Quando voltamos da nossa primeira ida a Roma em 2011, eu escrevi um post aqui com o título 'Rome Sweet Rome'. Lembro de ter ficado emocionada de conhecer a cidade - e é claro que fiquei muito feliz de retornar, ainda mais em companhia dos meus pais.
Mas esse retorno me fez perceber como mudei nesses 8 anos. A bagunça de Roma me incomodou, o barulho, o trânsito. E Roma já era assim quando estive lá em 2011. 8 anos para o berço da humanidade não é nada. Mas pra mim, é muito!
Foi interessante perceber que os destinos 'cidade' já não me atraem tanto. Não que eu não soubesse disso, mas essa viagem foi uma espécie de confirmação.
Aí chego em casa e minha nova jaqueta impermeável para fazer hiking está aqui me esperando, e eu só consigo pensar que quero estar no mato esse fim de semana e que se chover não faz mal.
A gente demorou pra se animar a fazer vídeos das viagens, mas agora que descobriu... segura! Lá vai mais um... Esse editado por mim para o canal do Aprendiz de Viajante no YouTube.
Há muitos anos que o Martin abandonou esse barco, quer dizer, esse blog. Mas ultimamente ele anda metido a vlogueiro (influenciado pelo Casey Neistat, o qual ele assiste religiosamente TODOS OS DIAS) quando vamos viajar.
Aqui estão os dois vídeos que ele fez das nossas férias na Sicília (são diferentes do vídeo que postei quando estava lá, aquele fui eu que editei). Ele vive me falando que eu deveria falar durante os vídeos, mas eu não tenho paciência (ainda que tente, por causa da profissão!). Então nossos vídeos, apesar de utilizarmos as mesmas filmagens, ficam completamente diferentes.
Já pensou se depois desses anos todos postando sobre viagens e tentando ganhar dinheiro assim quem fica rico é ele? Tomara!
Uma música que tem na letra a frase 'um sanduíche de salame' não pode ser uma boa música. Mas o que fazer quando ela gruda na cabeça, já que nos acompanhou durante nossa viagem pela Sicília? Pois é, era entrar no carro e partir pro próximo destino que lá vinha ela.
Então hoje, depois de desfazer as malas e ir no supermercado pra repor a geladeira vazia, o sanduíche de salame está no repeat aqui em casa, pra nos lembrar dessas férias maravilhosas.
Estou sonhando e planejando essa viagem para a Sicília desde o comecinho desse ano. Lembro que quando resolvemos tirar duas semanas de férias de verão (algo que nunca fizemos antes), a ideia era ir para Malta também (eu quero muito voltar lá com o Martin, pois fui sozinha em 2014 representando o Aprendiz de Viajante). Mas quando comecei a montar o roteiro percebi que em duas semanas mal daria tempo de conhecer uma delas.
Cefalù
Então, pra variar, escolhemos a Itália. Ah, a Itália. A gente sempre acaba vindo pra cá (o pior é que já estamos pensando nas férias do ano que vem. E adivinhem? Eu quero Itália de novo. Não é muito difícil convencer o Martin quando temos Aperol Spritz e salada caprese em jogo), e sempre nos surpreendemos.
Taormina
Já estamos no dia 6 de uma viagem de 15 dias, e se eu tivesse que voltar pra casa hoje já teria razões suficientes pra voltar. Pode ser o sol de rachar, o mar cristalino, a média de dois Aperol Spritz por dia, a receptividade dos sicilianos, a cerâmica, os cannoli. Ah, os cannoli.
Eu e Martin já estamos aqui pensando na casa que vamos comprar em Cefalù e no boteco de Aperol Spritz que vamos abrir em uma das ruas do centro histórico. Sonhar é preciso!
Esse ano, no fim de fevereiro, eu viajei pela segunda vez representando o Aprendiz de Viajante (a primeira vez foi pra Malta, que eu contei aqui, e todos os posts dessa viagem estão lá no AdV). O destino dessa vez foi a região da Emilia Romagna na Itália, onde estão localizadas Módena e Bolonha.
Foi um fim de semana intenso, pois estávamos (eu e outros blogueiros de diversas partes do mundo) fazendo o 'test drive' do programa 'Discover Ferrari & Pavarotti Land' (leia mais sobre esse programa aqui) para fazer a divulgação no blog. Visitamos fabricantes de aceto balsâmico, queijo parmesão e lambrusco (é, não foi fácil!), e tivemos também a oportunidade de visitar os museus da Ferrari.
Bom, a última parada do tour foi no Museu do Aceto Balsâmico (sim, esse museu existe!), que fica em uma cidadezinha chamada Spilamberto. Era domingo de manhã, e todos os funcionários do museu foram lá pra receber a gente.
Quando estávamos fazendo a degustação dos balsâmicos (gente, provamos uns maravilhosos, envelhecidos até 100 anos!), o prefeito da cidade chegou. O prefeito! Foi lá, pleno domingão, conhecer a turma de blogueiros. Ele falou o quanto estava horando em nos receber em sua cidade, e contou que toda a comunidade estava feliz em saber que estávamos lá pra divulgar Spilamberto. Afinal, a produção de aceto balsâmico passa de geração pra geração, e muitas famílias vivem da região disso.
Eu, que me sinto tão privilegiada quando surgem oportunidades assim, fiquei surpresa. Adorei saber que a minha estadia lá significaria mais do que 'uma viagem na faixa'. Foi muito bacana quando essa ficha caiu. Ainda que seja uma contribuicão pequena, poder ajudar uma região que precisa do turismo é uma das coisas mais bacanas que eu posso fazer através do Aprendiz.
Por isso que eu nunca vou esquecer do prefeito de Spilamberto (Umberto Costantini - gente, ele tem um site, o SpilUmberto.com - não é o máximo?). Ele fez eu me sentir relevante. Grazie, Umberto!
A turma de blogueiros com o prefeito de Spilamberto (no fundo)
Mais uma vez em Milao para a semana do design (tenho a impressao de que já escrevi esse post exatamente desse jeito, nos anos anteriores).
Tenho tanta coisa pra postar: leituras finalizadas, exposicoes visitadas, viagens feitas, planos, divagacoes, listinhas de 'top 5' da vida em Londres, coisas engracadas etc etc etc.
Mas por enquanto nao dá. As coisas acontecem mais rápido no Instagram, Twitter e agora também no SnapChat (siiiiim, eu sei, mais uma, que preguica) onde voces me acham como helorighetto.
Durante as nossas férias na Costa Amalfitana foi preciso muito auto controle pra não voltar com uma mala cheia de peças de cerâmica. Existem várias fábricas (grandes e pequenas) na região e consequentemente centenas de lojinhas por todos os cantos.
Mas, chegando em Sorrento, que foi nossa última parada antes de voltar para Londres, encontramos um outro tipo de artesanato local: marchetaria. Vimos muitos ateliês pelo centro antigo da cidade, todos vendendo peças maravilhosas, especialmente caixinhas e quadros. Entramos em um desses ateliês e de cara eu não consegui tirar os olhos de um quadro que reproduzia a paisagem de Positano (as casas incrustadas no penhasco com o mar a sua frente), onde havíamos estado nos dias anteriores.
O artesão, um senhor muito simpático chamado Michelli, estava por ali e nos mostrou um pouco do processo, que requer um nível de detalhe absurdo. O filho dele gerencia o ateliê e também faz as peças. É um negócio de família mesmo.
Como o Martin estava 'me devendo' um presente de aniversário, compramos o quadro de Positano. Mais um pedaço de parede coberto aqui em casa, com a vantagem de sempre nos lembrar de uma semana incrível nesse pedaço da Itália.
Nossa viagem a 4 para Cinque Terre rendeu milhares de fotos a videozinhos ótimos - mas como sempre os detalhes mais práticos vão virar post lá no Aprendiz de Viajante. Aqui, prefiro colocar os 'melhores momentos', como esse vídeo que é um apanhado geral 'caras e bocas/coisas engraçadas' - com aquele tipo de foto que a gente nunca coloca no Facebook ou Instagram! : )
(Falando em Instagram, quem não me segue lá ou não usa o aplicativo pode ver todas as minhas fotos nesse link aqui ==> instagram.com/helorighetto - dei uma exagerada na quantidade de fotos que postei durante a viagem, mas não deu pra resistir mesmo!)
Acabamos de voltar de uma semana deliciosa de férias - fomos para Cinque Terre na Itália com os amigos. Apesar de essa ter sido nossa quarta viagem juntos (fomos para Liverpool em 2011, Inverness em 2012, Florença em 2013), foi a primeira vez que dividimos um banheiro.
Ficamos hospedados em um Bed&Breakfast ótimo no vilarejo de Monterosso al Mare, e nossos quartos estavam em uma espécie de apartamento, mas tínhamos apenas um banheiro (que não dividíamos com mais ninguém, era apenas nosso). Como a gente já se conhece super bem, frequentamos a casa uns dos outros diversas vezes, não pensamos que isso poderia ser um problema, mas né, ninguém gosta de escovar os dentes com o odor do cocô alheio.
Então levamos dois produtinhos que provaram ser extremamente eficientes! O Poo-Pourri (para espirrar na privada antes) e o Post-Poo Drops da Aesop (para pingar na privada depois). Combinação perfeita! Nossa amizade resistiu a mais esse obstáculo : )
Ah, e esse post nada tem de publicidade - achei que seria de utilidade pública mesmo! Quem se interessou, clique nos links para mais informações e preços.
Estive em Milão essa semana, mais uma vez para cobrir o Salão do Móvel. No primeiro dia que estávamos lá, eu e as colegas pegamos um táxi pra voltar do restaurante para o apartamento e estava tocando essa música, que achei muito bacana.
O mais engraçado foi o breve diálogo entre uma das meninas e o taxista:
"Gostei dessa música. Esse cantor é famoso aqui na Itália?"
(Meu trem de ida/volta do trabalho é meu santuário de leitura. Já me ganhou aí!)
Como falei na foto que postei no Instagram, quem ama a Itália e acha que o trem é o melhor meio de transporte que existe, precisa ler esse livro. Tim Parks é inglês e vive na Itália há mais de 30 anos (Verona), e no livro conta sobre suas viagens (a lazer e a trabalho) pela Itália.
Eu me identifiquei demais, demais, demais. Primeiro, que ele em diversas passagens fala sobre ser um estrangeiro, sobre ter a sensação de que pertence a dois países e como é estranho que as pessoas saibam que ele é estrangeiro antes mesmo de ele abrir a boca.
Segundo que os primeiros capítulos do livro são dedicados as viagens de trem que ele faz quase que diariamente entre Verona e Milão, para trabalhar. Essa rotina dele no trem me fez pensar na minha rotina, nos trens que eu pego todo dia do meu bairro ao centro de Londres. A menira que ele conta os "causos" e as pessoas que conhece, os costumes dos viajantes desse trem... enfim, eu "transportei" para a as minhas viagens de trem e foi uma reflexão sensacional.
Pra melhorar, ele viaja de trem pela Itália de férias, para cidades distantes, pequenas, com estações de trem quase que abandonadas. Coisa que eu quero muito fazer, agora mais do que nunca. Fui viajando com ele por algumas dessas cidades: Lecce, Brindisi, Otranto, Crotone....
Por fim, alguns parágrafos do livro são geniais, enquanto estava lendo marquei alguns porque queria colocar aqui.
"The truth is that every major Italian city rail station (...) is a daily challenge to the middle-class commuter's propensity for denial: will we be able to ignore the spill of humanity leaking into our cosy Italian world from all over the planet? Can we really reassure ourselves that it's none of our business that these men, women and children wrapped in sacking on the pavement are not our neighbours? Most days, I must say, we rise pretty well to the challenge. We have our iPods, our mobiles. We can walk past the starving to the melodies of Beethoven or the bluster of Bruce Springsteen. Perhaps what has most changed since 2005 are the rising tides of the dispossessed, the unemployed and the unemployable, and the ever more sophisticated technology that helps us not engage with them, to get from A to B faster and faster without touching anyhting dirty in between"
No parágrafo acima ele se refere aos imigrantes sem teto e vendedores ambulantes na estação central de Milão, mas achei que podemos aplicar em vários outros locais em várias outras cidades do mundo.
Outras passagens que gostei muito, já no final do livro:
"How I have cursed (...) the times a train of mine was delayed because a passenger was ill or again because someone had committed suicide on the line. How I fumed for the lost of time. What an ungenerous fellow I am. Travelling by train means sharing a common fate; we are on this journey together (...)." "What a beautiful respite a train journey is and a good book, too, and best of all the book on the train, in life and out of it at the same time, before we arrive at Termini and disembark and the book is put down and we must all part and go our separate ways, forever."
Fiquei emocionada quando terminei o livro (Juro! Sei que soa patético, mas é verdade, fazer o que), e a primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi achá-lo no facebook, onde deixei essa mensagem:
"Dear Tim - I have just finished reading Italian Ways (just as my train was approaching my home station in London) and I couldn't help but write you a message to say thank you. This book is absolutely amazing and the final sentences brought tears to my eyes (of joy!). Like you, I'm a foreigner who sometimes don't know where I really belong to, and, like you, I'm a loyal train traveller. Your book got me thinking on how much I take my commute for granted and how the British rail is such a part of this country. I feel like writing a book : ) - I won't though! I visit Italy a few times every year (work and leisure), specially Milan (work), and I will never look at Centrale the same way.
I have always felt like a train journey through Italy is my "dream holiday" and now I'm even more certain of that. Thanks very much - next time I'm in Milan or Bologna having the best latte macchiato in the world or taking a train to the coast I will remember your words.
Thanks for sharing your thoughts.
All the best, Heloisa"
Estive em Bolonha pela primeira vez em 2010, essa já é minha quarta vez aqui (sempre a trabalho), mas acho que foi a primeira que realmente curtir a cidade por umas horas. Resolvi dar uma passeada hoje a tarde (já que só amanha vou visitar a feira ) pra fotografar. E fotografei muito!! Como já conheco os caminhos, dispensei o mapa e fui passeando...
Aqui um pouco do resultado (estava um dia lindo e quente!):
O David de Michelângelo é uma das coisas mais impressionantes que eu já vi na minha vida - eu não tinha ideia do tamanho dele (5,17m) e da perfeição dos detalhes. É uma coisa de louco, você para pra pensar em como alguém pode ter esculpido isso a partir de uma pedra de mármore.
Na teoria, a fotografia é proibida no museu (Accademia), mas demos uma de "maria vai com as outras" e fizemos um registro.
O gigante David é muito, mas muito mais lindo pessoalmente... Definitivamente um dos pontos altos (entre os vários) da nossa viagem a Florença.
Pra quem se interessa em design ou tem curiosidade pra saber o que exatamente eu faco quando viajo a trabalho, aconselho acompanhar o blog que eu e as coleguinhas escrevemos. É que o site onde trabalho é exclusivi para assinantes, mas mantemos também esse blog que é aberto, uma ótima ferramento para mostrarmos um tiquinho do que fazemos para potenciais clientes ou simplesmente o público que curte esse tipo de coisa.
Enfim, durante a feira de Milao escrevemos muitos posts por dia, pra dar conta de usar todo o material que juntamos durante nossa jornada. É um belo de um preview pra quem nao tem acesso a nossa cobertura completa no site.
Nao tem jeito, essa época do ano eu sempre acabo falando da minha peregrinacao anual a Milao aqui no blog. É definitivamente a semana mais importante do ano profissionalmente, a gente nao só fala da feira de Milao enquanto ela acontece, mas também por muitos meses depois (já que lá encontramos tendencias, novos designers e novas marcas) e algumas semanas antes de ela acontecer.
Essa preparacao pra Milao é tao estressante e intensa quanto estar lá cobrindo a feira e os eventos paralelos. É tanta coisa, tanto press release, tanta gente viajando junto que é necessário colocar minha já existente vocacao para control freak em nível máximo.
Checar se todo mundo tem endereco da onde a gente estará, ter certeza de que todo mundo sabe o que tem que fazer e que áreas da cidade vai cobrir, e também já deixar o pós viagem preparado: as pastas onde todo mundo deve baixar as imagens, a maneira que devemos renomear as imagens pra nao dar confusao, criar os links pra reportagem etc etc etc.
Aí que a gente tá nesse gás e já fazemos isso há alguns anos (esse será meu quarto ano de feira de Milao) que a tal atitude blasé em relacao a esse evento é inevitável. É engracado, porque realmente é incrível poder ir lá e ver tudo de perto, algo que sempre sonhei desde que comecei a estudar design - mas uma hora voce se dá conta que o outro lado é tudo, menos glamuroso.
Lembro do quanto eu invejava quem tinha a oportunidade de ir pra Milao nessa época, e quando ouvia a pessoa reclamando de que era pauleira, ficava ainda mais frustrada - po, nao dá pra reclamar! Ver de perto o que muita gente só ve nas revistas e no site? Ter a chance de experimentar em primeira mao os lancamentos de marcar maravilhosas em parceria com designers que sao ícones do século 21?
Mas pois é, nunca estamos satisfeitos. Aí quando alguém agora me fala UAAAAAAAAAUUUUU VOCE VAI PRA MILAO eu nao consigo evitar a cara de "pois é, tenho que ir, é uma trabalheira danada".
Esticamos o feriado de Páscoa e desde quarta feira estamos em Firenze (com passadas por outras cidades da Toscana como Pisa e Siena) - comendo massa, entornando vinho, tomando café, fazendo várias paradas pra um sorvetinho básico e é claro passeando muito e tentando aproveitar ao máximo nossos dias por aqui.
Nao está exatamente um clima primaveril, mas os dias tem sido muito melhores do que a previsao do tempo falava.
Em julho, quando fomos passar meu aniverário em Paris, tivemos a ideia de refazer uma foto do Martin que havia sido tirada em 1982. Essa aqui:
Fim de semana que passou foi a vez de comemorar o aniversário dele, em Veneza. Repetimos a dose do "30 anos depois" com essa foto aqui, que ficou bacana demais:
Esse foi o terceiro ano que cobri o Salone Internazionale del Mobile, mas com certeza foi o mais marcante: não apenas por causa da hospedagem inesquecível, mas pela cobertura - modéstia a parte - profissa que a gente fez. Dessa vez estávamos muito mais preparadas e organizadas, e o resultado já está aparecendo: conseguimos publicar a primeira galeria de imagens no site (pode não parecer, mas subir 1000 imagens com os devidos créditos e organizadas por categorias é um trabalho da porra) hoje, dois dias antes da feira acabar!
Aqui uma foto nossa, já no aeroporto de Malpensa em Milão ansiosas pra voltar pra casa: acabadíssimas, mas com aquela sensação de missão cumprida.
Quem que disse mesmo que mulher não trabalha bem em grupo?
Semana curta (afinal foi feriado aqui pra gente na segunda feira), mas que passou devagar quase parando. No trabalho, esses quatro dias foram focados na preparação pra semana que vem, que é a mais importante do meu setor: semana do design em Milão - o que inclui o Salão Internacional do Móvel e todos os eventos off Salão.
Desde o mês passado recebemos, literalmente, centenas de convites e emails com press releases. Parece tudo muito glamouroso, eu sei, mas pra gente (eu e as 4 colegas de trabalho indo pra lá) é como se preparar pra uma mistura de batalha com maratona.
Tem que ser tudo milimetricamente organizado, dividido, separado. Quem vai onde, quem cobre o que, quem entrevista quem. Só Google Maps e planilhas do excel salvam.
Pra não dizer que não aconteceu nada fora do trabalho, finalmente chegaram as banquetas que comprei há mais de um mês pro balcão que divide a sala e a cozinha!
E, last but not least, o sábado foi dedicado a ela. Passamos o dia em Bath, mas deixo pra ela explicar o porque - e o porque da máscara da Lady Gaga.
É difícil acreditar que exista um lugar assim no mundo. Parece de mentira, de tão lindo, de tão velho, de tão encantador. Veneza roubou meu coração!
Como falei no post anterior, viajei pra lá a trabalho, para uma feira na cidade de Pordenone. Como a feira disponibilizava transporte gratuito do aeroporto de Veneza para o pavilhão, preferi ficar meio que perto do aeroporto, que na verdade fica na cidadezinha vizinha de Veneza, Mestre. E deu muito certo, porque ficar em Mestre é muito mais barato. Com o preço que paguei no hotel Tritone (98 Euros a diária), que é beeeem bacana, super bem localizado (em frente a estação de trem de Mestre e em frente ao ponto do busão que em 10 minutos te deixa em Veneza), eu conseguiria algo bem xexelento em Veneza e até mesmo na própria Pordenone (pesquisei MUITO). Vale lembrar que reservei o hotel há meses, em abril se não me engano (não precisei pagar antecipado, o que é ótimo quando viajo para alguma revista do Brasil, que foi o caso), pelo booking.com. Fica a dica!
Heloisa Righetto, 39 anos, sou paulistana com raízes catarinenses, moro em Londres desde dezembro de 2008 (mas o blog existe desde 2004). Sou designer por formação e trabalho com comunicação. Em agosto de 2018 terminei um mestrado em gênero, mídia e cultura.