Eu tenho um projeto prontinho de livro. De um livro sobre feminismo. Mandei para algumas editoras, até tive uma conversa via Skype com uma editora que se mostrou super interessada na ideia. Eu tinha inclusive uma viagem marcada em outubro, de uma semana, para me refugiar em um canto da Inglaterra, sozinha, e pelo menos começar a escrever alguns capítulos.
Já escrevi alguns guias de viagem (esse, esse e esses), então eu sei o trabalho que dá e não foi isso que me repensar a ideia de escrever um livro. O negócio é que, eu me pergunto, será que esse mundo precisa de mais uma pessoa falando de feminismo sob a perspectiva de uma mulher branca, hétero e de classe média que nem escreve tão brilhantemente assim?
Tem tanta gente falando, sob tantas perspectivas diversas, com ramificações e intersecções e soluções, que eu achei por bem engavetar meu projeto de livro. Isso aqui não é um pedido descarado de elogios, e também não é Síndrome da Impostora, é simplesmente a realização de que o mundo não aguarda ansiosamente meus ensinamentos feministas.
No último ano adicionei a minha lista de livros alguns do estilo 'nature writing'. O primeiro foi 'The Outrun', o segundo 'Swimming With Seals', e tenho mais uns dois ou três nesse estilo me esperando na estante. Passei a me interessar por esse tipo de narrativa por causa da minha crescente vontade de estar em meio a natureza, da necessidade de as vezes me desligar completamente da cidade.
São narrativas que tem um pouco de biografia/memórias, história, e informação científica. Em The Outrun, por exemplo, a autora conta como foi seu retorno para Orkney (conjunto de ilhas no norte da Escócia) como parte da sua reabilitação para se livrar do alcoolismo. Já em Swimming With Seals, a autora compartilha seu hábito de nadar no mar gelado todo dia (também em Orkney, coincidentemente), ao mesmo tempo que vive o luto da morte de sua mãe e tenta se adaptar a mudanças pessoais e profissionais.
O que mais me impressionou em ambos, além de elas conseguirem magnificamente intercalar suas dores com informações sobre o lugar em que estão, é a maneira que elas descrevem a natureza e seus movimentos. Eu tenho inveja, inveja mesmo, da capacidade que essas pessoas tem de usarem o vocabulário, de criarem metáforas e conseguirem te fazer querer nadar no mar do norte em um dia gelado e nublado, mesmo você sabendo que será algo dolorido e que há outras tantas coisas melhores pra se fazer na vida.
Escrever lindamente é uma coisa que eu queria muito saber fazer.
Estou lendo um livro chamado 'Swimming with Seals' (nadando com focas), no qual a autora, Victoria Whitworth, relata sua experiência de nadar, todos os dias, no mar gelado em uma praia em Orkney (arquipélado no norte da Escócia, onde ela mora). O livro vai além disso, é uma reflexão sobre a vida dela (não é uma biografia) e sobre a vida e história de Orkney também. Mas a parte de nadar é a minha parte preferida.
O jeito que ela descreve esse exercício (por falta de uma palavra melhor, porque há lazer e relaxamento envolvidos também) me afetou de uma maneira bem interessante. Me deu uma vontade louca de escrever sobre essa minha atitude latente - e recente - de querer estar fora da cidade. Sem ser 'dando dica', sem ser obrigação (saco cheio de SEO), mas apenas a minha sensação enquando caminho no mio do mato, a descrição dos lugares por onde passo e o que me leva a querer fazer isso mais e mais. A verdade é que eu não sei porque quero fazer isso mais e mais, mas quem sabe, escrevendo, eu descubro.
Turma das antigas: lembram de uma série de posts que eu publiquei aqui há uns anos, que consistiam em listas estilo 'top 5' que falavam de forma engraçada sobre a vida em Londres? Bom, eu segui o conselho de alguns de vocês - que me falavam que eu deveria juntar essas listas e fazer um livro - e, aqui está ele: Quase Londoner, um guia não convencional.
Além das listas, escrevi também sobre 70 lugares pra visitar na cidade, fora do circuito já tão explorado por guias de Londres mais comerciais (como o meu próprio Guia de Londres Para Iniciantes e Iniciados, o qual continua avenda). Ou seja, o livro é meio que um registro desses meus mais de 9 anos morando aqui, explorando a cidade sem parar, descobrindo novos lugares e estranhando a cultura britânica : )
Custa R$30,00 e está disponível em formato ebook. Clique aqui para comprar o seu. Muito obrigada pelo apoio!
Poxa vida, ando novamente negligente com meu bloguinho querido. Nem havia me dado conta de que o último post foi publicado há mais de duas semanas. Quero escrever mais sobre o mestrado aqui, principalmente para poder ler os posts depois que eu terminar (algo que parece ainda tão distante) e poder comparar opiniões.
Mas está tudo bem. Tentando ajustar as idas para as aulas e outros compromissos acadêmicos com a vida social, corrida e aquele tempinho maravilhoso que a gente não faz absolutamente nada (isso anda meio escasso).
Algumas novidades: ganhei um prêmio com a Conexão Feminista e comecei a escrever pro site da revista da universidade (feita por alunos). Sobre o prêmio eu conto melhor depois que passar a cerimônia de premiação, que é apenas dia 18 de novembro. Sobre o site, você pode ler minha primeira coluna aqui (infelizmente o Brasil Observer não vai mais ser publicado, então obviamente não escrevo mais lá).
Eu sei que a linguagem é algo mutante, que ao longo dos anos novas palavras surgem, regras gramaticais são alteradas e a maneira que a gente se comunica vai se moldando a novas realidades. Mas isso não me impede de vir aqui lamentar uma nova "tendência" que sequestrou o bom português nas redes sociais. Essa mania insuportável de escreve "catiorro" e "gatíneo" em vez de cachorro e gatinho. Que porra é essa?
Parece que o nh foi substituído pelo ne de vez. Ainda há pouco li um "agorinea" e um "amiguinea". Que que isso gente? Se já não bastasse o povo escrevendo "quiança" em vez de criança, a gente tem que prosseguir a infantilização da língua?
Fico pensando, será que essa é uma evolução natural? Será que daqui a algumas décadas as pessoas vão ler as palavras cachorro e gatinho achando o mesmo que a gente acha do inglês vitoriano hoje em dia, por exemplo?
E o pior é que quem reclama - como eu - é visto como o chato, o sem graça, o que não admite erros. Vamos combinar que errar é uma coisa, mas infantilizar palavras é outra. Ninguém é a prova de erros, mas bem que a gente podia se esforçar pra ser a prova de idiotização do idioma né?
Tem uma editora de um site para o qual eu já escrevi há um tempo (apenas uma matéria) e adoraria escrever de novo que me responde os emails que mando com sugestões para artigos de uma maneira peculiar.
No thanks, Heloisa.
Tudo bem que é raro alguém responder (geralmente só respondem quando querem que você vá em frente com o trabalho), e é melhor saber que não vai rolar do que ficar no limbo. Mas eu acho esse email dela (já recebi essa resposta mais deuma vez, diga aí como é facinha essa vida de lidar com fracassos na sua rotina, pra quem acha que eu levo uma vida de pernas pro ar) tão esquisito, mas tão esquisito. É só esse "não, obrigada", sem qualquer justificativa. Poderia ser "não, estou sem budget" ou "não acho que tenha a ver com o site", ou "esse tema está ultrapassado". Não precisa escrever muito, mas podia me dar uma luz, né?
Quando eu estava do outro lado e precisava responder para os freelancers que me mandavam sugestões, sempre tirava um tempo do meu dia para explicar a razão de não acatar a tal sugestão. Eu sempre tive noção do trabalho que dá ir atrás de ideias e moldá-las para determinados canais, sugerir o tema dentro do ponto de vista do tal site/revista/jornal onde queremos ser publicados.
Quem vive de escrever sabe o quanto é difícil arrumar ânimo e seguir em frente. Mesmo os escritores e jornalistas mais bem sucedidos passaram por isso, então eu sempre penso: poxa, quando você chega lá, custa acender a lanterna pra iluminar o caminho dos outros?
Alguém aí notou como março foi um mês produtivo nesse bloguinho? Comecei o mês com uma missão: escrever um post por dia. Ok ok, eu sei que não completei a tarefa, mas serei uma dessas pessoas irritantemente positivas e ver o copo meio cheio. Afinal, há quanto tempo eu não escrevia com essa frequência? Há muito tempo ; )
Eu realmente acredito que escrever não é questão de inspiração (talvez um pouco), mas sim da combinação de prática com repetição, e uma depende da outra. Uma vez que eu entrei no modo "o que vou escrever hoje?", comecei a novamente enxergar meu dia a dia como tema para posts.
Confesso que poderia ter feito os 31 posts, porque assunto tinha (tem, quem sabe os posts ainda serão escritos), mas as vezes nem me dava conta de que um ou dois dias haviam passado sem blogar.
Abril promete ser um mês tão cheio de eventos como foi março (mas não vai ter tatuagem!). Vai ter viagem, vai ter visita, vai ter muito trabalho. Falando em trabalho, vai ter até um revival, pois vou ao antigo escritório por alguns dias pra dar uma forcinha para as colegas que estão sobrecarregadas de tarefas. Portas abertas, certo?
Eu sei que dar as caras nesse blog não é obrigação, mas quando me dou conta de que já passaram quase 10 dias desde a última postagem eu sinto uma agonia danada. Ou será que quero apenas manter a imagem congelada do Mr Darcy (vide post anterior) no topo da página? Seria meu inconsciente um fanfarrão?
Acho que escrever em outros blogs (isso mesmo, no plural, porque além do Aprendiz de Viajante eu escrevo também no Coletivo Tropical) as vezes atrapalha um pouco a dinâmica do queridinho aqui. Por exemplo, eu escrevi sobre um hiking que a gente fez no interior da Inglaterra lá no AdV. E sobre as minhas plantinhas suculentas lá no Coletivo. Coisas que no passado teriam vindo parar aqui. Isso sem contar tudo que é relacionado a feminismo, que vai parar ou no Facebook, ou no Brasil Observer ou vira hangout mesmo (agora eu já tô usando o blog de plataforma pra jabá!).
Mas, olhando por outro lado, isso também torna tudo que escrevo aqui muito mais pessoal. Um retorno as divagações, bobagens e anseios. Ah, e os livros né? Sempre os livros. Posso ter o maior bloqueio da história dos bloqueios, mas sempre tenho as leituras pra compartilhar aqui. Estou estimando terminar a leitura atual em mais ou menos uma semana, o que significa que em breve tem post. Quem sabe antes?
Eu trabalho criando conteúdo pra internet então sei o quanto é difícil chamar atenção dos outros e fazê-los desejar ler o que eu escrevi. Mas meu senhorzinhodocéu quem aguenta esses títulos dos infernos que parecem promessa de político? O famoso jornalimso "clickbait", que usa o título como isca só pra conseguir cliques e aumentar o número de visualizações da página.
Como eu ganho dinheiro com blog (não esse aqui, óbvio), sei que é importante ter números altos pra atrair parceiros e patrocínios. Mas há maneiras e maneiras de fazer isso. Esse papo aliás não é nada novo, mas hoje me toquei que o maldito clickbait chegou nos blogs de design. Tinha um blog que adorava e usava muito como referências nas pesquisar para asminhas matérias. Fiquei um tempo sem acessá-lo depois que fiz a mudança de carreira ano passado, mas hoje voltei nele porque estou trabalhando em um frila de design e PÁ! Pra minha supresa o tom de voz do blog está totalmente diferente, agora em vez de "nova mesa de madeira do designer fulaninho de tal" é "essa mesa vai revolucionar a maneira como você vê a madeira" ou algo do tipo.
Fico imaginando que meleca que deve ser trabalhar para os grandes portais e ter que escrever assim, seguindo ordens do editor. "Olha, não tem nada interessante pra você escrever hoje mas que tal conseguir uns 15 mil cliques usando informações que você vai buscar nas redes sociais e não tem fundamento algum? Joga aí umas imagens sem copyright e faz aquele título clickbait bacanão que vai ficar uma beleza".
Em agosto de 2016 eu publiquei o primeiro guia da série de passeios bate e volta a partir de Londres, sobre Oxford e Cambridge. E antes do ano virar mais dois foram publicados (eu que esqueci de avisar aqui antes, mas o lançamento foi pro ar lá no Aprendiz de Viajante): um sobre Bath e outro sobre Windsor e Hampton Court.
Já falei várias vezes que Bath é minha cidade preferida na Inglaterra (e também uma das minhas preferidas no mundo, não que eu conheça tantas assim), e eu moraria lá facilmente. Por isso optei por dedicar um guia todinho só pra ela. Já Windsor e Hampton Court estão em um guia só porque tratam-se de lugares com conexão com a realeza: o Castelo de Windsor, que ainda é uma das residências oficiais da monarquia; e o Palácio de Hampton Court, por onde já passaram diversos reis e rainhas, como Henrique VIII.
A ideia é continuar adicionando destinos a essa série de guias. Todos estão disponíveis em formato ebook, e aqui no blog tem uma aba dedicada para eles (clique em Guias de Viagem aí em cima, e então você verá uma listinha, clique na ultima opção: Série Bate e Volta de Londres). Cada ebook custa R$9,90.
Estou super feliz de anunciar que agora eu sou colunista do jornal Brasil Observer, uma publicação mensal produzida por uma equipe maravilhosa de brasileiros em Londres. O jornal é publicado em inglês e português e todo o conteúdo fica disponsível tanto na cópia impressa (distribuída gratuitamente em diversos pontos de Londres) como na digital (a edição mais recente você acessa aqui, minha coluna está na página 27).
Comecei a conversar com eles há uns meses, apresentada por duas amigas em comum (muito obrigada, Ana e Roberta). Eles se interessaram pelo meu projeto Conexão Feminista e quando eu propus uma coluna sobre o assunto, fui super bem recebida. Pois aí está! Mais um canal para falar de algo que mudou minha vida.
Espero que gostem, divulguem e deixem comentários e sugestões para as próximas colunas!
Há uns meses a Tina (que eu conheci no Twitter - quantas vezes eu já escrevi nesse blog essa frase?) me incluiu num grupo secreto no Facebook. O grupo chamava 'blog dos blogs' e basicamente reunia pessoas que escrevem blogs (e conhecem a Tina) há algum tempo. A ideia da Tina era ótima e simples: criar um site que agregasse esses blogs, não apenas para reunir conteúdo bacana mas também estimular os blogueiros a continuar escrevendo.
Foi assim que surgiu a Central do Textão. Todos os posts que eu publico aqui são 'puxados' pra lá, ele funciona como uma janela para o maravilhoso mundo dos blogs. E é uma janela mesmo: se você clicar em alguma coisa lá, será redirecionado para o blog original.
Eu adorei a iniciativa da Tina, que conseguiu gerenciar tudo sem stress e muito rápido. Todos os participantes fizeram uma vaquinha para pagar uma pessoa (Juliana Vilela) para criar o site.
Foi a partir de um site semelhante, o Mundo Pequeno (que apesar de ainda existir está desatualizado), que eu encontrei o antigo blog pessoal da Claudia, hoje uma grande amiga e sócia no Aprendiz de Viajante. Aliás, o Mundo Pequeno serviu como uma janela para o mundo, e foi nele que eu encontrei inspiração e motivação em momentos que estava totalmente entediada e infeliz no trabalho, há muitos e muitos anos.
Por isso que estou contentíssima em fazer parte da Central do Textão. Estou ao lado de um monte de gente bacana, que escrevem sobre os mais variados assuntos. Política, filmes, livros, feminismo, paranóias, bobagens e sucessos da vida cotidiana. Você vai encontrar muita coisa boa lá, prometo!
Eu não acho que sou a pessoa mais indicada para falar sobre vida de freelancer. Até porque o objetivo principal dessa minha nova fase é focar em projetos pessoais, e não em achar clientes (claro, vou tentar uma coisa aqui e ali, como esse texto que publiquei no site The Pool, mas não é a prioridade, pelo menos agora). Mas sempre tem gente que me pergunta 'como é ser freelancer', então vou dar meus dois centavos.
É difícil pra caramba.
(Eu podia encerrar o post aqui)
Como eu já estive dos dois lados - recebendo emails de freelancers sugerindo ideias e mandando essas ideias para editores - acho que tenho uma visão ampla da coisa. Os editores sempre muito ocupados e gerenciando um orçamento pífio. Os frilas sempre cheio de ideias e mandando vários emails, quase sempre sem retorno. Ser freelancer é ser ignorado diariamente. Mandar emails com sugestões de artigos e reportagens e quase nunca receber respostas.
Quando eu estava do outro lado, jamais deixava um freelancer sem resposta. Acho uma tremenda falta de educação. Mesmo que a ideia seja péssima ou nada tenha a ver com o que a publicação faz, todo mundo merece um feedback. E, as vezes, o problema é pura e simplesmente falta de dinheiro. Então, qual o problema em falar: não dá agora, não temos orçamento para freelancers.
Bom, mas é claro que a vida fora do escritório tem muita coisa boa. Tem parque a tarde, tem almoço com amigos, tem museu em dia de semana. Tem viagem sem precisar ver se tem dias sobrando de férias, tem um equilíbrio muito melhor entre tarefas de casa e não fazer nada.
Acho que se eu precisar dar uma dica apenas para quem está buscando esse estilo de vida profissional, essa dica seria: insista. Procure as publicações que combinam com o seu estilo (no meu caso né, pois eu escrevo), mande emails, depois mande de novo e de novo. Use as mídias sociais para mostrar e procurar trabalho. Se ninguém responder a sua sugestão de artigo, escreva mesmo assim e publique em um blog, ou no medium, ou no Facebook.
E, se alguém que leu isso aqui quer dar seus dois centavos também, deixe um comentário!
Completei um mês de 'vida nova' e, apesar de ser ainda tudo muito novo, resolvi fazer um balanço. Ainda estou me adaptando a nova rotina e tentando ser o mais produtiva possível. Mas acho que a minha maior descoberta nesse último mês é que sofro de uma doença - que eu mesma diagnostiquei - chamada 'Síndrome do Assalariado'.
Eu acho que a maioria das pessoas da minha geração e com a mesma situação econômica (#classemédiasofre) devem sofrer dessa síndrome, mas nem sabem disso. Você só descobre quando tenta uma vida profissional 'alternativa', digamos assim.
O sintoma mais óbvio da Síndrome do Assalariado é a culpa. Culpa na hora que o despertador do seu parceiro toca e ele tem que ir pro escritório, enquanto você calmamente liga a televisão pra ver o jornal da manhã e toma café sentado no sofá. Culpa de ter todo o tempo do mundo pra fazer o que você quer, dentro dos seus prazos, mas sem saber por onde começar porque não tem um chefe te atazanando por email. E, claro, a maior das culpas: a culpa de sair pra tomar um café fora (porque você não aguenta mais ficar sozinho) e saber que, na verdade, quem está pagando o café é o seu parceiro, já que você está seguindo seus sonhos.
O engraçado é que ninguém joga a culpa em você. É você mesmo que cria. A culpa de não ter a carteira assinada é uma coisa que eu jamais achei que me incomodaria, mas incomoda. A minha geração foi pra escola e aprendeu que é preciso se formar e arrumar um bom emprego, pra ter uma vida estável. Eu fiz tudo isso, e agora joguei a estabilidade pela janela pra encontrar uma outra alternativa. Mas a culpa fica no meu ombro, mesmo quando eu estou produzindo e trabalhando e fazendo o que eu falei que ia fazer quando tivesse essa vida nova.
Eu estou vendo inúmeras vantagens em levar minha vida assim, mas acho importante falar das coisas ruins também. Ninguém gosta de compartilhar os baixos, mas a verdade é que eles são perigosos, e podem estragar todos os planos.
Já espalhei a notícia nas redes sociais mas faltou colocar aqui: agora tenho exemplares disponíveis do Guia de Londres para mandar para Europa! Antes a entrega era limitada ao Brasil, e alguns amigos e leitores que moram do lado de cá tinham comentado que queriam - então aproveitei a vinda dos meus sogros (e em breve dos meus pais) para 'transportar' uma leva de guias.
Pode fazer seu pedido tranquilamente através do PayPal clicando aqui (ou entre em contato comigo se preferir depósito/transferência bancária, mas em conta no Brasil) que eu mesma colocarei no correio (e se quiser com assinatura/dedicatória é só pedir!).
Relembrando: o guia custa R$54,90 (a versão eletrônica custa R$39,90 e pode ser comprada aqui, você recebe o link para baixar o PDF imediatamente no seu email). Se você quer saber mais sobre o que vai encontrar no meu Guia de Londres, é só clicar aqui.
É tão bacana ver meu livro pronto! Estou super orgulhosa! São 221 páginas com muita informação boa tanto pra quem vem pela primeira vez como para quem já visitou Londres antes. O tamaho é ótimo pra carregar na bolsa, assim você levar pra todo lado (e o formato eletrônico você pode acessar no celular ou tablet, também dá pra ler em qualquer lugar!).
O livro custa R$54,90 (com entrega para todo Brasil) e o ebook continua por R$39,90. Para comprar em formato impresso clique aqui e para comprar o ebook clique aqui.
Em janeiro desse ano eu decidi que ia escrever um guia de Londres. Há tempos eu pensava sobre isso, mas uma das coisas que eu usava como desculpa para não escrever era o fato de já existirem muitos. Eu me perguntava: por que fazer mais um?
Aí, na mesma semana, aconteceram duas coisas: eu ganhei de presente um guia de Londres de 1896 de uma amiga (A inspiração foi tamanha que a frase de abertura do meu livro vem dele!), e outra amiga me escreveu perguntando se eu não tinha nenhum projeto em vista no qual ela poderia trabalhar comigo como ilustradora. Bingo!
Capa
Ok, existem sim vários, dezenas, milhares de guias de Londres, mas não o meu! Tomei coragem e me dei esse desafio. Levou mais tempo do que eu imaginava (afinal fiz durante meu 'horário livre', ou seja, a noite e nos finais de semana), e várias vezes pensei que não acabaria nunca (sempre tem alguma coisa pra adicionar!). Mas eu acabei!
Índice - o que você vai encontrar no guia
Claro que publicar um guia vai além de escrevê-lo. Contei com um time de colaboradores/amigos que abraçaram o desafio e são tão responsáveis por ele quanto eu: a Claudia, que fez toda a coordenação e montou o processo de venda; a Renata, que revisou todo o texto e garantiu cada vírgula e crase; a Marília, que desenhou as ilustrações maravilhosas que acompanham todo o texto e retratam Londres tão bem; o Filipe, 'dono' das fotos que abrem cada capítulo, e a Halini, que 'amarrou' todo o material e fez a diagramação que torna o guia tão bacana e gostoso de ler.
Um pedacinho do capítulo que é o coração do guia: o Roteiro de 7 dias
Por enquanto o guia está disponível apenas como ebook, mas em 2015 vamos fazer a versão impressa. O preço do ebook é R$39,90 e o pagamento é feito pelo PayPal, que é super seguro. Você não precisa ter conta nele, basta ter um cartão de crédito ou debito e pronto! Assim que você efetua a compra é redirecionado para uma página com o link para baixar o guia (e também irá receber o mesmo link por email).
Primeira página do capítulo com sugestões de passeios de 1 dia na cidade
Estamos publicando o guia de forma totalmente independente, e por isso também estamos aprendendo muito com o processo. Caso você tenha qualquer tipo de problema, é só entrar em contato e vamos ajudar a resolver.
Para comprá-lo, clique aqui. Para mais informações sobre o conteúdo do guia, clique aqui.
Lembrando que continuarei a postar sobre Londres normalmente, tanto aqui como no Aprendiz. Temos um montão de posts na nossa página especial sobre a cidade, e o fato de vendermos um guia não afeta em nada o ritmo de postagens e o conteúdo gratuito que disponibilizamos no Aprendiz de Viajante.
Saiu semana passada a sexta edição da nossa revista de viagem gratuita! Dessa vez o conteúdo é mais focados nos Estados Unidos, e como estive em Chicago recentemente escrevi uma matéria sobre a cidade - além das seções de produtos e souvenirs (quem mostrou a coleção foi a Camila, do blog Viaggiando).
Quem baixou as edições anteriores deve ter recebido a notificação por email, mas quem ainda não conhece nossa revista, dá uma olhada nesse link, que tem todas as instruções.
Temos altos planos para o Aprendiz de Viajante esse ano, e um deles é lançar alguns guias de viagem - eu estou escrevendo um, vocês já devem imaginar de qual cidade... O mais legal é que farei na companhia da Marília, que será a responsável pelas ilustrações, e da Renata, que está fazendo a revisão. Ainda não temos uma data específica de lançamento porque ainda tem muito trabalho pela frente, mas é claro que aviso aqui quando esse filho nascer.
A essa altura do campeonato, quem lê esse semi-abandonado blog sabe que eu escrevo também no Aprendiz de Viajante. Lá, além de postar sobre as viagens, falo também de Londres (e muito!). Por causa do (modéstia a parte) ótimo conteúdo que temos lá, uma empresa que conta com motoristas brasileiros que fazem traslados e city tours entrou em contato para fecharmos uma parceria.
Mas o que eu quero dizer com parceria? Significa que, a cada pessoa recomendada pelo Aprendiz de Viajante que fecha um serviço com eles, nós ganhamos uma comissão (que não afeta o valor! Se fosse fechado sem indicação seria exatamente o mesmo preço). Para ver o post com a tabela de preços que fiz lá no Aprendiz, clique aqui. O email para contato com a empresa é londrestransfer@gmail.com
Como manter o blog (que vai muito além do site, pois temos também uma página no Facebook que passou dos 220 mil seguidores, perfil no Instagram e no Pinterest) dá muito trabalho, mas pouco dinheiro, resolvi compartilhar a parceria com a empresa de motoristas brasileiros aqui também.
Participamos também do programa de afiliados do booking.com, que funciona da mesma forma. Usando o link direto do site do Aprendiz para fechar sua reserva, nós também ganhamos comissão (que, mais uma vez, não interfere no valor).
Assim conseguimos manter o blog e continuar criando conteúdo.
Saiu! Um ano após nossa primeiríssima revista, lançamos a quinta edição - estou super feliz que chegamos até aqui.
Bom, essa edição é especial porque Londres está na capa, junto com Paris. Escrevi uma matéria gigante, com roteiro de 5 dias na cidade (que tem um monte de dicas extras, links para mapas e curiosidades ao longo do texto), lista de restaurantes e 10 lugares para ver Londres do alto. Melhor ainda ter a foto do Big Ben, que estampa a capa, tirada pelo meu grande amigo e talentoso fotógrafo Filipe Xavier.
Relembrei minha viagem a Edimburgo com a matéria "10 coisas para ver em..." e dei pitacos na matéria de Paris e Nova York.
Também assinei minhas seções: produtos de viagem, souvenirs de viagem (com a coleção de canecas da Clarissa) e entrevistei a Teté Lacerda, que está dando a volta ao mundo.
E claro, tem ainda muito mais: matérias escritas com colaborações de outros blogueiros e colaboradores, com muitos destinos de inverno, incluindo lugares para ver Aurora Boreal e esquiar.
UFA! Tem leitura pra um mês aí hein?
Quem já baixou as edições anteriores da revista deve ter recebido um email com as instruções para download - se você ainda não conhece nossa revista, acesse esse link e veja como é fácil. Vale lembrar que é gratuita!!!
Claro que produzir uma revista dá um trabalho danado - mas fazemos com amor. É uma produção 100% independente, que conta com o nosso esforço e colaboração de muita gente que abre mão do seu tempo para escrever matérias exclusivas.
Semana passada publicamos a quarta edição da revista do Aprendiz de Viajante, mas esperei uns dias para avisar aqui já que tivemos uns probleminhas técnicos com o site (blogar dá muita dor de cabeça as vezes!!) justamente junto com o lançamento da revista. Mas enfim, tudo resolvido, então se você já conhece e recebeu as edições anteriores deve ter sido avisado por email sobre a nova edição.
O tema dessa edição foi praias e paraísos pelo mundo, então as fotos estão incríveis, prepare-se para ficar morrendo de vontade de viajar pra um lugar com sol, areia branquinha e muita água fresca!
Aqui uma palhinha de algumas das matérias que eu escrevi:
Seleção de 10 produtos que tem a ver com viagem
Apanhado geral sobre a Ilha da Madeira
Uma volta ao mundo em 40 paraísos - contei com a colaboração de vários outros blogueiros, amigos e leitores, que mostraram lugares sensacionais onde passaram férias
Relembrando a viagem a Guernsey e Herm, nas Channel Islands
E como a edição era um especial de praias, na seção de souvenirs de viagem escrevi sobre a coleção super original do meu sogro: areias!
E já que você vai baixar a revista, aproveita pra participar so sorteio do iPad mini - basta cadastrar seu email como assinante e deixar um comentário nesse post (clique aqui). Para aumentar suas chances, indique amigos!!!
Trabalhar com a internet é sentir-se constantemente atrasado. Acho que nao teve uma semana esse ano que eu nao pensei "tá muito corrido mas semana que vem acalma" - mas nunca acalma. Tudo tem que ser na hora, agora, tudo é prioridade. A internet criou um monstro, os leitores (esto falando dos leitores do site onde trabalho) querem ler as novidades da feira que abre hoje, amanha.
Acho que a medida que nos aproximamos do fim do ano vou me sentindo mais cansada. Estou contando o tempo que falta pra terminar 2013 em quantidade de matérias que tenho que escrever. Voces tambem se sentem assim?
Hoje, domingao, to conectada no servidor do trabalho e adiantando matéria que tem que ir pro ar no início da semana, pois amanha já estarei em outro lugar pra cobrir outra feira. E ontem me dei conta de que nos primeiros cinco meses do ano que vem já tem pelo menos uma viagem a trabalho por mes marcada.
Ou seja, sossego nao existe pra quem trabalha do outro lado do computador!
Pois é, chegamos na terceira edição da revista de viagens mais legal que tem : ) - tenho que puxar a sardinha pro meu lado né?
Pra quem já baixou as duas edições anteriores: você já deve ter recebido o email com instruções para o download da nova edição. Caso não tenha recebido, verifique sua caixa de spam!
Dessa vez escrevi sobre Estocolmo, Paris (em parceria com a queridíssima Rê Inforzato) e também contei minha experiência de viagem com os meus pais. Também escrevi sobre a coleção de máscaras da Ana Catarina, lá na seção de souvenirs de viagem.
Uma seção que adorei fazer chama-se "Produtos de Viagem" - coisas bacanas que vejo por aí que de uma forma ou de outra tem a ver com viagens. Desde peças decorativas até acessórios para viajar.
Mas a revista tem muuuuito mais assunto, começando pelo que está na capa: África do Sul! Enfim, baixem, leiam e me digam se gostaram!
Na madrugada de quinta pra sexta feira foi pro ar a segunda edição da revista do Aprendiz de Viajante (a edição inaugural rolou no fim de 2012), e mais uma vez estou super orgulhosa do resultado. A Lu Misura e a Claudia mandaram MUITO bem na diagramação e o time de colaboradores (pois é! Além de nós 3 tivemos alguns outros amigos que doaram seu tempo e expertise) criou uma série de matérias sensacionais.
Com o tema romance, essa edição nos leva de Seattle a Holanda, do Japão a Washington DC, de Napa Valley a Tailândia. Fazendo escalas em Fernando de Noronha, Buenos Aires, Paris, Londres.... e mais um monte de pit stops lindíssimos.
Eu não poderia deixar de falar de Londres, e montei uma lista de 100 coisas para fazer de graça por aqui. Além disso, repeti a dose na seção "Uma Cidade, Três Orçamentos" e a bola da vez foi Buenos Aires. Também escrevi sobre Paris com a ajuda de duas amigas. a Renata e a Beth e contei com a participação da Cinthia e da Marcela pra escrever sobre souvenirs de viagem. Por fim, importunei a Dri quando ela tinha acabado de ter neném com um monte de perguntas sobre as viagens dela.
Quem baixou a primeira edição já recebeu email com link pra baixar essa (se você não recebeu ou deu problema, por favor mande email para contato@aprendizdeviajante.com). Mas se você não sabia da existência dessa revista incrível, é só colocar seu email nessa caixa verde aí do lado direito ou então ler as instruções nesse post aqui.
Espero que todo mundo goste, vou adorar saber a opinião de vocês!
O último post de 2012 é pra fechar esse ano que foi tão bom pra mim de uma maneira especial: ontem colocamos no ar a primeira edição da revista eletrônica do Aprendiz de Viajante, o blog de viagens que escrevo juntamente com a Claudia e a Luciana.
Para essa edição selcionamos alguns posts ja publicados no blog mas também acrescentamos matérias exclusivas. São 90 páginas de um conteúdo dinâmico e fotos muito lindas - apesar de nós 3 termos trabalhado no projeto, o mérito da edição e diagramação fica com a Claudia, que ralou pra caramba pra conseguir disponibilizar a revista ainda esse ano.
E o melhor: ela é totalmente gratuita - basta colocar seu email na caixinha verde no fim desse post(clique aqui) pra receber um link para download. E pronto: você pode ler no computador, tablet, celular, ou também imprimir a sua.
Abaixo, uma palhinha da matéria que escrevi sobre Londres:
Vou adorar saber o que vocês acharam - qualquer feedback é muito bem vindo!
Como contei aqui, minha colaboração no blog de viagens Aprendiz de Viajante teve um upgrade, e, consequentemente, tenho escrito muitos posts por lá, principalmente sobre Londres (o que não interfere de forma alguma o conteúdo desse blog aqui!). Para facilitar a vida de quem procura informações precisas, resolvemos organizar esses posts em uma página especial.
Ainda há muuuuito que escrever (é até engraçado olhar o calendário que temos lá e ver a quantidade de rascunhos programados!), e aos poucos vou preenchendo as "lacunas". Mas já convido todo mundo que chega aqui atrás de informações sobre a cidade a dar uma olhada lá também! E não deixe de fazer um comentário com sugestões, feedback ou críticas.
Lembrando que aqui no blog, todos os posts sobre Londres estão nesse link aqui.
Escrevi uma matéria bem bacana (modestia a parte) sobre o parque olímpico de Londres para o site da Casa Vogue. A ideia era contar um pouco sobre o conceito de cada uma das arenas, quem é o arquiteto por trás de cada um dos projetos e também uma ou outra curiosidade.
A colaboracao com a Casa Claudia já acontece há algum tempo, mas é sempre especialíssima. Afinal, é a Casa Claudia, e ponto. E ainda esse mes, quando faco minha estreia na versao impressa da Casa Vogue. É a Casa Vogue, e ponto! #mamaeorgulhosa
prometo que paro com os posts se achentos por agora!
Em tempo:
Na Casa Claudia - relato conciso da feira Maison&Objet
Na Casa Vogue - texto sobre o recém inaugurado hotel Le Berger, em Bruxelas
Pois é. Fazendo meu próprio jabá. Porque peao que é peao reclama pra caramba do tanto que trabalha mas gosta de se exibir também.
Vamos lá entao:
Cobertura completíssima e detalhada da feira IMM, de Colonia - clique aqui e vá para a página 120
E o melhor da feira de Colonia e também da de Paris (Maison&Objet) - clique aqui e vá para a página 60
A matéria abaixo já é mais antiguinha - mas só agora a versao online foi disponibilizada (a versao impressa circula em Ribeirao Preto). O tema é arquitetura democrática, mais precisamente sobre o evento Open House que rola aqui em Londres. O mérito desse texto é da Débora, que convidei para ser minha eventual colaboradora! Depois dessa matéria (que foi a primeira dela, parabéns!), ela ja me ajudou em outras - foi ótimo poder contar com alguém, quase tive um colapso nos útlimos dois meses de tanta coisa que tinha pra fazer.
Entao clique aqui e vá para a página 47 prestigiar a primeira matéria publicada da Débora!
E um segundo texto meu, na mesma revista. Na página 57.
Poxa, hoje eu fiquei chateda. Há uns bons 5 meses eu me matriculei em um curso de crítica de arte que iria começar agora em janeiro. Anotei na agenda, deixei o email da confirmação da matrícula na minha caixa de entrada e guardei na cabeça: começa quarta feira, dia 10.
Te dou uns segundos pra cair a ficha.
Pois é, dia 10 é hoje, terça feira. Como pode minha memória aprontar uma dessas comigo? Tudo bem, tem ainda mais 9 aulas pela frente, mas o detalhe é que faltarei nas próximas 2 aulas também (isso já estava programado), fazendo com que minha presença no primeiro dia fosse essencial.
Fiquei chateada mesmo! Um curso que levou 1/3 do meu salário mensal, para o qual eu estava tão empolgada, em uma escola bacanérrima, em um campus novíssimo que saiu em diversas revistas e sites de arquitetura (eu mesma escrevi sobre esse campus, irônico hein?), sobre um assunto que eu quero me aperfeiçoar cada vez mais.
Anyway, agora é ir nas 7 aulas restantes.
Melhor eu nem comentar muito aqui sobre o dia que fiquei procurando meu celular e ele estava na minha mão esquerda.
Quem aí já deu uma olhada nessas "sub categorias" no topo da página? Realmente não sei se a turma dá bola pra tudo que eu coloquei aí, mas talvez os mais observadores perceberam que há umas duas semanas adicionei uma categoria nova: Design Para Viagem.
Clicando lá, você é redirecionado para um seção no blog Aprendiz de Viajante, da Claudia, uma amiga que conhecia há mais de 5 anos via blog e que recentemente conheci ao vivo e a cores - ela veio a Londres a trabalho e passou dois dias aqui em casa! Pode parecer esquisito pra quem não tem uma vida online intensa, mas pra turma que está nessa de blogs há vários anos, é o caminho natural das coisas.
Papo vem papo vem (Haja conversa! Foi muito Bailey's consumido!), acabamos fechando nossa primeira parceria oficial: estou escrevendo uma coluna quinzenal lá no Aprendiz, chamada Design Para Viagem. O nome diz tudo né? Vou unir a minha paixão e profissão com a paixão e profissão dela. Dicas de lugares design no mundo todo, de forma bem descontraída. Hoteis, restaurantes, lojas: tem design envolvido, tá incluso no pacote!
Alguns dos leitores desse blog acompanhavam também meu finado blog de design. Como eu expliquei lá quando dei cabo nele, já não dava pra ser criativa o suficiente a ponto de manter um blog, já que ele estava ligado ao que faço profissionalmente - escrever sobre design. Era difícil ter algo realmente novo pra postar com uma boa frequência, e tem tantos blogs bons por aí, que já não via sentido no meu. Foi tarde, ninguém sentiu falta, muito menos eu!
Mas claro que volta e meia acho alguma coisa interessante, mas não é o suficiente para gerar uma matéria. Um lançamento de produto aqui, uma exposição ali... Eis que um blog que gosto muito e que uso bastante para pesquisas anunciou que estava precisando de colaboradores! Tchã-nan! Mandei email me candidatando, e deu certo!
O que gosto nesse blog, além do layout lindo, é que ele trata de tudo um pouco. E a maioria das coisas que estão lá não saem nos blogs famosos. Até pouco tempo atrás o nome do blog era The Closet, mas quando eles anunciaram os novos colaboradores (eu e mais 3, além dos 3 que já escreviam), mudaram também o nome: agora é THEmag. Os fundadores são italianos, mas todos os posts estão disponíveis em inglês.
Cada colaborador tem uma cor que identifica seu post no grid: a minha é esse rosa antigo:
Então fica aí a dica, pretendo manter minha "cor" sempre viva, com a vantagem de estar acompanhada de muito mais conteúdo bacana e não ter o peso de ter que manter o blog sozinha. Acessem, divulguem!
Difícil alguém ainda não ter percebido a janela aí na coluna da direita promovendo o projeto Dicionário Criativo. As vezes eu devo parecer a chata das causas, mas não tem como não abraçar uma causa quando ela "fala" tanto com você!
A ideia é muito bacana, e todo mundo que se vê diante de uma página em branco (vale para os blogueiros também hein?) ou com aquele parágrafo que não "fecha" porque falta aquela palavrinha.... vai entender bem e vai querer abraçar o projeto também, tenho certeza!
O Dicionário Criativo não será simplesmente um dicionário, e sim um dicionário de analogias, uma ferramenta para ajudar produzir ideias e textos. Vai contar com banco de imagens, expressões idiomáticas, dicionário de rimas entre muitas outras coisas. Dá pra ver um exemplo de página do dicionário nesse link aqui.
Agora, o que eu mais gostei foi que a gente pode adotar uma palavra! Adotando uma palavra (eu adotei DESIGN), toda vez que alguém consultá-la vai ver que você é o "patrono" dela, e seu nome/link aparece no rodapé da página. Um merchan muito bom, se vocês querem saber minha opinião! Fiquei pensando em como isso pode beneficiar os blogueiros, e imagina que bacana se alguém da turma que escreve sobre viagens adotar a palavra VIAGEM, ou alguém que escreve sobre moda, ter lá seu link estampado quando MODA for a expressão procurada. E por aí vai, são tantos blogs especializados hoje em dia: beleza, maternidade, culinária, decoração...
O custo dessa adoção é R$25,00. Se animou? A doação é feita através desse link aqui, e a escolha da sua palavra é feita aqui. Realmente espero que mais gente se anime, pois o projeto precisa arrecadar R$12.000 pra poder seguir em frente!
PS.: Enquanto eu escrevia esse post, não conseguia parar de pensar nessa música dos Titãs (nem sei é deles, mas lembro deles cantando no show acústico). Delícia de música e perfeita para esse projeto!
Palavras pra esquecer versos que repito
Palavras pra dizer de novo o que foi o dito
Todas as folhas em branco, todos os vidros fechados
Tudo com todas as letras, nada de novo
Debaixo do sol
Desde a metade do mês de maio, até poucos dias atrás, fiquei em um ritmo de trabalho punk, como acontece quando viajo para cobrir as feiras. A diferença é que dessa vez foram mais de 2 meses assim, então minha ansiedade para ver esse projeto em particular ir pro ar era muita!
Acho que a satisfação de ver meus textos publicados é a mesma que eu tinha ao ver meus produtos nas lojas da Tok&Stok. E, quanto mais trabalho dá, mais contente eu fico de ver o resultado final.
Pois é, o primeiro de uma série de guias de design - chamada Guia 48h de Design - está no ar lá no site da Casa Vogue! O resultado final, com os pontos no mapa, ficou demais! E a primeira cidade é, claro, minha querida Londres. Por um lado, foi fácil falar sobre ela (pelos motivos óbvios) mas por outro foi complicadíssimo limitar a lista de lugares. Afinal, o objetivo do guia é ser compacto, conciso, e agradar a turma que ama design em todos os momentos: do hotel ao restaurante!
(no período que trabalhei nesse projeto fiquei meio anti social e minha resposta para os amigos sempre era: não posso, tô trabalhando. Aí turma, era verdade!)
É muito bom começar a colaborar com uma nova mídia, então na sexta feira comemorei muito minha primeira matéria publicada no site da revista Casa Vogue! Torcendo para que essa colaboração seja apenas uma entre tantas outas por vir, me encho de orgulho ao saber que meu nome está ligado a um nome tão importante assim!
A matéria é essa que está destacada, sobre a reforma do hotel St. Pancras Renaissance, aqui em Londres. Leiam, comentem, divulguem!
Poucos meses depois da nossa mudança para Londres, eu tive a felicidade de conhecer a Vanessa e o Neni. Aquela coisa: amigo de amigo de amigo... sabem? Nessa época, comecinho de 2009, eu já tinha publicado uma ou outra matéria, e o primeiro contato com ele foi pra falar sobre colaboração para a revista que ele fundou, a Revista B.
Mas, logo que nos conhecemos, eles estavam formulando um projeto: não só de trabalho, mas de vida mesmo. A princípio, a ideia era fundar uma nova revista, que tratasse de assuntos ligados a "ethical living" e sustentabilidade. Ou seja, contribuir para um mundo mais bacana. O slogan da Elpis - assim foi batizado o projeto - diz tudo: combining ideas and good deeds to inspire change.
Como começar uma revista do zero não é coisa fácil, o projeto acabou tomando outros rumos, e depois de muito, muito suor dos dois, a primeira ação da Elpis está acontecendo aqui em Londres: chama-se Elpis MagBag.
Pois é, a revista virou sacola e é distribuída gratuitamente em diversos pontos da cidade. Mas não é uma sacola qualquer! Ela vem cheia de conteúdo (reportagens, receitas, dicas para um vida sustentável), como se fosse um jornal mesmo! O importante é ressaltar que os pontos de distribuição foram escolhidos a dedo - são lojas que levam a sério o conceito que de sustentabilidade que permeia a Elpis.
Como eu disse, a MagBag é gratuita. Ou seja, precisamos de anunciantes! Então, se você está em Londres, fica a dica: vá a algum dos pontos de distribuição, faça umas comprinhas : ) leve sua sacola pra casa e ajude a divulgar!!
Estava esperando ansiosamente a minha última matéria sobre a feira de Milão ir ao ar pra eu poder colocar esses dois links aqui!
Duas coberturas bem completas, a primeira para a Revista Lush, que já está no ar há algumas semanas:
E a segunda para a revista RG Móvel, que acabou de ir pro ar! Nessa matéria voce pode baixar o áudio da minha entrevista com os irmaos Campana e assistir o vídeo que fiz com o designer brasileiro Sérgio Matos, que expos no Salao Satellite.
Contei no twitter e no facebook mas esqueci de postar aqui, shame on me... Mas a novidade é que fui aceita na pós graduação em jornalismo para qual havia aplicado no começo do ano!
As aulas começam em outubro, então tenho alguns meses pela frente para poder assimilar a ideia de voltar a universidade depois de tanto tempo!
Aproveitando o assunto "jornalismo", hoje mesmo uma das minhas melhores amigas me apresentou para uma pessoa falando: ela é designer.... Pois é, se é difícil fazer as próprias amigas assimilarem a ideia de que não sou mais designer e que o que faço agora não é algo temporário enquanto a Habitat não me contrata, imagina o resto do mundo...
Por que né? Bora conquistar o mundo!!! ; )
E abaixo a primera página de uma das minhas mais recentes matérias, para a nova edição da revista abcdesign, com a qual colaboro há mais de 1 ano! Eu amei escrever esse texto, que trata sobre como os alimentos estão se tornando materiais nas mãos dos designers! Tem até cadeira feita de pão e luminária feita de sal! Pessoal que está no Brasil, comprem a edição 35 da revista abcdesign (as matérias da edições anteriores estão lá no meu site)
Voces lembram que no fim do ano passado eu escrevi sobre o projeto 3meia5? Pois é, enfim chegou o dia da minha participacao, entao queria pedir que todo mundo desse uma passada lá pra ler meu post, que conta como foi meu dia (ontem, 7 de abril).
Há tempos que ensaio escrever esse post mas bate uma preguiça gigantesca, porque sei que o assunto é polêmico e há a possibilidade de rolar enchições de saco. Mas, como eu tenho tido cada vez mais contato com jornalistas - diplomados - lá no Brasil e por isso sentindo uma certa contradição no assunto, lá vai meu post.
Todo mundo aqui sabe que eu não me formei em jornalismo. Sou "desenhista industrial" e coloco entre aspas porque a minha querida primeira profissão não é regulamentada. Até o nome da curso, Desenho Industrial, é mega antiquado e deveria urgentemente ser alterado para Design (Produto ou Gráfico ou o que for), afinal não há palavra em português que represente perfeitamente o que engloba essa profissão.
Mas chega, não queria falar da minha primeira profissão, mas da segunda, o jornalismo. Pois é, eu entendo mesmo (mesmo!) a insatisfação da classe (que termo mais revolução industrial hein?), que estudou por anos e passou perrengues infernais até conseguir trabalho. Mas também entendo que pessoas especializadas em um setor específico (oi?) tem muito para contribuir.
Eu realmente não compreendo reclamações do tipo "ah, mas agora meu diploma não vale nada?". Como assim? Você realmente acha que seu conhecimento do assunto será desdenhado por causa disso? Eu não acho não! Você tem é uma bela de uma vantagem, aproveite!
Além disso, pessoas especializadas - em design, culinária, música, arte, entre tantos outros - tem contribuído com o jornalismo há anos e merecem sim o título de jornalista.
Até porque, os próprios bachareis em jornalismo cedo ou tarde acabam especializando-se em algo.
REPITO: eu acredito na importância do curso, e sinto na pele a falta que ele faz (por isso estou correndo atrás da faculdade perdida através de cursos e uma possível pós), mas da mesma maneira que um economista pode virar designer, um designer também pode virar jornalista.
Ah, mas falei falei e não contei das contradições né? A melhor delas: uma das editoras com que trabalho divulgou, em sua "carta do editor" - que vai na primeira página da revista - sua revolta quando essa história de não precisar o diploma foi aprovada. Engraçado que na mesma edição estava lá a minha matéria, toda bonitona. Preciso explicar?
Aliás essa coisa toda de "estudou isso então é isso que você tem que fazer pro resto da sua vida" é um pouco ultrapassada. Eu mesma só fui abrir a cabeça há pouco tempo atrás, e minha mudança pra Londres contribuiu muito pra isso. Aqui, você usa a universidade pra flertar com vários assuntos, e é na sua caminhada profissional que você vai acabar descobrindo o que fazer. Já conheci muita gente formada em marketing que trabalha como jornalista, ou formada em moda e que atuam em administração.
Eu costumava ficar irritada quando via uma turma autodidata falar que era designer, e me arrependo muito de ter sido tão cabecinha fechada. A gente muda, a gente aprende, podemos fazer várias coisas fora do percurso planejado quando a gente tinha 17 anos.
Tudo isso porque eu não quero mais ficar envergonhada pra falar que sou jornalista de design. Porque eu sou!
(mais uma foto não relacionada com o post, que estava solta aqui no meu pc)
Pois é pessoal, o lado bom de ter um blog é poder fazer seu merchanzinho pessoal sem culpa. Como faz tempo que não coloco nada sobre as minhas matérias aqui, vou colocar logo 3 de uma vez só.
A primeira está no Casa.com.br (com o qual estou completando 2 anos de parceria!), e é minha vigésima quinta contribuição para o site! Fica aqui meu obrigado a toda equipe, eles que publicaram uma matéria minha pela primeira vez e me ajudaram a começar essa nova carreira, Enfim, de volta a matéria, é sobre a exposição do Designs of the Year aqui no Design Museum, mais especificamente sobre a participação do brasileiro Domingos Tótora como um dos finalistas na categoria mobiliário. Cliquem aqui para ler!
A segunda é uma entrevista que eu fiz com um dos sócios do UAP (Urban Art Projects), escritório de design australiano. Essa foi publicada na Revista B e você pode ler clicando aqui (a partir da página 30)! E a terceira - e mais trabalhosa de todas - é a cobertra completíssima da feira de móveis de Colônia. que eu visitei pelo segundo ano consecutivo em janeiro. Essa reportagem marca 1 ano de colaborações com a Revista RG Móvel, para a qual eu tenho visitado diversas feiras, o que me deu a oportunidade de aprender MUITO e curiosamente fazer com que esse tipo de jornalismo virasse o meu preferido! Clique aqui para ler (a partir da página 124) Boa leitura - para os que tiverem paciência né? ; )
Heloisa Righetto, 39 anos, sou paulistana com raízes catarinenses, moro em Londres desde dezembro de 2008 (mas o blog existe desde 2004). Sou designer por formação e trabalho com comunicação. Em agosto de 2018 terminei um mestrado em gênero, mídia e cultura.