O metrô de Londres é uma das maiores plataformas de design britânico que existem. A princípio pode soar estranho, mas é só parar para pensar em todos os 'componentes' da rede pra ter noção da importância dessa conexão: começando pelo símbolo do metrô (o famoso roundel), passando pelo mapa das linhas e pelas estampas dos tecidos que cobrem os assentos, isso apenas para citar alguns (leia mais sobre o assunto aqui)
Ano passado, mais um projeto super legal de design foi lançado, como parte da celebração dos 150 anos do metrô: o 'Labyrinth', feito em colaboração com Mark Wallingers.
Cada uma das 270 estações tem um 'quadro' com o desenho de um labirinto, cada um único. A identidade visual é a mesma, mas o desenho em si é diferente (e todos são numerados pelo artista no canto inferior direito). O mais legal é que cada um está em um canto 'escondido' da estação, uns mais fáceis de encontrar do que outros - até porque, em estações menores, não tem muito onde esconder. Pode estar perto da bilheteria, em alguma das plataformas ou nos corredores que percorrem a estação.
Encontrar o labirinto virou uma diversão pra mim! Eu não uso muito o metrô - vou de trem para o trabalho - então quando acho um, como ontem na estação de South Kensington (foto acima), sempre fotografo.
Aproveitamos o feriadão para dar umas voltinhas por aí - voltamos a Espanha depois de quase 5 anos (a primeira vez no país foi para visitar minha irmã em Madri quando ela ainda morava lá, em agosto de 2009), mais precisamente a região do País Basco e Cantabria. Usamos Bilbao como base e alugamos carro por 2 dias para passear com mais liberdade.
Ando meio sumida aqui mas a conta do Instagram tá bombando, pra quem gosta de ver fotos bonitinhas (modéstia a parte), dá uma olhada aqui ==> instagram.com/helorighetto
Jajá posto sobre o livro que terminei semana passada e tambem vou tentar retomar os posts de assuntos aleatórios, que honestamente são os meu favoritos. Tô há um tempão pra escrever sobre a turma que adora falar que francês é mal educado, talvez comece por esse. Ja aviso: essa turma me enche o saco.
Estive em Milão essa semana, mais uma vez para cobrir o Salão do Móvel. No primeiro dia que estávamos lá, eu e as colegas pegamos um táxi pra voltar do restaurante para o apartamento e estava tocando essa música, que achei muito bacana.
O mais engraçado foi o breve diálogo entre uma das meninas e o taxista:
"Gostei dessa música. Esse cantor é famoso aqui na Itália?"
"Sim. Ele é famoso na Inglaterra?"
"Não"
Ando numa daqulas pausas inspiracionais que acontecem sem meu controle - uma dó de não achar nada que me faça querer escrever aqui!
Devo voltar jajá, terminei um livro há uns dias e viajo nesse fim de semana : )
té mais!
Eu lembro que na faculdade (não lembro que matéria, mas era tipo segundo semestre, bem lá no começo), um professor passou um trabalho que era desenvolver uma não cadeira. A ideia é questionar a função do produto e ver o que acontece quando tiramos dele a única coisa que o faz 'ser'. Profundo né? Pois bem, lembrei do trabalho da não cadeira porque queria falar sobre o nosso inverno 2014: o não inverno.
O que acontece quando tiramos do inverno a única coisa que o faz ser inverno, ou seja, o frio (vale lembrar que estou falando de frio para os nossos padrões aqui hein, não para os padrões de clima tropical, onde 15 graus é frio)? A impressão que eu tenho é que estamos passando por um outono prolongado, onde vestir casacão é demais mas jaqueta jeans é de menos.
O inverno esse ano ficou marcado pelas chuvas, enchentes, deslizamentos e caos no sistema ferroviário. Trilhos destruídos por causa da ressaca do mar e pessoas que perderam tudo. Uma reação (ou melhor, não reação) patética do governo, que deu bola fora atrás de bola fora.
Esse é meu primeiro inverno aqui sem neve. E também o primeiro que usei luvas apenas uns 3 ou 4 dias. O gorro não saiu da gaveta e o cachecol teve que ser carregado na mão porque dava muito calor no meio do caminho. Vendo pela televisão as tempestades de neve na costa leste dos Estados Unidos, a gente ficou esperando o frio chegar aqui - será que ele vem? Eu acho que não.
Estamos todos interpretando o não inverno como sinal de uma ótima temporada primavera/verão pela frente. Mas tenho meus receios: ano passado o inverno foi rigoroso, prolongado, e tivemos um verão incrível. Será que inverno ameno não significa um verão também ameno? Ai, bate na madeira!
Atualizacao: a Paddy Power retirou a aposta! Foram centenas de milhares de assinaturas e eles finalmente sucumbiram. Parabéns pra nós!
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Aqui no Reino Unido existem várias casas de apostas, e é permitido jogar seu dinheiro fora, ops, apostar, em qualquer coisa: desde quantos gols um jogador vai fazer na partida até o nome do bebê real. Eu nunca parei pra pensar sobre o que acho disso, mas sempre notei - ao passar em frente a esse tipo de loja, já que infelizmente todos os bairros estão infestados com elas - a atmosfera deprimente lá dentro.
Hoje, finalmente eu formei minha opinião, ao receber o email para
assinar uma petição no Change.org: uma dessas casas de apostas, a Paddy Power, está recebendo apostas sobre o julgamento de Oscar Pistorius. Sim, alguém achou razoável trivializar a morte de Reeva Steenkamp. Você escolhe: pode apostar na absolvição ou não dele, e dependendo do resultado leva dinheiro pra casa.
Como isso pode ser possível? Uma mulher foi assassinada e, independente do resultado do julgamento, a dor da sua morte continua entre sua família e amigos.
Se você também acha isso um absurdo, por favor
assine a petição, que pede que eles retirem a aposta e doem o dinheiro arrecadado até agora a uma instituição que ajuda mulheres vítimas de violência.
Ler Kafka nunca é simples (pra mim): eu sempre acho que nao entendi a mensagem, que tem alguma coisa 'escondida' na história que eu nao entendi. E essa foi a primeira vez que li Kafka em ingles, entao fiquei ainda mais receosa.
Dito isso, gostei do livro e achei (apesar da situacao surreal) até fácil de ler, muito mais fácil que O Processo, por exemplo.
Daqui pra frente, antes de eu reclamar ao acordar pela manha, serei grata por nao ter me transformado em um inseto gigante.
Esse livro comprei na 'Franz Kafka Bookstore' em Praga, a qual incluí no
roteirinho Kafkiano que fizemos quando fomos pra lá.