Leitura: O Apanhador no Campo de Centeio, JD Salinger

Esse foi meu último livro de 2013 (terminado dia 31/12)  e estou postando aqui mais para constar do que para comentar.

Eu sabia da fama do livro mas nem sabia qual era a história - gostei e entendi o porquê de tanto sucesso, e tanta polêmica quando foi lançado (li que chegou a ser censurado em algumas escolas, ao mesmo tempo que foi um dos livros mais lidos! Doido).

Enfim, pensando seriamente em ler Franny & Zooey.


Feliz 2014!

Um ano muito feliz pra todo mundo!


Exposição: Turner & the Sea

Depois que o National Maritime Museum, museu que fica no Greenwich Park, bem perto da minha casa, ganhou uma ala nova, tem organizado exposições muito boas. A mais recente, que vai até abril de 2014 foca nas obras de Turner que tem o mar como pano de fundo.


A primeira vez que vi o trabalho de Turner foi em uma exposição na National Gallery, focada no trabalho dele inspirado pela obra de Claude.

Aqui, você ainda vê a mesma luz hipnotizante, mas o personagem principal é mesmo o mar: seja em cenas de batalhas, de uma paisagem calma ou então de pescadores indo trabalhar.

Além das obras do Turner estão expostos também quadros de outros artistas, que abordaram o mesmo tema - seja na mesma época ou então que serviram de inspiração ou foram inspirados por ele.

A exposição vai até o dia 21/04/2014, custa £10 para adultos e está mesmo sensacional.

Se você gosta muito de Turner, também não deixe de visitar a Tate Britain, que tem uma ala inteira dedicada a ele (veja o videozinho abaixo, que postei no Instagram há algumas semanas):

Leitura: Jane Eyre, Charlotte Brontë

Terminei de ler Jane Eyre no dia que chegamos em Paris - foi uma leitura de certa forma surpreendente: eu sabia que ia gostar (já estava familiarizada com a história) mas não imaginava que ia me prender tanto, dar aquela "sede" de acabar logo, sabe?

A história é uma espécie de auto-biografia, contada pela própria Jane Eyre, uma órfã que teve uma infância difícil pois foi deixada com uma tia que não gostava dela e que acabou a colocando em um internato de regime rigoroso. Bom, depois de anos nesse internato, como aluna e professora, Jane acha um emprego em uma casa, onde conhece e se apaixona Mr. Rochester.

Apesar de ser moralista, a história também tem críticas as diferenças sociais e até referências ao feminismo, mas é o romance entre Jane e Mr Rochester que amarra todas as pontas.

Natal parisiense

Passando Natal em Paris pela primeira vez, mas com uma bela ceia brasileira na casa dos amigos.

Um ótimo Natal pra todo mundo!

No repeat: 500 miles, The Proclaimers

Pra comemorar o início das mini férias de Natal/Ano Novo, estou escutando essa música sem parar. Sei la porque, mas a melodia é animada e me faz querer sair na rua cantando e abraçando pessoas.

Guilty Pleasures

Poxa, eu ter levantado a bunda do sofá num sábado a noite pra ir dançar com as minhas amigas merece menção aqui né?

Tava bom viu? Dançar é bom, ao som de músicas dos anos 80 é ótimo, em compania de uma turma incrível então.... dá até repeteco!!




A quem interessar possa, os detalhes da balada eu escrevi lá no Aprendiz de Viajante.

Semaninha

Esqueceram de avisar lá no meu trabalho que a semana que antecede o break de Natal/Ano Novo foi feita apenas para enfeitar o calendário, coisa meramente decorativa.

Trabalhar a essa altura do campeonato só me faz querer me aposentar mais cedo. Cabô minha energia, cabô minha inspiração e é claro, cabô minha paciência com tudo que diz respeito a rotina do escritório. Gente, até a máquina de café quebrou.

Socorro, como eu vou conseguir sair da cama e me arrastar pro escritório mais 3 dias eu não sei. Boa sorte pra mim!

Fim de semana

Um resumo do fim de semana em imagens:

Dirigimos até um pub no condado de Kent para o almoço do domingo. Mal dá para acreditar que a 40 minutos de Londres podemos encontrar um visual como esse:


Resultado da minha terceira visita a Cambridge, no sábado:



Passeio de barquinho pelo rio Cam, em Cambridge:



O fim de semana começou mais cedo, pois fiquei em casa na sexta para receber nossos hóspedes parisienses. O dia terminou com uma caminhada pelo bairro, inclusive uma passadinha pelo mercado que está todo iluminado para o Natal:



Nossa estação de trem pela manhã, com as plataformas cobertas por uma fina camada de gelo:

Poucas palavras, muita fotos

Olha, se o Instagram tivesse link com o Blogger, a coisa aqui estaria mais movimentada.

Não é falta de assunto, acho que só um cansaço de fim de ano. Estão acabando as minhas palavras! Já gastei quase toda cota de 2013.

Vou dar uma recarregada no vocabulário ali e ja volto!


5 anos

Completando hoje 5 anos em terras britânicas - as vezes parece que cheguei ainda outro dia, mas outras vezes a sensação é de que estou aqui há muito mais tempo.

Tínhamos planejado sair pra jantar e comemorar, mas o cansaço (dos dois!) falou mais alto e resolvemos celebrar no quentinho do apartamento mesmo. Até porque não tem um dia que eu não pense comigo mesma o quanto gosto de morar aqui. Estou feliz, o que é já é comemoração suficiente!

A saudade existe, mas consigo contorná-la como dá. Viva o Skype, viva o Whatsapp, viva meu bom e velho email do hotmail, viva esse blog e viva as grandes amigas que estão sempre ao meu lado, mesmo a tantos quilômetros de distância! Vocês sabem quem são ; )

E é claro, esses 5 anos aqui jamais seriam tão bons sem a minha gangue. Vocês também sabem quem são.

Apesar do stress atual, acho que o meu trabalho também faz parte da nossa bem sucedida adaptação, e justamente hoje, uma data emblemática, ganhei esse presente de uma colega de trabalho muito, muito querida.


Pode ser que eu mude de ideia, mas por enquanto o que desejo é estar aqui nos próximos 5 anos.


Leitura: Leite Derramado, Chico Buarque

Quase ia esquecendo de falar desse livro, já terminado ha uma semana - é um dos livros da leva que trouxe do Brasil (ou melhor, afanei da estante do meu pai). Algumas pessoas já tinham me falado muito bem dele, inclusive uma amiga que tem o gosto literário bem parecido com o meu.

E olha, gostei, mas não a ponto de amar e recomendar. Ou melhor, não a ponto de querer ler outro livro dele (mas né, quantas vezes não gostamos de um livro de certo autor e adoramos outro?). Acho que o que pesou mais contra, pra mim, foi que fica um tanto quanto cansativo, os capítulos são todos muito iguais.

Alguém mais aí achou que a história lembra um pouco o "Cem Anos de Solidão"? Eu achei muito, será que estou viajando? Um personagem contando a saga de uma família, o mesmo nome repetido em várias gerações... enfim, seria legal se o Cem Anos tivesse tido alguma influência : )

Instawork

Apesar do site onde trabalho ser fechado para assinantes, a gente tem muito conteúdo público: o blog, onde postamos novidades sobre produtos, lojas e eventos; o tumblr, que é um canal de inspiração com images lindas dentro do tema CMF (abreviação para colour, material and finishings - cor, materiais e acabamentos), a página do facebook, que é atualizada com postagens provenientes do tumblr e do blog; o twitter, para notícias mais rapidinhas, e agora também o instagram, onde publicamos fotos que tiramos em eventos, feiras, lançamentos para imprensa e em visitas a lojas de design e decoração.

Então, se você gosta desse assunto, siga ==> instagram.com/homebuildlife


Offline? Isso existe?

Acabei de ler um texto que uma amiga compartilhou no Facebook: uma menina que escreveu sobre sua saída do próprio (que ironia hein, e o texto dela bombando por lá), e, como a maioria que faz o mesmo, desdenhando os que ficam.

É claro que nem todo mundo gosta de Facebook (alguém gosta?) e afins, mas me tira do sério esse povo que se diz "cansado" da vida online, que quer "voltar a realidade", "redescobrir relacionamentos reais" (sério, eu li isso) etc etc etc.

Eu acho que essa história de real x virtual está muito ultrapassada, a vida online É REAL. Óbvio que existem exageros, como em tudo mais nessa vida, mas me cansa esse papinho de que "ai prefiro conversar com os meus amigos numa mesa de bar" - eu prefiro conversar com os meus amigos e ponto. Aliás, se não fossem as diversas ferramentas online que uso diariamente, falaria muito menos com os meus amigos.

E garanto que por isso nossos encontros na mesa do bar são muito mais animados.

Eu também tenho várias críticas ao Facebook e afins, mas basta aprender a usar tudo isso de maneira que te faça bem. Se você não quiser que meio mundo saiba o que fez ontem a noite, basta não postar.

Enfim, é do ser humano né? Não consegue admitir que não dá conta, precisa mostrar pro mundo o quanto é descolado e hipster por deletar sua conta no Facebook. Quero ver a cara de c* quando perder o próximo encontro no bar que foi marcado como mesmo? Pois é, pelo Facebook.

Fria? Bastante. Frios? Nunca

Ontem postei uma foto no Instagram do Aprendiz de Viajante (segue a gente lá!) que modéstia a parte ficou muito bonita.


Mas a foto recebeu um comentário no facebook que me provocou: "cidade fria, como os londrinos". O que me faz pensar: quanto tempo a pessoa passou aqui para fazer essa dedução? Eu entendo que alguem que visita Londres por alguns dias - semanas até - pode achar seus moradores frios e introspectivos, mas todo mundo sabe que é muito difícil entender a cultura local sem vivenciá-la por um bom tempo.

Admito que eu também já pensei que os londrinos fossem frios. Mas isso é tão clichê como falarem que todo brasileiro gosta de samba e futebol, que todo mundo no Brasil mora na praia e que todas as mulheres usam biquini fio dental. Ou seja, completamente errado.

Não podemos de maneira alguma comparar a maneira de ser do brasileiro com a do inglês. Somos todos diferentes, e, já com alguns anos de convivência com os londrinos, posso dizer que são amáveis e queridos, basta você compreender que a cultura na qual eles foram criados tem pouco em comum com a nossa.

Ah, e antes que eu me esqueça: Londres é fria sim durante vários meses do ano. Já olhou no mapa pra ver onde fica a Inglaterra?

No More Page 3

Quem me segue lá no twitter ou no instagram já deve até estar de saco cheio desse assunto, mas já estava mais do que na hora de eu falar aqui sobre meu apoio a campanha "No More Page 3" - aliás, não poderia ter escolhido uma data melhor pra escrever esse post, já que ontem participei de um (pequeno, mas barulhento) protesto e hoje a campanha alcançou 125,00 adeptos através da petição online.

Primeiro, vou explicar rapidamente o que é a tal da Page 3, afinal se você não mora aqui talvez nunca tenha ouvido falar dela (se bem que é quase uma instituição, conhecida em diversos países europeus, infelizmente): é uma seção do jornal The Sun (esse provavelmente muita gente ouviu falar, jornal sensacionalista que volta e meia publica manchetes toscas e mentirosas sobre celebridades) na qual diariamente são publicadas fotos de modelos com os peitos de fora.

Antes que você me chame de recalcada, feia gorda bobona e invejosa, quero dizer que a campanha - e eu, claro - não é contra as modelos, nem contra o direito de posar nua, muito menos contra os peitos. Eu sou fã de peitos, acho peitos lindos, adoro os meus. O que pega é o contexto - o que faz uma mulher semi nua bem no meio das notícias, justamente no jornal de maior circulação nacional? Não faz nada, só presta um belo de um desserviço a nossa sociedade que já é tão machista.


Você já imaginou se bem no meio do jornal do almoço o apresentador falasse: agora é a hora da gente ver a mulherada pelada. Não né? Não tem cabimento. Isso é objetificação, é falar para o mundo que é assim que tem ser - que em meio a homens vestidos e falando de negócios e assuntos do dia a dia, uma mulher só consegue espaço se ficar pelada. 

Também não adianta vir com aquela fraquíssima desculpa: 'se não quiser ver não compra'. Não é assim tão simples. Quando alguém lê a Page 3 no trem, eu sou submetida a imagem da mulher em pose sexual de peitos de fora do meu lado. Assim como é a criança que está sentada na minha frente. 

Gente, existem milhões de maneiras de ver peitos - mas o The Sun não é o lugar deles. A Page 3 só reforça o que já falei sobre outra campanha que apoio, Everyday Sexism. 

Tenho ainda dezenas de argumentos, como a influência na formação das crianças e na auto estima feminina. Posso também contar que, durante nosso protesto no domingo, ouvimos alguns homens falando 'get your tits out' - um inclusive estava de mãos dadas com o filho pequeno - o que apenas reforça o que queremos dizer. Mas já escrevi demais, deu pra entender, certo?

São 43 anos - mas agora chega! Vamos assinar a petição e continuar gostando de peitos, mas lembrando que a mulher que os segura é ainda mais importante.

Ah, quem quiser comprar a camiseta, está a venda aqui: http://www.thefashionmove.co.uk/collections/t-shirts

#nomorepage3 #newsnotboobs
No More Page Three

PS: o The Sun Pertence a Rupert Murdoch, mesmo dono do extinto News of The World, que recentemente protagonizou o escândalo das escutas telefônicas e por isso saiu de circulação.

O que eu precisava

Comecei essa semana muito cansada, pois na segunda feira tive que acordar as 5 da manhã para um compromisso de trabalho em Bournemouth, no litoral sul da Inglaterra. Como eu tenho uns dias de folga pra tirar, graças ao fim de semana trabalhado nos Estados Unidos em outubro, usei a sexta feira para dormir até bem tarde e ser turista no meu próprio bairro.



O dia foi frio e ensolarado, as cores de outono no parque estavam tão lindas que mereceram fotos e vídeo no Instagram (me segue lá  instagram.com/helorighetto). Andei sem rumo a tarde toda, visitei um museu esquisitinho mas bonitinho (museu do leque), comprei um livro (edição limitada, assinado pela autora!) e almocei no café de outro museu.


Olha, eu amo os finais de semana, mas não trabalhar em um dia que todo mundo trabalha tem um gostinho ainda melhor. Adoro colocar meu pézinho no meu futuro, pois é assim que visualizo minha vida de aposentada : )

Bom fim de semana pra vocês!

Viena e Paris em exposições em Londres

Na semana que passou vi duas exposições muito boas, uma na Royal Academy of Arts e outra na National Gallery.

A primeira, na Royal Academy, consegui visitar no meu horário de almoço, já que o museu fica muito perto do meu trabalho. Já tinha feito isso há uns meses quando fui ver a Summer Exhibition e vou tentar fazer mais vezes, faz uma super diferença na rotina do escritório. Bom, a exposição é sobre o trabalho do Honoré Daumier e se chama "Visions of Paris" - e, como o próprio nome diz, é focada nas obras que tem Paris como pano de fundo.

Gostei muito das litogravuras coloridas e dos desenhos com sátiras políticas que ele fez para jornais e revistas. A exposição vai até 26 de janeiro e o ingresso custa £11

E hoje fomos na National Gallery ver a tão esperada (por mim!) exposição sobre retratos em Viena englobando obras do fim do século 19 e início do 20: "Facing the Modern - The Portrait in Vienna 1900".

Eu tenho adoração por retratos e não poderia perder a oportunidade de ver obras de Klimt, Kokoshka e Schiele em uma só exposição. São vários estilos, vários temas e muitos outros pintores, vale demais a pena e vai até 12 de janeiro. Também custa £11.

Muitas outras exposições interessantes estão rolando, e o inverno é uma das melhores épocas para vê-las - já que está frio lá fora, bora ficar abrigado no quentinho do museu!

Leituras

Atrasado, mas vai.

Li recentemente o 1822 do Laurentino Gomes, mesmo autor do 1808 e 1889 (esse último ainda não li, mas já está comprado e aguardando sua vez!). O 1822 continua na mesma linha do 1808, contando a história de um período marcante do Brasil de forma muito mais fácil e que faz muito mais sentido. Se você não leu o primeiro, dá pra ler esse tranquilo - apesar de ser uma continuação, um não depende do outro (até porque o autor faz um apanhado geral sobre o 1808 no início do 1822) - mas né, LEIA o 1808, que achei o mais marcante até agora, o que mais me fez entender meu país.


Logo depois li o Queenie, da Alice Munro, escritora canadense que acabou de ganhar o Nobel. Ja tinha comprado outro dela quando estava nos Estados Unidos uma semanas atrás, mas vi esse pequeno conto em uma livraria aqui em Londres e resolvi ler antes pra ter uma ideia - e gostei bastante, fiquei empolgada pra começar o outro.

Nesse momento estou terminando o livro recém lançado da Helen Fielding, continuação da Bridget Jones. Nem vou comentar aqui mais detalhes porque é muito, muito ruim (revoltante de tão ruim). Não sei se fui eu que mudei, afinal li os livros da série quando estava com 20 e poucos anos, ou se a autora que chutou o balde mesmo e escreveu essa porcaria em 2 dias. Fica a lição pra eu realmente não perder mais tempo com esse tipo de livro - já li muito, gostei muito, mas a fase passou. 

Fim de semana luxemburguês

Passamos o fim de semana na cidade de Luxemburgo, capital do país de mesmo nome e um dos menores do mundo. Uma horinha de vôo em um avião de hélices a partir de um pequeno aeroporto que fica a 20 minutos da minha casa, chegamos lá.

Fiquei encantada com a cidade, e apesar do frio (e chuva ocasional), acho que a visita foi em uma ótima época, já que as cores do outono estavam de cair o queixo.

Achei Luxemburgo um daqueles lugares que parecem de mentira, construídos depois que alguém leu um conto de fadas.









E, pra melhorar, descobrimos que em Luxemburgo existe isso (aperte o play):


Acho que todo mundo deveria experimentar essa maravilha um dia.