Leitura: To Kill a Mockingbird, Harper Lee

To Kill a Mockinbird é um clássico da literatura americana, mas que eu só vim a conhecer já mais velha, assistindo um episódio da série 'Everybody Loves Raymond' (quem mais adora essa?), pois é o livro preferido de uma das personagens.

Bom, há uns 2 anos eu comprei um exemplar e ficou na minha interminável fila da estante. Até que começou o burburinho do livro continuação, 'Got Set a Watchman', publicado só agora, décadas depois de ser escrito. Aqui em Londres o lançamento de Got Set a Watchman causou furor nas livrarias, com pessoas fazendo fila e livrarias abrindo as portas a meia noite para saciar a curiosidade dos ávidos fãs.

Então resolvi finalmente tirar 'To Kill a Mockingbird' da fila.

E entendi a devoção das pessoas, e entendi porque Atticus Finch é o personagem favorito de muita gente. É um livro maravilhoso, vou me abster de comentá-lo aqui, porque é amadorismo demais pra tamanha obra prima.

Claro que ja comprei 'Go Set a Watchman', e em breve devo começar a leitura.

Como é bom né? #tokillamockingbird #harperlee

A photo posted by Helô Righetto (@helorighetto) on

Coleção de globos de neve

Lá no Instagram eu sempre posto foto dos globos de neve que compro em viagens, e volta e meia alguém me pergunta onde eu guardo eles, como comecei a coleção, quantos eu tenho... Então um dia tive uma ideia ~brilhante~ e resolvi fazer um vídeo.

O resultado está aí - ficou longo (20 minutos), mas tentei ser o mais breve possível! Contei do início da coleção, mostrei meus preferidos e também os mais cafonas : )

(O vídeo faz parte do canal do Aprendiz de Viajante no YouTube, segue a gente lá!)

Última escapada do verão

Aproveitamos os míseros dias que nos sobraram de férias esse ano para mais uma vez ir para o País de Gales. Olha, cada visita ao amado país vizinho é mais surpreendente do que a anterior!

Conhecemos uma parte da região conhecida como Snowdonia (onde fica o Snowdon, montanha mais alta do País de Gales e Inglaterra, e agora conquistada por nós, já que fomos até o topo!) e também da ilha de Anglesey.

Choveu, fez frio e ventou muito. Mas nada que a roupa impermeável (preparação é alma do negócio) não aguentasse. Tiramos de letra!


As fotos são do meu Instagram. Também postei bastante no Snapchat (helorighetto) mas né, agora já não dá mais pra ver : )

Esse Vuillard é seu?

Todo mundo tem um sonho, desses assim bem impossíveis - o meu é um dia me deparar com uma obra de arte 'perdida' em uma loja de antiguidades (alô Junk Shop) ou um mercado de pulgas. Eu fico imaginando o momento em que vou bater os olhos em um quadro jogado num canto qualquer, meio quebrado, e que vou me interessar por ele e ele vau custar uma barganha e depois de um tempo vou descobrir que estou rica afinal esse era o quadro perdido do Picasso.

Aparentemente eu não tenho mais o que fazer do que criar essas fantasias...

Mas enfim, por isso que eu gosto do programa Fake or Fortune da BBC, que materializa esse meu sonho. Um trio de especialistas tenta provar a autenticidade de várias obras de arte (mas nem em todas as vezes tiveram sucesso), que por um motivo ou outro acabaram esquecidas dos catálogos oficiais ou não tinham a documentação essencial para confirmar a procedência.


Ontem assistimos um capítulo do Fake or Fortune sobre uma obra do Edouard Vuillard, um pintor Pós Impressionista. A pessoa comprou o quadro num leilão desses bem comuns aqui na Inglaterra, que vendem antiguidades e quinquilharias, por 11 mil libras. Ele sabia que havia problemas pra provar a procedência, mas tentou a sorte e mesmo assim arrematou. Long story short, os especialistas do programa conseguiram provar que o quadro foi realmente pintado por Vuillard e agora o dito cujo vale centenas de milhares de libras.

Mas o mais interessante é que o quadro foi pintado para fazer parte de uma composição, sendo que um deles é sabido onde está (nunca houve dúvidas sobre sua autenticidade, pertence a um colecionador privado) e o outro.... foi vendido no Ebay por 3 mil libras.

Pois é... ao provar a autenticidade do quadro que 'participou' do programa, eles meio que provaram a desse terceiro quadro também, pois eles estavam sempre juntos. E a última coisa que se sabe é que esse terceiro quadro foi vendido através do Ebay, ainda mais barato que o do leilão! Ninguém conseguiu descobrir pra quem foi vendido, então existe alguém por aí com mais dinheiro no bolso do que acha que tem.

Dá uma olhada na imagem abaixo: foi você que comprou essa belezura num dia que estava entediado olhando as ofertas do Ebay?




O café vale a pena

Há alguns anos que as minhas viagens de férias não são 100% a lazer. Todas elas acabam sendo 'para o blog' também, desde que eu comecei a colaborar ativamente com o Aprendiz de Viajante. Outro dia uma amiga me perguntou se isso é algo que me atrapalha - ela queria saber, por exemplo, se eu conseguia curtir mesmo as férias ou já ficava pensando nos futuros posts. Como eu já falei diversas vezes, eu consigo me desligar totalmente de tudo que é relativo a trabalho (e o blog é sim meu trabalho também, apenas não é meu principal provedor financeiro - quem sabe um dia?), e apesar de ter ideias para os posts durante as viagens, não fico estressada.

Enfim. Essa introdução meio nada a ver para falar de outra coisa relacionada a viagens: o equilíbrio entre amar viajar e curtir a vida 'normal'. A minha amiga Liliana escreveu sobre isso há um tempo, e achei válido falar sobre o assunto por aqui também, porque me dá um nervoso quando leio textos com 'dicas' absurdas para economizar para viajar mais.

Vamos por partes: vale a pena economizar pra viajar? Vale.

Vale a pena não fazer mais nada pra guardar todo e qualquer centavo para viajar? Não.

Olha, eu tenho meu peixe pra vender mas nem por isso acho sensato falar pra você não tomar um café no Starbucks, porque esses £2.5 que você gasta em um dia poderiam te ajudar a dar um passo em direção ao aeroporto. Também acho que sim, você deveria comprar a bolsa/calça/sapato/brinco que você quiser, sem ficar pensando que esse dinheiro poderia pagar uma diária no hotel.

Eu acho que os prazeres do dia a dia - por mais classe média que meus prazeres sejam - são uma grande contribuição pra minha sanidade e felicidade. Já não é fácil acordar cedo, trabalhar o dia todo e sonhar com trabalho (quem nunca?) a noite, então imagino que seja ainda mais chato fazer tudo isso apenas com um grande e único objetivo na vida - viajar.

Já cheguei a ler conselhos do tipo 'volte a morar com os seus pais por um tempo', e também vi um link no twitter para um post entitulado 'como viajar quando você tem dívidas' (me recusei a ler o post, porque afinal a resposta pra mim é óbvia nesse caso) - coisas que transformam a existência de qualquer pessoa em algo insuportável quando não está viajando.

Eu sei que existem dicas incríveis para gastar menos em viagens, ou para guardar dinheiro pra viajar - aliás lá no Aprendiz a gente escreve bastante sobre isso. Espero que eu tenha deixado claro aqui o meu ponto de vista: viajar é maravilhoso, mas pegar um café no Starbucks antes de ir pro escritório (e não morar com os pais) é muito bom também.

The burden of proof

'The burden of proof lies with the prosecution. The defendant doesn't have to prove his innocence'

Minha breve - porém intensa - incursão no mundo da corte criminal britânica chegou ao fim hoje. Como eu prestei mais de 10 dias úteis (11 no total), o que é mais do que a média, só podem me chamar de novo daqui a 10 anos. Pode parecer exagero, mas o desgaste emocional desses últimos dias foi algo que nunca experimentei antes.

Me senti muito ansiosa, muito feliz, impaciente, indecisa, estressada, triste, decidida, confusa e aliviada - nada que eu não tenha sentido antes, mas em doses cavalares e dentro desse curto espaço de tempo. Acho que a sensação final é de dever cumprido - paguei boa parte da minha cota para o andamento do mundo civilizado e me sinto recompensada.

Porém, estou contente de ter atravessado de volta o portal que me transportou pra esse mundo paralelo de 'caros colegas', evidências, termos complicados, depoimentos traumatizantes, esperas extenuantes e salas da onde você não pode sair até tomar uma decisão.

Ah, e tudo isso sem contar outra coisa crucial: a convivência obrigatória com pessoas que você nunca viu na vida, e com as quais você precisa decidir o futuro de outra pessoa. Uma ótima oportunidade para conhecer gente que pensa igual a você e divide os mesmos princípios morais, mas também de topar com idiotas que estão mais interessados em ir pra casa do que levar a sério um caso criminal, ou então que tomam uma decisão assim que colocam os olhos no réu (tambem conhecidos como racistas).

Meu pai ficará contente em saber que aprendi muito com os dois juízes que trabalharam nos dois julgamentos que participei. A gente sempre ouviu falar que todo mundo é inocente até que se prove o contrário, certo? Imagino que todo mundo conheça essa expressão. Mas eu só me dei conta da sua importância quando sentei no banco do juri pela primeira vez, e me foi explicado que o réu que ali estava não precisaria provar sua inocência - quem tem que provar algo é a acusação.

E, por mais óbvio que isso soe, toda história tem dois lados. Por isso, agora eu entendo perfeitamente que não podemos tirar conclusão alguma quando vemos algum caso no noticiário, por mais evidente que o caso pareça. TODA HISTÓRIA TEM DOIS LADOS. Se há dúvida, não há culpa. E amigos, acreditem em mim: há muita mentira, portanto há muita dúvida.

Eu nunquinha que vou esquecer os nomes e rostos das pessoas envolvidas nos casos que eu julguei. Não apenas os réus, mas tambem os familiares e amigos que assistiam da galeria, ou as testemunhas que são obrigadas a contar os detalhes mais podres de suas vidas, aqueles que a gente jamais imagina revelar em público. Nunca vai sair da minha mente o choro de alívio do primeiro réu e o abraço que ele recebeu da sua família quando declaramos 'not guilty' - quanto ao segundo réu, o caso ainda está em curso (não chegamos a um veredito unânime e nem uma maioria, portanto fomos dispensados), por isso não posso falar nada aqui.

Mas posso falar que nos últimos dias eu li transcrições de longos depoimentos a polícia, ouvi diversas vezes a gravação de uma ligação para o serviço de emergência e examinei um martelo embrulhado em um saco plástico.

Como eu falei lá em cima, estou feliz de ter voltado desse mundo paralelo. De repente a rotina do escritório, das corridas, dos afazeres domésticos e da vida social ficou muito mais atraente do que o vaivém nas salas ou muito quentes ou muito geladas da corte criminal de Londres.

5 lojas que existem em toda 'High Street' de Londres

Uma pequena introdução pra esclarecer o que eu quero dizer com 'High Street': não só em Londres, mas por toda Grã Bretanha, as cidades tem suas 'High Street' o que quer dizer a rua mais importante, a rua do comércio, a rua onde se concentra o 'centrinho'. Claro, Londres é gigante e não tem uma High Street apenas - mas cada bairro ou vila dentro da cidade tem a sua própria. As vezes a rua principal nem tem 'High Street' no nome, mas é aquela coisa Gilette/Lâmina, sabem? High Street virou uma expressão do dia a dia, pra falar de algo local, principalmente no quesito comércio/varejo. 

1. Junk shop
Apesar do nome nada lisonjeiro (loja de porcarias, basicamente), uma junk shop é o paraíso pra quem gosta de coisas esquisitas, cafonas e velhas. Em uma loja como essa você acha desde raposa empalhada a banco de praça caindo aos pedaços a uma peça de cerâmica dos anos 50. É um local empoeirado, bagunçado, que mais parece saído daqueles programas de televisão que mostram casas de pessoas que juntam lixo a vida toda e não conseguem jogar nada fora (hoarders, uni-vos!). Cuidado para não tropeçar na mobília ou bater a cabeça no lustre que tá cheio de teias de aranha. Ainda assim, nenhuma outra loja é tão charmosa quanto a junk shop!

2. Charity shop
Eu já falei sobre as charity shops em outros posts ao longo dos anos aqui no blog, mas recentemente nesse aqui. Basicamente, a charity shop ('loja de caridade') é um lugar onde as pessoas doam seus pertences, os quais são revendidos por preços simbólicos (coisa de £2 a £5, bem barato mesmo), e o dinheiro arrecadado vai para alguma instituição de caridade. É claro que existem charity shops e charity shops: algumas são bem ruinzinhas, onde e difícil encontrar algo que realmente valha a pena (as pessoas doam cada coisa que vocês não tem ideia). Outras são sensacionais, lugares onde vale a pena garimpar. Recomendo investigar as prateleiras de livros, que sempre tem algo interessante. Eu já comprei um relógio de mesa vintage, lindíssimo, por £10. Não estava funcionando, mas consertamos em casa mesmo, não tinha maiores problemas.

3. Casa de aposta
Pra mim, os lugares mais deprimentes de Londres são as casas de apostas. Basicamente, é possível apostar em qualquer coisa que você queira, não apenas resultados de torneios esportivos mas também assuntos aleatórios como o nome do bebê real, música que será a número 1 das paradas no Natal, quem será o ganhador de um certo reality show.... ou seja, essas lojas são máquinas de tirar dinheiro das pessoas. E a 'atmosfera' dessas casas de apostas é péssima... cheias de televisores e pessoas olhando para resultados obssessivamente. Geralmente homens, geralmente de meia idade (ou mais velhos). Infelizmente, existem muito mais casas de apostas do que pode ser considerado razoável, e como são instituições financeiras que fazem dinheiro, conseguem pontos privilegiados nos bairros.

4. Imobiliária
Dãr! Mas imobiliária existe no mundo inteiro! Claro, eu sei disso, mas achei o 'modelo' de loja das imobiliárias daqui bem diferente do que no Brasil. No Brasil, imobiliária não tem vitrine, certo? É um escritório, ninguém para na frente pra ver as ofertas: você vai la porque marcou horário, ligou antes, viu um anúncio em uma placa ou algo do tipo. Aqui, as imobiliárias tem vitrines, as casas e apartamentos disponíveis para compra ou aluguel estão em destaque em pequenas placas enfileiradas. E vira uma coisa meio viciante: você passa na frente de uma imobiliária e para pra ver os preços, como se estivesse namorando um sapato ou uma roupa! Principalmente quando visitamos um bairro novo, dá aquela vontade de saber quanto custa morar lá!

5. Vendinha
Isso não é uma exclusividade londrina, ou britânica, ou de qualquer outra região do mundo. Mas é uma coisa que eu já não via mais nas redondezas da onde eu morava em São Paulo, por isso me chamou a atenção aqui. Vendinhas de frutas, verduras e legumes que geralmente tem produtos muito mais frescos, bonitos e apetitosos do que os supermercados maiores - mas né, são mais caros. Esse tipo de loja está ficando cada vez mais raro, e ultimamente tenho tentado valorizar mais esses varejistas menores, independentes. Fora que a atmosfera é muito legal, dá mesmo aquela sensação de fazer parte da comunidade, já que o dono da loja é quem está no caixa e conhece todo mundo que mora por ali.


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Leitura: Surfacing, Margaret Attwood

Estava com altas expectativas para ler meu primeiro Margaret Attwood, mas acho que escolhi errado... não gostei do livro, achei a história desinteressante e não simpatizei com o drama da personagem principal.

Ainda assim, a leitura é prazerosa, fácil e sem enrolação, algo que aprecio muito, como já falei várias vezes aqui.

Mas quero tentar de novo e mais pra frente vou ler algum outro dela. Já pedi recomendações lá no Instagram, mas caso alguem queira deixar um pitaco, a caixa de comentários está aí pra isso!

10 de novo

E hoje participei de mais uma prova de 10km, e mais uma vez bati meu próprio recorde! Fiz em 1 hora e 2 minutos, tá dando aquela coisa pra baixa de uma hora (eu não poderia ter ido mais rápido hoje, dei meu máximo e nos metros finais soltei o Usain Bolt que vive dentro de mim)! Mas vou com calma, gosto de progressos a passo de tartaruga (lembrando que minha primeira corrida de 10km, em novembro de 2014, fiz em 1 hora e 10 minutos).

Fiz a prova em companhia do Martin e de um casal de amigos (a Renata, sobre quem tanto já falei por aqui e que correu a anterior comigo - e o marido dela). Foi no Regent's Park, um parque lindo pertinho do centro de Londres, que eu quase nunca vou. Apesar do percurso não ter sido lá essas coisas (porque é uma mesma volta repetida 3 vezes, eu gosto de percurso que não repete volta!), valeu bastante a pena. A atmosfera estava boa, não tinha tanta gente e a medalha é linda!


Ah, pra quem gosta desse assunto de corridas (tô achando que tem bastante gente que me lê aqui que tem interesse, tendo em vista que esse post está entre os mais lidos!) eu comecei um outro instagram, que é apenas dedicado a isso. O perfil é @runhelo

Enquanto isso, na sala de justiça...*

A partir de hoje e por pelo menos duas semanas, meu caminho do trabalho é diferente. Quer dizer, meu trabalho é diferente. Fui convocada para ser juri (jurada?) e não tem questionamento - tem que ir, a empresa é obrigada a me liberar (existem exceções, é possível pedir para não ir, mas é preciso ter uma razão muito, mas muito válida).

Enfim, hoje foi meu primeiro dia na 'sala de justiça'. Só quando entrei lá, fiz o juramento e ouvi as acusações é que me caiu a ficha da importância desse dever.

Vou escrever mais aqui sobre isso quando acabar esse período, já que tudo é muito sigiloso e não posso comentar nada sobre o caso com ninguém fora da corte - o que não é fácil pra ninguém que não é desse mundo jurídico.

Boa sorte pra mim e pra todos os envolvidos!

(Não, eu não fico incomunicável - volto pra casa todo dia)

*Pra quem tem menos de 30 e poucos anos e não entendeu o título, ou pra quem ficou nostálgico - um lembrete:

Vídeo da viagem a Jersey com os meus pais

Como recentemente eu comecei a fazer vídeos com dicas de Londres lá pro Aprendiz de Viajante, me meti a besta de editar um vídeo um pouco mais longo, pra tentar aprender mais do programinha de edição.

Então aqui está o resultado - com alguns efeitos cafonas (eu adoro uma cafonice, vocês sabem), mas cheio de imagens bonitas. O vídeo tem apenas 3 minutos e música animada - então assiste, vai? Diz que sim? E se gostar dá um like pra eu ficar contente : )

Guia de Compras dos Estados Unidos

Bom, acho que a essa altura do campeonato, todo mundo que me lê aqui tambem acompanha o que se passa lá no Aprendiz de Viajante - e vocês então devem ter visto que lançamos um segundo guia, dessa vez escrito pela Claudia: o Guia de Compras nos Estados Unidos.

Todas as informações sobre o guia estão aqui, e se você mora em São Paulo ou Rio de Janeiro e está interessado (ou simplesmente gostaria de conhecer a Claudia e bater papo sobre viagem!), está mais que convidado para o lançamento na livraria Blooks.


  • Rio de Janeiro: dia 30/7, às 19h (Praia de Botafogo, 316 - Espaço Itaú de Cinema)
  • São Paulo: dia 03/8, às 19h (Shopping Frei Caneca, Piso 3)


E aproveitando... o Guia de Londres também está a venda na livraria Blooks! Uma novidade muito legal, que obviamente me deixou felicíssima (lançar livro de forma independente é ter que contornar burocracias e bater na tecla da insistência para conseguir um lugarzinho em livrarias bacanas!).

Então, quem passar por ali, vai dar um oi pro meu querido guia! Quem tiver um exemplar, use a tag #GuiaDeLondres no Instagram, por favor : )

Leituras (com atraso!): Crime e Castigo / How to be both

Pois é, eu ainda não havia lido Crime e Castigo. Levei quase 3 meses pra terminar o dito cujo - posso dar a desculpa que vieram os sogros, depois os pais. Mas teria levado um tempão com ou sem visitas - a leitura não rendeu, eu não conseguia me concentrar. Fiquei meio decepcionada comigo mesma, sabe quando você quer muito gostar de um livro? Pois enfim, não rolou. Talvez eu não tenha captado a essência do personagem principal. Pelo menos não desisti! Lido está.

Antes do Crime e Castigo eu li How to be both, da Ali Smith, que foi um dos finalistas do Booker ano passado. Também não rolou, também não captei. Mas não foi só isso, fiquei irritada com o a disposição das frases e parágrafos.Tipo
                                                                  assim. Conceitual,

sabe?

Isso mesmo. E as vezes que a autora não começa a sentença com letra maiúscula? Oi? Nã nã ni na não.

(nasci ou não pra ser crítica literária?)

O prefeito

Esse ano, no fim de fevereiro, eu viajei pela segunda vez representando o Aprendiz de Viajante (a primeira vez foi pra Malta, que eu contei aqui, e todos os posts dessa viagem estão lá no AdV). O destino dessa vez foi a região da Emilia Romagna na Itália, onde estão localizadas Módena e Bolonha.

Foi um fim de semana intenso, pois estávamos (eu e outros blogueiros de diversas partes do mundo) fazendo o 'test drive' do programa 'Discover Ferrari & Pavarotti Land' (leia mais sobre esse programa aqui) para fazer a divulgação no blog. Visitamos fabricantes de aceto balsâmico, queijo parmesão e lambrusco (é, não foi fácil!), e tivemos também a oportunidade de visitar os museus da Ferrari.

Bom, a última parada do tour foi no Museu do Aceto Balsâmico (sim, esse museu existe!), que fica em uma cidadezinha chamada Spilamberto. Era domingo de manhã, e todos os funcionários do museu foram lá pra receber a gente.

Quando estávamos fazendo a degustação dos balsâmicos (gente, provamos uns maravilhosos, envelhecidos até 100 anos!), o prefeito da cidade chegou. O prefeito! Foi lá, pleno domingão, conhecer a turma de blogueiros. Ele falou o quanto estava horando em nos receber em sua cidade, e contou que toda a comunidade estava feliz em saber que estávamos lá pra divulgar Spilamberto. Afinal, a produção de aceto balsâmico passa de geração pra geração, e muitas famílias vivem da região disso.

Eu, que me sinto tão privilegiada quando surgem oportunidades assim, fiquei surpresa. Adorei saber que a minha estadia lá significaria mais do que 'uma viagem na faixa'. Foi muito bacana quando essa ficha caiu. Ainda que seja uma contribuicão pequena, poder ajudar uma região que precisa do turismo é uma das coisas mais bacanas que eu posso fazer através do Aprendiz.

Por isso que eu nunca vou esquecer do prefeito de Spilamberto (Umberto Costantini - gente, ele tem um site, o SpilUmberto.com - não é o máximo?). Ele fez eu me sentir relevante. Grazie, Umberto!

 A turma de blogueiros com o prefeito de Spilamberto (no fundo)


5 coisas que eu achei esquisitas quando cheguei em Londres

1. Sempre tem alguém carregando mala
Essa eu coloquei como número um não por acaso: foi realmente a primeira coisa 'esquisita' que eu notei na cidade. Em qualquer percurso que você faça, seja a pé em uma área super turística ou usando o metrô em bairros mais afastados do centro, você sempre verá alguém carregando mala. Mala de viagem mesmo, de rodinha! Eu fiquei encucada com isso vários dias logo após minha chegada, e lembro que perguntei pra algum colega do trabalho do Martin: 'mas o que esse povo carrega?'. Num primeiro momento eu nem cheguei perto de cogitar que essa turma da realmente indo viajar ou voltando de alguma viagem, isso porque não estava acostumada a ver pessoas usando transporte público pra ir pro aeroporto/estação de trem/rodoviária. Londres é a capital do mundo (toma essa, Nova Iorque), e aqui tem muita gente de passagem, muitos aeroportos, muitas pessoas de negócios. É mala pra lá e pra cá. E claro, tem sempre o dia que é você ocupando mais espaço no metrô com as suas malas, a caminho de algum aeroporto! Aí é bem melhor : )

2. Os chicletes estampados nas calçadas
Esse mesmo colega de trabalho do Martin, quando eu perguntei das malas, me falou: 'ué, mas você não reparou nos chicletes?'. E aí eu prestei atenção e notei na quantidade absurda de chicletes pisados nas ruas e calçadas. Engraçado é que eu nunca vi ninguém cuspindo um, mas não tem um lugar que passei que não está decorado com chiclete. Inclusive até em calçadas novinhas, recém reformadas, os malditos já estão lá. Talvez isso esteja ligado com outra esquisitice londrina - a falta de lixeiras (que não coube nesse post porque tive que escolher apenas 5!)

3. Os homens de roupa social e meias coloridas
Lembro que entrei em parafuso fashion quando me mudei pra cá. Adorei que ninguém fica te medindo e as pessoas sentem-se muito mais livres para vestirem o que bem entenderem. Ninguém vai ficar te olhando se você colocar uma saia amarela com uma meia calça roxa, ou uma calça de moletom velha e furada com um salto alto. Pode testar, acredita em mim! Pois enfim, a liberdade fashion londrina pode também ser observada na turma dos engravatados, muitos dos quais não estão nem aí para a regra da 'meia social da cor da calça' (ou seria da cor do sapato?) e dão uma quebrada no look executivo usando meias coloridas e estampadas! E olha, não é um ou outro não - basta você andar pela City ou Canary Wharf na hora do rush pra ver. Eu acho super divertido, e aconselho todo mundo a se libertar das regras chatésimas de moda, seja em Londres ou em São Paulo.

4. Poder tirar dinheiro em qualquer caixa eletrônico
E o melhor: sem pagar taxa por isso! Talvez as coisas já tenham mudado no Brasil desde que me mudei pra cá (quase 7 anos!), mas lembro que era um saco ter que achar o caixa eletrônico específico do meu banco pra poder sacar dinheiro (ou então achar um 24 horas e pagar taxa....). Aqui em Londres você pode sacar no caixa eletrônico de outros bancos, e eles que se acertem. Muito mais fácil! Claro, existem caixas (principalmente dentro de bares e pubs) que lucram cobrando taxas, mas nos bancos mesmo, você não precisa se preocupar.

5. Previsão de nível de pólen
Vai fazer sol? Ou chover? E a temperatura? É o tipo de pergunta para a qual você espera uma resposta na previsão do tempo né? Pois aqui, durante a primavera e o verão, a previsão do tempo costuma incluir o nível de pólen no ar (alto/baixo/médio). Esquisito né? Isso porque aqui existe uma alergia chamada 'hayfever', que é basicamente uma alergia ao pólen. Eu nunca tinha ouvido falar disso no Brasil, e muita gente que nunca teve nenhum tipo de problema semelhante, descobre que tem hayfever quando chega aqui em plena primavera. Ah, e não é porque você passou uma primavera/verão imune que está livre para sempre: ela pode aparecer sem avisar no ano seguinte! A danada é terrível, a turma sofre com o nariz coçando, espirros, garganta doendo, olhos lacrimejantes e inchados. Eu já tive uma crise terrível de hayfever em Milão, mas ainda bem até hoje estou imune em Londres.

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Correndo bem: o que funcionou pra mim

Tô longe de ser musa fitness ou conselheira esportiva, mas toda vez que posto uma foto relacionada a corrida em alguma rede social recebo vários comentários de pessoas falando que gostariam de começar a se exercitar e como eu faço pra conseguir 'treinar' (entre aspas porque eu odeio essa palavra).

Como eu sou uma reles mortal (entenda-se: não tenho personal trainer, não faço dieta especial, não tenho tempo de sobra, não sou uma pessoa atlética que ama se exercitar), achei que seria bacana falar um pouco sobre as coisas que me ajudam na rotina das corridas. Porque olha, se eu consigo correr 3 a 4 vezes por semana, fazendo em média 8.5km em cada corrida, qualquer um consegue.

Não foi algo imediato. Aliás, como eu já contei nesse blog diversas vezes, eu fiz algumas tentativas ao longo de 5 anos (mais ou menos) de incorporar a corrida na minha vida. E finalmente deu certo! Agora eu entendo porque não deu certo das outras vezes, e talvez se eu dividir o que eu aprendi aqui, mais gente vai tentar.

1. Começar caminhando

Aí que várias pessoas já me falaram: 'Uau! você corre tudo isso sem parar? Eu não aguento correr 1km!' - gente... claro né? Você não começa a correr correndo. Não faz bem, você não vai conseguir e a frustração só tende a aumentar. Eu e o Martin retomamos nossas corridas caminhando. Acho que foi mais ou menos 1 mês de caminhada (mas concentrados, sem conversa, nada de passear!), cerca de 5km cada vez. Chegou então um dia que caminhamos o primeiro km, aí corremos 500 metros. Aí caminhamos mais 2km e corremos mais 500 metros. E então, MUITO AOS POUCOS, as partes de corrida foram superando as de caminhada. Em 3 meses estávamos correndo 5km com um pace de 7 minutos por Km. Daí em diante fomos conhecendo melhor nosso ritmo e hoje sabemos quando estamos pronto pra adicionar mais metros ao percurso ou ir um pouco mais rápido.

2. Determinar uma frequência mínima

Não adianta ir uma vez na semana. Tem que fazer com uma certa regularidade, não apenas pro corpo começar a sentir a diferença mas também pra entrar na rotina. No começo fazíamos pelo menos 2 vezes por semana, depois fomos para 3. Hoje em dia o objetivo é correr 4 vezes por semana, e se por alguma razão não rola um dos dias, a gente não se culpa, vai 3 dias mesmo. Como já escrevi aqui antes, se a gente deixa de ir muito tempo, acabamos sentindo muito na volta. Isso é mais um motivo pra fixar uma frequência minima.

3. Respeitar seu mau humor

Eu ouvi diversos conselhos a respeito de correr. Mas o melhor veio da Renata, que me disse: 'se você não está afim de ir, não vá.' Claro, uma coisa é preguiça (que eu tenho todo dia, e preciso vencê-la sempre), outra coisa é você sentir que o dia está uma merda e você realmente preferir ficar em casa vendo televisão. Ou então ir encontrar os amigos. Ou então ir pro bar tomar alguma coisa porque o dia está quente demais pra ir correr. Enfim, tem que entender quando é pura preguiça e quando é um dia que você não quer ir de jeito nenhum.

4. Comprar o melhor equipamento

Se eu soubesse a diferença que correr com um relógio apropriado faz nos meus treinos, teria gastado essa grana lá no começo. Comprei um Garmin Forerunner 220 há uns 2 meses e fez uma diferença tremenda - no começo o Martin carregava o calular dele no braço e usava o app MiCoach da Adidas. O que é ok, mas não tão preciso quanto o relógio. Agora cada um corre com o seu relógio e seu medidor de batimentos cardíacos (é bom ficar de olho!). Outra coisa é a roupa: tudo bem no começo ir caminhar/correr com aquela camiseta de algodão velha e aquele tênis normal, afinal você tem que ver se vai rolar mesmo. Mas, uma vez que a corrida estiver incorporada no dia a dia, compre um tênis de corrida bom, e roupas com tecido dri fit.

5. Inscrever-se em provas

Nada melhor do que ter um objetivo, e pra mim o objetivo ideal é ter sempre alguma prova em vista. Quando decidimos retormar a corrida pra valer no ano passado, nos inscrevemos em uma prova de 10km para novembro, o que nos dava cerca de 6 meses pra treinar. Deu super certo. Depois dessa, já imediatamente marcamos outra, e outra... e assim foi. A sorte é que é muito fácil inscrever-se em provas de corrida aqui em Londres, tem literalmente todo final de semana em algum canto da cidade. E as provas são também uma maneira de ver o seu melhor, conquistar seu PB (personal best) e usar como referência para as seguintes. E óbvio, é sempre bacana levar uma medalha pra casa!

6. Ter mais de um percurso de treino

Nessa o Martin discorda de mim. Mas eu acho muito chato sempre fazer o mesmo percurso nos treinos. Com o tempo você decora o ponto certinho onde dá 1km, 2km... e aí não tem jeito, o pensamento já fica 'nossa falta ainda um tanto pra 4km...', e isso não ajuda em nada. Por isso eu gosto de dar uma variada, ter uns 2 ou 3 caminhos alternativos e 1 principal. Também é legal pra ver 'outros terrenos', fazer um pouco de subida, correr na grama, na beira do rio... enfim, bom pro corpo mas bom pra cabeça também.

7. Diminuir ingestão de bebida alcóolica : (

Infelizmente é preciso. Beber aumenta o batimento cardíaco, o que não é bom, Essa eu sinto muito fácil: é beber uma noite, e no dia seguinte ver meu batimento lá nas alturas durante a corrida, e consequentemente eu canso mais rápido. Eu não cortei totalmente, até porque é um dos pequenos prazeres da vida, mas agora eu sei que no dia seguinte o pobre coração vai acelerar (o batimento máximo é 220 menos a sua idade, mas eu nunca deixo chegar perto disso. Pra mim, se bateu no 180 é hora de parar/diminuir).

Chegou o calor - de uma vez só!

Os últimos dias tem sido quentes. Muito quentes, principalmente para os padrões londrinos (por favor me poupem de comparações do tipo 'ah mas aqui no Brasil 30 graus não é nada), já que por essas bandas a gente abandona a manga comprida quando passa de 15 graus. Deu 20 graus já tá todo mundo de saia/bermuda. Quando bate 25 graus rola churrasco em qualquer cantinho ao ar livre, e banho de sol também.

Agora meus amigos, da 30 graus e a gente desmaia.

Como eu estou de férias, fui não desmaiar na piscina pública ao ar livre mais próxima da minha casa - valeu demais a penas as 6 libras de ingresso (eu poderia ter ficado o dia todo por esse valor).


Claro que eu não fui a unica a ter essa ideia, e a piscina tava bombando. Existem vários lugares onde é possível se refrescar em Londres (leia mais aqui), mas piscinas ao ar livre não são tão comuns (ou não tem uma estrutura tão boa como essa).

Dei muita sorte de estar de férias durante essa onda de calor. O último lugar que eu queria estar hoje, vocês devem imaginar, é no escritório. Mesmo que lá tenha ar condicionado.

Jersey

Não é New Jersey nos Estados Unidos, é a Jersey 'original' mesmo, a ilha no Canal da Mancha mais conhecida como um dos paraísos fiscais preferidos de certos políticos corruptos. Mas se você acha que Jersey é parecida com grandes centros financeiros, está muito enganado.

Estamos aqui (eu, Martin, meus pais) para um fim de semana prolongado que termina amanhã. Pegamos dias ótimos! Aliás, menosprezamos o verão e acabamos queimados de sol... (tem foto da minha cara tosca com marca de óculos de sol no Snapchat - helorighetto)

A memória que levo de Jersey é isso aqui (eu que fiz essa montagenzinha, pra página do Aprendiz de Viajante no Facebook):



Em tempo: há 3 anos nós visitamos Guernsey, outra ilha no Canal da Mancha. O relato está aqui.

Mais 10

Hoje coloquei mais uma prova de 10km no meu currículo de corredora (nossa, como estou insuportável) - e o melhor, na compania da minha amigona Renata. Pois é, dessa vez era uma corrida apenas para mulheres (organizada pela Nike), então o Martin teve que ficar na torcida (junto com o meu pai, que foi me ver também - preciso falar disso em outro post, meus pais estão aqui visitando!).

Sei que parece óbvio, mas é muito legal notar o resultado de treinos consistentes. Não é que a gente consegue mesmo ir mais rápido e demorar mais pra cansar? Essa é a minha terceira prova de 10km em menos de um ano, e pela terceira vez melhorei meu tempo.



A compania da Renata foi essencial, tenho que dar todo crédito pra ela. A Rê já corre há muitos anos, e muito mais rápido. Ela fez questão de ir no meu ritmo, e é claro que eu fi questão de ir um pouquinho mais rápido. E assim, chegamos na linha de chegada com o tempo de 1:04:47 - teve até sprit final a milhão (que eu honestamente não sei como consegui, foram poucos metros mas aceleramos muito!)!

Agora é focar na próxima!

Tem boleto? Tem sim senhor!

Desde que o meu Guia de Londres foi lançado, vez ou outra recebemos comentário lá no Aprendiz de Viajante, ou então email de alguém interessado, perguntado se a gente emite boleto como forma de pagamento.

Sim, boleto! Há anos que eu não ouvia falar de boleto, nunca mais usei essa forma de pagamento, então pra ser bem honesta nem pensei nisso quando planejamos o sistema de vendas do guia. Bom, pra quem pedia boleto, eu sempre oferecia como alternativa fazer depósito bancário, mas né, é preciso ouvir o feedback dos leitores, ainda mais quando são muitos.

Pois então, temos boleto!

Fizemos o cadastro no PagSeguro pra poder oferecer essa forma de pagamento (mas apenas para versão impressa). Tá tudo explicadinho na página oficial do Guia de Londres Para Iniciantes e Iniciados lá no Aprendiz de Viajante.

Ou seja, se você não tem cartão ou simplesmente não quer usar o Paypal, agora não tem mais desculpa! E, é claro, continuo oferecendo a opção de depósito direto em conta. Fazemos qualquer negócio!