentro do ritual: vamos no Leon (não no que fica dentro da estação, que tem um atendimento péssimo, mas o que está do outro lado da rua, sempre vazio e muito maior), comemos nossos sanduíches de avocado com queijo haloumi e tomamos nossos skinny lattes. Faltando 15 minutos pra saída do trem, começamos a ir devagar para a plataforma.

Invariavelmente outros hikers embarcam no mesmo trem. Alguns saltam antes, a gente fica curioso pra saber que trilha eles vão fazer. Quando saltam com a gente, nos perguntamos se os encontraremos ao longo da nossa trilha ou talvez no trem de volta. Isso é coisa rara. Dessa vez, porém, uma moça que carregava uma edição do livro Country Walks saltou na mesma estação - Robertsbridge - mas logo acelerou. Curiosamente, encontramos com ela lá pela metade da trilha, mas  ela acelerou de novo. Não a vimos no trem de volta - deve ter conseguido embarcar no trem anterior.

Estávamos um pouco enferrujados por causa do "mais de mês sem hiking". Martin sincronizou seu relógio Suunto, abriu o mapa no celular. Eu abri as instruções no meu. E seguimos. Há alguns meses o hiking passou a ser coisa nossa, em vez de algo que fazemos com os amigos. Paramos de chamar outras pessoas para nos acompanharem, e acabamos arrumando desculpas quando somos chamados para acompanhar grupos grandes. Acho que família de dois, sem filhos, é meio assim - pelo menos nós dois somos - anti social. Quando a gente se toca que alguma coisa "'é nossa", a gente cria uma bolha em volta dessa coisa. Era assim com a corrida.

Apesar do dia de sol, o caminho estava enlameado, por causa da chuva constante nos dias anteriores. Eu não me importo com a lama. Gosto de afundar a bota nela pra provar pra mim mesma que ela valeu o investimento. Que a minha bota é boa, impermeável. Quando mais suja, melhor. O problema da lama é que ela vai acumulando e secando na sola e nas laterais, deixando a passada mais pesada, cansando a perna com mais intensidade.

Encontramos pouca gente pelo caminho, o que é atípico. Mais tarde, depois do almoço, quando passamos pelo Bodiam Castle, entendemos que todo mundo estava lá. Até o estacionamento estava lotado. Mas logo o castelo e a multidão ficou pra trás e seguimos sozinhos pelas folhas, pela lama, pelo campo.

Pela primeira vez, passamos por um milharal ainda por ser colhido. Não sabia que a planta do milho era alta desse jeito - da altura do Martin. Também passamos por uma plantação imensa de maçãs - quase todas já colhidas, muitas outras no chão, apodrecendo lindamente, um cheiro maravilhoso que me lembrou cidra. Não pegamos nenhuma maçã - mas pegamos dois milhos. Desculpa, agricultores. Somos seres humanos falhos mesmo. Se serve de argumento, eu nunca havia colhido um milho (não cozinhamos ainda, não sei se estava "no ponto"). As vezes eu brinco com o meu pai: ele saiu do meio do mato, de uma infância com vaca de estimação. E eu fico buscando essa vida rural nas trilhas. Me encanto com as ovelhas, com as plantações.

O trem de volta era de hora em hora, e chegamos na estação 10 minutos atrasados. Ou 50 minutos adiantados. Decidimos sentar em um pub ali ao lado, para tomar uma café, e o abismo entre Londres e countryside se fez presente: o atendente não sabia o que era um latte. Pedimos então coffee with milk e fomos servidos com um café preto instantâneo e uma jarrinha de leite frio. dessas que eles usam pra botar no chá. Tomei um pouco por educação, mas o meu lado cidade falou mais alto. Eu preciso de um latte.

O que me leva ao ritual do retorno: o latte no Leon assim que desembarcamos em London Bridge, antes de pegarmos o trem pra nossa casa. No Leon com atendimento péssimo mesmo, porque a essa altura do campeonato não sobra mais energia pra atravessar a rua.

Oi, 2018!


Assim como o Natal, o ano novo foi bem tranquilo e em companhia de grandes amigos. Comemos, conversamos, brindamos, vimos os fogos na televisão (lembrando que ano passado a gente viu os fogos ao vivo, lá na frente da London Eye! Experiência que recomendo muito pra quem mora aqui, pra fazer pelo menos uma vez), e às 2 da manhã estávamos de volta em casa, prontos pra dormir.

Eu gosto muito da passagem de ano e de toda essa atmosfera otimista (por mais que o mundo esteja uma bela bosta e as perspectivas para 2018 sejam desanimadoras). Pessoas traçando metas, fazendo listas, largando hábitos antigos e tentando incorporar novos hábitos. Detesto os chatos que falam que 'você tem que mudar, não o ano'. Eta povo estraga festa!

Não sou de fazer grandes planos pro novo ano. Não sou de fazer grandes planos nunca, na verdade. Gosto de pensar em metas bem simples, acho que pelo simples fato de eu não ser uma pessoas ambiciosa. Pra vocês terem uma ideia, algumas das minhas metas para 2018: parar de colocar açúcar no café (já comecei dia 29/12 e continuo firme e forte), cortar refrigerante da minha vida de uma vez por todas (eu não compro pra ter em casa, mas sempre acabo pedindo quando vamos comer fora e eu não quero nada alcoólico), parar de carregar bolsa grande cheia de tralha (também já comecei em 2017), trocar o colchão e mandar pintar o apartamento (esse tem grandes chances de não acontecer, me dá uma gastura só de pensar na pentelhação que é ter a casa pintada).

Ah, também perguntei pro Martin se ele topava tirar uma 'selfie' por dia, nós dois juntos, e ele topou. Então esse é nosso projetinho juntos.

E vocês, traçam metas pro ano novo?

3 semanas


O Martin viajou a trabalho por 3 semanas (já faz quase uma semana que voltou). Não consigo me lembrar de nenhuma outra ocasião que a gente tenha ficado separado por tanto tempo.

Eu fiquei sim com muita saudade. Mas, como comentei com uma amiga, não foi de todo ruim. Calma! Não decidi que quero morar em casas separadas : ) foi apenas um tempo bom para fazer uma reflexão e me dar conta que eu sou eu sem ele. Deu pra entender?

O negócio é que quando a gente está há tanto tempo junto com alguém (e acho que no caso de famílias sem filhos isso acaba ficando mais forte), a gente meio que vira 2 em 1. No nosso caso, "Helô e Martin". Sacam? Parece que é uma personalidade só, um gosto só. E sim, claro que um influencia o outro: eu absorvi muito do jeito Martin de ser e vice versa (isso tem lado bom e lado ruim, mas agora não vem ao caso), e a gente meio que acaba se acostumando. Por isso, quando ele ficou esse tempo fora, eu acabei percebendo que ainda sou eu sem ele. Tô filosofando demais?

Pode parecer coisa pequena, mas eu me virei pra fazer as refeições. Eu NUNCA cozinho. Assim como ele NUNCA bota roupa pra lavar. Bom, eu precisei cozinhar, afinal não há orçamento que aguente comer fora todos os dias. E ele precisou lavar as roupas, afinal não tinha cuecas suficientes para 3 semanas : )

Claro que é maravilhoso "funcionar"como um casal. Acho que a partir do momento que essa engrenagem enguiça, a gente precisa repensar se vale a pena estar juntos. Mas é também muito gratificante saber que ainda funcionamos sozinhos. Quem sabe da próxima eu até arrisco fazer um bolo? (eu pensei em fazer dessa vez mas me dei conta de que não sei mexer na batedeira profissa dele)

A terceira vez

Uma vez uma amiga disse pra mim que leu em algum lugar (super confiável essa fonte hein?) que, em média, uma mulher muda de profissão três vezes. Lá vou eu fazer parte das estatísticas e mergulhar na minha terceira mudança.

Hoje é meu último dia de trabalho na empresa onde estou há seis anos. SEIS! Lembro da emoção que foi ser chamada para a entrevista, e de lá pra cá aconteceram tantas mudanças - de cargo, de escritório, de chefe, de responsabilidades - que não posso dizer que tive sequer um momento entediante no escritório.

Decidir sair não foi fácil. Estou há um ano pensando nisso e tentando chegar a uma conclusão sensata. Mas teve uma coisa que me deu o empurrão final: o medo do arrependimento no futuro.

Essa nova fase será dedicada ao que até então era meu 'sideline project', como chamam aqui: o blog de viagens, o guia, e tantas outras ideias atreladas a eles. Eu decidi, finalmente, parar de trabalhar nas minhas horas livres pra ter minha horas livres de volta. Faz sentido?

Uma coisa muito, mas muito importante: o apoio do Martin. Eu acho imprescindível falar isso, porque vejo muita gente espalhando por aí que a gente tem que correr atrás dos sonhos de qualquer jeito. A essa altura do campeonato vocês já devem saber que eu sou realista, e não acho que é bem assim. Ter sonho é bom, mas pagar as contas e poder se bancar vem em primeiro lugar pra mim. Eu não teria a oportunidade de fazer essa tentativa se eu não tivesse o Martin segurando as pontas. E agora, meu sonho é construir algo tão bom a ponto de eu poder segurar as pontas pra ele. Quem sabe né?

Se der certo, ótimo. Se não der, eu parto para uma quarta mudança.

(nem preciso falar que vou continuar fazendo muita propagando do meu Guia de Londres, né? agora ele não é mas meu hobby, ele é meu ganha pão oficial)

10 anos

Sabe quando os casais recém casados ou que estão para casar falam que o melhor conselho que já ouviram é que não se deve ir dormir brigado?

É mentira.

O meu conselho para se ter um casamento duradouro é: vá dormir e resolva depois. Amanhã a raiva terá diminuído e a vontade de dar um chute no saco do seu marido ou um soco no nariz será bem menor. Digo com propriedade, afinal hoje, 01/10/2015, completo 10 anos de casamento com o Martin.

Pra quem chegou nesse blog há menos de 10 anos, clique aqui e aqui para ver algumas fotos do nosso casamento, que foi o maior festão que esse Brasil já viu (mentira). Eu acho que a gente tá melhor agora, se você acha que não por favor não me fale.

10 anos... 10 anos!


Família tem começo?

Tem uma expressão em inglês que me incomoda demais. 'Start a family'. Começar uma família - eu sei que isso existe em português também, mas não lembro de ser algo falado com tanta frequência como é aqui, significando que o casal quer ter (ou vai ter) filhos.

Sim, sim, sim, podem virar os olhinhos porque esse post é de reclamação.

Pode parecer coisa pouca pra você, mas pra mim significa muito. Esse tipo de 'banalidade', que tá tão enfiado no nosso dia a dia que a gente acha que não faz mal nenhum, pra mim são os piores. Porque, porra, desde quando você precisa ter filho pra ter uma família?

Aqui a turma costuma falar muito coisas do tipo: 'ah, eles estão procurando uma casa maior porque querem começar uma família' ou 'acho que eles não vão esperar muito pra começar uma família'. Amigos, novidade: eles já são uma família.

Odeio tanto, mas tanto, quando alguém anuncia gravidez falando 'agora não seremos um casal, e sim uma família'. Só se for a familia da propaganda de margarina né, que está longe de ser o ideal de vida de muita gente.

Eu sei que essa discussão de família vai ainda mais longe, e por isso mesmo que acho que é preciso sim falar de coisas que aparentemente não prejudicam nossa vida classe média.

Isso sem falar que família é uma continuidade - com filho, sem filho, com papel assinado ou escova de dente juntada, sob o mesmo teto ou casas separadas, de uma pessoa só, de três, de quinze, que seja. Eu não comecei uma família com o Martin, eu expandi a minha família 'nuclear', digamos assim. Mas vocês entenderam.

Liberem a família!

Era uma vez uma linha de trem...

...que me levava da porta da minha casa até o local onde eu trabalho.

Eu pegava o trem e ia sentadinha, lendo o meu livro e me atualizando no Instagram e Twitter, até chegar lá. Sem me preocupar com baldeação e quase sempre em companhia das mesmas pessoas.

Mas como alegria de assalariado dura pouco, essa linha de trem foi cancelada. CANCELARAM o meu trem! Eu já sabia que isso ia acontecer, estavam avisando há muito tempo, mas eu preferi ignorar os avisos até o dia em que eu acordei e me dei conta de que precisava buscar uma nova alternativa para ir e voltar do trabalho.

Opções existem, eu sobrevivi, e tudo continua igual. Com duas exceções: minha leitura que é interrompida quando eu preciso trocar do ônibus pro metrô ou do trem (outra linha de trem) pro metrô, e o meu caminho de volta pra casa que é agora é feito com a companhia do Martin.


Porque com toda pequena tristeza sempre deveria vir uma grande alegria!

O dia em que Freddie me fez chorar (e desculpem-me pelo uhu)

Eu sou dessas pessoas sem coração que não choram em situações fictícias, como no cinema ou lendo um livro. Sei que tem gente que chora ao ver uma obra de arte no museu, mas por mais emocionada que eu fique em qualquer um desses casos, nunca choro.

Até agora.





Ontem fomos no show do Queen. Roger Taylor e Brian May estavam lá, e nos vocais um cantor que eu nunca tinha ouvido falar: Adam Lambert. O que eu queria era ouvir as músicas que amo sendo tocadas ao vivo, e só.

Mas foi muito, muito melhor do que eu esperava. Martin também achou, segundo ele foi o melhor show que já fomos (ok, não somos os maiores frequentadores de shows tampouco manjamos tudo de música, mas adoramos música dos anos 80 e 90). E eu concordo. Adam Lambert é divertido, carismático, excêntrico e canta pra caramba - ele não está lá pra substiuir Freddie Mercury e sim para homenageá-lo. Segurou o show super bem, e ao mesmo tempo deixa bem claro o seu estilo.

Destaques: Brian May cantando acústico, Roger Taylor em uma disputa de bateria com seu filho Rufus Taylor (sim, pai e filho bateristas, tocando juntos, o show inteiro), e Freddie Mercury no telão participando de Love of My Life (vídeo acima, motivo do choro) e Bohemian Rhapsody.



A photo posted by Helô Righetto (@helorighetto) on


O Queen tem tantas músicas icônicas que precisaria de 3 dias ininterruptos de show, mas a seleção foi muito boa. Mas pra mim, faltou tocar Don't Stop Me Now. Fora isso, foi um show perfeito. Tão bom que só falamos disso o dia inteiro hoje, e a lembrança vai ficar na minha cabeça por muito, muito tempo!

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Fiz uns videozinhos vez ou outra, peço desculpas pelos gritos de UHUUUUU e pelo assassinato da música quando eu tentei cantar. Com a barulheira eu não achava que minha voz seria gravada!

Como Freddie Mercury faz falta! Parece mentira ele ter ido embora tão cedo. Gênio.









O You Tube está cheio de vídeos, muito melhores que esse! Basta procurar 'Queen + Adam Lambert at the O2'.

Feliz 2015!

Ao contrário da noite de Natal, nossa véspera de ano novo foi bem tranquila. Um dia paradão, a única coisa diferente que fizemos foi sair de casa pouco depois das 11 da noite. Fomos até o centrinho do nosso bairro, mais precisamente na beira do rio, da onde é possível avistar a London Eye (de longe, mas dá!).

Não sabíamos que esse era um 'point' e foi uma surpresa chegar lá e encontrar tanta gente. Mas achamos um cantinho e esperamos dar meia noite. E foi assim nosso réveillon, sem festa, só nós dois. Tranquilo, como quero que seja 2015!

Aproveito para desejar um ano maravilhoso pra todo mundo que vem aqui ler minhas divagações, entra ano, sai ano. E se algum dos meus leitores foi um dos sortudos ganhadores da mega sena da virada, não esqueça dessa humilde blogeira ; )

(sugestão de uso para seus milhões: comprar uns mil exemplares do meu Guia de Londres, que foi publicado semana passada! Que tal?)

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6 anos londrinos

O tempo passa, o tempo voa...


100 dias, 100 segundos

Continuando com a tarefa de filmar 1 segundo por dia, aqui está a compilação de 100 dias (completados ontem). Tá ficando tão legal!



O Martin tambem fez a compilação dele (ele começou 1 dia depois de mim, portanto completou os 100 dias hoje), aqui está:



Rumo aos 365 dias!

Não tenho tempo

'Tô sem tempo', 'não tenho tempo', 'tá super corrido': eu nunca achei que ia falar uma dessas frases (pois é, mordi a língua), mas ultimamente eu não tenho visto o tempo passar. Fico imaginando como fazem as pessoas que tem filhos. Sério, como vocês fazem?

Não tô querendo fazer drama, acho que a vida de todos meus amigos é assim. Mas só esse ano que me dei conta que qualquer coisa 'extra' que eu queira fazer acaba atrapalhando minha escala. Sempre tem algo que sai prejudicado: o blog (esse ou o Aprendiz), a alimentação, a diversão, a casa.

Foi-se o tempo que eu deixava a casa arrumada. Hoje em dia tem sempre algo zoneado, ou uma tonelada de roupa de lavar, ou roupa secando no varal há uma semana. 

Depois que resolvemos voltar a correr, a coisa ficou ainda pior: o tempo que eu dedicava 'ao lar' e ao blog foi cortado pela metade. Ainda bem que vou trabalhar de transporte público, só assim consigo manter a leitura.

Só uma coisa resolve. Aliás, duas: megas sena e euro millions. O que vier tá bom.

Heidelberg em 1 minuto

Não é sempre que consigo conciliar viagens a trabalho com lazer, mas dessa vez deu certo! Chegamos em Frankfurt sexta feira a noite e no sábado pegamos um trem rumo a Heidelberg, uma cidade que eu queria conhecer desde 1990 (isso mesmo, mas em outro post eu explico melhor...).

Foi um dia delicioso batendo perna por lá, e voltamos pra Frankfurt sábado a noite esgotados. O Martin usou uma ferramenta do Google pra fazer um video de um minuto que resume bem o nosso dia lá, gostei tanto do resultado que resolvi colocar aqui.:


Agora, domingo a noite, Martin já voltou pra Londres e eu estou aqui me preparando psicologicamente pra encarar mais uma feira amannhã. Mas a ideia de vir um fim de semana antes foi muito boa, espero conseguir repetir mais vezes!

O nosso pub

Quando o dia está quente e ensolorado (como hoje), a gente sempre acaba fazendo a mesma coisa: uma voltinha pelo bairro antes de parar no nosso pub preferido.

Temos até outros pubs um pouquinho mais perto de casa (não que esse seja longe, menos de 10 minutos), mas esse é bem na beira do rio e fica fora da rota turística do bairro.

O ideal é conseguir uma mesa do lado de fora - e quando conseguimos, ficamos lá horas. Pedimos comida, bebida e ficamos vendo o vai e volta dos barcos no rio (no inverno não deixamos de ir lá - mas é claro, ficamos do lado de dentro!).

E nosso domingo foi assim....



Se o calor é grande, a jarra de Pimm's também é

A fila pra pedir bebida

O pub por dentro

52 objetos: semana 32


O que é: álbum de fotos do casamento e da lua de mel em NY

Onde fica: guardado numa mala antiga, que uso como mesa lateral na sala

Por que foi escolhido: nosso casamento foi super pequeno, portanto não teve fotógrafo profissional - juntamos fotos tiradas pela família e amigos pra colocar nesse álbum. Mas as fotos do casório e dos dois dias que passamos na praia logo após não ocupam nem metade do espaço, a maior parte é dedicada a viagem a NY que foi nossa lua de mel! 

E o que mais? Além das fotos guardamos também nesse álbum todos os cartões que ganhamos e mais um monte de lembranças da viagem. Dos cartões de embarque e ingressos de museus até cardápio de restaurante, é praticamente uma agenda de adolescente : ) Ah, e o álbum em si foi comprado lá em NY, se não me falha a memória na Crate&Barrel.

Janeiro acabou e eu nem vi

Bem que eu queria que o ano só comecasse de verdade depois do carnaval. Depois que comecei a trabalhar com o que trabalho hoje, janeiro é o mes mais pancada de todos. Quando vejo, já estamos em fevereiro e 2012 parece muito distante.

Amanha sigo para a primeira viagem do ano com o Martin em vez da minha coleguinha de trabalho - na verdade é mais uma viagem de trabalho mas, como é pra um lugar que nunca fui, resolvi ir antes pra passar o fim de semana com o amore. Ele volta segunda, eu fico até quarta, mas já da outro animo!


52 objetos: semana 18


  • O que é: aliança de casamento
  • Onde fica: na mao esquerda, mas quando estou em casa fica na mesa de cabeceira (nao sei porque, mas assim que chego em casa preciso tirar anel, relógio, corrente,o que seja. Fico agoniada)
  • Por que foi escolhido: aliança pode ser uma coisa um tanto quanto ultrapassada e retrógrada, assim como a instituicao do casamento por si só, mas gosto de usá-la. Acho interessante carregar esse símbolo do casamento comigo pra todo lado, é como se as pessoas já soubessem um pouco sobre mim mesmo sem nem conversar comigo. Claro que o fato de eu ser casada fala pouco sobre a minha personalidade e a maneira que levo minha vida, mas faz parte do conjunto.
  • E o que mais? Eu nao tenho uma história romantica pra contar sobre como decidimos nos casar. Nao rolou "pedido" (aliás, tenho uma opiniao bem crítica quando o assunto é casamento e suas tradicoes, mas já basta os foras que dou ao vivo, prefiro nem entrar nesse assunto aqui) e muito menos um anel de diamantes, como voces podem ver. Decidimos juntos e compramos as alianças juntos, meio que pra marcar nossa decisao. Temos o nome um do outro gravado na alianca, assim como a data do casamento. Acho que é o máximo de romance que rolou nessa história toda de casório!

4 anos

Só pra não passar em branco: hoje completamos 4 anos em Londres.

Estranho que 4 anos é tão pouco, mas o dia não aparece muito claro na minha memória - tenho a sensação de que foi há muito mais tempo. Lembro vagamente da nossa chegada e das semanas seguintes. Era tudo tão novo, tão diferente, que foi informação demais pra minha cabecinha.

Chegamos no hotel (onde ficamos por 1 mês) e depois de abrir as malar fomos dar uma volta. E tiramos fotos. Essas duas fotos, mais precisamente - duas de milhares que hoje abarrotam nossa conta no Picasa.



Que venham mais 4 anos!E o mais importante: que eles sejam tão bons quanto esses 4 que já passaram.

5 de dezembro de 2008

Há exatos 3 anos colocamos nossos pézinhos em terras inglesas e demos, na minha opiniao, o passo mais importante da nossa vida juntos. Nao preciso fazer retrospectiva - o arquivo do blog está aí pra isso - mas queria fazer essa pequena comemoracao. É uma data marcante demais para passar em branco!

Nao sei se foi sorte, ou acaso, ou uma combinacao de perseveranca e trabalho (em dupla), mas o fato é que o universo tem conspirado ao nosso favor aqui em Londres.

imagem via
 Meu coracao por enquanto é daqui. Entao é por aqui que eu vou ficando.


Viagem no tempo: Erasure

Ontem eu estava tuitando loucamente sobre a minha animacao em ir assistir o Erasure ao vivo! Quando o assunto é música, eu sou mesmo muito nostálgica: adoro anos 80/90 (engracado, porque nao tenho a menor saudade de ser crianca ou adolescente, mas as músicas dessa época me marcaram bastante).

Acho difícil a turma da minha idade nao conhecer nenhuma música deles (veja bem, nao estou dizendo gostar, estou dizendo conhecer). Querendo ou nao, voce já ouviu Erasure e se duvidar sabe até o refrao das músicas mais famosas.

Entao fomos ontem, marido e eu (quando a gente faz balada, a balada é boa tá vendo?) para a Roundhouse, aqui perto do meu escritório, assistir a dupla. Que dupla! Incansáveis, performáticos e muito, muito carismáticos. O show estava lotado de trintoes e quarentoes, todo mundo com as letras na ponta da língua.

Eu estava ansiosa pra eles tocarem minhas tres musicas favoritas (Love to Hate You, Oh L'amour e Stop), e eis que elas vieram no bis (aqui entra uma historinha: há um tempo atrás tinha um programa no GNT ou Multishow, nao lembro bem, que entrevistava famosos e perguntava pra eles que músicas tinham marcado a vida deles. Os amigos mandavam sugestoes e eles tinham que adivinhar que amigo mandou e porque a tal música era marcante. Aí eu sempre ficava pensando quais seriam as minhas músicas para o caso do GNT me entrevistar quando eu ficasse famosa. Eis que Oh L'amour, do Erasure, é uma delas. Ah, as adolescentes de coracao partido que repetem músicas incansavelmente...)

Entao, senhoras e senhores, Oh L'amour, by Erasure, live at the Roundhouse - London - 25 de outubro (eu sou ridícula por que fico arrepiada ao ouvir essa música?)

Vale falar que a Roundhouse é uma casa de shows muito bacana, e talvez o show nao tivesse sido tao legal se nao fosse lá. É intimista e low profile, todo mundo fica meio que perto do palco.

Uma maravilha francesa

Olha, antes de tudo preciso dizer que não sou entendida de culinária, muito menos de culinária francesa. Aqui em casa a gente sofre pra conciliar as compras, nunca tem nada pra comer, acho a parte mais difícil de ser adulto e ter que administrar essa coisa de café da manhã, almoço e janta. Minha mãe fazia almoço pra mim e pra minha irmã todo santo dia, é de dar troféu e chamar ela pra morar aqui comigo.

Mas enfim, ao post. Já falei tantas vezes aqui da sorte que é ter dois dos nossos melhores amigos morando logo ali em Paris. Sim, logo ali porque acho que nos vemos mais hoje em dia do que quando morávamos em SP. Então, nada melhor do que ir lá do outro lado do canal e aproveitar a hospitalidade dos amigos, que não apenas fornecem cama e chuveiro, mas sempre esquematizam umas jantinhas das boas.

Nas últimas vezes que os visitamos eles nos apresentaram o queijo raclette, e junto com ele, a racleteira. Funciona assim: esse "grill" vem com umas mini bandejinhas, nas quais você coloca os pedaços de queijo (raclette, de preferência né). Aí, quando está no ponto, meio que borbulhando, é só jogar o queijo sobre um pedaço de pão ou uma batatinha cozida. Fora que na parte de cima da racleteira dá pra esquentar um salaminho ou grelhar um cogumelo.

Foi amor  a primeira vista. Para um casal que fica feliz em jantar sanduba de queijo e pepino dia após dias, a possibilidade de encher a pança de queijo derretido com pão e batata fez nossos olhinhos brilharem. E desde então desejamos ter uma racleteira para chamar de nossa.

Só que a gente nunca comprava a dita cuja, e de tanto falarmos da nossa adoração pela Raclette, os amigos foram lá e pimba: deram uma racleteira pra gente nessa última vez que fui pra Paris, no começo do mês. Gente, isso é que é anfitrião: você vai na casa deles, enche o saco e ainda por cima ganha presente.

De lá pra cá a gente já usou a racleteira duas vezes, sucesso total. Recomendo demais essa delícia francesa e muito, muito engordativa.







Alguém ensina?

Lá na Tok&Stok tinha uma época que a gente mantinha um caderninho de pérolas. Explico: cada vez que alguém do departamento soltava uma frase engraçada, que perdia completamente o sentido fora de contexto, ia pro caderninho de pérolas. Aí tinha dias que a gente lia o caderninho em voz alta e todo mundo chorava de rir, claro!

Lembrei do famigerado caderninho porque volta e meia o Martin solta uma pérola, daquelas bem de marido clichezão sabem? Que dá umas desculpas esfarrapadíssimas pra não colocar a mão na massa quando a casa está um caos? Tem uma clássica, que eu sempre lembro: uma vez pedi pra ele fazer alguma coisa de limpeza em casa e saí. No fim do dia, perguntei - "você não fez aquilo que eu pedi?" e ele responde - "ah, era pra hoje?"

E por aí vai.

Aí hoje. Tipo agorinha. Eu levando roupa pro varal e mais uma vez dando sermão do tipo "você precisa participar mais da limpeza da casa blablabla (nem eu me aguento)..", e ele já se defende:
 - mas eu sempre levo as roupas limpas da máquina pra você colocar no varal!
Ah, e você acha que era essa a pérola. Peraí, melhora (ou piora).
Falei pra ele: "você podia começar a tirar a roupa seca do varal também né?"

Estão preparados pra resposta?

"MAS EU NÃO SEI QUANDO ESTÁ SECO"


EU NÃO SEI QUANDO ESTÁ SECO.

8 anos

Há 8 anos eu achei ele lá no meio da praça de alimentação do Mackenzie. Chamei ele pra vir comigo, e ele, naquele jeito zen que quem o conhece  sabe, pensou "por que não?" e veio junto.

Basicamente é isso, porque na prática entre eu achá-lo e ele topar, foram quase 3 meses de trabalho árduo minha gente.

Só porque nós também somos românticos

A gente também sabe ser nhénhénhé. Mas só as vezes. Tough love, babe, tough love.

Questão de dias

Agora é apenas uma questão de dias! Passamos o fim de semana comprando, limpando e arrumando. Resultado: geladeira e despensa cheias, chão aspirado e roupas lavadas, cortinas novas instaladas e árvore de Natal montada.

Nessa contagem regressiva para a chegada dos meus pais acabei esquecendo que completamos 2 anos morando em Londres no domingo! 2 anos... resolvi olhar meus posts de dezembro de 2008 e nossa, aquelas primeiras impressoes foram mesmo inesquecíveis! O bom é que nao perdi a empolgacao de estar em um lugar novo mas ao mesmo tempo sinto que Londres é mesmo a minha casa. Por enquanto, nada de planos para um retorno ao Brasil.

A saudade nao diminui, mas é bem mais fácil de conviver. Tenho skype, tenho email, tenho twitter: todos esses recursos me fazem sentir muito perto da minha família e dos amigos. E, por último, tenho correio: mandei cartao de Natal pra bastante gente e tenho que admitir que foi uma ótima ideia. Receber as mensagens do pessoal contando cada um a sua reação com a chegada do cartao está sendo demais!

Eu e o Martin temos dois dias cheios pela frente: deixar tudo prono no trabalho e em casa pra seguir pra Paris na quarta feira, onde encontramos meus pais. A partir daí, algumas outras viagens ainda antes do Natal, e para o Martin, voltar ao trabalho mais uma vez. Pra mim? Férias até 2011!

Éramos jovens e tínhamos a pele macia (ops, não o Martin)

Achei essa raridade. A primeira foto que tiramos juntos (ai que emocão): foi o dia das mães de 2003, quando fui conhecer meus sogrinhos pela primeira vez.
A gente muda né? Eu acredito que pra melhor!!!

Saudades dele

Desculpem-me o post nostálgico, mas o Martin encontrou essas fotos - que eu já dava como perdidas - no computador dele do trabalho e como a maioria dos leitores do blog apareceu por aqui depois que nos mudamos para Londres, achei que seria legal vocês virem um pouco do apê que a gente morava lá em SP.

Esse não é o apartamento que comentei aqui há uma semanas (que aliás está vendido!), esse nós compramos com 1 ano de namoro e nos mudamos 1 ano e meio depois, quando ele estava pronto. Ficamos lá de outubro de 2005 a dezembro de 2008. Um apê tão bacana que foi vendido em poucos dias, e quando chegamos em Londres já tinha gente nova morando lá.

Para quem já veio aqui no meu apartamento londrino vai reconhecer muitos móveis! Alguns reformados, mas a maioria tá a mesma coisa! Já compramos algumas coisas aqui também, mas tem alguns que são muito especias e que não vou me desfazer nunca. Apesar de, na prática, esse não ser o primeiro lugar que moramos juntos (Martin parasitou lá no apartamento dos meus pais - sem meus pais que já tinham voltadao para SC - e depois ficamos um ano no cafofo perto da faculdade), é com certeza o que a gente nunca vai esquecer como nosso primeiro lar. Muitas saudades!

O quarto de hóspedes / escritório

E a sala, vista de vários ângulos diferentes. Espero que o novo morador não tenha pintado a porta. Detalhe que a moldura vermelha também ficou lá, pois estava grudada.


Acho que algumas amigas devem ter ficados nostálgicas agora também...

Em transito

Mais um vez em Colonia, cobrindo uma feira - com o meu mini lap top que despreza acentuacao, diga-se de passagem.

Ainda bem que em janeiro consegui conhecer a cidade, porque dessa vez o tempo é mais curto! Cheguei ontem, volto pra casa amanha e o resto da semana devo ficar enfurnada no escritório trabalhando nas reportagens. E ai quando chegar em casa fico enfurnada de novo, porque vai ter cobertura pra revista brasileira também!

Adoro fazer cobertura das feiras, mas to achando bom que essa é a última desse ano.

A boa surpresa foi ter encontrado, sem combinar nem nada, um antigo chefe, que me deu meu primeiro emprego relacionado com design. Quem lembra da minha época de desenhista técnica na Solidor aí em gente?? Bora reler os posts de 2003 a 2005... Eu fui contratada por esse designer para auxiliá-lo na criacao de uma linha de móveis de escritório. Depois que ele terminou, eu acabei sendo contratada pela empresa e lá fiquei por 2 anos e meio. Foi uma coisa meio surreal, porque ao mesmo tempo eu aprendi muito, só que os chefes eram surreais e no final eu já odiava ir trabalhar lá.

Mas engracado que olhando pra trás eu só me lembro dos episódios engracados, como as centenas de boloes que a galera fazia na época de mega sena acumulada ou de como eu usava a plotter para fins pessoais na maior cara de pau. Nao só pra mim, mas para vários amigos da faculdade. Eu era a rainha do AutoCad!

Até o fato de eu acordar as 5 e 45 para ir trabalhar (era na pqp, mais conhecida como Diadema) eu vejo hoje como comico, ao invés de trágico. E como uma coisa lembra a outra, nessa época Martin e eu vivíamos aboletados no quarto do ape que eu dividia com uma amiga da facu, que por sua vez também levou o namorado pra lá.

Mega nostalgia hoje!

London Design Festival

Essa semana estou em função do London Design Festival. Não só estou cobrindo para o trabalho aqui, mas também para algumas revistas e sites no Brasil. Então além de ir nos eventos preciso agilizar várias matérias na hora que chego em casa.

Até agora estou tranquila, mas o bicho vai pegar mais pro fim da semana: preciso deixar tudo prontinho pois na segunda feira viajo pra Bologna, cobrir uma outra feira lá. Estou ansiosa pra conhecer a cidade (apesar do pouquíssimo tempo que ficarei por lá), mas preciso confessar que acho meio pentelho viajar sozinha. Todo o processo da viagem, sabe? Ir até o aeroporto, o vôo, chegar no hotel, depois conhecer a cidade em si, descobrir um restaurante bacana (acho MEGA deprê ir em restaurante sozinha)... poxa, afinal é pra isso que tem marido né?? Pena que a empresa não paga a viagem pra ele também : (
Piazza Maggiore, Bologna

Tá reclamando de que?

O Martin diz que eu ocupo muito espaço no armário e que cada vez que ele vai pegar uma roupa ele tem a impressão que eu joguei as coisas dele "um pouquinho mais pra lá". Ok, atire a primeira pedra quem acha que essa divisão do armário é injusta:
Mas eu sou muito muito legal e dei um jeitinho de arrumar mais espaço para as camisas de trabalho dele (ah essas camisas, um saco!): transformei o projeto de banheiro que tem no nosso quarto (mega estranho: chuveiro e pia. pra que eu quero um segundo banheiro se não tem privada? mas isso é outro post) em um walk in closet para ele! Comprei até um gaveteiro e JURO que não roubei nenhuma gaveta pra mim!
Tudo bem que ele divide espaço com o varal portátil e a tábua de passar roupas. Mas né? É ou não é um closet decente?

Obs.: tem ainda uma super cômoda no quarto, e umas caixas organizadoras espalhadas por aí. Fora os sapatos. Tem sapato guardado em vários lugares! Eu sou a ninja da organização!

F1

A grande maioria das minhas amigas não gostam muito de esportes (falando bem a verdade, não tem nem uminha que goste o tanto que eu gosto), e - talvez eu esteja sendo precipitada aqui - acredito que a maioria delas não sofreu a mesma influência que eu e minha irmã sofremos do meu pai. Olha, acho muito, mas muito bacana mesmo, que meu pai, mesmo nunca tendo um menino em casa, não desistiu e nos tornou em duas sports maniacs.


E juro, já cheguei a ser zoada por que gosto de esportes, acreditam (Ah, e o único menino lá do nosso time do trabalho, falou um dia assim: why would I need another guy here if I can talk football with Helow?) Pois é. Gosto de comprar roupas, bolsas e blushes, mas também gosto demais de saber os resultados do meu time - e xingar o time alheio - e espero ansiosamente pelas próximas Olimpíadas e os mais diversos mundiais.


Entre outros, a Fórmula 1 sempre teve lugar especial. Assistíamos aos treinos e corridas e chegamos a ir em Interlagos (acordamos as 4 da manhã e foi uma farra, me lembro exatamente do dia) nos idos dos anos 90. Porém, nos últimos anos eu andava meio sem vontade de ver as corridas. Até que nos mudamos pra cá.

Eu e o Martin adoramos a transmissão da BBC, e especialmente esse ano estamos manjando TUDO de Fórmula 1! BBC não é fraca não, conhecem tudo e todos e não há ninguém que não dê entrevista para eles. A cobertura começa uma hora antes da largada e é interessantíssima. Isso graças ao trio de apresentadores: o repórter Jake Humphrey, o ex piloto David Coulthard e o Eddie Jordan, que era dono de uma das equipes. Não só eles manjam muito como são engraçadíssimos (os modelitos usados pelo Eddie Jordan são geralmente motivo de chacota).


Tem vários vídeos do trio no You Tube (e oblog do Jake aqui), e eu recomendo muito pra quem gosta!


PS: não vou nem falar da decepção na corrida de hoje...

Mas como vocês fazem quando tem jogo?

Essa é a pergunta que eu mais ouço quando os brasileiros descobrem que eu sou casada com um argentino. É engraçado, porque percebo no olhar de todo mundo que a resposta que eles esperam é essa: "Ah, tem briga feia viu! A gente discute, grita, xinga, fica sem se falar e quem ganha enche o saco de quem perde até fazer chorar. E aí a gente dorme cada um em um quarto e só deus sabe quando vamos fazer as pazes"

Como eu curto muito futebol, realmente é difícil acreditar que a resposta real é essa: combinamos há muitos anos que o ideal é cada um ficar na sua, sem provocação. Porque um dia a gente ganha, mas no outro pode tomar um cacete, certo?

E já que estamos com dias contados para a Copa, achei melhor esclarecer!

Mas agora, não esperem que eu tenha simpatia pelo time argentino ou ele pela seleção brasileira. Engraçado, só porque ele morou no Brasil as pessoas esperam que ele vista a camiseta amarela. Não dá né gente? Imagina se fosse aos 15 anos de idade fosse morar lá, ia vestir a listrada azul e branca? Obviamente não. Time é assim, não tem como começar a gostar, pelo menos pra mim.

Aliás, nem a pau que eu vou simpatizar com a Inglaterra só porque moro aqui. No way! Vou é torcer contra porque eles são uns chatos, ahahaha.

Pra falar a verdade se o Brasil cair fora não torço pra ninguém, vou é querer que todo mundo se exploda!

Namoro a distância

Um pouco mais de Milão

Ufa! Hoje finalmente consegui dar uma passeadinha (bem inha mesmo) pelo centro de Milão. Até agora só tinha saído da rota casa-metrô-feira para encontrar o pessoal do WGSN em um café da manhã e um jantar (em um lugar bem bacaninha, diga-se de passagem).


Dei uma andada ali pelas redondezas do Duomo (linda demais, por sinal!), mas as pernas estavam tão doloridas e a sola do pé tão detonada que mal me aguentei muito tempo. Além do mais, tenho milhares (literalmente) de imagens para enviar para o editor da revista no Brasil e muito texto para escrever.


Mas assim, por cima, gostei muito de Milão e achei a cidade charmosa. Entendi quando li que algumas pessoas consideram São Paulo está para Milão assim como o Rio está para Roma: é preciso gostar e ver a beleza da cidade por trás de fachadas escuras e buzinas no trânsito. E eu, que amo ver detalhes em construções de prédios e adoro tirar fotos de placas (sério, até foto de plaquinha de pub , aquelas que ficam na calçada, eu tiro) estou bem satisfeita com o que Milão tem para oferecer!


Fico aqui até segunda pela manhã, quando embarco em um trem para Rimini! Vou me hospedar em um hotel em frente ao Mar Adriático, mas de novo será tudo muito corrido. E espero que o vulcãozinho do mal deixe eu ir embora na quarta feira! Estou com muitas saudades de casa (eu sei, eu sei, que exagero, mas eu sou assim mesmo) e principalmente do Martin. Muito chato estar em um lugar novo e não ter ele junto!

7 anos


Koln

Chegamos em Colonia! Tudo bem que o vôo atrasou mais tempo do que levou pra chegar aqui (valeu Easy Jet!), mas cá estamos!

Amanhã, inversão de papéis na família Righetto Descalzi: mamãe vai trabalhar e papai vai passear (kept man!!!).

Ah, preciso falar que estar aqui me deixou um pouco emocionada. Não sei se vocês sabem, mas minha família materna é de origem alemã (minha mãe foi criada falando alemão). Claro, por eu não ter o sobrenome (que seria Goecks, minha mãe tirou no casamento e eu e minha irmã fomos registradas apenas com o sobrenome italiano do meu pai), não é óbvio, mas aqui estou, antes até de visitar a Itália! Quero tirar várias fotos para principalmente mostrar para meus avós!

Let`s go shopping

Eu sei, podem me chamar de fresca, mas não sou de ficar esperando a liquidação para comprar roupas. Eu vou comprando durante o ano, e apesar de saber que tenho muita coisa, eu uso tudo. Óbvio que adoraria ser mais paciente e controlada, pra conseguir esperar a época das liquidações, mas não dá. Fora isso, acho que as lojas perdem todo "encanto" nessa época: tudo amontoado, mulherada no desespero, fila do caixa gigantesca; tem que ficar catando alguma peça legal, que seja no número certo, no meio daquele monte de coisas...

Maaaas, hoje foi o primeiro dia das liquidações aqui em London town, e precisei levar o Martin pra dar um up no guarda roupa dele. Nesse quesito, nós somos completamente opostos: ele não curte comprar roupa, e tem um gosto muito particular. Além do mais, a gente sempre fica um pouco frustrado quando sai pra comprar algo pra ele: é muito, mas muito difícil, achar o tamanho perfeito. Sempre fica curto, seja camisa, calça, blazer, camiseta. É complicado achar algo que caia perfeitamente no meu marido gigantinho.

Então que lá fomos nós enfrentar a multidão na Regent St., e após a batalha de achar camisas/calças no tamanho certo e encarar a fila do caixa, marido ganhou umas peças novas pra complementar seu super closet. Ufa! Cansativo, mas agora meu menino vai curtir suas roupitchas novas! Até a próxima liquidação...

Bons Ares

Ontem fiquei lendo uns blogs de uns brasileiros que moram na terrinha do Martin e meu deu uma mega saudade de Buenos. Como gosto daquela cidade, foi amor a primeira vista! Claro, sou suspeita, afinal o marido é de lá, então o coração fica assim balançado!

Fizemos duas viagens juntos pra lá, e a última já tem um certo tempo (em 2007). O chato é que não temos a menor idéia de quando conseguiremos voltar, então fico aqui nostálgica...

Update: fiz um post sobre uns cartazes que retratam os bairros portenhos, está aqui ó, eu escrevo como colaboradora nesse blog de design!

Walking

Marido tirou um day off hoje também (eu tô off desde ontem!) e finalmente levei ele pra fazer um dos walks que eu tanto falo. Mais uma vez, foi ótimo! Andamos pela região de Bloomsbury, o nome do walk era Old University Quarters, e passamos por alguns prédios da University of London, ali pertinho da Russel Square (que aliás estava lindíssima, com um tapete de folhas na cor laranja... ah, o outono!).

Vou subir as fotos pra postar aqui, e aí eu aproveito pra falar de dois museus, desconhecidos, incríveis que tivemos a oportunidade de conhecer. Como sempre, esse passeio guiado levou a gente a lugares que jamais descobriríamos sozinhos!!!

O Martin escolheu errado

"Uma pesquisa britanica afirma que o segredo para os homens terem um casamento feliz e duradouro é escolher uma esposa mais inteligente e, no minimo, cinco anos mais jovem."

Tipo, já é pra marcar a data do meu divórcio entao, é isso??

Bodas de que?

Precisou meu cunhado me chamar no messenger e me dar parabéns pra eu lembrar que hoje eu e o Martin fazemos 4 anos de casados! : )

Como pra gente a data mais importante é de quando começamos a namorar (e a partir daí já quase que vivíamos uma vida de casados), acabamos esquecendo completamente! Shame on us!

Feliz cumple

Os cupcakes já estão a caminho...
...porque hoje é aniversário do chef!!!!
Não é porque é meu marido, mas não é bonito demais pra ser verdade??? Quem disse que a única coisa que a Argentina manda pro Brasil é frente fria??? : )

Ajudante

Agorinha mesmo pedi pro Martin me ajudar a dar uma geral na casa, e passei pra ele exatamente 3 tarefas (percebam que são tarefas complicadíssimas):

1. Dobrar a roupa de cama
2. Passar um pano no corredor (vejam bem, da casa toda pedi apenas o corredor)
3. Tirar a escovinha do aspirador de pó

Passados alguns minutos, vi que ele continuava no sofá. Perguntei: "você ainda se lembra do que eu te pedi pra fazer?". E ele: "não. Mas era pra fazer já? Achei que podia ser diluído no fim de semana."

É pra rir né? Já avisei que quando eu voltar a trabalhar, a coisa vai pegar pro lado dele. Mas eu sou realista... Apesar de que umas ameaças não fazem nenhum mal, certo?

Abrindo a mão

Passamos um fim de semana ótimo, arrastei o Martin para alguns eventos do London Design Festival (vocês já leram a matéria que publiquei na sexta? Tá aí do lado direito ===> a primeira de uma série sobre o festival), fomos ao Science Museum (desejo antigo dele) e ainda por cima compramos várias coisas que estávamos querendo e precisando.

Precisando: roupas para o Martin. O inverno tá na cara do gol e fomos abastecer o armário dele, que andava meio capenga. Ainda falta, mas o fato de eu ter conseguido arrastar ele pra uma loja em pleno sábado, já vale muito.

Querendo: enfeites de natal. Como ano passado nosso natal foi bem xexelento, resolvemos que vamos fazer uma ceia decente aqui em casa dessa vez, com direito a árvore e casa decorada.

Querendo 2: livros. Olha, não sei vocês, mas eu sou (muito) mão aberta quando se trata de livros. E o melhor é que não fico com nenhum peso na consciência (tipo que acontece depois que eu compro roupas), adoro minha coleção de livros e fazia já um tempinho que não comprava nenhum (sem contar os de design). Eu escolhi o novo do Nick Hornby (adoro ele, alguém já viu o filme Alta Fidelidade? Livro dele!!), que se chama Juliet, Naked e o da Sophie Kinsella (Twenties Girl), mais bobinho, que preciso de vez em quando (Sophie Kinsella é a autora da série Shopaholic).




E o Martin também escolheu os presentes dele de aniversário: um livro sobre a história de Londres (ele anda viciado nesse assunto) e o novo da Nigella, com umas receitas faceis e ma-ra-vi-lho-sas. Tipo, já intimei ele a inaugurar o livro essa semana!

Insight

Hoje chegou nosso kit da corrida de 10km que faremos daqui há 10 dias (Flavoleta, tá preparada?). Putz, 10km... eu e o Martin temos treinado 5km, e hoje no fim do treino eu disse pra ele:
- Não vai tentar correr o tempo todo hein? Dá uma parada depois dos 5km e vê como você tá se sentindo. Porque não adianta nada a gente correr contra o câncer se você for morrer do coração.
É que eu sou assim paranóica. Pra vocês terem uma idéia, praticamente toda a noite eu dou umas cutucadas nele, só pra ver se ele responde, se tá dormindo direitinho. Cada obssessivo compulsivo com seus problemas!

Apenas imagens

Nada como um friozinho, dia nublado e vento para estrear o casaco novo!
Quem sou eu e quem é o Martin? Tá feia a coisa quando um casal pode ser resumido a dois copos de bebida : )

Rock stars

Estamos aqui eu e o Martin viciados no novo Guitar Hero!

Sábado a noite, a gente é nerd ou o que?

Ah, mas peraê, tá rolando uma caipirinha também, então dá um up hein?

A definição perfeita

Peguei do blog da Djones, que mora lá na terrinha do Martin:

"A Argentina é igual ao Michael Jackson: promete show, vende ingresso e morre em casa"

De volta

Ufa, chegamos! O vôo atrasou e Londres recebeu a gente com chuvinha, frio e céu cinzento. Nada parecido com os dias de calor de 40 graus, céu azul e muito sol, mas mesmo assim estou contentíssima de voltar pra casa!

Adoro viajar, mas a sensação de estar na minha casinha também é boa demais. E a semana pra mim tá só começando, já que amanhã é dia de arrumar a bagunça e na sexta vou trabalhar (freela de novo, graninha sempre bem vinda né?).

Ah, detahe: depois de passar uma semana mexendo no lap top da minha irmã de 8 polegadas, desacostumei com a minha super tela de 17! Parece um computador para gigantes!!!!

Essa semana, prometo fotos e também quero contar nossa primeira experiência na famosa Ryan Air.

Coxando

Depois dos cookies, muffins, cupcakes, empadinhas, bolos e afins, o Martin hoje adicionou mais um item ao seu repertório culinário: coxinha!!!!!!

Olha, ficou bom viu?

How London was Built

Queria saber se é só o meu marido que ama esse programa, que passa no History Channel. Incrível, a concentração é total. Tipo agora há pouco, eu estava falando com meu pai no skype e ele me lançava uns olhares de fúria, porque eu estava atrapalhando.

Acho que vou largar ele em casa qualquer dia assistindo esse programa e levar o cartão de crédito dele pra dar uma volta comigo na Oxford Street!

We hablamos português

Em resposta para um dos comentários no post anterior (a pessoa não deixou nome nem email!!), eu e o Martin nos falamos em português! A gente se conheceu em São Paulo, e ele já morava lá há 7 anos, portanto falava português fluente.

Eu, que antes de conhecê-lo não sabia lhufas de espanhol, aprendi pra caramba só de conviver com a família dele, ouvir as conversas entre minha sogra e meu sogro, meu cunhado, as viagens a Buenos Aires... Mas eu tenho super vergonha de falar, pois como não tive nenhum aprendizado formal, saem vários erros em conjugação de verbos.

Ah, e temos planos de aprender francês, em breve : )

Slumdog

E então ontem a noite fechamos o final de semana com chave de ouro: fomos assistir Slumdog Millionaire ao ar livre, na Somerset House. Pra ficar ainda mais legal, uns minutos antes do filme começar, os atores principais - Dev Patel e Freida Pinto - que assumiram o namoro, apareceram lá pra dar um alô!

E a gente estava até que bem perto. Olha aí embaixo, estávamos a direita deles nessa foto, próximos ao prédio.

E sobre o filme não tem muito o que falar né? Super bom. Agora, eu e o Martin ainda estamos aprendendo a ir nesses eventos ao ar livre. A gente acha que está bem preparado, levamos almofadas, manta e uns petiscos. Que nada. Chega lá, a galera arma um mega pic nic, todo mundo praticamente acampado, um super banquete! A gente fica na invejinha.. : )

Campanha

Bom, como podem perceber, o tag aí ao lado que pedia arrecadações para minha campanha do Race for Life não existe mais. O prazo acabou e por pouquíssimo (3 libras) não atingi meu objetivo. Mas, quem quiser ainda pode doar diretamente para o Cancer research UK nessa página aqui.

Eu vou continuar me envolvendo com essas corridas, principalmente quando for para fins de arrecadação que visem a pesquisa da cura do câncer!

Como estou religiosamente correndo com o Martin (e cada dia aguentando melhor), penso em um futuro próximo participar de corridas mais longas. Quem sabe até uma maratona? ; )

Jogo da vida

Hoje eu e o Martin, passeando pelo mercado de Greenwich, achamos a versão modernizada do famoso Jogo da Vida. Lembram? Aquele que a pessoinha vai dentro de um carrinho, casa, tem um monte filhos, ganha e perde dinheiro, compra imóveis, se aposenta... e no fim ganha aquele que tiver mais dinheiro!

Parece bobagem né, mas passamos uma tarde de preguiça jogando, e foi bem gostoso (eu ganhei!). Uma opção para a super tecnologia do Wii, que anda um pouco abandonado.

Essa loja lá no mercado é especializada em jogos, não só de tabuleiro, mas tem resta um, quebra cabeças, bolas de gude. É uma maravilha, dá vontade de comprar tudo! E o preço é bem justo também! O site: http://www.compendia.co.uk/

Inauguração

Finalmente usamos a super churrasqueira tabajara! Fizemos só umas coxas e sobrecoxas de frango, faltou só o pagode! Poque na laje ja estamos!! : )

Quase romântico

Como o Martin me deu a bicicleta falando que era de aniversário/dia dos namorados/aniversário de casamento/natal e todas as outras datas comemorativas pelo resto do ano, nem achei que ele fosse cogitar me dar um presentinho hoje. Mas não é que num extraordinário ato romântico, eu ganhei um livro?

Eu vi há poucos dias em promoção e comentei com ele que iria comprar, pois estava querendo ler algum título bem light em inglês: "He`s Just Not That Into You" (hahahaha super a ver com o dia dos namorados hein?), que deu origem ao filme estrelado pela Jenifer Aniston, Drew Barrymore entre outros.

Ah, e além disso ele me chamou pra jantar fora, num italiano aqui perto de casa que gostamos muito. Então, aproveitando a bondade e generosidade dele, já comecei a dar umas dicas pro meu presente de aniversário!! Afinal, como meu sábio pai sempre fala: bobo não é quem pede!!

Sexta de sol

Nem eu tô acreditando no sol, calor e céu azul que tá rolando aqui hoje. Quando cheguei da entrevista, fomos pro parque (eu de bici, ele correndo!!) aproveitar cada instante possível.

Então, a entrevista. Nossa, uma clichezada atrás da outra: me conta um pouco sobre você, me fale 3 qualidades e 3 defeitos, onde você quer estar daqui há 3 anos e tudo mais que se pode esperar. Nossa, eu achei que seria um pouco mais interessante, mas pelo visto esse esquema de entrevista não evolui ao longo dos anos e é idêntica em qualquer lugar do mundo.

Até acho que fui bem, mas agora é esperar. Não tô nem muito esperançosa porque meu criativíssimo entrevistador ainda disse que vai falar com muitas pessoas. Enquanto isso, eu continuo aqui, escrevendo, indo pro ballet, andando de bici.... não tão ruim hein? : )

Quintalzão

O Greenwich Park realmente é nosso quintal. Temos aproveitado ele muito (até mesmo quando nevou, fiquei lá, só curtindo!), e hoje , quando o Martin chegou do trabalho, fomos pra lá. Eu de bici, ele correndo. Foi ótimo! A gente se faz compania, vai na boa, curte o fim de tarde... Combinamos de tentar seguir essa rotina pelo menos 2 vezes por semana.

A bici é ótima, mas na subida ainda tô meio fora de forma. E olha que faço ballet (e acredite, é uma aula punk) nas quartas e quintas. Bora endurecer as coxas : ) !!!!!!

6 anos

Tell me why; I love you like I do
Tell me who; can start my heart as much as you
Tell me all your secrets and tell you most of mine
They say nobody is perfect
Well it`s really true this time
I don`t have the answers, I don`t have a prayer
All I have is you, so darling help me understand
What do we do? You can whisper in my ear
Where do we go? Who knows what happens after here
Let`s take each others hands as we jump into the final frontier
Mad about you, baby

Faxina

Só fazendo uma mudança dessa é que a gente vê como tem coisa, muita coisa!! Antes da viagem, dei uma geral em casa e doei um monte de roupas, objetos e afins. Achei que tinha sido o suficiente, mas quando comecei a abrir as caixas aqui, juntei mais umas 5 ou 6 sacolas cheias para doação. Incrível como 2 pessoas conseguem juntar tanta tralha, comprar tantas coisas inúteis... e isso porque moramos em apartamento pequeno!!!

Feliz ano novo

No começo do ano tudo que eu queria era fazer uma pós, ir pra Machu Picchu e colocar sapatilha de ponta. Desses três objetivos, o único que deu certo foi a sapatilha de ponta (o que já me fez muito feliz), mas o ano não poderia terminar de melhor maneira!

Desde que a gente se casou, sempre pensamos em morar fora, pois a empresa que o Martin trabalha está em quase todo o mundo. Mas no dia que ele me ligou (fim de setembro) contando que Londres esperava por nós, eu não imaginava que seria tão rápido. Sabe aquelas coisas que a gente acha que nunca acontece para nós?

Então, estamos aqui, felizes e nos adaptando muito bem, e tudo que eu quero para 2009 é que a gente se sinta em casa, que o Martin continue bem lá no trabalho e que eu também consiga trabalhar. Ah, e quem sabe algumas viagenzinhas por aí, não faria nenhum mal... : )

FELIZ ANO NOVO PRA TODO MUNDO !!!! QUE TENHAM UM 2009 PERFEITO!!!