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Spectacles


Já não é novidade que eu adoro o Snapchat e provavelmente serei a última a sair de lá. Adoro a interação da rede e as pessoas que conheci por lá. E agora tenho mais uma razão para continuar me divertindo: tenho o Spectacles.

O Spectacles é um óculos de sol com uma câmera embutida, pra fazer snaps! Ele está a venda apenas nos Estados Unidos e já foi lançado há uns meses (mas claro que tem vários disponíveis no Ebay), mas o Martin esteve em Chicago semana passada e trouxe um pra mim.

O mais legal é que (eu acho) os óculos bem bonitos. Nada daquela coisa cafona do Google Glass. Você pode realmente usá-los como óculos de sol. Claro que é um tantinho mais pesado por causa da câmera e da bateria, mas ainda assim, nada que faça muita diferença no dia a dia.

Eu testei meus Spectacles quando fui correr, e deu super certo. E isso é ótimo, pois é impossível fazer Snapchat com o celulae enquanto você corre, mas com os óculos é bem tranquilo - só apertar o botão no aro e pronto, ele começa a filmar os 10 segundos. Outras pessoas que eu sigo no Snap e também tem os Spectacles já usaram eles pra andar de bicicleta, dirigir, fazer stand up paddle e andar de caiaque.

Tenho certeza de que jajá o dono do mundo Facebook aparece com algo do tipo...

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#EverestNoFilter


O Snapchat é mesmo uma imensa ponte. Por causa dele, nós podemos acompanhar os montanhistas Adrian Ballinger e Cory Richards em sua subida no Monte Everest, sem oxigênio suplementar (ambos já chegaram ao topo outras vezes). Sim, eles estão lá nesse momento (há muitas semanas), e estão transmitindo tudo pelo aplicativo.

Nas próximas 48 horas eles devem chegar no topo, e as expectativas são grandes para os seguidores do Snapchat! Há todo um suporte tecnológico envolvido, que até agora funcionou muito bem. É maravilhoso poder seguir a jornada deles e ver um pouco desse lugar que muito provavelmente eu nunca vou conhecer.

Pra quem não tem Snap, eu aconselho instalar ainda hoje só pra acompanhá-los (o perfil é EverestNoFilter). E alguns dos snaps estão indo parar no YouTube:



O Instagram perfeito


Eu amo amo amo o Instagram. Conheci tanta gente legal lá, descobri tantos lugares para visitar em Londres e outras cidades, fora que é uma ótima maneira de saber por onde andam os amigos e conhecidos.

Eu costumo levar o nome dessa rede social a sério: Instagram = foto instantânea. Prefiro postar fotos que tiro com o meu celular mesmo, e que mostram o que estou fazendo naquele momento ou, no máximo, algumas horas ou um dia atrás. Há quem guarde um arquivo de fotos pra ir postando aos poucos, e há que publique apenas imagens profissionais, tiradas com câmeras potentes mesmo. Afinal, muita gente usa a rede para divulgar seus serviços, e quem não gosta de uma foto bem linda, não é mesmo?

Mas uma tendência mais forte no Instagram é a de deixar o feed uniforme. Ou seja, em vez de pensar apenas nos filtros aplicados na foto individual, a pessoa posta apenas imagens que combinem entre si, criando assim um estilo próprio. Por exemplo, apenas fotos com fundo branco, ou usando sempre o mesmo filtro, ou sempre muito coloridas. Eu acho lindo, acho mesmo, e até pensei em deixar o meu assim (tipo isso aqui).

Só que percebi que não funciona pra mim. Como falei antes, gosto de registrar o momento. Uso filtros e ferramentas pra deixar a imagem mais bonita, confesso, mas deixar de postar algo porque não combina com o que postei anteriormente? Ah não! Cheguei a fazer um curso para melhorar o feed do meu Instagram (um curso online, em vídeos) e me arrependi amargamente do dinheiro gasto. Escolher uma paleta de cores? Palavras chave? Parar de publicar fotos que "não agradam"? Não, obrigada.

Acho que isso casa com o que escrevi recentemente, sobre as excessivas trilhas sonoras no Snapchat. Todo esse lance de planejamento, preparação, pra uma coisa que pode ser bonita se for simples mesmo.

Bom, vou continuar com o meu Instagram bagunçadinho, ora colorido, ora preto e branco, ora saturado, ora apagado.



Silêncio


Vocês sabem que eu sou a maior defensora das redes sociais e odeio essa pentelhação de "ai, a internet acabou com a interação das pessoas ao vivo e a cores, ai que horror todo mundo é viciado nos seus telefones, ai que saudades de antigamente...", realmente detesto esse papinho. Então quando eu critico alguma coisa da vida online, podem crer, eu pensei muito antes.

Como a gente tá sempre com o celular na mão, sempre assistindo alguma coisa, sempre interagindo, eu tenho sentido falta do silêncio. E notei isso por causa do Snapchat. Sei lá o que aconteceu, que um monte de gente que eu sigo/assisto, começou a fazer snaps com música de fundo. Além de mostrar a paisagem, a pessoa vai lá e joga uma trilha sonora junto. E não é uma pessoa (sem indiretas gente), e não é vez ou outra. Tá todo mundo fazendo isso! Fico me sentindo uma criança de 2 anos, sabe? Que precisa ser entretida o tempo todo, até quando tá almoçando? A diferença é que tenho 36, e consigo apreciar a paisagem sem barulhinho de fundo.

Eu fico imaginando o trabalho que dá pra fazer snaps assim. Abre o app de música, escolhe uma música que "combine" com o que será mostrado, abre o snap e filma. Já foi toda a espontaneidade do momento. Fica um negócio totalmente planejado. A pessoa fica ali na calçada, ou no topo de uma montanha, parada, lidando com um monte de apps abertos, pra filmagem ficar "melhor" e agradar os espectadores.

Gente, nem tudo precisa de trilha sonora. A gente pode andar na rua ouvindo os carros, andar na trilha ouvindo o vento e na praia ouvindo o mar. Eu sou super a favor de mostrar a vida no Snapchat, fazer fotos lindas pro Instagram e participar de discussões no Twitter. Mas deixa eu ver como é mesmo? Tira a musiquinha de fundo? Se eu quero ouvir música, eu tenho minha própria playlist!

Valeu ; )

Já fui


A turma do "já fui" só aparece pra comentar naquela sua foto bacana do Instagram justamente pra escrever isso: já fui! Acho incrível como as pessoas tem o dom de transformar um momento de outra pessoa no momento delas. Podem notar: em qualquer foto de viagem de qualquer pessoa é muito mais fácil encontrar comentários do tipo "já fui" ou "amo esse lugar" ou "que saudades" do que coisas como "que foto bonita", "que delícia de férias" ou "que legal que você está gostando".

Não estou dando indireta pra ninguém, até porque tenho certeza de que eu já fiz isso (e me dei conta depois de ler alguns tuítes de uma amiga comentando esse fenômeno). Mas não deixa de ser irritante. Que necessidade louca de deixar claro que a gente já esteve em tal lugar antes daquela pessoa! A gente se apropria de tudo, até mesmo do momento alheio.

Tem gente que nunca aparece, mas basta eu colocar uma foto de um lugar pelo qual essa pessoa já passou, que lá vem o "já fui".

Resolvi tirar um sarro desses comentários bizarros e fiz um vídeo com o Rafa Maciel, um Youtuber profissa e um querido que mora aqui em Londres. Se você se reconheceu em alguma dessas situações, não tema: quem nunca, não é mesmo?

Eu em outros canais


Não há dúvida da força do YouTube, e quem percebeu isso há mais tempo conseguiu criar uma audiência fiel e muito engajada. Eu só fui conhecer o trabalho da Jout Jout depois de ela já ter estourado, mas nunca é tarde para aprender, certo? Tanto que estou usando a plataforma para falar do meu assunto preferido - feminismo - com uma das minhas melhores amigas.

Mas além disso, uso o YouTube também para subir vídeos de viagens, falar sobre Londres e aparecer no canal dos outros. Pois é, nesse último mês eu fiz duas 'aparições especiais': na seção Papo de Pub do canal do Rafa Maciel e mais recentemente apresentei meu bairro para a equipe do Londres na Lata.

Conquistar audiência no YouTube não é nada fácil, e esses dois conseguiram e continuam a produzir conteúdo de ótima qualidade para seus ávidos fãs. Muito obrigada a eles por terem me chamado para participar. Espero que vocês curtam, em ambos conto um pouco da minha vida em Londres, e, é claro, falo do meu guia.



700 mil

O Facebook se comporta de maneiras diferentes com pessoas e com páginas. Como pessoa, eu acho o Facebook uma ferramenta sensacional (nem preciso explicar porque), mas como empreendedora, ele me dá nos nervos.

Construir uma página de um negócio no Facebook é lidar com frustrações diárias. Parece que o tio Mark está do outro lado do computador esfregando as mãozinhas e soltando uma risada maldosa enquanto você tenta promover seu negócio e vender seus produtos. Cada nova curtida é uma vitória, mas aí rapidamente nos lembramos que tio Mark é mais poderoso. Ele esconde nossas postagens, impede nosso crescimento.

Quer crescer? Pague. Pagou 10? É pouco. Bota mais 20 que eu juro que mostro tua página pra mais gente. E a gente tenta uma ou duas vezes, investimos nosso rico dinheirinho obtido com os valiosos cliques dos nossos leitores e então aprendemos que tio Mark quer mais, sempre mais.

Poxa tio Mark. Assim não dá. Vai ter que ser sem dinheiro mesmo, ou como falamos no mundo das redes sociais, crescimento orgânico. Conquistando cada curtida uma a uma, criando uma estratégia, engajando nossos leitores e seguidores com assuntos e imagens interessantes, que acrescentam algo.

E assim, chegamos aos 700 mil seguidores na página do Aprendiz de Viajante. SETECENTOS MIL!

Tio Mark chora. Gosto de imaginá-lo convocando uma reunião para entender como um blog brasileiro que escreve sobre viagens conseguiu conquistas 700 mil seguidores sem impulsionar postagens. Porque, se a gente estuda os algoritmos e jeitinhos que o tio Mark inventa, ele também deve estudar os nossos, não?

; )

#PrimeiroAssédio

Se você estava plantando batatas em Marte nas últimas semanas, existe a possibilidade de você ter perdido a hashtag #primeiroassédio no Twitter. Bom, então vai lá, que rapidinho você vai entender do que se trata e entender como essa história começou. Mas se você tá sem tempo e precisa de um atalho, assista esse vídeo da Jout Jout:



Eu sou apaixonada por causas feministas e vocês já leram aqui sobre o projeto Everyday Sexism e a campanha No More Page 3. Eu também acompanho de perto o Think Olga no Brasil, que sempre lança campanhas incríveis como o Chega de Fiu Fiu e agora também foi responsável pela hashtag #primeiroassédio.




E essa hashtag, juntamente com o vídeo da Jout Jout, me fez pensar (quer dizer, relembrar) nas minhas experiências de assédio. Que né, desde que me entendo por gente achei 'normal', 'corriqueiro', a ponto de nunca ter conversado sobre isso com ninguém. Já sofri assédio sozinha, com amiga, com a minha irmã e até com a minha mãe. Engraçado isso, porque acontece com todas nós e a gente nem tchuns, nem acha que vale a pena colocar o assunto em pauto no almoço de família ou nas conversas com as amigas.



Tá mais que na hora da gente fazer barulho.

UPDATE: comecei uma conversa sobre esse assunto em um dos meus grupos de amigas no WhatsApp. TODAS com histórias horrorosas pra contar. A gente se conhece muito bem, somos amigas muito próximas, e é a primeira vez que contamos essas histórias umas pras outras.

Cadê os posts que estavam aqui?

2014 foi o ano com o menor número de posts nesse bloguinho. Foram 85 posts, 12 a mais do que em 2004, sendo que em 2004 o blog nasceu em agosto. Desde 2009 (ano que publiquei 367 posts) vem acontecendo essa diminuição, e me pergunto se esse será o fim natural não apenas desse, mas de muitos outros blogs que tem essa pegada mais pessoal.

Um monte de blogs pessoais que eu lia quando comecei a escrever 10 anos atrás já não existem. Alguns viraram blogs temáticos, outros misturam posts pessoais e de lifestyle (família, decoração, gastronomia) com posts de viagens. Enfim, cada um tomou um rumo.

Acho que muita coisa que antes se tornaria tema para post hoje vira foto no Instagram, pensamento solto no Twitter ou divagação no Facebook. E claro, quando o assunto é viagem, o post (ou melhor, os posts) vai parar lá no Aprendiz de Viajante.

E claro que aos 24 anos, idade que eu tinha quando publiquei o primeiro post aqui, eu tinha uma cabeça muito diferente. Na época o blog era meio escondido, então eu não me policiava: já falei mal do trabalho, já soltei os cachorros em cima de chefe, já divaguei sobre planos para o futuro, coisas que hoje em dia prefiro não compartilhar no blog.

Uma coisa que sinto muita falta aqui, e que me faz ficar mais nas redes sociais, é a interação. Seja um reply de um tuíte ou um comentário em uma foto no Instagram, sinto que estou sendo 'ouvida' muito mais do que sou aqui. E aí me pego pensando: então é pra encher meu ego que tenho esse blog?

Deve ser! E por enquanto ele vai continuar onde está, independentemente da quantidade de postagens. E fica aqui a minha primeira divagação de 2015.