Dividir o banheiro sem perder a dignidade

Acabamos de voltar de uma semana deliciosa de férias - fomos para Cinque Terre na Itália com os amigos. Apesar de essa ter sido nossa quarta viagem juntos (fomos para Liverpool em 2011, Inverness em 2012, Florença em 2013), foi a primeira vez que dividimos um banheiro.

Ficamos hospedados em um Bed&Breakfast ótimo no vilarejo de Monterosso al Mare, e nossos quartos estavam em uma espécie de apartamento, mas tínhamos apenas um banheiro (que não dividíamos com mais ninguém, era apenas nosso). Como a gente já se conhece super bem, frequentamos a casa uns dos outros diversas vezes, não pensamos que isso poderia ser um problema, mas né, ninguém gosta de escovar os dentes com o odor do cocô alheio.

Então levamos dois produtinhos que provaram ser extremamente eficientes! O Poo-Pourri (para espirrar na privada antes) e o Post-Poo Drops da Aesop (para pingar na privada depois). Combinação perfeita! Nossa amizade resistiu a mais esse obstáculo : )

Ah, e esse post nada tem de publicidade - achei que seria de utilidade pública mesmo! Quem se interessou, clique nos links para mais informações e preços.

Labirinto no metrô

O metrô de Londres é uma das maiores plataformas de design britânico que existem. A princípio pode soar estranho, mas é só parar para pensar em todos os 'componentes' da rede pra ter noção da importância dessa conexão: começando pelo símbolo do metrô (o famoso roundel), passando pelo mapa das linhas e pelas estampas dos tecidos que cobrem os assentos, isso apenas para citar alguns (leia mais sobre o assunto aqui)

Ano passado, mais um projeto super legal de design foi lançado, como parte da celebração dos 150 anos do metrô: o 'Labyrinth', feito em colaboração com Mark Wallingers.

Cada uma das 270 estações tem um 'quadro' com o desenho de um labirinto, cada um único. A identidade visual é a mesma, mas o desenho em si é diferente (e todos são numerados pelo artista no canto inferior direito). O mais legal é que cada um está em um canto 'escondido' da estação, uns mais fáceis de encontrar do que outros - até porque, em estações menores, não tem muito onde esconder. Pode estar perto da bilheteria, em alguma das plataformas ou nos corredores que percorrem a estação. 

Encontrar o labirinto virou uma diversão pra mim! Eu não uso muito o metrô - vou de trem para o trabalho - então quando acho um, como ontem na estação de South Kensington (foto acima), sempre fotografo. 

A iniciativa 'Art on the Underground' tem vários outros projetos, quem gosta do assunto pode sabe mais no site deles

Edição #6 da Revista do Aprendiz de Viajante

Saiu semana passada a sexta edição da nossa revista de viagem gratuita! Dessa vez o conteúdo é mais focados nos Estados Unidos, e como estive em Chicago recentemente escrevi uma matéria sobre a cidade - além das seções de produtos e souvenirs (quem mostrou a coleção foi a Camila, do blog Viaggiando).


Quem baixou as edições anteriores deve ter recebido a notificação por email, mas quem ainda não conhece nossa revista, dá uma olhada nesse link, que tem todas as instruções.

Temos altos planos para o Aprendiz de Viajante esse ano, e um deles é lançar alguns guias de viagem - eu estou escrevendo um, vocês já devem imaginar de qual cidade... O mais legal é que farei na companhia da Marília, que será a responsável pelas ilustrações, e da Renata, que está fazendo a revisão. Ainda não temos uma data específica de lançamento porque ainda tem muito trabalho pela frente, mas é claro que aviso aqui quando esse filho nascer.
Ilustração by Marilia Cichini

Leitura: 1889, Laurentino Gomes

Enfim terminei a trilogia (ja falei sobre o 1808 e 1822 antes aqui no blog) sobre a história do Brasil no século 19. O último livro, como entrega o nome, foca na proclamação da República e deixa na gente o mesmo sentimento do 1808 e 1822 - uma mistura de raiva com angústia e ao mesmo tempo a compreensão e porque não, o esclarecimento, em relação a situação que o país passa hoje.

Se você ainda não leu nenhum deles, comece agora. Não são apenas informativos e esclarecedores, mas muito bem escritos, fáceis de ler, organizados em capítulos com temas claros e distintos.

30 dias, 30 segundos

Completei 1 mês filmando 1 segundo todos os dias, e aqui está o videozinho! Preciso falar que estou me divertindo como esse pequeno projeto, é interessante pensar o que vai representar aquele dia específico. Um almoço ou café com uma amiga, a caminhada diária de ida e volta do trabalho, o livro terminado, o passeio em um museu. Sempre tem alguma coisa!

Aí vai (a data está no canto inferior esquerdo):



O próximo vídeo coloco aqui quando completar 3 meses (senão fica muito repetitivo, não acham?)

Em defesa dos franceses

*desculpem-me a falta de acentos, usando computador desconfigurado 

Acho que existe um certo prazer na pessoa que vai pra Paris e faz questao de atualizar seu status no Facebook com algo assim: 'É verdade mesmo! Paris é linda, mas os franceses sao grossos! E nao fazem o menor esforco pra falar ingles...'

Eu é que nao sou entendida de Franca - conheco algumas cidades e tenho a sorte de voltar com frequencia a Paris, mas minha humilde experiencia me ensinou uma coisa: quem é grosso é o turista.

Tenho a impressao de que as pessoas ficam torcendo para serem atendidas por um garcom mal educado pra poderem ir lá no Facebook gritar aos quatro cantos que sim, sim gente, sao todos grossos. Maltratam o turistas. Recusam-se a falar ingles.

E eu me pergunto: voce meu caro turista, tentou falar bonjour, ou merci? Deu uma olhadinha no dicionário pra aprender a falar por favor?

Nao teve uma vez que estive em Paris e nao vi muitas pessoas nao fazendo o menor esforco para serem entendidas - comecam a comunicar-se em ingles sem ao menos tentar uma mímica ou soltar um humilde bonjour.

Obviamente que nem todas as pessoas com as quais cruzamos em nossas viagens estao em seus melhores dias, seja em Paris ou em Pequim, mas o que me irrita é essa satisfacao em reforcar um cliche tao idiota quanto 'no Brasil só se joga futebol e so se danca samba'.

Mesmo fora de Paris, em cidades como Lyon, Lille e até mesmo a pequena Honfleur, sempre me deparei com pessoas agradáveis e prontas pra ajudar. Aliás, resolvi escrever esse post durante a viagem a Lille no fim do mes passado, justamente depois de sair de um restaurante e ser muito bem atendida pelo pessoal que inclusive teve a paciencia de ouvir o Martin tentar falar o número da mesa em frances.

É isso. Saio em defesa dos franceses meeeeeesmo, Almirante Nelson que se revire no túmulo.

País Basco e Cantabria

Então que no feriado da Páscoa fomos para a Espanha. Ficamos em Bilbao mas alugamos carro e fomos conhecer outros cantos do País Basco e também da Cantabria, região vizinha. Rodamos 550km no total, e aqui está um videozinho resumindo esses dias.



Vou escrever em detalhes sobre essa viagem la no Aprendiz de Viajante, como faço sempre (mas meu top 3 são: Museu Guggenheim, Gaztelugatxe e Santillana del Mar. A gastronomia é hors concours, não entra na lista!)

No vídeo, a sequência de lugares na ordem em que aparecem: Bilbao, Gaztelugatxe, San Sebastian, Santander, Santillana del Mar

Leitura: Stoner, John Williams

No começo desse ano, li vários artigos sobre esse livro, que foi escrito em 1965 e quase 50 anos depois alcançou o título de livro mais vendido do ano (em 2013). Não sei exatamente o porque desse fenômeno, mas em uma das minhas visitas a Waterstones do meu bairro (toda vez que entro lá saio com 2 ou 3 livros, e costuma ir toda semana. Faça as contas!), ele estava em destaque então não resisti.

Olha, já falei aqui que eu tenho dificuldade de acertar quando compro livro sem recomendação de alguém, mas essa leitura superou todas as minha expectativas: é excelente. É uma história bonita e triste ao mesmo tempo, que não tem um 'ápice', afinal o enredo é inteiro sobre a vida de William Stoner - desde o dia que ele deixou a fazenda dos pais no interior do estado de Missouri para ir pra faculdade até o dia de sua morte.

Stoner nunca sai da faculdade - ele torna-se professor na mesma universidade onde se formou. Casa, tem uma filha e sua vida, digamos assim, não sai da mediocridade. Várias decepções e algumas pequenas vitórias, mas ao contrário do que possa parecer, a história é interessantíssima e lindamente escrita.

Lille

No último fim de semana de março pegamos o Eurostar mais uma vez, mas o destino não foi Paris: paramos em Lille, que fica no norte da França. A curiosidade de conhecer a cidade já vem de alguns anos, pois quase todas as vezes que fomos a Paris e Bruxelas, o trem fez parada lá. E como apareceu uma promoção boa no começo do ano, resolvemos matar a curiosidade.

A cidade é uma graça, e apesar de em um fim de semana termos visitado muita coisa, se tivéssemos ficado mais um dia teria dado para esticar até Lens para conhecer a 'filial' do Louvre. Não conhecemos o Louvre Lens, mas em compensação conhecemos La Piscine, um museu sensacional em Roubaix, cidadezinha que faz parte da 'grande Lille' (algo no estilo São Paulo/São Bernardo, salvo as devidas proporções, é claro). Também visitamos o Museu de Belas Artes, que tem uma linda coleção e além disso fica no prédio mais lindo de Lille.

Uma coisa que me impressionou foi a quantidade de moradores de rua. Claro, isso não é novidade em nenhum lugar do mundo, e pra quem é de São Paulo é realmente difícil ficar impressionado - mas em uma cidade pequena como Lille, eu realmente não esperava. Seria ingenuidade minha?.

Bom, aqui está mais uma vez o videozinho, que como no caso de Heildelberg, o Martin fez usando o Google+ (pra quem perguntou como faz: é tudo pelo celular, tem uma opção 'movies' - mas antes você tem que acertar nos settings a opção para as fotos subirem automaticamente pro álbum no Google+).

Por aí

Aproveitamos o feriadão para dar umas voltinhas por aí - voltamos a Espanha depois de quase 5 anos (a primeira vez no país foi para visitar minha irmã em Madri quando ela ainda morava lá, em agosto de 2009), mais precisamente a região do País Basco e Cantabria. Usamos Bilbao como base e alugamos carro por 2 dias para passear com mais liberdade.

Ando meio sumida aqui mas a conta do Instagram tá bombando, pra quem gosta de ver fotos bonitinhas (modéstia a parte), dá uma olhada aqui ==> instagram.com/helorighetto 

Jajá posto sobre o livro que terminei semana passada e tambem vou tentar retomar os posts de assuntos aleatórios, que honestamente são os meu favoritos. Tô há um tempão pra escrever sobre a turma que adora falar que francês é mal educado, talvez comece por esse. Ja aviso: essa turma me enche o saco.

10 dias, 10 segundos

Achei uma nova distração diária: o aplicativo '1 second everyday'. A proposta do app é que você filme 1 segundo do seu dia, todo dia, por um determinado período de tempo (eu quero fazer por 1 ano). Um segundo parece tão pouco, mas olhando os 10 segundos que compilam os últimos 10 dias, realmente dá pra ter noção do que andei fazendo e qual foi o destaque de cada um dos dias.

A data aparece no canto inferior esquerdo do vídeo:



O difícil é lembrar de fazer o filminho todo dia, e também escolher o que você quer que represente aquele dia. É possível fazer várias filmagens, e no fim do dia selecionar aquele que você acha mais bacana. Vamos ver como vai ficando, quando der 30 dias eu posto aqui novamente a compilação!

No repeat: L'Ultima Luna, Lucio Dalla

Estive em Milão essa semana, mais uma vez para cobrir o Salão do Móvel. No primeiro dia que estávamos lá, eu e as colegas pegamos um táxi pra voltar do restaurante para o apartamento e estava tocando essa música, que achei muito bacana.

O mais engraçado foi o breve diálogo entre uma das meninas e o taxista:

"Gostei dessa música. Esse cantor é famoso aqui na Itália?"
"Sim. Ele é famoso na Inglaterra?"
"Não"

Parcerias pelo Aprendiz de Viajante

A essa altura do campeonato, quem lê esse semi-abandonado blog sabe que eu escrevo também no Aprendiz de Viajante. Lá, além de postar sobre as viagens, falo também de Londres (e muito!). Por causa do (modéstia a parte) ótimo conteúdo que temos lá, uma empresa que conta com motoristas brasileiros que fazem traslados e city tours entrou em contato para fecharmos uma parceria.

Mas o que eu quero dizer com parceria? Significa que, a cada pessoa recomendada pelo Aprendiz de Viajante que fecha um serviço com eles, nós ganhamos uma comissão (que não afeta o valor! Se fosse fechado sem indicação seria exatamente o mesmo preço). Para ver o post com a tabela de preços que fiz lá no Aprendiz, clique aqui. O email para contato com a empresa é londrestransfer@gmail.com

Como manter o blog (que vai muito além do site, pois temos também uma página no Facebook que passou dos 220 mil seguidores, perfil no Instagram e no Pinterest) dá muito trabalho, mas pouco dinheiro, resolvi compartilhar a parceria com a empresa de motoristas brasileiros aqui também.

Participamos também do programa de afiliados do booking.com, que funciona da mesma forma. Usando o link direto do site do Aprendiz para fechar sua reserva, nós também ganhamos comissão  (que, mais uma vez, não interfere no valor).

Assim conseguimos manter o blog e continuar criando conteúdo.

E foi esse o merchan do dia : )

Leitura: A Viagem do Elefante, José Saramago

Gracas a uma amiga que voltou pro Brasil depois de muitos anos morando em Paris, estou com uma colecao grande de livros do Saramago na estante (obrigada mais uma vez pela 'heranca', Dé!). Eu acho Saramago um genio, mas também nao gosto de absolutamente todos que li dele. O Memorial do Convento, por exemplo, foi abandonado antes da metade (isso já há alguns anos, gostaria de tentar de novo).

Mas enfim, terminei A Viagem do Elefante tem umas duas semanas e gostei muito, muito mesmo. Foi um dos últimos que ele escreveu (o penúltimo, se nao me angano) já em precárias condicoes de saúde. A história trata da viagem do elefante Salomao entre Portugal e Áustria, um presente do Rei de Portugal ao Arquiduque austríaco, no século 16.

É uma escrita cheia de nuances satíricas (bom, pelo menos eu achei) e passagens divertidas. Gostei particularmente das partes onde o narrador fala direto com o leitor, que nao sao poucas. Uma leitura até que rápida, aconselhável nao apenas para os fas do autor como também pra quem quer comecar a ler seu trabalho e nao sabe por onde.

Pausa

Ando numa daqulas pausas inspiracionais que acontecem sem meu controle - uma dó de não achar nada que me faça querer escrever aqui!

Devo voltar jajá, terminei um livro há uns dias e viajo nesse fim de semana : )

té mais!

Chitown

Estou mais uma vez em Chicago e pra minha sorte a feira esse ano coincidiu com o fim de semana do St. Patrick's Day, que é muito celebrado aqui. Pra se ter uma dimensao da festa, o Starbucks serve cerveja Guinness e o Chicago River é tingido de verde.

Como o 'tingimento' do rio ia rolar as 9:30 da manha e eu acordei as 6 por causa da diferenca de horário (Londres está 5 horas na frente), resolvi ir lá ver antes de ir pra feira. E valeu a pena! O rio fica verde mesmo, neon quase. Aqui umas fotos que postei no Instagram:



E como o dia amanheceu bem bonito, também aproveitei para ver o Cloud Gate mais cedo:
Chicago é mesmo incrível, e estar aqui pela segunda vez é muito bacana. Depois da feira terei uns dias para bater perna (preciso visitar umas lojas de design e decoracao) e explorar melhor algumas partes da cidade que nao consegui da outra vez.

O não inverno

Eu lembro que na faculdade (não lembro que matéria, mas era tipo segundo semestre, bem lá no começo), um professor passou um trabalho que era desenvolver uma não cadeira. A ideia é questionar a função do produto e ver o que acontece quando tiramos dele a única coisa que o faz 'ser'. Profundo né? Pois bem, lembrei do trabalho da não cadeira porque queria falar sobre o nosso inverno 2014: o não inverno.

O que acontece quando tiramos do inverno a única coisa que o faz ser inverno, ou seja, o frio (vale lembrar que estou falando de frio para os nossos padrões aqui hein, não para os padrões de clima tropical, onde 15 graus é frio)? A impressão que eu tenho é que estamos passando por um outono prolongado, onde vestir casacão é demais mas jaqueta jeans é de menos.

O inverno esse ano ficou marcado pelas chuvas, enchentes, deslizamentos e caos no sistema ferroviário. Trilhos destruídos por causa da ressaca do mar e pessoas que perderam tudo. Uma reação (ou melhor, não reação) patética do governo, que deu bola fora atrás de bola fora.

Esse é meu primeiro inverno aqui sem neve. E também o primeiro que usei luvas apenas uns 3 ou 4 dias. O gorro não saiu da gaveta e o cachecol teve que ser carregado na mão porque dava muito calor no meio do caminho. Vendo pela televisão as tempestades de neve na costa leste dos Estados Unidos, a gente ficou esperando o frio chegar aqui - será que ele vem? Eu acho que não. 

Estamos todos interpretando o não inverno como sinal de uma ótima temporada primavera/verão pela frente. Mas tenho meus receios: ano passado o inverno foi rigoroso, prolongado, e tivemos um verão incrível. Será que inverno ameno não significa um verão também ameno? Ai, bate na madeira!

A que ponto chegamos? ATUALIZADO!

Atualizacao: a Paddy Power retirou a aposta! Foram centenas de milhares de assinaturas e eles finalmente sucumbiram. Parabéns pra nós!
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Aqui no Reino Unido existem várias casas de apostas, e é permitido jogar seu dinheiro fora, ops, apostar, em qualquer coisa: desde quantos gols um jogador vai fazer na partida até o nome do bebê real. Eu nunca parei pra pensar sobre o que acho disso, mas sempre notei - ao passar em frente a esse tipo de loja, já que infelizmente todos os bairros estão infestados com elas - a atmosfera deprimente lá dentro.

Hoje, finalmente eu formei minha opinião, ao receber o email para assinar uma petição no Change.org: uma dessas casas de apostas, a Paddy Power, está recebendo apostas sobre o julgamento de Oscar Pistorius. Sim, alguém achou razoável trivializar a morte de Reeva Steenkamp. Você escolhe: pode apostar na absolvição ou não dele, e dependendo do resultado leva dinheiro pra casa.

Como isso pode ser possível? Uma mulher foi assassinada e, independente do resultado do julgamento, a dor da sua morte continua entre sua família e amigos. 

Se você também acha isso um absurdo, por favor assine a petição, que pede que eles retirem a aposta e doem o dinheiro arrecadado até agora a uma instituição que ajuda mulheres vítimas de violência. 

No repeat: Everywhere, Fleetwood Mac

Nao sei exatamente o porque, mas essa música me faz pensar em férias. Dirigindo um carro conversível numa estrada na montanha e o oceano lá embaixo.

Bom, no meu atual nível de stress qualquer coisa fora do escritório me faz pensar em férias.

Boa sexta feira!

Leitura: The Metamorphosis, Franz Kafka

Ler Kafka nunca é simples (pra mim): eu sempre acho que nao entendi a mensagem, que tem alguma coisa 'escondida' na história que eu nao entendi. E essa foi a primeira vez que li Kafka em ingles, entao fiquei ainda mais receosa.

Dito isso, gostei do livro e achei (apesar da situacao surreal) até fácil de ler, muito mais fácil que O Processo, por exemplo. 

Daqui pra frente, antes de eu reclamar ao acordar pela manha, serei grata por nao ter me transformado em um inseto gigante.

Esse livro comprei na 'Franz Kafka Bookstore' em Praga, a qual incluí no roteirinho Kafkiano que fizemos quando fomos pra lá.