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Me fale do Tinder


O mundo paralelo do Tinder me causa muita curiosidade. Como é algo que não tenho acesso, fico parecendo aquelas pessoas que não entendem nada de redes sociais e de repente se interessam pelo Twitter. Quando encontro alguém que usa o app, encho de perguntas, parecendo uma adolescente que lê um livro do Sidney Sheldon pela primeira vez ao ouvir as respostas.

É todo um novo mundo. O que escrever na biografia, em apenas algumas linhas? Que fotos colocar no perfil? Conversar pelo app ou migrar pro whatsapp e arriscar receber foto de pinto?

É uma grande revolução que aconteceu no mundo dos relacionamentos depois que eu já estava firme no meu. Poxa, poderiam lançar uma versão light, tipo vitrine (proibido dar match ou fazer um perfil, apenas olhar as fotos alheias e ler as biografias, seria muito esquisito?), pro povo curioso como eu.

Sei que existem vários tumblrs que reunem fotos "clichês" dos perfis, como os homens que colocam fotos com os tigres na Tailândia, os sem camisa, e os que colocam imagens apenas em grupo (é impossível saber quem é o cara, já que todas as fotos aparecem vários amigos. Aí a dúvida: será que e oferta em grupo?).

Se alguém de vocês conhece um tumblr assim ou tem uma história interessante do Tinder pra compartilhar, por favor me mandem e animem a noite dessa tiazinha casada ; )

5 hábitos irritantes que você vai adquirir quando se mudar para Londres

1. EXCUSE ME
Ah, nada mais londrino do que falar EXCUSE ME daquele jeitinho grosseiro que turista acha que é educado para alguém parado do lado esquerdo da escada rolante. O seu primeiro EXCUSE ME será mais parecido com um excuse me: baixinho, envergonhado, quase pedindo desculpas. Ao longo dos anos você pega prática e assim que avisa o turista desavisado bloqueando o lado esquerdo e atrasando sua vida em 6 segundos solta um digno EXCUSE ME que na minha opinião deveria contar pontos pra cidadania britânica

2. Tentar evitar que alguém sente ao seu lado no ônibus/metrô/trem
Quando você entra no vagão do trem/metrô ou no ônibus, sempre vai ter uma pessoa tentando evitar que alguém sente ao seu lado colocando a bolsa no assento. Esse truque é engraçado, porque você vira os olhos quando vê, mas pode ter certeza de que tentará fazer o mesmo! O pior (melhor?) é que funciona, já que todo mundo prefere achar outro lugar do que pedir pra pessoa retirar a bolsa. E já vi, muitas vezes, pessoas ficarem de pé e deixarem o fulaninho com a bolsa ocupando espaço onde alguém poderia estar sentado. Uma coisa é tentar 'guardar' o assento quando existem outros disponíveis, outra é fazer cara de paisagem quando o trem fica lotado. Mas anota aí: você também vai fazer isso.

3. Byyyyeeeeeeeeee
Aqui, ninguém encerra conversa de telefone com 'beijo, tchau'. O pessoal fala tchau (bye) mesmo, mas não é apenas um 'bye'. É um bye com voz afinada e ênfase no 'y', então fica 'byyyyyyye'. Até conversas mais sérias, entre pessoas de voz grossa, podem terminar assim. Por que raios todo mundo tem que afinar a voz? É esquisitíssimo esse 'bye' meigo, acho demasiado irritante. Prefiro mandar beijo, mas quando estou ao telefone com alguém daqui, não tem jeito: sai o bye irritante.

4. Atravessar a rua loucamente
Todo londrino é um suicida em potencial, basta vê-los atravessando a rua em algum ponto super movimentado da cidade, como Piccadilly Circus e Oxford Circus. Quanto mais movimentado, mais chances você terá de ver um quase atropelamento. É um desespero pra atravessar a rua, estão sempre com muita pressa e parece que os 2 minutos do farol fechado para pedestres são uma ofensa. E aqui não é como nos Estados Unidos, que a pessoa bota um pé na rua e o carro para. Os motoristas não querem nem saber, continuam como se não tivesse um trouxa arriscando a vida passando na frente. Não tem um dia que eu não veja um doido passar raspando em frente um ônibus. MAS, vai chegar o dia que você vai fazer o mesmo. Atravessar como se fosse tirar o pai da forca: londrinos manjam muito.

5. Largar o jornal em qualquer canto
Adoro os jornais e revistas gratuitos distribuídos em Londres, mas detesto vê-los largados pelos cantos do metrô, trem, ônibus e estações. Por que ninguém leva o jornal para casa ou sei lá, joga no lixo depois? Apenas uma ideia. O problema é que é tradição 'reutilizar' o jornal deixado pelas pessoas por aí, e assim consecutivamente até o funcionário que faz a limpeza do metrô ter que catar tudo e jogar no lixo. Eu acho assim: pegou alguma coisa, precisa então ser responsável por jogar no lixo. Largar, simplesmente, não pode. Só que não posso atirar pedras porque né, quem nunca. Já fiz, pronto, falei. Esqueci o livro em casa, então peguei o jornal na entrada da estação e na hora que chegou a minha parada, deixei ele pra trás, no assento onde eu estava.


5 nomes de estações em Londres que todo mundo fala errado quando chega

1. Leicester Square
Três letras da palavra Leicester simplesmente somem quando ela é pronunciada: o 'ice' é totalmente ignorado e você deve falar 'Léster'. A mesma coisa com Gloucester (estação Gloucester Road): vira Gloster. Acho um desperdício de letras, principalmente num mundo onde precisamos cortar cada vez mais caracteres (alô, Twitter!)

2. Tottenham Court Road
Acho que mesmo que eu more aqui pro resto da vida, jamais conseguirei pronunciar Tottenham do jeito certo. É até complicado explicar como se fala, porque não necessariamente algumas letras são cortadas, como em Leicester, mas a pronúncia é rápida e sutil. Por exemplo, olhando os dois Ts seguidos, dá vontade de falar TOTTEN com ênfase no TTE não? Pois é, não. E o h no 'ham' é praticamente mudo (malditos, conseguem esquecer do H nessa palavra mas não conseguem não pronunciar no meu nome). Então é mais ou menos assim: Tótenam. (o 'tenam' fala bem rápido e meio que fechando a boca).

3. Greenwich
Uma das minhas primeiras lições de inglês nos 2 mil anos que cursei Cultura Inglesa foi: toda vez que você vê dois Es seguidos (ee), a pronúncia vira i. Beleza, MAS NÃO. Greenwich não se fala Grinwich, se fala Grénich. Pois é, não apenas o ee vai por água abaixo mas também o w some. Tá tudo errado nesse mundo.

4. Southwark
Eu queria muito entender o porquê da palavra 'south' mudar completamente a pronúncia quando combinada com 'wark'. South é fácil, certo? Essa todo mundo sabe: sáuth. NÃO. Alguém achou que não seria OK falar Sáuthuórk e mandou avisar que, nesse caso, south se fala SÃD. Isso, SÃDwark. Pra que? Acho que é por isso que essa estação está sempre vazia e ninguém gosta dela.

5. Chiswick Park
Chiswick é uma daquelas palavras que a gente fica tentado em separar em duas para pronunciar: Chis/Wick. A primeira vista a gente sempre acaba falando assim: CHEESEWEEK. Mas aqui também tem letra ignorada, é preciso engolir o W e não esticar a letra I nas duas vezes. Fica mais ou menos assim: Tchísik.


Leia também:

5 perguntas que vão te fazer quando você mudar para Londres

1. Você vai ficar em Londres pra sempre? 
A pergunta que não quer calar. Não tem quem não pergunte isso - familiares, amigos e pessoas que você acabou de conhecer. E é engraçado, porque a maioria das pessoas nunca sabe responder. Pra sempre é muito tempo, né? Se eu não sei onde vou almoçar amanhã, como vou saber se vou ficar aqui pra sempre? Minha reposta geralmente é: vou ficando enquanto está bom, mudar de país (mesmo que seja pro meu país de origem) dá muito trabalho

2. O que vocês comem aí?
Acho que por causa dessa fama (pra lá de ultrapassada) que a cidade tem, de que a culinária daqui se resume a peixe e batata, o pessoal fica curioso pra saber da nossa alimentação. Para decepção geral de quem pensa que comemos mal nesse país, nossos hábitos alimentares melhoraram muito desde a mudança pra Londres (claro que também influencia o fato de estarmos mais velhos e mais cuidadosos com o que comemos). Isso porque as compras do supermercado saem mais baratas e aqui conheci pratos típicos de paises como Índia, Paquistão, Nepal e Tailândia (não estou falando que não existem restaurantes desses países no Brasil, apenas que aqui o acesso é mais fácil, mais barato, tem por todo canto).

3. Você tem amigos ingleses?
Essa pergunta geralmente precede outra: os ingleses são frios mesmo? É diferente de ter amigos brasileiros? Bom, a resposta aqui varia muuuuito de pessoa pra pessoa. Eu, por exemplo, não tenho amigos ingleses, mas tenho colegas muito queridas de trabalho. Nos damos super bem e já saímos juntas algumas vezes (até porque viajamos muito juntas), mas não diria que somos amigas. Não porque elas são frias (isso não é verdade) mas simplesmente porque a evolução de uma amizade com alguém que teve uma criação em uma cultura completamente diferente da sua é muito mais devagar.

4. Tá frio aí?
Verão não é uma estação exclusiva para o hemisfério sul. Aqui também faz calor! Mas, assim como pode fazer 30 graus no inverno brasileiro, pode fazer 15 graus no verão inglês. Como diz um amigo meu (sempre uso esse exemplo): antes de se mudar pra Inglaterra, olhe no mapa - estamos perto de um pais chamado ICELAND (Islândia, mas que na tradução literal seria 'Terra do Gelo'), então é claro que aqui no geral faz mais frio do que no Brasil. Não adianta reclamar! É assim. Temos muitos meses frios, mas temos também meses quentes, dias lindos, céu azul e sol brilhando.

5. Quando você vem pro Brasil?
Há uma cobrança constante dos amigos para que você vá para o Brasil o máximo de vezes possível. Eu costumo ir a cada 2 anos, mas a maioria dos meus amigos aqui vai uma ou até duas vezes por ano. Isso quer dizer que eu não sinto saudades? Claro que sinto! Mas ir para o Brasil envolve um planejamento/orçamento muito mais detalhado do que uma viagem para qualquer outro lugar. Isso porque você precisa organizar encontros, visitar familiares e ir nos lugare que gosta. Já aviso: nunca dá tempo de fazer a metade das coisas que você planeja. Você volta frustrado e ainda por cima toma bronca de um monte de gente que não conseguiu ver. Isso pode até me fazer parecer uma expatriada sem coração, mas não acho que preciso ir pro Brasil todo ano apenas porque sou de lá. Mas obviamente cada cabeça uma sentença.

Memberships

Um dos sinais que indicam que você já mora em Londres faz tempo é a quantidade de 'memberships' que você tem. Eu explico: toda organização/instituição britânica que se preze oferece esse serviço, que nada mais é do que uma 'carteirinha' que dá acesso a diversos eventos, lugares e exposições. O valor pago geralmente é anual e na ponta do lápis compensa bastante, se comparado ao valor dos ingressos individuais.

Hoje me dei conta que temos 3 memberships. Olha, se a gente tivesse tempo suficiente para dedicar a tudo que esses memberships tem a nos oferecer, seria muito bom! O primeiro é 'bairrista', nos dá acesso ao complexo Royal Museums of Greenwich, que inclui National Maritime Museum, Cutty Sark, Meridiano de Greenwich e mais algumas coisinhas.

O segundo fizemos quando visitamos a casa de Charles Darwin, que faz parte do English Heritage. O English Heritage é uma organização que gerencia diversos lugares históricos na Inglaterra, como museus, castelos, ruínas e casas. Já aproveitamos nosso membership a ponto de ele 'se pagar', mas tem tanta coisa que faz parte do English Heritage que precisaria de um ano sabático pra viajar pela Inglaterra.

O terceiro, mais recente, eu queria fazer faz tempo e sempre deixava pra depois, é o membership da Tate, que me dá acesso irrestrito as exposições temporárias (porque o acervo pode ser visitado gratuitamente) tanto da Tate Britain (que aliás é meu museu preferido em Londres) como da Tate Modern.

O problema, como eu disse antes, é a falta de tempo pra aproveitar tudo. Londres tem tanta coisa pra fazer, já estamos aqui há quase 6 anos e as vezes me dá agonia de pensar quanto ainda não conheço da cidade que moro.

Labirinto no metrô

O metrô de Londres é uma das maiores plataformas de design britânico que existem. A princípio pode soar estranho, mas é só parar para pensar em todos os 'componentes' da rede pra ter noção da importância dessa conexão: começando pelo símbolo do metrô (o famoso roundel), passando pelo mapa das linhas e pelas estampas dos tecidos que cobrem os assentos, isso apenas para citar alguns (leia mais sobre o assunto aqui)

Ano passado, mais um projeto super legal de design foi lançado, como parte da celebração dos 150 anos do metrô: o 'Labyrinth', feito em colaboração com Mark Wallingers.

Cada uma das 270 estações tem um 'quadro' com o desenho de um labirinto, cada um único. A identidade visual é a mesma, mas o desenho em si é diferente (e todos são numerados pelo artista no canto inferior direito). O mais legal é que cada um está em um canto 'escondido' da estação, uns mais fáceis de encontrar do que outros - até porque, em estações menores, não tem muito onde esconder. Pode estar perto da bilheteria, em alguma das plataformas ou nos corredores que percorrem a estação. 

Encontrar o labirinto virou uma diversão pra mim! Eu não uso muito o metrô - vou de trem para o trabalho - então quando acho um, como ontem na estação de South Kensington (foto acima), sempre fotografo. 

A iniciativa 'Art on the Underground' tem vários outros projetos, quem gosta do assunto pode sabe mais no site deles. 

Instagram em estatísticas

Descobri o Statigram há poucos dias, quando um monte de gente que eu sigo no Instagram começou a postar um videozinho com as fotos mais populares de 2013. Fui lá ver do que se tratava, e achei bem bacana como eles tranformam os "likes", comentários e postagens em estatísticas.

Hoje recebi esses infográficos por email:







Também recebi um email com mais informações interessantes, como qual dia da semana que posto mais e que horários que as pessoas costumam dar "like" nas fotos. 

Cada vez mais me interesso pelo Instagram, e tenho usado ele muito já que além da minha conta pessoal eu posto também para o Aprendiz de Viajante (junto com a Claudia) e para o Homebuildlife.

PS: adorei o fato de que o perfil que mais dei like nos últimos dia foi o de um cachorro : )

Os problemas de hoje vão sumir amanhã

Alguém postou um link no facebook que me fez dar risada hoje, o site dava uma lista de "17 problemas que você não tem desde os anos 90" e inclui coisas como:
  • Comprei o CD por causa de uma música, mas detestei todas as outras
  • Não tinha o filme que eu queria na locadora
  • Vergonha de ligar pro namorado/pra namorada porque vai que a mãe ou o pai dele/dela atende
  • Aluguei um filme e a fita não veio rebobinada
  • O folheto do CD não vem com as letras das músicas
Achei muito divertido! Imagino que minha afilhada por exemplo, que tem 16 anos, não deve ter entendido nada. E aí fiquei pensando quais são os problemas de hoje que vão sumir quando ela tiver a minha idade, daqui a 16 anos. 

Algumas ideias:
  • A internet cai quando eu mais preciso
  • A internet está lenta pra subir arquivos pesados
  • Email importante que caiu na caixa de spam
  • O Twitter está fora do ar
  • A qualidade do vídeo no You Tube está péssima
  • Acabou espaço no cartão de memória da minha câmera
  • Meu celular caiu no chão e quebrou o vidro
  • Esqueci a senha pra fazer login em determinado site
  • ...
E o que mais? Alguém tem ideias? Coloquem aí nos comentários e eu completo aqui.

É um pássaro? É um avião? É um sinal extraterrestre?

Não! É o meridiano de Greenwich!

Faça chuva ou faça sol, todos os dias do ano, quando anoitece, ele está lá, firme e forte: o raio laser verde que é emitido do Observatório de Greenwich, no topo do Greenwich Park, marcando o meridiano.


Ele vai looooonge, até perder de vista (dãr), e engana muito o olhar - depende de onde você está, parece que o laser está na vertical, ou subindo, ou descendo. Mas, é claro, é uma linha reta. Ah, a física! Que diria Sheldon Cooper dessa minha explicação horrorosa?

Mas fica aí a dica: pra quem visita Greenwich, espere anoitecer e vá para perto do parque. O desafio é conseguir fazer a bendita linha verde sair na foto, coisa que meu amigo fotógrafo Filipe Xavier fez muito bem!

Aprendendo inglês com a tabela periódica

Finalmente, alguma utilidade para a tabela periódica: usada para ensinar palavrão em inglês. Ideia da Modern Toss (dá pra ter em casa, olha que bacana pra decorar a parede!), o poster custa £90. Ou então baixar o app para o celular, muito mais barato, £0,69. Eu acho que vou de meio termo e comprar o pano de prato. 

(ficou com cara de propaganda né? mas não é não, sou eu que sou besta e achei bem divertido)


Meus preferidos: Bw (bulshitting wanker), Mfa (mother fucking arsehole) e YsFs (you stupid fucking sod). Xingamentos bem ingleses. Acho que era isso que deveriam ensinar na Cultura Inglesa hein? Aposto que todo mundo aprenderia muito mais rápido.

Qual o seu preferido?

Finesse. A gente se vê nesse blog.

Os britânicos e os cartões

Adoro essa coisa que eles tem aqui de dar cartão. Não apenas em datas mais óbvias, como aniversário e Natal, mas para ocasiões corriqueiras, como o último dia de alguém no escritório, para o amigo que está deprê porque terminou o namoro ou quando alguém está doente.

E claro que esse amor por cartões gerou um mercado muito interessante: existem diversas marcas e lojas especializadas. Pois é, lojas que vendem apenas cartões. De todos os tipos, dos mais tradicionais aos mais inusitados, de todos os tamanhos, com desenhos bacanas e tudo, tudo que você possa imaginar.

Pra mim, o melhor são os sarcásticos. Eu quando entro nessas lojas começo a dar risada sozinha só lendo esses cartões. Afinal, nada exemplifica o melhor o carinho que você sente por uma amiga do que um cartão ofensivo, né? ; )

Ah, vale falar que eu sou fã do humor inglês, que muitos brasileiros não gostam. Então pode ser que você não ache a menor graça nisso, ou que fique extremamente ofendido. Já escrevi aqui no blog que eu adoro esse cinismo, essa piada super incorreta, que é a base do humor daqui.

Não querido, você fica super másculo com esse vestido!

Para uma moça especial

Pensando em você

Você é uma puta barata, boa para nada! E é por isso que te amo

Quantos anos você tem? Eu achava que esse era o número de homens que você já dormiu

Parabéns seu punheteiro miserável

O tempo cura um coração partido, mas sexo sem compromisso ajuda

Melhore logo! Pelo menos não é sífilis

Tinmar, ou melhor, Martin

Argentino tem cada uma né? Que povo esquisito, tá louco. Tem uma coisa que eles fazem que eu não consigo me conformar: trocar as sílabas de algumas palavras como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu não sei se isso é coisa só de portenho ou se é comum em todo país, mas o Martin pelo menos faz isso muito, na mesma proporção que eu falo o super paulistanês "meu".

Confuso? Vou tentar explicar melhor. Por exemplo, digamos que a frase seja "vou fazer um sanduíche de queijo e presunto", que para o castelhano normal, aquele que eu e você tentamos aprender pra não sair falando portunhol por aí, seria "me voy a hacer un sandwich de jamón y queso", certo?

Aí que você ouve o argentino falar assim: "me voy a hacer un sandwich de monja y soque" e você se pergunta que raio de língua é essa que o infeliz tá falando.

Perceberam a troca das sílabas nas palavras jamón e queso? Pois é, é bem por aí. Assim, do nada, eles trocam as sílabas, de várias palavras, e o pior é que todo mundo se entende. As minhas preferidas são: rope (para perro), lonpas (para pantalon), jabru (para bruja), nerca (para carne), mionca (camion) e por aí vai.

Eu já pedi uma explicação mais lógica pro maridón (ou seria donrima??) mas é claro que não tem. É uma coisa que já nasce com eles, que nem o super ego.