Um oi de Bolonha

Estive em Bolonha pela primeira vez em 2010, essa já é minha quarta vez aqui (sempre a trabalho), mas acho que foi a primeira que realmente curtir a cidade por umas horas. Resolvi dar uma passeada hoje a tarde (já que só amanha vou visitar a feira ) pra fotografar. E fotografei muito!! Como já conheco os caminhos, dispensei o mapa e fui passeando...

Aqui um pouco do resultado (estava um dia lindo e quente!):












Sempre atrasada

Trabalhar com a internet é sentir-se constantemente atrasado. Acho que nao teve uma semana esse ano que eu nao pensei "tá muito corrido mas semana que vem acalma" - mas nunca acalma. Tudo tem que ser na hora, agora, tudo é prioridade. A internet criou um monstro, os leitores (esto falando dos leitores do site onde trabalho) querem ler as novidades da feira que abre hoje, amanha.

Acho que a medida que nos aproximamos do fim do ano vou me sentindo mais cansada. Estou contando o tempo que falta pra terminar 2013 em quantidade de matérias que tenho que escrever. Voces tambem se sentem assim?

Hoje, domingao, to conectada no servidor do trabalho e adiantando matéria que tem que ir pro ar no início da semana, pois amanha já estarei em outro lugar pra cobrir outra feira. E ontem me dei conta de que nos primeiros cinco meses do ano que vem já tem pelo menos uma viagem a trabalho por mes marcada.

Ou seja, sossego nao existe pra quem trabalha do outro lado do computador!

Boa semana pra todo mundo!

Exposição: Vermeer & Music - The Art of Love and Leisure

Visitei essa exposição já tem mais de um mês, e tinha esquecido completamente de escrever aqui... já nem me lembro com tantos detalhes, mas gosto de fazer o registro para consulta futura ; )

Apesar do nome, a exposição não foi exclusivamente de obras do Vermeer, e reuniu quadros de diversos artistas holandeses do século 17. O objetivo era mostrar como a música influenciou e fez parte da vida das sociedade naquela época e, consequentemente, virou tema constante na arte.

Uma das coisas mais legais dessa expo é que, além das obras, estavam expostos também alguns instrumentos musicais muito antigos (praticamente "extintos"), e muitas vezes retratados nos quadros que estavam lá.
Violão de 1641
The Guitar Player (1672), Vermeer 
A estrela da mostra era a "The Guitar Player" (1672) do Vermeer, obviamente, que estava emprestada da Kenwood House. E 80% dos quadros eram do acervo da própria National Gallery, ou seja, mesmo que a exposição já tenha acabado, dá pra ver tudo (de graça) por lá mesmo, basta procurar!

London Design Festival 2013

Começou hoje a décima primeira edição do London Design Festival, uma das semanas do design mais importantes (e legais) do mundo. A cada ano o LDF fica maior e mais interessante, o que dá um certo desespero já que é impossível conseguir ver tudo! Minha sorte é que cubro para o trabalho, então pelo menos os eventos e exposições principais estão obrigatoriamente na minha agenda.

No site do festival tem a lista completa de tudo que tá rolando na cidade. Tem lançamentos de coleções em lojas, exposições em galerias e museus, instalações em espaços públicos e festas, muitas festas! Abaixo, a instalação Endless Stair que está na frente da Tate Modern e é aberta pra todo mundo:


E aqui algumas fotos do Victoria & Albert Museum que mais uma vez é um "hub" do festival - tem várias instalações e intervenções por lá!


O festival vai até dia 22 de setembro - aproveite! #designiseveryhwere #ldf13

Um pulo em Campinas

Nós meio que sabiamos que esse ano iríamos pro Brasil, e muito provavelmente no segundo semestre. Mas a programação girou em torno do evento do ano: o casamento dos nossos grandes amigos, Marina e Rodrigo, lá em Campinas.

Ser madrinha e padrinho de dois dos nossos melhores amigos (e companheiríssimos de viagem) já é algo especial mas duas vezes... não é pra todo mundo né? Pois é, duas vezes: eles podem até ter feito festão em Campinas, mas o papel foi assinado aqui em Londres, em abril do ano passado!

E pra me achar mais ainda, a Má deixou eu escolher um dos doces do casamento (churros!) e me levou na prova final do vestido, que foi aqui em Londres uns dias antes de irmos pro Brail.

Foi um casamento lindo, uma festa animada e que ainda por cima TINHA BRIGADEIRO (de vários sabores). Rolou reencontro com a turma londrina e pra minha surpresa conheci uma leitora do blog na festa (oi Adriana!), fiquei muito muito contente : )

Aqui algumas das trocentas fotos que postei no Instagram durante a festa (postei tanta foto seguida que até perdi follower - volta, follower!!):




Matando a saudade
Martin chateadíssimo com o noivo : )

Leitura: Max e os Felinos, Moacyr Scliar

Trouxe uma tonelada de livros do Brasil e resolvi começar por um que queria ler faz um tempo, Max e os Felinos. É o segundo que leio do Scliar (o primeiro foi A Mulher que Escreveu a Bíblia).

Um dos capítulos do livro (que é bem fininho) serviu como inspiração para outro livro, A Vida de Pi (que virou filme e até concorreu ao Oscar). A história é polêmica, e o próprio Scliar escreveu sobre o assunto e deu uma entrevista.



A história é ótima e cheia de simbolismos. O capítulo que ele fica a deriva no bote junto com um jaguar é o que inspirou o A Vida de Pi, mas é apenas parte da história. Desde pequeno, em Berlim,  Max confronta seus felinos e isso o acompanha até o fim de sua vida no Brasil.

Leitura: Around the World in Eighty Days, Jules Verne

Tem uma livraria aqui no meu bairro que sempre tem umas ofertas ótimas. Em 2009 eles estavam vendendo clássicos da literatura a preço de banana, e foi nessa leva que comprei dois livros do Julio Verne, o Journey to the Centre of the World (já lido) e esse, que terminei de ler nessa madrugada no vôo São Paulo-Londres.

Esse livro nem estava entre as minhas prioridades de leitura (tenho sempre muitos livros na fila), mas há uns meses fui em um bar aqui em Londres que usa o personagem principal, Phileas Fogg, como tema para a decoração e o cardápio (o post está aqui) e gostei tanto que o livro passou na frente dos outros!

Acho que todo mundo ja ouviu falar da história do livro: em 19872 o inglês Phileas Fogg faz uma aposta com os amigos de que consegue fazer a volta ao mundo - atravessar a circunferência da Terra - em 80 dias. Ele é um cara metódico e tem tudo super planejado, mas é claro que a viagem é cheia de imprevistos. Ele usa os meios de transporte disponíveis na época, como trens e navios a vapor, mas em cada etapa acontece alguma coisa e ele dá um jeito de seguir viagem.

Enfim, é uma leitura gostosa, achei que fluiu super bem e é uma ótima pedida pra quem quer ler mais em inglês. Além disso, a descrição dos lugares por onde ele passa é muito bem feita, mesmo que as estadias sejam curtas - já que o que importa não é fazer turismo, e sim ganhar a aposta.

Brasil 2013

Estamos no Brasil desde sábado para curtir pouco mais de 2 semanas com a família e amigos. Essa é apenas a terceira vez que viemos pra cá desde que nos mudamos para Londres, e cada vez fizemos um "esquema" diferente para tentar conseguir aproveitar ao máximo. Nas 2 vezes anteriores voltamos pra casa um tanto quanto frustrados, pois administrar o tempo e as vontades (nossas e alheias) por aqui é bem complicado. Então, dessa vez resolvemos nos dividir - eu vim sozinha pra Santa Catarina passar pouco mais da metade das férias com os meus pais e o Martin ficou em São Paulo com os pais dele.

Bom, até agora está funcionando bem - mas pra mim ainda não é o ideal, pois afinal ficar separados nas férias não é a coisa mais legal do mundo.

Um pouquinho do que fiz até agora:

Com o sobrinho (que está enorme, lindo, simpático e divertido) em SP
Ainda em SP, com as amigas mais antigas e especialíssimas, nosso encontro é sempre obrigatório!
Agora em SC, uma parada em Itapema

Visitando a casa da minha vó em Lauro Muller depois de 6 anos sem ir lá
Parque Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul, onde visitamos os cânions
Onde estamos agora: Garopaba

Exposição: Summer Exhibition 2013

A exposição de verão da Royal Academy of Arts acontece todo ano (está na edição de número 245) e é um dos eventos mais legais e esperados do calendário de artes em Londres. Todo ano eu piso na bola e quando me dou conta já acabou, mas aproveitei que agora meu escritório é a duas quadras do museu e fui lá ver no horário do almoço. Bom né?

Bom, o que essa exposição tem de diferente é o fato de que qualquer pessoa pode ter seu trabalho (ou trabalhos) selecionado para ser exposto lá. Pois é! Todo ano é possível inscrever suas obras, e uma comissão especializada seleciona os melhores, cerca de mil obras entre mais de dez mil enviadas. Imagina que legal para um artista iniciante ou que tem dificuldade de colocar suas peças no mercado, ter uma obra selecionada para ser exposta na Royal Academy?

O resultado é um mix de estilos e mídias, tem desde pinturas e esculturas a desenhos e fotografias. As parades de várias salas da Royal Academy ficam cobertas de obras, bem diferente de uma exposição formal. É muita coisa pra ver!

Outra diferença é o fato de que 90% do que está exposto está a venda. Sim, você pode ir lá e comprar uma das obras. Logo na entrada, ao comprar o ingresso, você recebe o catálogo com os preços de cada uma delas. E sim, algumas são acessíveis, vi obras de £100, £150 e até de £65. E claro, tem os carésimos, de mais de 10 mil libras.

Quem quer ir pra comprar não pode deixar pra visitar a exposição em seus últimos dias. Fui no início de agosto (termina depois de amanhã, dia 18) e tinham poucas ainda disponíveis (as que estão vendidas tem aquele famoso adesivo vermelho perto do nome).

Enfim, a dica veio tarde esse ano, mas fique de olho ano que vem, é uma exposição bem diferente do que estamos acostumados, com nomes desconhecidos e muita coisa linda pra ver!

O ingresso custa £10.

imagem via

Leitura: Os Imperfeccionistas, Tom Rachman

Taí um livro muito legal, que é perfeito pra quem quer leitura leve mas inteligente. A história é contada de um jeito muito dinâmico, com cada capítulo dedicado a um personagem. Assim, acompanhando o que está se passando na vida deles, você sabe o que está acontecendo no pano de fundo, que é o denominador comum entre eles.

Bom, o livro conta a história de um jornal internacional, publicado em inglês e produzido em Roma. Cada capítulo, que se passa no presente, é intercalado por pedaços da história do jornal, que foi criado nos anos 50 por um milionário, e ninguém sabe muito bem porque ele fez isso.

Se no início de sua vida o jornal era revolucionário, ao longo dos anos ele não acompanha a evolução da tecnologia e começa a decair. 

Enfim, é isso que dá pra contar sem estragar a história. Muito, muito bom!

52 objetos: o fim de um projeto

No dia 16 de agosto de 2012 eu publiquei o post "52 objetos: o início de um projeto" e mal dá pra acreditar que passou um ano e já chegou ao fim!

Foi bem bacana escolher um objeto por semana e olhando os eleitos acho que não trocaria nenhum - acredito que vários ficaram de fora, mas os que entraram no projeto o fizeram por merecer : )

Durante essas 52 semanas passaram por aqui algumas luminárias, quadros, roupas e acessórios, livros, fotos, coleções e até dois cobertores. Várias coisas que herdei da minha vó ou vieram da família do Martin, e também tantas outras que compramos ao longo dos 10 anos que estamos juntos. Do objeto mais velho - o cobertor do meu pai que tem uns 40 anos - ao mais novo, meu relógio de pulso que comprei esse ano, tentei mostrar aqui algumas das coisas que de certa forma me fazem feliz e contam um pouco dos meus gostos, minha profissão e meus hobbies.

Será estranho não precisar ficar andando pela casa, abrindo armários e fuçando gavetas aos domingos. Espero que quem me lê aqui ou me segue lá no Instagram (onde postei as imagens religiosamente) tenha curtido essas 52 semanas tanto quanto eu.

Agora eu quero saber: qual foi o seu objeto preferido?


Todos os posts do 52 objetos estão aqui.

52 objetos: semana 52

(um post "ponto final" vai pro ar nos próximos dias!)

O que é: meus livros queridos (não estão todos na imagem)

Onde fica: espalhados nas prateleiras nomeu quarto

Por que foi escolhido: e tinha como não incluir meus livros aqui? Eles fazem parte da minha rotina, e apesar de não ser uma coleção fixa - empresto, pego emprestado, doo, guardo alguns - tenho muito carinho por todos os livros que já passaram por ela, até os que não gostei

E o que mais: meu pai que sempre fala que livro a gente tem que repassar. Concordo com ele, mas tem alguns que não consigo abrir mão de ter. Empresto, mas faço questão de receber de volta. Acho que a cada livro que leio fica mais claro pra mim o estilo que gosto. Ou, em outras palavras, vou ficando mais chatinha. Mas acho que isso é normal, ficar mais exigente e mais crítico.


Semana em imagens

Faz mais de 1 ano que não uso a tag "semana em imagens", então vamos a ela! São tantas fotos colocadas no Instagram que acho bacana trazer pra cá de vez em quando.

Abaixo, o mais novo integrante da decoração de casa: um "cookie jar" de cerâmica em formato de puffin que comprei na Anthropologie. Ando completamente fascinada pela coleção de coisas para casa dessa loja (gosto também das roupas), e pra minha sorte (ou azar?), a loja maravilhosa na Regent Street é a duas quadras do meu trabalho. Ou seja, volta e meia dou um pulo lá na hora do almoço só pra ver o que tem de novo... dá nisso!



Habib está aqui mais uma vez! Sempre uma alegria tê-lo em casa (dessa vez são apenas 4 dias), mas ao mesmo tempo nos sentimos péssimos por deixá-lo sozinho quando saímos de manhã. Mas a gente compensa na volta!



Gosto quando a gente sai pra jantar sem ter programado nada, nem que seja pra comer um hamburguer no Byron (uma rede de restaurantes bem famosa por aqui). Então na terça feira decidimos ir lá, estava quente e pegamos uma mesa no terraço. Hamburguer com vista pro rio!


Bom fim de semana pra vocês!

Arte na rua: projeto Art Everywhere

A partir de hoje até o dia 25 de agosto cerca de 22 mil cartazes de 57 obras de arte feitas por artistas britanicos como Turner, Bacon e Freud estarao espalhados pela Gra Bretanha - voce poderá ve-los em pontos de onibus, outdoors, estacoes de trem e metro, supermercados e até mesmo em bares e academias, transformando as cidades britanicas em uma gigantesca galeria de arte. Legal né?

Fiquei sabendo desse projeto, que se chama Art Everywhere, hoje de manha assistindo o BBC Breakfast, que faz parte da minha rotina matinal. Cheguei no trabalho e fui direto procurar mais informacoes, e entao encontrei o site que explica tudinho. 

O mais bacana é que o Art Everywhere envolveu o público, que foi convocado a votar nas suas obras favoritas (o top 10, que é sensacional, pode ser visto aqui) e também participou com doacoes para viabilizar o projeto. Ainda é possível contribuir, comprando alguns produtos na lojinha virtual deles, sao bem bacanas, voce pode dar uma olhada aqui. 

Agora estou ansiosa pra ver algum cartaz no meu caminho de casa, vou ficar de olho! 


Exposição: elBulli - Ferran Adriá and The Art of Food

Tem uma exposição ótima rolando na Somerset House até setembro, sobre o restaurante elBulli e Ferran Adriá, um dos chefs de cozinha contemporânea mais importantes (da década? do século?) da atualidade, que ganhou fama graças a sua abordagem criativa e inovadora que transformou refeições em verdadeiras experiências no (agora fechado) restaurante elBulli.


A exposição é ótima, e conta toda a história do elBulli e de como Ferran Adriá chegou lá e passou de cozinheiro a chef, de chef a proprietário. Logo na entrada o foco é no fechamento do restaurante, e aí você começa a se perguntar "por que o cara fechou um restaurante tão bem sucedido?". Essa dúvida é respondida ao longo da exposição, que mostra os novos caminhos que o elBulli está seguindo - e aí dá até uma certa ansiedade pra ver o resultado dessa transformação. O elBulli basicamente será um caldeirão de idéias - como dizem por aí, um think tank - para os amantes de gastronomia, um centro de estudos e desenvolvimento pioneiro, que com certeza vai inspirar muita gente e transformar a maneira como interagimos com os alimentos. É sensacional.


A parte que eu mais gostei da exposição é um setor multimídia que mostra o conceito e a preparação de vários pratos que eram servidos no elBulli. É realmente uma coisa de outro mundo, fiquei boquiaberta em ver como tem gente tão avançada, que vê além do habitual. Ainda bem!

Também adorei saber que Ferran Adriá fez várias colaborações com designers, desenvolvendo peças especiais para servir seus pratos.



Vale demais a pena, e não precisa ser "foodie" pra gostar da exposição - mas tenho certeza de que qualquer pessoa sai de lá inspirada e com vontade de fazer umas invenções na própria cozinha!

O ingresso custa £10, vai até dia 29 de setembro (aberto todos os dias das 10 às 18h). Mais informações no site da Somerset House.





52 objetos: semana 51

O que é: xícara e pires de porcelana pintados a mão com uma reprodução de uma obra de Mucha

Onde fica: em uma estante da sala

Por que foi escolhido: meus pais me deram de presente durante nossa viagem a Praga em novembro do ano passado. Eu adoro Alfons Mucha desde a primeira vez que ouvi falar dele, em uma aula de história da arte em 1998. Quando passamos por essa loja que tinha várias coisas para casa com desenhos do Mucha, eu quase pirei!

E o que mais: além dessa xícara, também comprei um poster e alguns cartões postais com reproduções de obras do Mucha, sou mesmo muito fã trabalho dele. Em Praga é praticamente impossível não se deparar com referências ao Mucha, e inclusive existe um museu dedicado a ele.

Leitura: Aunt Julia and the Scriptwriter, Mario Vargas Llosa

Quero muito um dia conseguir ler tudo que foi escrito pelo Vargas Llosa - sou muito fã. Esse foi o primeiro que li em inglês, estava meio com o pé atrás porque nunca acho que as traduções dos idiomas latinos para o inglês ficam boas, mas essa estava ótima.

Esse livro foi publicado em 1977 mas a história se passa nos anos 50, em Lima, e gira em torno do romance de Mario - estudante de Direito que trabalha em uma rádio local produzindo o noticiário - e tia Julia, que na verdade não é sua tia e sim irmã da esposa do tio. Mario tem 18 anos e Julia 32.

Mario começa uma amizade com Pedro Camacho, roteirista contratado para escrever as novelas que são transmitidas pela rádio. Pedro é um tipo excêntrico e trabalha quase que sem parar: o resultado é um sucesso estrondoso, as novelas viram uma obsessão nacional.

E aí que não dá pra contar o resto, mas basicamente o romance entre Mario e Julia caminha paralelamente as histórias sensacionais criadas por Pedro Camacho.

Ao que parece, o livro é parcialmente baseado na vida de Vargas Llosa - mais precisamente nos anos em que foi casado com Julia Urquidi, que inclusive escreveu seu próprio livro como resposta: Lo que Varguitas no Dijo (O que o Varguitas não contou - no livro, Julia chama Mario de Varguitas).

Aproveitando o assunto literário, queria falar aqui sobre o projeto que a Camila Navarro, do blog Viaggiando, começou: ela vai fazer uma "volta ao mundo" através de 198 livros - cada um de um país diferente. Camila, fica aqui minha recomendação: quando chegar a vez do Peru, leia esse!

52 objetos: semana 50

O que é: trio de malas vintage

Onde fica: na sala, ao lado do sofá, funcionam como mesa lateral

Por que foi escolhido: não tenho a menor idéia do porque, mas sempre quis ter uma mala velha, antigona mesmo. E aqui perto de casa tem um mercado de pulgas todo fim de semana -  foi lá que comprei as três, mas uma de cada vez. Primeiro foi a maior, depois a do meio e por fim a pequenininha. Todas estão meio detonadas, mas são bem charmosas.

E o que mais: o bom é que dá pra guardar muita coisa nelas - todas estão cheia de cacarecos (todos os enfeites de Natal, por exemplo, ficam na mala do meio).

De volta ao País de Gales

O número 50 dos 52 objetos vai ficar pra amanhã, pois acabamos de chegar em casa depois de um fim de semana explorando um pedacinho da costa do País de Gales, um trecho chamado Glamorgan Heritage Coast. Pegamos o trem sábado as 7 da manhã para conseguirmos fazer o fim de semana render - e ainda bem que o sábado foi muito produtivo, pois hoje (domingo) a chuva estragou nossos planos e acabamos voltando pra casa mais cedo que o previsto.

A ideia era mesmo fazer caminhada, um turismo diferente do que estamos acostumados. E foi bem legal! Queremos fazer muitas outras viagens desse tipo - é possível contornar toda a costa de Gales - e essa primeira vez foi essencial pra gente ver os erros e acertos (foram muito mais erros do que acertos, vou escrever sobre isso lá no Aprendiz de Viajante).



Somamos 16,8 km caminhados no sábado (de Porthcawl a Southerndown) - muito mais do que a gente achava que conseguia! - e muitas fotos bonitas.

Não tem jeito, quando eu cismo com algo, fico meio obcecada. Já deu pra perceber que em breve voltamos ao País de Gales né?



Londres 2012: recordar é viver

E há exatamente um ano Londres recebia as Olimpíadas. Um ano! Eu sempre gosto de relembrar o que escrevi no blog sobre determinado assunto, então vou aproveitar esse aniversário olímpico pra fazer um "recordar é viver" - e vai que tem alguém novo por aqui que nem viu os posts? ; )

Bom, nossa preparação pra ver os jogos começou ainda no início de 2012, com os eventos teste no Parque Olímpico. Dia 25 de fevereiro conhecemos o centro aquático e vimos uma competição de saltos ornamentais, e mais pra frente, em maio, entramos no estádio olímpico para sua inauguração oficial.

Duas semanas antes da cerimônia de abertura, postei algumas fotos mostrando a sinalização especial no metrô: Londres estava pronta pra receber os jogos! A essa altura ainda tinha muita gente desconfiada que alguma coisa sairia errada, todo mundo estava com pé atrás achando que o caos se instalaria em Londres (o que não aconteceu).

Minha estreia como espectadora olímpica foi dia 30 de julho, na arena de vôlei de praia. E logo no dia seguinte fomos a Wembley ver as meninas do futebol - infelizmente perdemos e fiquei tão decepcionada (jogamos MUITO mal) que nem escrevi post.

No dia 4 de agosto, o universo conspirou ao meu favor e por uma feliz coincidência eu estava no local onde o César Cielo e Thiago Pereira dariam uma coletiva de imprensa. Consegui uma credencial (estava filmando com o Canal Londres, o que facilitou muito, claro!) e não apenas vi os dois nadadores muito de perto como fiz amizade com a mãe do César.

Uma das coisas mais legais dessas Olimpíadas foi a turma do twitter. Torcemos juntos, comemoramos juntos, choramos juntos. Eu até ganhei uma supresa maravilhosa de uma amiga de twitter que conhece a Juliana (do vôlei de praia)

Mas o melhor ficou pro final. Dia 11 de agosto foi um dos dias mais emocionantes da minha vida, que vou lembrar pra sempre. Vi as meninas do vôlei levarem a medalha de ouro em uma final sensacional contra os Estados Unidos. Só de escrever isso voltou tudo na minha cabeça e fiquei super emocionada! De arrepiar.

Todos os posts que escrevi sobre Londres 2012 estão aqui - foi ou não foi inesquecível?