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Mestrado em Londres: primeiras impressões


E então que finalmente começaram as aulas do mestrado. Estava há tanto tempo me preparando pra isso que já estava se tornando uma coisa meio surreal, sabe? Parecia que não ia acontecer de verdade. Tinha o Kilimanjaro, tinha a ida pro Brasil e algumas outras viagens. O "depois do mestrado" parecia tão distante... mas cá estou eu, de fato fazendo um mestrado.

Claro que ainda é cedo pra dizer se é bacana ou não. Por enquanto está tudo indo bem. Tem sim bastante coisa pra ler, e tem sim um monte de textos complicados que não consigo entender. Mas o mais importante é que, por enquanto (e talvez mais pra frente eu perceba que falei isso cedo demais), estou achando tranquilo. Consigo ter um pouco de tempo livre, ao contrário do que esperava (e ao contrário do que a maioria das pessoas me falaram). Eu estava preparada pra não ter vida fora da universidade após o início das aulas. E apesar de realmente não poder fazer planos com antecedência (principalmente viajar), não estou achando muito diferente do ritmo da vida de freelancer.

Não sei como é no Brasil, mas aqui o mestrado é praticamente "autodidata". As (poucas) aulas são curtas, e é esperado que você corra atrás da informação e participe de palestras, grupos de pesquisa e estudo. Também não é esperado que você comece as aulas já sabendo o tema da dissertação. Aliás, é bem o contrário: na primeira semana as professoras nos falaram que começar o curso com uma ideia já formatada é prejudicial.

O meu curso tem cerca de 30 pessoas, sendo que apenas um homem. Mais da metade é composta por estrangeiros. Temos uma matéria obrigatória nesse "term" (que vai até dezembro) e outra opcional. A minha matéria opcional é por acaso a matéria obrigatória de um outro curso (Direitos Humanos), e não tem mais ninguém do meu curso que também escolheu essa. Ou seja, tenho duas turmas completamente diferentes.

No fim desse "term" terei que escrever um "essay" pra cada uma das matérias - então a coisa deve ficar mais estressante pro fim do ano.

Também me inscrevi em umas aulas de "academic language development", formuladas para alunos estrangeiros que querem se familiarizar com escrita acadêmica. E tenho usado bastante a biblioteca.

Um dos meu "medos" de voltar pra faculdade depois de tantos anos era ser a mais velha da turma. E isso se confirmou. Tem muito mais gente nos seus 20 e poucos, e que acabaram de se formar e mudar para Londres para fazer esse mestrado, do que a turma dos 30 e poucos (e menos ainda dos 30 e muitos). Mas o lado bom é a empolgação dessa mulherada novinha. E o tanto que elas sabem: já conhecem as autoras mais importantes do movimento feminista, estão envolvidas com causas, e com sede de aprender. Ainda não foram picadas pelo mosquito "estou de saco cheio de trabalhar e ganhar pouco e é isso que é a vida?", e as vezes nossa diferença de idade de 10, 15 anos, é apenas um detalhe. Adoro conversar com elas.

Bom, é isso. Por enquanto só molhei o pé na vida acadêmica. Mais updates em breve!

Mestrado


Pois é, eu vou fazer um mestrado. Que alívio que me dá falar isso, depois de um fim de 2016 e começo de 2017 meio chatinhos. Agora, com a decisão tomada (e, mais importante, com a vaga conquistada oficialmente), sinto que tenho controle da minha vida novamente (olha o drama!).

Mas vamos ao que importa. O nome do meu curso é Gênero, Mídia e Cultura (em inglês: Gender, Media and Culture). Eu estava procurando algum curso sobre história do Feminismo, e quanto mais eu colocava no Google, mais esse resultado aparecia. Nas primeiras buscas eu ignorei o resultado assim que vi o "MA" (abreviação em inglês que indica que o curso é um mestrado), mas toda palavra chave que eu colocava, resultava nele.

Até que resolvi entrar no site e dar uma olhada. E parecia perfeito pra mim. Não apenas as matérias, a essência e as possibilidades de tese, mas pra melhorar a universidade é bem perto da minha casa. Olhei os requisitos necessários, vi que não teria grandes burocracias para me candidatar e corri atrás dos documentos: diploma, referências, uma carta explicando a razão do meu interesse. Somei a esse material todas as colunas que já publiquei no Brasil Observer, os hangouts do Conexão Feminista e tudo mais que eu achei que poderia me ajudar.

Mandei tudo e precisei esperar. E essa espera foi horrível. Não sabia o que fazer: continuava procurando emprego? E se conseguisse um trabalho e também a vaga do mestrado? E se não conseguisse nenhum dos dois? Receberia o atestado de fracassada pelo correio (drama, parte 2)? Resolvi não falar pra muita gente, porque tinha medo de não ser aceita e depois ter que lidar com todo mundo perguntando "e o mestrado?".

Aí, finalmente, 3 meses depois, chegou a resposta. Mal tive tempo de comemorar, pois a oferta da vaga vinha com uma condição: fazer o IELTS, o exame de inglês sobre o qual já falei aqui. Por essa eu não esperava, e tentei argumentar com a universidade. Mandei meu certificado de Cambridge, mandei as matérias que escrevi em inglês quando estava trabalhando e tudo mais que me ajudaria a provar que sim, que eu tenho capacidade de fazer um mestrado em inglês. Mas não adiantou e lá fui eu fazer a prova. Como vocês já sabem, no fim deu tudo certo.

Então é isso. Estou aproveitando e muito meu verão inglês antes que as aulas comecem no fim de setembro. Ando com a agenda cheia: encontros, shows, meus compromissos com a LAWA, meus frilas, blog, Conexão Feminista e umas viagenzinhas a vista antes da vida acadêmica começar. Mas já estou tendo um gostinho de como vai ser, pois essa semana recebi email do coordenador do curso, solicitando uma dissertação e "recomendando" diversas leituras.

Ah, os livros. Vou sentir falta de ler o que eu quiser, quando eu quiser. Será um ano intenso. Já me dá saudades do limbo.

IELTS


Poucas coisas são tão retrógradas quanto provas (não provas de crimes, de teste de inteligência mesmo, hahahahahaha), e eu achava que a essa altura do campeonato estava livre delas. Passar numa prova não significa que você realmente manje do assunto (eu por exemplo não sabia dirigir quando passei no exame da carteir de motorista, e passei em muitas provas de química e física na escola porque escrevia a fórmula na sola do meu tênis), mas infelizmente acho que estamos longe de inventar um sistema de educação que seja mais inclusivo. Mas enfim, esse não é um post político, é um post sobre uma maldita prova de inglês que precisei fazer há algumas semanas, o IELTS.

Eu me candidatei para uma vaga em um mestrado (mais sobre isso em breve) e a universidade exige uma comprovação de que você sabe se comunicar em inglês (caso inglês não seja seu primeiro idioma, óbvio). Eu até tirei aqueles certificados de Cambridge pentelhos quando estudei na Cultura Inglesa, mas olha só, não me serviram pra nada. A universidade não aceitou, já que precisava que a comprovação tivesse no máximo 2 anos. Tentei argumentar, afinal trabalhei como editora de um site (escrevendo e editando em inglês) por 6 anos, mas não adiantou.

Tive que colocar o rabo entre as pernas e me inscrever para fazer o IELTS. E o pior: pagar as £160 de inscrição. Foi tudo meio em cima da hora, pois eu queria matar essa pane antes de viajar. Tive 2 semanas para me preparar, fazer uns simulados e entender as "manhas" da prova, que é dividida em 4 partes: reading, writing, listening e speaking.

A universidade exigia que eu tirasse uma média de 6.5 (a nota máxima do IELTS é 9), sendo que tinha que ser no mínimo 6 em reading, listening e speaking e 6.5 em writing. Ou seja, não adiantaria obter uma média 7 se meu writing fosse 5.5, por exemplo.

Bom, lá se foi um sábado perdido fazendo essa prova pentelha. Eu achei tudo relativamente fácil, menos a categoria que eu precisava da nota mais alta, o writing. Eles dão apenas uma hora para você fazer duas redações (escritas a mão), com temas chatíssimos. Há um número mínimo de palavras para cada uma das redações, e você tem que ter certeza de que o examinador vai entender sua letra. Então entre escrever (e usar as palavrinhas que garantem pontos, como "however", "therefore", "despite", "moreover", "first of all" e por aí vai), apagar e reescrever os garranchos e contar as palavras, mal dá tempo de bolar um texto decente.

Mas o resultado chegou e eu passei! Fui muito bem aliás. tive uma média de 8,  e no reading tirei a nota máxima, 9. No speaking e no listening tirei 8.5 (uma pena que não falam o que eu errei, pois eu achava que tinha tirado a nota máxima no listening também), mas no writing passei raspando: 6.5, exatamente o que a universidade pediu.

Mas enfim, mais um perrengue resolvido. 160 libras para provar que meu inglês é bom o suficiente pra eu voltar a estudar.

Modern Art: Impressionism to Pop

Foi esse o nome do curso que eu fiz nos últimos 3 dias: estava há tempos namorando essa possibilidade, e finalmente realizei um pequeno sonho, o de estudar no Sotheby's Institute of Art. Digo pequeno porque o sonho mesmo é fazer algum dos cursos longos, de extensão, que eles oferecem. Mas esses requerem mais preparação ($$$), então por enquanto optei por essa mini imersão de 3 dias.

Tô até agora tonta - no bom sentido - tentando organizar todas as informações que recebi desde quarta feira. As aulas foram muito, mas muito melhores do que eu esperava. Sabe aquele professor bom da faculdade - coisa rara, eu sei - que é tão apaixonado, mas tão apaixonado pela disciplina que ele ensina que você nem sente o tempo passar durante aula? Aquela aula tão boa que você não dá conta de anotar tudo porque não quer perder um segundo de informação e teu caderno fica uma zona, cheio de palavras soltas, sublinhadas, mas que de alguma forma fazem todo sentido? Os meus 3 dias foram assim.

Fazer um curso desses em Londres é mais que especial, já que temos o privilégio de sair da sala de aula e ver algumas das obras de arte mostradas nos slides ao vivo e a cores. Fica mais palpável, muito mais real.

Esse meu sonho de manjar muito de história da arte não é novo, mas sempre andou aos trancos e barrancos. O maior barranco foi a pós graduação que eu abandonei (tudo bem que eu me mudei pra cá e teria que largar de qualquer jeito poucos meses depois), mas nunca é tarde pra retomar não é mesmo? Vamos ver como as coisas andam, porque tenho outra pós na fila pra resolver antes.

Enquanto isso eu tenho as exposições dos museus londrinos e europeus pra visitar e escrever aqui no blog - tem coisa melhor que aprender na marra? ; )

Era hoje?

Poxa, hoje eu fiquei chateda. Há uns bons 5 meses eu me matriculei em um curso de crítica de arte que iria começar agora em janeiro. Anotei na agenda, deixei o email da confirmação da matrícula na minha caixa de entrada e guardei na cabeça: começa quarta feira, dia 10.

Te dou uns segundos pra cair a ficha.

Pois é, dia 10 é hoje, terça feira. Como pode minha memória aprontar uma dessas comigo? Tudo bem, tem ainda mais 9 aulas pela frente, mas o detalhe é que faltarei nas próximas 2 aulas também (isso já estava programado), fazendo com que minha presença no primeiro dia fosse essencial.

Fiquei chateada mesmo! Um curso que levou 1/3 do meu salário mensal, para o qual eu estava tão empolgada, em uma escola bacanérrima, em um campus novíssimo que saiu em diversas revistas e sites de arquitetura (eu mesma escrevi sobre esse campus, irônico hein?), sobre um assunto que eu quero me aperfeiçoar cada vez mais.

Anyway, agora é ir nas 7 aulas restantes.

Melhor eu nem comentar muito aqui sobre o dia que fiquei procurando meu celular e ele estava na minha mão esquerda.

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Cuidado! Seu filho pode querer estudar artes

Quando vi esse post no DesignBoom (pra quem nao é da área, o DesignBoom é um dos blogs mais importantes e renomados da indústria criativa), me identifiquei na hora! Trata-se de uma campanha muito inteligente da College for Creative Studies (em Detroit) desenvolvida pela agencia Team Detroit, a qual utiliza os jargoes publicitários para campanhas anti drogas, porém aplicados para outro fim...


Achei a ideia bacana demais justamente pelo fato de muitas vezes os pais nao gostarem muito quando o filho decide cursar uma faculdade ligada as artes - acho que aquela coisa da preferencia pelas carreiras tradicionais ainda existe né?



Comigo foi um pouco assim, ninguém lá em casa sabia do que se tratava esse tal de Desenho Industrial, entao acho que rolou aquele medo, pois meus pais nao tinham ideia do que eu poderia fazer profissionalmente, e de como minha carreira se desenvolveria. Tudo bem né, já que há mesmo pouco esclarecimento e é difícil compreender a abrangencia de carreiras mais artísticas quando voce nao tem ninguém na família ou no grupo de amigos que seja ligado a isso.


Uma sacada boa demais, espero que ajude a turma a optar por Design, Artes Visuais e afins em vez de escolher as carreiras que os pais sempre sonharam... Alo pais, bora sonhar aí em ter filhos designers? ; )

Mudei de ideia

Eu mudei o título desse post na última hora. Há tempos eles estava na minha cabeça como "das desistências". Mas esse negócio de desistir é sempre tão criticado que eu preferi sair pela direita! Tenho que falar que acho um saco isso que "desistir é para os fracos" etc e tal. Como se a gente precisasse ser forte o tempo todo. As vezes o objetivo está errado e pronto, melhor focar em outra coisa.

E chega porque já parece que estou dando desculpas pelas minhas desistências mudanças de ideia.

Finalmente me convenci de que corrida não é pra mim. A cada treino eu passava a detestar correr mais e mais, a ponto de ficar num humor do cão. Fiquei esperando o tal vício da corrida chegar, eu dei várias oportunidades, mas ele não chegou. Pois é, tentei, treinei até que bastante, mas estou dando adeus. Ou seja, nada de meia maratona em setembro (aliás, estou doando minha inscrição, se alguém se interessar me avisa!). Vou continuar fazendo as corridas do Race for Life, porque aí é outra história, mas é só. Ufa, me sinto até mais leve de admitir essa fraqueza!

Sempre fui, e sou, uma pessoa que ama esportes, e ainda estou procurando alguma outra coisa pra fazer (o balé está parado esse ano, pretendo retormar em 2012), e não tenho  como não não me lembrar meus treinos de vôlei na escola, que me faziam muito feliz. Gosto de "jogar", gosto de estar em um time, sou competitiva pacas na quadra, então vou ver se acho algo assim aqui perto de casa.

A segunda coisa não é mesmo uma desistência, é uma adiação. E foi beeeeeem difícil tomar essa decisão, porque estou correndo atrá disso há bastante tempo. A pós graduação. Será iniciada em 2012 ao invés de 2011. Muitos motivos: entre outras coisas eu ia perder 3 semanas de aula logo de cara, já que temos a viagem a SP e Buenos Aires e logo depois emendo com outra viagenzinha a trabalho. E eu que não quero chegar na sala de aula tentando sentar na janela quando o bonde já está andando.


E tenho dito.

Estudar vale a pena

A Grazi me convidou pra fazer parte dessa blogagem coletiva, (use a hashtag #estudarvaleapena no twitter) preciso confessar que a príncipio fiquei apreensiva, nao sabia muito bem o que escrever (eu divago demais nesse blog), mas me toquei que besteira seria se eu nao fizesse minha parte. Entao vamos lá!

Eu nao fazia a menor ideia de que existia um dia do estudante, entao nada melhor do que escrever sobre o assunto nessa data que infelizmente é difícil de ser comemorada. Afinal, temos tantos problemas de educacao (no mundo todo), que falta muito para o dia do estudante ser celebrado da forma que deveria ser. Né?

Acho que estudar pra mim vai muito além de ir pra escola: é uma coisa que a gente aprende que deve ser contínua. Nao para nunca! Claro que é cliche falar que é estudando que a gente chega lá, mas vai mais longe, e é tao forte que fica difícil explicar. Formacao de caráter, de opiniao, tudo isso está conectado com o tempo que passamos na escola, na faculdade, no cursinho ou seja lá onde voce vai para aprender.

Hoje, olhando pra trás, vejo que a escola pode ser assustadora. Sao anos e anos, muita informacao, muita gente que vem aí, que podem ou nao gostar de voce. Pouco tempo para absorver um mundo de coisas, que as vezes nao sao de nosso interesse pessoal. Entao meu amigo, minha conclusao é a seguinte: aguenta firme porque se voce "atravessar" esses anos, já é meio caminho andado ; )


Agora vai

Contei no twitter e no facebook mas esqueci de postar aqui, shame on me... Mas a novidade é que fui aceita na pós graduação em jornalismo para qual havia aplicado no começo do ano!

As aulas começam em outubro, então tenho alguns meses pela frente para poder assimilar a ideia de voltar a universidade depois de tanto tempo!

Aproveitando o assunto "jornalismo", hoje mesmo uma das minhas melhores amigas me apresentou para uma pessoa falando: ela é designer.... Pois é, se é difícil fazer as próprias amigas assimilarem a ideia de que não sou mais designer e que o que faço agora não é algo temporário enquanto a Habitat não me contrata, imagina o resto do mundo...

Por que né? Bora conquistar o mundo!!! ; )

E abaixo a primera página de uma das minhas mais recentes matérias, para a nova edição da revista abcdesign, com a qual colaboro há mais de 1 ano! Eu amei escrever esse texto, que trata sobre como os alimentos estão se  tornando materiais nas mãos dos designers! Tem até cadeira feita de pão e luminária feita de sal! Pessoal que está no Brasil, comprem a edição 35 da revista abcdesign (as matérias da edições anteriores estão lá no meu site)

Francês

Desde a primeira vez que colocamos nossos pés em Paris, eu e o Marin ficamos com muita vontade de aprender francês. Mas ao mesmo tempo dava uma preguiça só de pensar em encarar aulas, começar tudo de novo.... e aí fomos deixando de lado.

Cogitamos nos inscrever em um curso online ou então comprar a série Rosetta Stone. E como achamos, digamos assim, um jeito mais barato de ter o Rosetta Stone, optamos por ele mesmo. Não dá pra saber ainda se o método é realmente efetivo, pois estamos naquela fase teletubbies bem básica, onde tudo é no presente e as sentenças são as mais simples possíveis: "ela come", "eles bebem", "as crianças nadam" e por aí vai.
Mas melhor assim do que não fazer nada né? Vamos ver se até dezembro consigo aprender o suficiente para deixar minha mãe orgulhosa enquanto estivermos em Paris novamente!

Quer ser designer?

Update: Alô Anônimo que não gostou do que eu falei sobre os Campana! Você não leu direito! Não tiro o mérito do trabalho deles, como escrevi, é a minha opinião!!! EUZINHA não gosto, mas de forma alguma desrespeito o que eles fazem... ok? Eu escrevo o que eu quero aqui no blog, se quer discutir, favor ser educado!
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Então que eu falei do assunto do diploma (adorei que uma jornalista deixou comentário!), e aí acho justo eu explicar o que alguém precisa saber/estudar se quiser ser designer mas já não tá afins de voltar pra facu (o meu caso, trocar de carreira depois de formada).

Claro, mais uma vez quero falar que não tiro o mérito das aulas da facu. Eu suguei tudo o que pude das aulas de história da arte e metodologia de projeto por exemplo (aliás, pra quem não lê o blog desde sempre, eu entrei na pós de história da arte logo antes de vir morar aqui). Agora, também tive aulas inúteis, com professores (como o Eugênio Ruiz) péssimos e que não sabiam nada da vida real do mercado.

Amei as aulas de cerâmica, apesar de nunca ter aplicado na profissão. Tive aulas de métodos de fabricação com um professor tão velho que passava filme de fábrica de plásticos em vídeo 16mm. Uó. Só aprendi sobre processos de materiais de fabricação depois que trabalhei em.... fábricas (a época que eu trabalhei em Diadema, pra alguma coisa serviu, ninguém merece)!!!

Então, você meu amigo que quer ser designer, acha que tem jeito pra coisa mas não fez facu??? Dicas (ops, mais voltado para o setor moveleiro, ok??? Não conheço nem nunca trabalhei com autmobilístico, eletrodomésticos ou afins):

- Não se engane: designer não é desenhista. Se você desenha bem pra cacete, não é certo que vc será um bom designer. Eu por exemplo só sei desenhar boneco de palitinho.
- Claro, rabiscar suas primeiras idéias é inevitável, mas não tem jeito, você precisa saber AutoCad, Vector Works ou o que seja, além de um software de Rendering, tipo 3D Studio. Porque a idéia na sua cabeça pode ser maravilhosa, mas se vc não conseguir passar para o fabricante, não adianta nada.
- Pesquise nomes de métodos de fabricação, materiais e coisas até mais chatinhas, como nome das cabeças dos parafusos e diâmetro das buchas. Já aviso: é tudo em polegadas, mor saco.
- Conheça os nomes das marcas mais famosas. Ok, parece bobagem, mas é meio isso mesmo. Esse mercado de design é pentelhinho e valoriza POSE. Então, fale da coleção da Patricia Urquiola para a Moroso e da parceria dos irmãos Campana com a Edra como se você tivesse feito farte de tudo
- Compre livros, muitos! Preste atenção nos detalhes das imagens, nos nomes dos designers
- Procure se informar sobre história do design. Impossível saber tudo, mas se vc tiver noção do que é Bauhaus, Art Noveau e souber quem foi Dieter Rams, Charlotte Perriand e Sérgio Rodrigues, vc já tá bem
- Não se iluda!!! IRMÃOS CAMPANA NÃO REPRESENTAM EM NADA O DESIGN BRASILEIRO! Citar o nome deles como seu designer favorito é mega clichê. Eles podem sim se inspirar no Brasil para realizarem seus projetos, mas não carregam a herança do modernismo e outros movimentos brasileiros nos seus móveis

Basicamente, é isso!! Lembrando que isso é minha humilde opinião ok? Como já falei no post abaixo, eu sou de Vênus, você é de Marte e somos felizes assim. Vai buscar uma segunda opinião!!!

"News in Brief"

  • Pra não falar que eu não aprendi nada no curso, sei o que significa news in brief: é aquela seção do jornal com notícias bem curtas, dispostas em uma só coluna na maioria das vezes.
  • Falando em curso, a universidade disse que eu posso fazê-lo de novo, com outra professora, mas o negócio é que é só em junho de 2010. Tudo bem, aceitei. Até querem marcar uma reunião com nós 3 (participantes do não curso) antes, pra gente falar exatamente o que está esperando.
  • Acredite quem quiser: hoje vendemos um troção para o Brad.
  • Para quem como eu, gosta de Gossip Girl: comprei essa camiseta em um site brasileiro, minha amiga vai trazer pra mim agora no ano novo!

Finally Friday

Essa semana tive um "flashback" do que é estar fora de casa o dia inteiro. Deu pra cansar hein? No fim das contas, até que acabou bem. Quinta teve "opening night" na galeria e hoje foi bem light, porque os chefes estavam de ressaca. Além disso, descolei um almocinho na faixa, por conta do gerente que tava doidinho pra me contar uma fofoca.

E sobre o curso: mandei um email dos bons para a coordenação do curso, e vou receber uma resposta na segunda feira. Inclusive copiei as outras duas pessoas que fizeram aula comigo, e um deles respondeu dando o maior apoio e carcando ainda mais. Adorei. Já tô otimista, vamos ver se rola alguma coisa. Pra vocês sentirem bem o drama, eu gastei exatos £598 nessa brincadeira. Inacreditável gastar uma grana dessas (na esperança de ser um investimento na carreira) e sair de mãos abanando.

(Obrigada Cultura Inglesa pelas intermináveis aulas de como escrever cartas formais!!!!)

Ah, faz um tempo que eu não coloco uma palavrinha nova né? Lá vai:
  • Libel - Calúnia

Bom profissional não é bom professor

Hoje foi meu primeiro dia do curso "Introduction to Journalism", que eu me matriculei há vários meses atrás, paguei uma nota, e estava bem ansiosa esperando. Que pena, porque já me decepcionei.

A professora, que é uma super mega master blaster jornalista experiente, não sabe dar aula, e o conteúdo de hoje foi bem aquém do que eu esperava. Bom, tenho mais dois dias pela frente, então espero que dê tempo da minha opinião mudar bastante.

Já que o dinheiro de volta não vai rolar mesmo, vou sugar o que eu puder dessas aulas...

Escritora

Então hoje foi a ultima aula do meu curso, como falei antes. Olha, foi um dos melhores cursos que já fiz. Não só a professora era muito boa, mas também os colegas de classe, todos muito talentosos. Nem consigo acreditar que escrevi um monte de pequenos contos ao longo dessas dez semanas.

Eu me matriculei para dar um up na minha escrita em inglês, melhorar meu vocabulário, e de quebra me ajudar nas matérias (quero muito conseguir publicar alguma coisa aqui, em inglês). O curso é muito bem estruturado, as primeiras aulas você vai aprendendo a formular sentenças, pensar em situações, construir personagens. Os exercícios em sala foram muito bons, e aos poucos percebemos que já podemos escrever contos.

Então foi difícil dar tchau pra todo mundo, sabendo que a maioria deles eu nunca mais vou encontrar! Fiz amizade com um português (por que sera né?), e peguei o contato de outra menina, inglesa, que é jornalista (quero pedir a opinião dela sobre uns cursos que estou de olho). Sempre fica aquela coisa: vamos trocar emails, fazer um grupo no facebook... mas a gente sabe que não e bem assim né...que pena!

Lids, me avise se você quiser saber mais!

TGI

Por sugestão do meu amigo e ex-professor da faculdade, Ivo Pons, resolvi inscrever meu trabalho de graduação no Simpósio Brasileiro de Design Sustentável. Precisei correr, porque as inscrições vão até sábado e eu tive que fazer um montão de ajustes. Não só na formatação (que é toda regrada pelo simpósio) mas também no conteúdo: precisei cortar várias partes, pra adequar no tamanho máximo permitido, e também tirei coisas que eu achei meio sem utilidade.

Estranho reler esse trabalho 3 anos depois. Eu lembro que não tive dificuldade pra fazer e não fiquei a beira de um ataque de nervos, como a maioria das pessoas fica nesse período. Vamos ver, quem sabe dá alguma coisa né?

Eu, acadêmica???

Mais curso e cabelo

E como essa é a semana que começa tudo, hoje foi o primeiro dia de aula no curso de "Creative Writing", que vai durar 10 semanas (mas só uma vez por semana). Foi ótimo, gostei demais e passou super rápido (2 horas e meia de aula, direto!). Vai ser bom pra treinar meu inglês, ganhar vocabulário e abrir um pouco a cabeça. No fim do curso, vamos ter que apresentar uma história de 2 mil palavras, fiquei bem empolgada. E o melhor é que uma das meninas é jornalista de uma revista de decoração aqui em Londres. Contatos, contatos...

Mais cedo hoje, resolvi cortar me cabelo. Lá fui eu no "salão" morrendo de medo de explicar errado o que eu queria. Mas deu tudo certo! O cabelão estava comprido demais, todo quebrado e feioso. Rapei uns 5 ou 6 dedos e o resultado é visível: a cabeleira tá levinha e com um look saudável!

IELTS

Comecei ontem um cursinho básico para me preparar pro IELTS - é tipo uma certificação no idioma inglês que é preciso ter se você quer fazer pós graduação por aqui. Por exemplo, para as pós que eu estou sondando, preciso ter nota 7 no IELTS. Pelo que pesquisei, não é tããão difícil, mas acho legal aprender as manhas da prova, e é isso que o cursitcho oferece.

Até porque, só pra fazer a prova o valor é de 105 libras, ou seja, maior prejú se eu não conseguir a nota que preciso. Bora estudar!

Como é que se fala?

O Martin descobriu há um tempo atrás, esse site, que ensina vários idiomas através de diálogos básicos. Hoje fiquei "aprendendo" um pouco de francês e achei bem legal! Se você é aplicado e tiver tempo de entrar no site, com certeza aprende alguma coisa.

E isso me fez decidir que eu quero aprender um idioma novo, e vou começar esse ano. Colocar os neurônios pra funcionar um pouco! Mas só no segundo semestre. Até lá eu me decido entre francês ou italiano!

Leituras

Estou passando por uma fase estranha na minha relação com os livros. Antes eu lia um atrás do outro, mas de uns meses pra cá não consegui terminar nenhum. Fiz duas tentativas frustradas: “Viagem do Oriente” e “A Menina que Roubava Livros”, mas nos dois casos desisti logo cedo, não consegui me concentrar, achei desinteressantes. Pretendo voltar a eles no futuro, mas por enquanto, e acho que no próximo ano e meio, a prioridade serão os textos da pós. Tinha me esquecido desses benditos textos, tive tantos na faculdade, e agora me vejo as voltas com eles novamente.

Difícil é ler e ao mesmo tempo trabalhar, e ainda por cima disfarçar do chefe. Só mulher mesmo pra conseguir realizar três tarefas ao mesmo tempo!