Sob o céu nublado da Toscana

Esticamos o feriado de Páscoa e desde quarta feira estamos em Firenze (com passadas por outras cidades da Toscana como Pisa e Siena) - comendo massa, entornando vinho, tomando café, fazendo várias paradas pra um sorvetinho básico e é claro passeando muito e tentando aproveitar ao máximo nossos dias por aqui.

Nao está exatamente um clima primaveril, mas os dias tem sido muito melhores do que a previsao do tempo falava.





Boa Páscoa pra todo mundo!

Leitura: Persuasion, Jane Austen

O livro em inglês da vez foi um Jane Austen, que eu até que li bem rapidinho - Persuasion. Apesar da fórmula Jane Austen de ser, ou melhor, de escrever, achei o livro bem bom, do nível de Orgulho e Preconceito.

Todas as "marcas" da autora estão lá: família principal, heroína, casais improváveis e inesperados, herói, muitos eventos sociais e por aí vai. Mas o que achei legal de Persuasion foi que tem sempre algo acontecendo, e a leitura é muito mais dinâmica. Achei os diálogos menos enrolados e os personagens mais marcantes, cada um com uma personalidade bem distinta, você já saca na primeira participação qual é a de cada um.

Enfim, ainda tenho alguns livros dela pela frente (quero ler todos), mas é preciso dar um tempo entre eles justamente pra dar uma espairecida na tal "fórmula".

52 objetos: semana 32


O que é: álbum de fotos do casamento e da lua de mel em NY

Onde fica: guardado numa mala antiga, que uso como mesa lateral na sala

Por que foi escolhido: nosso casamento foi super pequeno, portanto não teve fotógrafo profissional - juntamos fotos tiradas pela família e amigos pra colocar nesse álbum. Mas as fotos do casório e dos dois dias que passamos na praia logo após não ocupam nem metade do espaço, a maior parte é dedicada a viagem a NY que foi nossa lua de mel! 

E o que mais? Além das fotos guardamos também nesse álbum todos os cartões que ganhamos e mais um monte de lembranças da viagem. Dos cartões de embarque e ingressos de museus até cardápio de restaurante, é praticamente uma agenda de adolescente : ) Ah, e o álbum em si foi comprado lá em NY, se não me falha a memória na Crate&Barrel.

Hot from the press: a segunda edição da nossa revista

Na madrugada de quinta pra sexta feira foi pro ar a segunda edição da revista do Aprendiz de Viajante (a edição inaugural rolou no fim de 2012), e mais uma vez estou super orgulhosa do resultado. A Lu Misura e a Claudia mandaram MUITO bem na diagramação e o time de colaboradores (pois é! Além de nós 3 tivemos alguns outros amigos que doaram seu tempo e expertise) criou uma série de matérias sensacionais.


Com o tema romance, essa edição nos leva de Seattle a Holanda, do Japão a Washington DC, de Napa Valley a Tailândia. Fazendo escalas em Fernando de Noronha, Buenos Aires, Paris, Londres.... e mais um monte de pit stops lindíssimos.

Eu não poderia deixar de falar de Londres, e montei uma lista de 100 coisas para fazer de graça por aqui. Além disso, repeti a dose na seção "Uma Cidade, Três Orçamentos" e a bola da vez foi Buenos Aires. Também escrevi sobre Paris com a ajuda de duas amigas. a Renata e a Beth e contei com a participação da Cinthia e da Marcela pra escrever sobre souvenirs de viagem. Por fim, importunei a Dri quando ela tinha acabado de ter neném com um monte de perguntas sobre as viagens dela.

Quem baixou a primeira edição já recebeu email com link pra baixar essa (se você não recebeu ou deu problema, por favor mande email para contato@aprendizdeviajante.com). Mas se você não sabia da existência dessa revista incrível, é só colocar seu email nessa caixa verde aí do lado direito ou então ler as instruções nesse post aqui.

Espero que todo mundo goste, vou adorar saber a opinião de vocês!

Exposição: Light Show na Hayward Gallery

Eu tenho uma certa fixação por luz e iluminação, que começou quando eu era designer da Tok & Stok e entre outras coisas era responsável pela criação das luminárias. Desenhar uma luminária é diferente de desenhar qualquer outra peça de decoração, já que um belo produto pode não ser nada prático se o efeito de luz não sai como deveria.

Enfim, meus dias de designer ficaram pra trás mas a fascinação com a nossa relação com a luz continua. Então quando fiquei sabendo dessa exposição na Hayward Gallery, chamada Light Show, eu sabia que precisava visitar!

Estava adiando a visita há semanas, mas hoje as coisas estavam mais tranquilas no escritório então consegui sair mais cedo e lá fui eu, ver uma série de instalações luminosas num dos espaços mais legais da cidade.

Assim que entrei dei de cara com instalações lindíssimas, provocativas, mas qual não foi a minha decepção quando descobri que era proibido fotografar. Fiquei puta da vida, com o perdão da palavra: como é que uma galeria que aposta em experimentação artística e sempre monta exposições com apelo visual maravilhoso proíbe as pessoas de fotografar? Tão "pra frentex" por um lado e por outro esse fail enorme. Fica aqui meu protesto pessoal - queria muito ter tirado mais fotos (sim, tirei algumas na surdina) pra compartilhar no Instagram e postar aqui, a ocasião era super propícia e tenho certeza de que muita gente se animaria a ir ao vê-las.

São pouco mais de 20 peças/instalacões, algumas sensacionais outras nem tanto. Mas as boas justificam a visita, como a de Olafur Eliasson que apesar de ter me deixado um pouco tonta e com vontade de vomitar (é uma sala escura que tem umas fontes de água, com luz estroboscópica piscando incessantemente), cumpre o que diz: estimula as sensações.

Outra que gostei muito, acho que foi minha preferida, foi a de Conrad Shawcross, que colocou uma fonte de luz móvel dentro de uma espécie de gaiola, fazendo sombra nas quatro paredes ao redor - a sombra vai se mexendo e você tem a sensação de que a sala toda está se mexendo, é muito, muito legal! Fiz um videozinho criminoso, mas ele não faz jus a instalação:


O Light Show está fazendo o maior sucesso, em plena quinta feira a tarde estava até que cheia, então aconselho a comprar seu ingresso (£11) antes pelo site, melhor garantir. Vai até o dia 28 de abril e sim, é imperdível!

Abaixo, duas fotos que postei no Instagram e o vídeo que está no site da Hayward, um ótimo preview.




52 objetos: semana 31


O que é: correntinha e anel que foram da minha avó materna

Onde ficam: na mesa de cabeceira, não uso todos os dias

Por que foi escolhido: como já falei aqui no blog algumas vezes, herdei alguns objetos da minha vó quando ela morreu, incluindo esses dois itens. Eu uso pouquíssimos acessórios, e não tinha nenhuma jóia até ganhar essas. Modéstia a parte, minha vó tinha um tremendo bom gosto e ótimo olho pra essas coisas, então apesar de usá-las com pouca frequência, são muito especiais. Não tenho ideia da origem ou de quando elas são, mas espero que fiquem comigo por muito, muito tempo!

E o que mais: a correntinha é muito mais usada que o anel - dá pra perceber que ele é poderoso né, ainda mais pra quem quase não usa nada desse tipo, como eu. Fico com medo de perder uma das pedrinhas, o que aconteceu com outro anel que também herdei dela. Ah, não tenho a menor ideia de que pedras são essas, algum especialista por aí?

Excuse me Sir, but that's for food waste only. O papel você enfia em outro lugar.

O prédio onde trabalho tem todo um conceito sustentável, e é interessante observar como as pessoas acham  o conceito lindo mas na hora de agir não dão a menor bola.

Logo que nos mudamos para esse novo prédio, recebemos vários emails explicando sobre a coleta seletiva, e que se a empresa (ou melhor, quem trabalha nela) não a fizesse corretamente, receberia multas. Então, pra facilitar a vida de quem acha muito difícil ler as plaquinhas nas lixeiras ("food waste", "cans and plastic", "paper", "general waste") e depois de provavelmente já ter pago algumas multas, foram colocados folhetos que literalmente tem desenhado o que pode e o que não pode jogar em cada uma das lixeiras.

E aí que eu fico louca quando vejo (quase todo dia) alguém jogando guardanapo onde diz "food waste" ou embalagem plástica onde diz "general waste". O pior é que a turma não para um segundo pra olhar onde está jogando - parece que rola uma preguiça de ler a plaquinha ou de ser mais gentil com o mundo.

Eu vivo reclamando disso com as colegas do trabalho, e policio todas elas, mas ainda me falta um par pra dar uma bronca em quem não conheço. Essa polidez britânica me impede de falar, PORRA, NÃO VIU QUE AÍ É SÓ PRA PAPEL, CARALHO?

52 objetos: semana 30


O que é: uma caixa de memórias!

Onde fica: em um dos armários que esconde a bagunça, no quarto de hóspedes

Por que foi escolhido: cada vez preciso arrumar um lugar novo pra guardar essas coisas que estão dentro da caixa. Ingressos, cartas, cartões, tickets de metrô de cidades que visitamos, entradas de museus e eventos esportivos, convites de casamento de pessoas especiais, cartões postais recebidos... tem muita coisa aí!

E o que mais: até pouco tempo atrás essa bagunça estava espalhada em umas pastas, mas as pastas estavam estourando de tão cheias. Esvaziei essa caixa de tecido (que é da Muji, lá tem umas caixas organizadoras ótimas!) e coloquei o conteúdo de todas pastas nela. Mas já está cheia, não deve durar muito! Em breve teri que encontrar outra solução. E todas vez que vou "organizar" a caixa fico mexendo nas coisas um tempão, relendo bilhetes e lembrando de viagens e eventos que fui através dessas lembranças.

Leitura: 1808, de Laurentino Gomes

Sou a última pessoa na face da Terra a ter lido esse livro? Foi essa a impressão que tive quando contei no twitter que estava inciando essa leitura - muita gente respondeu falando o quanto tinha gostado. Minhas expectativas, que já eram altas - pois meus pais leram e recomendaram MUITO - , subiram ainda mais. E não fiquei decepcionada. 1808 é leitura excelente, e diria que obrigatória pra todo mundo que se interessa por história. Ou pra todos os brasileiros. E portugueses. Todo mundo, vai. : )

Não é um livro de ficção: é livro de história mesmo, mas de fácil leitura. O autor, Laurentino Gomes, escolheu um episódio específico da história do Brasil, a chegada da família real portuguesa no Brasil em 1808 (que fugia da iminente invasão das tropas de Napoleão em Lisboa), e com esse foco nos faz entender tanta coisa que acontece no nosso país até hoje.

Claro que aprendemos essa parte da história na escola, mas cá entre nós, o entendimento não é o mesmo. O livro esclarece muita, muita coisa - foi o que aconteceu pelo menos pra mim. A conclusão que cheguei é que o Brasil fez muitos avanços em tão pouco tempo pra quem sofreu uma exploração desastrosa por anos a fio.

Engraçado que ao longo da leitura tive sentimentos muito diferentes: raiva, revolta e depois contentamento - se conseguimos chegar onde estamos mesmo com tantos percalços no caminho, tenho certeza de que o Brasil ainda vai melhorar muito.

Fica aqui a dica: se você está terminando um livro e não sabe o que ler depois, pegue esse. Merece furar a fila (tem o 1822 também, que vou adquirir quando for pro Brasil)

Windy city

Atravessei o Oceano e depois de quase 7 anos coloquei os pés nos Estados Unidos novamente - dessa vez pra conhecer Chicago, a famosa "windy city". Fui cobrir uma feira e o Martin conseguiu ir também, o que fez toda a diferença. Tivemos tempo pra passear e conhecer alguns ícones da cidade, que é incrível.

Chicago me lembrou São Paulo, acho que por isso me senti tão a vontade lá!

Vou deixar registrado aqui o meu "top 3" de Chicago, começando pelo Art Institute, um daqueles museus que a gente precisa visitar uma vez na vida. Coisa de louco. Felizmente é permitido fotografar (sem flash, claro) e trazer pra casa uma lembrança desse acervo dos sonhos. Alguns dos meus favoritos









A escultura Cloud Gate, de Anish Kapoor (também conhecida como "the bean" pelo seu formato de feijão) é impressionante, e não há fotografia que mostre o quanto é legal vê-la ao vivo. Adoro como ela fica "camuflada" durante o dia, graças a superfície que reflete os prédios e o céu lindamente:



Já a noite parece outra instalação - fica ainda mais bonita, se é que isso é possível. O brilho da Chicago noturna fica ainda mais vibrante refletido nela!

Gostei muito da foto abaixo, pois mostra também meu prédio preferido do "skyline" da cidade, esse que tem o topo em formato de losango.



Por fim, o visual do andar 103 da Sears Tower (que hoje em dia é oficialmente chamada de Willis Tower), que já foi o prédio mais alto do mundo. Tem um pedacinho que "sai" da estrutura do prédio e é todo em vidro, você fica com a cidade literalmente sob seus pés! Um pouco aflitivo, mas não poderia deixar de tirar uma foto assim:



E é claro que o fim da viagem tinha que ser com emoção: uma nevasca chegou lá bem no dia de voltarmos pra casa. Meu vôo foi um dos poucos que saiu, já o vôo do Martin foi cancelado e ele chegou aqui em Londres 5 horas depois do previsto. Mas chegamos! A neve segue a gente, impressionante!

Bye bye Chicago, espero revê-la em breve!

52 objetos: semana 29


O que é: coleção de credenciais de imprensa das feiras que visito a trabalho

Onde fica: pendurada na maçaneta da porta do quarto de hóspedes

Por que foi escolhido: não tenho um apego emocional com essa pequena coleção, acho que é o tipo de coisa que eu jogaria fora se precisasse, sem problema algum. Mas escolhi colocá-la aqui no projeto porque ela marca essa fase da minha carreira que começou aqui em Londres, um grande marco na minha vida. Pode ser que um dia minha carreira mude novamente e gosto de imaginar que objeto que seria escolhido pra representar essa mudança ainda desconhecida.

E o que mais? Guardo uma credencial de cada feira, ou seja, se já fui a uma feira mais de uma vez, só guardei a credencial da primeira visita. As mais marcantes são da IMM, em Colônia, que foi a primeira que cobri (em janeiro de 2010) e também a primeira vez do Salão do Móvel de Milão (também em 2010) simplesmente por ser "A" feira de todas as feiras de design, um lugar que sempre quis visitar desde a época de faculdade.

52 objetos: semana 28


O que é: cobertor, ou melhor, a metade do que um dia foi um cobertor

Onde fica: como ele é fininho, curto e estreito, não é muito usado, fica mais guardadinho no armário mesmo.

Por que foi escolhido: vamos a história real dele - meu pai chegou em Joinville em 1971 e foi trabalhar na viação Penha, como o moço que tira e bota as malas do ônibus. No tempo em que trabalhou lá, ele morou na garagem da Penha, e é daí que vem o cobertor. Ele saiu da Penha e vieram muitos outros trabalhos, casas, cidades... mas o cobertor ficou. Hoje uma metade está comigo (dãr) e a outra com a minha irmã. Mas você se pergunta - por que raios esse cobertor é especial?

E o que mais? Pra falar a verdade, eu nem sei direito quando descobri a procedência verdadeira do cobertor. Porque, quando éramos pequenas, meu pai contou uma outra historinha pra gente. Mais ou menos isso: ele dizia que quando ele era criança lá no Barro Branco (duvido que alguém conheça o Barro Branco - mas enfim ele entrou no mapa) um dia saiu pra caçar no mato com meu vô, e foi ficando tarde e começou a esfriar. Eles tiveram que dormir no mato mas não tinham levado nada, então estavam passando muito, muito frio. Aí no meio da noite ele abre os olhos e percebe que está coberto - foi o menino Jesus que deixou o cobertor lá pra ele! (fim da história) Pois é, por causa dessa historinha eu e a minha irmã nos apegamos a esse cobertorzinho, que  ficou conhecido entre nós como o "cobertorzinho do menino Jesus". Lembro que quando meu pai vez uma viagem a trabalho em 1990, que durou um mês, nós duas disputávamos pra ver quem ia dormir com o cobertor. Aí, em um Natal (não sei direito em que ano, talvez 2002/2003?), meus pais nos presentearam: cada uma com uma metade, cada metade com o devido nome bordado. Acho que é o presente de Natal mais acertado que eu já ganhei! E pra quem pensa que somos uma família religiosa: fuén! Não somos - não sei porque meu pai envolveu Jesus nessa história, mas que colou por um bom tempo, colou. Acho que eu acreditei mais tempo na lenda do cobertorzinho do menino Jesus do que no Papai Noel.

Hot desk #fail

Quando nos mudamos para o novo escritório em setembro do ano passado, ninguém ganhou mesa fixa. Foi implementado o sistema de "hot desk", que eu tomei a liberdade de traduzir como "chegou sentou". Você não pode deixar nada na mesa (temos armários, esses sim, fixos) e quando chega pela manhã e escolhe seu lugarzinho precisa montar seu aparato.

Dessa forma, a empresa não apenas visa a interação entre departamentos mas também faz com que mais pessoas trabalhem de casa. Ou pelo menos era essa a ideia original.

A primeira pentelhação: esse conectar/desconectar, enrolar fios/desenrolar fios nosso de cada dia que supostamente deveria levar 5 minutos, acababa levando 10, 15.... simplesmente porque rotina é assim, meio tediosa, então a gente faz tudo devagar e dá uma procrastinada. Conecta o laptop na rede, levanta e pega uma água, conecta o laptop na tela, vira pro lado e conversa com o colega.

Fora que todo mundo adora ter sua mesa né? Poxa, a bagunça fica ali do seu jeito, a caneta está no mesmo lugar que você deixou no dia anterior e os milhares de post its com lembretes funcionam melhor que a agenda do outlook.

Mas ok, todo mundo disposto a relevar esses problemas de classe média e cooperar com o moderníssimo sistema de hot desk. Chegou sentou.

O problema é que tudo que podia dar errado, está dando. Nem tanta gente assim tem trabalhado de casa (não sei exatamente porque, eu mesma sempre vou pro escritório porque não rendo em casa e porque gosto de estar com o meu time e no meio da bagunça), causando um "overbooking" nas mesas. É um salve-se quem puder - até eu passei a ir mais cedo pra ter certeza de que não vou ficar sem mesa e acabar trabalhando num dos sofás ou pior - na cozinha do escritório, o que aconteceu com uma colega nos últimos dois dias.

Não tem mais lugar pra todo mundo! Estamos dividindo mesas, usando cadeiras que não são apropriadas pra passar o dia todo, mas sim para reuniões informais, os departamentos ficam dispersos e ninguém nunca encontra ninguém. Ou seja, o hot desk deu errado, fail total.

E claro que rola, com o perdão da palavra, essa punhetação do povo reservar a mesa pro coleguinha. Você chega de manhã e tem mais casaco nas cadeiras do que gente ocupando as mesas. E aí também funciona o famoso dois pesos, duas medidas: tem uns e outros que ninguém tem as manhas de falar "mas pô eu tô aqui e preciso trabalhar" e é claro que tem gente que simplesmente ignora o casaco e senta sem nem mesmo perguntar.

Olha, empresa até quando tenta inovar não faz direito. Mesas pro povo, já!

52 objetos: semana 27


O que é: par de galochas pretas

Onde fica: ando sem espaço no armário pra elas, então estão no corredor de casa

Por que foi escolhido: taí uma boa dica pra quem vem morar em Londres - a primeira compra deve ser um par de galochas. Invista em uma marca boa e uma cor que você goste muito, pois vai usá-las bastante. Eu acho que as galochas são o melhor calçado pra andar em dia de chuva e de neve, e deixam meus pés e pernas (a parte que cobre, claro), bem quentes.

E o que mais? Tem muita gente que usa as galochas no caminho do trabalho  apenas, e coloca um sapato mais formal no escritório. O que não é meu caso: as vantagens de se trabalhar na área criativa! Além disso, acho as botas super legais, e uso como se fossem botas normais, de cano alto. Mas é uma coisa que vai de gosto mesmo!

O blog tem passado

Volta e meia me pego lendo posts antigos do blog - clico nas sugestões que aparecem aleatoriamente abaixo de cada post e vou clicando e lendo, e clicando... Notei que até pouco tempo qualquer coisinha me fazia vir escrever aqui. Qualquer coisa mesmo! Eu contava mais detalhes da minha rotina, de pequenos acontecimentos do trabalho e por aí vai.

Não sei em que momento eu achei que que nada disso era bom o suficiente pra vir parar aqui, mas gostaria de retomar esses posts tão randômicos, sem grandes pretensões. Também notei que eu tinha alguns comentadores frequentes que nunca mais apareceram. Hummm......

Tudo bem que boa parte dessa interação - tanto minha, falando besteira, quando dos leitores, comentando as besteiras - foi transferida pro twitter ou pro facebook. Mas o blog está vivo há muito mais tempo e o arquivo de quase 9 anos é precioso! : )

Que venham os posts!

Leitura:The Prague Cemetery, Umberto Eco

Não comecei bem minha relação com Umberto Eco. E não sei nem como explicar porque não curti a leitura - afinal o livro é bom sim, o cara é mesmo um gênio. Acho que eu ainda não atingi um nível intelectual pra conseguir absorver o tanto de informação que tem na história.Talvez meu erro tenha sido ler em inglês um livro tão cheio de detalhes, fatos e personagens.

É tanta coisa, mas tanta coisa que acontece que o livro está pra acabar e ainda tá rolando algo importante, um novo desenvolvimento da história. Juro. Aí lá no fim reaparece personagem que eu nem lembrava mais que existia - falha minha que não fiz anotação de personagens quando percebi que a história seria looonga.

O personagem principal está envolvido em tramas e conflitos que aconteceram no século 19, na Itália e na França. Aliás, todos os acontecimentos e grande parte dos personagens do livro não são fictícios, o que torna tudo ainda mais complexo (pelo menos pra mim, que não lembrava de muita coisa das aulas de história e consultei o wikipedia que nem louca). Simonini (o personagem principal) é uma espécie de espião, que faz todo e qualquer tipo de trabalho e não tem lealdade a ninguém e não sente remorso por nada. Ele está por trás de revoluções, conflitos, espionagens, armações e tudo mais que você possa imaginar. E além disso a história é contada não apenas por ele, mas por outro personagem  e também por um narrador. Confuso, o negócio.

Mas isso é o básico, do básico, do básico. Um dia, quem sabe, eu leio de novo - EM PORTUGUÊS. Por agora, vou passar bem longe do Umberto Eco. Tô traumatizada e meus neurônios precisam se recuperar porque ó, foi bem cansativo. Se você for ler, deixo a dica: anote os nomes dos personagens, da onde surgiram e em que data. Boa sorte!


52 objetos: semana 26

E cheguei na metade do projeto! Nem eu achava que ia continuar firme e forte... Pra comemorar, escolhi um objeto especial, que merece destaque. 



O que é: folha do jornal A Notícia (de Joinville), do dia 09/03/2003, quando a cidade celebrou seus 151 anos, emoldurada.

Onde fica: Em uma das paredes da sala

Por que foi escolhido: Bom, esse aí na foto do jornal é meu vô materno, o Opi, já falei aqui dele outras vezes (ele morreu há 1 ano, até escrevi aqui no blog). Tudo bem que sou suspeita pra falar, mas o Opi era meio que um personagem de Joinville, diria até que uma figura emblemática da cidade. Ele foi atleta quando jovem (entre outros esportes, se dedicou ao basquete), mas mais tarde abriu uma oficina de conserto de bicicletas - que era bastante conhecida. Eu lembro de ir na oficina quando era pequena, mas quando ficou mais velho ele fechou e passou a trabalhar na garagem de casa, e aos poucos foi diminuindo o ritmo, claro. Quando a cidade fez 151 anos, o jornal A Notícia usou uma foto dele na oficina para fazer uma homenagem, e eu guardei essa folha e um tempo depois mandei enquadrar (ainda quando morava em SP, já tinha esse quadro na parede).

E o que mais? Já que não dá pra ler na foto, vou transcrever o que está escrito no jornal: "Existem coisas que não mudam. Ainda bem. Nestes 151 anos, a Cidade das Flores se transformou na cidade da indústria, da cultura, do esporte e do lazer. E assim, como as flores, a populacão cresceu, multiplicou, triplicou. Hoje somos uma grande cidade, com todas as vantagens e também os problemas que o progresso traz. Mas, ao olhar a velha oficina de bicicletas, ao caminhar pelos jardins e ver as crianças brincando em meio ao colorido das flores, percebemos que, do passado, algo muito bom ficou: a nossa qualidade de vida. Uma homenagem de A Notícia aos 151 anos de Joinville."

É um pássaro? É um avião? É um sinal extraterrestre?

Não! É o meridiano de Greenwich!

Faça chuva ou faça sol, todos os dias do ano, quando anoitece, ele está lá, firme e forte: o raio laser verde que é emitido do Observatório de Greenwich, no topo do Greenwich Park, marcando o meridiano.


Ele vai looooonge, até perder de vista (dãr), e engana muito o olhar - depende de onde você está, parece que o laser está na vertical, ou subindo, ou descendo. Mas, é claro, é uma linha reta. Ah, a física! Que diria Sheldon Cooper dessa minha explicação horrorosa?

Mas fica aí a dica: pra quem visita Greenwich, espere anoitecer e vá para perto do parque. O desafio é conseguir fazer a bendita linha verde sair na foto, coisa que meu amigo fotógrafo Filipe Xavier fez muito bem!

52 objetos: semana 25


O que é: máquina fotográfica

Onde fica: deixo na minha escrivaninha quando nao está sendo usada

Por que foi escolhido: escrevo em blogs, trabalho em um site que utiliza imagens como base para matérias e previsao de tendencias, viajo a lazer, viajo a trabalho, ou seja, imagens sao mesmo parte da minha vida, sejam impressas ou digitais. Essa camera representa isso, o quanto preciso de um equipamento assim comigo, quase que o tempo todo. Claro que o celular é um substituto algumas vezes, mas a camera é essencial.

E o que mais? Essa máquina da foto é novinha, e na teoria nao é minha, é da empresa. Como todo mundo do time tem a sua, posso usá-la também  fora do trabalho, mas é claro que se eu perder ou quebrar a responsabilidade é toda minha. Prefiro arriscar, já que ela é muito boa e superou as minhas expectativas. Eu até pensava em manter a que tinha (tenho) pra uso pessoal, mas a qualidade da imagem nao tem nem comparacao. Entao a anterior está praticamente aposentada, só preciso decidir que fim ela vai levar.

os últimos posts - inclusive esse - estao com acentuacao precária pois estou escrevendo do computador do trabalho, que nao está configurado para o portugues! 

Estocolmo

Das cidades que visitei nos últimos meses, Estocolmo definitivamente é a que mais me surpreendeu. Estamos aqui há dois dias e já vimos/fizemos um montao de coisas legais. Vimos, por exemplo, um navio que ficou embaixo d'água por 333 anos e está preservado em um museu. Visitamos dois museus lindos, um deles inclusive há um dia de fechar para reforma. Vimos animais característicos da Escandinávia, como a rena. Tomamos um monte de café e chocolate quente, fotografamos todos os cantos que passamos e estamos curtindo tanto que o frio está longe de ser um empecilho.







Ficamos imaginando como deve ser essa cidade no verao, pois no inverno já é sensacional. Nem fui embora, mas espero voltar muito em breve!