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Semana 7


Amanhã começa a sétima semana do confinamento. Apesar do primeiro ministro ter declarado que já passamos do pico, os números de mortes e doentes continuam muito altos. Nosso confinamento é bastante relaxado se comparado a outros países, e esse 'pós pico' é ainda bastante irregular. Prevejo que ainda estaremos fazendo exatamente a mesma coisa que estamos fazendo agora daqui a um mês. A coisa aqui vai longe.

Hoje éramos para estarmos na Isle of Wight, participando de um desafio de caminhada de 52 kilômetros. Confesso que não é tão ruim estar em casa de pernas pro ar se comparar com a dor que eu estaria sentindo agora nos meus pés e nos meus quadris se estivesse caminhado tudo isso. Ficou pro ano que vem, veremos.

Esses dias tenho pensado que estar em casa com o Martin todos os dias o dia todo tem sido bastante tranquilo. Apesar de dividirmos a mesa de jantar e estarmos muito próximos o tempo todo, cada um fica na sua - mesmo nos momentos de procrastinação. Por sorte, Martin est;a quase sempr disposto a levantar e fazer um café quando eu peço.

Queria deixar anotado aqui a listinha de coisas que quero fazer quando o confinamento acabar - sei lá se vai acabar, mas quando for possível fazer tais coisas:

  • Hiking
  • Ir no pub - e tomar uma Pimm's se ainda estiver na época
  • Ver as amigas
  • Fazer um jantar de aniversário aqui em casa
  • Ir num escape room
  • Ir no rooftop perto do escritório na hora do almoço em um dia de sol
  • Fazer um happy hour com as colegas do trabalho
  • Ir no pilates
  • Ir no spinning
  • Varias bastante as roupas que uso pra ir trabalhar
  • Organizar uma nova data pro tour da Jane Austen
Vou ver se lembro de escrever aqui no blog quando foi possível fazer cada uma dessas coisas. 


Semana 6


Alo futuros leitores! Escrevo esse post na semana 6 de confinamento aqui em Londres. Continuamos em casa, Martin e eu, trabalhando da mesa de jantar.

Uma das coisas que pra mim foi mais dificil nessa fase foi continuar a me exercitar. Desde o ano passado eu havia finalmente encontrado uma rotina para substituir a corrida - coisa que ja nao estava achando interessante. Estava indo no pilates e nas aulas de spinning, adorando ambas. Entao, quando comecou a quarentena, pensei que o mais facil seria voltar a correr: aqui podemos sair pra nos exercitar (o confinamento nao eh tao rigido como na Espanha ena Italia), o parque esta do lado de casa e basta trocar de roupa assim que desligar o computador.

E fui correr. O retorno foi ate mais facil do que eu achava, consegui fazer 5km sem dramas. Achei que a empolgacao com a corrid voltaria, mas nao voltou. Tentei, tentei, tentei. E sim, ir ao parque no fim do dia eh maravilhoso, faz um bem danado, mas correr me tira o bom humor. Entao decidi apenas caminhar, e deixar o exercicio pesado pra dentro de casa mesmo.

O que me trouxe outro problema (#ClasseMediaSofre): os apps de exercicio sao chatissimos, roboticos. Fiz, mas nao achei bacana. Entao, semana passada, minha colega de trabalho indicou uma aula ao vivo de aerobica de uama amiga dela, e entendi que pra mim o que da mais efeito eh esse tipo de coisa: com gente de verdade falando com voce, com musica, com afeto ate, diria eu.

Achei tambem uma aula de danca no Youtube, e me inscrevi no canal de exercicios da academia onde faco spinning - os professores sao os treinadores de spinning e fazem os exercicios de suas casas - nao foi gravado para app, foi gravado para essa situacao.

Entao, por enquanto, acho que o problema esta contornado. Mas realmente nao vejo a hora de voltar pras academias e realmente separar o dia de trabalho da vida pessoal. O escritorio + academia + restaurante em casa eh o que mais me incomoda!

Quando foi que me tornei essa pessoa?


Em um desses dias entre Natal e ano novo - quando temos a sorte de trabalhar em algum lugar que entra em recesso - estava afundada no sofa da sala procurando algo pra assistir na TV. Nao nao, nada de Netflix, nao queria ter que prestar atencao em legendas ou fazer qualquer tipo de esforco intelectual. Entao procurei na TV aberta mesmo, e a oferta era a de sempre: reality shows, seriados antigos, reprises de filmes ruins demais ate mesmo pro intelecto em recesso. Ate que me deparo com a transmissao do 'percurso de trem mais lindo do mundo, minuto a minuto'.

O programa era exatamente isso: algumas cameras fixadas em diferentes partes do trem (o percurso, a titulo de curiosidade, eh na Escocia) mostrando toda a paisagem pelo caminho e eventualmente a cabine do condutor (e do rapaz colocando carvao para gerar energia).

E nao eh que eu tenha pensado 'ah, ok, vou deixar isso de fundo ja que nao tem mais nada passando'. Nao, nao. Eu pensei: QUE COISA MARAVILHOSA TOMARA QUE ESSE PERCURSO TENHA UMAS 5 HORAS. Eu fiquei EMPOLGADA pra assistir o percurso de trem.

Essa, caros leitores, sou eu aos 39 anos e meio.

Tanta gente falando


Eu tenho um projeto prontinho de livro. De um livro sobre feminismo. Mandei para algumas editoras, até tive uma conversa via Skype com uma editora que se mostrou super interessada na ideia. Eu tinha inclusive uma viagem marcada em outubro, de uma semana, para me refugiar em um canto da Inglaterra, sozinha, e pelo menos começar a escrever alguns capítulos.

Já escrevi alguns guias de viagem (esse, esse e esses), então eu sei o trabalho que dá e não foi isso que me repensar a ideia de escrever um livro. O negócio é que, eu me pergunto, será que esse mundo precisa de mais uma pessoa falando de feminismo sob a perspectiva de uma mulher branca, hétero e de classe média que nem escreve tão brilhantemente assim?

Tem tanta gente falando, sob tantas perspectivas diversas, com ramificações e intersecções e soluções, que eu achei por bem engavetar meu projeto de livro. Isso aqui não é um pedido descarado de elogios, e também não é Síndrome da Impostora, é simplesmente a realização de que o mundo não aguarda ansiosamente meus ensinamentos feministas.

O que uma sexta feira de preguica nao faz...


Pra matar o tempo no trabalho no ultimo dia util dessa semana que durou 87 dias, ate voltar a escrever no blog (sem acentuacao) a gente volta!

Tudo bem ai?

Aqui tudo bem.

Completei 8 meses no trabalho, 39 anos de idade, viajei de ferias para Seattle, deixei de comer carne bovina, fiz o tour da Jane Austen, fui ver as Spice Girls, pintei uma parte do apartamento (eu nao ne, uma pintora), troquei de colchao. Ou seja, continua tudo bem. Quer dizer, Boris Johnson eh agora primeiro ministro e Bolsonaro continua cagando no Brasil - fora esses "detalhes", a vida na minha bolha vai bem.

E faltam cerca de 140 dias ate o Natal. Prometo que ate la escrevo algum outro post : )



Rome noisy Rome


Quando voltamos da nossa primeira ida a Roma em 2011, eu escrevi um post aqui com o título 'Rome Sweet Rome'. Lembro de ter ficado emocionada de conhecer a cidade - e é claro que fiquei muito feliz de retornar, ainda mais em companhia dos meus pais.

Mas esse retorno me fez perceber como mudei nesses 8 anos. A bagunça de Roma me incomodou, o barulho, o trânsito. E Roma já era assim quando estive lá em 2011. 8 anos para o berço da humanidade não é nada. Mas pra mim, é muito!

Foi interessante perceber que os destinos 'cidade' já não me atraem tanto. Não que eu não soubesse disso, mas essa viagem foi uma espécie de confirmação.

Aí chego em casa e minha nova jaqueta impermeável para fazer hiking está aqui me esperando, e eu só consigo pensar que quero estar no mato esse fim de semana e que se chover não faz mal.

Andar, escrever


Estou lendo um livro chamado 'Swimming with Seals' (nadando com focas), no qual a autora, Victoria Whitworth, relata sua experiência de nadar, todos os dias, no mar gelado em uma praia em Orkney (arquipélado no norte da Escócia, onde ela mora). O livro vai além disso, é uma reflexão sobre a vida dela (não é uma biografia) e sobre a vida e história de Orkney também. Mas a parte de nadar é a minha parte preferida.

O jeito que ela descreve esse exercício (por falta de uma palavra melhor, porque há lazer e relaxamento envolvidos também) me afetou de uma maneira bem interessante. Me deu uma vontade louca de escrever sobre essa minha atitude latente - e recente - de querer estar fora da cidade. Sem ser 'dando dica', sem ser obrigação (saco cheio de SEO), mas apenas a minha sensação enquando caminho no mio do mato, a descrição dos lugares por onde passo e o que me leva a querer fazer isso mais e mais. A verdade é que eu não sei porque quero fazer isso mais e mais, mas quem sabe, escrevendo, eu descubro.

Sozinha com Shakira


Uma das coisas boas do inverno aqui em Londres é que é a época que os shows que acontecerão no verão são anunciados e os ingressos colocados a venda. Pois é, aqui, em janeiro, a gente já tá com a agenda cheia pra julho. Rola aquela movimentação no whatsapp pra ver quem quer ir, quem pode acessar o site que está vendendo os ingressos na hora que começa a vender (dependendo do show, os ingressos esgotam em questão de minutos), e mais importante, descobrir se algum amigo é cliente do banco X ou da operadora de celular Y que está patrocinando o show e disponibiliza ingressos para seus clientes com antecedência.

Então em janeiro lá fui eu perguntar pras amigas quem queria ir no show da Shakira comigo. Shakira, gente! A deusa colombiana que marcou nossa adolescência com Estoy Aqui, como alguém pode não querer ir? Eu achava que teria companhia de várias amigas de vários grupos, mas pra minha surpresa não consegui adeptas. Uma amiga até respondeu meu apelo no whatsapp da seguinte forma: 'você tá falando sério?'

Deu aquele desânimo, porque ir no show da Shakira com amigas seria uma experiência ótima. Mas resolvi comprar só pra mim e se até o dia do show ninguém mais comprasse, eu decidi que iria sozinha mesmo. E fui. O show foi ontem e foi maravilhoso!

Ano passado eu fiz a cagada de desistir de última hora de ir no show do Hanson porque não tinha companhia. Me arrependi profundamente, então essa visitinha a Shakira - ainda que eu estivesse 'acompanhada' por toda comunidade colombiana em Londres - sozinha, foi questão de honra. Engraçado que eu costumo (e gosto) passar muito tempo sozinha. Mas no quesito diversão cultural (ir em restaurante, cinema, teatro, shows) eu prefiro estar acompanhada. Porém, como disse minha amiga Rapha, a melhor coisa é parar de terceirizar nossos desejos.

Obrigada Shakira, você foi uma ótima companhia!





Deu branco


Realmente deu um branco. Nada me 'apetece' o suficiente para me fazer vir aqui divagar. E quando eu sinto que preciso falar algo acabo recorrendo ao imediatismo do Instagram Stories. Tá, eu sei que eles desaparecem depois de 24 horas, mas costumo ver isso como algo positivo: dá pra medir o que a 'audiência' acha sobre determinado assunto. Se faz sucesso, ótimo, você sabe que dá pra retormar o tema daqui a um tempo. Se for ruim, ótimo também, jajá as histórias somem e ninguém se lembra mais.

Mas ok, vamos deixar esse negócio de 'tema' para as redes sociais e tratar esse blog como um diário da vida real, vamos voltar as raízes. Aí eu só tenho uma palavra para escrever: dissertação. A dissertação do mestrado é meu foco agora, e até eu entregar a bedita (maldita?) no final de agosto, não vejo muita esperança para a retomada de posts frequentes nesse blog.

Eu ainda estou por aqui. Esse blog resiste, mas por enquanto, descansa!

11 anos depois


Em fevereiro de 2007 eu fiz a cirurgia a laser pra curar a minha miopia (se você quiser ler o post super detalhado do Martin - sim, ele escrevia aqui também - e voltar mais de 10 anos na história desse blog, aqui está). Lembro da sensação de enxergar tudo nitidamente alguns dias depois, e sempre falo pra pessoas que tem medo de fazer essa cirurgia o quanto valeu a pena.

Mesmo agora, que a miopia voltou um pouquinho (pouquinho mesmo, cerca de meio grau) e trouxe com ela um tantinho de astigmatismo (que eu tinha quando era criança), eu não me arrependo de ter passado pela cirurgia. Pois é, cá estou eu de óculos tanto tempo depois!

Notei há alguns meses que estava forçando a vista para tentar focar em algumas coisas, e decidi fazer o exame (aqui fazemos na ótica mesmo, com um técnico, e não oftalmologista). E hoje fui buscar os óculos. Agora estou aqui, me olhando no espelho mil vezes, como alguém que faz um corte de cabelo radical e não se reconhece por alguns dias.

Tô curtindo a 'novidade' e nem penso em usar lentes dessa vez. O grau é baixo e eu não dirijo, ou seja, vou usar pra ver televisão, cinema e assistir aula. Antes da cirurgia eu precisava de lentes o tempo todo porque não conseguia nem reconhecer pessoas na rua. Eu acho óculos um dos acessórios mais charmosos, então tô aqui feliz com os meus!

Agenda cheia


Uma das coisas que quero fazer em 2018 é fazer menos coisas. Esses dias eu peguei minha agenda do ano que vem e comecei a anotar os compromissos que já tenho: alguns shows, meia maratona, exposições e até encontros com amigas. Vai ser um ano atribulado, de dissertação pra escrever, projeto do Conexão Feminista para colocar em prática (estou esperançosa de que vamos alcançar a meta!) e provavelmente algumas viagenzinhas.

Eu sempre tenho a impressão de que 'daqui duas semanas vai estar mais tranquilo', mas nunca acontece. Vou marcando compromissos e quando em dou conta mal tenho tempo pra mim, pra ficar em casa e ficar com o marido vendo televisão. Morar em Londres catalisa essa sensação de que estamos perdendo algo muito bom se ficamos em casa. Tem sempre alguma coisa incrível rolando.

Óbvio que é ótimo estar com as amigas e ter uma vida social agitada, mas preciso aprender a priorizar. Meus treinos de corrida foram muito prejudicados esse ano, e em 2018 eu quero que isso seja o que me faz dizer não para marcar outros compromissos, e não o contrário.

E vocês, sentem isso também?

50 fatos


Rolou no Snapchat uma brincadeira: falar 50 fatos sobre você (1 snap, 1 fato). Eu meio que torci o nariz no começo, mas acabei adorando descobrir algumas coisas sobre tanta gente bacana que conheço lá. Entrei na dança e fiz os meus, mas sei bem que pouca gente que lê esse blog tem também Snapchat, então eu decidi usar minha sexta feira a noite pra transcrever meus snaps e listar os meus 50 fatos aqui.

Afinal, já que esse é um blog pessoal, que seja também egocêntrico : )

Vale ressaltar que quem lê esse blog religiosamente há mais tempo deve saber mais da metade dessas coisas. Várias já foram assunto de post!

1. Eu nasci em São Paulo, mas tenho sangue catarinense. Toda minha família, dos dois lados, é de SC
2. Eu já morei em São Paulo, Joinville e Recife
3. Quando eu era bebê, fui atropelada. Com a minha mãe e a minha irmã (eu estava no carrinho)
4. Eu sou torcedora do Santos, mas já não tão fanática (porém um dos melhores dias da minha vida foi ver o Santos ganhar o Brasileirão, lá no estádio)
5. Meu primeiro emprego foi na TAM, no Aeroporto de Congonhas. Eu fazia check in e chamava vôo nas salas de embarque
6. Eu estou sempre lendo. Assim que termino um livro, começo outro
7. Eu não bebo cerveja. Nunca gostei.
8. Sempre estudei em colégio católico, mas sou atéia
9. Faz mais de 1 ano que eu uso o mesmo brinco (e nunca tiro, nem pro banho, nem pra dormir, nem pra nadar)
10. Eu casei em 2005
11. Eu adoro música dos anos 80
12. Meu filme preferido é Diários de Motocicleta
13. Alguns dos meus livros preferidos: Equador, O Sonho do Celta, The Luminaries
14. Eu tenho um blog pessoal (ah vá, cê jura????) desde 2004
15. Um hábito britânico que eu não adquiri: tomar chá. Não suporto chá
16. Comecei uma pós graduação em História da Arte, em 2008. Fiz alguns meses, mas as aulas eram aos sábados, o dia todo, e não aguentei
17. eu sou formada em Desenho Industrial pelo Mackenzie e fiz também um curso de Design de Interiores
18. Poucos meses antes de eu me formar, fui contratada pra ser designer da Tok & Stok, onde fiquei por 2 anos e meio (saí para me mudar para Londres)
19. Mas eu já havia trabalhado na Tok & Stok antes, no ano 2000, como vendedora em uma das lojas (a da Marginal Pinheiros em São Paulo)
20. Eu estudei inglês desde os 9 anos de idade, na Cultura Inglesa. Fiz todos os níveis daquela desgraça, desde o Junior 1 até o CPE
21. Eu falo um espanholzinho meio argentinês que aprendi de ouvido, escutando o Martin e a família dele
22. Quase todas as amizades que fiz em Londres foram em consequência desse querido blog
23. A única maquiagem que eu uso no dia a dia é blush. Muito, muito raro eu usar qualquer outra coisa
24. Eu não pinto unha, há muitos anos. Deixo lixadas e hidratadas. Aliás, acho bizarro o ato de pintar as unhas (tema para algum post futuro)
25. Eu tenho várias tatuagens
26. Já saí em um livro sobre 10 jovens designers brasileiros
27. Eu ainda tenho meu ursinho de pelúcia preferido, o Pop, que ganhei aos 5 anos de idade
28. Minha primeira vez fora do Brasil foi em 1997, quando fui para Bariloche como viagem de formatura do terceiro colegial
29. Eu nunca tinha viajado pra Europa antes de me mudar para Londres
30. Eu sou autora de um guia de Londres
31. Em 2012 eu escrevi uma carta para eu mesma, que será aberta em 2024
32. Eu vi a seleção brasileira feminina de vôlei levar o ouro nas Olimpíadas de 2012 aqui em Londres
33. Eu escrevo uma coluna sobre feminismo para o jornal Brasil Observer
34. Eu tenho um canal sobre feminismo no YouTube
35. Eu e a Renata, minha sócia no Conexão Feminista, somos amigas há mais de 25 anos
36. Eu sou curta e grossa, não gosto de rodeios
37. Já fiz a cirurgia a lser da miopia. Foi libertador, recomendo
38. Minha comida preferidas: sushi/sashimi e feijoada
39. Meu sonho de infância é ter um cachorro
40. Minha cidade preferida no mundo (sem contar as cidades do coração como São Paulo, Londres, Recife, Buenos Aires) é Veneza
41. Tenho vários grupos de amigas e fico tensa quando esses grupos se encontram - medo de elas não gostarem umas das outras
42. Eu não sofro com o clima de Londres. Não reclamo do inverno ou da chuva
43. Eu pratico corrida com o meu marido, já fizemos várias provas de 10km e uma meia maratona juntos
44. Eu faço ballet, mas comecei já adulta, há uns 10 anos
45. ODEIO quando me falam que eu sou "sortuda" porque meu marido é quem cozinha
46. Não sou muito de balada, mas adoro ir em show
47. Duas vezes por semana, pela manhã, eu trabalho em uma ONG que oferece proteção a vítimas de violência doméstica
48. Odeio sopa, culpa da minha mãe que também odeia e fazia cara de ânsia de vômito quando cozinhava sopa pro meu pai
49. Detesto cozinhar, mas a única coisa que faço questão de fazer é a maionese com a receita da minha mãe na ceia de Natal
50. Teve um dia, há muitos anos, que eu achei que meu pai tinha ganhado a mega sena e não queroa me falar

A socialzona


Tá rolando nas redes sociais um meme (Eu odeio essa palavra, meme, da onde surgiu essa expressão?), sobre as pessoas que quando você pergunta "vamos?", respondem "vamos!".

Bom, eu costumava ser a pessoa que respondia, "não tô afim" ou qualquer coisa do tipo, mas um belo dia eu resolvi mudar. Não se exatamente a razão, mas sei que minha agenda anda cheia (tô metida!). Entre as aulas de ballet, as corridas e as saidinhas aqui e ali, não tem sobrado muitos dias livres pra ficar em casa a noite e me atualizar no Netflix (continuo na segunda temporada de Orange is the new black).

Claro que essa vida de não ter um trabalho fixo ajuda. Dá pra fazer uma social com os outros amigos que estão no limbo também são frilas/bloggers como eu. A única coisa que muda é o que estamos bebendo: café quando é no meio do dia. Aperol Spritz (ou simiar) quando é no horário dos trabalhadores sérios. Porque as mágoas são choradas igualmente (e os sucessos celebrados, claro!), independente da bebida na mesa.

Sugestões




Quando a gente tem um problema ou enfrenta um impasse, e quando a gente compartilha isso com alguém, não dá pra evitar: vamos receber uma enxurrada de sugestões. Bem intencionadas, eu sei (e tenho certeza de que já fiz isso, não estou apontando dedo pra ninguém, apenas fazendo uma reflexão), mas que mais atrapalham do que ajudam. Na maior parte das vezes, atrapalham.

Ano passado, quando eu deixei meu trabalho fixo para me aventurar como blogueira e freelancer, passei por algo assim. Passados alguns meses eu já não tinha certeza de que tinha feito a melhor decisão, e comecei a considerar as opções. E bastou eu compartilhar essa insegurança para ser metralhada com soluções para o meu impasse. Mas eu só queria falar. Eu sabia quais eram as opções possíveis, mas não estava certa de que caminho tomar. Estava em um limbo, e precisava lidar com esse limbo no meu tempo.

Ouvir as diversas soluções propostas apenas exaltou o meu sentimento de ter fracassado. Afinal, com tantas opções, como eu poderia estar na dúvida? Escolhe uma e vai, oras!

Isso é muito cansativo. As vezes a gente só quer compartilhar um momento difícil, sem discutir as possibilidades. Apenas falar. Acho que só uma pessoa (uma colega do ex trabalho aliás) me falou algo que realmente ajudou: lembre-se de que isso é temporário. Pronto, ela entendeu. Não me deu soluções geniais, não me fez sentir uma derrotada por não saber que passo dar.

Será que a gente vem com essas mil soluções não solicitadas quando alguém desabafa com a gente porque não temos a menor ideia de como lidar com a dúvida? Parece que a vida de todo mundo ao nosso redor tem que ir ao encontro das nossas ideias. Não há tempo para a dúvida! Você está desperdiçando seu talento! Vai produzir!

Portanto, antes de dar uma sugestão, pense: será que a pessoa já não pensou nisso? Você tem certeza de que o que você vai sugerir é tão inovador que não passou pela cabeça da pessoa antes? Será que ajudar ouvindo não é melhor que ajudar falando?

Afinal, já diz o velho ditado: se conselho fosse bom...


Reservada


Conversando com uma amiga ontem, descobri algo novo sobre mim: ela me disse que eu sou reservada. Tomei um susto: como assim, eu, reservada? Eu tenho blog há trocentos anos, participo ativamente das redes sociais, sempre achei que mostrava demais...

Mas entendi o que elas quis dizer, e acho que ela está certa. O que pra mim foi uma grande caída de ficha (ficou bizarro essa expressão usada assim hein?). A verdade é que eu morro de medo de falar sobre a minha vida para os outros e ser o tipo de pessoa que só sabe falar de si. Eu eu eu! Eu prefiro esperar que me perguntem, mas mesmo assim a tendência é dar respostas rápidas, sucintas. Acho um tédio quando alguém não para de falar de si mesmo - o tempo todo, em todas as ocasiões - e a última coisa que eu quero é que alguém se sinta entediado e apagado quando fala comigo.

Lembro como fiquei chateada quando recebi um comentário aqui me acusando de folgada e feminista de araque, de não ter um trabalho fixo e ter que contar com o meu marido financeiramente. Pensei "como essa pessoa sabe pouco sobre mim!", e é bem por aí, afinal o que vem parar nesse blog é apenas um apanhado geral de uma vida ordinária! Se eu falo pouco sobre mim ao vivo e a cores, no blog a coisa é ainda mais filtrada.

Adorei que essa minha amiga me falou isso. Nunca achei que iria descobrir algo novo sobre mim aos 36 anos!

Montanha Russa


Hoje eu fui numa montanha russa! Eu não lembro qual havia sido minha última vez em uma montanha russa. Certamente há mais de oito anos, que é o tempo que moro em Londres. Enfim, não foi uma montanha russa super ultra mega radical, mas foi emocionante pra mim. E o melhor é que fui com duas das minhas melhores amigas e a gente riu muito. Muito mesmo!

Eu não sou a melhor companhia para ir a um parque de diversões. Fico enjoada fácil, tenho medo (não de altura, tenho um medo mais louco mesmo, de morrer em algum desses brinquedos porque a trava de segurança falhou ou algo assim), e mal abro os olhos quando estou no brinquedo. Mas acredite se quiser, eu era pior quando mais nova.

Lembro que uma vez, acho que eu tinha uns sete anos, meu pai levou eu e minha irmã no Playcenter. Aí nós duas resolvemos ir no tobogã (quer dizer, ela deve ter resolvido e eu fui junto, porque teve uma época na nossa infância que eu era maria vai com as outras em relação a minha irmã). Chegando lá em cima, depois de subirmos as escadas, minha irmã desistiu. Ficou com medo. Eu, é claro, desisti também. Ir sozinha? Nem a pau! Descemos as escadas, morrendo de vergonha, contra o fluxo da galera subindo. Chegamos lá embaixo e meu pai não escondeu sua decepção. Ele resolveu que a gente deveria ir, e foi junto. Subimos as escadas de novo e fomos os três.

Olha só gente, tive um insight agora, Freud ficaria orgulhoso: a gente costuma culpar nossos pais pelos nossos medos e problemas mais profundos, mas podemos também culpar as irmãs e irmãos mais velhos. Taí, resolvi que meu cagaço com brinquedos de parques de diversões é culpa da minha irmã. Ha!

Ok, foco. Sobre a montanha russa hoje. Parece uma bobagem né, mas fiquei o dia todo pensando nisso. Eu fui em uma montanha russa! Deu tudo certo! Eu curti! Fiquei com medinho, mas curti. poxa, que bom fazer algo assim, tão atípico pra mim, antes de fechar esse ano tão esquisito.

Obrigada minhas amigas amadas, Marina e Quézia, por gritarem também!

(esse é o vídeo da Montanha Russa que a gente foi, não fui eu que filmei)

Livre e os questionários


Duas amigas minhas, a Magê e a Rapha, começaram um podcast juntas, o Livre. O primeiro episódio foi pro ar hoje, e elas aproveitaram para fazer suas apresentações de uma maneira bem criativa. Utilizaram perguntas dos questionários de Pivot e Proust (eu conhecia o de Pivot por causa do Inside Actors Studio que eu assistia na tv a cabo no Brasil. Ainda existe?), e as respostas são ótimas pra gente saber um pouco mais sobre a personalidade delas.

Bom, como ideia rouba a gente rouba reutiliza, resolvi eu mesma responder algumas dessas perguntas aqui. Afinal, já falo tanto da minha vida aqui há tantos anos, nada mais justo do que me expor um pouco mais : )

Questionário de Pivot:

1. Qual sua palavra preferida?
Ótimo

2. Qual palavra você mais detesta?
Gordice

3. O que te anima?
Fazer planos. Pra qualquer coisa: viagens, projetos feministas, cursos, reservar um restaurante

4. O que te desanima?
Conservadorismo

5. Qual seu palavrão preferido?
Foda-se

6. Que barulho você mais gosta?
Chuva na janela

7. Que barulho você mais odeia?
Quando alguém puxa o catarro da garganta

8. Que outra profissão além da sua você teria?
Não sei nem que profissão eu tenho! Acho que eu gostaria de ser uma pintora

9. Que profissão você não tentaria de jeito nenhum?
Medicina

10. Se o paraíso existe, que você gostaria que Deus te falasse na sua chegada?
Parabéns, você é a pessoa mais velha que eu ja recebi aqui!

Questionário de Proust:

1. O seu principal traço de caráter
Vontade de mudar o mundo.

2. A qualidade que eu desejo em um homem
3. A qualidade que eu desejo em uma mulher
Vou responder essas duas de uma vez só porque acho retrógrado fazer separação por ser homem ou mulher. Interesse pela vida dos outros.

4. O que mais aprecio em meus amigos
Suas conquistas pessoais

5. Meu principal defeito
Carência e impaciência (pá, mando logo dois)

6. Minha ocupação preferida
Internet

7. Meu ideal de felicidade
Não tenho

8. O que seria minha grande infelicidade
Não ter amigas

9. O que queria ser
Achei muito subjetiva essa questão. Mas não tenho a menor ideia.

10. O país onde desejaria viver
Austrália ou Nova Zelândia

11. Minha cor preferida
Azul marinho

12. A flor que eu amo
Não é flor, é planta: qualquer tipo de suculenta

13. Um pássaro preferido
Eu gosto da vida rural, mas não a ponto de ter um pássaro preferido. Ah, pera, vou falar Puffins, porque são fofinhos.

14. Meus autores de prosa favoritos
Mario Vargas Llosa, Eleanor Catton

15. Meus poetas preferidos
Não vamos fingir que eu entendo de poesia né?

16. Meus heróis favoritos de ficção
Luis Bernardo (do livro Equador) e Winston Smith (1984)

17. Minhas heroínas favoritas de ficção
Lorelai Gilmore (Gilmore Girls), Úrsula Iguarán (Cem Anos de Solidão)

18. Meus compositores preferidos
Proust querido, não sou assim tão culta

19. Meus pintores favoritos
Artemisia Gentileschi, Frida Kahlo, JMW Turner

20. Meus heróis na vida real
Os meus 4 avós

21. Minhas heroínas na História
Laura Bates, Juliana de Faria

23. Meus nomes favoritos
Heloisa e Martin (sou fofa)

24. O que detesto acima de tudo
Conservadorismo

25. As personagens que mais detesto
Acabo de me esquecendo de personagens que detesto

26. O acontecimento militar que mais estimo
Passo. Que pergunta esquisita!

27. O dom da natureza que gostaria de ter
Respirar embaixo d'água

28. Como amaria morrer
Amaria é meio forte né? Seria bom morrer de tanto gargalhar.

29. Meu estado de espírito atual
Em dúvida, mas ok.

30. Falta que mais me inspira a ser indulgente
Não sei. Eu perdôo facilmente.

31. Meu lema
Não tenho pressa

(adoraria saber se alguém se surpreendeu com alguma das minhas respostas!)

5 coisas que eu quero fazer em 2016

1. Correr uma meia maratona
A inscrição está feita e o treinamento em andamento. O mais difícil é ter que falar não para os convites dos amigos pra jantar/beber durante a semana. Mas acho que será recompensador - as vezes minha motivação enquanto estou correndo é pensar na reta final e na satisfação de cruzar a linha de chegada. Minha imaginação vai muito, muito longe enquanto eu corro, vocês não tem ideia.

2. Terminar de escrever um livro
Começado está. E quem sabe dá até pra publicar esse ano, mas vou colocar os pés no chão e ficar satisfeita se eu terminar de escrever. Afinal, entre escrever e publicar há um longo processo - que envolve outras pessoas, dinheiro e muito tempo (você já conhece o meu primeiro livro?)

3. Fazer algum curso
Quero alguma coisa de colocar a mão na massa, como cerâmica ou tapeçaria. Alguma técnica que eu aprenda e consiga fazer depois, em casa. Há anos (muitos, muitos) eu aprendi a fazer vela e fiz muito na época - adorava fazer e acho que até hoje conseguiria, se ainda tivesse o equipamento.

4. Aplicar para trabalho voluntário
Mais especificamente, em uma instituição cultural. Aqui em Londres existem dezenas de museus, e vou tentar me organizar para ser voluntária em algum deles, mesmo que seja algo temporário. Os museus mais conhecidos tem escassez de vaga para voluntários (afinal, quem não gostaria de ser voluntário na Tate?), mas quem sabe algum outro menor precise mais de um par de braços (e um cérebro) extra?

5. Pedir mais
Eu não tenho jeito para pedir/vender/negociar. E acho que estou perdendo muitas oportunidades por causa disso. Em 2016 eu vou pedir mais (claro, sendo sensata). No fim de 2015 eu tive uma ideia e decidi pedir no trabalho. Eu aguardava um não, mas a resposta foi sim. Então preciso parar de 'morrer de vergonha' e pedir.

Feliz ano novo!

Dei o pontapé para meu ano novo já há algumas semanas. Eu sou uma boa procrastinadora, então estou orgulhosa do meu esforço de ter começado projetos novos (como o Conexão Feminista e alguns guias novos - mesmo que não saiam do papel, estou satisfeita de ter tido a energia pra começar) ainda no fim de 2015.

Em 2015, com a companhia do Martin, me tornei uma corredora assídua. Fiz várias provas de 10km e melhorei muito minha resistência. Fiquei tão confiante que fiz a inscrição para uma meia maratona, que será em maio de 2016. Então taí, um dos objetivos do ano novo é terminar essa meia maratona, e continuar correndo.

Em 2015 a gente teve a companhia dos nossos pais. E viajamos com eles. Foi muito legal tê-los mais uma vez aqui, na nossa casa.

Em 2015, viajamos bastante. Entre outras coisas, vimos a Aurora Boreal logo no começo do ano, Voltamos ao País de Gales e terminamos o ano curtindo um mercado de Natal na Alemanha. Eu fui ao Porto para um encontro de blogueiros e dei uma palestra!

Em 2015 eu publiquei a versão impressa do meu Guia de Londres. Cada vez que recebo uma venda no meu email meu coração enche de felicidade.

Em 2015 eu fui convocada para ser juri em um tribunal criminal. Acho que foi a coisa mais importante e mais emocionante que já fiz na vida. Volta e meia lembro das pessoas que conheci lá e dos casos que ajudei a dar um fim.

Em 2015 eu e o Martin completamos 10 anos de casados! E eu ganhei um marido 'renovado', que resolveu emagrecer e já perdeu mais de 20 quilos.

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Em 2015 eu trabalhei como nunca. No trabalho 'oficial' e também no Aprendiz de Viajante. Foram poucos os momentos livres, sem eu estar na frente do computador. E por isso acho que em 2015 eu encontrei meus amigos com menos frequência.

Em 2015 eu me rendi so Snapchat e aprendi a editar vídeos. Mas passei a ver menos televisão e fui muito pouco no cinema. Li bastante, e continuo a começar um livro assim que termino o anterior. Não me rendi ao Kindle e nem pretendo.

Se 2016 for um pouquinho assim, tá bom demais!

FELIZ ANO NOVO!

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'Você tá muito melhor! Tô CHOCADA'

*antes de começar o post, quero avisar que consultei minha equipe para assuntos aleatórios  -  eu precisava saber se era paranóia minha, exagero. Elas disseram que sim, então fiquei bastante na dúvida se postava a respeito, afinal minha fama de reclamona e rabugenta não é algo assim que me faz muito orgulhosa. Mas aí pensei, pensei, pensei e cheguei a conclusão: o que é esse blog senão meu muro das lamentações pessoal? Então é isso, engulam mais essa reclamação. 

Eu não fazia exercício há um tempo. Aí passei a fazer. Ou seja, o emagrecimento foi uma consequência natural. Ainda mais quando o exercício é algo que dá resultado rápido, como a corrida no meu caso. Não mudei minha alimentação, nem minha rotina. Apenas incluí a corrida, e aí perdi uns quilinhos.

Eu não voltei a correr com o intuito de emagrecer. Eu sabia que isso aconteceria, mas o que eu queria era ter um desafio pessoal e simplesmente mexer meu corpo depois de sentar o dia inteiro no escritório. E também fazer algo com o meu marido, pra gente compartilhar e curtir juntos. E deu certo. Como já falei aqui outras vezes a corrida vai bem, obrigada (escreverei mais sobre isso em breve).

Ok, mas vamos voltar ao emagrecimento. Eu nunca fui muito gorda, nem muito magra. Sempre oscilei, e confesso que nos meus 20 e poucos eu queria sim ser magrinha. Mas aí com o passar dos anos eu comecei a me importar menos e menos com isso e estava bem contente com que via no espelho. Pra mim, tava tudo ótimo.

Só que, recentemente, assim que eu e o Martin começamos a pegar mais pesado nas nossas corridas (mais longe, mais rápido), muitas (muitas mesmo, não é exagero) pessoas começaram a me falar o quanto elas estavam impressionadas com o fato de eu ter emagrecido. Amigas bem próximas, outras mais distantes. Gente que só tenho contato no Facebook e também colegas de trabalho. Até fulaninho que comentou com fulaninho que contou pra uma amiga que contou pra mim. Tudo bem, eu entendo que é um elogio, que (na maioria dos casos) as pessoas queriam me falar que eu estava bonita, e eu vi sim como algo positivo.

Mas tem elogios e elogios. Porque eu ouvi também alguns exageros, pessoas falando pra mim o quanto eu estou melhor e mais bonita, ou então falando o quanto estavam chocadas (juro, chocadas) com o tanto que eu emagreci.

Sério, chocadas? Primeiro que na balança eu não perdi tanto peso assim. Coisa de 3 quilos, talvez. Mas ok, eu sei que a corrida dá uma secada e define o corpo. Mas como eu falei, eu não estava infeliz antes. Fiquei sim incomodada com o fato de alguém falar que eu 'estou muito melhor'. As minhas gorduras parece que não tinham importância pra mim, mas pelo visto incomodavam os outros (fico até imaginando os cochichos: 'se ela perdesse uns quilinhos seria tão mais bonita....)

Essa semana, no trabalho, uma colega falou algo que me marcou muito: 'your body is a tool, not an ornament' (seu corpo é uma ferramenta, e não algo decorativo). Eu gostei tanto dessa frase, e caiu como uma luva pra esse post.

Fiquei meio passada com a obssessão do pessoal com a magreza e a imediata associação das palavras: 'magra' e 'melhor'. Ok, não é algo novo, mas é a primeira vez que eu senti na pele a obssessão das pessoas com o sonhado 'corpo perfeito'.