Leitura: Dear Life, Alice Munro


Comprei esse livro em 2013, quando a Alice Munro ganhou o Nobel da Literatura - e o coitado ficou na estante até agora, por alguma razão eu sempre passava outro na frente. Eu tinha a impressão de que ele seria meio paradão, que daria aquela preguiça... e é bem isso mesmo.

Olha, o livro é bom sim, as histórias são lindas (são vários contos, tudo se passa no Canadá nas décadas de 1940/50), mas chega lá pro fim e vai demorando mais pra acabar, sacou? Vai batendo uma preguiça.

Talvez ler os contos individualmente entre um livro e outro seja uma ideia melhor!

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A terceira vez

Uma vez uma amiga disse pra mim que leu em algum lugar (super confiável essa fonte hein?) que, em média, uma mulher muda de profissão três vezes. Lá vou eu fazer parte das estatísticas e mergulhar na minha terceira mudança.

Hoje é meu último dia de trabalho na empresa onde estou há seis anos. SEIS! Lembro da emoção que foi ser chamada para a entrevista, e de lá pra cá aconteceram tantas mudanças - de cargo, de escritório, de chefe, de responsabilidades - que não posso dizer que tive sequer um momento entediante no escritório.

Decidir sair não foi fácil. Estou há um ano pensando nisso e tentando chegar a uma conclusão sensata. Mas teve uma coisa que me deu o empurrão final: o medo do arrependimento no futuro.

Essa nova fase será dedicada ao que até então era meu 'sideline project', como chamam aqui: o blog de viagens, o guia, e tantas outras ideias atreladas a eles. Eu decidi, finalmente, parar de trabalhar nas minhas horas livres pra ter minha horas livres de volta. Faz sentido?

Uma coisa muito, mas muito importante: o apoio do Martin. Eu acho imprescindível falar isso, porque vejo muita gente espalhando por aí que a gente tem que correr atrás dos sonhos de qualquer jeito. A essa altura do campeonato vocês já devem saber que eu sou realista, e não acho que é bem assim. Ter sonho é bom, mas pagar as contas e poder se bancar vem em primeiro lugar pra mim. Eu não teria a oportunidade de fazer essa tentativa se eu não tivesse o Martin segurando as pontas. E agora, meu sonho é construir algo tão bom a ponto de eu poder segurar as pontas pra ele. Quem sabe né?

Se der certo, ótimo. Se não der, eu parto para uma quarta mudança.

(nem preciso falar que vou continuar fazendo muita propagando do meu Guia de Londres, né? agora ele não é mas meu hobby, ele é meu ganha pão oficial)

O nosso Supper Club


Já mencionei aqui casualmente sobre o nosso Supper Club, mas acho que estava faltando um post pra esclarecer - lá no Aprendiz de Viajante tem uma página especial dedicada a isso, e quando mudei o layout desse blog incluí no menu principal as duas opções que oferecemos (chá da tarde e jantar britânico).

Importante: o próximo é o de chá da tarde, dia 12 de março! Ainda tem UMA VAGA!!!!




O que é um supper club?

Um supper club é uma mistura de restaurante e jantar na casa dos amigos (‘supper’ é uma palavra em inglês para jantar). Você janta fora, mas em vez de ir num restaurante, vai na casa de uma pessoa que você não conhece, dividir a mesa com outras pessoas que você não conhece. Geralmente, um supper club é feito por cozinheiros amadores, que são como eu e você: trabalham em um escritório dia de semana, não tem pretensões de abrir um restaurante mas gostam tanto de cozinhar que querem ir um pouco além de ‘fazer almoço e janta’.

É uma experiência muito bacana, tanto para quem recebe quanto para quem visita. Quem faz o supper club tem a oportunidade de cozinhar para desconhecidos e realmente colocar seus dotes culinários a prova, e quem vai tem a oportunidade de conhecer gente nova e jantar em um ambiente intimista, com comida caseira muito bem feita.

Por que vocês resolveram fazer um supper club?

Há alguns anos a gente vem conversando sobre isso, mas a conversa nunca virava algo real. Foi então que tive a ideia de unir o útil ao agradável: fazer o supper club para os leitores do Aprendiz de Viajante e do meu Guia de Londres. Dessa forma, eu poderei conhecer algumas das pessoas que curtem o meu trabalho, na minha casa. Vou adorar recebê-los aqui e conversar sobre Londres!

E quem vai cozinhar?

O meu marido, Martin. Se você me segue no Instagram ou Snapchat (helorighetto), já deve saber que ele é o cozinheiro da casa. Ele é o responsável pelas nossas refeições há anos, além de preparar doces muito gostosos.

Onde é?

Na minha casa, que é no bairro de Greenwich em Londres, e eu enviarei o endereço e as instruções detalhadas de como chegar por email em uma data mais próxima ao evento, depois que você já tiver reservado/pago seu lugar

Quantas pessoas vão?

São 6 pessoas (sem contar eu e o Martin), assim conseguimos acomodar todos confortavelmente. O supper club acontece se tivermos no mínimo 4 pessoas confirmadas até 10 dias antes da data (devolveremos o dinheiro de quem comprou caso o evento seja cancelado).

E qual é o cardápio?

Temos duas opções: jantar britânico e chá da tarde (clique no seu escolhido para saber mais informações).

Como faço para garantir o meu lugar e quanto custa?

Basta escolher uma das opções de menu – e fazer o pagamento através do PayPal. O jantar custa £25 por pessoa e o chá da tarde £30

Eu quero ir mas não posso nos dias anunciados

Deixe um comentário aqui falando que dia seria bom pra você, e dependendo da demanda a gente pode marcar! A ideia é sempre ir marcando novas datas, então aguardo o feedback de vocês!

Por que você cobra em Libras?

Porque eu moro aqui, e preciso comprar todos os ingredientes e materiais necessários para fazer o supper club acontecer. Independente da cotação da Libra x Real, o preço não vai mudar.


Se alguém ainda tiver dúvida, é só deixar um comentário aqui!

Floresta Negra

Esse foi um fim de semana muito especial, pois foi passado em um cenário de conto de fadas. A Floresta Negra, na Alemanha, que dizem que serviu de inspiração para alguns dos contos criados pelos irmãos Grimm (João & Maria e A Branca de Neve, por exemplo), não apenas nos surpreendeu a cada curva da estrada mas também me transformou em uma fotógrafa de mão cheia. Não porque eu seja muito talentosa, mas porque o cenário é tão extraordinário que é impossível ir embora sem centenas de fotos instagramáveis!

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Definitivamente um fim de semana memorável (mesmo sem wifi  - o único problema da Floresta Negra).

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Velhinho repaginado

Espero que alguém tenha percebido (alô você que ainda lê blogs!) que esse blog está com cara nova! Esse fim de semana eu gentilmente pedi pro Martin (ele vai discordar, mas você acredita em mim, que desde 2004 vem aqui escrever babaquice, ou nele, que abandonou o barco do blog depois de 2 anos?) mudar o template (escolhido por mim, óbvio), e cá está o resultado.

Ainda alguns defeitinhos pra acertar, mas gostei da mudança. Principalmente as 'abas' aí no topo, que estão mais óbvias e tem até sub menu! Aliás, tem aba nova, do Supper Club, que também preciso arrumar, e farei isso logo. Arrumei a página do Guia de Londres, assim dá pra fazer a compra direto por aqui. Em 'Viagens', tem a opção de ler os posts aqui desse blog ou ir pro Aprendiz de Viajante para ler dicas mais práticas e posts bem mais longos e elaborados.

E é claro, meu mais recente projeto, o Conexão Feminista, que anda de vento em popa. Aliás, se você ainda não deu um like na nossa página no Facebook ou não assinou nosso canal no YouTube, vou contar até três pra você ir lá e matar essa pendência, ok? : )

De resto, tudo igual. A mesma blogueira, os mesmos devaneios, a mesma enchição de saco pra vender guia (acreditem, em breve a enchição ficará ainda pior).

Não tem um app pra isso

(esse post surgiu de uma divagação no Snapchat, que acabou rendendo vários comentários de pessoas que concordam com o que eu falei - mas como lá o papo só dura 24 horas, tô passando pra cá pra ficar pra posteridade!)

Uma vez por semana, em vez de correr com o Martin, eu corro com umas meninas do trabalho. Duas delas são maratonistas, e durante a corrida elas começaram a conversar sobre como está ficando mais difícil conseguir lugar nas provas mais 'badaladas' porque os organizadores estão exigindo tempos cada vez mais baixos. Afinal, muito mais gente está correndo e competindo (o que é bom), mas também muita gente quer apenas cruzar a linha de chegada, ter uma medalha e 'ticar' a corrida de sua lista de afazeres instagramaveis.

Óbvio que terminar uma prova (seja de corrida, ciclismo, ou qualquer outra modalidade esportiva) dá um orgulho imenso e a gente tem mesmo que gritar pros quatro cantos do mundo (ou seja, Facebook, Snapchat, Instagram, Twitter e Blog) o nosso feito. Mas pra conseguir chegar lá, a turma tem esquecido de uma parte importante: a preparação.

Todo mundo quer correr, mas ninguém tem paciência de começar caminhando. Todo mundo quer correr 5km em menos de 30 minutos, mas não quer reduzir o tempo aos poucos. Tem que ser tudo pra já, tudo imediato. Não tem um app pra isso? Não, não tem um app pra isso.

Eu costumo ser uma grande defensora da vida online e todos os seus benefícios, mas exercício físico é algo que não tem como a gente transferir pro mundo digital. Tem que por o pé na rua e literalmente suar a camisa. O celular, nesse caso, só se for pra marcar a distância e o tempo - que então você pode compartilhar nas redes sociais depois!


via GIPHY

Leitura: A Snow Garden, Rachel Joyce

Achei esse livro tão 'blé' que esqueci totalmente de falar sobre ele aqui. Mas como tenho o compromisso (comigo mesmo) de registrar todas as minhas leituras, boas ou ruins, que seja antes tarde do que nunca.

Confesso que peguei esse livro porque achei a capa bonitinha e estava afim de ler algo bem suave no fim do ano passado. E como esse é um livro de contos, que eu sei que leria rápido, acabei levando. Bom, encurtando a história, achei super fraco. Veja bem, não pelo fato de ser suave (adoro histórias do cotidiano e escritores que conseguem criar enredos a partir do cotidiano), mas porque me pareceu um roteiro mal feito pra um filme da sessão da tarde.

Livro devidamente abandonado no ônibus para outra pessoa talvez gostar.

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Comida e corrida

Eu esqueci completamente de escrever aqui sobre o nosso Supper Club. Pois é, depois de alguns anos 'pensando em um dia talvez quem sabe fazer um supper club aqui em casa', finalmente colocamos a ideia em prática. E já estamos na segunda rodada! O primeiro foi em dezembro passado, e o segundo nesse fim de semana. É uma frequência boa, pois organizar tudo requer trabalho, e no dia, claro, é preciso colocar a mão na massa. Ou seja, é trabalho, e pra trabalhar no sábado é preciso de muito tempo pra recuperação!





Por um erro de planejamento, eu acabei marcando uma prova de corrida (10k, de novo) para a manhã seguinte ao supper club. Então esse foi um fim de semana, eu diria, produtivo. Mesmo indo dormir mais tarde no sábado, acordamos bem no domingo, e embaixo de chuva fomos para a largada da corrida na Trafalgar Square. Os pés estavam ensopados antes da marca do primeiro quilômetro, mas os treinos constantes provaram sua eficiência e pela primeira vez corremos 10 quilômetros em menos de uma hora (57 minutos).

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E pensar que fizemos essa mesma prova ano passado com o tempo de 68 minutos. Por isso que eu digo: não adianta ter pressa, mas tem que ter consistência!

Pra quem me pede dicas de corrida, esse post que fiz há alguns meses continua válido. Pensei em escrever uma atualização, mas está bem completo (modéstia a parte) e por enquanto eu não tenho nada a acrescentar.

Roku, o Dachshund

Outro dia, no Instagram, me deparei com um apelo: uma pessoa tinha achado um cachorrinho velho e doente que havia sido abandonado na rua. Essa pessoa pegou o cachorrinho e o levou até um abrigo - mas o abrigo só poderia ficar com ele mais um dia, e se ninguém o adotasse, ele seria colocado pra dormir.

E como ele precisava de muitos cuidados - seu estado de saúde era grave - essa pessoa decidiu começar uma vaquinha online pra arrecadar uma grana pra poder cuidar do cachorrinho e achar um lar para ele.

O cachorrinho se chama Roku, e felizmente a vaquinha foi um sucesso e ele já passou pelo pior. Está com uma família temporária até encontrar um lar definitivo, e está muito feliz. Eu recebo updates regulares por email sobre a evolução do Roku (porque eu ajudei na vaquinha). E eu adoro receber esses updates.

Eu só queria compartilhar isso pra mostrar que tem coisa legal rolando no mundo. E o querido Roku é prova disso!

Roku manda dizer: sua bondade e generosidade será apreciada pelos outros

Se você quer ajudar o Roku ou saber mais sobre a história dele, clique aqui.

Leitura: The Art of Asking, Amanda Palmer

Esse livro foi recomendado pelo Daniel, que escreve o blog Ducs Amsterdam, durante a sua palestra no Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros que rolou no Porto em novembro de 2015. Segundo o Daniel, todo mundo que quer ganhar dinheiro fazendo alguma coisa criativa precisa ler esse livro. Então resolvi comprar e ler de uma vez, já que o título também tem tudo a ver com uma das coisas que quero colocar em prática esse ano (pedir mais).

A Amanda Palmer é uma cantora e música americana (eu já falei sobre ela aqui no blog) que começou sua jornada artística posando como estátua viva na rua. Desde então ela conta com os seus fãs para conseguir financiar seus projetos musicais (incluindo uma campanha de sucesso no Kickstarter que gerou mais de 1 milhão de dólares).



Por causa desse método de trabalho, ela foi convidada a falar em um TED, e foi a repercussão dessa palestra que resultou no livro. Aparentemente, muita gente ainda hesita em pedir e aceitar ajuda, e a trajetória da Amanda é um exemplo ótimo de como construir um público alvo e contar com ele para seguir em frente com os seus projetos.



Recomendo! Apesar das muitas metáforas (sou uma pessoa objetiva, lembram?) e de algumas passagens um pouco repetitivas, o livro é ótimo. Se você ainda não assistiu a palestra dela no TED, veja, e se puder leia o livro!

Londres iluminada

Se você vê minhas fotos no Instagram, acompanha meus devaneios no Snapchat ou lê os posts no Aprendiz de Viajante já deve estar de saco cheio desse assunto, então volte uma casa e aguarde o próximo post.

Semana passada Londres recebeu seu primeiro festival de luzes, o Lumiere London. Foram mais de 30 instalações espalhadas pelas regiões de Kings Cross, Mayfair, Piccadilly e Westminster. Como tudo que é novidade em Londres, foi um sucesso.

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Apesar da falta de divulgação e do fato que a programação completa foi pro ar em cima da hora, as redes sociais espalharam a novidade e o resultado foi um sucesso. Os londrinos vestiram seus casacos mais quentinhos e saíram a caça ao tesouro para ver de perto as obras.

O festival foi de quinta a domingo, e no sábado era tanta gente na rua que a polícia acabou solicitando que algumas instalações fossem desligadas mais cedo que o horário previamente divulgado (22:30). Apesar da multidão, não houve pânico e a atmosfera na rua era muito boa, as pessoas estavam encantadas e curtindo muito a chance de poder caminhar por ruas do centro, que estavam fechadas para a a circulação de carros.

Eu e o Martin fizemos a peregrinação das luzes no sábado, e valeu muito a pena. Espero que o Lumiere London passe a ser um evento anual, e atraia cada vez mais artistas e espectadores!



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Londres mesmo

Achei esse vídeo interessantíssimo no canal do Londonist (em inglês), que mostra as variações perimetrais (eu acho que eu inventei essa expressão, mas me parece tão correta que eu vou deixar aqui) da cidade. Onde termina Londres? Morar perto de uma estação do metrô significa que você mora em Londres? O prefixo da sua linha telefônica é 020? E isso 'conta' como morar em Londres? E o seu CEP?

Enfim, é bem legal. E só pra constar: eu moro em Londres - nosso apartamento se encaixa em todos os 'requisitos' mencionados no vídeo.

Exposição: Samuel Pepys - Plague, Fire, Revolutions

Imagina que daqui a 350 anos alguém 'encontra' esse querido bloguinho nas profudenzas da internet e chega a conclusão de que ele é importantíssimo pra história do país, pois sua autora (oi!!!) testemunhou alguns dos acontecimentos chave de sua geração.

Bom, isso não vai acontecer, e foi um paralelo tosquíssimo pra dar um apanhado geral da exposição que está em cartaz no National Maritime Museum aqui em Londres (que fica no meu bairro, Greenwich).

Samuel Pepys, um moço classe média do século 17, escreveu um diário entre 1660 e 1669. Sabe o que aconteceu nessa época em Londres? A epidemia de peste bubônica, o grande incêndio, casamentos e coroações na família real.

Isso sem contar a decapitação de um rei, também testemunhada por ele, mas antes de ele escrever o diário.

O diário de Samuel Pepys é a base para essa exposição incrível, que é uma verdadeira aula de história sobre Londres. Além de quadros, artefatos, vídeos e áudios que dão diversos detalhes sobre esses acontecimentos, aprendemos também sobre o próprio Samuel Pepys (o sobrenome pronuncia Pips). Entre outras coisas, ele foi um cara que gostava de ir ao teatro, que trabalhou na marinha (mas não como marinheiro, ele gerenciava em terra) e que encarou uma cirurgia para retirar uma pedra na bexiga - SEM ANESTESIA.

A exposição acontece até o dia 28 de março, e o ingresso custa £10.80 (o acervo do museu pode ser visitado gratuitamente).

5 coisas que eu quero fazer em 2016

1. Correr uma meia maratona
A inscrição está feita e o treinamento em andamento. O mais difícil é ter que falar não para os convites dos amigos pra jantar/beber durante a semana. Mas acho que será recompensador - as vezes minha motivação enquanto estou correndo é pensar na reta final e na satisfação de cruzar a linha de chegada. Minha imaginação vai muito, muito longe enquanto eu corro, vocês não tem ideia.

2. Terminar de escrever um livro
Começado está. E quem sabe dá até pra publicar esse ano, mas vou colocar os pés no chão e ficar satisfeita se eu terminar de escrever. Afinal, entre escrever e publicar há um longo processo - que envolve outras pessoas, dinheiro e muito tempo (você já conhece o meu primeiro livro?)

3. Fazer algum curso
Quero alguma coisa de colocar a mão na massa, como cerâmica ou tapeçaria. Alguma técnica que eu aprenda e consiga fazer depois, em casa. Há anos (muitos, muitos) eu aprendi a fazer vela e fiz muito na época - adorava fazer e acho que até hoje conseguiria, se ainda tivesse o equipamento.

4. Aplicar para trabalho voluntário
Mais especificamente, em uma instituição cultural. Aqui em Londres existem dezenas de museus, e vou tentar me organizar para ser voluntária em algum deles, mesmo que seja algo temporário. Os museus mais conhecidos tem escassez de vaga para voluntários (afinal, quem não gostaria de ser voluntário na Tate?), mas quem sabe algum outro menor precise mais de um par de braços (e um cérebro) extra?

5. Pedir mais
Eu não tenho jeito para pedir/vender/negociar. E acho que estou perdendo muitas oportunidades por causa disso. Em 2016 eu vou pedir mais (claro, sendo sensata). No fim de 2015 eu tive uma ideia e decidi pedir no trabalho. Eu aguardava um não, mas a resposta foi sim. Então preciso parar de 'morrer de vergonha' e pedir.

Os melhores livros de 2015 - segundo meu pai!

Meu pai anda cheio das ideias para os meus blogs. Outro dia sugeriu que eu fizesse um top 3 dos livros que li em 2015. Eu então falei: 'faz você que eu coloco no blog!'. E ele fez - então lá vai, contribuição do véio para a sua lista de leitura de 2016!

"Mais um ano em que li muitos livros maravilhosos . Mas vou falar de três que por razões diversas estou considerando como destaque.

A Marca Humana - Philip Roth
Meu velho e conhecido escritor americano. Todo ano torço para que ele ganhe o Nobel de Literatura e, nada. O personagem, reitor de uma universidade, é dispensado, por um suposto comentário racista pronunciado na sala de aula. Exatamente ele, descendente de negros mas que renegou a família, abandonando-a, pois pela cor de sua pele , podia passar por branco. Além disso, tem um envolvimento com uma funcionária do serviço de limpeza, que é analfabeta. Tipo de trama de tirar o folego. Muito bom.

A Memória de Todos Nós - Eric Nepomuceno
Este escritor brasileiro, que traduziu também obras de diversos escritores latino americanos, faz neste livro um relato do tenebroso período das ditaduras na América Latina. São narrativas acerca de trajetória de alguns personagens marcantes, que não são únicos, mas exemplos do que aconteceu em todos os países que passaram por esse pesadelo. Quando vemos alguém numa manifestação, portando uma faixa a favor da ditadura, logo vem o pensamento de que esse livro do Nepomuceno faria um bem danado para essa pessoa.

Treze Contos - Anton Tchekhov
A grande surpresa do ano. Aliás, escritores russos sempre surpreendem. Comprei esse livro numa banca de revista no aeroporto do Rio de Janeiro, numa conexão pra Aracaju. A contra capa, na parte final diz : temos nessa seleção verdadeiras obras primas que passeiam livremente entre o cômico e o trágico, elementos complementares nas tristezas humanas, na visão do autor. É um livro maravilhoso cada conto melhor que o outro , o cotidiano expresso de maneira única."

(dei uma leve bronca no meu pai porque ele não indicou nenhum de autoria de uma mulher. Fica a dica, inclua mais autoras em suas leituras!)

Feliz ano novo!

Dei o pontapé para meu ano novo já há algumas semanas. Eu sou uma boa procrastinadora, então estou orgulhosa do meu esforço de ter começado projetos novos (como o Conexão Feminista e alguns guias novos - mesmo que não saiam do papel, estou satisfeita de ter tido a energia pra começar) ainda no fim de 2015.

Em 2015, com a companhia do Martin, me tornei uma corredora assídua. Fiz várias provas de 10km e melhorei muito minha resistência. Fiquei tão confiante que fiz a inscrição para uma meia maratona, que será em maio de 2016. Então taí, um dos objetivos do ano novo é terminar essa meia maratona, e continuar correndo.

Em 2015 a gente teve a companhia dos nossos pais. E viajamos com eles. Foi muito legal tê-los mais uma vez aqui, na nossa casa.

Em 2015, viajamos bastante. Entre outras coisas, vimos a Aurora Boreal logo no começo do ano, Voltamos ao País de Gales e terminamos o ano curtindo um mercado de Natal na Alemanha. Eu fui ao Porto para um encontro de blogueiros e dei uma palestra!

Em 2015 eu publiquei a versão impressa do meu Guia de Londres. Cada vez que recebo uma venda no meu email meu coração enche de felicidade.

Em 2015 eu fui convocada para ser juri em um tribunal criminal. Acho que foi a coisa mais importante e mais emocionante que já fiz na vida. Volta e meia lembro das pessoas que conheci lá e dos casos que ajudei a dar um fim.

Em 2015 eu e o Martin completamos 10 anos de casados! E eu ganhei um marido 'renovado', que resolveu emagrecer e já perdeu mais de 20 quilos.

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Em 2015 eu trabalhei como nunca. No trabalho 'oficial' e também no Aprendiz de Viajante. Foram poucos os momentos livres, sem eu estar na frente do computador. E por isso acho que em 2015 eu encontrei meus amigos com menos frequência.

Em 2015 eu me rendi so Snapchat e aprendi a editar vídeos. Mas passei a ver menos televisão e fui muito pouco no cinema. Li bastante, e continuo a começar um livro assim que termino o anterior. Não me rendi ao Kindle e nem pretendo.

Se 2016 for um pouquinho assim, tá bom demais!

FELIZ ANO NOVO!

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700 mil

O Facebook se comporta de maneiras diferentes com pessoas e com páginas. Como pessoa, eu acho o Facebook uma ferramenta sensacional (nem preciso explicar porque), mas como empreendedora, ele me dá nos nervos.

Construir uma página de um negócio no Facebook é lidar com frustrações diárias. Parece que o tio Mark está do outro lado do computador esfregando as mãozinhas e soltando uma risada maldosa enquanto você tenta promover seu negócio e vender seus produtos. Cada nova curtida é uma vitória, mas aí rapidamente nos lembramos que tio Mark é mais poderoso. Ele esconde nossas postagens, impede nosso crescimento.

Quer crescer? Pague. Pagou 10? É pouco. Bota mais 20 que eu juro que mostro tua página pra mais gente. E a gente tenta uma ou duas vezes, investimos nosso rico dinheirinho obtido com os valiosos cliques dos nossos leitores e então aprendemos que tio Mark quer mais, sempre mais.

Poxa tio Mark. Assim não dá. Vai ter que ser sem dinheiro mesmo, ou como falamos no mundo das redes sociais, crescimento orgânico. Conquistando cada curtida uma a uma, criando uma estratégia, engajando nossos leitores e seguidores com assuntos e imagens interessantes, que acrescentam algo.

E assim, chegamos aos 700 mil seguidores na página do Aprendiz de Viajante. SETECENTOS MIL!

Tio Mark chora. Gosto de imaginá-lo convocando uma reunião para entender como um blog brasileiro que escreve sobre viagens conseguiu conquistas 700 mil seguidores sem impulsionar postagens. Porque, se a gente estuda os algoritmos e jeitinhos que o tio Mark inventa, ele também deve estudar os nossos, não?

; )

Leitura: Onze Semanas, Ernani Lemos

Ganhei esse livro da Carol e acabei passando ele na frente dos vários outros que estão aguardando a vez na minha estante porque me pareceu uma leitura fácil, gostosa, e eu estava querendo 'relexar' depois do último livro, que foi bem pesado.

Realmente o livro é fácil de ler, vai rapidinho, mas a história não é 'light'. Trata-se do processo de reconciliação entre mãe e filha, sendo que a mãe está no leito de morte.

Eu gostei, mas também achei que as revelações mais importantes são feitas todas 'juntas'. Explicando melhor: na primeira metade a gente tenta adivinhar o que de tão ruim pode ter acontecido pra separá-las, e quando o motivo é revelado, várias outras 'bombas' caem também.

Achei um pouco estranho o fato de se passar na Inglaterra e alguns personagens terem nomes como 'Meg', 'Paul' e 'Alfred', sendo que o autor é brasileiro e o livro foi escrito em português. Não que tenha interferido na qualidade da história, mas em alguns momentos me parecia que o texto havia sido traduzido.

Eu esperava outro final, e que a personagem principal fosse menos autodepreciativa (é assim que escreve), mas isso é apenas birra minha, talvez porque eu estava torcendo pra ela ser mais feliz.

Inverno primaveril

Acho que não está acontecendo apenas em Londres, mas também em diversas outras regiões da Europa (de acordo com o que eu vejo no Snapchat!), um 'inverno primaveril'. As temperaturas estão bem acima da média para essa época do ano, chegando até mesmo na casa dos 20 graus em algumas horas do dia.

Pode até parecer boa notícia a princípio (principalmente pra quem reclama do frio o inverno inteiro!), mas eu acho assustador. Até algumas flores estão brotando, o que mostra que a natureza também está confusa. 15 graus as 7 da manhã no meio de dezembro? Alô, aquecimento global! E não é um dia ou uma semana - isso já está acontecendo há pelo menos duas semanas e a previsão não vê sinais de dias mais gelados até o fim do ano.

Ano passado já foi assim, um dezembro ameno, cerca de 10 graus em média. E a cada ano aqui eu noto que está ficando menos frio. Eu sei, uma hora a frente fria chega e a temperatura vai despencar, mas isso não compensa o fato da gente estar usando jaqueta jeans essa época do ano. Era pra todo mundo estar de cachecol, gorro, luvas.

Não é normal, não é bom. Prefiro o frio extremo ao fim dos tempos!

Reencontros reais

A gente sempre acha interessante quando uma amizade que começa virtualmente acaba migrando pra vida real. Mas é também tão bacana quando alguém que a gente conhecia ao vivo e a cores de repente reaparece na sua vida através das redes sociais.

Hoje de manhã fui surpreendida com uma mensagem no Facebook, de uma amiga da faculdade - não apenas amigas, mas minha 'flatmate', pois nós dividimos um apartamento por um ano! Ela acabou ficando nesse apartamento depois que eu saí, mas acho que a convivência foi tão intensa que a gente foi perdendo contato depois que a faculdade terminou.

Que bem que faz a passagem do tempo: hoje quando li a mensagem dela me veio um sorriso imenso, e eu esqueci de todo e qualquer desentendimento que a gente teve naquela época. Até falei pra ela, que olhando pra trás a gente tirou nosso convívio de letra!

Enfim, um bom começo de fim de semana!