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Friends: um intensivo
Ultimamente tenho conhecido umas pessoas ~mais jovens~ que estão destruindo um legado importantíssimo da minha geração: Friends. Essa turma que tem 20 e poucos anos não acompanhou a melhor série que a televisão americana produziu durante toda a existência humana, o que me faz pensar no risco que estamos correndo, de não passarmos adiante as expressões de Friends que incorporamos no nosso dia a dia.(pausa pra falar: sempre que meus pais vem me visitar, meu pai vê que tá passando Friends na tv e fala - vocês ainda assistem essa série?)
Então pensei: "finalmente chegou a hora de eu fazer algo útil com o meu blog". Aqui estão alguns momentos icônicos de Friends, para você meu jovem leitor não fazer cara de paisagem quando numa conversa com a turma pra cima dos 30 alguém falar: "Aaaaah, Unagi" (colocando os dedos médio e indicador na lateral da testa).
Claro, esse é apenas um intesivão com 8 momentos. Aconselho ligar pro seu amigo de 30 e poucos e pedir o box com os DVDs das 10 temporadas emprestados.
Claro, esse é apenas um intesivão com 8 momentos. Aconselho ligar pro seu amigo de 30 e poucos e pedir o box com os DVDs das 10 temporadas emprestados.
Lição 1: How you doin'?
Quem ensina: Joey
Quem ensina: Joey
Lição 2: Unagi (ou então, 'salmon skin roll')
Quem ensina: Ross
Lição 3: THIS IS BRAND NEW INFORMATION!
Quem ensina: Phoebe
Lição 4: My eyes! My eyes!
Quem ensina: Phoebe
Lição 5: Pivot! Pivot!
Quem ensina: Ross
Lição 6: Oh. My. God
Quem ensina: Janice
Lição 7: They don't know that we know they know we know
Quem ensina: Phoebe, Rachel, Monica e Chandler
Lição 8: We were on a break
Quem ensina: Ross
Veja, reveja e passe o conhecimento para frente!
Londres, 1896
"The chief object of the Handbook for London is to enable the traveller so to employ his time, his money, and his energy, that he may derive the greatest possible amount of pleasure and instruction from his visit to the greatest city in the modern world."
É esse o primeiro parágrafo de um livro muito especial, um guia de Londres publicado em 1896. Já seria algo muito especial, mas o que o torna ainda mais legal é que foi um presente enviado por uma amiga com a qual divido muitas afinidades, o amor pelo que é antigo é uma delas.
Ganhar presente é uma delícia, mas pensar que alguém pensou em você em um momento qualquer - sem ser aniversário, Natal ou qualquer data comemorativa - faz o presente ser ainda mais prazeroso.
É muito interessante dar uma lida e notar que, ao mesmo tempo que muita coisa evoluiu, outras tantas são iguais. Por exemplo, se a tabela com horários dos trens parece mesmo que tem mais de cem anos, as dicas para aproveitar melhor a visita a Westminster Abbey podem ser usadas ao pé da letra.
Ah, como seria bom se o correio só trouxesse coisas assim! Ana, muito obrigada!
Londres 2012: recordar é viver
E há exatamente um ano Londres recebia as Olimpíadas. Um ano! Eu sempre gosto de relembrar o que escrevi no blog sobre determinado assunto, então vou aproveitar esse aniversário olímpico pra fazer um "recordar é viver" - e vai que tem alguém novo por aqui que nem viu os posts? ; )Bom, nossa preparação pra ver os jogos começou ainda no início de 2012, com os eventos teste no Parque Olímpico. Dia 25 de fevereiro conhecemos o centro aquático e vimos uma competição de saltos ornamentais, e mais pra frente, em maio, entramos no estádio olímpico para sua inauguração oficial.
Duas semanas antes da cerimônia de abertura, postei algumas fotos mostrando a sinalização especial no metrô: Londres estava pronta pra receber os jogos! A essa altura ainda tinha muita gente desconfiada que alguma coisa sairia errada, todo mundo estava com pé atrás achando que o caos se instalaria em Londres (o que não aconteceu).
Minha estreia como espectadora olímpica foi dia 30 de julho, na arena de vôlei de praia. E logo no dia seguinte fomos a Wembley ver as meninas do futebol - infelizmente perdemos e fiquei tão decepcionada (jogamos MUITO mal) que nem escrevi post.
No dia 4 de agosto, o universo conspirou ao meu favor e por uma feliz coincidência eu estava no local onde o César Cielo e Thiago Pereira dariam uma coletiva de imprensa. Consegui uma credencial (estava filmando com o Canal Londres, o que facilitou muito, claro!) e não apenas vi os dois nadadores muito de perto como fiz amizade com a mãe do César.
Uma das coisas mais legais dessas Olimpíadas foi a turma do twitter. Torcemos juntos, comemoramos juntos, choramos juntos. Eu até ganhei uma supresa maravilhosa de uma amiga de twitter que conhece a Juliana (do vôlei de praia)
Mas o melhor ficou pro final. Dia 11 de agosto foi um dos dias mais emocionantes da minha vida, que vou lembrar pra sempre. Vi as meninas do vôlei levarem a medalha de ouro em uma final sensacional contra os Estados Unidos. Só de escrever isso voltou tudo na minha cabeça e fiquei super emocionada! De arrepiar.
Todos os posts que escrevi sobre Londres 2012 estão aqui - foi ou não foi inesquecível?
52 objetos: semana 44
O que é: xícaras de café e pires de porcelana pintados a mão, que pertenciam a minha vó maternaOnde fica: num dos armários da cozinha
Por que foi escolhido: me lembro que desde pequena, quando ia lá nos meus avós em Joinville, tomava café com leite nessas xícaras. Sempre que a gente chegada de viagem, minha vó botava a mesa do café. Acho que foi lá que devo ter tomado café com leite pela primeira vez.
E o que mais: essas xícaras ja eram antigas quando eu era pequena, e estão super bem conservadas. Calculo que elas tenham uns 40/45 anos. São delicadas: não dá pra colocar na máquina de lavar ou no microondas, então eu não uso muito no dia a dia. Mas são lindas demais, a delicadeza das flores pintadas a mão não tem igual.
52 objetos: semana 32
Onde fica: guardado numa mala antiga, que uso como mesa lateral na sala
Por que foi escolhido: nosso casamento foi super pequeno, portanto não teve fotógrafo profissional - juntamos fotos tiradas pela família e amigos pra colocar nesse álbum. Mas as fotos do casório e dos dois dias que passamos na praia logo após não ocupam nem metade do espaço, a maior parte é dedicada a viagem a NY que foi nossa lua de mel!
E o que mais? Além das fotos guardamos também nesse álbum todos os cartões que ganhamos e mais um monte de lembranças da viagem. Dos cartões de embarque e ingressos de museus até cardápio de restaurante, é praticamente uma agenda de adolescente : ) Ah, e o álbum em si foi comprado lá em NY, se não me falha a memória na Crate&Barrel.
52 objetos: semana 30
O que é: uma caixa de memórias!
Onde fica: em um dos armários que esconde a bagunça, no quarto de hóspedes
Por que foi escolhido: cada vez preciso arrumar um lugar novo pra guardar essas coisas que estão dentro da caixa. Ingressos, cartas, cartões, tickets de metrô de cidades que visitamos, entradas de museus e eventos esportivos, convites de casamento de pessoas especiais, cartões postais recebidos... tem muita coisa aí!
E o que mais: até pouco tempo atrás essa bagunça estava espalhada em umas pastas, mas as pastas estavam estourando de tão cheias. Esvaziei essa caixa de tecido (que é da Muji, lá tem umas caixas organizadoras ótimas!) e coloquei o conteúdo de todas pastas nela. Mas já está cheia, não deve durar muito! Em breve teri que encontrar outra solução. E todas vez que vou "organizar" a caixa fico mexendo nas coisas um tempão, relendo bilhetes e lembrando de viagens e eventos que fui através dessas lembranças.
52 objetos: semana 26
E cheguei na metade do projeto! Nem eu achava que ia continuar firme e forte... Pra comemorar, escolhi um objeto especial, que merece destaque.O que é: folha do jornal A Notícia (de Joinville), do dia 09/03/2003, quando a cidade celebrou seus 151 anos, emoldurada.
Onde fica: Em uma das paredes da sala
Por que foi escolhido: Bom, esse aí na foto do jornal é meu vô materno, o Opi, já falei aqui dele outras vezes (ele morreu há 1 ano, até escrevi aqui no blog). Tudo bem que sou suspeita pra falar, mas o Opi era meio que um personagem de Joinville, diria até que uma figura emblemática da cidade. Ele foi atleta quando jovem (entre outros esportes, se dedicou ao basquete), mas mais tarde abriu uma oficina de conserto de bicicletas - que era bastante conhecida. Eu lembro de ir na oficina quando era pequena, mas quando ficou mais velho ele fechou e passou a trabalhar na garagem de casa, e aos poucos foi diminuindo o ritmo, claro. Quando a cidade fez 151 anos, o jornal A Notícia usou uma foto dele na oficina para fazer uma homenagem, e eu guardei essa folha e um tempo depois mandei enquadrar (ainda quando morava em SP, já tinha esse quadro na parede).
E o que mais? Já que não dá pra ler na foto, vou transcrever o que está escrito no jornal: "Existem coisas que não mudam. Ainda bem. Nestes 151 anos, a Cidade das Flores se transformou na cidade da indústria, da cultura, do esporte e do lazer. E assim, como as flores, a populacão cresceu, multiplicou, triplicou. Hoje somos uma grande cidade, com todas as vantagens e também os problemas que o progresso traz. Mas, ao olhar a velha oficina de bicicletas, ao caminhar pelos jardins e ver as crianças brincando em meio ao colorido das flores, percebemos que, do passado, algo muito bom ficou: a nossa qualidade de vida. Uma homenagem de A Notícia aos 151 anos de Joinville."
52 objetos: semana 23
- O que é: sei que na foto mal dá pra ver o objeto (uma dupla de objetos, aliás) em questão, mas são 2 murais de metal preto, compranos na Tok&;Stok lá por 1996/1997
- Onde fica: hoje eles ficam apoiados no tampo da minha "escrivaninha", lado a lado. Já passaram por muuuitos lugares!
- Por que foi escolhido: Só agora, escrevendo esse post, me toquei há quanto tempo esses murais estão comigo. Compramos pro quarto que eu e minha irmã dividíamos no apartamento que moramos com os meus pais em SP quase a vida toda - voltamos de Recife em 1994 e resolvemos reformar o quarto um tempinho depois. Ele era todo branquinho, por isso decidimos que os murais seriam pretos, pra dar um contraste. Não tenho muita certeza, mas acho que era um da minha irmã, e um meu. Bom, minha irmã foi morar fora, meus pais se mudaram pra SC e assim eles acabaram sendo totalmente meus, e os levei para os meus "lares" seguintes, até eles virem parar aqui. Eu não tenho nenhuma regra pra decidir o que vai pro mural e o que sai - mas geralmente deixo imagens que gosto muito, ingressos e lembretes. Por exemplo, aí na foto você vê dois postais com estampas da Eslováquia, comprados em Bratislava; dois postais com obras do Mucha, comprados em Praga, as fotos do casamento dos meus pais, o postal com uma pintura do Monet, comprado em Viena, ímãs variados (inclusive os ursinhos de pelúcia de NY que eu gosto demais), ingresso pra ver um ballet daqui a umas semanas, e as luzinhas de Natal que ganharam nova função.
- E o que mais? Hoje eu estava aqui olhando a minha casa com atenção pra decidir o que ia pro blog. Os pobres coitados dos murais são tão cheios de coisa que acabam completamente escondidos - você percebe a bagunça que está sobre eles, mas não eles. Super funcionais né? Tem carregado inspirações e memórias há muitos anos!
4 anos
Só pra não passar em branco: hoje completamos 4 anos em Londres.Estranho que 4 anos é tão pouco, mas o dia não aparece muito claro na minha memória - tenho a sensação de que foi há muito mais tempo. Lembro vagamente da nossa chegada e das semanas seguintes. Era tudo tão novo, tão diferente, que foi informação demais pra minha cabecinha.
Chegamos no hotel (onde ficamos por 1 mês) e depois de abrir as malar fomos dar uma volta. E tiramos fotos. Essas duas fotos, mais precisamente - duas de milhares que hoje abarrotam nossa conta no Picasa.
Que venham mais 4 anos!E o mais importante: que eles sejam tão bons quanto esses 4 que já passaram.
52 objetos: semana 11
- O que é: lenço que pertencia a minha vó materna
- Onde fica: amarrado na alça da bolsa, sempre.
- Por que foi escolhido: esse lenço foi um dos vários objetos que herdei da Omi (era assim que chamávamos ela, é uma variação de vó em alemão. Nunca, nunca chamei ela de vó na vida, nem eu nem meus primos - sempre foi Omi). Ela sempre estava usando um lenço no pescoço, eu achava super elegante. Ela tinha uma boa coleção de lenços, e quando ela morreu pedi pra minha mãe pegar alguns pra mim.
- E o que mais? Sempre gostei dos acessórios que a Omi usava - anéis, colares e os lenços, claro! Minha mãe me deu várias coisas, e o lenço é um dos itens preferidos (se eu troco de bolsa, ele vai junto!) - adoro tê-lo sempre comigo. Um tiquinho da elegância da Omi que passou pra mim. : )
52 objetos: semana 9
- O que é: luminária pendente, que tem muuuuitos anos de vida...
- Onde fica: sobre a mesa da sala
- Por que foi escolhido: quando eu fui na casa do Martin pela primeira vez (com 1 mês de namoro, em maio de 2003), essa luminária ficava na cozinha deles. Bati o olho e me apaixonei: é exatamente do estilo que gosto. Anos depois, quando estávamos já com casamento marcado, a mãe dele me perguntou se tinha alguma coisa da casa que eu gostaria de levar pro nosso apartamento. Respondi sem pestanejar: a luminária amarela!
- E o que mais? Antes de morar na cozinha da casa dos pais do Martin em SP, ela morou no quarto do Martin e do irmão lá em Buenos Aires, desde que eles eram pequenos. De certa forma, essa peça sempre esteve na vida dele - agora em seu terceiro país.
Um pouco mais alto
Em julho, quando fomos passar meu aniverário em Paris, tivemos a ideia de refazer uma foto do Martin que havia sido tirada em 1982. Essa aqui:Fim de semana que passou foi a vez de comemorar o aniversário dele, em Veneza. Repetimos a dose do "30 anos depois" com essa foto aqui, que ficou bacana demais:
Até que as coisas não mudam tanto assim...
52 objetos: semana 6
![]() |
| A esquerda, um pedacinho da fábula "O Pequeno Polegar" |
- O que é: o livro de fábulas que meus pais compraram quando eu e minha irmã éramos pequenas, e está comigo hoje (já escrevi sobre ele aqui, meu pai até deixou um comentário contando como comprou)
- Onde fica: na minha mesa de trabalho em casa
- Por que foi escolhido: como já contei naquele post, ele foi meu primeiro livro, e ou minha mãe ou meu pai liam uma das fábulas para nós (eu e minha irmã) na hora de ir dormir. É muito, muito especial.
- E o que mais? Ele ficou anos guardado, e é culpa nossa estar assim todo descuidado. Infelizmente não posso arrancar esses pedaços de fita crepe porque vai destrui-lo mais ainda. Preciso achar alguém que faça um trabalho de restauração de livros, algo bem especializado. Quero que ele dure por muitos e muitos anos, e fique na minha família.
52 objetos: semana 5
- O que é: ursinho de pelúcia (ele tem nome: Pop) de 28 anos de idade (!!)
- Onde fica: na prateleira do meu quarto, junto com os meus livros
- Por que foi escolhido: eu e o Pop temos uma longa história de amor : ) Ganhei ele quando tinha 4 anos, no aniversário de 7 anos da minha irmã, naquela época estávamos morando em Joinville (não lembro quem deu - será que minha irmã lembra?). Foi amor a primeira vista e eu não larguei dele por muitos anos, levava pra tudo quanto era lugar. Se a gente ia viajar, ele ia junto. Ele me lembra a minha infância, jamais vai sair do meu lado!
- E o que mais? O nome veio de 'nascimento', ou melhor, na embalagem dele. O Pop mostra a idade que tem né? Não tem mais o nariz e inclusive já foi costurado pela minha mãe, o pobrezinho tem uma cicatriz no pescoço. Aliás, acho que minha mãe vai adora vê-lo aqui (vocês vão achar ela louca se eu falar que ela pergunta dele as vezes?)
52 objetos,
eu,
família,
Londres 2012: impressões, saudades e o depois
Eu sei que eu falei no post anterior que a série "Londres 2012" tinha acabado. Mas a ressaca pós Olimpíadas ainda não está superada: o twitter anda muito mais calmo, as notícias de esportes já começaram a desaparecer e ninguém mais sabe por onde andam os atletas. Ou seja, eu preciso escrever pra conseguir lidar com essa carência!| 3 Descalzis e 1 Righetto na arena do vôlei de praia |
| No estádio de Wembley, assistindo a seleção feminina tomando uma surra do Team GB |
O caos tão esperado no transporte público não aconteceu. Sim, o metrô teve uns problemas, mas nada teve a ver com as Olimpíadas ou a quantidade de pessoas. Todo mundo chegou ao seu destino, seja indo pro trabalho, pra casa, ou pra algum esporte nas tantas arenas olimpícas espalhadas por Londres. Os habitantes da cidade seguiram o conselho do prefeito e se programaram direitinho. O comércio sofreu um pouco nos primeiros dias, mas assim que a populacão percebeu que os jogos não eram sinônimo de fim dos tempos, tudo foi se ajeitando.
Vi muita gente que se dizia não estar nem aí para as Olimpíadas se empolgar na reta final e tentar desesperadamente conseguir ingressos. Ah, os ingressos.... Uma luta contra o pior website da história da internet (como sabiamente falou uma amiga) pra conseguir incluir nos nossos portfólios de espectadores olímpicos só mais uma competiçãozinha. Eu tentei todo dia, e todo dia levei uma surra do site.
A quantidade de assentos vazios nos estádios foi o grande (e único, acho eu) mico de Londres 2012. Até hoje ninguém explicou direito: se era de patrocinador, se era de imprensa, se era para as famílias dos atletas. Eles tentaram contornar o problema e na segunda semana não vimos mais tantos lugares vazios, mas ninguém engoliu essa história toda.
Os voluntários foram os grandes heróis: cerca de 70 mil pessoas doaram seu tempo, paciência e bom humor pra dar todo e qualquer tipo de informação. Pra qualquer canto que você olhava, lá estava um grupo com a famosa camiseta roxa e rosa.
Londres foi a primeira cidade a sediar os Jogos Olímpicos pela terceira vez na era moderna. Fico aqui de dedos cruzados para que ela seja a primeira a receber os jogos pela quarta vez!
Já guardei com o maior carinho os meus ingressos, o souvenir mais valioso que tenho desses dias - além dos posts aqui no blog, claro. Nos resta agora ver e rever as fotos, e esperar ansiosamente por 2016. Cariocas, aguardem: sediar as Olimpíadas é uma das experiências mais legais da vida!
Conversando comigo em 2003
Em 2003, quando São Paulo e Rio de Janeiro estavam disputando a vaga brasileira para concorrer a sede das Olimpíadas de 2012, eu e meu pai tivemos uma conversa e pensamos no que estaríamos fazendo nesse ano. Pra selar essas expectativas, eu decidi escrever uma carta pra mim mesma, que deveria ser aberta no dia da abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 que, por essas coincidências que as vezes achamos que é destino, acabou vindo parar em Londres.Pois chegou o grande dia! Ontem eu abri a carta e conversei comigo mesmo - foi muito interessante! Eu, com 23 anos, tinha muitas perguntas sobre como estaria minha vida aos 32 anos.
Eu achava que lembrava de algumas coisas que tinha escrito, mas estava muito enganada. Eu não fazia a mínima ideia de que tinha dado uma missão para a eu do futuro: pesquisar o resultado do jogo Santos x Corinthians do dia 09/07/2003 (o que fiz imediatamente, foi 1 x 1). Ainda falando em futebol, lamentei a derrota santista na final da Libertadores da América daquele ano, para o Boca Juniors (time do meu então namorado de 3 meses), e me perguntei: será que quando eu abrir essa carta teremos sido campeões?
Check. Fomos campeões.
O namoro de 3 meses estava em alta. A pergunta que não queria calar era: será que estaremos casados?
Check. Estamos casados.
A pergunta mais divertida era: será que terei viajado para o exterior? Estou felicíssima de responder pra minha amiga de 23 anos que sim, atravessamos o Oceano.
Também rolou uma lista de grandes amigas que eu deveria entrar em contato imediatamente caso tivesse me afastado. Felizmente, essas amigas continuam muito presentes na minha vida.
Outras curiosidades: saber onde minha irmã - que tinha acabado de largar tudo no Brasil e vindo pra Europa - estaria morando. Na época, achar que ela estaria de volta a São Paulo era a última opção! Eu também queria saber se meus 4 avós estariam vivos: 3 deles se foram.
Olha, gostei tanto dessa história de carta - uma espécie de tunel do tempo - que vou repetir a dose. Vou escrever mais uma, para ser aberta no primeiro dia das Olimpíadas de 2024. Quem topa?
Família ê, família ah!
O grande peso no lado desvantagens da balança da vida de quem mora fora é ficar longe da família. Acho que 9 entre 10 expatriados vão concordar comigo nessa. Tem quem sinta mais e faça questão de viajar pro Brasil frequentemente, mas até então eu sempre achei que me encaixava na categoria dos que levavam a saudade numa boa. Afinal, falo com os meus pais no Skype dia sim dia não e sempre fui acostumada, desde que nasci, a encontrar tios, primos e avós poucas vezes por ano. Então pra mim sempre foi uma grande alegria encontrar a parentada, mas honestamente nunca sofri de saudades.Até sábado, esse agora que passou. Quando grande parte da família se reuniu na festa de 15 anos da minha afilhada linda, que eu batizei láááááá em 1997. Putz, como eu fiquei chateada de ver as fotos que meu pai mandou, de todo mundo junto. Principalmente essa aqui, com quase todos os primos (pelo menos não fui só eu que fiquei de fora, outros dois também não foram).
Apesar da gente ter passado vários reveillóns juntos, não sei dizer há quantos anos todos nós não nos vemos. Tipo, ao mesmo tempo, sob o mesmo teto. Que saudades da gente!
*suspiro*
Opi
94 anos é para poucos.Espero ter herdado esses genes, mas caso não, a influência do Opi (uma maneira carinhosa de falar vô em alemão) vai ficar comigo sempre.
Gosto de achar que minha paixão por esportes vem "de sangue", já que o Opi foi jogador de basquete, praticou remo e arremesso de peso.
Gosto de lembrar que ele ensinou eu, minha irmã e nossos primos a comer carangueijo e rollmops.
Gosto de lembrar que ele me provocaba quando eu era pequena falando que Joinville era maior que São Paulo.
Gosto de lembrar que toda santa vez que a gente ia lá, ele oferecia uma maçã. Ou uma soda limonada.
Gosto de lembrar as histórias mega exageradas que ele contava.
Gosto de lembrar que ele esperava a gente no portão as 5 da manhã quando íamos de busão pra Joinville.
Gosto de saber que ele foi o bicicleteiro mais famoso de Joinville, e toda santa vez que vejo uma loja de bicicletas é claro que lembro dele.
Gosto do jeito que ele pronunciava o nome do do Martin: com ênfase no Már em vez do tin - "como vai o Mártin?"
Seu Heinz Goecks deixa Joinville mais triste hoje!
E Londres também.
O Grande Livro das Fábulas Encantadas
Nada como uma mudança para uma grande faxina e, consequentemente, uma boa renovação. Pra mim, a melhor parte de ter que encaixotar tudo é encontrar uns tesouros e dar uma viajada no tempo. Eu sou assim, volta e meia abro minha caixa de fotos (impressas! as melhores...) e vou olhando uma por uma.Olha, eu sou muito sortuda por ter tido a chance de fazer mudança do Brasil pra cá. Trazer todas as nossas coisas nos fez muito bem, aquela sensação de não começar do zero fez diferença. Mas enfim, ao assunto do post: o meu (e da minha irmã) primeiro livro, O Grande Livro das Fábulas Encantadas.
Vou pedir pro meu pai deixar comentário aqui e fazer alguns adendos, como: quando ele comprou (acho que foi quando minha irmã nasceu), onde ele comprou (São Paulo ou Joinville?) ou se é verdade uma historinha que tenho na minha cabeça (essas verdades que a gente dá como certas porque acreditamos desde pequenos) - que mesmo estando meio ruim das pernas financeiramente, ele foi lá e gastou uma pequena fortuna com esse livro.
Quando éramos pequenas meu pai e minha mãe liam as fábulas para nós. Todas as clássicas estão no livro: Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho, O Gato de Botas, A Bela e a Fera entre tantos outros. Tentei lembrar quais eram as minhas preferidas, e, apesar de não ter certeza, tenho um chute: Pequerrucha e o Burro que Espirrava Dinheiro.
Também não lembro que idade tínhamos quando as histórias perderam a graça e eles pararam de ler para nós, e por muitos anos o livro ficou guardado nas profudenzas de algum armário do nosso apartamento. Até que um dia minha mãe comentou que ia dá-lo para um primo nosso, e a nostálgica aqui falou não (ainda bem). Esse livro não sai da minha mão é nunca! Não sei se terei filhos ou não, mas meu apego a ele é inexplicável. Está detonadinho, como vocês podem ver, mas tenho planos de recuperá-lo.

Que criança não gostaria de morar dentro de uma flor ou pensar que existe no mundo um burro que espirra dinheiro? Eu ainda procuro esse burrinho loucamente...
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Helô Righetto
Heloisa Righetto, 39 anos, sou paulistana com raízes catarinenses, moro em Londres desde dezembro de 2008 (mas o blog existe desde 2004). Sou designer por formação e trabalho com comunicação. Em agosto de 2018 terminei um mestrado em gênero, mídia e cultura.
Sou autora dos guias de viagem: Guia de Londres - para iniciantes e iniciados, e do Quase Londoner - um guia não convencional. Clique nos respectivos links para saber mais e adquirir seu exemplar.
Tenho uma plataforma digital feminista, chama-se Conexão Feminista.
Se você está visitando o blog pela primeira vez, dá uma lida nesse post aqui!
Está pensando em se mudar pra Londres? Acho importante ler esse post aqui!
Você também pode me encontrar no Instagram e Twitter como helorighetto (ou Conexão Feminista)
Não me mande mensagem pra perguntar sobre vistos, ou sobre arrumar trabalho.
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