"... y que todo lo escrito en ellos era irrepetible desde siempre y para siempre, porque las estirpes condenadas a cien años de soledad no tenían una segunda oportunidad sobre la tierra."
É com muito orgulho - que divido com meu pai, que toda vez que me chama no skype me pergunta: já acabou o "cem anos"? - que eu finalmente escrevo esse post, pois acabei de acabar a obra prima de García Marquez, Cem Anos de Solidão.
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| foi essa a edição que eu li, que comemorou os 40 anos do lançamento do livro (1967/2007) |
Maaas, o orgulho todo é porque o li em espanhol! Meu primeiro livro em espanhol (não tenho nenhum aprendizado formal do idioma, é tudo resultado da convivência, ou seja, escola Descalzi!) Essa leitura me arrancou o couro, e tive que colocar a cabecinha pra trabalhar - além de contar com meu dicionário em forma de marido diversas vezes - o que atrasou muitíssimo a leitura, começada há.... ah, deixa pra lá!
E né, acho que não tenho muito o que falar desse livro maravilhoso, quem sou eu pra dar palpite em obra prima, mas olha, fui escolher uma historinha detalhada e cheia de personagens, cada qual com suas particularidades, pra ler em espanhol pela primeira vez. Acho que depois desse tudo fica mais fácil, afinal o livro conta a saga da família Buendía, com a qual todas essas pessoas estão envolvidas:
Né que eu mereço um tapinha nas costas? Gabriel García Marquez e seu realismo fantástico, que faz pessoas de carne e osso subirem aos céus, ou viverem 145 anos ou nascerem com rabo de porco; não me venceram (mas confesso que uma vez eu pensei em desencanar...), e esse livro me olhava ali da minha pilha desde julho de 2007, quando meus amigos da Tok&Stok me deram ele de presente de aniversário!
E pra aliviar um pouco, amanhã mesmo começo o próximo, mais fininho, e em português! Preciso recuperar o tempo perdido e dar jeito na minha pilha que só cresce!
PS: Acho que vou ganhar uns pontinhos com a suegrita quando ela vir esse post e descobrir que eu li em espanhol : )
Ontem foi dia de girls night out e dessa vez a gente tentou um programa diferente: fomos na Tate Britain (não confundam com a Tate Modern!) ver qual que era a do "Late at Tate".
Pois é, no papel o programa era bacaninha: música ao vivo, bebidinhas, obras de arte... Maaaaas a gente não é assim tão cult: achamos a música chata e os frequentadores meio metidos.
Porém, como estávamos ali mesmo, resolvemos passer um pouco pelas galerias do museu e ver a coleção da Tate Britain, que é sim bem bonita (segundo a Quézia, não tão bonita quanto a da Galeria Uffizi, em Firenze, né amiga?).
Só que o problema da gente se encontrar nesses lugares assim mais metidos a besta é que logo começamos a receber olhares de reprovação do pessoal que é cult de verdade, que certamente acha que a gente fala: fala alto e fala demais.
Porque né, quem é cult mesmo, não fica tirando foto em frente a espelho convexo (ou seria côncavo?)
Ou muito menos tira foto estilo adolescente:
Então depois de alguns minutos demos o fora dali e fomos atrás de um lugar pra comer (mais a nossa cara). Acabamos na Pizza Express ali do lado (isso era umas 7 e meia, acho), e foi tão legal, mas tão legal, que fomos embora pra lá de meia noite.
Conversamos tanto (pauta da ocasião: pessoas loucas/trolls da internet) que nem lembrei de tirar fotos lá. Mas no caminho pro metrô ainda saquei a câmera, principalmente quando passamos do lado do Big Ben e eu pensei: cacete, eu moro aqui!!!
É isso que dá quando você tenta tirar foto depois da meia noite, três garrafas de vinho, cervejas e gin and tonics depois:
(perceberam o detalhe de alguém atrás da gente tirando foto do Big Ben com o Iphone?)
Update: o "alguém" tirando foto é a multitask Colhega, olha pra um lado e tira foto pro outro, e o resultado é esse aqui:
Há tempos que ensaio escrever esse post mas bate uma preguiça gigantesca, porque sei que o assunto é polêmico e há a possibilidade de rolar enchições de saco. Mas, como eu tenho tido cada vez mais contato com jornalistas - diplomados - lá no Brasil e por isso sentindo uma certa contradição no assunto, lá vai meu post.
Todo mundo aqui sabe que eu não me formei em jornalismo. Sou "desenhista industrial" e coloco entre aspas porque a minha querida primeira profissão não é regulamentada. Até o nome da curso, Desenho Industrial, é mega antiquado e deveria urgentemente ser alterado para Design (Produto ou Gráfico ou o que for), afinal não há palavra em português que represente perfeitamente o que engloba essa profissão.
Mas chega, não queria falar da minha primeira profissão, mas da segunda, o jornalismo. Pois é, eu entendo mesmo (mesmo!) a insatisfação da classe (que termo mais revolução industrial hein?), que estudou por anos e passou perrengues infernais até conseguir trabalho. Mas também entendo que pessoas especializadas em um setor específico (oi?) tem muito para contribuir.
Eu realmente não compreendo reclamações do tipo "ah, mas agora meu diploma não vale nada?". Como assim? Você realmente acha que seu conhecimento do assunto será desdenhado por causa disso? Eu não acho não! Você tem é uma bela de uma vantagem, aproveite!
Além disso, pessoas especializadas - em design, culinária, música, arte, entre tantos outros - tem contribuído com o jornalismo há anos e merecem sim o título de jornalista.
Até porque, os próprios bachareis em jornalismo cedo ou tarde acabam especializando-se em algo.
REPITO: eu acredito na importância do curso, e sinto na pele a falta que ele faz (por isso estou correndo atrás da faculdade perdida através de cursos e uma possível pós), mas da mesma maneira que um economista pode virar designer, um designer também pode virar jornalista.
Ah, mas falei falei e não contei das contradições né? A melhor delas: uma das editoras com que trabalho divulgou, em sua "carta do editor" - que vai na primeira página da revista - sua revolta quando essa história de não precisar o diploma foi aprovada. Engraçado que na mesma edição estava lá a minha matéria, toda bonitona. Preciso explicar?
Aliás essa coisa toda de "estudou isso então é isso que você tem que fazer pro resto da sua vida" é um pouco ultrapassada. Eu mesma só fui abrir a cabeça há pouco tempo atrás, e minha mudança pra Londres contribuiu muito pra isso. Aqui, você usa a universidade pra flertar com vários assuntos, e é na sua caminhada profissional que você vai acabar descobrindo o que fazer. Já conheci muita gente formada em marketing que trabalha como jornalista, ou formada em moda e que atuam em administração.
Eu costumava ficar irritada quando via uma turma autodidata falar que era designer, e me arrependo muito de ter sido tão cabecinha fechada. A gente muda, a gente aprende, podemos fazer várias coisas fora do percurso planejado quando a gente tinha 17 anos.
Tudo isso porque eu não quero mais ficar envergonhada pra falar que sou jornalista de design. Porque eu sou!
(mais uma foto não relacionada com o post, que estava solta aqui no meu pc)
Outro programa de tv que é diversão garantida. Tem coisa melhor do que rir do mico alheio? Não tem!
O
Take me Out nada mais é do que uma versão contemporânea do finado Namoro na TV (não sei como lembrei desse nome!), onde 30 meninas tem a chance de pegar o
single man da vez.
Funciona assim: cada uma das meninas fica atrás de um pedestal iluminado. Quando elas não gostam do candidato, elas apagam a luz. Aí, das que sobraram de luz acesa, o menino vai lá e escolhe a que mais gostou, e eles fazem uma viagem romântica, pra ver se o negócio engrena.
Mas é um processo divertidíssimo, a começar pela apresentação do cara. O apresentador falar: "Single man, reveal yourself!", e o dito cujo desce em um elevador futurístico (love lift), dá uma dançadinha e se apresenta para as meninas.
E ele vai se "revelando" em partes: conta o que faz, mostram um vídeo de amigos falando sobre ele, e se tem algum talento especial, faz uma performance (tipo um cara que era drag queen. Coitado, não sobrou uma luz acesa e ele foi embora sozinho). A cada revelação, as meninas tem a oportunidade de apagar a sua luz, não sem antes o nosso querido apresentador falar allgo do tipo:
- So girls, are you turned on or turned off?
ou
- You know the rules, girls: No likey, no lighty!
ou
- If he ain't Mr. Right, turn off your light!
Insisto: diversão garantida. Recomendo assistir o vídeo, até o final!
Então, da próxima vez que você achar que seu sábado a noite está arruinado porque você não vai sair de casa, think again! Só Take me Out salva!
Hoje rolou assunto polêmico no twitter. Polêmico para nós, blogueiros e blogueiras, esses viciados em internet que escrevem um monte de besteira e ainda querem que os outros leiam : )
A história resumida é a seguinte: uma blogueira popular (pra mim, quem recebe mais de 15, 20 comentários por post é popular) deu fim ao seu blog, mas seu post final deu margem a várias interpretações. Ao escrever "toda história tem um fim, até as mais bonitas", ela deixou muitos de seus leitores pensando que o que tinha acabado era o casamento (o blog não era necessariamente sobre o casamento, mas a história de amor do casal estava ali postada e foi um dos motivos pelo qual ela começou a escrever). Pra piorar, ela também deletou sua conta no twitter. O resultado foi mais de uma centena de comentários de leitores preocupados querendo saber exatamente o que tinha acontecido.
Acho que a blogueira não esperava tamanha comoção e respondeu nos comentários que ninguém se preocupasse - ela simplesmente não estava mais afim de escrever.
Isso gerou ainda mais polêmica, pois muita gente genuinamente achou que algo horrível tinha acontecido, e estavam cobrando dela uma certa compaixão. Enfim, ela escreveu de novo, rebatendo as críticas, e é claro, gerando ainda mais comoção, mas dessa vez em também alguns protestos.
Não dá pra falar quem tá certo ou quem tá errado nessa história. Fato é que nada justifica alguns comentários agressivos. Mas também é fato que nós somos muito passionais, e, a partir do momento que a vida alheia está ali exposta, a gente se sente próximo, quer saber, quer ser amigo, quer explicação.
Acho que como sou blogueira há uns 8 anos (passei por outros endereços antes desse aqui) e leitora há uns 10, consigo entender bem os dois lados. A gente cria mesmo esses laços, e acho que os leitores merecem sim atenção. Ou seja, mais do que um post que diz "FIM". Afinal, são os eles que perdem seu precioso tempo pra entrar aqui e fazer o contador marcar mais uma visita.
Mas olha, fiquei com invejinha, será que eu receberia centenas de comentários se terminasse com esse bloguito?
A foto abaixo não tem nada a ver com nada. Apenas uma foto que eu tirei brincando com a minha máquina e queria usar de alguma forma!

O que eu e você temos em comum é que já falamos mal do nosso chefe. Seja ele/ela bonzinho, gente fina, inteligente, que seja. É fato.
E tem coisa melhor do que ir até copa da firrrrrrma, pegar um café com os colegas e meter o pau na chefia? Não tem. Melhor ainda quando a chefa é novata e tá querendo mudar tudo.
Querendo mudar tudo = nos tirar da zona de conforto
Inadmissível!