Estou em Paris (a trabalho) há dois dias e fico mais dois dias. Sempre que venho pra cá, seja a trabalho ou por puro lazer, a estadia é intensa. Sempre passa voando, seja andando pelos corredores da feira que venho cobrir ou sentada num café qualquer vendo o tempo passar.
Gosto demais daqui! Tenho grandes amigos na cidade e consigo andar nas ruas com uma boa noção de onde estou, sem depender tanto de mapas. Paris é tão legal que a gente fica adiando passeios clássicos nos arredores da cidade. Tem sempre um museu pra conhecer, ou mais um café au lait pra tomar.
Acho que Paris sabia exatamente como eu estava me sentindo hoje (com saudades!), tinha até um recado em inglês no meio da rua, que implorava por uma foto mico:
Uma turma no trabalho organizou um clube de corrida e surpreendentemente, eu estou fazendo parte. O primeiro dia foi hoje - será uma vez por semana, por oito semanas - e superou bastante as expectativas. Eu estava meio receosa de que fosse esquisito fazer exercício e depois tomar banho no trabalho e então voltar para a minha mesa, mas tudo correu super bem.
Eu raramente saio com o pessoal do trabalho (por pura preguiça) então é uma maneira de interagir um pouco mais e, óbvio, ficar mais por dentro das fofocas.
Fiquei contente de sair da minha zona de conforto, já que corro sempre aqui perto de casa, sempre no mesmo horário. Achei bem mais difícil correr na hora do almoço (cansei muito mais rápido) e ainda por cima em um horário que o parque (fomos para o Green Park) está lotado de turistas.
Não corremos uma distância muito grande, até porque o tempo é limitado, mas achei bom dar uma desligada das obrigações bem no meio do dia. E, melhor ainda, é chegar em casa e não precisar ir correr porque - eba! - já corri.
Essa semana aliás é a semana das coisas fora da zona de conforto pra mim, já que decidi dar um tempo do café. Pode parecer idiota, mas eu amo, amo, amo café com leite e sempre foi um ritual diário que me dá muito prazer e energia pra conseguir encarar a manhã de trabalho. Mas ultimamente tenho a desconfiança de que o leite já não me faz muito bem, então estou em fase de teste. Está sendo muito mais difícil do que eu esperava, e olha que foram apenas 5 dias até agora. A tentação é imensa, mesmo sabendo que há grande chance de me sentir mal depois. Cheguei a pegar uma xícara na mão para me servir na máquina alguns dias, mas fui forte e resisti.
O pior é que o teste está dando resultado - desde o dia que não tomo café com leite, não me sinto mal. Vou tentar seguir mais uns dias assim, mas não sei se resisto ao fim de semana. Veremos.
É isso. Correndo mais e tomando café de menos.
Durante as nossas férias na Costa Amalfitana foi preciso muito auto controle pra não voltar com uma mala cheia de peças de cerâmica. Existem várias fábricas (grandes e pequenas) na região e consequentemente centenas de lojinhas por todos os cantos.
Mas, chegando em Sorrento, que foi nossa última parada antes de voltar para Londres, encontramos um outro tipo de artesanato local: marchetaria. Vimos muitos ateliês pelo centro antigo da cidade, todos vendendo peças maravilhosas, especialmente caixinhas e quadros. Entramos em um desses ateliês e de cara eu não consegui tirar os olhos de um quadro que reproduzia a paisagem de Positano (as casas incrustadas no penhasco com o mar a sua frente), onde havíamos estado nos dias anteriores.
O artesão, um senhor muito simpático chamado Michelli, estava por ali e nos mostrou um pouco do processo, que requer um nível de detalhe absurdo. O filho dele gerencia o ateliê e também faz as peças. É um negócio de família mesmo.
Como o Martin estava 'me devendo' um presente de aniversário, compramos o quadro de Positano. Mais um pedaço de parede coberto aqui em casa, com a vantagem de sempre nos lembrar de uma semana incrível nesse pedaço da Itália.
Tive um ótimo dia, hoje.
Passada rápida no escritório de manhã, e depois RUA! Entre um evento e outro, fiz essa foto: (que postei no Instagram do Aprendiz de Viajante - já segue?)
Ah, se todos os dias fossem assim!
(ps.: também ganhei um iPad, o que contribuiu para o o dia de hoje ter sido um sucesso)
Alguns amigos e familiares me perguntaram como anda o clima de copa por aqui. Claro, agora com a Inglaterra eliminada e humilhada, é como se não existisse copa. Mas antes disso, eles ja estavam desencanados. Ninguém tinha a menor esperança de um bom desempenho da seleção, e o que mais me chamou atenção foi a falta de bandeiras nas janelas e varandas. Aqui no meu prédio a única bandeira é a minha, do Brasil.
Apesar de todos os jogos serem transmitidos ao vivo e muitos bares e pubs promovendo a copa, não há uma comoção geral. Empolgação zero. Eu lembro que em 2010 estava um pouco mais animado, mas desde então os torcedores tem se decepcionado com Rooney e sua turma.
Sei lá, de repente o povo está mais preocupado em aproveitar o tempo bom nos parques, porque vai saber até quando o calor fica por aqui, certo?
'Tô sem tempo', 'não tenho tempo', 'tá super corrido': eu nunca achei que ia falar uma dessas frases (pois é, mordi a língua), mas ultimamente eu não tenho visto o tempo passar. Fico imaginando como fazem as pessoas que tem filhos. Sério, como vocês fazem?
Não tô querendo fazer drama, acho que a vida de todos meus amigos é assim. Mas só esse ano que me dei conta que qualquer coisa 'extra' que eu queira fazer acaba atrapalhando minha escala. Sempre tem algo que sai prejudicado: o blog (esse ou o Aprendiz), a alimentação, a diversão, a casa.
Foi-se o tempo que eu deixava a casa arrumada. Hoje em dia tem sempre algo zoneado, ou uma tonelada de roupa de lavar, ou roupa secando no varal há uma semana.
Depois que resolvemos voltar a correr, a coisa ficou ainda pior: o tempo que eu dedicava 'ao lar' e ao blog foi cortado pela metade. Ainda bem que vou trabalhar de transporte público, só assim consigo manter a leitura.
Só uma coisa resolve. Aliás, duas: megas sena e euro millions. O que vier tá bom.