Offline? Isso existe?

Acabei de ler um texto que uma amiga compartilhou no Facebook: uma menina que escreveu sobre sua saída do próprio (que ironia hein, e o texto dela bombando por lá), e, como a maioria que faz o mesmo, desdenhando os que ficam.

É claro que nem todo mundo gosta de Facebook (alguém gosta?) e afins, mas me tira do sério esse povo que se diz "cansado" da vida online, que quer "voltar a realidade", "redescobrir relacionamentos reais" (sério, eu li isso) etc etc etc.

Eu acho que essa história de real x virtual está muito ultrapassada, a vida online É REAL. Óbvio que existem exageros, como em tudo mais nessa vida, mas me cansa esse papinho de que "ai prefiro conversar com os meus amigos numa mesa de bar" - eu prefiro conversar com os meus amigos e ponto. Aliás, se não fossem as diversas ferramentas online que uso diariamente, falaria muito menos com os meus amigos.

E garanto que por isso nossos encontros na mesa do bar são muito mais animados.

Eu também tenho várias críticas ao Facebook e afins, mas basta aprender a usar tudo isso de maneira que te faça bem. Se você não quiser que meio mundo saiba o que fez ontem a noite, basta não postar.

Enfim, é do ser humano né? Não consegue admitir que não dá conta, precisa mostrar pro mundo o quanto é descolado e hipster por deletar sua conta no Facebook. Quero ver a cara de c* quando perder o próximo encontro no bar que foi marcado como mesmo? Pois é, pelo Facebook.

Fria? Bastante. Frios? Nunca

Ontem postei uma foto no Instagram do Aprendiz de Viajante (segue a gente lá!) que modéstia a parte ficou muito bonita.


Mas a foto recebeu um comentário no facebook que me provocou: "cidade fria, como os londrinos". O que me faz pensar: quanto tempo a pessoa passou aqui para fazer essa dedução? Eu entendo que alguem que visita Londres por alguns dias - semanas até - pode achar seus moradores frios e introspectivos, mas todo mundo sabe que é muito difícil entender a cultura local sem vivenciá-la por um bom tempo.

Admito que eu também já pensei que os londrinos fossem frios. Mas isso é tão clichê como falarem que todo brasileiro gosta de samba e futebol, que todo mundo no Brasil mora na praia e que todas as mulheres usam biquini fio dental. Ou seja, completamente errado.

Não podemos de maneira alguma comparar a maneira de ser do brasileiro com a do inglês. Somos todos diferentes, e, já com alguns anos de convivência com os londrinos, posso dizer que são amáveis e queridos, basta você compreender que a cultura na qual eles foram criados tem pouco em comum com a nossa.

Ah, e antes que eu me esqueça: Londres é fria sim durante vários meses do ano. Já olhou no mapa pra ver onde fica a Inglaterra?

No More Page 3

Quem me segue lá no twitter ou no instagram já deve até estar de saco cheio desse assunto, mas já estava mais do que na hora de eu falar aqui sobre meu apoio a campanha "No More Page 3" - aliás, não poderia ter escolhido uma data melhor pra escrever esse post, já que ontem participei de um (pequeno, mas barulhento) protesto e hoje a campanha alcançou 125,00 adeptos através da petição online.

Primeiro, vou explicar rapidamente o que é a tal da Page 3, afinal se você não mora aqui talvez nunca tenha ouvido falar dela (se bem que é quase uma instituição, conhecida em diversos países europeus, infelizmente): é uma seção do jornal The Sun (esse provavelmente muita gente ouviu falar, jornal sensacionalista que volta e meia publica manchetes toscas e mentirosas sobre celebridades) na qual diariamente são publicadas fotos de modelos com os peitos de fora.

Antes que você me chame de recalcada, feia gorda bobona e invejosa, quero dizer que a campanha - e eu, claro - não é contra as modelos, nem contra o direito de posar nua, muito menos contra os peitos. Eu sou fã de peitos, acho peitos lindos, adoro os meus. O que pega é o contexto - o que faz uma mulher semi nua bem no meio das notícias, justamente no jornal de maior circulação nacional? Não faz nada, só presta um belo de um desserviço a nossa sociedade que já é tão machista.


Você já imaginou se bem no meio do jornal do almoço o apresentador falasse: agora é a hora da gente ver a mulherada pelada. Não né? Não tem cabimento. Isso é objetificação, é falar para o mundo que é assim que tem ser - que em meio a homens vestidos e falando de negócios e assuntos do dia a dia, uma mulher só consegue espaço se ficar pelada. 

Também não adianta vir com aquela fraquíssima desculpa: 'se não quiser ver não compra'. Não é assim tão simples. Quando alguém lê a Page 3 no trem, eu sou submetida a imagem da mulher em pose sexual de peitos de fora do meu lado. Assim como é a criança que está sentada na minha frente. 

Gente, existem milhões de maneiras de ver peitos - mas o The Sun não é o lugar deles. A Page 3 só reforça o que já falei sobre outra campanha que apoio, Everyday Sexism

Tenho ainda dezenas de argumentos, como a influência na formação das crianças e na auto estima feminina. Posso também contar que, durante nosso protesto no domingo, ouvimos alguns homens falando 'get your tits out' - um inclusive estava de mãos dadas com o filho pequeno - o que apenas reforça o que queremos dizer. Mas já escrevi demais, deu pra entender, certo?

São 43 anos - mas agora chega! Vamos assinar a petição e continuar gostando de peitos, mas lembrando que a mulher que os segura é ainda mais importante.

Ah, quem quiser comprar a camiseta, está a venda aqui: http://www.thefashionmove.co.uk/collections/t-shirts

#nomorepage3 #newsnotboobs
No More Page Three

PS: o The Sun Pertence a Rupert Murdoch, mesmo dono do extinto News of The World, que recentemente protagonizou o escândalo das escutas telefônicas e por isso saiu de circulação.

O que eu precisava

Comecei essa semana muito cansada, pois na segunda feira tive que acordar as 5 da manhã para um compromisso de trabalho em Bournemouth, no litoral sul da Inglaterra. Como eu tenho uns dias de folga pra tirar, graças ao fim de semana trabalhado nos Estados Unidos em outubro, usei a sexta feira para dormir até bem tarde e ser turista no meu próprio bairro.



O dia foi frio e ensolarado, as cores de outono no parque estavam tão lindas que mereceram fotos e vídeo no Instagram (me segue lá  instagram.com/helorighetto). Andei sem rumo a tarde toda, visitei um museu esquisitinho mas bonitinho (museu do leque), comprei um livro (edição limitada, assinado pela autora!) e almocei no café de outro museu.


Olha, eu amo os finais de semana, mas não trabalhar em um dia que todo mundo trabalha tem um gostinho ainda melhor. Adoro colocar meu pézinho no meu futuro, pois é assim que visualizo minha vida de aposentada : )

Bom fim de semana pra vocês!

Viena e Paris em exposições em Londres

Na semana que passou vi duas exposições muito boas, uma na Royal Academy of Arts e outra na National Gallery.

A primeira, na Royal Academy, consegui visitar no meu horário de almoço, já que o museu fica muito perto do meu trabalho. Já tinha feito isso há uns meses quando fui ver a Summer Exhibition e vou tentar fazer mais vezes, faz uma super diferença na rotina do escritório. Bom, a exposição é sobre o trabalho do Honoré Daumier e se chama "Visions of Paris" - e, como o próprio nome diz, é focada nas obras que tem Paris como pano de fundo.

Gostei muito das litogravuras coloridas e dos desenhos com sátiras políticas que ele fez para jornais e revistas. A exposição vai até 26 de janeiro e o ingresso custa £11

E hoje fomos na National Gallery ver a tão esperada (por mim!) exposição sobre retratos em Viena englobando obras do fim do século 19 e início do 20: "Facing the Modern - The Portrait in Vienna 1900".

Eu tenho adoração por retratos e não poderia perder a oportunidade de ver obras de Klimt, Kokoshka e Schiele em uma só exposição. São vários estilos, vários temas e muitos outros pintores, vale demais a pena e vai até 12 de janeiro. Também custa £11.

Muitas outras exposições interessantes estão rolando, e o inverno é uma das melhores épocas para vê-las - já que está frio lá fora, bora ficar abrigado no quentinho do museu!

Leituras

Atrasado, mas vai.

Li recentemente o 1822 do Laurentino Gomes, mesmo autor do 1808 e 1889 (esse último ainda não li, mas já está comprado e aguardando sua vez!). O 1822 continua na mesma linha do 1808, contando a história de um período marcante do Brasil de forma muito mais fácil e que faz muito mais sentido. Se você não leu o primeiro, dá pra ler esse tranquilo - apesar de ser uma continuação, um não depende do outro (até porque o autor faz um apanhado geral sobre o 1808 no início do 1822) - mas né, LEIA o 1808, que achei o mais marcante até agora, o que mais me fez entender meu país.


Logo depois li o Queenie, da Alice Munro, escritora canadense que acabou de ganhar o Nobel. Ja tinha comprado outro dela quando estava nos Estados Unidos uma semanas atrás, mas vi esse pequeno conto em uma livraria aqui em Londres e resolvi ler antes pra ter uma ideia - e gostei bastante, fiquei empolgada pra começar o outro.

Nesse momento estou terminando o livro recém lançado da Helen Fielding, continuação da Bridget Jones. Nem vou comentar aqui mais detalhes porque é muito, muito ruim (revoltante de tão ruim). Não sei se fui eu que mudei, afinal li os livros da série quando estava com 20 e poucos anos, ou se a autora que chutou o balde mesmo e escreveu essa porcaria em 2 dias. Fica a lição pra eu realmente não perder mais tempo com esse tipo de livro - já li muito, gostei muito, mas a fase passou. 

Fim de semana luxemburguês

Passamos o fim de semana na cidade de Luxemburgo, capital do país de mesmo nome e um dos menores do mundo. Uma horinha de vôo em um avião de hélices a partir de um pequeno aeroporto que fica a 20 minutos da minha casa, chegamos lá.

Fiquei encantada com a cidade, e apesar do frio (e chuva ocasional), acho que a visita foi em uma ótima época, já que as cores do outono estavam de cair o queixo.

Achei Luxemburgo um daqueles lugares que parecem de mentira, construídos depois que alguém leu um conto de fadas.









E, pra melhorar, descobrimos que em Luxemburgo existe isso (aperte o play):


Acho que todo mundo deveria experimentar essa maravilha um dia.

Drama anual

Acabou o horário de verão por esse lados e imediatemente começaram as reclamações. Pois é, todo ano é assim: o inverno começa a dar os primeiros sinais de vida e os reclamões de plantão não param de lamentar as poucas horas de sol, a temperatura baixa, o vento, a chuva, tudo.

Eu nunca tive problemas com o inverno, mas tenho um bode gigante dessas lamúrias que vem com ele. É um "choro coletivo" que faz com que fique mais difícil atravessar esses meses.

Então eu reclamo deles pra ter um motivo pra reclamar também. Gente, bota gorro, luva, cinco casacos, sei lá - mas vamos por favor aceitar que o inverno aqui é assim e não nos resta outra alternativa senão.... deixar rolar?


States

Dois dias depois de chegar do Porto, embarquei novamente - para cobrir a última feira do ano - para os Estados Unidos, mais precisamente para a Carolina do Norte.

Essa viagem é mais longa que o normal para os padroes de viagem a trabalho. Em vez de dois, tres dias, vamos ficar (eu e uma colega) uma semana no total (já estou na fase final da viagem).

O melhor dessa história é que conseguimos encaixar uma parada estratégica em Nova York, eu nao ia pra lá desde 2005 quando fui com o Martin para nossa lua de mel (quem le esse bloguinho há mais tempo, lembram do diário que fiz sobre essa viagem) e foi bem bacana voltar. Dessa vez o foco foi outro, pois precisava visitar lojas de decoracao e me inteirar do que está acontecendo lá nesse sentido.

Também aproveitei para encontrar duas das minhas melhores amigas que moram lá, e dar uma enganada na saudade.

Tenho colocado várias fotos no Instagram, se voce ainda nao me segue lá, clique aqui para ver minhas fotos!

Por do sol no Porto

Passamos um fim de semana prolongado no Porto, e uma das coisas que mais gostei lá foi ver o por do sol na Foz (região onde o Oceano Atlântico "vira" o Rio Douro, ou vice versa). Sentamos em um bar pé na areia e lá ficamos.

E o por do sol foi assim:



Pra acompanhar, pedimos a famosa francesinha:


Ai, que saudades que já estou! Um beijo e obrigada para as amigas Lídia e Sónia, que me deram as melhores dicas da cidade.

Nova edição da revista no ar!

Semana passada publicamos a quarta edição da revista do Aprendiz de Viajante, mas esperei uns dias para avisar aqui já que tivemos uns probleminhas técnicos com o site (blogar dá muita dor de cabeça as vezes!!) justamente junto com o lançamento da revista. Mas enfim, tudo resolvido, então se você já conhece e recebeu as edições anteriores deve ter sido avisado por email sobre a nova edição.

Caso você tenha chegado nesse blog recentemente, vai lá no Aprendiz de Viajante conhecer nossa revista (que é gratuita, independente e publicada a cada 3 meses) - é só seguir as instruções do post (clique aqui).

O tema dessa edição foi praias e paraísos pelo mundo, então as fotos estão incríveis, prepare-se para ficar morrendo de vontade de viajar pra um lugar com sol, areia branquinha e muita água fresca!

Aqui uma palhinha de algumas das matérias que eu escrevi:

Seleção de 10 produtos que tem a ver com viagem

Apanhado geral sobre a Ilha da Madeira

Uma volta ao mundo em 40 paraísos - contei com a colaboração de vários outros blogueiros, amigos e leitores, que mostraram lugares sensacionais onde passaram férias

Relembrando a viagem a Guernsey e Herm, nas Channel Islands

E como a edição era um especial de praias, na seção de souvenirs de viagem escrevi sobre a coleção super original do meu sogro: areias!
E já que você vai baixar a revista, aproveita pra participar so sorteio do iPad mini - basta cadastrar seu email como assinante e deixar um comentário nesse post (clique aqui). Para aumentar suas chances, indique amigos!!!

Quiche do Martin

Ontem fiz um videozinho para o Instagram mostrando o Martin fazendo uma (ou um?) quiche, que é uma das especialidades dele.

Algumas pessoas perguntaram a receita, entao queria lembrar que ele tem um blog onde publica fotos e (as vezes) as receitas, é só clicar aqui. A receita do quiche está nesse post e clicando aqui voce ve todos os quiches que ele já postou.

Abaixo o videozinho que coloquei no Instagram e fez a turma que me segue ficar com fome ; )

Leitura: Italian Ways - on and off the rails from Milan to Palermo, Tim Parks

Esse livro já me ganhou na dedicatória:

"For all those who love to read on trains"

(Meu trem de ida/volta do trabalho é meu santuário de leitura. Já me ganhou aí!)

Como falei na foto que postei no Instagram, quem ama a Itália e acha que o trem é o melhor meio de transporte que existe, precisa ler esse livro. Tim Parks é inglês e vive na Itália há mais de 30 anos (Verona), e no livro conta sobre suas viagens (a lazer e a trabalho) pela Itália.

Eu me identifiquei demais, demais, demais. Primeiro, que ele em diversas passagens fala sobre ser um estrangeiro, sobre ter a sensação de que pertence a dois países e como é estranho que as pessoas saibam que ele é estrangeiro antes mesmo de ele abrir a boca.

Segundo que os primeiros capítulos do livro são dedicados as viagens de trem que ele faz quase que diariamente entre Verona e Milão, para trabalhar. Essa rotina dele no trem me fez pensar na minha rotina, nos trens que eu pego todo dia do meu bairro ao centro de Londres. A menira que ele conta os "causos" e as pessoas que conhece, os costumes dos viajantes desse trem... enfim, eu "transportei" para a as minhas viagens de trem e foi uma reflexão sensacional.

Pra melhorar, ele viaja de trem pela Itália de férias, para cidades distantes, pequenas, com estações de trem quase que abandonadas. Coisa que eu quero muito fazer, agora mais do que nunca. Fui viajando com ele por algumas dessas cidades: Lecce, Brindisi, Otranto, Crotone....

Por fim, alguns parágrafos do livro são geniais, enquanto estava lendo marquei alguns porque queria colocar aqui.

"The truth is that every major Italian city rail station (...) is a daily challenge to the middle-class commuter's propensity for denial: will we be able to ignore the spill of humanity leaking into our cosy Italian world from all over the planet? Can we really reassure ourselves that it's none of our business that these men, women and children wrapped in sacking on the pavement are not our neighbours? Most days, I must say, we rise pretty well to the challenge. We have our iPods, our mobiles. We can walk past the starving to the melodies of Beethoven or the bluster of Bruce Springsteen. Perhaps what has most changed since 2005 are the rising tides of the dispossessed, the unemployed and the unemployable, and the ever more sophisticated technology that helps us not engage with them, to get from A to B faster and faster without touching anyhting dirty in between"

No parágrafo acima ele se refere aos imigrantes sem teto e vendedores ambulantes na estação central de Milão, mas achei que podemos aplicar em vários outros locais em várias outras cidades do mundo.

Outras passagens que gostei muito, já no final do livro:

"How I have cursed (...) the times a train of mine was delayed because a passenger was ill or again because someone had committed suicide on the line. How I fumed for the lost of time. What an ungenerous fellow I am. Travelling by train means sharing a common fate; we are on this journey together (...)."

"What a beautiful respite a train journey is and a good book, too, and best of all the book on the train, in life and out of it at the same time, before we arrive at Termini and disembark and the book is put down and we must all part and go our separate ways, forever."

Fiquei emocionada quando terminei o livro (Juro! Sei que soa patético, mas é verdade, fazer o que), e a primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi achá-lo no facebook, onde deixei essa mensagem:

"Dear Tim - I have just finished reading Italian Ways (just as my train was approaching my home station in London) and I couldn't help but write you a message to say thank you. This book is absolutely amazing and the final sentences brought tears to my eyes (of joy!). 

Like you, I'm a foreigner who sometimes don't know where I really belong to, and, like you, I'm a loyal train traveller. Your book got me thinking on how much I take my commute for granted and how the British rail is such a part of this country. I feel like writing a book : ) - I won't though! 

I visit Italy a few times every year (work and leisure), specially Milan (work), and I will never look at Centrale the same way. I have always felt like a train journey through Italy is my "dream holiday" and now I'm even more certain of that. 

Thanks very much - next time I'm in Milan or Bologna having the best latte macchiato in the world or taking a train to the coast I will remember your words. Thanks for sharing your thoughts. All the best, Heloisa"

Um oi de Bolonha

Estive em Bolonha pela primeira vez em 2010, essa já é minha quarta vez aqui (sempre a trabalho), mas acho que foi a primeira que realmente curtir a cidade por umas horas. Resolvi dar uma passeada hoje a tarde (já que só amanha vou visitar a feira ) pra fotografar. E fotografei muito!! Como já conheco os caminhos, dispensei o mapa e fui passeando...

Aqui um pouco do resultado (estava um dia lindo e quente!):












Sempre atrasada

Trabalhar com a internet é sentir-se constantemente atrasado. Acho que nao teve uma semana esse ano que eu nao pensei "tá muito corrido mas semana que vem acalma" - mas nunca acalma. Tudo tem que ser na hora, agora, tudo é prioridade. A internet criou um monstro, os leitores (esto falando dos leitores do site onde trabalho) querem ler as novidades da feira que abre hoje, amanha.

Acho que a medida que nos aproximamos do fim do ano vou me sentindo mais cansada. Estou contando o tempo que falta pra terminar 2013 em quantidade de matérias que tenho que escrever. Voces tambem se sentem assim?

Hoje, domingao, to conectada no servidor do trabalho e adiantando matéria que tem que ir pro ar no início da semana, pois amanha já estarei em outro lugar pra cobrir outra feira. E ontem me dei conta de que nos primeiros cinco meses do ano que vem já tem pelo menos uma viagem a trabalho por mes marcada.

Ou seja, sossego nao existe pra quem trabalha do outro lado do computador!

Boa semana pra todo mundo!

Exposição: Vermeer & Music - The Art of Love and Leisure

Visitei essa exposição já tem mais de um mês, e tinha esquecido completamente de escrever aqui... já nem me lembro com tantos detalhes, mas gosto de fazer o registro para consulta futura ; )

Apesar do nome, a exposição não foi exclusivamente de obras do Vermeer, e reuniu quadros de diversos artistas holandeses do século 17. O objetivo era mostrar como a música influenciou e fez parte da vida das sociedade naquela época e, consequentemente, virou tema constante na arte.

Uma das coisas mais legais dessa expo é que, além das obras, estavam expostos também alguns instrumentos musicais muito antigos (praticamente "extintos"), e muitas vezes retratados nos quadros que estavam lá.
Violão de 1641
The Guitar Player (1672), Vermeer 
A estrela da mostra era a "The Guitar Player" (1672) do Vermeer, obviamente, que estava emprestada da Kenwood House. E 80% dos quadros eram do acervo da própria National Gallery, ou seja, mesmo que a exposição já tenha acabado, dá pra ver tudo (de graça) por lá mesmo, basta procurar!

London Design Festival 2013

Começou hoje a décima primeira edição do London Design Festival, uma das semanas do design mais importantes (e legais) do mundo. A cada ano o LDF fica maior e mais interessante, o que dá um certo desespero já que é impossível conseguir ver tudo! Minha sorte é que cubro para o trabalho, então pelo menos os eventos e exposições principais estão obrigatoriamente na minha agenda.

No site do festival tem a lista completa de tudo que tá rolando na cidade. Tem lançamentos de coleções em lojas, exposições em galerias e museus, instalações em espaços públicos e festas, muitas festas! Abaixo, a instalação Endless Stair que está na frente da Tate Modern e é aberta pra todo mundo:


E aqui algumas fotos do Victoria & Albert Museum que mais uma vez é um "hub" do festival - tem várias instalações e intervenções por lá!


O festival vai até dia 22 de setembro - aproveite! #designiseveryhwere #ldf13

Um pulo em Campinas

Nós meio que sabiamos que esse ano iríamos pro Brasil, e muito provavelmente no segundo semestre. Mas a programação girou em torno do evento do ano: o casamento dos nossos grandes amigos, Marina e Rodrigo, lá em Campinas.

Ser madrinha e padrinho de dois dos nossos melhores amigos (e companheiríssimos de viagem) já é algo especial mas duas vezes... não é pra todo mundo né? Pois é, duas vezes: eles podem até ter feito festão em Campinas, mas o papel foi assinado aqui em Londres, em abril do ano passado!

E pra me achar mais ainda, a Má deixou eu escolher um dos doces do casamento (churros!) e me levou na prova final do vestido, que foi aqui em Londres uns dias antes de irmos pro Brail.

Foi um casamento lindo, uma festa animada e que ainda por cima TINHA BRIGADEIRO (de vários sabores). Rolou reencontro com a turma londrina e pra minha surpresa conheci uma leitora do blog na festa (oi Adriana!), fiquei muito muito contente : )

Aqui algumas das trocentas fotos que postei no Instagram durante a festa (postei tanta foto seguida que até perdi follower - volta, follower!!):




Matando a saudade
Martin chateadíssimo com o noivo : )

Leitura: Max e os Felinos, Moacyr Scliar

Trouxe uma tonelada de livros do Brasil e resolvi começar por um que queria ler faz um tempo, Max e os Felinos. É o segundo que leio do Scliar (o primeiro foi A Mulher que Escreveu a Bíblia).

Um dos capítulos do livro (que é bem fininho) serviu como inspiração para outro livro, A Vida de Pi (que virou filme e até concorreu ao Oscar). A história é polêmica, e o próprio Scliar escreveu sobre o assunto e deu uma entrevista.



A história é ótima e cheia de simbolismos. O capítulo que ele fica a deriva no bote junto com um jaguar é o que inspirou o A Vida de Pi, mas é apenas parte da história. Desde pequeno, em Berlim,  Max confronta seus felinos e isso o acompanha até o fim de sua vida no Brasil.

Leitura: Around the World in Eighty Days, Jules Verne

Tem uma livraria aqui no meu bairro que sempre tem umas ofertas ótimas. Em 2009 eles estavam vendendo clássicos da literatura a preço de banana, e foi nessa leva que comprei dois livros do Julio Verne, o Journey to the Centre of the World (já lido) e esse, que terminei de ler nessa madrugada no vôo São Paulo-Londres.

Esse livro nem estava entre as minhas prioridades de leitura (tenho sempre muitos livros na fila), mas há uns meses fui em um bar aqui em Londres que usa o personagem principal, Phileas Fogg, como tema para a decoração e o cardápio (o post está aqui) e gostei tanto que o livro passou na frente dos outros!

Acho que todo mundo ja ouviu falar da história do livro: em 19872 o inglês Phileas Fogg faz uma aposta com os amigos de que consegue fazer a volta ao mundo - atravessar a circunferência da Terra - em 80 dias. Ele é um cara metódico e tem tudo super planejado, mas é claro que a viagem é cheia de imprevistos. Ele usa os meios de transporte disponíveis na época, como trens e navios a vapor, mas em cada etapa acontece alguma coisa e ele dá um jeito de seguir viagem.

Enfim, é uma leitura gostosa, achei que fluiu super bem e é uma ótima pedida pra quem quer ler mais em inglês. Além disso, a descrição dos lugares por onde ele passa é muito bem feita, mesmo que as estadias sejam curtas - já que o que importa não é fazer turismo, e sim ganhar a aposta.